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Aurora (cantora)

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Aurora
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Aurora em 2024
Informações gerais
Nome completo Aurora Aksnes
Nascimento 15 de junho de 1996 (30 anos)[[Categoria:Predefinição:Categorizar-ano-século-milénio/1]]
Stavanger, Noruega
Origem Hordaland, Noruega
Nacionalidade norueguesa
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Período em atividade 2012 – presente
Gravadora(s)
  • Decca
  • Glassnote
  • Petroleum
  • Fontana
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Aurora Aksnes[lower-alpha 1] (Stavanger, 15 de junho de 1996), conhecida mononimamente como Aurora (estilizado em letras maiúsculas), é uma cantora, compositora e produtora musical norueguesa. Reconhecida por mesclar eletropop, folk e art pop, tem sido descrita como uma pioneira da cena art pop norueguesa e apelidada de "Fada do Pop".

Tendo iniciado a composição de canções e o aprendizado de dança aos seis anos de idade, Aurora obteve reconhecimento inicial na adolescência, quando um colega de classe publicou sua música na internet sem o seu conhecimento. Inicialmente com formação em piano, ela expandiu gradualmente seu envolvimento musical para incluir percussão e produção. Assinou contratos com as gravadoras Petroleum, Decca e Glassnote Records em 2014, e lançou o seu extended play (EP) de estreia, Running with the Wolves, em 2015. O single principal da obra, "Runaway", alcançou ampla popularidade anos mais tarde após viralizar na plataforma TikTok. Seu primeiro álbum de estúdio, All My Demons Greeting Me as a Friend, foi lançado sob críticas positivas em 2016, liderando a parada musical norueguesa VG-lista e obtendo sucesso internacional.

Aurora sucedeu sua estreia com um álbum conceitual dividido em duas partes: Infections of a Different Kind (Step 1) (2018) e A Different Kind of Human (Step 2) (2019). Seu quarto disco de estúdio, The Gods We Can Touch (2022), marcou sua primeira entrada entre os 10 álbuns mais vendidos no Reino Unido. Em 2024, lançou o seu quinto álbum, What Happened to the Heart?, que obteve posições de destaque nas paradas musicais de vários países na Europa. No ano de 2025, Aurora adotou uma sonoridade mais voltada à música eletrônica ao formar o projeto musical Tomora em colaboração com Tom Rowlands, do grupo The Chemical Brothers, lançando o álbum Come Closer no ano seguinte.

Os reconhecimentos recebidos por Aurora incluem quatro Prêmios Spellemann, o Prêmio EBBA e o Prêmio P3 no P3 Gull. Aos 21 anos, tornou-se a pessoa mais jovem a receber uma estrela na Calçada da Fama de Bergen, integrando posteriormente a lista 30 Under 30 da revista Forbes em 2025. Para além de seu trabalho solo, Aurora colaborou com uma ampla variedade de artistas, incluindo The Chemical Brothers, Jacob Collier, Sondre Lerche, Tom Odell, Bring Me the Horizon e Hans Zimmer. Ademais, suas contribuições musicais estendem-se a trilhas sonoras para diversos filmes, séries de televisão e franquias de jogos eletrônicos, tais como Frozen 2, Wolfwalkers, a série em live-action One Piece da Netflix, Kaiju No. 8, FIFA, Sky: Children of the Light, Assassin's Creed e Genshin Impact.

Vida e carreira

1996–2011: Infância

Arquivo:Lysefjorden, Hordaland.JPG
Vista do fiorde de Lyse, em Os, onde Aurora cresceu

