Xi Jinping: mudanças entre as edições
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{{Info/Xi Jinping}} | {{Info/Xi Jinping}} | ||
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'''Xi Jinping'''{{Nre|{{lang-zh|习近平|Xí Jìnpíng}}, pronunciado {{IPAc-cmn|AUD|Xi Jinping.ogg|x|i|2|-|j|in|4|.|p|ing|2}}}} ([[Pequim]], [[15 de junho]] de [[1953]]) é um [[político]] [[Chineses|chinês]]. Desde 2013 é o [[Líder do Partido Comunista da China|secretário-geral do Partido Comunista da China]] (PCCh), presidente da [[Comissão Militar Central (China)|Comissão Militar Central]] (CMC) desde 2012 e [[Presidente da China|presidente da República Popular da China]] (RPC).<ref name=":2"/> Xi tem sido, desde 2012, o [[Líder político da China|líder político]] mais proeminente da China. Em outubro de 2022, Xi foi reeleito para um terceiro mandato como secretário-geral do PCCh, algo que não acontecia desde a morte de [[Mao Tsé-Tung]].<ref name=":2">{{Citar web|url=https://www.britannica.com/biography/Xi-Jinping|titulo=Xi Jinping|acessodata=2022-10-28|website=Britannica|lingua=en}}</ref><ref name="TerceiroMandato">{{Citar web|url=http://en.people.cn/n3/2022/1024/c90000-10162550.html|titulo=Communique of the first plenary session of the 20th CPC Central Committee|acessodata=2022-10-24|website=People's Daily Online}}</ref> | '''Xi Jinping'''{{Nre|{{lang-zh|习近平|Xí Jìnpíng}}, pronunciado {{IPAc-cmn|AUD|Xi Jinping.ogg|x|i|2|-|j|in|4|.|p|ing|2}}}} ([[Pequim]], [[15 de junho]] de [[1953]]) é um [[político]] [[Chineses|chinês]]. Desde 2013 é o [[Líder do Partido Comunista da China|secretário-geral do Partido Comunista da China]] (PCCh), presidente da [[Comissão Militar Central (China)|Comissão Militar Central]] (CMC) desde 2012 e [[Presidente da China|presidente da República Popular da China]] (RPC).<ref name=":2"/> Xi tem sido, desde 2012, o [[Líder político da China|líder político]] mais proeminente da China. Em outubro de 2022, Xi foi reeleito para um terceiro mandato como secretário-geral do PCCh, algo que não acontecia desde a morte de [[Mao Tsé-Tung]].<ref name=":2">{{Citar web|url=https://www.britannica.com/biography/Xi-Jinping|titulo=Xi Jinping|acessodata=2022-10-28|website=Britannica|lingua=en|wayb=20260326061027}}</ref><ref name="TerceiroMandato">{{Citar web|url=http://en.people.cn/n3/2022/1024/c90000-10162550.html|titulo=Communique of the first plenary session of the 20th CPC Central Committee|acessodata=2022-10-24|website=People's Daily Online|wayb=20260606214523}}</ref> | ||
Filho do veterano comunista chinês [[Xi Zhongxun]], foi exilado para o condado rural de [[Condado de Yanchuan|Yanchuan]] na adolescência, após a purga do seu pai durante a [[Revolução Cultural Chinesa|Revolução Cultural]], e viveu numa caverna na aldeia de Liangjiahe, onde aderiu ao PCCh e trabalhou como secretário do partido.<ref name=":2" /> Depois de estudar engenharia química na [[Universidade Tsinghua|Universidade de Tsinghua]] como "[[Estudante Operário-Camponês-Soldado]]", Xi ascendeu politicamente às fileiras nas províncias costeiras da China. Xi foi governador de [[Fuquiém]] de 1999 a 2002, antes de se tornar governador e secretário do Partido do vizinho [[Chequião]] de 2002 a 2007. Após a demissão do secretário do Partido de Xangai, [[Chen Liangyu]], Xi foi transferido para o substituir por um breve período em 2007. Posteriormente, juntou-se ao Comité Permanente do Politburo e foi como primeiro secretário do Secretariado Central em outubro de 2007. Em 2008 foi designado como presumível sucessor de [[Hu Jintao]] como líder supremo; para esse fim, Xi foi nomeado vice-presidente da República Popular da China e vice-presidente da Comissão Militar Central. Recebeu oficialmente o título de "''núcleo de liderança''" do [[Partido Comunista da China|Partido Comunista Chinês]] (PCCh) em 2016. Xi foi mesmo membro do 17º, 18º e 19º [[Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China|Comité Permanente do Politburo do PCC]] desde 2007. Em 2018, foram abolidos os limites de mandato presidencial.<ref>{{Citar web|url=https://g1.globo.com/mundo/noticia/parlamento-chines-altera-constituicao-e-xi-jinping-pode-ficar-na-presidencia-por-tempo-ilimitado.ghtml|titulo=China altera Constituição e Xi Jinping poderá ficar na presidência por tempo ilimitado|acessodata=2022-10-28|website=G1}}</ref> | Filho do veterano comunista chinês [[Xi Zhongxun]], foi exilado para o condado rural de [[Condado de Yanchuan|Yanchuan]] na adolescência, após a purga do seu pai durante a [[Revolução Cultural Chinesa|Revolução Cultural]], e viveu numa caverna na aldeia de Liangjiahe, onde aderiu ao PCCh e trabalhou como secretário do partido.<ref name=":2" /> Depois de estudar engenharia química na [[Universidade Tsinghua|Universidade de Tsinghua]] como "[[Estudante Operário-Camponês-Soldado]]", Xi ascendeu politicamente às fileiras nas províncias costeiras da China. Xi foi governador de [[Fuquiém]] de 1999 a 2002, antes de se tornar governador e secretário do Partido do vizinho [[Chequião]] de 2002 a 2007. Após a demissão do secretário do Partido de Xangai, [[Chen Liangyu]], Xi foi transferido para o substituir por um breve período em 2007. Posteriormente, juntou-se ao Comité Permanente do Politburo e foi como primeiro secretário do Secretariado Central em outubro de 2007. Em 2008 foi designado como presumível sucessor de [[Hu Jintao]] como líder supremo; para esse fim, Xi foi nomeado vice-presidente da República Popular da China e vice-presidente da Comissão Militar Central. Recebeu oficialmente o título de "''núcleo de liderança''" do [[Partido Comunista da China|Partido Comunista Chinês]] (PCCh) em 2016. Xi foi mesmo membro do 17º, 18º e 19º [[Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China|Comité Permanente do Politburo do PCC]] desde 2007. Em 2018, foram abolidos os limites de mandato presidencial.<ref>{{Citar web|url=https://g1.globo.com/mundo/noticia/parlamento-chines-altera-constituicao-e-xi-jinping-pode-ficar-na-presidencia-por-tempo-ilimitado.ghtml|titulo=China altera Constituição e Xi Jinping poderá ficar na presidência por tempo ilimitado|acessodata=2022-10-28|website=G1|wayb=20260606214525}}</ref> | ||
Xi é o primeiro [[Secretário-Geral do Partido Comunista da China|secretário-geral do Partido Comunista]] nascido após o [[Proclamação da República Popular da China|estabelecimento da República Popular da China]].<ref name=":2" /> Desde que assumiu o poder, Xi introduziu medidas de grande alcance para impor a disciplina do partido e manter a unidade interna.<ref>{{Citar web|url=https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/10/23/fortalecido-na-lideranca-da-china-xi-jinping-tera-grandes-desafios-em-seu-3o-mandato-entenda-quais-sao.ghtml|titulo=Fortalecido na liderança da China, Xi Jinping terá grandes desafios em seu 3º mandato; entenda quais são|acessodata=2022-10-28|website=G1}}</ref><ref>{{Citar web|url=https://www.dw.com/pt-br/congresso-do-pcc-consolida-lideran%C3%A7a-de-xi-jinping/a-63525869|titulo=Congresso do PCC consolida liderança de Xi Jinping|data=22/10/2022|acessodata=2022-10-28|website=DW}}</ref> A sua campanha anticorrupção levou à queda de altos funcionários do Partido Comunista em exercício e reformados, incluindo membros do Comité Permanente do Politburo.<ref>{{Citar web|ultimo=Porto|primeiro=Douglas|url=https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/partido-comunista-nao-tera-misericordia-com-funcionarios-corruptos-diz-xi-jinping/|titulo=Partido Comunista não terá misericórdia com funcionários corruptos, diz Xi Jinping|acessodata=2022-10-28|website=CNN Brasil}}</ref> Também decretou ou promoveu uma política externa mais assertiva, particularmente no que diz respeito às [[Relações entre China e Japão|relações China-Japão]], às [[Disputas territoriais no mar da China Meridional|reivindicações da China]] no [[Mar da China Meridional|Mar do Sul da China]].<ref>{{Citar web|url=https://www.bbc.com/portuguese/media-57010100|titulo=Por que tantos países disputam o Mar do Sul da china?|data=2021-05-06|acessodata=2022-10-28|website=BBC News Brasil}}</ref> Tem procurado expandir a influência [[África|africana]] e [[Eurásia|eurasiática]] da China através da Iniciativa "[[Nova Rota da Seda]]".<ref>{{Citar periódico|url=https://www.economist.com/films/2022/05/26/china-in-africa-should-the-west-be-worried|titulo=China in Africa: should the West be worried?|acessodata=2022-10-28|jornal=The Economist|issn=0013-0613}}</ref><ref>{{Citar web|url=https://cee.fiocruz.br/?q=Africa-e-China|titulo=África e China: laços de mais de meio século que podem ajudar a reescrever a história da cooperação sanitária|acessodata=2022-10-28|website=CEE Fiocruz}}</ref><ref>{{Citar web|url=https://www.funag.gov.br/ipri/btd/index.php/9-teses/4127-a-expansao-chinesa-e-seus-impactos-na-africa-na-primeira-decada-do-seculo-xxi|titulo=A expansão chinesa e seus impactos na África na primeira década do século XXI|acessodata=2022-10-28|website=FUNAG}}</ref> | Xi é o primeiro [[Secretário-Geral do Partido Comunista da China|secretário-geral do Partido Comunista]] nascido após o [[Proclamação da República Popular da China|estabelecimento da República Popular da China]].<ref name=":2" /> Desde que assumiu o poder, Xi introduziu medidas de grande alcance para impor a disciplina do partido e manter a unidade interna.<ref>{{Citar web|url=https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/10/23/fortalecido-na-lideranca-da-china-xi-jinping-tera-grandes-desafios-em-seu-3o-mandato-entenda-quais-sao.ghtml|titulo=Fortalecido na liderança da China, Xi Jinping terá grandes desafios em seu 3º mandato; entenda quais são|acessodata=2022-10-28|website=G1|wayb=20260606214523}}</ref><ref>{{Citar web|url=https://www.dw.com/pt-br/congresso-do-pcc-consolida-lideran%C3%A7a-de-xi-jinping/a-63525869|titulo=Congresso do PCC consolida liderança de Xi Jinping|data=22/10/2022|acessodata=2022-10-28|website=DW|wayb=20260127190516}}</ref> A sua campanha anticorrupção levou à queda de altos funcionários do Partido Comunista em exercício e reformados, incluindo membros do Comité Permanente do Politburo.<ref>{{Citar web|ultimo=Porto|primeiro=Douglas|url=https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/partido-comunista-nao-tera-misericordia-com-funcionarios-corruptos-diz-xi-jinping/|titulo=Partido Comunista não terá misericórdia com funcionários corruptos, diz Xi Jinping|acessodata=2022-10-28|website=CNN Brasil|wayb=20260211061655}}</ref> Também decretou ou promoveu uma política externa mais assertiva, particularmente no que diz respeito às [[Relações entre China e Japão|relações China-Japão]], às [[Disputas territoriais no mar da China Meridional|reivindicações da China]] no [[Mar da China Meridional|Mar do Sul da China]].<ref>{{Citar web|url=https://www.bbc.com/portuguese/media-57010100|titulo=Por que tantos países disputam o Mar do Sul da china?|data=2021-05-06|acessodata=2022-10-28|website=BBC News Brasil|wayb=20260512084858}}</ref> Tem procurado expandir a influência [[África|africana]] e [[Eurásia|eurasiática]] da China através da Iniciativa "[[Nova Rota da Seda]]".<ref>{{Citar periódico|url=https://www.economist.com/films/2022/05/26/china-in-africa-should-the-west-be-worried|titulo=China in Africa: should the West be worried?|acessodata=2022-10-28|jornal=The Economist|issn=0013-0613|wayb=20260529212238}}</ref><ref>{{Citar web|url=https://cee.fiocruz.br/?q=Africa-e-China|titulo=África e China: laços de mais de meio século que podem ajudar a reescrever a história da cooperação sanitária|acessodata=2022-10-28|website=CEE Fiocruz|wayb=20251116002219}}</ref><ref>{{Citar web|url=https://www.funag.gov.br/ipri/btd/index.php/9-teses/4127-a-expansao-chinesa-e-seus-impactos-na-africa-na-primeira-decada-do-seculo-xxi|titulo=A expansão chinesa e seus impactos na África na primeira década do século XXI|acessodata=2022-10-28|website=FUNAG|wayb=20230927110138}}</ref> | ||
