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Resident Evil Requiem

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Resident Evil Requiem[lower-alpha 1] é um jogo eletrônico de survival horror de 2026 desenvolvido e publicado pela Capcom. É o décimo primeiro título principal da série Resident Evil, sendo a sequência de Resident Evil Village (2021).[1] O jogo apresenta uma nova protagonista, a analista do FBI Grace Ashcroft, que investiga uma série de mortes misteriosas envolvendo os sobreviventes do incidente de Raccoon City com a ajuda do agente federal Leon S. Kennedy.

A jogabilidade alterna entre Grace e Leon, que possuem mecânicas de jogo diferentes. As missões com Grace dão continuidade ao terror de sobrevivência de Resident Evil 7: Biohazard (2017) e Resident Evil Village, enquanto ela foge de monstros dentro de um hotel. As missões com Leon são focadas na ação, semelhantes a títulos como Resident Evil 4 (2005) e seu remake de 2023, onde ele enfrenta zumbis. Ambos os personagens podem ser jogados em primeira ou terceira pessoa.

Requiem foi dirigido por Koshi Nakanishi, o diretor de Resident Evil 7: Biohazard. Concebido inicialmente como um jogo de multiplayer online de mundo aberto, foi reformulado em 2021 como um Resident Evil para um jogador mais convencional. Requiem foi desenvolvido com a RE Engine, sendo o primeiro Resident Evil projetado para consoles da nona geração.O jogo marca a primeira aparição Leon na série principal desde Resident Evil 6 (2012), tendo sido redesenhado para aparentar ser mais velho.

Requiem foi lançado em 27 de fevereiro de 2026 para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Windows e Xbox Series X/S, sendo aclamado pela crítica. Os críticos elogiaram o tom sombrio, a história, a atmosfera e o equilíbrio entre o terror de sobrevivência e a ação. Requiem vendeu cinco milhões de cópias em cinco dias, tornando-se o jogo Resident Evil de venda mais rápida.

Jogabilidade

Resident Evil Requiem é um jogo single-player de survival horror onde o jogador assume o papel da analista do FBI Grace Ashcroft e do agente da DSO Leon S. Kennedy. A história alterna os personagens, de forma semelhante a Resident Evil: Revelations (2012) e Resident Evil: Revelations 2 (2015).[2]

As seções de Grace focam no survival horror com recursos limitados, o que exige que o jogador seja mais cauteloso.[3] Sua jogabilidade gira em torno de evitar ameaças, resolver quebra-cabeças e gerenciar espaços de inventário limitados com várias caixas de suprimentos para guardar itens. Grace é ocasionalmente perseguida por um monstro grande conhecido como A Garota. Ela é imune a danos normais e deve ser evitada, assim como o Sr. X, de Resident Evil 2 (1998), ou Lady Dimitrescu, de Resident Evil Village (2021).[4] Para evitar ser detectado, o jogador pode se agachar, se esgueirar e se esconder embaixo de objetos como mesas. No entanto, o monstro também pode perseguir o jogador através de paredes e tetos, e precisa ser levado para uma fonte de luz para que seja possível causar dano adequadamente.[5] Grace pode distrair os inimigos coletando e arremessando garrafas de vidro encontradas pelo cenário.[6] O jogador pode usar um isqueiro ou lanterna para iluminar áreas escuras, embora isso atraia a atenção da Garota.[2] Nos modos de dificuldade Padrão (Clássico) ou Insano, Grace precisa usar fitas de tinta para salvar o progresso nas máquinas de escrever (que também servem como checkpoint em caso de morte), com poucos salvamentos automáticos em suas seções.[7]

As seções de Leon focam mais no combate, permitindo que ele use tanto armas de fogo quanto golpes corpo a corpo para subjugar inimigos zumbis.[2] Além de seu machado de combate corpo a corpo com durabilidade limitada para aparar ataques inimigos, Leon também pode pegar armas dos inimigos e usá-las contra eles.[8] Leon gerencia seu inventário através de uma maleta que pode armazenar itens se houver espaço suficiente, em vez de um número finito de compartimentos. Além disso, ele pode encontrar contêineres da BSAA para obter novos itens ou aprimorar armas depositando tesouros e derrotando inimigos.[9] Leon também ocasionalmente enfrenta monstros grandes em batalhas contra chefes mais tradicionais.