Aurora Aksnes nasceu em 15 de junho de 1996 no Hospital Universitário de Stavanger, na Noruega, sendo a caçula de três filhas do casal May Britt Froastad, parteira, e Jan Øystein Aksnes, vendedor de portas de garagem.[1] Sua irmã mais velha, Miranda, é maquiadora e ex-professora,[2] enquanto a outra irmã, Viktoria, atua como estilista, designer de moda e blogueira.[3][4] Aurora passou seus primeiros anos em Høle, uma pequena cidade onde seus pais viveram por 15 anos,[1] desenvolvendo seu amor pela natureza e por roupas tradicionais, como chapéus e saias longas, antes da família se mudar para Drange,[1][5] uma vila remota nas florestas das montanhas de Os, em Hordaland, próxima a Bergen e ao fiorde de Lyse.[6] Ela descreveu seu lar de infância em Drange como um lugar tranquilo, sem carros, com muitas árvores e conexão de internet precária.[7]

Criada em meio à natureza, Aurora se identificava como uma "pessoa da floresta", gostando de atividades como escalar árvores e valorizando o isolamento e a segurança de seu entorno.[8] Na escola, suas irmãs temiam que ela sofresse intimidações devido à sua personalidade excêntrica e estilo de vestir distintivo,[9] mas ela preferia momentos solitários nas florestas, que, segundo ela, a ajudaram a filosofar e descobrir sua própria mente.[10][11] Quando criança, Aurora sentia desconforto com afeto físico e tinha o passatempo incomum de coletar insetos mortos,[10] como mariposas,[12][7] que se tornaram um símbolo de seu álbum de estreia.[13] Aos 11 anos, ela compareceu a um funeral na véspera de Natal, um evento que contribuiu para o desenvolvimento de disfemia, levando-a a aprender língua de sinais norueguesa.[10] A perda de dois amigos próximos — um por suicídio e outro na tragédia de Utøya em 2011[10] — inspirou a canção "Little Boy in the Grass",[14] lançada em 2015.[15]

Uma de suas primeiras memórias musicais é encontrar um piano elétrico no sótão de seus pais, anteriormente pertencente à sua irmã Miranda.[16] Aos seis anos, ela começou a aprender piano, inicialmente imitando música clássica antes de compor suas próprias melodias aos nove anos,[16][17] influenciada por artistas como Leonard Cohen, Bob Dylan, Enya e The Chemical Brothers.[18][19]

2012—2013: Início da carreira

Inicialmente, Aurora manteve sua música em segredo, pois seus pais não a incentivavam a considerá-la como carreira ou passatempo.[17][16][20] Ela também explorou outras ambições, como tornar-se médica, física ou dançarina,[21] e treinou dança dos 6 aos 16 anos, participando de um grupo de dança contemporânea no Festival Norueguês da Juventude de Arte, com apresentações de canções como "Decode", do Paramore, e "Ghosts", de Michael Jackson.[22] Sua aversão inicial à própria voz a desencorajou de considerar uma carreira como cantora.[23]

A primeira composição conhecida de Aurora foi "The Lonely Man",[24] seguida por "I Had a Dream", que abordava desafios globais.[19][12] Apesar de considerar a música "muito longa e entediante, sobre a paz mundial", ela a apresentou uma vez na cerimônia de formatura de sua escola. Antes de se dedicar à música, Aurora trabalhou brevemente lavando o exterior de uma pizzaria.[24] Seu avanço ocorreu de forma inesperada quando uma colega de classe publicou, sem sua permissão, uma gravação da canção "Puppet" — originalmente um presente de Natal para seus pais — e um vídeo de sua apresentação escolar de "I Had a Dream" na internet, o que a deixou furiosa.[17][25] As publicações rapidamente alcançaram milhares de visualizações na Noruega, construindo uma base inicial de fãs no Facebook.[26][16][27] No início de 2013, um representante da Made Management, uma empresa norueguesa de gestão artística, descobriu seu trabalho e a convidou para uma reunião em seu escritório.[28][26] Embora inicialmente hesitante, Aurora foi persuadida por sua mãe a considerar compartilhar sua música, reconhecendo seu potencial para ressoar com outras pessoas.[25]