Como figura central da [[Lista de presidentes da China|quinta geração de liderança da República Popular]], Xi tem centralizado significativamente o poder institucional, assumindo uma vasta gama de posições de liderança, incluindo a presidência da Comissão de Segurança Nacional do PCCh, bem como novos comités directivos sobre reformas económicas e sociais, reestruturação e modernização militar, e a Internet.<ref>{{Citar periódico|url=https://www.giga-hamburg.de/dl/download.php?d=%2Fcontent%2Fias%2Farchiv%2Fcds%2Fcds_0905.pdf|título=China Data Supplement|periódico=Journal of Current Chinese Affairs|data=05-2009|wayb=20120217211144|acessodata=20-10-2010}}</ref> Os [[Pensamento de Xi Jinping|pensamentos políticos de Xi]] foram incorporados nas constituições do partido e [[Constituição da República Popular da China|do Estado]].<ref>{{citar jornal|último2=Jun|primeiro2=Mai|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2111746/xi-jinpings-political-thought-will-be-added-chinas|título=Xi Jinping's political thought will be added to Chinese Communist Party constitution, but will his name be next to it?|data=18-09-2017|obra=South China Morning Post|último=Choi|primeiro=Chi-yuk|acessodata=22-09-2017}}</ref><ref name="ForeignPolicyCultPersonality">{{citar jornal|último2=Taisu|primeiro2=Zhang|url=https://foreignpolicy.com/2016/03/08/the-personality-cult-of-xi-jinping-china-leader-communist-party/|título=Behind the Personality Cult of Xi Jinping|titulotrad=Por trás do culto à personalidade de Xi Jinping|data=08-03-2016|língua=en-US|wayb=20190726173241|último3=Ying|primeiro3=Zhu|último=Jiayang|primeiro=Fan|jornal=[[Foreign Policy]]|urlmorta=não|acessodata=26-07-2019}}</ref><ref name="EconomistCultPersonality"/> Tem sido descrito por alguns académicos como um líder [[autoritário]]<ref name="Brady2015">{{citar periódico|url=https://muse.jhu.edu/content/crossref/journals/journal_of_democracy/v026/26.4.brady.html|título=China's Foreign Propaganda Machine|ano=2015|último=Brady|primeiro=Anne-Marie|páginas=51–59|língua=en|doi=10.1353/jod.2015.0056|issn=1086-3214|volume=26|periódico=Journal of Democracy|número=4|s2cid=146531927}}</ref><ref name="Amako2018">{{citar periódico|título=China's authoritarian path to development: is democratization possible?, by Liang Tang, Abingdon, Routledge, 2017, 263pp.|isbn=978-1-138-01647-7|data=02-01-2018|último=Amako|primeiro=Satoshi|páginas=81–83|doi=10.1080/24761028.2018.1483700|issn=2476-1028|volume=7|doi-access=free|periódico=Journal of Contemporary East Asia Studies|número=1}}</ref><ref name="Tung2019">{{citar livro|título=Economic Growth and Endogenous Authoritarian Institutions in Post-Reform China|último=Tung|primeiro=Hans H.|publicado=Palgrave Macmillan|ano=2019|local=Londres}}</ref><ref name="Jude & Pringle2019">{{citar periódico|url=https://eprints.soas.ac.uk/29847/1/Howell%20and%20Pringle_Shades%20of%20Authoritarianism_British_Journal_of_Industrial_Relations.pdf|título=Shades of Authoritarianism and State–Labour Relations in China|ano=2019|último2=Pringle|primeiro2=Tim|páginas=223–246|língua=en|doi=10.1111/bjir.12436|issn=1467-8543|volume=57|último=Howell|primeiro=Jude|periódico=British Journal of Industrial Relations|número=2|s2cid=158485609}}</ref><ref name="Düben2020">{{citar periódico|título=Xi Jinping and the End of Chinese Exceptionalism|data=03-02-2020|último=Düben|primeiro=Björn Alexander|páginas=111–128|doi=10.1080/10758216.2018.1535274|issn=1075-8216|volume=67|periódico=Problems of Post-Communism|número=2|s2cid=158657283}}</ref> e por outros como um [[ditador]],<ref>{{citar livro|título=The Perfect Dictatorship: China in the 21st Century|ultimo=Ringen|primeiro=Stein|editora=Hong Kong University Press|ano=2016|local=Hong Kong}}</ref><ref>{{citar livro|título=Chinese Politics in the Xi Jinping Era: Reassessing Collective Leadership|ultimo=Li|primeiro=Cheng|editora=Brookings Institution Press|local=Washington, D. C.|ano=2016}}</ref> citando um aumento da [[Censura na China|censura]] e da [[vigilância em massa]], [[Direitos humanos na China|uma deterioração dos]] [[direitos humanos]], um [[Culto de personalidade|culto à personalidade]] que se desenvolve à sua volta, e a remoção de limites de mandato sob a sua liderança.<ref>{{Citar web|url=https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/05/china-implanta-1984-na-pratica-e-ocidente-precisa-impedir-diz-hillary.shtml|titulo=China implanta '1984' na prática, e Ocidente precisa impedir, diz Hillary|data=2021-05-04|acessodata=2022-10-28|website=Folha de S.Paulo}}</ref> | Como figura central da [[Lista de presidentes da China|quinta geração de liderança da República Popular]], Xi tem centralizado significativamente o poder institucional, assumindo uma vasta gama de posições de liderança, incluindo a presidência da Comissão de Segurança Nacional do PCCh, bem como novos comités directivos sobre reformas económicas e sociais, reestruturação e modernização militar, e a Internet.<ref>{{Citar periódico|url=https://www.giga-hamburg.de/dl/download.php?d=%2Fcontent%2Fias%2Farchiv%2Fcds%2Fcds_0905.pdf|título=China Data Supplement|periódico=Journal of Current Chinese Affairs|data=05-2009|wayb=20120217211144|acessodata=20-10-2010}}</ref> Os [[Pensamento de Xi Jinping|pensamentos políticos de Xi]] foram incorporados nas constituições do partido e [[Constituição da República Popular da China|do Estado]].<ref>{{citar jornal|último2=Jun|primeiro2=Mai|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2111746/xi-jinpings-political-thought-will-be-added-chinas|título=Xi Jinping's political thought will be added to Chinese Communist Party constitution, but will his name be next to it?|data=18-09-2017|obra=South China Morning Post|último=Choi|primeiro=Chi-yuk|acessodata=22-09-2017|wayb=20260702094552}}</ref><ref name="ForeignPolicyCultPersonality">{{citar jornal|último2=Taisu|primeiro2=Zhang|url=https://foreignpolicy.com/2016/03/08/the-personality-cult-of-xi-jinping-china-leader-communist-party/|título=Behind the Personality Cult of Xi Jinping|titulotrad=Por trás do culto à personalidade de Xi Jinping|data=08-03-2016|língua=en-US|wayb=20190726173241|último3=Ying|primeiro3=Zhu|último=Jiayang|primeiro=Fan|jornal=[[Foreign Policy]]|urlmorta=não|acessodata=26-07-2019}}</ref><ref name="EconomistCultPersonality"/> Tem sido descrito por alguns académicos como um líder [[autoritário]]<ref name="Brady2015">{{citar periódico|url=https://muse.jhu.edu/content/crossref/journals/journal_of_democracy/v026/26.4.brady.html|título=China's Foreign Propaganda Machine|ano=2015|último=Brady|primeiro=Anne-Marie|páginas=51–59|língua=en|doi=10.1353/jod.2015.0056|issn=1086-3214|volume=26|periódico=Journal of Democracy|número=4|s2cid=146531927|wayb=20260606214523}}</ref><ref name="Amako2018">{{citar periódico|título=China's authoritarian path to development: is democratization possible?, by Liang Tang, Abingdon, Routledge, 2017, 263pp.|isbn=978-1-138-01647-7|data=02-01-2018|último=Amako|primeiro=Satoshi|páginas=81–83|doi=10.1080/24761028.2018.1483700|issn=2476-1028|volume=7|doi-access=free|periódico=Journal of Contemporary East Asia Studies|número=1}}</ref><ref name="Tung2019">{{citar livro|título=Economic Growth and Endogenous Authoritarian Institutions in Post-Reform China|último=Tung|primeiro=Hans H.|publicado=Palgrave Macmillan|ano=2019|local=Londres}}</ref><ref name="Jude & Pringle2019">{{citar periódico|url=https://eprints.soas.ac.uk/29847/1/Howell%20and%20Pringle_Shades%20of%20Authoritarianism_British_Journal_of_Industrial_Relations.pdf|título=Shades of Authoritarianism and State–Labour Relations in China|ano=2019|último2=Pringle|primeiro2=Tim|páginas=223–246|língua=en|doi=10.1111/bjir.12436|issn=1467-8543|volume=57|último=Howell|primeiro=Jude|periódico=British Journal of Industrial Relations|número=2|s2cid=158485609|wayb=20250228011638}}</ref><ref name="Düben2020">{{citar periódico|título=Xi Jinping and the End of Chinese Exceptionalism|data=03-02-2020|último=Düben|primeiro=Björn Alexander|páginas=111–128|doi=10.1080/10758216.2018.1535274|issn=1075-8216|volume=67|periódico=Problems of Post-Communism|número=2|s2cid=158657283}}</ref> e por outros como um [[ditador]],<ref>{{citar livro|título=The Perfect Dictatorship: China in the 21st Century|ultimo=Ringen|primeiro=Stein|editora=Hong Kong University Press|ano=2016|local=Hong Kong}}</ref><ref>{{citar livro|título=Chinese Politics in the Xi Jinping Era: Reassessing Collective Leadership|ultimo=Li|primeiro=Cheng|editora=Brookings Institution Press|local=Washington, D. C.|ano=2016}}</ref> citando um aumento da [[Censura na China|censura]] e da [[vigilância em massa]], [[Direitos humanos na China|uma deterioração dos]] [[direitos humanos]], um [[Culto de personalidade|culto à personalidade]] que se desenvolve à sua volta, e a remoção de limites de mandato sob a sua liderança.<ref>{{Citar web|url=https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2021/05/china-implanta-1984-na-pratica-e-ocidente-precisa-impedir-diz-hillary.shtml|titulo=China implanta '1984' na prática, e Ocidente precisa impedir, diz Hillary|data=2021-05-04|acessodata=2022-10-28|website=Folha de S.Paulo|wayb=20260606214524}}</ref> | ||
== Infância e educação == | == Infância e educação == | ||