Requiem permite que os jogadores alternem entre as perspectivas de primeira ou terceira pessoa a qualquer momento para qualquer um dos personagens. Essas perspectivas padrão variam em caráter, com os capítulos de Grace em primeira pessoa e os de Leon em terceira pessoa. A Capcom afirma que a visão em primeira pessoa visa proporcionar uma experiência mais tensa e realista, enquanto a visão em terceira pessoa é destinada a quem prefere um estilo de jogo baseado na ação.

Sinopse

Cenário

A história de Requiem se passa em outubro de 2026, 28 anos[10] após a destruição de Raccoon City.[lower-alpha 2] Ela acompanha a analista de inteligência do FBI, Grace Ashcroft (Angela Sant'Albano / Shihori Kanjiya),[12] a filha de Alyssa Ashcroft (Jane Perry / Kikuko Fujimoto), protagonista de Resident Evil: Outbreak (2003),[13] e o agente da DSO Leon S. Kennedy (Nick Apostolides / Toshiyuki Morikawa), um protagonista recorrente da série apresentado pela primeira vez em Resident Evil 2 (1998).[14] A Capcom descreveu Grace como uma leitora voraz introvertida que se sente impotente por não ser proficiente em combate como outras protagonistas de Resident Evil, como Claire Redfield ou Jill Valentine.[4][15] Leon conta com o apoio de Sherry Birkin (Eden Riegel / Maaya Sakamoto), uma agente da DSO que ele ajudou a resgatar da destruição de Raccoon City quando ela era criança.[lower-alpha 3][16] Grace também encontra Emily (Emma Rose Creaner / Misa Segawa), uma criança cega mantida em cativeiro.[16] Grace e Leon enfrentam Victor Gideon (Antony Byrne / Yutaka Aoyama), um ex-cientista da Umbrella Corporation que busca cumprir o testamento de seu falecido fundador, Oswell E. Spencer[lower-alpha 4] (James Clyde / Ryusei Nakao),[17] e Zeno (Craig Burnatowski / Shunsuke Takeuchi), um agente do sindicato criminoso Conexões que se assemelha fisicamente a Albert Wesker.[18] Os principais locais apresentados na história incluem o condenado Hotel Wrenwood, o Centro de Cuidados Crônicos Rhodes Hill e as ruínas de Raccoon City.[19]

Enredo

A analista do FBI, Grace Ashcroft, investiga mortes misteriosas entre os sobreviventes do incidente de Raccoon City, causadas por mutações persistentes do vírus T, conhecidas como Síndrome de Raccoon City (SRC). Ela é designada para examinar uma nova vítima descoberta no abandonado Hotel Wrenwood, onde sua mãe, Alyssa, foi assassinada oito anos antes. Dentro do hotel, Grace recupera um disco de dados deixado por Alyssa, mas é repentinamente atacada e sequestrada pelo ex-cientista da Umbrella, Victor Gideon, que a estava procurando. Enquanto isso, o agente da DSO, Leon Kennedy, que sofre de SRC, também investiga as mortes. Ele testemunha Victor fugindo com Grace e os persegue, mas Victor infecta civis próximos com o vírus T, desencadeando um surto zumbi que lhe permite escapar com Grace para o Centro de Cuidados Crônicos Rhodes Hill. A supervisora ​​de Leon, Sherry Birkin, ajuda a rastrear a localização de Victor.

