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The Witcher 3: Wild Hunt

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Título original: The Witcher 3: Wild Hunt.
URL original: https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Witcher_3:_Wild_Hunt
Revisão usada: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=73088027
Importado em: 2026-10-11 08:29 UTC.
Licença: Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual. Esta página deve ser revisada e adaptada para o padrão da Wiki TokuDrive.

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}} The Witcher 3: Wild Hunt[lower-alpha 3] é um jogo de RPG de ação de 2015 desenvolvido e publicado pela CD Projekt. É a sequência de The Witcher 2: Assassins of Kings (2011) e o terceiro jogo da série The Witcher, jogado em um mundo aberto com perspectiva em terceira pessoa. Os jogos seguem a série de romances de fantasia The Witcher, do autor polonês Andrzej Sapkowski.

O jogo se passa em um mundo de fantasia fictício baseado no folclore eslavo. Os jogadores controlam Geralt de Rívia, um caçador de monstros mercenário conhecido como Bruxo, em busca de sua filha adotiva, Ciri, que está fugindo da Caçada Selvagem. Os jogadores enfrentam os diversos perigos do jogo com armas e magia, interagem com personagens não jogáveis ​​e completam missões para adquirir pontos de experiência e ouro, que são usados ​​para aprimorar as habilidades de Geralt e comprar equipamentos. A história do jogo possui três finais possíveis, determinados pelas escolhas do jogador em momentos-chave da narrativa. O desenvolvimento começou em 2011 e durou três anos e meio. As culturas da Europa Central e do Norte formaram a base do mundo do jogo. O jogo foi desenvolvido usando a REDengine 3. A música foi composta principalmente por Marcin Przybyłowicz e interpretada pela Orquestra Estatal de Brandemburgo.

The Witcher 3: Wild Hunt foi lançado para PlayStation 4, Windows e Xbox One em maio de 2015; uma versão para Nintendo Switch foi lançada em outubro de 2019, e versões para PlayStation 5 e Xbox Series X/S (intituladas "Complete Edition") foram lançadas em dezembro de 2022. O jogo foi aclamado pela crítica, recebendo elogios por sua jogabilidade, narrativa, design de mundo, combate e visual, embora tenha sofrido algumas críticas menores devido a problemas técnicos. O título conquistou mais de 200 prêmios de "Jogo do Ano" e é frequentemente citado como um dos melhores videogames já criados. Duas expansões também foram lançadas com grande aclamação da crítica: Hearts of Stone e Blood and Wine. Uma "Game of the Year Edition" foi lançada em agosto de 2016, incluindo o jogo base, as expansões e todo o conteúdo para download. Até maio de 2026, o jogo havia vendido mais de 65 milhões de unidades, tornando-se um dos videogames mais vendidos de todos os tempos. Uma versão remasterizada do jogo, que é uma atualização gratuita para todos os proprietários atuais em diferentes plataformas, foi lançada em 29 de setembro de 2026 para Windows, PlayStation 5, Xbox Series X/S e Nintendo Switch 2. Uma terceira expansão, Songs of the Past, está prevista para ser lançada em 2027, e uma sequência, The Witcher IV, está em desenvolvimento.

Jogabilidade

Arquivo:Witcher-3-combat.jpg
A jogabilidade de The Witcher 3 proporciona combates realistas tanto para humanos quanto para monstros.

The Witcher 3: Wild Hunt é um RPG de ação em terceira pessoa. Os jogadores controlam Geralt de Rívia, um caçador de monstros conhecido como Bruxo.[1] Geralt caminha, corre, rola e esquiva-se e, pela primeira vez na série, pula, escala e nada.[2][3] Ele dispõe de uma variedade de armas, incluindo bombas, uma besta e duas espadas (uma de aço e outra de prata).[4] A espada de aço é usada principalmente para matar humanos, enquanto a de prata é mais eficaz contra criaturas e monstros.[5] Os jogadores podem sacar, alternar e embainhar suas espadas à vontade. Existem dois modos de ataque corpo a corpo: ataques leves são rápidos, porém fracos, e ataques pesados ​​são lentos, porém fortes.[6] Os jogadores podem bloquear e contra-atacar investidas inimigas usando suas espadas.[4] As espadas possuem durabilidade limitada e requerem reparos periódicos.[7] Além de ataques físicos, Geralt tem à sua disposição cinco sinais mágicos: Aard, Axii, Igni, Yrden e Quen.[8] O Aard faz com que Geralt desfira uma onda de choque telecinética; o Axii confunde os inimigos; o Igni os incendeia; o Yrden os desacelera; e o Quen oferece aos jogadores um escudo protetor temporário.[9] Os sinais consomem vigor e não podem ser utilizados indefinidamente.[10] Os jogadores podem usar mutagênicos para aumentar o poder mágico de Geralt. Geralt perde vida ao ser atacado por inimigos, embora o uso de armadura possa ajudar a reduzir essa perda. A saúde é restaurada por meio de meditação ou do consumo de itens, como alimentos e poções.[4] Ocasionalmente, os jogadores controlam Ciri, a filha adotiva de Geralt, que é capaz de se teletransportar por curtas distâncias.[11]