Xi Jinping nasceu em [[Pequim]] em 15 de junho de 1953,<ref>{{Citar livro|url=https://www.google.co.uk/books/edition/Party_of_One/VOmUEAAAQBAJ|título=Party of One: The Rise of Xi Jinping and China's Superpower Future|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|data=23-05-2023|editora=Simon and Schuster|local=Nova Iorque|língua=en|titulotrad=Partido de Um: A Ascensão de Xi Jinping e o Futuro da Superpotência da China|isbn=978-1-9821-8575-6}}</ref> é o segundo filho de [[Xi Zhongxun]] e sua esposa [[Qi Xin]]. Após a [[Proclamação da República Popular da China|fundação da República Popular da China]] em 1949, o pai de Xi ocupou uma série de cargos, incluindo chefe de propaganda do partido, vice-primeiro-ministro e vice-presidente do Congresso Nacional do Povo.<ref name="Profile-2012">{{Citar jornal|url=https://www.rferl.org/a/china-profile-xi-jinping/24764283.html|titulo=Profile: Chinese Vice President Xi Jinping|data=07-12-2012|acessodata=26-08-2013|publicado=[[Radio Free Europe/Radio Liberty]]|titulotrad=Perfil: Vice-presidente chinês Xi Jinping|wayb=20131019083336|urlmorta=não}}</ref> Xi tinha duas irmãs mais velhas, Qiaoqiao, nascida em 1949 e An'an ({{zh|c=安安|p=Ān'ān|labels=no}}), nascida em 1952.<ref name="News.cn-2009">{{Citar jornal|url=http://news.xinhuanet.com/book/2009-04/28/content_11270872.htm|titulo=與丈夫習仲勛相伴58年 齊心:這輩子無比幸福|data=28-04-2009|acessodata=18-03-2013|publicado=[[Xinhua News Agency]]|lingua=zh-Hant|titulotrad=Com o marido Xi Zhongxun por 58 anos: muito feliz nesta vida|wayb=20130128102212|urlmorta=sim}}</ref><ref name="laoren2">{{Citar web|ultimo=Xu|primeiro=Xinyi|url=http://book.people.com.cn/BIG5/n/2013/0527/c69360-21628126.html|titulo=習近平"家風"揭秘 齊心自述與習仲勛婚姻往事|data=27-03-2013|acessodata=27-04-2017|website=[[People's Daily]]|lingua=zh-Hant|titulotrad=As "tradições familiares" de Xi Jinping são desmascaradas: o relato autobiográfico de Qi Xin sobre seu casamento com Xi Zhongxun|wayb=20170428053410|urlmorta=sim}}</ref> O pai de Xi era do condado de Fuping, Shaanxi, e Xi poderia rastrear sua descendência [[Patrilinearidade|patrilinear]] de Xiying em Dengzhou, Henan.<ref name="Fangqin-2012">{{Citar jornal|ultimo=Fangqin|primeiro=Sun|url=http://hn.wenweipo.com/news/zhuanti/2012-11-16/23713.html|titulo=本报独家探访河南邓州习营村|data=16-11-2012|acessodata=15-11-2012|website=Wen Wei Po|lingua=zh-Hant|titulotrad=Visita exclusiva deste jornal à vila de Xiying, condado de Dengzhou, Henan|wayb=20130123040758|urlmorta=sim}}</ref> | Xi Jinping nasceu em [[Pequim]] em 15 de junho de 1953,<ref>{{Citar livro|url=https://www.google.co.uk/books/edition/Party_of_One/VOmUEAAAQBAJ|título=Party of One: The Rise of Xi Jinping and China's Superpower Future|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|data=23-05-2023|editora=Simon and Schuster|local=Nova Iorque|língua=en|titulotrad=Partido de Um: A Ascensão de Xi Jinping e o Futuro da Superpotência da China|isbn=978-1-9821-8575-6|wayb=20241222094210}}</ref> é o segundo filho de [[Xi Zhongxun]] e sua esposa [[Qi Xin]]. Após a [[Proclamação da República Popular da China|fundação da República Popular da China]] em 1949, o pai de Xi ocupou uma série de cargos, incluindo chefe de propaganda do partido, vice-primeiro-ministro e vice-presidente do Congresso Nacional do Povo.<ref name="Profile-2012">{{Citar jornal|url=https://www.rferl.org/a/china-profile-xi-jinping/24764283.html|titulo=Profile: Chinese Vice President Xi Jinping|data=07-12-2012|acessodata=26-08-2013|publicado=[[Radio Free Europe/Radio Liberty]]|titulotrad=Perfil: Vice-presidente chinês Xi Jinping|wayb=20131019083336|urlmorta=não}}</ref> Xi tinha duas irmãs mais velhas, Qiaoqiao, nascida em 1949 e An'an ({{zh|c=安安|p=Ān'ān|labels=no}}), nascida em 1952.<ref name="News.cn-2009">{{Citar jornal|url=http://news.xinhuanet.com/book/2009-04/28/content_11270872.htm|titulo=與丈夫習仲勛相伴58年 齊心:這輩子無比幸福|data=28-04-2009|acessodata=18-03-2013|publicado=[[Xinhua News Agency]]|lingua=zh-Hant|titulotrad=Com o marido Xi Zhongxun por 58 anos: muito feliz nesta vida|wayb=20130128102212|urlmorta=sim}}</ref><ref name="laoren2">{{Citar web|ultimo=Xu|primeiro=Xinyi|url=http://book.people.com.cn/BIG5/n/2013/0527/c69360-21628126.html|titulo=習近平"家風"揭秘 齊心自述與習仲勛婚姻往事|data=27-03-2013|acessodata=27-04-2017|website=[[People's Daily]]|lingua=zh-Hant|titulotrad=As "tradições familiares" de Xi Jinping são desmascaradas: o relato autobiográfico de Qi Xin sobre seu casamento com Xi Zhongxun|wayb=20170428053410|urlmorta=sim}}</ref> O pai de Xi era do condado de Fuping, Shaanxi, e Xi poderia rastrear sua descendência [[Patrilinearidade|patrilinear]] de Xiying em Dengzhou, Henan.<ref name="Fangqin-2012">{{Citar jornal|ultimo=Fangqin|primeiro=Sun|url=http://hn.wenweipo.com/news/zhuanti/2012-11-16/23713.html|titulo=本报独家探访河南邓州习营村|data=16-11-2012|acessodata=15-11-2012|website=Wen Wei Po|lingua=zh-Hant|titulotrad=Visita exclusiva deste jornal à vila de Xiying, condado de Dengzhou, Henan|wayb=20130123040758|urlmorta=sim}}</ref> | ||
Xi foi para a Escola N.º 25 de Pequim,<ref>{{Citar web|ultimo=Li|primeiro=Cheng|url=https://www.hoover.org/sites/default/files/research/docs/clm44cl.pdf|titulo=Xi Jinping's Inner Circle (Part 2: Friends from Xi's Formative Years)|acessodata=15-07-2020|website=Hoover Institution|paginas=6–22|titulotrad=Círculo interno de Xi Jinping (Parte 2: Amigos dos anos de formação de Xi)}}</ref> e depois para a Escola Bayi de Pequim,<ref name="Takahashi">{{Citar web|ultimo=Takahashi|primeiro=Tetsushi|url=https://asia.nikkei.com/Spotlight/Beijing-Diary/Connecting-the-dots-of-the-Hong-Kong-law-and-veneration-of-Xi|titulo=Connecting the dots of the Hong Kong law and veneration of Xi|data=01-06-2002|acessodata=23-10-2020|jornal=Nikkei Shimbun|titulotrad=Conectando os pontos da lei de Hong Kong e a veneração de Xi}}</ref><ref name="newyorker2">{{Citar jornal|ultimo=Osnos|primeiro=Evan|autorlink=Evan Osnos|url=http://www.newyorker.com/magazine/2015/04/06/born-red|titulo=Born Red|data=30-03-2015|acessodata=11-09-2019|website=The New Yorker|wayb=20191004153259|urlmorta=não}}</ref> na década de 1960. Ele se tornou amigo de [[Liu He]], que frequentou a Escola N.º 101 de Pequim no mesmo distrito, mais tarde Liu se tornou o vice-primeiro-ministro da China e um conselheiro próximo de Xi depois que ele se tornou o [[Líder Supremo da China]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tisdall|primeiro=Simon|autorlink=Simon Tisdall|url=https://www.theguardian.com/world/2019/dec/29/power-behind-the-thrones-10-movers-and-shakers-for-2020|titulo=The power behind the thrones: 10 political movers and shakers who will shape 2020|data=29-12-2019|acessodata=16-01-2020|website=[[The Guardian]]|lingua=en-GB|titulotrad=O poder por trás dos tronos: 10 agitadores e agitadores políticos que moldarão 2020|issn=0029-7712}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/blessed-by-xi-jinping-the-new-captain-of-chinas-economy-1519688592|titulo=Who Is 'Uncle He?' The Man in Charge of China's Economy|data=27 de fevereiro de 2018|acessodata=16-01-2020|website=[[The Wall Street Journal]]|titulotrad=Quem é 'Tio Ele?' O homem responsável pela economia da China}}</ref> Em 1963, quando ele tinha 10 anos, seu pai foi expurgado do PCCh e enviado para trabalhar em uma fábrica em [[Luoyang]], Henan.{{Sfn|Bouée|2010|p=93}} Em maio de 1966, a [[Revolução Cultural Chinesa|Revolução Cultural]] interrompeu a educação secundária de Xi quando todas as aulas secundárias foram interrompidas para que os alunos criticassem e brigassem com seus professores. Militantes estudantis saquearam a casa da família Xi e uma das irmãs de Xi, Xi Heping, cometeu suicídio devido à pressão.<ref name="Buckley-2015">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Tatlow|primeiro2=Didi Kirsten|url=https://www.nytimes.com/2015/09/25/world/asia/xi-jinping-china-cultural-revolution.html|titulo=Cultural Revolution Shaped Xi Jinping, From Schoolboy to Survivor|data=24-09-2015|acessodata=06-03-2018|website=[[The New York Times]]|titulotrad=A revolução cultural deu forma a Xi Jinping, de estudante a sobrevivente|wayb=20180305150638|urlmorta=não}}</ref> | Xi foi para a Escola N.º 25 de Pequim,<ref>{{Citar web|ultimo=Li|primeiro=Cheng|url=https://www.hoover.org/sites/default/files/research/docs/clm44cl.pdf|titulo=Xi Jinping's Inner Circle (Part 2: Friends from Xi's Formative Years)|acessodata=15-07-2020|website=Hoover Institution|paginas=6–22|titulotrad=Círculo interno de Xi Jinping (Parte 2: Amigos dos anos de formação de Xi)|wayb=20260211165309}}</ref> e depois para a Escola Bayi de Pequim,<ref name="Takahashi">{{Citar web|ultimo=Takahashi|primeiro=Tetsushi|url=https://asia.nikkei.com/Spotlight/Beijing-Diary/Connecting-the-dots-of-the-Hong-Kong-law-and-veneration-of-Xi|titulo=Connecting the dots of the Hong Kong law and veneration of Xi|data=01-06-2002|acessodata=23-10-2020|jornal=Nikkei Shimbun|titulotrad=Conectando os pontos da lei de Hong Kong e a veneração de Xi|wayb=20260708154813}}</ref><ref name="newyorker2">{{Citar jornal|ultimo=Osnos|primeiro=Evan|autorlink=Evan Osnos|url=http://www.newyorker.com/magazine/2015/04/06/born-red|titulo=Born Red|data=30-03-2015|acessodata=11-09-2019|website=The New Yorker|wayb=20191004153259|urlmorta=não}}</ref> na década de 1960. Ele se tornou amigo de [[Liu He]], que frequentou a Escola N.º 101 de Pequim no mesmo distrito, mais tarde Liu se tornou o vice-primeiro-ministro da China e um conselheiro próximo de Xi depois que ele se tornou o [[Líder Supremo da China]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tisdall|primeiro=Simon|autorlink=Simon Tisdall|url=https://www.theguardian.com/world/2019/dec/29/power-behind-the-thrones-10-movers-and-shakers-for-2020|titulo=The power behind the thrones: 10 political movers and shakers who will shape 2020|data=29-12-2019|acessodata=16-01-2020|website=[[The Guardian]]|lingua=en-GB|titulotrad=O poder por trás dos tronos: 10 agitadores e agitadores políticos que moldarão 2020|issn=0029-7712}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/blessed-by-xi-jinping-the-new-captain-of-chinas-economy-1519688592|titulo=Who Is 'Uncle He?' The Man in Charge of China's Economy|data=27 de fevereiro de 2018|acessodata=16-01-2020|website=[[The Wall Street Journal]]|titulotrad=Quem é 'Tio Ele?' O homem responsável pela economia da China|wayb=20260102103941}}</ref> Em 1963, quando ele tinha 10 anos, seu pai foi expurgado do PCCh e enviado para trabalhar em uma fábrica em [[Luoyang]], Henan.{{Sfn|Bouée|2010|p=93}} Em maio de 1966, a [[Revolução Cultural Chinesa|Revolução Cultural]] interrompeu a educação secundária de Xi quando todas as aulas secundárias foram interrompidas para que os alunos criticassem e brigassem com seus professores. Militantes estudantis saquearam a casa da família Xi e uma das irmãs de Xi, Xi Heping, cometeu suicídio devido à pressão.<ref name="Buckley-2015">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Tatlow|primeiro2=Didi Kirsten|url=https://www.nytimes.com/2015/09/25/world/asia/xi-jinping-china-cultural-revolution.html|titulo=Cultural Revolution Shaped Xi Jinping, From Schoolboy to Survivor|data=24-09-2015|acessodata=06-03-2018|website=[[The New York Times]]|titulotrad=A revolução cultural deu forma a Xi Jinping, de estudante a sobrevivente|wayb=20180305150638|urlmorta=não}}</ref> | ||