Grace acorda sozinha dentro do Centro e escapa do confinamento, mas é perseguida por uma mutante gigante conhecida como "a Garota". Leon chega no momento em que Victor infecta a equipe e os pacientes com uma cepa mutante do Vírus T, transformando-os em zumbis, e sela as instalações, separando Grace e Leon. Enquanto Leon luta para atravessar o prédio infestado, Grace se move furtivamente pelo hospital e eventualmente liberta uma jovem cega chamada Emily. Grace e Leon descobrem que Victor está obcecado em completar Elpis — uma arma biológica criada por seu mentor e fundador da Umbrella, Oswell Spencer — e que Grace é de alguma forma essencial para sua conclusão. Grace tenta escapar com Emily, mas Emily fica gravemente ferida no processo. Grace acaba matando a Garota expondo-a à luz do dia, mas Emily se transforma em um monstro. Leon é forçado a subjugá-la, deixando Grace devastada. Ela abandona Leon e deixa as instalações com Victor e seu benfeitor, um representante da Conexões chamado Zeno.

Leon e Sherry rastreiam Grace, Victor e Zeno até as ruínas em quarentena de Raccoon City. Zeno explica a Grace que Elpis é a arma suprema de Spencer, um vírus de controle mental altamente contagioso, e que Emily é um dos muitos clones de Grace criados durante experimentos para transferir a consciência de Spencer para um novo corpo. Zeno também revela que o ataque de mísseis do governo usado para destruir Raccoon City após o surto inicial foi orquestrado pelas Conexões não para eliminar a infecção, mas para ocultar a existência de Elpis. Ele leva Grace para o ARK, uma antiga instalação da Umbrella escondida sob a cidade destruída. Enquanto isso, Victor ataca Leon, mas aparentemente é morto.

Dentro do ARK, Zeno explica que Elpis é protegida por um mecanismo de segurança que a destruirá caso uma senha incorreta seja inserida, e ele acredita que Grace seja o resultado bem-sucedido dos experimentos de transferência de consciência de Spencer e, portanto, conheça o código. Leon a resgata, mas eles se separam à medida que a infecção dele piora. Grace acessa um terminal e visualiza o conteúdo do disco de sua mãe, que contém entrevistas gravadas que Alyssa fez com Spencer. Ele expressa arrependimento pelos danos causados ​​por suas criações e revela que adotou Grace — uma criança normal, sem nenhuma ligação com seus experimentos e os clones — quando bebê, como forma de se redimir, antes de confiá-la aos cuidados de Alyssa. Percebendo que a última esperança de Spencer estava nela, Grace descobre que a senha é "Esperança".

Leon e Grace se reencontram e confrontam Zeno na câmara de Elpis. Grace desbloqueia o Elpis, que se revela uma potente droga antiviral capaz de neutralizar todas as armas baseadas em vírus. Sem saber, Zeno injeta Elpis em si mesmo, removendo inadvertidamente suas habilidades aprimoradas, enquanto Grace o usa para curar a infecção de Leon. Victor retorna, mata Zeno e, interpretando mal as intenções de Spencer, jura usar o Elpis para semear o caos e subverter a ordem mundial. Victor se transforma em um monstro semelhante ao Nemesis, forçando Leon a matá-lo. Leon e Grace são então resgatados pelo Esquadrão Lobo de Caça, da BSAA, enviado por Chris Redfield.

A exposição do ARK desencadeia um escândalo global e novas investigações sobre a Umbrella, a Conexões e o governo dos Estados Unidos. Algum tempo depois, Grace cura Emily com o Elpis — restaurando sua visão — e a adota, enquanto Sherry também é curada da SRC. Nas ruínas do ARK, dois soldados eliminam as forças restantes da BSAA e recuperam seu "objetivo".

Em um final alternativo, Grace digita a senha errada, destruindo Elpis e resultando na morte de Leon e na destruição do ARK.