2014–2017: All My Demons Greeting Me as a Friend

Arquivo:AURORA 2015.jpg
Aurora no festival Green Man, em 2015

Após o sucesso de seu single "Puppet" na Noruega,[29] Aurora assinou contratos com as gravadoras Petroleum, Decca e Glassnote em 2014.[30] Posteriormente, lançou os singles "Awakening" e "Under Stars",[31] com o primeiro destacando-a como "Intocada da Semana" no programa de rádio NRK Urørt, da NRK P3.[32] Sua musicalidade única e estilo vocal receberam elogios da crítica na Europa e nos Estados Unidos,[33][34][35] consolidando-a como uma artista promissora.[36] Em 4 de maio de 2015, Aurora lançou seu primeiro EP, Running with the Wolves,[15] que foi bem recebido por resenhas online e pela imprensa norueguesa.[37][38][39][40] Sua performance no Concerto do Prêmio Nobel da Paz em dezembro do mesmo ano, elogiada pelo apresentador Jay Leno, foi uma experiência descrita por ela como "uma coisa incrivelmente bela da qual fazer parte".[41][42]

No início de 2016, Aurora venceu o Prêmio Spellemann de Revelação do Ano — acompanhado de uma bolsa de 250 mil coroas norueguesas da Gramo[43] — e o Prêmio EBBA por sua ascensão internacional com o EP Running with the Wolves.[44] Em janeiro daquele ano, foi destaque ao lado de Troye Sivan no topo da lista "10 Novos Artistas que Você Precisa Conhecer" da Rolling Stone.[45] Seu álbum de estreia, All My Demons Greeting Me as a Friend, chegou em março e liderou a parada de álbuns da Noruega por duas semanas consecutivas, tornando Aurora a primeira norueguesa a estrear em primeiro lugar com um álbum de estreia desde Emilie Nicolas, em 2014.[46][47] Com lirismo marcante que entrelaça temas de fantasia, coração partido, vida e morte[48] — e comparações a Björk, Florence Welch e Enya[49][50] —, o disco recebeu indicação ao Spellemann de Álbum do Ano, além de vencer nas categorias Solista Pop e Videoclipe do Ano ("I Went Too Far").[51][52] O single principal, "Runaway", alcançou sucesso global em 2021 ao viralizar no TikTok,[53] atingindo a 22.ª posição na parada de canções global da Billboard e a 25.ª no Reino Unido.[54][55] Outros singles, como "Running with the Wolves" e a regravação de "Half the World Away" (do Oasis, para o comercial natalino da John Lewis), alcançaram, respectivamente, as posições 72 na Alemanha e 11 no Reino Unido.[56][57] Até setembro de 2018, o álbum havia vendido 500 mil cópias mundialmente e foi promovido por uma turnê internacional, iniciada na América do Norte e encerrada no Brasil.[58][59][60]

No mesmo ano, Aurora contribuiu com uma versão de "Life on Mars", de David Bowie, para a série Girls da HBO. Estreou na televisão norte-americana no Tonight Show Starring Jimmy Fallon, interpretando "Conqueror" — single previamente incluído na trilha sonora do FIFA 16 e, mais tarde, na atualização da Copa do Mundo do FIFA 23.[61][62][63] Também se apresentou no Howard Stern Show e no Late Show with Stephen Colbert, cantando "Life on Mars" e "I Went Too Far".[64][65] Além disso, firmou parceria com o YouTube para uma iniciativa de conteúdo criativo e estrelou o curta documental Nothing is Eternal, dirigido por Isaac Ravishankara e produzido pela Fader.[66][67]

2017–2020: Álbum de duas partes e "Into the Unknown"

Arquivo:Aurora in Paris by Maeva Damas.jpg
Aurora fotografada em uma boate em Paris, França, em março de 2018

Em novembro de 2016, após o lançamento de All My Demons Greeting Me as a Friend, Aurora anunciou que começava a trabalhar em seu segundo álbum de estúdio, descrevendo o disco de estreia como "o primeiro de muitos".[68] No ano seguinte, contribuiu com uma regravação de "Scarborough Fair" para a trilha da novela brasileira Deus Salve o Rei, também aparecendo na sequência de abertura da produção.[69][70] Durante a criação do novo projeto, Aurora colaborou com os produtores Askjell, Roy Kerr e Tim Bran, gravando o material entre 2017 e 2018 em estúdios localizados em subúrbios da Noruega e da França, com envolvimento em todas as etapas do processo criativo.[8] Nesse período, apresentou canções inéditas em festivais como Lollapalooza e Coachella.[71][72]