Mais tarde, sua mãe foi forçada a denunciar publicamente seu pai, pois ele desfilava diante de uma multidão como inimigo da revolução. Seu pai foi posteriormente preso em 1968, quando Xi tinha 15 anos. Sem a proteção de seu pai, Xi foi enviado para trabalhar na vila de Liangjiahe, Wen'anyi, condado de Yanchuan, Yan'an, Shaanxi, em 1969 na [[Campanha de Envio ao Campo|campanha de envio ao campo]] de Mao Zedong.<ref>{{Citar web|url=http://v.youku.com/v_show/id_XMzM2NTc1MjAwOA==.html|titulo=不忘初心:是什么造就了今天的习主席?|data=30-01-2018|acessodata=30-01-2018|website=[[Youku]]|lingua=zh-Hans|titulotrad=Não se esqueça da intenção original: o que fez o presidente Xi hoje?|wayb=20180130204306|urlmorta=não}}</ref> Ele trabalhou como secretário do partido em Liangjiahe, onde morava em uma [[Yaodong|caverna]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lim|primeiro=Louisa|url=https://www.npr.org/2012/11/09/164684418/for-chinas-rising-leader-a-cave-was-once-home?t=1578589261050|titulo=For China's Rising Leader, A Cave Was Once Home|data=09-11-2012|acessodata=27-10-2018|website=NPR|titulotrad=Para o líder em ascensão da China, uma caverna já foi um lar|wayb=20180616053635|urlmorta=não}}</ref> Segundo pessoas que o conheceram, essa experiência o levou a sentir afinidade com os pobres do campo.<ref name="Page-2020"/> Depois de alguns meses, incapaz de suportar a vida no campo, fugiu para Pequim. Ele foi preso durante uma repressão aos desertores do campo e enviado para um campo de trabalho para cavar valas, mas depois voltou para a aldeia, passando um total de sete anos lá.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Demick|primeiro=Barbara|ultimo2=Pierson|primeiro2=David|url=https://www.thestar.com/news/world/2012/02/14/chinas_political_star_xi_jinping_is_a_study_in_contrasts.html|titulo=China's political star Xi Jinping is a study in contrasts|data=14-02-2012|acessodata=24-10-2017|website=[[Toronto Star]]|titulotrad=A estrela política da China, Xi Jinping, é um estudo de contrastes|wayb=20171013225355|urlmorta=não}}</ref><ref name="Rivers2018"/> | Mais tarde, sua mãe foi forçada a denunciar publicamente seu pai, pois ele desfilava diante de uma multidão como inimigo da revolução. Seu pai foi posteriormente preso em 1968, quando Xi tinha 15 anos. Sem a proteção de seu pai, Xi foi enviado para trabalhar na vila de Liangjiahe, Wen'anyi, condado de Yanchuan, [[Yan'an]], Shaanxi, em 1969 na [[Campanha de Envio ao Campo|campanha de envio ao campo]] de Mao Zedong.<ref>{{Citar web|url=http://v.youku.com/v_show/id_XMzM2NTc1MjAwOA==.html|titulo=不忘初心:是什么造就了今天的习主席?|data=30-01-2018|acessodata=30-01-2018|website=[[Youku]]|lingua=zh-Hans|titulotrad=Não se esqueça da intenção original: o que fez o presidente Xi hoje?|wayb=20180130204306|urlmorta=não}}</ref> Ele trabalhou como secretário do partido em Liangjiahe, onde morava em uma [[Yaodong|caverna]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lim|primeiro=Louisa|url=https://www.npr.org/2012/11/09/164684418/for-chinas-rising-leader-a-cave-was-once-home?t=1578589261050|titulo=For China's Rising Leader, A Cave Was Once Home|data=09-11-2012|acessodata=27-10-2018|website=NPR|titulotrad=Para o líder em ascensão da China, uma caverna já foi um lar|wayb=20180616053635|urlmorta=não}}</ref> Segundo pessoas que o conheceram, essa experiência o levou a sentir afinidade com os pobres do campo.<ref name="Page-2020"/> Depois de alguns meses, incapaz de suportar a vida no campo, fugiu para Pequim. Ele foi preso durante uma repressão aos desertores do campo e enviado para um campo de trabalho para cavar valas, mas depois voltou para a aldeia, passando um total de sete anos lá.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Demick|primeiro=Barbara|ultimo2=Pierson|primeiro2=David|url=https://www.thestar.com/news/world/2012/02/14/chinas_political_star_xi_jinping_is_a_study_in_contrasts.html|titulo=China's political star Xi Jinping is a study in contrasts|data=14-02-2012|acessodata=24-10-2017|website=[[Toronto Star]]|titulotrad=A estrela política da China, Xi Jinping, é um estudo de contrastes|wayb=20171013225355|urlmorta=não}}</ref><ref name="Rivers2018"/> | ||
Os infortúnios e o sofrimento de sua família em seus primeiros anos endureceram a visão de Xi sobre a política. Durante uma entrevista em 2000, ele disse: "As pessoas, com pouco contato com o poder, que estão longe dele, sempre veem essas coisas como misteriosas e novas. Mas o que vejo não são apenas as coisas superficiais: o poder, as flores, a glória, os aplausos. Eu vejo os bullpens e como as pessoas podem soprar quente e frio. Eu entendo a política em um nível mais profundo." Os "bullpens" eram uma referência às casas de detenção dos [[Guarda Vermelha (China)|Guardas Vermelhos]] durante a Revolução Cultural.<ref name="Page-2020"/> | Os infortúnios e o sofrimento de sua família em seus primeiros anos endureceram a visão de Xi sobre a política. Durante uma entrevista em 2000, ele disse: "As pessoas, com pouco contato com o poder, que estão longe dele, sempre veem essas coisas como misteriosas e novas. Mas o que vejo não são apenas as coisas superficiais: o poder, as flores, a glória, os aplausos. Eu vejo os bullpens e como as pessoas podem soprar quente e frio. Eu entendo a política em um nível mais profundo." Os "bullpens" eram uma referência às casas de detenção dos [[Guarda Vermelha (China)|Guardas Vermelhos]] durante a Revolução Cultural.<ref name="Page-2020"/> | ||
Após ser rejeitado sete vezes, Xi ingressou na [[Liga da Juventude Comunista da China]] em 1971, tornando-se amigo de um funcionário local.<ref name="newyorker2"/> Ele se reuniu com seu pai em 1972, devido a uma reunião familiar ordenada pelo [[Primeiro-ministro da China|primeiro-ministro]] [[Zhou Enlai]].<ref name="Buckley-2015"/> A partir de 1973, ele se inscreveu dez vezes para ingressar no PCCh e foi finalmente aceito em sua décima tentativa em 1974.<ref>{{Citar web|url=https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2018/03/china_20180318_xi_jinping_profile.pdf|titulo=Xi Jinping 习近平|publicado=[[Brookings Institution]]}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=http://www.cbc.ca/radio/thecurrent/the-current-for-february-28-2018-1.4555132/wednesday-february-28-2018-full-text-transcript-1.4556381#segment3|titulo="The Current" – Wednesday February 28, 2018 Full Text Transcript|data=28-02-2018|acessodata=28-10-2018|website=CBC Radio|titulotrad="The Current" – quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018 Transcrição do texto completo|wayb=20180324194159|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Ranade|primeiro=Jayadva|url=https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:Zy479_jx11YJ:www.aerospaceindia.org/Issue%2520Briefs/2010/25%2520October%25202010%2520-%2520CHINA%25E2%2580%2599S%2520NEXT%2520CHAIRMAN%25E2%2580%2594XI%2520JINPING.pdf+&hl=en&pid=bl&srcid=ADGEESjpQjUAtfkdEgw0cxv3UMunFfoLBcy0_po2aPN4xvPoQ-K9lFpIdgtf7PAw5ebYoTd8NwaRSswzfWmws278UPehKckL3Zb0TXlci2R0HsZGceCYRpBiD6EfBrspdjUh8CZzwcMg&sig=AHIEtbRjgFp8BCiHybWUtaP2uVF8BVuVZA|titulo=China's Next Chairman – Xi Jinping|data=25-10-2010|acessodata=27-05-2012|publicado=Centre for Air Power Studies|titulotrad=Próximo Presidente da China – Xi Jinping|wayb=20130724125447|urlmorta=sim}}</ref> De 1975 a 1979, Xi estudou [[engenharia química]] na [[Universidade Tsinghua|Universidade de Tsinghua]] como [[Estudante Operário-Camponês-Soldado|estudante de operário-camponês-soldado]] em Pequim. Os graduados em engenharia gastavam cerca de 15 por cento de seu tempo estudando [[Maoísmo|o pensamento marxista-leninista-mao Zedong]] e 5 por cento de seu tempo fazendo trabalho agrícola e "aprendendo com o Exército de Libertação Popular".{{Sfn|Simon|Cong|2009|pp=28–29}} | Após ser rejeitado sete vezes, Xi ingressou na [[Liga da Juventude Comunista da China]] em 1971, tornando-se amigo de um funcionário local.<ref name="newyorker2"/> Ele se reuniu com seu pai em 1972, devido a uma reunião familiar ordenada pelo [[Primeiro-ministro da China|primeiro-ministro]] [[Zhou Enlai]].<ref name="Buckley-2015"/> A partir de 1973, ele se inscreveu dez vezes para ingressar no PCCh e foi finalmente aceito em sua décima tentativa em 1974.<ref>{{Citar web|url=https://www.brookings.edu/wp-content/uploads/2018/03/china_20180318_xi_jinping_profile.pdf|titulo=Xi Jinping 习近平|publicado=[[Brookings Institution]]|wayb=20260606214526}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=http://www.cbc.ca/radio/thecurrent/the-current-for-february-28-2018-1.4555132/wednesday-february-28-2018-full-text-transcript-1.4556381#segment3|titulo="The Current" – Wednesday February 28, 2018 Full Text Transcript|data=28-02-2018|acessodata=28-10-2018|website=CBC Radio|titulotrad="The Current" – quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018 Transcrição do texto completo|wayb=20180324194159|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Ranade|primeiro=Jayadva|url=https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:Zy479_jx11YJ:www.aerospaceindia.org/Issue%2520Briefs/2010/25%2520October%25202010%2520-%2520CHINA%25E2%2580%2599S%2520NEXT%2520CHAIRMAN%25E2%2580%2594XI%2520JINPING.pdf+&hl=en&pid=bl&srcid=ADGEESjpQjUAtfkdEgw0cxv3UMunFfoLBcy0_po2aPN4xvPoQ-K9lFpIdgtf7PAw5ebYoTd8NwaRSswzfWmws278UPehKckL3Zb0TXlci2R0HsZGceCYRpBiD6EfBrspdjUh8CZzwcMg&sig=AHIEtbRjgFp8BCiHybWUtaP2uVF8BVuVZA|titulo=China's Next Chairman – Xi Jinping|data=25-10-2010|acessodata=27-05-2012|publicado=Centre for Air Power Studies|titulotrad=Próximo Presidente da China – Xi Jinping|wayb=20130724125447|urlmorta=sim}}</ref> De 1975 a 1979, Xi estudou [[engenharia química]] na [[Universidade Tsinghua|Universidade de Tsinghua]] como [[Estudante Operário-Camponês-Soldado|estudante de operário-camponês-soldado]] em Pequim. Os graduados em engenharia gastavam cerca de 15 por cento de seu tempo estudando [[Maoísmo|o pensamento marxista-leninista-mao Zedong]] e 5 por cento de seu tempo fazendo trabalho agrícola e "aprendendo com o Exército de Libertação Popular".{{Sfn|Simon|Cong|2009|pp=28–29}} | ||
== Carreira política precoce == | == Carreira política precoce == | ||