Desenvolvimento

Em 1º de julho de 2024, na Capcom Showcase, foi revelado que a próxima entrada de Resident Evil estava em desenvolvimento e que a direção seria liderada por Koshi Nakanishi.[20] Ao longo de seus seis anos de desenvolvimento, Resident Evil Requiem mudou drasticamente.[21] De acordo com Nakanishi, o jogo foi inicialmente concebido como um jogo multiplayer online de mundo aberto, mas o conceito foi descartado durante o estágio inicial de desenvolvimento para um jogo Resident Evil mais tradicional single-player.[22] A equipe de desenvolvimento sentiu que "não era o que os fãs queriam".[23] A equipe também experimentou criar um "jogo de terror genuíno com Leon", como Resident Evil 2, mas sentiu que "as pessoas não gostariam de ver um Leon tímido".[24] Em fevereiro de 2026, o roteirista Haris Orkin revelou que havia trabalhado no jogo por dois anos e meio.[25]

Na Tokyo Game Show de 2025, o produtor Masato Kumazawa revelou que, durante o planejamento original do jogo, uma versão para Nintendo Switch 2 não foi considerada, pois ainda não havia sido anunciada oficialmente. Após a aquisição dos kits de desenvolvimento para o sistema, eles testaram o hardware criando um protótipo de uma adaptação de Resident Evil Village.[26] O processo de portabilidade ocorreu sem problemas, dando à equipe confiança para tentar trazer também o Requiem, que estava em desenvolvimento, para o sistema, o que foi recebido com sucesso semelhante. A Capcom inicialmente estava cética quanto à capacidade do Switch 2 de rodar Requiem, mas ficou surpresa com o bom desempenho do jogo.[27][28] Os desenvolvedores experimentaram implementar a função de controle do mouse dos controles Joy-Con 2, do Switch 2, para mirar e manipular a câmera, mas Kumazawa disse que isso "confundiu a jogabilidade". Eles optaram por usar o giroscópio do Switch 2.[29]

Visual

Após 14 anos desde sua última aparição em Resident Evil 6 (2012), excluindo os remakes, Requiem reintroduz um Leon S. Kennedy mais velho. Seu design mudou ao longo do desenvolvimento. As funcionárias da Capcom estiveram envolvidas no design do Leon mais velho.[30] O diretor do jogo, Koshi Nakanishi, disse que as integrantes femininas da equipe da Capcom "apontavam e comentavam até os mínimos detalhes, como as rugas em seu pescoço" e sentiam que haviam criado um design "que faria o coração de qualquer um palpitar".[31] O Leon mais velho foi caracterizado pelo termo da gíria japonesa "ikeoji", que se traduz aproximadamente como "um homem mais velho atraente ou descolado" e como um "tio gato".[32]

Segundo o produtor Masato Kumazawa, a Capcom estava "procurando um carro que combinasse com Leon".[33] A empresa colaborou com a Porsche para incluir um Cayenne Turbo GT de terceira geração personalizado como o carro de Leon no jogo.[34][35][36] A Capcom trabalhou com a fabricante de relógios Hamilton para criar relógios personalizados usados ​​pelos protagonistas Leon e Grace no jogo, inspirados em seus personagens. A colaboração foi anunciada em 15 de janeiro de 2026.[37] Leon usa um Khaki Field Auto Chrono, um cronógrafo totalmente preto inspirado em operações especiais táticas.[38] A coroa imita o botão de ajuste serrilhado de uma mira telescópica e os botões do cronógrafo têm o formato de cartuchos de balas.[39] Uma asa gravada na posição das nove horas no mostrador do relógio e na parte traseira da caixa representa "orações pelos caídos".[39] Grace usa um American Classic Pan Europ em uma caixa preta de 42 mm com mostrador dourado e preto e bisel unidirecional.[40]

Elenco

Em 19 de fevereiro de 2026, Angela Sant'Albano foi revelada como a dubladora e atriz de captura de movimentos de Grace Ashcroft.[41] Resident Evil Requiem foi a primeira atuação de Sant'Albano em um videogame, incluindo sua estreia no trabalho com captura de movimentos.[42] Nick Apostolides retorna interpretando Leon S. Kennedy após participar dos remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 4.[12] Mais tarde, Antony Byrne, Jane Perry, Eden Riegel e Emma Rose Creaner foram revelados como os dubladores e atores de captura de movimento em inglês para Victor Gideon, Alyssa Ashcroft, Sherry Birkin e Emily, respectivamente.