O jogo utiliza ambientes dinâmicos; por exemplo, o ciclo de dia e noite influencia alguns monstros; um lobisomem torna-se poderoso durante a noite de lua cheia.[12] Os jogadores podem obter informações sobre seus inimigos e preparar-se para o combate consultando o bestiário do jogo.[13] Ao derrotar um inimigo, é possível saquear seu cadáver em busca de itens valiosos.[13] O "sentido de bruxo" de Geralt permite aos jogadores localizar objetos de interesse, incluindo itens que podem ser coletados ou recuperados do ambiente.[14] Os itens são armazenados no inventário, cuja capacidade pode ser ampliada mediante a compra de melhorias.[13] Os jogadores podem vender itens a comerciantes[15] ou utilizá-los para fabricar poções e bombas.[16][17] Também podem visitar ferreiros e armeiros para fabricar novas armas e armaduras utilizando os materiais coletados.[18] O preço de um item e o custo de sua fabricação dependem da economia local da região.[3] Os jogadores ganham pontos de experiência ao concluir missões.[3] Ao acumular experiência suficiente, o nível de Geralt aumenta e o jogador recebe pontos de habilidade.[19] Esses pontos podem ser distribuídos em quatro árvores de habilidades: combate, sinais, alquimia e geral. As melhorias de combate aprimoram os ataques de Geralt e desbloqueiam novas técnicas de luta; as de sinais permitem o uso mais eficiente de magia, e as de alquimia melhoram as capacidades de criação de itens. As melhorias gerais possuem diversas funções, desde aumentar a vitalidade de Geralt até elevar o dano causado pela besta.[10]

O jogo concentra-se na narrativa e apresenta uma árvore de diálogos que permite aos jogadores escolher como responder aos personagens não jogáveis. Geralt deve tomar decisões que alteram o estado do mundo e levam a 36 finais possíveis, afetando a vida dos personagens do jogo.[20] Ele pode estabelecer relacionamentos amorosos com algumas personagens femininas ao concluir certas missões.[21] Além das missões principais, livros oferecem mais informações sobre o mundo do jogo.[13] Os jogadores podem iniciar missões secundárias após consultar o quadro de avisos de uma cidade.[13] Essas missões secundárias incluem Contratos de Bruxo (missões elaboradas que exigem a caça a monstros)[22] e missões de Caça ao Tesouro, que recompensam os jogadores com armas ou armaduras de alto nível.[13] O mundo aberto do jogo é dividido em várias regiões. Geralt pode explorar cada região a pé ou utilizando meios de transporte, como barcos. Carpeado, seu cavalo, pode ser chamado a qualquer momento.[23] Os jogadores podem matar inimigos com a espada enquanto montam Carpeado,[24] mas a presença de inimigos pode assustar o cavalo e derrubar Geralt.[13] Pontos de interesse podem ser encontrados no mapa, e os jogadores recebem pontos de experiência ao concluir pequenas missões nessas regiões.[25] Os jogadores podem descobrir Locais de Poder para obter pontos de habilidade adicionais.[26] Outras atividades incluem corridas de cavalo, boxe e jogos de cartas;[27][28] a mecânica de jogo de cartas foi posteriormente expandida para um jogo independente, Gwent: The Witcher Card Game.[29]

Sinopse

Ambientação

O jogo se passa no Continente, um mundo de fantasia fictício baseado no folclore eslavo.[30][31] Ele é cercado por dimensões paralelas e mundos extradimensionais. Humano, elfos, anões, monstros e outras criaturas coexistem no Continente, mas os não humanos são frequentemente perseguidos por suas diferenças nos reinos do norte. O Continente está envolvido em uma guerra entre o império de Nilfgaard[32] — liderado pelo Imperador Emhyr var Emreis (Charles Dance),[33] que invadiu os Reinos do Norte[32] — e a Redânia, governada pelo Rei Radovid V.[34] Vários locais aparecem, incluindo a cidade livre de Novigrad,[35] a cidade redaniana de Oxenfurt, a terra de ninguém de Velen, a cidade de Vizima (antiga capital da recém-conquistada Temeria), as ilhas de Skellige (lar de vários clãs que lembram os nórdico-gaélicos) e a fortaleza dos bruxos de Kaer Morhen.[34][36]

Arquivo:Doug Cockle at MCM Comic Con London, May 2025.jpg
Doug Cockle reprisou seu papel como Geralt de Rívia no jogo.

Personagens

O protagonista é o bruxo Geralt de Rívia (Doug Cockle),[37] um caçador de monstros treinado desde a infância em combate, rastreamento, alquimia e magia, e que teve sua força, velocidade e resistência a toxinas aprimoradas por mutagênicos. Ele conta com a ajuda de sua amada, a poderosa feiticeira Yennefer de Vengerberg (Denise Gough);[37] de seu antigo interesse amoroso, Triss Merigold (Jaimi Barbakoff);[37] do bardo Dandelion (John Schwab); do guerreiro anão Zoltan Chivay (Alexander Morton);[38][32] e de Vesemir (William Roberts), o bruxo que foi mentor de Geralt.[38][34] Geralt é levado à ação pelo reaparecimento de Ciri (Jo Wyatt), filha adotiva dele e de Yennefer.[38] Ciri é uma "Fonte", nascida com habilidades mágicas inatas (e potencialmente vastas); após a aparente morte de seus pais, ela foi treinada como bruxa, enquanto Yennefer lhe ensinava magia.[32] Ciri havia desaparecido anos antes para escapar da Caçada Selvagem, um grupo de guerreiros espectrais liderado pelo Rei da Caçada Selvagem: o elfo Eredin (Steven Hartley), vindo de uma dimensão paralela.[34]

Enredo

{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Geralt e seu mentor, Vesemir, chegam à cidade de Pomar Branco em busca de Yennefer, a antiga amante de Geralt. Após abaterem um grifo que aterrorizava a região, Yennefer procura Geralt e o leva para encontrar o Imperador nilfgaardiano Emhyr; este ordena que Geralt se junte à busca por sua filha Ciri — filha adotiva de Geralt —, a última herdeira de uma antiga linhagem élfica que lhe confere a capacidade de manipular o espaço-tempo, motivo pelo qual a enigmática Caçada Selvagem a persegue. Geralt descobre três locais onde Ciri foi vista: a província de Velen, devastada pela guerra; a cidade-estado livre de Novigrad; e as Ilhas Skellige.

