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O Último Grande Herói

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Título original: O Último Grande Herói.
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{{ safesubst:#invoke:Unsubst||data=__DATE__ |$B={{#invoke:Message box|ambox}} {{#invoke:manutenção|categorizar|que carecem de notas de rodapé}} }} Predefinição:Info/Filme O Último Grande Herói[1][2] (Predefinição:Lang-en) é um filme americano de 1993, dos gêneros ação, comédia e fantasia dirigido e produzido por John McTiernan. É uma sátira do gênero de ação e seus clichês, contendo diversas paródias a filmes de ação, já que a história principal é a de um filme dentro do filme.[3]

Last Action Hero é protagonizado por Arnold Schwarzenegger no papel de Jack Slater, um detetive ficcional da polícia de Los Angeles. Slater é um personagem fictício dentro do filme, o herói da série de filmes de ação Jack Slater. Austin O'Brien co-protagoniza o filme como um menino que é magicamente transportado para o universo paralelo habitado por Slater e os outros personagens da série de filmes com o seu nome. Schwarzenegger faz também de si próprio no mundo real e Charles Dance interpreta um assassino que escapa do mundo de Slater para o mundo real. Last Action Hero foi uma decepção financeira em seu lançamento.[4]

Sinopse

Desde que o seu pai morreu, Danny Madigan (Austin O'Brien) vive numa zona pobre e perigosa de Nova Iorque juntamente com a mãe, que é obrigada a trabalhar noite e dia para os sustentar. Para se distrair dos seus problemas, Danny falta à escola para assistir a filmes com seu amigo Nick, o velho projeccionista do cinema Pandora, uma sala antiga de cinema com demolição prevista para breve. Nick convida Danny para uma exibição privada de Jack Slater IV, o último filme de um franchise de acção protagonizado por Arnold Schwarzenegger, de que Danny é fã incondicional. Para marcar a ocasião, Nick dá um bilhete mágico a Danny que lhe foi oferecido há muitos anos por Harry Houdini. Antes da sessão, Nick rasga o bilhete ao meio, dá uma metade a Danny e coloca a outra na caixa de passagem. Poucos minutos após o filme começar, o bilhete de Danny começa a brilhar com magia. Numa cena de acção que involve um cartucho de dinamite, este voa do ecrã para dentro da sala de cinema e aterra no chão perto de Danny, que vê a dinamite prestes a explodir e começa a correr em direcção ao ecrã. Quando acorda, está no banco de trás do descapotável de Jack Slater, que está sendo perseguido em Los Angeles. Danny percebe então que o bilhete funcionou e que foi parar dentro do filme. Em vão, Danny tenta convencer Jack Slater de tudo o que os rodeia é um filme, mas Slater não vê nada fora de comum no seu mundo, que inclui um detetive de desenhos animados chamado Whiskers (Danny DeVito), uma imagem a preto-e-branco de Humphrey Bogart, agentes policiais femininas vestidas com estranhas armaduras e várias personagens de outros filmes (o T-1000 de The Terminator e Catherine Tramell de Basic Instinct são vistos de relance na extravagante esquadra do LAPD).

Após mais uma reprimenda, Dekker, o histriónico comandante de Slater (Frank McRae) ordena que Danny seja o seu parceiro, já que este, ao ter visto o início do filme, sabe várias informações para eles desconhecidas sobre o chefe do crime Tony Vivaldi (Anthony Quinn), o assassino do primo de Slater. Com efeito, ao fazerem uma volta de reconhecimento, Danny reconhece a mansão pertencente a Vivaldi. Apesar do ceticismo de Slater, ambos batem à porta e conhecem o capanga britânico de Vivaldi, Mr. Benedict (Charles Dance), um sinistro assassino de olho de vidro. Depois de ouvir Danny argumentar sobre o bilhete mágico e sobre tudo aquilo ser um filme, Benedict segue Slater e Danny quando eles visitam a filha de Slater, Whitney (Bridgette Wilson). Benedict invade a casa com alguns bandidos, leva o bilhete mágico de Danny e escapa depois de um tiroteio com Slater e Whitney. Ao inspecionar o bilhete na mansão, Benedict descobre um portal para o mundo real.