Tecnologia

Gráficos

Assim como todos os jogos Resident Evil desde Resident Evil 7: Biohazard (2017), Requiem foi desenvolvido usando a RE Engine.[43] O primeiro título da franquia a ser desenvolvido exclusivamente para consoles da nona geração, foi criado com o ray tracing em mente, diferentemente de Resident Evil Village, que foi lançado para várias gerações. No PC, Requiem contará com iluminação por traçado de raios, incluindo iluminação global por traçado de raios (RTGI), reflexos por traçado de raios, sombras por traçado de raios e oclusão ambiental por traçado de raios.[44] É o primeiro jogo da série Resident Evil a oferecer suporte nativo a path tracing, já que Village incluía apenas recursos mais limitados de RTGI e reflexos com ray tracing.[45] A inclusão de perspectivas em primeira pessoa mais fechadas e em terceira pessoa com visão mais ampla impactou elementos como os limites de LOD (nível de detalhe) e as cascatas de sombras em relação à câmera.[46]

Para a renderização de cabelo, Resident Evil Requiem utiliza o sistema de fios de cabelo da RE Engine, um sistema de simulação de cabelo baseado em física que visa tornar o cabelo mais natural e realista em comparação com a técnica tradicional de cartões de cabelo rasterizados, renderizando fios de cabelo individualmente. Ele estreou anteriormente em cabelos mais curtos em Resident Evil 4 (2023). A equipe de Requiem vinha trabalhando para melhorar a renderização do cabelo de Grace, mas não conseguiu atingir a qualidade visual desejada. O desenvolvimento do sistema de fios de cabelo para cabelos mais longos foi liderado pela equipe que trabalhava em Pragmata para a personagem androide Diana daquele jogo, juntamente com a equipe de desenvolvimento da RE Engine.[47] Esse trabalho na renderização do cabelo de Diana em Pragmata foi posteriormente transferido para Requiem para o cabelo de Grace.[48] O sistema de fios permite que a luminescência brilhe realisticamente através do cabelo de Grace e que seu cabelo reaja adequadamente em cenas em que ela está suspensa de cabeça para baixo enquanto presa a uma maca.[48]

No PlayStation 5, o jogo roda em resolução 4K a 60 quadros por segundo e é aprimorado no PlayStation 5 Pro, rodando em resolução 4K a 60 quadros por segundo.[49] Requiem foi aprimorado no PlayStation 5 Pro, rodando em 1080p com resolução ampliada para 4K a 60 quadros por segundo, com iluminação global e reflexos baseados em ray tracing. Se o ray tracing for desativado e o console estiver conectado a um monitor VRR, o jogo pode rodar com uma taxa de quadros dinâmica entre 90 e 120 quadros por segundo.[50] A Capcom ficou impressionada com a capacidade do PS5 Pro de rodar jogos com altas taxas de quadros.[50] Graficamente, o modo de alta taxa de quadros do PS5 Pro é equivalente ao do PlayStation 5 padrão.[49] A segunda geração do upscaler PlayStation Spectral Super Resolution (PSSR) da Sony estreou com Requiem no PS5 Pro, apresentando estabilidade de imagem aprimorada. A primeira versão do PSSR apresentava problemas com ruído e artefatos ao realizar o upscaling de conteúdo com ray tracing em jogos como Silent Hill f e Silent Hill 2.[51] O Xbox Series X utiliza as mesmas configurações e técnicas gráficas do PlayStation 5. O Xbox Series S, mais fraco, tem recursos mais limitados, com renderização interna em 720p e ampliação espacial a 60 quadros por segundo. O sistema de fios de cabelo foi removido e substituído por uma malha capilar simples.[49]