Em Velen, Geralt descobre que Ciri enfrentou bruxas antes de encontrar refúgio com o Barão Sanguinário, um senhor da guerra que governa a província. Ao investigar as bruxas, Geralt encontra a feiticeira Keira Metz, que estava escondida desde os eventos de The Witcher 2: Assassins of Kings, e descobre por meio dela que as bruxas enfrentadas por Ciri são as Moiras, três irmãs malignas que vigiam Velen, e que Ciri tem um misterioso companheiro elfo. Ao abordar o barão, Geralt consegue a informação de que o senhor da guerra enviou Ciri para Novigrad em troca de encontrar a família desaparecida dele.

Ao chegar a Novigrad, Geralt reencontra vários velhos conhecidos, incluindo sua ex-amante Triss, e descobre que Ciri havia procurado seu amigo Dandelion; no entanto, eles acabaram entrando em conflito com chefes do crime local enquanto tentavam quebrar uma maldição. Unindo forças, Geralt e seus amigos resgatam Dandelion, que explica que Ciri se teletransportou para escapar de seus perseguidores.

Ao navegar para Skellige, Geralt reencontra Yennefer, cuja investigação revela que Ciri havia chegado às ilhas com seu companheiro, mas acabou se separando dele durante um ataque da Caçada Selvagem, o que explica como ela foi parar em Velen. Eles também descobrem que, após escapar de Novigrad, Ciri se teletransportou para o vilarejo de Lofoten, em Skellige, onde reencontrou seu companheiro. No entanto, a Caçada Selvagem atacou novamente, forçando-os a fugir de barco. Quando a embarcação retornou à costa, seu único ocupante era Uma, uma criatura deformada que Geralt havia visto na companhia do Barão Sanguinário.

Deduzindo que Uma é a vítima da maldição que Ciri tentava curar, Geralt o leva para a fortaleza dos bruxos em Kaer Morhen. Com a ajuda de Yennefer e de seus companheiros bruxos, Geralt quebra a maldição e restaura a verdadeira forma de Uma: Avallac'h, um aliado de Ciri. Ele explica que havia colocado Ciri em um sono enfeitiçado em uma ilha mágica para protegê-la da Caçada Selvagem. Ao viajar para lá, Geralt reencontra Ciri e descobre que o líder da Caçada, Eredin, deseja os poderes dela para salvar seu mundo natal de uma força mágica conhecida como Geada Branca, que se desloca entre os mundos transformando-os em ermos congelados. De volta a Kaer Morhen, eles são perseguidos pela Caçada e a enfrentam assim que chegam, mas acabam em desvantagem; Vesemir é morto e Ciri libera seu poder descontrolado, forçando a Caçada a recuar.

Levando a luta até a Caçada Selvagem, Geralt e Ciri emboscam e matam Imlerith — o assassino de Vesemir — durante um Sabá das Bruxas organizado pelas Moiras; duas das Moiras também são mortas, mas a terceira escapa. Enquanto isso, Triss e Yennefer reconstituem a Loja das Feiticeiras para auxiliar no combate, e Avallac'h prepara uma armadilha para a Caçada, atraindo-a para Skellige. Na batalha que se segue, Geralt enfrenta e mata Eredin pessoalmente. No entanto, antes de morrer, Eredin afirma que Avallac'h planeja usar o poder de Ciri para seus próprios fins.

Após a derrota da Caçada Selvagem, a Geada Branca começa subitamente a avançar sobre o Continente. Em meio ao caos, Geralt e Yennefer vão atrás de Avallac'h, apenas para encontrar Ciri viva e bem; ela revela que a única intenção de Avallac'h sempre foi combater a Geada Branca. Ciri então enfrenta a Geada Branca e a destrói, sendo que sua sobrevivência depende das escolhas feitas pelo jogador ao longo do jogo.

Dependendo de Ciri sobreviver ou não, três finais diferentes são possíveis:

  • Se Ciri sobreviver e Geralt a tiver levado para conhecer Emhyr, ela se tornará imperatriz de Nilfgaard.
  • Se Ciri sobreviver, mas não tiver conhecido Emhyr, ou se Nilfgaard perder a guerra, Geralt a ajudará a fingir sua morte e ela se tornará uma bruxa.
  • Se Ciri morrer, Geralt caçará a última Bruxa antes de lamentá-la em silêncio.

Desenvolvimento

Embora a produção do jogo estivesse planejada para começar em 2008, o foco da CD Projekt Red em Rise of the White Wolf adiou o início para 2011.[39] A empresa desenvolveu The Witcher 3: Wild Hunt com um orçamento de 81 milhões de dólares[lower-alpha 4] financiado com recursos próprios, ao longo de três anos e meio. O projeto começou com 150 funcionários, chegando a mais de 250 colaboradores internos. Ao todo, 1.500 pessoas estiveram envolvidas na produção em nível global. Embora o jogo seja baseado nos romances de Andrzej Sapkowski, não se trata de uma continuação oficial das obras, e o envolvimento de Sapkowski limitou-se à criação do mapa do jogo.[43][44] O jogo foi localizado para 15 idiomas, contando com um total de 500 dubladores.[45][46][47] O roteiro foi escrito simultaneamente em polonês e inglês para facilitar o processo de localização.[48] Segundo a Side (empresa responsável pela seleção de elenco e gravação de vozes), o roteiro de 450.000 palavras incluía 950 papéis com falas. As gravações das vozes ocorreram entre o final de 2012 e o início de 2015.[49] A CD Projekt Red queria que o jogo não utilizasse nenhum sistema de gerenciamento de direitos digitais (DRM), devido à tentativa malsucedida de controlar a pirataria com seu antecessor, The Witcher 2: Assassins of Kings, cujo DRM também prejudicava o desempenho do jogo, tornando sua execução lenta.[50]