De 1979 a 1982, Xi serviu como secretário do ex-subordinado de seu pai, Geng Biao, então [[vice-primeiro-ministro]] e secretário-geral do CMC.<ref name="newyorker2"/> Em 1982, ele foi enviado para o condado de Zhengding, em Hebei, como vice-secretário do partido no condado de Zhengding. Ele foi promovido em 1983 a secretário, tornando-se o principal funcionário do condado.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Ian|url=https://www.nytimes.com/2012/09/30/world/asia/aiming-for-top-xi-jinping-forged-ties-early-in-china.html|titulo=Elite and Deft, Xi Aimed High Early in China|data=2012-09-30|acessodata=2023-04-04|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Elite e hábil, Xi mirou alto no início da China|issn=0362-4331}}</ref> Posteriormente, Xi serviu em quatro províncias durante sua carreira política regional: [[Hebei]] (1982–1985), [[Fuquiém|Fujian]] (1985–2002), [[Chequião|Zhejiang]] (2002–2007) e [[Xangai]] (2007).<ref>{{Citar jornal|url=https://www.straitstimes.com/asia/east-asia/xi-jinping-from-graft-fighting-governor-to-chinas-most-powerful-leader-since-mao|titulo=Xi Jinping: From graft-fighting governor to China's most powerful leader since Mao Zedong|data=11-03-2018|acessodata=18-08-2019|website=[[The Straits Times]]|lingua=en|wayb=20190818052957|urlmorta=não}}</ref> Xi ocupou cargos no Comitê Municipal do Partido de [[Fucheu|Fuzhou]] e tornou-se presidente da Escola do Partido em Fuzhou em 1990. Em 1997, foi nomeado membro suplente do 15º Comitê Central do PCCh. No entanto, dos 151 membros suplentes do Comitê Central eleitos no 15º Congresso do Partido, Xi recebeu o menor número de votos a favor, colocando-o em último lugar no ranking de membros, ostensivamente devido a sua condição de príncipe vermelho.{{Nre|[[Liu Yandong]], [[Wang Qishan]] e [[Deng Pufang]] (filho de Deng Xiaoping) todos colocados no final da lista de membros alternativos. Como Xi, todos os três eram vistos como "príncipes". [[Bo Xilai]] não foi eleito para o Comitê Central; isto é, Bo teve uma classificação inferior na contagem de votos do que Xi.}}<ref name="canyu2">{{Citar jornal|url=http://www.canyu.org/n24349c6.aspx|titulo=中共十五大习近平位列候补委员最后一名为何|data=22-04-2011|acessodata=07-09-2019|website=Canyu.org|lingua=zh-Hans|titulotrad=Por que Xi Jinping, no 15º Congresso Nacional do PCCh, está sendo esperado para preencher o último cargo de membro do comitê?|wayb=20180612141334|urlmorta=sim|script-title=zh:中共十五大习近平位列候补委员最后一名为何}}</ref> | De 1979 a 1982, Xi serviu como secretário do ex-subordinado de seu pai, Geng Biao, então [[vice-primeiro-ministro]] e secretário-geral do CMC.<ref name="newyorker2"/> Em 1982, ele foi enviado para o condado de Zhengding, em Hebei, como vice-secretário do partido no condado de Zhengding. Ele foi promovido em 1983 a secretário, tornando-se o principal funcionário do condado.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Ian|url=https://www.nytimes.com/2012/09/30/world/asia/aiming-for-top-xi-jinping-forged-ties-early-in-china.html|titulo=Elite and Deft, Xi Aimed High Early in China|data=2012-09-30|acessodata=2023-04-04|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Elite e hábil, Xi mirou alto no início da China|issn=0362-4331|wayb=20251010130039}}</ref> Posteriormente, Xi serviu em quatro províncias durante sua carreira política regional: [[Hebei]] (1982–1985), [[Fuquiém|Fujian]] (1985–2002), [[Chequião|Zhejiang]] (2002–2007) e [[Xangai]] (2007).<ref>{{Citar jornal|url=https://www.straitstimes.com/asia/east-asia/xi-jinping-from-graft-fighting-governor-to-chinas-most-powerful-leader-since-mao|titulo=Xi Jinping: From graft-fighting governor to China's most powerful leader since Mao Zedong|data=11-03-2018|acessodata=18-08-2019|website=[[The Straits Times]]|lingua=en|wayb=20190818052957|urlmorta=não}}</ref> Xi ocupou cargos no Comitê Municipal do Partido de [[Fucheu|Fuzhou]] e tornou-se presidente da Escola do Partido em Fuzhou em 1990. Em 1997, foi nomeado membro suplente do 15º Comitê Central do PCCh. No entanto, dos 151 membros suplentes do Comitê Central eleitos no 15º Congresso do Partido, Xi recebeu o menor número de votos a favor, colocando-o em último lugar no ranking de membros, ostensivamente devido a sua condição de príncipe vermelho.{{Nre|[[Liu Yandong]], [[Wang Qishan]] e [[Deng Pufang]] (filho de Deng Xiaoping) todos colocados no final da lista de membros alternativos. Como Xi, todos os três eram vistos como "príncipes". [[Bo Xilai]] não foi eleito para o Comitê Central; isto é, Bo teve uma classificação inferior na contagem de votos do que Xi.}}<ref name="canyu2">{{Citar jornal|url=http://www.canyu.org/n24349c6.aspx|titulo=中共十五大习近平位列候补委员最后一名为何|data=22-04-2011|acessodata=07-09-2019|website=Canyu.org|lingua=zh-Hans|titulotrad=Por que Xi Jinping, no 15º Congresso Nacional do PCCh, está sendo esperado para preencher o último cargo de membro do comitê?|wayb=20180612141334|urlmorta=sim|script-title=zh:中共十五大习近平位列候补委员最后一名为何}}</ref> | ||
De 1998 a 2002, Xi estudou teoria [[Marxismo|marxista]] e educação ideológica na Universidade de Tsinghua,<ref>{{Citar web|url=http://en.people.cn/90001/90776/6288506.html|titulo=Xi Jinping – Politburo Standing Committee member of CPC Central Committee|data=22-10-2007|acessodata=30-10-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Xi Jinping – membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do PCC|wayb=20150630190420|urlmorta=sim}}</ref> graduando-se com doutorado em direito e ideologia em 2002.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Watts|primeiro=Jonathan|url=https://www.theguardian.com/world/2007/oct/26/china.uknews4|titulo=Most corrupt officials are from poor families but Chinese royals have a spirit that is not dominated by money|data=26-10-2007|acessodata=11-06-2008|website=[[The Guardian]]|local=Londres, Inglaterra|titulotrad=A maioria dos funcionários corruptos vem de famílias pobres, mas a realeza chinesa tem um espírito que não é dominado pelo dinheiro|wayb=20130901014357|urlmorta=não}}</ref> Em 1999, ele foi promovido ao cargo de vice-governador de Fujian e tornou-se governador um ano depois. Em Fujian, Xi fez esforços para atrair investimentos de Taiwan e fortalecer o setor privado da economia provincial.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2014/11/from-fujian-chinas-xi-offers-economic-olive-branch-to-taiwan/|titulo=From Fujian, China's Xi Offers Economic Olive Branch to Taiwan|data=04-11-2014|acessodata=17-03-2016|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=De Fujian, Xi da China oferece ramo de oliveira econômico a Taiwan|wayb=20160610145941|urlmorta=não}}</ref> Em fevereiro de 2000, ele e o então secretário provincial do partido, Chen Mingyi, foram chamados perante os principais membros do [[Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China|Comitê Permanente do Politburo]] – secretário-geral [[Jiang Zemin]], primeiro-ministro [[Zhu Rongji]], vice-presidente [[Hu Jintao]] e secretário de Inspeção Disciplinar Wei Jianxing – para explicar aspectos do escândalo Yuanhua.<ref name="scmpxiao2">{{Citar jornal|ultimo=Yu|primeiro=Xiao|url=http://www.scmp.com/article/308424/fujian-leaders-face-beijing-top-brass|titulo=Fujian leaders face Beijing top brass|data=18-02-2000|acessodata=07-09-2019|website=[[South China Morning Post]]|titulotrad=Líderes de Fujian enfrentam alto escalão de Pequim|wayb=20181029030831|urlmorta=não}}</ref> | De 1998 a 2002, Xi estudou teoria [[Marxismo|marxista]] e educação ideológica na Universidade de Tsinghua,<ref>{{Citar web|url=http://en.people.cn/90001/90776/6288506.html|titulo=Xi Jinping – Politburo Standing Committee member of CPC Central Committee|data=22-10-2007|acessodata=30-10-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Xi Jinping – membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do PCC|wayb=20150630190420|urlmorta=sim}}</ref> graduando-se com doutorado em direito e ideologia em 2002.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Watts|primeiro=Jonathan|url=https://www.theguardian.com/world/2007/oct/26/china.uknews4|titulo=Most corrupt officials are from poor families but Chinese royals have a spirit that is not dominated by money|data=26-10-2007|acessodata=11-06-2008|website=[[The Guardian]]|local=Londres, Inglaterra|titulotrad=A maioria dos funcionários corruptos vem de famílias pobres, mas a realeza chinesa tem um espírito que não é dominado pelo dinheiro|wayb=20130901014357|urlmorta=não}}</ref> Em 1999, ele foi promovido ao cargo de vice-governador de Fujian e tornou-se governador um ano depois. Em Fujian, Xi fez esforços para atrair investimentos de Taiwan e fortalecer o setor privado da economia provincial.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2014/11/from-fujian-chinas-xi-offers-economic-olive-branch-to-taiwan/|titulo=From Fujian, China's Xi Offers Economic Olive Branch to Taiwan|data=04-11-2014|acessodata=17-03-2016|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=De Fujian, Xi da China oferece ramo de oliveira econômico a Taiwan|wayb=20160610145941|urlmorta=não}}</ref> Em fevereiro de 2000, ele e o então secretário provincial do partido, Chen Mingyi, foram chamados perante os principais membros do [[Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China|Comitê Permanente do Politburo]] – secretário-geral [[Jiang Zemin]], primeiro-ministro [[Zhu Rongji]], vice-presidente [[Hu Jintao]] e secretário de Inspeção Disciplinar Wei Jianxing – para explicar aspectos do escândalo Yuanhua.<ref name="scmpxiao2">{{Citar jornal|ultimo=Yu|primeiro=Xiao|url=http://www.scmp.com/article/308424/fujian-leaders-face-beijing-top-brass|titulo=Fujian leaders face Beijing top brass|data=18-02-2000|acessodata=07-09-2019|website=[[South China Morning Post]]|titulotrad=Líderes de Fujian enfrentam alto escalão de Pequim|wayb=20181029030831|urlmorta=não}}</ref> | ||