O single principal, "Queendom", lançado em abril de 2018, marcou o início da promoção do álbum, que foi dividido em duas partes.[73][74] O videoclipe da faixa, disponibilizado no mês seguinte, destacou a inclusão, com ênfase na comunidade LGBTQIA+, com uma cena em que Aurora beija uma dançarina, simbolizando a aceitação de todas as formas de amor em um reino fictício idealizado.[75] A primeira parte, intitulada Infections of a Different Kind (Step 1), chegou de surpresa às plataformas digitais em 28 de setembro de 2018,[58] com edições físicas em CD e vinil lançadas em 1º de novembro de 2019.[76] As letras abordaram temas como política, sexualidade e empoderamento, inspiradas nas interações de Aurora com seus fãs durante a turnê de estreia, mantendo certa continuidade com o álbum anterior.[77][78] A segunda parte, A Different Kind of Human (Step 2), foi lançada em 7 de junho de 2019.[79] Impulsionado pelos singles "Animal", "The Seed" e "The River", o álbum alcançou o top cinco das paradas na Noruega e figurou entre os sessenta primeiros no Reino Unido, Alemanha, Austrália, Escócia e Suíça.[80] Aurora promoveu os dois lançamentos com uma turnê solo, iniciada em Manchester no final de 2018,[81] além de apresentações em festivais como Glastonbury,[82] Groovin' the Moo[83] e Outside Lands.[84]

Em abril de 2019, Aurora coescreveu e forneceu vocais para três faixas — "Eve of Destruction", "Bango" e "The Universe Sent Me" — do álbum No Geography, o nono do duo Chemical Brothers.[85] No mesmo ano, contribuiu com vocais de apoio para a canção "Into the Unknown", do filme Frozen 2 da Disney, lançado em novembro de 2019.[86] Ela apresentou a música ao vivo na 92ª cerimônia do Oscar, em fevereiro de 2020, ao lado de Idina Menzel e um coral de cantoras internacionais que interpretaram a canção em diferentes idiomas.[87] Anteriormente, em 2018, Aurora interpretou sua versão de "Baby Mine" como o ato final no painel da Disney durante a CCXP, como parte da trilha sonora do filme Dumbo (2019).[88]

2020–2023: The Gods We Can Touch

{{#invoke:Imagem múltipla|render}} Em maio de 2020, Aurora lançou "Exist for Love", sua primeira canção de amor, acompanhada de um videoclipe autodirigido.[89] Produzida durante o bloqueio da COVID-19 com arranjos de cordas de Isobel Waller-Bridge, a faixa marcou o início do que Aurora descreveu como "uma nova era" em sua carreira.[90] Nesse mesmo ano, ela gravou a faixa-título da minissérie de Natal norueguesa Stjernestøv para a NRK, sob a direção musical de Gaute Tønder.[91] Aurora também contribuiu com vocais para "Vinterens Gåte" e "Det Ev Ei Rosa Sprunge" no álbum Juleroser de Herborg Kråkevik, com a Orquestra Filarmônica de Bergen,[92] e regravou seu single de 2015 "Running with the Wolves" para o filme animado Wolfwalkers.[93]