The Witcher 3: Wild Hunt foi criado com a REDengine 3, a engine proprietária da CD Projekt Red projetada para jogos de RPG não lineares ambientados em mundos abertos,[51] contando com o suporte dos consoles PlayStation 4 e Xbox One e estando pronta para uso em outubro de 2014. As primeiras sessões de teste indicaram aos desenvolvedores que o mundo aberto, apesar de seu conteúdo e de ser gerado em torno das missões, parecia vazio. Como solução, eles adicionaram pontos de interesse. O jogo apresentava 5.000 bugs naquele mês de dezembro, o que, com uma data de lançamento prevista para fevereiro de 2015, tornou necessário o seu adiamento.[39][52] Assim como nos dois jogos anteriores da série Witcher, os jogadores encontram uma história complexa com múltiplas escolhas e consequências. Ao contrário de outras engines, a REDengine 3 permite uma narrativa complexa sem comprometer o design do mundo virtual.[53] A interface do usuário tornou-se mais intuitiva graças a soluções baseadas em grades. O sistema de câmera foi aprimorado para utilizar planos abertos em batalhas contra múltiplos inimigos e closes em confrontos mais íntimos.[54] Foram utilizadas mais animações nas sequências de combate do que em The Witcher 2, com cada uma durando menos de um segundo para permitir uma sucessão rápida de movimentos.[55] O diretor do jogo, Konrad Tomaszkiewicz, e o designer sênior, Damien Monnier, citaram Dark Souls e Demon's Souls como influências no sistema de combate de Wild Hunt,[56][57] enquanto o designer de níveis Miles Tost e o artista de ambientes sênior Jonas Mattsson apontaram a série The Legend of Zelda e Red Dead Redemption como influências para o design de níveis e os ambientes do jogo.[58] Os desenvolvedores também citaram a série Gothic como uma grande influência. A CD Projekt havia realizado a localização e a publicação de Gothic (lançado na Polônia em 2002) e Gothic II (em 2003) no mercado polonês. Ambos os jogos, assim como Gothic 3 (lançado em 2006), tornaram-se muito populares na Polônia e, consequentemente, um sucesso para a CD Projekt como distribuidora regional desses títulos.[59][60]

Meses antes da data de lançamento, os sistemas de economia, criação de itens e inventário do jogo estavam incompletos e, aparentemente, não ficariam prontos a tempo. O designer sênior de jogabilidade Matthew Steinke concebeu uma solução e elaborou um diagrama de contexto do sistema. Para definir os preços, Steinke criou uma fórmula baseada nas taxas de dano, defesa ou cura. Utilizou-se o método dos mínimos quadrados polinomiais para avaliar a eficácia da fórmula, constatando-se que ela eliminava falhas do sistema e reduzia os tempos de carregamento.[61] Cada personagem recebeu uma personalidade única para contrastar com o sistema de missões de busca tipicamente utilizado em videogames. Decidiu-se logo no início que o texto seria espirituoso, repleto de metáforas e significados implícitos. Nas fases iniciais do desenvolvimento, os diálogos de cada missão secundária eram limitados a 15 linhas; os roteiristas frequentemente precisavam justificar a qualidade e a necessidade do diálogo para obter permissão para ultrapassar esse limite. As escolhas oferecidas ao jogador foram escritas de forma a apresentar ambiguidade moral, refletindo a vida real e a série original The Witcher, de Andrzej Sapkowski. Temas como alcoolismo, abuso e sexualidade, retratados como aspectos naturais do mundo medieval, foram incorporados à história para conferir autenticidade.[39][52] As áreas do mundo aberto foram inspiradas na Polônia, em Amsterdã e na Escandinávia.[62] Os objetos foram modelados manualmente.[52]

Tramas como a de Yennefer aprisionando Geralt em uma ilha e o recrutamento secreto de Geralt para a Caçada Selvagem foram descartadas para tornar o jogo menor e evitar dividi-lo em duas partes. O jogo de cartas Gwent foi precedido por outras propostas de minigames, incluindo um jogo de bebida, arremesso de facas e patinação no gelo.[39] Uma reconstituição da Batalha de Grunwald foi gravada para captar os sons de batalha, marchas, trabalho de ferreiro e disparos de flechas. Ao gravar as vozes dos cavaleiros para pós-processamento, os dubladores usaram capacetes para obter um som autêntico. Marcin Przybyłowicz foi o diretor musical e compositor do jogo, com contribuições musicais adicionais da Percival, uma banda de folk polonesa que toca instrumentos medievais reconstruídos. Eles executam composições próprias, bem como antigas melodias eslavas, o que os tornou uma boa escolha para o que Przybyłowicz tinha em mente.[63] Segundo Przybyłowicz, trabalhar com a Percival foi um desafio; ele esperava uma abordagem acadêmica antes de descobrir que a maioria dos integrantes do grupo não tinha formação formal e que grande parte da música era improvisada. O multi-instrumentista Robert Jaworski, da banda de folk Żywiołak, gravou partes de alaúde, rabeca renascentista, gusle (instrumento de cordas friccionadas) e sanfona de roda. A trilha sonora foi executada em Frankfurt an der Oder pela Orquestra Estatal de Brandemburgo, sob a regência de Bernd Ruf.[64]

