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El Niño de 2026

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Título original: El Niño de 2026.
URL original: https://pt.wikipedia.org/wiki/El_Ni%C3%B1o_de_2026
Revisão usada: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?oldid=73109607
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O El Niño de 2026 é o evento climático de El Niño mais forte registrado desde que as medições oficiais sobre eventos meteorológicos e climáticos começaram, no final de 1800. "O fenômeno El Niño em desenvolvimento no Oceano Pacífico, que os cientistas vêm monitorando de perto há muitos meses, ultrapassou os recordes anteriores, tornando-se o evento mais forte já registrado", escreveu o Met Office britânico em setembro de 2026. [1]

O pico do evento deve acontecer entre outubro e dezembro de 2026, mas é possível que seus efeitos se estendam até março de 2027.[1]

"Já chegou o El Niño 'Godzilla' e está já a bater recordes que o mundo preferia não ver ultrapassados", escreveu a Euronews em setembro de 2026. [2]

Contexto

O El Niño é uma das duas fases do El Niño-Oscilação do Sul (ENOS). É um fenômeno climático global que surge de variações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o leste do Oceano Pacífico tropical, região onde ficam mais quentes. O fenômeno têm um padrão irregular, com alguma semelhança com ciclos, mas não pode ser previsto a longo prazo. [3] [4]

Além do aquecimento das águas no Pacífico tropical (região que está à oeste do México, América Central e norte da América do Sul), o fenômeno leva ao esfriamento das águas do Atlântico equatorial (na altura do Caribe), aumento das temperaturas globais, aumentos das precipitações em algumas regiões e seca em outras. [5]

O seu "oposto" o La Ninã, quando ocorre o resfriamento das águas do Oceano Pacífico tropical. [6]

Prognósticos

Maio: previsões iniciais apontavam para um super El Niño, com "82% de chance de o fenômeno surgir entre maio e julho de 2026 e 96% de probabilidade de ele persistir até o inverno do hemisfério norte, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027", segundo a BBC [7]

Julho: segundo a OMM, um forte fenômeno El Niño estava se desenvolvendo e esperava-se que se intensifiqucasse durante o período de agosto a outubro de 2026 [5]

Agosto: até agosto, segundo a NOAA, as anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) já tinham ultrapassado os 3°C, estando prevista uma intensificação constante do El Niño até o final de 2026, com a probabilidade maior de 90% de um evento muito forte no Hemisfério Sul durante a primavera e o verão de 2026–2027. A probabilidade de ser o evento mais forte registrado desde 1950, durante o trimestre outubro–novembro-dezembro de 2026 era de 75%. [6]

Setembro: segundo a NOAA em 10 de setembro de 2026, o fenômeno estava se intensificando, com mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte durante o outono e inverno de 2026-27 no Hemisfério Norte e primavera e verão no Sul. Ele se "intensificou ainda mais no último mês, com anomalias na temperatura da superfície do mar superiores a +3,0 °C no Pacífico", explicou a agência. [8]

Pico

O pico do evento deve ocorrer nos meses finais de 2026 - entre outubro e meados de dezembro. [1]

Efeitos

Aumento da temperatura global

Segundo o Met Office, "é muito provável que 2027 substitua 2024 como o ano mais quente já registrado e seja mais um ano a ultrapassar temporariamente +1,5°C acima do período pré-industrial”. [1]

Enchentes

O sul do Brasil experimentou uma série de enchentes seguidas em setembro de 2026 ,com acumulados de mais 300mm em poucas horas em algumas regiões [9]

Tempestades severas

O aumento da temperatura e da umidade levaram a uma série de tempestades severas, incluindo tornados e granizo de grande tamanho em países do Cone Sul durante a primavera. [9] [10]

Ciclones extratropicais

Segundo o Inmet, "o fenômeno potencializa o transporte de umidade (oriunda da região amazônica) para o estado, o que sustenta sistemas de baixa pressão [ciclones] sobre a região".[11]

Mortes

Em final de setembro, um estudo divulgado pelo Climate Impact Lab, que reúne pesquisadores das universidades de Chicago e Berkeley, nos Estados Unidos, previu que 451 mil mortes poderiam ocorrer em todo mundo até fevereiro de 2027 devido aos efeitos do fenômeno, principalmente o aumento da temperatura. [4] [2]

Dados históricos relevantes

  • Furacões: como ele esfria as águas de Atlântico tropical, o que por sua interfere na formação de furacões, que se "alimentam" de águas quentes, não houve um furacão na região do Caribe e América do norte até o final de setembro de 2026, o que não acontecia nos últimos 60 anos. Por outro lado, com as águas do Pacífico mais quentes, furacões que se desenvolveram na costa oeste do México, se tornaram mais intensos (ler furacão Polo). [12]

Ver também

Referências

  1. ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 {{#invoke:Citar web|web}}
  2. ↑ 2,0 2,1 {{#invoke:Citar periódico|periodico}}
  3. ↑ {{#invoke:Citar periódico|periodico}}
  4. ↑ 4,0 4,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  5. ↑ 5,0 5,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  6. ↑ 6,0 6,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  7. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  8. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  9. ↑ 9,0 9,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  10. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  11. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}
  12. ↑ {{#invoke:Citar web|web}}