O quarto álbum de estúdio de Aurora, The Gods We Can Touch, foi lançado em 21 de janeiro de 2022,[94] alcançando seu primeiro top dez na parada britânica UK Albums Chart e o topo da parada norueguesa VG-lista pela primeira vez desde seu álbum de estreia.[95] O álbum foi precedido pelos singles "Exist for Love",[89] "Cure for Me",[96] "Giving In to the Love",[94] "Heathens" e "A Dangerous Thing".[97][98] Após o lançamento do álbum, Aurora estreou um show virtual, A Touch of the Divine, transmitido pela Moment House.[99] Ela então iniciou uma turnê mundial para promover o álbum,[100] que incluiu festivais como Rock Werchter na Bélgica,[101] as três edições sul-americanas do Lollapalooza — Argentina,[102] Chile,[103] e Brasil[104] — e um show como atração principal de encerramento no Øya na Noruega,[105] que recebeu amplos elogios da crítica especializada e levou a Variety e a NRK P3 a nomearem Aurora como "uma das maiores artistas da Noruega".[106][107]

Ao longo de 2022, Aurora realizou uma série de colaborações notáveis. Participou do single "Storm" de Wu Qing-feng, do EP L'Après-midi d'un faune, e contribuiu com vocais para a faixa "Alone in the Night" de Sondre Lerche, do álbum Avatars of Love.[108][109] Ela também lançou "Hunting Shadows" para comemorar o 15º aniversário da franquia Assassin's Creed.[110] Sua colaboração com Hans Zimmer incluiu vocais para a trilha sonora de Frozen Planet II da BBC, e ela apresentou "Take Me Back Home" no Royal Albert Hall durante os BBC Earth Proms.[111] Naquele ano, Aurora venceu o Prêmio Spellemann de Sucesso Internacional do Ano por suas contribuições às exportações musicais norueguesas e recebeu o Prêmio P3 na premiação norueguesa P3 Gull, apresentado por Billie Eilish.[112][113]

Aurora colaborou com o jogo Sky: Children of the Light, contribuindo com vocais para os temas de abertura e encerramento.[114] Em outubro de 2022, um show virtual dentro do jogo estreou após os Game Awards em dezembro,[115][116] retornando em agosto de 2023 para tentar quebrar o Guinness World Records de "Maior número de usuários em um mundo virtual temático de concerto",[117] alcançado com 10.061 jogadores simultâneos.[118] O evento foi realizado novamente em junho de 2025 como Aurora: Homecoming, celebrando o retorno de Aurora à Noruega após sua turnê mundial de 2024–25.[119]

2023–2025: What Happened to the Heart?

Arquivo:AURORA, Ravnedalen Live festival, Kristiansand, Norway (53867097668).jpg
Aurora se apresentando em Kristiansand, Noruega, em julho de 2024

Em janeiro de 2023, Aurora começou a divulgar pistas de seu quinto álbum de estúdio, compartilhando em uma publicação nas redes sociais que estava "trabalhando em muitos bebês".[120] No mesmo mês, colaborou com o cantor inglês Tom Odell na canção "Butterflies".[121] Entre julho e agosto, contribuiu com uma versão de "Pink Moon", de Nick Drake, para o álbum tributo The Endless Coloured Ways: The Songs of Nick Drake e lançou "My Sails Are Set" para a trilha sonora da série live-action One Piece.[122][123]

Em outubro de 2023, a cantora voltou a despertar expectativas ao publicar um trecho de áudio e um link de pré-salvamento em suas redes sociais, com a legenda "08.11".[124] No mês seguinte, lançou "Your Blood", seu primeiro single solo em quase dois anos.[125] No início de 2024, vieram os singles "The Conflict of the Mind" e "Some Type of Skin".[126] Durante esse período, concluiu uma turnê como artista principal na Noruega.[127] Em março de 2024, anunciou seu quinto álbum de estúdio, What Happened to the Heart?, lançado em junho.[128] O disco funde indie pop e disco,[129] incorporando ainda influências de pop, techno e música folk.[130] Alcançou posições entre as 10 primeiras na Alemanha, Noruega, Escócia, Países Baixos e Reino Unido,[131] foi indicado a Lançamento do Ano nos Prêmios Spellemann e venceu o Prêmio Edvard de Música Popular por ser "uma obra coesa e bem elaborada, sustentada por uma visão artística clara".[132][133]