Marketing e Lançamento

The Witcher 3: Wild Hunt foi anunciado em 2013, com lançamento previsto para PC, PlayStation 4 e Xbox One no ano seguinte.[65][66][67] A data de lançamento foi posteriormente adiada do terceiro trimestre de 2014 para fevereiro de 2015.[68] Após não cumprir a data de lançamento planejada de 24 de fevereiro,[69][70] a CD Projekt confirmou em abril que o jogo havia sido liberado para produção.[71] The Witcher 3: Wild Hunt foi lançado mundialmente em 19 de maio de 2015.[69] A primeira-ministra polonesa Ewa Kopacz e o presidente Bronisław Komorowski visitaram a CD Projekt Red para celebrar o lançamento.[39] Assim como no segundo jogo, a Warner Bros. Interactive Entertainment e a Bandai Namco Entertainment cuidaram da distribuição física do jogo na América do Norte e na Europa Ocidental, Austrália e Nova Zelândia, respectivamente.[72][73] Além da edição padrão, os jogadores também podem comprar a "Edição de Colecionador", que inclui o jogo base e itens como um livro de arte, uma estátua de Geralt lutando contra um grifo e um medalhão de Bruxo.[74] Na E3 2019, foi anunciada uma versão para o Nintendo Switch.[75] Ela foi desenvolvida em cooperação com a Saber Interactive,[76] e lançada em 15 de outubro de 2019.[77] A versão apresenta pequenas reduções gráficas para compensar o hardware menos potente do Switch, mas, fora isso, é idêntica às versões existentes.[78]

O cofundador da CD Projekt Red, Marcin Iwiński, listou três pilares que considerava essenciais para o marketing: qualidade do jogo, uma "proposta de valor centrada no jogador" e comunicação com os fãs. Para alcançar o segundo, The Witcher 3: Wild Hunt foi comercializado como "Skyrim com o tempero de Game of Thrones".[79] O terceiro explicava em detalhes a redução na qualidade visual entre as filmagens promocionais anteriores e o produto final, o que Iwiński considerou eficaz.[79] O logotipo foi redesenhado para tornar menos óbvio que The Witcher 3: Wild Hunt era uma sequência; o número três sugeria uma marca de garra ou máscara para um público não familiarizado com a série, enquanto os fãs o reconheceriam como a marca da Caçada Selvagem.[80]

Um jogo de cartas físico independente de Gwent foi incluído com uma cópia física da Edição de Colecionador para Xbox One do videogame Witcher 3: The Wild Hunt (facções Reinos do Norte e Império Nilfgaardiano) e na expansão física "Hearts of Stone" para PC/PS4 (facções Scoia't Tel e Monstros).[81][82][83] Uma edição física completa de Gwent, Gwent: The Legendary Card Game, foi lançada pela No Loading Games e Hachette Boardgames em 2025.[84][85][86]

Contéudo para download

A desenvolvedora estudou fóruns e sites de The Witcher, como o Reddit, para prever o que os jogadores geralmente desejavam em termos de conteúdo para download (DLC). Uma coleção de 16 DLCs gratuitos foi lançada, conforme anunciado pelos desenvolvedores antes do lançamento. Eles incluíam conteúdo cosmético e de jogabilidade adicional, além do modo Novo Jogo+.[50][87] A CD Projekt Red anunciou dois pacotes de expansão: Hearts of Stone e Blood and Wine. Hearts of Stone foi lançado em 13 de outubro de 2015,[88] e Blood and Wine em 31 de maio de 2016.[89] Hearts of Stone acompanha Geralt enquanto ele contata uma entidade misteriosa conhecida como o Homem de Vidro e um homem imortal, Olgierd von Everec. A expansão foi aclamada pela crítica. O segundo pacote de expansão, Blood and Wine, acompanha Geralt enquanto ele viaja para Toussaint (um ducado nilfgaardiano intocado pela guerra) para rastrear uma besta misteriosa que está aterrorizando a região. Também foi aclamado pela crítica, vencendo a categoria de Melhor RPG no The Game Awards 2016.[90] Uma edição "Game of the Year", com o jogo base, ambas as expansões e todos os DLCs, foi lançada em 30 de agosto de 2016.[91] Uma terceira expansão, Songs of the Past, está prevista para ser lançada para PlayStation 5, Windows e Xbox Series X/S em 2027, desenvolvida pela CD Projekt Red e Fool's Theory.[92][93]

Atualização "Next-Gen"

Em 14 de dezembro de 2022, a editora lançou o jogo para PlayStation 5 e Xbox Series X/S. Esta versão ficou disponível como uma atualização gratuita "Next-Gen" para quem já possuía o jogo no PlayStation 4, Windows e Xbox One, mas também podia ser adquirida separadamente. A versão "Next-Gen" foi elogiada pelas inúmeras melhorias visuais implementadas, incluindo texturas em alta resolução e ray tracing.[94][95]

Em 2021, o site de notícias de videogames Kotaku noticiou que o relançamento incluiria conteúdo de mods criados por fãs; "HalkHogan", criador de um mod que melhora as texturas do jogo, anunciou que a desenvolvedora havia iniciado negociações para incluir conteúdo do "The Witcher 3 HD Reworked Project" no lançamento. A CD Projekt Red confirmou ao Kotaku que havia entrado em contato com criadores de mods, o que gerou discussões sobre o motivo pelo qual a empresa, que faturou 300 milhões de dólares em 2020, buscou a ajuda da comunidade.[96]

A versão atualizada estava originalmente prevista para o segundo semestre de 2021,[97] mas foi adiada para o segundo trimestre de 2022.[98] Originalmente, estava sendo desenvolvida pela Saber Interactive.[99] Em 13 de abril de 2022, a CDPR anunciou que sua equipe interna de desenvolvimento assumiria o trabalho restante e que a data de lançamento seria adiada.[100] Em novembro, foi anunciada a data de lançamento de 14 de dezembro de 2022 para plataformas digitais.[101] O jogo foi disponibilizado para venda em lojas físicas em 26 de janeiro de 2023.[102]