Slater e Danny descobrem então que Vivaldi planeia matar os seus rivais durante um funeral no último andar de um prédio, transformando o corpo de um falecido membro da mafia numa bomba de gás de nervos. Depois de uma breve cena em que Whiskers salva Slater e Danny da traição por um amigo de Slater, John Practice (F. Murray Abraham), Slater diz a Danny para comandar um guindaste de construção, leva o corpo e escapa do funeral, descartando o corpo num poço de alcatrão. Whitney chega logo em seguida, e Slater e Danny usam o seu camião para deitar abaixo a porta da mansão dos vilões, pouco depois de um irritado Benedict trair e matar Vivaldi. Na luta que se segue, Benedict e seu mordomo usam o bilhete mágico e atravessam para o mundo real, seguidos por Slater e Danny. Na cidade de Nova Iorque, Slater está desapontado e ressentido ao descobrir que na verdade ele é um personagem fictício e que a sua vida tão difícil foi criada por argumentistas. Ao falar com a mãe de Danny, aprende a ser sensível e perde o interesse em acção violenta.

Enquanto isso, Benedict descobre que neste mundo que pode escapar impune ao assassinar pessoas e inventa um plano para eliminar Slater matando o actor Arnold Schwarzenegger na grande estreia de Jack Slater IV. Slater adivinha corretamente o plano de Benedict depois deste usar o bilhete para escapar de um choque frontal de carro, deixando para trás um jornal com marcas desenhadas à mão no anúncio nun jornal que mostra o cartaz de Jack Slater IV.

Durante a estreia, e depois de um breve encontro com o próprio Schwarzenegger, Slater enfrenta o Estripador (Tom Noonan), o vilão que matou o jovem filho de Slater em Jack Slater III e que Benedict trouxe para o mundo real. Repetindo os eventos de Jack Slater III, o Estripador atira Danny do telhado antes de ser eletrocutado por Slater. Este encontra Danny agarrado ao lado do prédio e puxa-lo para a segurança, mas Benedict enfrenta Slater e dispara sobre o seu peito, enquanto anuncia os seus planos para formar um exército de vilões de filmes (como Drácula, Freddy Krueger, Hannibal Lecter e King Kong) para dominar o mundo. Aproveitando a sua distracção, Danny empurra Benedict para o chão, permitindo que Slater lhe roube a arma e dispare directamente no seu olho de vidro explosivo, desfazendo a sua cabeça em pedaços, mas o bilhete voa para fora do telhado e cai na frente de uma sala de cinema, que mostra O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman. Saindo da sala, a Morte (Ian McKellen) segue Slater e Danny para o cinema de Nick, onde Danny espera salvar Slater, transportando-o de volta para o seu filme. A Morte chega perto de ambos, e diz que Slater não está nos seus planos, aconselhando Danny a encontrar a outra metade do bilhete mágico que ficou na caixa de passagem. Slater e Danny são transportados de novo para Jack Slater IV, onde as suas feridas são menores. Por insistência de Slater, Danny volta para o mundo real. O filme termina com Slater a usar os seus novos conhecimentos para calar Dekker, e em seguida vai-se embora no pôr do sol.

Elenco

Aparições Especiais

Antecedentes e produção

Last Action Hero foi um roteiro original de Zak Penn e Adam Leff, destinado a parodiar os filmes típicos de ação de argumentistas como Shane Black. Zak Penn notou a ironia de que o estúdio tenha acabado por chamar Shane Black para reescrever o guião.[7] O argumento original difere muito do filme acabado e está amplamente disponível para leitura online. Embora ainda fosse uma paródia de filmes de ação de Hollywood desenrolava-se quase totalmente no mundo do cinema e focava-se em grande parte no ciclo fútil de violência exibida pelo herói e no efeito que tinha sobre as pessoas ao seu redor. Devido às mudanças radicais de Zak Penn e Adam Leff, estes acabaram por ser creditados pela autoria da história do filme, mas não pelo roteiro, o que é incomum para um filme baseado num guião original.