Para promover o álbum, Aurora embarcou em sua quinta turnê, intitulada What Happened to the Earth?, que atraiu mais de 300 mil espectadores. A gravação em vídeo do espetáculo ocorreu no Palacio de los Deportes, na Cidade do México, durante o Dia dos Mortos, onde a cantora realizou seu maior show solo para um público esgotado de 18 mil pessoas. O filme resultante foi exibido em cinemas de todo o mundo.[134][135][132] Antes do show na Arena Wembley, a cantora organizou a exposição retrospectiva gratuita Some Type of Skin – An Exhibition, que exibiu seus figurinos de palco e obras de arte visuais, traçando a evolução de sua estética e carreira.[136][137]

Em 2025, a revista Forbes incluiu Aurora em sua lista 30 Under 30,[138] e a instituição Nordoff and Robbins a homenageou com o Prêmio Silver Clef de Música Contemporânea.[139] Ainda naquele ano, lançou "You Can't Run from Yourself" como tema de abertura da segunda temporada do anime Kaiju No. 8.[140]

Além de seu trabalho solo, a cantora participou da faixa "Limousine", da banda Bring Me the Horizon, presente no álbum Post Human: Nex Gen (2024).[141] Colaborou também com Jacob Collier em uma reinterpretação conjunta de "The Seed" com "A Rock Somewhere", apresentada no Ártico para conscientizar sobre a proteção dos oceanos e do clima.[142] Contribuiu ainda para a trilha sonora de Genshin Impact, interpretando o tema principal da região de "Nod-Krai" ao lado do London Voices e da Orquestra Sinfônica de Londres.[143] Por fim, uniu-se ao cantor canadense Leif Vollebekk na canção "Southern Star", na qual protagonizou o curta-metragem homônimo, dirigido por Kaveh Nabatian — o mesmo diretor com quem havia trabalhado nos vídeos de seu álbum anterior.[144][145]

2025–presente: Tomora e Come Closer

Em dezembro de 2025, Aurora e Tom Rowlands, do The Chemical Brothers — que havia atuado como produtor de What Happened to the Heart? —, anunciaram oficialmente a formação da dupla de música eletrônica Tomora, cujo nome é uma fusão de seus primeiros nomes. O estilo do projeto caracteriza-se por sons etéreos ou sinistros repetitivos acompanhados de batidas eletrônicas.[146]

A dupla se apresentou no festival Coachella em abril de 2026, poucos dias antes de lançar seu álbum de estreia, Come Closer.

Características musicais

Influências

{{#invoke:Imagem múltipla|render}} Aurora cresceu com acesso limitado a meios de comunicação musical, como rádio ou canais de televisão especializados; ela afirmou que, no início de sua carreira, teve contato com poucos artistas.[147] Entre suas principais influências, estão Ane Brun,[148] Björk,[149] Bob Dylan,[18] Enya,[18] Johnny Cash,[150] Kate Bush,[66] Leonard Cohen,[18] Oasis,[151] Susanne Sundfør,[152] Os Beatles[153] e Underworld.[154] Ela mencionou que o primeiro álbum que adquiriu foi Blonde on Blonde, de Dylan.[24]

Aurora também destacou o heavy metal como uma influência significativa desde a juventude.[155] Aos 11 anos, ela conheceu a banda Gojira, descrevendo sua música como "pesada, intensa e sombria".[156] Outras bandas do gênero que a influenciaram incluem Mastodon, System of a Down, Tool, Metallica, Refused e Slayer,[155][156][148] além de grupos escandinavos.[157] Aurora também expressou admiração por David Bowie e Iggy Pop, mencionando um encontro com este último em um festival na Bélgica, onde se sentiu extremamente emocionada,[157][66] e colaborou com Einar Selvik, líder da banda de folk nórdico Wardruna, apresentando a canção "Helvegen" em várias ocasiões.[158]

Ela já interpretou canções como "Mr. Tambourine Man",[159] "Famous Blue Raincoat",[160] "Life on Mars",[61] "Across the Universe"[153] e "Make You Feel My Love".[161] Aurora declarou que evita ouvir música frequentemente, considerando-a "ruído" ou "interferência", pois, segundo ela, possui música em sua mente constantemente.[162] Ela não utiliza plataformas de streaming como iTunes ou Spotify, preferindo colecionar discos de vinil e CDs, que escuta principalmente durante viagens, quando revisita obras de suas influências.[154]

Imagem pública e filantropia

Arquivo:Aurora performing at the Electric Castle festival - 51995750315.jpg
Aurora é defensora dos direitos LGBT e abertamente bissexual desde 2018.