A atualização "Next-Gen" incluiu novas roupas e uma missão inspirada na série da Netflix, visuais aprimorados, desempenho e correções de bugs, bem como todo o conteúdo para download lançado anteriormente.[103] O relançamento foi publicado dentro do prazo, mas foi criticado por introduzir problemas de desempenho e bugs.[104][105] Mais tarde naquele dia, a CD Projekt Red anunciou que estava investigando os problemas e trabalhando em correções.[106]

Remaster

Em 25 de agosto de 2026, durante o evento Gamescom 2026 – Opening Night Live, a CD Projekt Red anunciou uma remasterização do jogo intitulada The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered, juntamente com um novo trailer e mais novidades sobre a expansão Songs of the Past. A remasterização está sendo desenvolvida em parceria com a Yigsoft, uma empresa húngara fundada em 2021 por "modders" do jogo original; a empresa auxiliou no desenvolvimento da atualização "Next-Gen" e da expansão Cyberpunk 2077: Phantom Liberty, além de ter contribuído significativamente para a criação do REDkit, a ferramenta oficial de criação de "mods" para os jogos da CD Projekt Red. A remasterização trará diversas melhorias ao jogo, incluindo, entre outras: visuais aprimorados, combate refinado, movimentação e deslocamento aperfeiçoados, novos efeitos para os Sinais de bruxo, controle de montaria reformulado, comportamento de monstros aprimorado, reformulação da árvore de habilidades, sistema de transmogrificação, modo de foto expandido, novos golpes de finalização e mais opções de acessibilidade. Foi lançada em 29 de setembro de 2026, para Windows, PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series X/S, como uma atualização gratuita.[107][108][109][110] Além disso, as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine foram disponibilizadas gratuitamente para os proprietários do jogo base no dia do anúncio.[111]

Dublagem

The Witcher 3: Wild Hunt foi dublado em sete línguas: Polonês (idioma original), Inglês, Alemão, Francês, Russo, Japonês e Português do Brasil, tendo sido legendado em 15 idiomas no total.[112] As expressões faciais tem sincronia labial com todas as línguas devido a tecnologia de sistema dinâmico com base em vogais e consoantes implementada pela desenvolvedora.[113] A dublagem brasileira, foi feita simultaneamente em quatro estúdios levando 8 meses para ser concluída, para as vozes de mais de 800 personagens.[114]

Personagem Dublagem polonesa Dublagem em inglês Dublagem brasileira
Geralt de Rívia Jacek Rozenek Doug Cockle Sérgio Moreno
Yennefer de Vengerberg Beata Jewiarz Denise Gough Simone Benfica
Cirilla "Ciri" Fiona Elen Riannon Anna Cieślak Jo Wyatt Gabi Costa
Triss Merigold de Maribor Agnieszka Kunikowska Jaimi Barbakoff Sarito Rodrigues
Keira Metz de Carreras Zofia Zborowska Katie McGuinness Andrea Suhett
Philip "Barão Sanguinário" Strenger Tomasz Dedek James Clyde Roney Villela
Lambert Lesław Żurek Christian Contreras Júlio Monjardim
Sigismund Dijkstra de Tretogor Andrzej Blumenfeld Richard Hawley Ricardo Vooght
Julian "Dandelion" Alfred Pankratz Jacek Kopczyński John Schwab Thiago Fagundes
Zoltan Chivay Paweł Szczesny Alexander Morton Helder Teixeira
Cerys an Craite Julia Kołakowska Sarah Greene Georgea Rodrigues
Hjalmar an Craite Grzegorz Kwiecień Allen Leech Eduardo Bastos
Crevan "Avallac'h" Espane aep Caomhan Macha Szymon Kuśmider Michael Maloney Reinaldo Simões
Eskel Piotr Warszawski Tom Clarke-Hill Luiz Carlos Gomes
Crach an Craite Stefan Knothe Gary Lilburn Sergio Navarro
Arminho Marek Frąckowiak Patrick Drury Carlos Gesteira
Vesemir Miłogost Reczek William Roberts Miguel Rosenberg
Priscilla Anna Terpiłowska Emma Hiddleston Cacau Melo
Emhyr var Emreis Piotr Grabowski Charles Dance Isaac Bardavid

Recepção

Crítica

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Destructoid 8/10[115]
Game Informer 9.75/10[116]
Game Revolution Predefinição:Rating[117]
GameSpot 10/10[118]
GameTrailers 9.8/10[119]
GamesRadar+ Predefinição:Rating[120]
IGN 9.3/10[121]
PC Gamer (US) 92/100[122]
Polygon 8/10[123]
Push Square 9/10[124]
VideoGamer.com 9/10[125]
UOL Jogos 10/10[126]
OpenCritic 95%[127]
Pontuação global
Agregador Nota média
Metacritic (PC) 93/100[128]
(PS4) 92/100[129]
(XONE) 91/100[130]
(NS) 85/100[131]
(PS5) 94/100[132]
(XSXS) 94/100[133]

The Witcher 3: Wild Hunt recebeu "aclamação universal" pelas suas versões para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S, e "críticas geralmente favoráveis" pela versão para Switch, segundo o agregador de críticas Metacritic.[128][129][130][131][132] Os críticos concordaram que se tratava de um ambicioso RPG de ação de grande escala,[121][123][115] porém prejudicado por problemas técnicos[125][120] e pela falta de inovação.[122] GameSpot e Eurogamer concederam ao jogo suas notas máximas.[118][134] The Witcher 3: Wild Hunt é considerado um dos melhores jogos de todos os tempos.[135][136][137]