Arnold Schwarzenegger recebeu um salário de US $ 15 milhões pela sua participação no filme.[8]

Anos depois da estreia, o filme foi o tema de um capítulo contundente chamado "Como Eles Construíram a Bomba", no livro de Nancy Griffin Hit and Run que detalhada as desventuras vividas pela Sony Pictures no início e meados da década de 1990. Entre os detalhes apresentados neste capítulo destacam-se os seguintes:

  • A Universal moveu a data de estreia de Jurassic Park para 11 de junho de 1993, bem depois da Sony ter definido a data de lançamento de Last Action Hero para 18 de junho.
  • Correu na altura o rumor de que o filme seria o primeiro a fazer publicidade num foguete espacial.[9]
  • O filme foi tomado por uma onda de publicidade negativa após ter sido mostrada uma versão inacabada a um público de teste no dia 1 de Maio. Após a sessão, a Sony destruiu os cartões de teste e a publicidade verbal acabou por ser catastrófica para a carreira comercial do filme.
  • O cronograma de filmagem e edição foram tão exigentes e tão perto da data de lançamento de 18 de junho que, após os resultados desastrosos do filme, uma fonte próxima disse que "não devíamos ter ouvido os comentários do Siskel e do Ebert que diziam que o filme era 10 minutos demasiado longo".
  • A Sony foi ainda mais humilhada no segundo fim de semana de exibição, quando as receitas caíram 47%, com Sleepless In Seattle da TriStar estreou em segunda posição nas bilheteiras.
  • No final, a perda financeira declarada do filme foi de US $ 26 milhões.
  • Last Action Hero foi o primeiro filme a ser lançado usando SDDS (Sony Dynamic Digital Sound), mas apenas alguns cinemas foram criados para o novo formato, e muitos deles tiveram problemas técnicos com o novo sistema. Fontes internas da Paramount supostamente referiram-se ao SDDS como "Still Doesn't Do Shit" ("Ainda Não Faz Coisa Nenhuma").[10]

O bilhete mágico

Houve três bilhetes mágicos feitos para o filme. A primeira versão do Bilhete Mágico foi criada pela equipade efeitos especiais do filme com "O Olho Que Tudo Vê" na parte da frente e de cinema nas costas. Esta versão pode ser vista claramente quando é rasgada ao meio por Nick e apresentada a Danny ao entrar no cinema para ver "Jack Slater IV". Esta versão do bilhete também aparece no topo da máquina de pinball de "Last Action Hero".

A segunda versão do Bilhete Mágico com "Raj Palace", em grande parte exibida na propaganda da frente e na parte de trás diversas (que nunca foram mostradas no filme ) foi criado por Michael Marcus. A equipa de produção (sem saber que outra versão do bilhete já tinha sido gravada) começou a usar esta segunda versão do bilhete para as filmagens. Pode-se ver claramente a metade direita da frente dessa segunda versão do bilhete quando Danny a mostra no carro com Jack Slater.

Após a equipa de produção perceber que tinha dois bilhetes diferentes, o material obviamente já tinha sido filmado, Michael Marcus foi contratado para criar uma terceira versão do bilhete essencialmente a fusão das duas primeiras passagens que já haviam sido filmadas em uma versão definitiva (parte de trás da o "Olho Que Tudo Vê " de versão # 1 e parte frontal do "Raj Palace" de versão # 2). Esta terceira e última versão do bilhete nunca foi rasgado e todas as outras versões do bilhete foram eliminados para evitar qualquer chance de erros de continuidade - mas inevitavelmente, era muito tarde no ciclo de produção de voltar e refazer as seções do filme.

Para ajudar a esconder o erro de ter gravado acidentalmente diferentes bilhetes mágicos, o departamento de efeitos especiais adicionou um brilho dourado e azul relâmpago sobre eles na pós-produção para minimizar os erros de continuidade.

A terceira, definitiva e última versão do Bilhete Mágico (e única versão que não foi rasgada) foi vendida em 20 de agosto de 2008 pela The Prop Store de Londres a um colecionador particular, em Dallas, Texas (conhecido apenas como " Sr. X") por uma soma de US $ 1,650.00 dólares.

Trilha sonora

Predefinição:Info/Álbum O filme foi composto por Michael Kamen (101 Dalmatians, Mr Holland's Opus, X-Men).