Aurora destacou-se inicialmente por sua aparência singular, caracterizada por traços descritos como "infantis", pele clara sem maquiagem e cabelos curtos platinados, que combinavam com a tonalidade de suas sobrancelhas,[163][164] em contraste com seu alcance vocal e o significado de suas canções.[165][166] Posteriormente, adotou um corte de cabelo parcialmente raspado, apelidado de "viking norueguês",[17][61] e, entre 2018 e 2024, tornou-se conhecida por um corte em camadas — longo na frente e curto atrás —, frequentemente comparado a estilos de personagens de anime.[167] Durante o período promocional entre os lançamentos Infections of a Different Kind (Step 1) e A Different Kind of Human (Step 2), Aurora frequentemente se apresentava com marcas faciais que simbolizavam "lágrimas e rugas de sorriso".[168] Sua presença de palco é marcada por um humor espontâneo, influenciado por sua abertura em compartilhar pensamentos intrusivos com o público durante apresentações ao vivo.[169]

Seu guarda-roupa é composto principalmente por roupas reutilizadas, muitas delas desenhadas pela própria Aurora em colaboração com sua irmã Viktoria.[89][167] Como pescetariana,[170] Aurora enfatiza a importância de escolhas alimentares conscientes como parte de um estilo de vida ambientalmente responsável.[171]

Aurora se identifica como feminista e é uma defensora ativa de causas como igualdade racial e direitos LGBT.[154][172][173] Em uma entrevista de 2018 com o jornal The Independent, Aurora se descreveu como bissexual, expressando preferência por abraçar o amor e a exploração sem rótulos rígidos.[174][175] Aurora também demonstrou apoio a movimentos de conscientização ambiental, temas explorados em canções como "Apple Tree", "The Seed" e "Soulless Creatures" de seus segundo e terceiro álbuns.[176][177] Ela expressou admiração por iniciativas ambientais de figuras como Greta Thunberg e a banda Coldplay.[178]

Aurora tem se engajado ativamente em trabalhos filantrópicos e de advocacia. Em outubro de 2020, ela apresentou sua canção "Warrior" para voluntários do movimento Clean Sounds e convocou outros artistas, como Billie Eilish e Sigrid, a se juntarem à causa.[177] Ela participou de diversos festivais de música online, incluindo Vi er Live (uma manifestação contra o racismo em resposta ao assassinato de George Floyd),[179] SOS Rainforest (em apoio às comunidades indígenas e florestas tropicais na África, Ásia e América do Sul),[180] e Exist For Love Sessions (para promover artistas emergentes).[181][182] Em novembro de 2021, ela foi a atração principal de um evento beneficente sem fins lucrativos durante a COP26 para arrecadar fundos para a organização EarthPercent de Brian Eno.[178] Ela também se manifestou politicamente, especialmente durante a Guerra em Gaza, pedindo um cessar-fogo permanente e juntando-se ao movimento "No Music for Genocide", bloqueando geograficamente sua discografia em plataformas de streaming em Israel como forma de protesto contra o conflito.[183][184][185]

