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PHP2Shell

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Título original: PHP2Shell.
URL original: https://pt.wikipedia.org/wiki/PHP2Shell
Revisão usada: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=73306995
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Predefinição:Evento recente Predefinição:Infobox bug PHP2Shell é o nome dado a duas vulnerabilidades de segurança da linguagem de programação PHP, identificadas pelos códigos CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619. As falhas permitem a execução arbitrária de código remotamente. Sua existência foi anunciada publicamente em 20 de outubro de 2026.[1] No dia seguinte, foram disponibilizadas correções emergenciais e informações técnicas sobre as vulnerabilidades.[2]

Descoberta

As vulnerabilidades foram descobertas de forma independente pela empresa de segurança californiana Calif, no âmbito do projeto «Patch the Planet», da OpenAI, e pela empresa de segurança em nuvem Wiz.[3] Segundo a Wiz, as falhas afetam versões do PHP desde a 5.4 até a série 8.[4]

Os desenvolvedores do PHP atribuíram às vulnerabilidades uma pontuação de 9,2 em 10, classificada como crítica, segundo a versão 4.0 do Common Vulnerability Scoring System (CVSS).[5] A empresa de segurança watchTowr atribuiu-lhes a pontuação máxima de 10,0.[6]

Correções

Os mantenedores do PHP disponibilizaram versões corrigidas das séries 8.2, 8.3, 8.4 e 8.5.[2] Também foram publicadas correções no código-fonte para as versões 7.4, 8.0 e 8.1, mas não foram disponibilizados binários oficiais atualizados para essas séries, que já haviam chegado ao fim de seu ciclo de vida de suporte.[2]

As duas vulnerabilidades foram documentadas em avisos de segurança no GitHub em 21 de outubro de 2026, às 13h34 UTC, 26 minutos antes do horário anunciado para a publicação das correções.[7][8]

Os mantenedores anteciparam o anúncio após informações sobre as falhas circularem no fórum Hacker News e serem confirmadas pela conta da empresa watchTowr no X.[9] O aviso antecipado publicado no PHP.net permitiu que administradores preparassem a atualização dos sistemas antes da disponibilização das correções.[9][1] A empresa de segurança Sansec estimou que ataques em larga escala poderiam começar nos primeiros 15 minutos após a publicação das correções.[10]

Provas de conceito, análises técnicas e medidas parciais de mitigação começaram a circular na internet antes do fim do período de embargo.[6][11]

A Cloudflare relatou indícios de exploração das falhas antes da publicação das correções e implementou regras temporárias de firewall de aplicação web (WAF) para tentar reduzir o risco de ataques.[12][13]

Impacto

Arquivo:Php2shell wiki.png
Aviso publicado na Wikipédia em inglês sobre a indisponibilidade de ferramentas mantidas pela comunidade em decorrência do PHP2Shell

Cerca de 69% dos sites usam PHP, incluindo os construídos sobre sistemas de gerenciamento de conteúdo como Drupal, Joomla e WordPress, o que tornava o impacto potencial das falhas muito amplo.[14][15] O PHP também vem embutido em equipamentos de fornecedores, em painéis de controle de hospedagem de sites como o cPanel e o Plesk e em alguns aplicativos para Windows.[16]

Seguindo recomendações da equipe de resposta a emergências informáticas da União Europeia (CERT-EU) e do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC), organizações europeias retiraram temporariamente seus sites do ar enquanto aguardavam as correções. Entre elas estavam o portal do governo dos Países Baixos Overheid.nl, a plataforma nacional de comunicação escolar da Dinamarca, todos os serviços web do governo da Finlândia voltados ao público e todos os sites do Ministério do Interior da França.[17][15][18][14][19] Nos Estados Unidos, a Agência de Segurança Nacional (NSA) recomendou que os sites fossem retirados do ar caso não pudessem ser atualizados imediatamente.[20][21] O NCSC britânico divulgou um alerta semelhante, no qual pedia às organizações atenção à possível instalação de backdoors.[22] No Japão, o Escritório Nacional de Cibersegurança orientou os usuários de PHP a atualizar seus sistemas sem demora.[23]

A Fundação Wikimedia desativou vários de seus serviços de apoio, e os fóruns 4chan e Something Awful saíram do ar.[14][24][20] Parte da internet japonesa também ficou indisponível, incluindo jogos como Umamusume: Pretty Derby, Granblue Fantasy e Princess Connect! Re:Dive, além de diversos sites de comércio eletrônico.[23][24] O Internet Archive saiu do ar por um breve período para corrigir o problema.[25]

No Brasil

No dia 21 de outubro, através do Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC), o governo brasileiro emitiu alerta para os órgãos públicos atualizarem imediatamente o software[26] e por medida preventiva, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e os tribunais suspenderam o uso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma de processos administrativos, após a identificação de duas falhas graves de segurança no PHP.[26]

Análise

Pesquisadores da Wiz compararam a gravidade do problema à do Heartbleed, vulnerabilidade revelada em 2014 numa biblioteca de criptografia usada à época por cerca de dois terços da web.[27] Um texto explicativo publicado pelo The Guardian observou que a PHP Foundation, entidade que mantém a linguagem, contava com apenas treze funcionários em tempo integral e parcial e dependia de doações, enquanto a pesquisa em inteligência artificial, creditada por ajudar a encontrar as falhas, recebia investimentos da ordem de bilhões.[28] Em reportagem do The New York Times, o PHP foi descrito como onipresente na web, e o jornal considerou possível que usuários comuns tivessem seus dados pessoais expostos.[29]

Ver também

Referências

  1. ↑ 1,0 1,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  2. ↑ 2,0 2,1 2,2 {{#invoke:Citar web|web}}
  3. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
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  5. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  6. ↑ 6,0 6,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  7. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  8. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  9. ↑ 9,0 9,1 {{#invoke:Citar web|web}}
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  13. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  14. ↑ 14,0 14,1 14,2 {{#invoke:Citar web|web}}
  15. ↑ 15,0 15,1 {{#invoke:Citar web|web}}
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  27. ↑ {{#invoke:Citar periódico|jornal}}
  28. ↑ {{#invoke:Citar periódico|jornal}}
  29. ↑ {{#invoke:Citar periódico|jornal}}

Ligações externas