Lista de faixas

  1. "Big Gun" - (AC/DC) – 4:24
  2. "What the Hell Have I" - (Alice in Chains) – 3:58
  3. "Angry Again" - (Megadeth) – 3:47
  4. "Real World" - (Michael Kamen & Queensrÿche) – 4:21
  5. "Two Steps Behind" - (Def Leppard) – 4:19
  6. "Poison My Eyes" - (Anthrax) – 7:04
  7. "Dream On" (Ao Vivo) - (Aerosmith) – 5:42
  8. "A Little Bitter" - (Alice in Chains) – 3:53
  9. "Cock the Hammer" - (Cypress Hill) – 4:11
  10. "Swim" - (Fishbone) – 4:13
  11. "Last Action Hero" - (Tesla) – 5:44
  12. "Jack and the Ripper" - (Michael Kamen & Buckethead) – 3:43

Lançamento

Na época de seu lançamento, o filme foi anunciado como "o próximo grande filme de ação de verão" e muitos especialistas previram que seria um blockbuster, especialmente após o sucesso do filme anterior de Schwarzenegger, Terminator 2: Judgment Day.[11]

Bilheteria

O filme arrecadou $USD15,338,241 em sua semana de estréia, para uma média de $6,651 para 2,306 cinemas, e terminou seu funcionamento com $50,016,394 nos Estados Unidos, e um adicional de $87,202,095 no resto do mundo, arrecadando um total de $137,298,489.[12] Numa biografia de Schwarzenegger no A&E, o ator (que também era produtor executivo do filme) diz que o filme poderia ter obtido um melhor resultado se não tivesse estreado uma semana depois de Jurassic Park, que quebraria todos os recordes de bilheteria e se tornaria o filme mais visto de todos os tempos. Schwarzenegger afirma que ele tentou convencer os seus co-produtores a adiar o lançamento do filme nos EUA por quatro semanas, mas estes não o ouviram, alegando que o filme perderia milhões de dólares em receitas por casa fim de semana de verão que adiasse, temendo também que atrasar o lançamento iria criar publicidade negativa. Este disse também aos autores de Hit And Run que, apesar de todos os envolvidos na produção terem dado o seu melhor, a tentativa de apelar aos fãs de comédia e de acção resultou num filme que não agradou a nenhum destes públicos e que este finalmente sucumbiu à forte concorrência.[13][14][15][16]

Resposta da crítica & Prêmios

O filme teve uma reacção mistas e negativa por parte dos críticos[17][18] Atualmente detém um índice de aprovação de 39% no Rotten Tomatoes.[19] Vincent Canby comparou o filme a "um esboço de duas horas do 'Saturday Night Live'", e chamou-lhe "um pouco confuso, mas frequentemente agradável".[20] Roger Ebert deu ao filme 2.5 estrelas em 4, escrevendo que apesar de alguns momentos divertidos, Last Action Hero desenrola-se mais como uma ideia brilhante do que um filme pensado do início ao fim, não evocando o mistério da barreira entre público e filme como Woody Allen fez [em The Purple Rose of Cairo], e que durante grande parte do tempo o filme parece andar às voltas a fazer comentários sobre si próprio".[21]

O filme foi indicado para seis prêmios Framboesa de Ouro: Pior Filme, Pior Ator (Arnold Schwarzenegger), Pior Diretor, Pior Roteiro, Pior Nova Estrela (Austin O'Brien) e Pior Canção Original ("Big Gun"), mas acabou por não ganhar nenhum.

Home video

Em 3 de fevereiro de 2009, Last Action Hero foi relançado em DVD pela Sony Pictures Entertainment num duplo lançamento definido com o filme de 1986 Iron Eagle.[22] Foi lançado para o formato de alta definição Blu-Ray em 12 de janeiro de 2010. A versão Blu-ray apresentou a apresentação widescreen filme original, a primeira desde o lançamento laserdisc.

Ver também

Referências

  1. O Último Grande Herói no Adoro Cinema (BRA)]
  2. O Último Grande Herói no SapoMag (POR)]
  3. {{#invoke:Citar periódico|jornal}}
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  20. {{#invoke:Citar periódico|jornal}}
  21. Ebert, Roger "Last Action Hero review, 1993; accessed 4 October 2013
  22. CDUniverse.com - Last Action Hero/Iron Eagle DVD

Leitura adicional

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Ligações externas

Predefinição:John McTiernan