No Nintendo Switch 2, Resident Evil Requiem é renderizado em uma resolução interna de 360p no modo portátil e 540p no modo conectado à TV, com aprimoramento de imagem por meio da tecnologia Deep Learning Super Sampling (DLSS) e suavização de serrilhado para resoluções de saída de 720p e 1080p, respectivamente.[52][53] A resolução base mais baixa de 540p com upscaling DLSS supera o upscaling espacial do Series S de 720p.[52] O objetivo é atingir 60 quadros por segundo no Switch 2.[54] O RTGI está incluído, mas os reflexos traçados por raios foram removidos e substituídos por reflexos em espaço de tela. Há uma queda notável na qualidade da renderização de geometria e cabelo, usando cartões de cabelo que conferem aos fios uma aparência mais áspera em vez do sistema de fios mais natural da RE Engine.[52]

Animação

As animações faciais de Resident Evil Requiem foram capturadas usando captura de movimento.[55] A Imaginarium Studios forneceu serviços de captura de movimento com Kate Saxon atuando como diretora de performance.[56] As filmagens de captura de movimento começaram em 2023 e duraram até 2025.[57] A inclusão de opções de câmera em primeira e terceira pessoa exigiu animações adicionais para todas as ações. Animações exclusivas tiveram que ser criadas para uma perspectiva mais ampla em terceira pessoa, que normalmente não seria vista em primeira pessoa.[58] Quando perseguida por um monstro, Grace tropeça visivelmente em terceira pessoa.[59] Refletindo sua natureza tímida e medrosa, Grace possui animações como mãos trêmulas ao manusear e apontar armas de fogo.[60] Essas animações de pânico para Grace se alinham com o arquétipo de "garota final" em filmes de terror.[58]

Lançamento

A Capcom anunciou Resident Evil Requiem no Summer Game Fest em 6 de junho de 2025, com data de lançamento em 27 de fevereiro de 2026.[61][62][63] O trailer foi a revelação final do evento.[64] O trailer mostrou Raccoon City devastada, incluindo a delegacia de polícia de Resident Evil 2 e Resident Evil 3.[65][63] Resident Evil Requiem foi adicionado a mais de 1 milhão de listas de desejos em todas as plataformas em que será lançado.[66] Uma demo jogável foi disponibilizada na Gamescom de 2025 e em convenções da Pax West em agosto de 2025.[67][68]

Em 20 de agosto de 2025, um novo trailer foi lançado, mostrando mais da história de Grace com uma cena dela com Alyssa, além de sequências de jogabilidade.[69] Um terceiro trailer foi apresentado no The Game Awards 2025, revelando Leon como o segundo personagem jogável do jogo, com foco em ação em suas seções de jogabilidade.[14]

Uma versão para Nintendo Switch 2 foi anunciada durante uma apresentação da Nintendo Direct em setembro de 2025, para lançamento junto com as outras plataformas, além das versões para Switch 2 de seus antecessores, Resident Evil 7: Biohazard (2017) e Resident Evil Village (2021).[70] Um controle Nintendo Switch 2 Pro com tema do jogo será lançado junto com o jogo, com um amiibo de Grace sendo lançado em 2026.[71] A pré-venda do jogo através da Epic Games Store concederá itens cosméticos baseados no jogo no Fortnite em março de 2026.[72] Em fevereiro de 2026, a Capcom lançou um trailer live-action protagonizado pela atriz Maika Monroe como uma mãe vivenciando o incidente em Raccoon City em 1998.[73] Em 12 de fevereiro de 2026, um quarto trailer do jogo foi exibido no evento State of Play da Sony.[74]