Em 2002, Xi deixou Fujian e assumiu cargos políticos de liderança na vizinha [[Zhejiang]]. Ele acabou assumindo o cargo de secretário provincial do Comitê do Partido após vários meses como governador interino, ocupando um cargo provincial importante pela primeira vez em sua carreira. Em 2002, foi eleito membro titular do 16º Comitê Central, marcando sua ascensão ao cenário nacional. Enquanto estava em Zhejiang, Xi presidiu com taxas de crescimento médias de 14% ao ano.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ho|primeiro=Louise|url=https://www.scmp.com/news/china/article/1068825/chinas-leadership-transition-xi-jinpings-time-zhejiang|titulo=Xi Jinping's time in Zhejiang: doing the business|data=25-10-2012|acessodata=09-12-2019|website=[[South China Morning Post]]|lingua=en|titulotrad=O tempo de Xi Jinping em Zhejiang: fazendo negócios|wayb=20160429160349|urlmorta=não}}</ref> Sua carreira em Zhejiang foi marcada por uma postura dura e direta contra funcionários corruptos. Isso lhe rendeu um nome na mídia nacional e chamou a atenção dos principais líderes da China.<ref name="wanglei2">{{Citar jornal|ultimo=Wang|primeiro=Lei|url=http://opinion.dwnews.com/news/2014-12-25/59626005.html|titulo=习近平为官之道 拎着乌纱帽干事|data=25-12-2014|acessodata=07-09-2019|website=Duowei News|lingua=zh-hans|titulotrad=Caminho Governamental de Xi Jinping – Carrega Postos Administrativos Oficiais|wayb=20150203225014|urlmorta=sim|script-title=zh:习近平为官之道 拎着乌纱帽干事}}</ref> Entre 2004 e 2007, [[Li Qiang]] atuou como chefe de gabinete de Xi por meio de seu cargo de secretário-geral do Comitê do Partido de Zhejiang, onde ambos desenvolveram laços estreitos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tian|primeiro=Yew Lun|ultimo2=Chen|primeiro2=Laurie|url=https://www.reuters.com/world/china/li-qiang-xi-confidant-takes-reins-chinas-premier-2023-03-11/|titulo=Li Qiang, confidente de Xi, assume o cargo de primeiro-ministro da China|data=11-03-2023|acessodata=24-05-2023|website=[[Reuters]]|ultimo3=Cash|primeiro3=Joe}}</ref> | Em 2002, Xi deixou Fujian e assumiu cargos políticos de liderança na vizinha [[Zhejiang]]. Ele acabou assumindo o cargo de secretário provincial do Comitê do Partido após vários meses como governador interino, ocupando um cargo provincial importante pela primeira vez em sua carreira. Em 2002, foi eleito membro titular do 16º Comitê Central, marcando sua ascensão ao cenário nacional. Enquanto estava em Zhejiang, Xi presidiu com taxas de crescimento médias de 14% ao ano.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ho|primeiro=Louise|url=https://www.scmp.com/news/china/article/1068825/chinas-leadership-transition-xi-jinpings-time-zhejiang|titulo=Xi Jinping's time in Zhejiang: doing the business|data=25-10-2012|acessodata=09-12-2019|website=[[South China Morning Post]]|lingua=en|titulotrad=O tempo de Xi Jinping em Zhejiang: fazendo negócios|wayb=20160429160349|urlmorta=não}}</ref> Sua carreira em Zhejiang foi marcada por uma postura dura e direta contra funcionários corruptos. Isso lhe rendeu um nome na mídia nacional e chamou a atenção dos principais líderes da China.<ref name="wanglei2">{{Citar jornal|ultimo=Wang|primeiro=Lei|url=http://opinion.dwnews.com/news/2014-12-25/59626005.html|titulo=习近平为官之道 拎着乌纱帽干事|data=25-12-2014|acessodata=07-09-2019|website=Duowei News|lingua=zh-hans|titulotrad=Caminho Governamental de Xi Jinping – Carrega Postos Administrativos Oficiais|wayb=20150203225014|urlmorta=sim|script-title=zh:习近平为官之道 拎着乌纱帽干事}}</ref> Entre 2004 e 2007, [[Li Qiang]] atuou como chefe de gabinete de Xi por meio de seu cargo de secretário-geral do Comitê do Partido de Zhejiang, onde ambos desenvolveram laços estreitos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tian|primeiro=Yew Lun|ultimo2=Chen|primeiro2=Laurie|url=https://www.reuters.com/world/china/li-qiang-xi-confidant-takes-reins-chinas-premier-2023-03-11/|titulo=Li Qiang, confidente de Xi, assume o cargo de primeiro-ministro da China|data=11-03-2023|acessodata=24-05-2023|website=[[Reuters]]|ultimo3=Cash|primeiro3=Joe|wayb=20231108185907}}</ref> | ||
Após a demissão do secretário do Partido em Xangai, Chen Liangyu, em setembro de 2006 devido a um escândalo do fundo de previdência social, Xi foi transferido para Xangai em março de 2007, onde foi secretário do partido por sete meses.<ref name="shanghai2">{{Citar jornal|url=http://news.sohu.com/20070324/n248946143.shtml|titulo=习近平任上海市委书记 韩正不再代理市委书记|data=24-03-2007|acessodata=07-09-2019|website=[[Sohu]]|lingua=zh-Hans|titulotrad=Xi Jinping é secretário do Comitê Municipal do Partido de Xangai - Han Zheng não é mais secretário interino do partido|wayb=20071016061557|urlmorta=não|script-title=zh:习近平任上海市委书记 韩正不再代理市委书记}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20322288|titulo=China new leaders: Xi Jinping heads line-up for politburo|data=15-11-2012|acessodata=25-08-2019|website=[[BBC News]]|lingua=en-GB|titulotrad=Novos líderes da China: Xi Jinping lidera escalação para Politburo|wayb=20190909102154|urlmorta=não}}</ref> Em Xangai, Xi evitou polêmica e era conhecido por observar rigorosamente a disciplina partidária. Por exemplo, os administradores de Xangai tentaram ganhar o favor dele, organizando um trem especial para transportá-lo entre Xangai e [[Hancheu|Hangzhou]] para que ele concluísse a entrega de seu trabalho a seu sucessor como secretário do partido de Zhejiang, Zhao Hongzhu. No entanto, Xi teria se recusado a pegar o trem, citando um regulamento do partido pouco aplicado que estipulava que trens especiais só podem ser reservados para "líderes nacionais".<ref name="ming2">{{Citar jornal|url=http://www.boxun.com/news/gb/china/2013/07/201307110449.shtml#.VTxXVvnF_tU|titulo=从上海到北京 习近平贴身秘书只有钟绍军|data=11-07-2013|acessodata=12-09-2019|website=Mingjing News|lingua=zh-hans|titulotrad=De Xangai a Pequim, Zhong Shaojun foi o único secretário pessoal de Xi Jinping|wayb=20180612141343|urlmorta=sim|script-title=zh:从上海到北京 习近平贴身秘书只有钟绍军}}</ref> Enquanto estava em Xangai, ele trabalhou para preservar a unidade da organização partidária local. Ele prometeu que não haveria 'expurgos' durante sua administração, apesar do fato de que muitas autoridades locais foram consideradas implicadas no escândalo de corrupção de Chen Liangyu.{{Sfn|Lam|2015|p=56}} Na maioria das questões, Xi ecoou amplamente a linha da liderança central.<ref name="newin2">{{Citar jornal|url=http://www.caijing.com.cn/2007-10-22/100034588.html|titulo=新晋政治局常委:习近平|data=22-10-2007|acessodata=12-09-2019|website=Caijing|lingua=zh-hans|titulotrad=Membro recém-nomeado do Comitê Permanente do Politburo: Xi Jinping|wayb=20151222175301|urlmorta=sim|script-title=zh:新晋政治局常委:习近平}}</ref> | Após a demissão do secretário do Partido em Xangai, Chen Liangyu, em setembro de 2006 devido a um escândalo do fundo de previdência social, Xi foi transferido para Xangai em março de 2007, onde foi secretário do partido por sete meses.<ref name="shanghai2">{{Citar jornal|url=http://news.sohu.com/20070324/n248946143.shtml|titulo=习近平任上海市委书记 韩正不再代理市委书记|data=24-03-2007|acessodata=07-09-2019|website=[[Sohu]]|lingua=zh-Hans|titulotrad=Xi Jinping é secretário do Comitê Municipal do Partido de Xangai - Han Zheng não é mais secretário interino do partido|wayb=20071016061557|urlmorta=não|script-title=zh:习近平任上海市委书记 韩正不再代理市委书记}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20322288|titulo=China new leaders: Xi Jinping heads line-up for politburo|data=15-11-2012|acessodata=25-08-2019|website=[[BBC News]]|lingua=en-GB|titulotrad=Novos líderes da China: Xi Jinping lidera escalação para Politburo|wayb=20190909102154|urlmorta=não}}</ref> Em Xangai, Xi evitou polêmica e era conhecido por observar rigorosamente a disciplina partidária. Por exemplo, os administradores de Xangai tentaram ganhar o favor dele, organizando um trem especial para transportá-lo entre Xangai e [[Hancheu|Hangzhou]] para que ele concluísse a entrega de seu trabalho a seu sucessor como secretário do partido de Zhejiang, Zhao Hongzhu. No entanto, Xi teria se recusado a pegar o trem, citando um regulamento do partido pouco aplicado que estipulava que trens especiais só podem ser reservados para "líderes nacionais".<ref name="ming2">{{Citar jornal|url=http://www.boxun.com/news/gb/china/2013/07/201307110449.shtml#.VTxXVvnF_tU|titulo=从上海到北京 习近平贴身秘书只有钟绍军|data=11-07-2013|acessodata=12-09-2019|website=Mingjing News|lingua=zh-hans|titulotrad=De Xangai a Pequim, Zhong Shaojun foi o único secretário pessoal de Xi Jinping|wayb=20180612141343|urlmorta=sim|script-title=zh:从上海到北京 习近平贴身秘书只有钟绍军}}</ref> Enquanto estava em Xangai, ele trabalhou para preservar a unidade da organização partidária local. Ele prometeu que não haveria 'expurgos' durante sua administração, apesar do fato de que muitas autoridades locais foram consideradas implicadas no escândalo de corrupção de Chen Liangyu.{{Sfn|Lam|2015|p=56}} Na maioria das questões, Xi ecoou amplamente a linha da liderança central.<ref name="newin2">{{Citar jornal|url=http://www.caijing.com.cn/2007-10-22/100034588.html|titulo=新晋政治局常委:习近平|data=22-10-2007|acessodata=12-09-2019|website=Caijing|lingua=zh-hans|titulotrad=Membro recém-nomeado do Comitê Permanente do Politburo: Xi Jinping|wayb=20151222175301|urlmorta=sim|script-title=zh:新晋政治局常委:习近平}}</ref> | ||
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[[Ficheiro:President_George_W._Bush_with_Vice_President_Xi_Jinping.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Xi Jinping cumprimentando o presidente dos EUA, [[George W. Bush]], em agosto de 2008]] | [[Ficheiro:President_George_W._Bush_with_Vice_President_Xi_Jinping.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Xi Jinping cumprimentando o presidente dos EUA, [[George W. Bush]], em agosto de 2008]] | ||
[[Ficheiro:Dmitry_Medvedev_in_China_28_September_2010-6.jpeg|esquerda|miniaturadaimagem|Xi Jinping com o presidente russo [[Dmitri Medvedev|Dmitry Medvedev]] em 28 de setembro de 2010]] | [[Ficheiro:Dmitry_Medvedev_in_China_28_September_2010-6.jpeg|esquerda|miniaturadaimagem|Xi Jinping com o presidente russo [[Dmitri Medvedev|Dmitry Medvedev]] em 28 de setembro de 2010]] | ||
Xi foi nomeado para o [[Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China|CPP]] de nove membros no 17º Congresso do Partido, em outubro de 2007. Ele foi classificado acima de [[Li Keqiang]], uma indicação de que iria suceder Hu Jintao como o [[Sucessão de poder na China|próximo líder]] da China. Além disso, Xi também ocupou o cargo de primeiro secretário do [[Secretariado do Partido Comunista Chinês|Secretariado Central]] do PCC. Esta avaliação foi posteriormente apoiada no 11º Congresso Nacional do Povo em março de 2008, quando Xi foi eleito vice-presidente da República Popular da China.<ref>{{Citar web|url=https://www.aljazeera.com/news/2008/3/16/wen-jiabao-re-elected-china-pm|titulo=Wen Jiabao re-elected China PM|data=16-03-2008|acessodata=13-08-2022|website=[[Al Jazeera]]|lingua=en|titulotrad=Wen Jiabao reeleito PM da China}}</ref> Após sua ascensão, Xi ocupou uma ampla gama de pastas. Ele foi encarregado dos preparativos abrangentes para os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2008]] em Pequim, além de ser a principal figura do governo central nos assuntos de Hong Kong e Macau. Além disso, ele também se tornou o novo presidente da [[Escola Central do Partido Comunista da China|Escola Central]] do PCCh, sua ala de treinamento de quadros e educação ideológica. Após o [[Sismo de Sujuão de 2008|terremoto de Sichuan em 2008]], Xi visitou áreas de desastre em [[Xianxim|Shaanxi]] e [[Gansu]]. Ele fez sua primeira viagem ao exterior como vice-presidente para a [[Coreia do Norte]], [[Mongólia]], [[Arábia Saudita]], [[Catar]] e [[Iêmen]] de 17 a 25 de junho de 2008.