O mundo do jogo foi amplamente elogiado pela crítica. Kimberly Wallace, da Game Informer, descreveu-o como "imersivo" e impressionou-se com a atenção aos detalhes.[116] Chris Carter, do Destructoid, elogiou a dimensão do mapa, considerando-o enorme e capaz de exigir horas de exploração por parte dos jogadores.[115] Jonathon Leack, escrevendo para o GameRevolution, elogiou a forma eficaz como o jogo aproveita seu vasto mundo. Leack observou que cada região oferecia missões e atividades para os jogadores, embora considerasse que grande parte desse conteúdo servia apenas para "encher linguiça" e prolongar a duração do jogo.[117] Tom Senior, do GamesRadar+, elogiou a variedade do mundo aberto, descrevendo-o como uma "concretização empolgante da fantasia de um ronin".[120] Daniel Bloodworth, do GameTrailers, elogiou o incentivo à exploração, destacando que muitas missões só ficavam disponíveis após o jogador encontrar personagens não jogáveis ​​em diferentes partes do mundo.[119] Vince Ingenito, da IGN, e Shaun Prescott, da PC Gamer, ficaram impressionados com as paisagens e o ciclo de dia e noite do jogo,[122] com Ingenito afirmando que esses elementos reforçavam a autenticidade do mundo do jogo.[121]

Sua narrativa foi aclamada pela crítica. Carter elogiou o elenco de personagens, descrevendo-o como único e interessante. Ele considerou a narrativa mais envolvente, com os jogadores presenciando eventos-chave e fazendo escolhas que geravam consequências.[115] Wallace elogiou os diálogos e as missões secundárias do jogo; cada uma delas assemelhava-se a um conto, e as decisões dos jogadores nessas missões influenciavam o estado do mundo. Ela apreciou a missão principal, que conferiu mais personalidade a Geralt, e afirmou que as opções de romance representavam uma melhoria significativa em relação aos títulos anteriores. No entanto, ela se decepcionou com a qualidade dos finais do jogo.[116] Kevin Van Ord, da GameSpot, concordou com Wallace, observando que a história de The Witcher 3: Wild Hunt oferecia um maior desenvolvimento do personagem Geralt do que os jogos anteriores. Ele aprovou a mudança, pois ela criava vínculos emocionais entre os jogadores e os personagens do jogo.[118] Senior gostou das missões secundárias, classificando-as como "uma coletânea de contos de fantasia sombria" que chegavam a superar as missões principais em qualidade.[120] Ingenito decepcionou-se com a história principal, alegando que havia excesso de conteúdo de preenchimento e muitas missões monótonas.[121] Shaun Prescott, da PC Gamer, concordou, afirmando que a narrativa teria parecido repetitiva ou previsível se o conteúdo secundário não fosse envolvente.[122] Van Ord, Wallace e Brett Phipps, do VideoGamer.com, elogiaram a dublagem,[125][118] com Wallace classificando-a como a melhor da série.[116] Arthur Gies, do Polygon, criticou o fato de algumas personagens femininas serem excessivamente sexualizadas e a ausência de pessoas não brancas no jogo principal.[123]

O sistema de combate do jogo teve uma recepção geralmente positiva. Bloodworth achou Geralt mais móvel e ágil graças às novas mecânicas de escalada e natação.[119] Carter observou que o sistema foi significativamente simplificado e que os elementos estratégicos dos antecessores foram removidos, mas apreciou a ação proporcionada.[115] Wallace escreveu que, com um sistema de alquimia simplificado, uma interface de usuário adequada e diversas configurações de dificuldade, o combate tornou-se mais acessível, embora ela tenha reprovado o sistema de degradação de armas, que considerou incômodo, e a mecânica pouco refinada de disparo de besta.[116] Leack considerou que o sistema carecia de complexidade e criticou a falta de polimento, causada por um sistema de travamento de alvo pouco confiável, problemas de câmera e animações de combate excessivamente longas.[117] Senior apontou que algumas mecânicas de jogabilidade, como rolar e esquivar, eram inconsistentes e davam ao sistema uma sensação de injustiça.[120] Ingenito elogiou o combate, descrevendo sua fluidez como uma melhoria significativa em relação aos títulos anteriores.[121]

Outros aspectos da jogabilidade receberam opiniões divergentes. Van Ord elogiou o sistema de personalização e aprimoramento do jogo (que proporcionava aos jogadores uma sensação de progressão), uma vez que o desafio aumentava à medida que a história avançava.[118] Ingenito descreveu o sistema de aprimoramento como profundo e flexível, destacando a liberdade considerável que os jogadores têm ao personalizar as habilidades de Geralt.[121] Leack não gostou do sistema de aprimoramento, classificando-o como "pouco empolgante".[117] Carter decepcionou-se com os Sentidos de Bruxo, achando-os repetitivos,[115] mas Senior considerou-os superiores aos marcadores de objetivo — o padrão em jogos de RPG.[120] Prescott criticou a interface do usuário por ser desajeitada e entediante.[122] Senior considerou o jogo de cartas Gwent um minigame viciante.[120]

O jogo foi criticado por seus problemas técnicos. Carter descreveu as animações de escalada como rígidas, observando que algumas falhas de jogabilidade prejudicavam o progresso do jogador.[115] Segundo Wallace, os tempos de carregamento do jogo eram excessivamente longos.[116] Leack apontou uma redução na qualidade gráfica, observando que o jogo final não apresentava o mesmo visual da demonstração de 2013.[117] Senior, Phipps e Ingenito relataram problemas na taxa de quadros;[120] embora Ingenito tenha considerado que isso não afetava a jogabilidade,[121] Phipps classificou a questão como um problema persistente que ofuscava muitas das qualidades do jogo.[125]