Em 20 de fevereiro de 2026, a Capcom anunciou uma colaboração com o Yume Group para comercializar um pacote especial de jogos com equipamentos de ginástica suspensos. A S. Ride utilizará dez táxis com pintura promocional do jogo de 23 de fevereiro a 1 de março de 2026, com os táxis localizados em Tóquio, Musashino e Mitaka.[75] Em 10 de março de 2026, Nakanishi confirmou que conteúdo para download estava em desenvolvimento,[76] e anunciou que um novo minijogo seria adicionado em maio.[77]

Vazamentos

Em 17 de fevereiro de 2026, a IGN relatou que alguns tiveram acesso antecipado a Requiem ao obterem cópias físicas do jogo de varejistas antes do lançamento.[78] Em 20 de fevereiro, uma semana antes do lançamento do jogo, a Capcom emitiu um comunicado implorando às pessoas que não espalhassem spoilers e que emitiria notificações de remoção para vídeos vazados.[79] Em 21 de fevereiro, Hideki Kamiya, que trabalhou em jogos anteriores de Resident Evil, escreveu no Twitter que aqueles que publicavam vazamentos e spoilers online estavam cometendo "um ato detestável que destrói a felicidade de todos e merece mil mortes".[80]

Recepção

Recepção da crítica

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Destructoid 9.5/10[81]
Eurogamer 5 de 5 estrelas.{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star full.svg|2=4}}{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star empty.svg|2=0}} (PC)[82]
Game Informer 9.75[83]
GameSpot 8/10[84]
GamesRadar+ 4.5 de 5 estrelas.{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star full.svg|2=3}}Arquivo:Star half.svg{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star empty.svg|2=0}} (PS5)[85]
Giant Bomb 4.5 de 5 estrelas.{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star full.svg|2=3}}Arquivo:Star half.svg{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star empty.svg|2=0}}[86]
IGN 9/10[17]
Nintendo Life 9/10 (NS2)[87]
PC Gamer (UK) 92/100 (PC)[88]
Push Square 8/10 (PS5)[89]
The Guardian 4 de 5 estrelas.{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star full.svg|2=3}}{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star empty.svg|2=1}}[90]
Video Games Chronicle 4 de 5 estrelas.{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star full.svg|2=3}}{{#invoke:String|rep|1=Arquivo:Star empty.svg|2=1}} (PS5)[91]
Pontuação global
Agregador Nota média
Metacritic NS2: 90/100[92]
PC: 92/100[93]
PS5: 89/100[94]
XSXS: 92/100[95]
OpenCritic 95%[96]

Segundo o site agregador de críticas Metacritic, Resident Evil Requiem recebeu "aclamação universal", com exceção da versão para PlayStation 5, que recebeu "críticas geralmente favoráveis".[92][93][94][95] Os críticos consideraram o jogo uma celebração digna do 30º aniversário da franquia. Em uma avaliação de cinco estrelas para o Eurogamer, Matt Wales o chamou de "uma obra-prima de terror sufocante e uma volta triunfal nostálgica e emocionante para os fãs da lendária série".[82] Dave Aubrey, da Video Games Chronicle, escreveu que o jogo pode parecer "um álbum de grandes sucessos remasterizado".[91] Jasmine Gould-Wilson, do GamesRadar+, discordou da ideia de que se tratava de uma "isca para a nostalgia", afirmando que, em vez disso, o jogo "amarra as muitas pontas soltas" dos títulos anteriores para criar "o momento mais cinematográfico, sangrento e surpreendentemente emocionante da franquia até hoje".[85] Para Elie Gould, da PC Gamer, o retorno do jogo a Raccoon City é uma "empreitada que vale a pena" e que não denigre o que veio antes.[88]