<ref>{{Citar web|url=http://www.mfa.gov.cn/eng/wjdt/wsrc/t462294.htm|titulo=Vice-President Xi Jinping to Visit DPRK, Mongolia, Saudi Arabia, Qatar and Yemen|data=05-06-2008|acessodata=20-10-2010|website=[[Ministério das Relações Exteriores da China|Ministério das Relações Exteriores]]|titulotrad=Vice-presidente Xi Jinping visitará RPDC, Mongólia, Arábia Saudita, Catar e Iêmen|wayb=20110723214209|urlmorta=sim}}</ref> Após as Olimpíadas, Xi foi designado para o cargo de presidente do comitê para os preparativos das comemorações do 60º aniversário da fundação da República Popular da China. Ele também estava no comando de um comitê de alto nível do Partido Comunista da China apelidado de Projeto 6521, que foi encarregado de garantir a estabilidade social durante uma série de aniversários politicamente sensíveis em 2009.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wines|primeiro=Michael|url=https://www.nytimes.com/2009/03/10/world/asia/10china.html|titulo=China's Leaders See a Calendar Full of Anniversaries, and Trouble|data=09-03-2009|acessodata=08-09-2019|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Líderes da China veem um calendário cheio de aniversários e problemas|issn=0362-4331|wayb=20160721045913}}</ref> | Xi foi nomeado para o [[Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China|CPP]] de nove membros no 17º Congresso do Partido, em outubro de 2007. Ele foi classificado acima de [[Li Keqiang]], uma indicação de que iria suceder Hu Jintao como o [[Sucessão de poder na China|próximo líder]] da China. Além disso, Xi também ocupou o cargo de primeiro secretário do [[Secretariado do Partido Comunista Chinês|Secretariado Central]] do PCC. Esta avaliação foi posteriormente apoiada no 11º Congresso Nacional do Povo em março de 2008, quando Xi foi eleito vice-presidente da República Popular da China.<ref>{{Citar web|url=https://www.aljazeera.com/news/2008/3/16/wen-jiabao-re-elected-china-pm|titulo=Wen Jiabao re-elected China PM|data=16-03-2008|acessodata=13-08-2022|website=[[Al Jazeera]]|lingua=en|titulotrad=Wen Jiabao reeleito PM da China|wayb=20260710104915}}</ref> Após sua ascensão, Xi ocupou uma ampla gama de pastas. Ele foi encarregado dos preparativos abrangentes para os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2008]] em Pequim, além de ser a principal figura do governo central nos assuntos de Hong Kong e Macau. Além disso, ele também se tornou o novo presidente da [[Escola Central do Partido Comunista da China|Escola Central]] do PCCh, sua ala de treinamento de quadros e educação ideológica. Após o [[Sismo de Sujuão de 2008|terremoto de Sichuan em 2008]], Xi visitou áreas de desastre em [[Xianxim|Shaanxi]] e [[Gansu]]. Ele fez sua primeira viagem ao exterior como vice-presidente para a [[Coreia do Norte]], [[Mongólia]], [[Arábia Saudita]], [[Catar]] e [[Iêmen]] de 17 a 25 de junho de 2008.<ref>{{Citar web|url=http://www.mfa.gov.cn/eng/wjdt/wsrc/t462294.htm|titulo=Vice-President Xi Jinping to Visit DPRK, Mongolia, Saudi Arabia, Qatar and Yemen|data=05-06-2008|acessodata=20-10-2010|website=[[Ministério das Relações Exteriores da China|Ministério das Relações Exteriores]]|titulotrad=Vice-presidente Xi Jinping visitará RPDC, Mongólia, Arábia Saudita, Catar e Iêmen|wayb=20110723214209|urlmorta=sim}}</ref> Após as Olimpíadas, Xi foi designado para o cargo de presidente do comitê para os preparativos das comemorações do 60º aniversário da fundação da República Popular da China. Ele também estava no comando de um comitê de alto nível do Partido Comunista da China apelidado de Projeto 6521, que foi encarregado de garantir a estabilidade social durante uma série de aniversários politicamente sensíveis em 2009.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wines|primeiro=Michael|url=https://www.nytimes.com/2009/03/10/world/asia/10china.html|titulo=China's Leaders See a Calendar Full of Anniversaries, and Trouble|data=09-03-2009|acessodata=08-09-2019|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Líderes da China veem um calendário cheio de aniversários e problemas|issn=0362-4331|wayb=20160721045913}}</ref> | ||
A posição de Xi como o aparente sucessor para se tornar o Líder Supremo foi ameaçada com a rápida ascensão de [[Bo Xilai]], o secretário do partido de [[Xunquim|Chongqing]] na época. Esperava-se que Bo se juntasse ao CPP no 18º Congresso do Partido, com a maioria esperando que ele tentasse eventualmente se manobrar para substituir Xi.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Anderlini|primeiro=Jamil|url=https://www.ft.com/content/d67b90f0-d140-11e1-8957-00144feabdc0|titulo=Bo Xilai: power, death and politics|data=20-07-2012|acessodata=11-01-2020|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Bo Xilai: poder, morte e política|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221204/https://www.ft.com/content/d67b90f0-d140-11e1-8957-00144feabdc0|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> As políticas de Bo em Chongqing inspiraram imitações em toda a China e receberam elogios do próprio Xi durante a visita de Xi a Chongqing em 2010. Os registros de elogios de Xi foram posteriormente apagados depois que ele se tornou o Líder Supremo. A queda de Bo viria com o [[incidente de Wang Lijun]], que abriu as portas para Xi chegar ao poder sem adversários.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Palmer|primeiro=James|url=https://foreignpolicy.com/2017/10/19/the-resistible-rise-of-xi-jinping/|titulo=The Resistible Rise of Xi Jinping|data=19-10-2017|acessodata=11-01-2020|website=Foreign Policy|titulotrad=A Resistível Ascensão de Xi Jinping}}</ref> | A posição de Xi como o aparente sucessor para se tornar o Líder Supremo foi ameaçada com a rápida ascensão de [[Bo Xilai]], o secretário do partido de [[Xunquim|Chongqing]] na época. Esperava-se que Bo se juntasse ao CPP no 18º Congresso do Partido, com a maioria esperando que ele tentasse eventualmente se manobrar para substituir Xi.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Anderlini|primeiro=Jamil|url=https://www.ft.com/content/d67b90f0-d140-11e1-8957-00144feabdc0|titulo=Bo Xilai: power, death and politics|data=20-07-2012|acessodata=11-01-2020|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Bo Xilai: poder, morte e política|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221204/https://www.ft.com/content/d67b90f0-d140-11e1-8957-00144feabdc0|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> As políticas de Bo em Chongqing inspiraram imitações em toda a China e receberam elogios do próprio Xi durante a visita de Xi a Chongqing em 2010. Os registros de elogios de Xi foram posteriormente apagados depois que ele se tornou o Líder Supremo. A queda de Bo viria com o [[incidente de Wang Lijun]], que abriu as portas para Xi chegar ao poder sem adversários.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Palmer|primeiro=James|url=https://foreignpolicy.com/2017/10/19/the-resistible-rise-of-xi-jinping/|titulo=The Resistible Rise of Xi Jinping|data=19-10-2017|acessodata=11-01-2020|website=Foreign Policy|titulotrad=A Resistível Ascensão de Xi Jinping|wayb=20260330090743}}</ref> | ||
Xi é considerado um dos membros mais bem-sucedidos dos Príncipes Vermelhos, uma quase camarilha de políticos descendentes dos primeiros revolucionários comunistas chineses. O ex-primeiro-ministro de Singapura, [[Lee Kuan Yew]], quando questionado sobre Xi, disse que se sentia "um homem atencioso que passou por muitas provações e tribulações".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ansfield|primeiro=Jonathan|url=https://www.newsweek.com/xi-jinping-chinas-new-boss-and-l-word-95021|titulo=Xi Jinping: China's New Boss And The 'L' Word|data=22-12-2007|acessodata=20-10-2010|website=[[Newsweek]]|titulotrad=Xi Jinping: o novo chefe da China e a palavra 'L'|wayb=20100330064319|urlmorta=não}}</ref> Lee também comentou: "Eu o colocaria na classe de [[Nelson Mandela]]. Uma pessoa com enorme estabilidade emocional que não permite que seus infortúnios ou sofrimentos pessoais afetem seu julgamento. Em outras palavras, ele é impressionante".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Elegant|primeiro=Simon|url=http://china.blogs.time.com/2007/11/19/chinas_nelson_mandela/|titulo=China's Nelson Mandela|data=19-11-2007|acessodata=08-09-2019|website=[[Time (magazine)|Time]]|titulotrad=Nelson Mandela da China|wayb=20090728171010|urlmorta=não}}</ref> O ex-secretário do Tesouro dos EUA, [[Henry Paulson]], descreveu Xi como "o tipo de cara que sabe como fazer as coisas ultrapassarem a linha do gol".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Elegant|primeiro=Simon|url=https://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aDpLoVnlKn6E&refer=home|titulo=China Appoints Xi Vice President, Heir Apparent to Hu|data=15-03-2008|acessodata=20-10-2010|website=[[Bloomberg News]]|titulotrad=China nomeia Xi vice-presidente e herdeiro aparente de Hu|wayb=20121021142400|urlmorta=sim}}</ref> O primeiro-ministro australiano, [[Kevin Rudd]], disse que Xi "tem antecedentes reformistas, partidários e militares suficientes para ser independente".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Uren|primeiro=David|url=http://www.theaustralian.com.au/national-affairs/rudd-seeks-to-pre-empt-pms-china-white-paper-with-his-own-version/story-fn59niix-1226488505695|titulo=Rudd seeks to pre-empt PM's China white paper with his own version|data=05-10-2012|acessodata=08-09-2019|website=[[The Australian]]|titulotrad=Rudd procura antecipar o livro branco do PM na China com sua própria versão|wayb=20121122083821|urlmorta=sim}}</ref> | Xi é considerado um dos membros mais bem-sucedidos dos Príncipes Vermelhos, uma quase camarilha de políticos descendentes dos primeiros revolucionários comunistas chineses. O ex-primeiro-ministro de Singapura, [[Lee Kuan Yew]], quando questionado sobre Xi, disse que se sentia "um homem atencioso que passou por muitas provações e tribulações".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ansfield|primeiro=Jonathan|url=https://www.newsweek.com/xi-jinping-chinas-new-boss-and-l-word-95021|titulo=Xi Jinping: China's New Boss And The 'L' Word|data=22-12-2007|acessodata=20-10-2010|website=[[Newsweek]]|titulotrad=Xi Jinping: o novo chefe da China e a palavra 'L'|wayb=20100330064319|urlmorta=não}}</ref> Lee também comentou: "Eu o colocaria na classe de [[Nelson Mandela]]. Uma pessoa com enorme estabilidade emocional que não permite que seus infortúnios ou sofrimentos pessoais afetem seu julgamento. Em outras palavras, ele é impressionante".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Elegant|primeiro=Simon|url=http://china.blogs.time.com/2007/11/19/chinas_nelson_mandela/|titulo=China's Nelson Mandela|data=19-11-2007|acessodata=08-09-2019|website=[[Time (magazine)|Time]]|titulotrad=Nelson Mandela da China|wayb=20090728171010|urlmorta=não}}</ref> O ex-secretário do Tesouro dos EUA, [[Henry Paulson]], descreveu Xi como "o tipo de cara que sabe como fazer as coisas ultrapassarem a linha do gol".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Elegant|primeiro=Simon|url=https://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aDpLoVnlKn6E&refer=home|titulo=China Appoints Xi Vice President, Heir Apparent to Hu|data=15-03-2008|acessodata=20-10-2010|website=[[Bloomberg News]]|titulotrad=China nomeia Xi vice-presidente e herdeiro aparente de Hu|wayb=20121021142400|urlmorta=sim}}</ref> O primeiro-ministro australiano, [[Kevin Rudd]], disse que Xi "tem antecedentes reformistas, partidários e militares suficientes para ser independente".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Uren|primeiro=David|url=http://www.theaustralian.com.au/national-affairs/rudd-seeks-to-pre-empt-pms-china-white-paper-with-his-own-version/story-fn59niix-1226488505695|titulo=Rudd seeks to pre-empt PM's China white paper with his own version|data=05-10-2012|acessodata=08-09-2019|website=[[The Australian]]|titulotrad=Rudd procura antecipar o livro branco do PM na China com sua própria versão|wayb=20121122083821|urlmorta=sim}}</ref> | ||