Controvérsia

Em 26 de março de 2023, ao final da apresentação de Aurora no Lollapalooza Brasil, o baterista Sigmund Vestrheim fez um gesto com as mãos que alguns usuários de redes sociais interpretaram como um sinal supremacista branco.[186] A situação ganhou repercussão quando usuários passaram a revisar o perfil de Vestrheim no Instagram e apontaram uma publicação antiga que consideraram controversa, que incluía um desenho compartilhado em 2017 com os números "777" e uma suástica.[187] Aurora se manifestou nas redes sociais, afirmando que nenhum dos integrantes de sua banda apoia ideologias de direita e negando que o baterista tenha qualquer ligação com movimentos de ódio.[186] Alguns dias depois, Aurora anunciou que Vestrheim seria substituído nos próximos shows da turnê no México por motivos de segurança.[188][189] Em uma entrevista ao VG, Aurora confirmou que o baterista retornaria à banda e classificou as acusações como "absurdas", descrevendo-as como "sem sentido e perda de tempo".[189]

Influência e impacto

Predefinição:Principal Predefinição:Caixa de citação Aurora consolidou-se como uma das maiores artistas contemporâneas da Noruega. Veículos de mídia como Telegraph India, Veja e G1 a apelidaram de "Fadinha do Pop",[140][190][191] enquanto a revista NME a destacou como pioneira do art pop norueguês.[137] Espen Borge, da NRK P3, elogiou-a como "uma das criadoras de maior sucesso no mundo", destacando suas habilidades de composição e expressividade vocal.[107] Jem Aswad, da Variety, descreveu-a como um dos maiores nomes da música norueguesa e uma veterana da cena musical do país.[106] Catharina Cheung, da Time Out, Aurora Henni Krogh, do 730.no, e os organizadores do Festival Øya reconheceram-na como a maior estrela pop da Noruega nos últimos anos.[192][193][194] Tina Løvås, do Musikknyheter.no, foi além, nomeando-a "uma das maiores artistas da história da Noruega", observando que sua discografia deixou uma marca imanente na história musical do país.[195]

Em sua cidade natal, Os, o então prefeito Terje Søviknes creditou-a como a principal figura da "Onda de Os" — um movimento cultural comparável à Onda de Bergen —, inspirando e incentivando novos artistas da região.

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Aurora recebeu elogios de artistas como Ane Brun,[196] Billie Eilish,[197] Doja Cat,[198] Katy Perry,[59] Oliver Sykes,[199] Shawn Mendes,[200] SZA[201] e Troye Sivan.[202] Eilish atribui à canção "Runaway" a inspiração para sua decisão de seguir carreira musical.[197] A presença de Björk em uma apresentação de Aurora na KEXP, em Reykjavík, levou Dusty Henry a descrevê-la como um "puta negócio".[203]

Aurora também conquistou numerosos prêmios, incluindo o Prêmio P3 no P3 Gull por seu impacto significativo na música norueguesa ao longo do tempo,[113] quatro Prêmios Spellemann,[204][205][112] com duas indicações para Álbum do Ano,[51][132] e um Prêmio EBBA pelo sucesso internacional com seu EP de estreia, Running with the Wolves.[44] Aos 21 anos, ela se tornou a pessoa mais jovem a receber uma estrela na Calçada da Fama de Bergen.[206][207] Também foi incluída na lista 30 Under 30 da Forbes em 2025 e havia vendido mais de um milhão de álbuns mundialmente até julho de 2021.[138][208]

Discografia

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Álbuns de estúdio
Com Tomora (Aurora e Tom Rowlands)

Bibliografia

  • The Gods We Can Touch (2023)[209]
  • What Happened to the Heart? (2024)[210]

Banda de apoio

Formação atual
Ex-membros
  • Magnus Sklystad: bateria, percussão, vocais de apoio (2014–2022)
  • Silja Sol: sintetizador, vocais de apoio (2014–2021)
  • Odd Martin: baixo, vocais de apoio (2014–2016)
  • Njål Paulsberg: teclado, sintetizador (2016–2021)
  • Askjell Solstrand: teclado, sintetizador (2016–2019)
  • Selma Stang: sintetizador, vocais de apoio (2016)
  • Alf Godbolt: teclado, sintetizador (2016)
  • Fredrik Vogsborg: baixo, guitarra (2017–2018)

Notas

Referências

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Ligações externas

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