Com seus dois protagonistas e jogabilidade própria, as críticas elogiaram sua representação tanto do terror quanto da ação. A Game Informer escreveu que "a Capcom entrelaça magistralmente as histórias de Leon e Grace para garantir que os horrores dela nunca persistam por muito tempo e que a motivação atrapalhada de Leon nunca comprometa a diversão".[83] A GameSpot considerou a abordagem da Capcom como "unir duas experiências distintas que capturam as melhores partes da franquia Resident Evil", com Grace sendo o terror no estilo de Resident Evil 7: Biohazard e Leon sendo a ação no estilo de Resident Evil 4 (2005).[84] Scott Duwe, do Destructoid, elogiou o jogo pela forma como dividiu suas seções de ação e terror, afirmando: "Resident Evil Requiem é uma aventura nostálgica excepcionalmente bem feita que eleva tudo o que torna a série especial, apresentando o ápice tanto do survival horror quanto do terror de ação em um pacote que tem um pouco de tudo, mas faz tudo muito bem".[81]

Dave Aubrey, da Video Games Chronicle, elogiou a seção do Centro de Cuidados Crônicos de Rhodes Hill como um "ambiente genuinamente fantástico", entre os melhores de Resident Evil, mas sua inspiração no Departamento de Polícia de Raccoon de Resident Evil 2 torna o jogo uma "releitura que não faz jus às suas inspirações".[91] A Kotaku considerou que o tempo de jogo de Leon acabou ultrapassando o de Grace, em vez de ser dividido igualmente, com ela sendo reduzida a ponto de "ficar em segundo plano na segunda metade do jogo".[97] Nic Reuben, do The Guardian, criticou uma "sequência de lutas decepcionantes contra chefes" perto do final do jogo, mas elogiou as atuações de Angela Sant'Albano e Nick Apostolides como Grace e Leon por "realizarem um trabalho árduo e heroico".[90]

Vendas

Na Steam, Resident Evil Requiem estabeleceu um recorde como o jogo Resident Evil de melhor desempenho, alcançando 344.214 jogadores durante o fim de semana de lançamento, o dobro do remake de Resident Evil 4 de 2023.[98] No Reino Unido, Resident Evil Requiem liderou as tabela de vendas físicas com um lançamento maior do que os dois jogos anteriores da franquia, Resident Evil Village e Resident Evil 4.[99] 54% das vendas de Requiem no Reino Unido foram para PlayStation 5, 36% para PC, 6% para Xbox Series X/S e 4% para Nintendo Switch 2.[100] Requiem vendeu cinco milhões de cópias em cinco dias, tornando-se o jogo Resident Evil de venda mais rápida.[101]

Em 16 de março de 2026, foram relatadas seis milhões de cópias vendidas, tornando-o o jogo mais vendido do ano até então.[102][103]

Notas

  1. Conhecido no Japão como Biohazard Requiem (Japonês: バイオハザード レクイエム, Hepburn: Baiohazādo Rekuiemu) e comumente referido como Resident Evil 9 ou Resident Evil 9: Requiem.
  2. Conforme retratado em Resident Evil 3: Nemesis (1999) e Resident Evil 3 (2020).[11]
  3. Conforme retratado em Resident Evil 2 (1998) e Resident Evil 2 (2019).
  4. No jogo, o nome é grafado como Ozwell Spencer, apesar de historicamente ser Oswell em outros jogos da série Resident Evil.

Referências

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  2. 2,0 2,1 2,2 {{#invoke:Citar web|web}}
  3. {{#invoke:Citar web|web}}
  4. 4,0 4,1 {{#invoke:Citar web|web}}
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  6. {{#invoke:Citar web|web}}
  7. {{#invoke:Citar web|web}}
  8. {{#invoke:Citar web|web}}
  9. {{#invoke:Citar web|web}}
  10. Capcom. Resident Evil Requiem. Cena: Final. "Fontes dizem que a extensão do confinamento e a recente série de mortes misteriosas podem estar relacionadas a eventos trágicos ocorridos em Raccoon City há 28 anos".
  11. {{#invoke:Citar web|web}}
  12. 12,0 12,1 {{#invoke:Citar web|web}}
  13. {{#invoke:Citar web|web}}
  14. 14,0 14,1 {{#invoke:Citar web|web}}
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Ligações externas

Predefinição:Resident Evil

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