Vendas

Antes de seu lançamento, mais de 1,5 milhão de pessoas fizeram a pré-venda do jogo.[138] The Witcher 3: Wild Hunt estreou no topo da lista de vendas de jogos no Reino Unido em sua primeira semana, registrando um faturamento 600% superior ao de seu antecessor, The Witcher 2: Assassins of Kings. Foi o jogo mais vendido do ano no Reino Unido, superando o recorde anteriormente detido por Battlefield Hardline.[139] O título também estreou no topo das paradas de vendas de jogos no Japão, com 67.385 unidades vendidas na primeira semana.[140] Quatro milhões de unidades do jogo foram vendidas nas duas primeiras semanas após o lançamento.[141]

Até junho de 2015, mais de 690.000 jogadores haviam ativado o jogo por meio do GOG Galaxy.[142][143] O jogo vendeu mais de seis milhões de unidades nas seis semanas seguintes,[47] e o estúdio obteve um lucro de 63,3 milhões de dólares no primeiro semestre de 2015.[144] Em março de 2016, a CD Projekt Red informou que o jogo havia distribuído quase 10 milhões de unidades em todo o mundo.[145] Ao final de 2017, a série como um todo havia vendido mais de 33 milhões de unidades.[146][147] Em junho de 2019, esse número havia subido para mais de 40 milhões, sendo que The Witcher 3: Wild Hunt representava mais da metade desse total.[148]

Após o lançamento da primeira temporada da série de televisão The Witcher, da Netflix, em dezembro de 2019, The Witcher 3: Wild Hunt registrou um aumento de 554% nas vendas naquele mês em comparação com dezembro de 2018.[149] Até dezembro de 2019, The Witcher 3: Wild Hunt havia vendido mais de 28 milhões de unidades.[150][151] Até abril de 2021, o jogo havia vendido mais de 30 milhões de unidades, enquanto a série como um todo havia vendido mais de 50 milhões.[152] Até abril de 2022, havia vendido 40 milhões de unidades.[153] Até maio de 2023, as vendas ultrapassaram 50 milhões de unidades.[154] Até maio de 2025, o jogo havia vendido mais de 60 milhões de unidades.[155] Até maio de 2026, havia vendido mais de 65 milhões de unidades.[156]

Prêmios

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Marcin Iwiński, um dos fundadores da CD Projekt, recebendo o prêmio de Jogo do Ano na Game Developers Choice Awards de 2016.

The Witcher 3: Wild Hunt recebeu prêmios antes de seu lançamento na E3, em 2013 e 2014. Foi eleito o melhor jogo de RPG no IGN Best of E3 Awards em 2013 e 2014.[157][158] Ganhou o prêmio de Escolha do Público da E3 da IGN em 2013 e 2014, o prêmio de Escolha do Público da E3 da GameSpot em 2014,[159][160] e o prêmio de Jogo Mais Aguardado na 31ª e na 32ª edição do Golden Joystick Awards.[161][162] Foi eleito o Jogo Mais Aguardado no The Game Awards 2014, em Las Vegas.[163] Recebeu 260 prêmios de Jogo do Ano e foi o jogo mais premiado de todos os tempos até 2021, quando foi superado por The Last of Us Part II.[164] Até agosto de 2016, havia recebido mais de 800 prêmios.[165] Em 2020, a GamesRadar o classificou como o melhor jogo daquela geração.[166]

O jogo recebeu reconhecimento em diversos eventos, incluindo o Golden Joystick Awards,[167] The Game Awards,[168] D.I.C.E. Awards,[169] Game Developers Choice Awards,[170] SXSW Gaming Awards[171] e os prêmios da National Academy of Video Game Trade Reviewers (NAVGTR).[172] The Witcher 3 foi eleito Jogo do Ano pela IGN,[173] GameSpot,[174] Game Informer[175] e outras publicações do setor.[176][177][178] O título conquistou prêmios no Golden Joystick Awards nas categorias de Melhor Narrativa, Melhor Design Visual e Melhor Momento em Jogos,[179] além de vencer nas categorias de Melhor RPG e Estúdio do Ano (para a CD Projekt Red) no The Game Awards.[180] Também ganhou prêmios de Melhor Design de Jogo, Melhor Técnica e Melhor Narrativa na 19ª edição do D.I.C.E. Awards,[181] bem como os prêmios de Jogo do Ano e Melhor Tecnologia na 16ª edição do Game Developers Choice Awards.[182] Uma pesquisa realizada pela GQ em 2023, que ouviu jornalistas de videogames de toda a indústria, classificou o título como o quinto melhor videogame de todos os tempos.[183]

==Notas==

  1. ↑ Programação adicional pela D3T. Portado para Nintendo Switch pela Saber Interactive.
  2. ↑ Publicado no Japão pela Spike Chunsoft.
  3. ↑ Em polonês: Wiedźmin 3: Dziki Gon
  4. ↑ Os relatos divergem quanto ao valor exato. O total foi estimado entre 67–81 milhões de dólares, sendo de 12,2–32,4 milhões de dólares destinados à produção e de 25–35 milhões de dólares adicionais ao marketing.[40][41][42]

Ver também

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Referências

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  5. ↑ CD Projekt Red (19 May 2015). The Witcher 3: Wild Hunt (PlayStation 4, Windows, Xbox One). CD Projekt.
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Ligações externas

Predefinição:Commons category

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Predefinição:The Witcher Predefinição:CD Projekt Predefinição:GDCA de jogo do ano Predefinição:Golden Joystick de jogo do ano Predefinição:The Game Award de jogo do ano

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