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=== Viagens como vice-presidente === | === Viagens como vice-presidente === | ||
[[Ficheiro:Xi_Jinping_Iowa_house.jpg|direita|miniaturadaimagem|A casa de Muscatine, Iowa, onde Xi ficou com uma família americana durante uma visita agrícola aos Estados Unidos em 1985. A casa foi transformada em museu décadas depois]] | [[Ficheiro:Xi_Jinping_Iowa_house.jpg|direita|miniaturadaimagem|A casa de Muscatine, Iowa, onde Xi ficou com uma família americana durante uma visita agrícola aos Estados Unidos em 1985. A casa foi transformada em museu décadas depois]] | ||
Em fevereiro de 2009, na qualidade de vice-presidente, Xi Jinping embarcou em uma turnê pela América Latina, visitando o México,<ref>{{Citar jornal|url=http://en.people.cn/90001/90776/90883/6589461.html|titulo=Chinese vice president arrives in Mexico for official visit|data=10-02-2009|acessodata=11-09-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Vice-presidente chinês chega ao México para visita oficial|wayb=20200203050935|urlmorta=sim}}</ref> Jamaica,<ref name="JIS-2009">{{Citar jornal|url=http://jis.gov.jm/chinese-vp-receives-key-to-the-city-of-montego-bay/|titulo=Chinese VP Receives Key to the City of Montego Bay|data=15-02-2009|acessodata=07-09-2019|publicado=Jamaica Information Service|titulotrad=Vice-presidente chinês recebe a chave da cidade de Montego Bay|wayb=20190714065907|urlmorta=não}}</ref> Colômbia,<ref>{{Citar web|url=http://en.people.cn/90001/90776/90883/6594636.html|titulo=Chinese vice president continues visit in Colombia|data=17-02-2009|acessodata=11-09-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Vice-presidente chinês continua visita à Colômbia|wayb=20200203050932|urlmorta=sim}}</ref> Venezuela,<ref>{{Citar web|url=http://www.cctv.com/english/20090218/112381.shtml|titulo=Chinese VP praises friendly cooperation with Venezuela, Latin America|data=18-02-2009|acessodata=20-10-2022|website=CCTV|titulotrad=Vice-presidente chinês elogia cooperação amistosa com Venezuela e América Latina|agência=Xinhua}}</ref> Brasil,<ref>{{Citar web|url=http://www.china.org.cn/international/2009-02/20/content_17311463.htm|titulo=Xi Jinping proposes efforts to boost cooperation with Brazil|data=20 de fevereiro de 2009|acessodata=11-09-2019|website=[[China Daily]]|titulotrad=Xi Jinping propõe esforços para aumentar cooperação com o Brasil|wayb=20110206063031|urlmorta=não}}</ref> e Malta, após o que ele voltou para a China.<ref>{{Citar jornal|url=https://timesofmalta.com/articles/view/chinese-vice-president-begins-official-visit.245968|titulo=Chinese vice president begins official visit|data=22-02-2009|acessodata=11-09-2019|website=Times of Malta|lingua=en-gb|titulotrad=Vice-presidente chinês inicia visita oficial}}</ref> Em 11 de fevereiro de 2009, durante uma visita ao México, Xi falou diante de um grupo de chineses no exterior e explicou as contribuições da China durante a crise financeira internacional, dizendo que era "a maior contribuição para toda humanidade, feita pela China, para evitar que seus 1,3 bilhões de habitantes passem fome".{{Nre|Original {{zh|s=在国际金融风暴中,中国能基本解决13亿人口吃饭的问题,已经是对全人类最伟大的贡献|t=在國際金融風暴中,中國能基本解決13億人口吃飯的問題,已經是對全人類最偉大的貢獻}}|}} Ele continuou comentando: "Há alguns estrangeiros entediados, com o estômago cheio, que não têm nada melhor para fazer do que apontar o dedo para nós. Primeiro, a China não exporta revolução; em segundo lugar, a China não exporta fome e pobreza; terceiro, a China não vem e causa dores de cabeça. O que mais há para ser dito?".{{Nre|Original: {{zh|s=有些吃饱没事干的外国人,对我们的事情指手画脚。中国一不输出革命,二不输出饥饿和贫困,三不折腾你们,还有什么好说的?|t=有些吃飽沒事干的外國人,對我們的事情指手畫腳。中國一不輸出革命,二不輸出飢餓和貧困,三不折騰你們,還有什麽好說的?}}}}<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sim|primeiro=Chi Yin|url=http://news.asiaone.com/News/the%2BStraits%2BTimes/Story/A1Story20090214-121872.html|titulo=Chinese VP blasts meddlesome foreigners|data=14-02-2009|acessodata=20-10-2010|website=AsiaOne|titulotrad=Vice-presidente chinês critica estrangeiros intrometidos|wayb=20110711171035|urlmorta=sim}}</ref> A história foi relatada em algumas estações de televisão locais. A notícia levou a uma enxurrada de discussões nos fóruns da Internet chinesa e foi relatado que o Ministério das Relações Exteriores da China foi pego de surpresa pelos comentários de Xi, já que o vídeo real foi filmado por alguns repórteres de Hong Kong e transmitido pela TV de Hong Kong, que apareceu em vários sites de vídeo na Internet.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lai|primeiro=Jinhong|url=http://udn.com/NEWS/MAINLAND/MAI1/4742366.shtml|titulo=習近平出訪罵老外 外交部捏冷汗|data=18-02-2009|acessodata=27-02-2009|website=United Daily News|lingua=zh-hans|titulotrad=Xi Jinping vai e repreende estrangeiros, Ministério das Relações Exteriores suando frio|wayb=20090221023838|urlmorta=sim}}</ref> | Em fevereiro de 2009, na qualidade de vice-presidente, Xi Jinping embarcou em uma turnê pela América Latina, visitando o México,<ref>{{Citar jornal|url=http://en.people.cn/90001/90776/90883/6589461.html|titulo=Chinese vice president arrives in Mexico for official visit|data=10-02-2009|acessodata=11-09-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Vice-presidente chinês chega ao México para visita oficial|wayb=20200203050935|urlmorta=sim}}</ref> Jamaica,<ref name="JIS-2009">{{Citar jornal|url=http://jis.gov.jm/chinese-vp-receives-key-to-the-city-of-montego-bay/|titulo=Chinese VP Receives Key to the City of Montego Bay|data=15-02-2009|acessodata=07-09-2019|publicado=Jamaica Information Service|titulotrad=Vice-presidente chinês recebe a chave da cidade de Montego Bay|wayb=20190714065907|urlmorta=não}}</ref> Colômbia,<ref>{{Citar web|url=http://en.people.cn/90001/90776/90883/6594636.html|titulo=Chinese vice president continues visit in Colombia|data=17-02-2009|acessodata=11-09-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Vice-presidente chinês continua visita à Colômbia|wayb=20200203050932|urlmorta=sim}}</ref> Venezuela,<ref>{{Citar web|url=http://www.cctv.com/english/20090218/112381.shtml|titulo=Chinese VP praises friendly cooperation with Venezuela, Latin America|data=18-02-2009|acessodata=20-10-2022|website=CCTV|titulotrad=Vice-presidente chinês elogia cooperação amistosa com Venezuela e América Latina|agência=Xinhua|wayb=20260606214527}}</ref> Brasil,<ref>{{Citar web|url=http://www.china.org.cn/international/2009-02/20/content_17311463.htm|titulo=Xi Jinping proposes efforts to boost cooperation with Brazil|data=20 de fevereiro de 2009|acessodata=11-09-2019|website=[[China Daily]]|titulotrad=Xi Jinping propõe esforços para aumentar cooperação com o Brasil|wayb=20110206063031|urlmorta=não}}</ref> e Malta, após o que ele voltou para a China.<ref>{{Citar jornal|url=https://timesofmalta.com/articles/view/chinese-vice-president-begins-official-visit.245968|titulo=Chinese vice president begins official visit|data=22-02-2009|acessodata=11-09-2019|website=Times of Malta|lingua=en-gb|titulotrad=Vice-presidente chinês inicia visita oficial|wayb=20231104221832}}</ref> Em 11 de fevereiro de 2009, durante uma visita ao México, Xi falou diante de um grupo de chineses no exterior e explicou as contribuições da China durante a crise financeira internacional, dizendo que era "a maior contribuição para toda humanidade, feita pela China, para evitar que seus 1,3 bilhões de habitantes passem fome".{{Nre|Original {{zh|s=在国际金融风暴中,中国能基本解决13亿人口吃饭的问题,已经是对全人类最伟大的贡献|t=在國際金融風暴中,中國能基本解決13億人口吃飯的問題,已經是對全人類最偉大的貢獻}}|}} Ele continuou comentando: "Há alguns estrangeiros entediados, com o estômago cheio, que não têm nada melhor para fazer do que apontar o dedo para nós. Primeiro, a China não exporta revolução; em segundo lugar, a China não exporta fome e pobreza; terceiro, a China não vem e causa dores de cabeça. O que mais há para ser dito?".{{Nre|Original: {{zh|s=有些吃饱没事干的外国人,对我们的事情指手画脚。中国一不输出革命,二不输出饥饿和贫困,三不折腾你们,还有什么好说的?|t=有些吃飽沒事干的外國人,對我們的事情指手畫腳。中國一不輸出革命,二不輸出飢餓和貧困,三不折騰你們,還有什麽好說的?}}}}<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sim|primeiro=Chi Yin|url=http://news.asiaone.com/News/the%2BStraits%2BTimes/Story/A1Story20090214-121872.html|titulo=Chinese VP blasts meddlesome foreigners|data=14-02-2009|acessodata=20-10-2010|website=AsiaOne|titulotrad=Vice-presidente chinês critica estrangeiros intrometidos|wayb=20110711171035|urlmorta=sim}}</ref> A história foi relatada em algumas estações de televisão locais. A notícia levou a uma enxurrada de discussões nos fóruns da Internet chinesa e foi relatado que o Ministério das Relações Exteriores da China foi pego de surpresa pelos comentários de Xi, já que o vídeo real foi filmado por alguns repórteres de Hong Kong e transmitido pela TV de Hong Kong, que apareceu em vários sites de vídeo na Internet.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lai|primeiro=Jinhong|url=http://udn.com/NEWS/MAINLAND/MAI1/4742366.shtml|titulo=習近平出訪罵老外 外交部捏冷汗|data=18-02-2009|acessodata=27-02-2009|website=United Daily News|lingua=zh-hans|titulotrad=Xi Jinping vai e repreende estrangeiros, Ministério das Relações Exteriores suando frio|wayb=20090221023838|urlmorta=sim}}</ref> | ||
Na [[União Europeia|União Européia]], Xi visitou a Bélgica, Alemanha, Bulgária, Hungria e Romênia de 7 a 21 de outubro de 2009.<ref>{{Citar web|url=http://www.china-un.ch/eng/xwdt/t622138.htm|titulo=A Journey of Friendship, Cooperation and Culture – Vice Foreign Minister Zhang Zhijun Sums Up Chinese Vice President Xi Jinping's Trip to 5 European Countries|data=21-10-2009|acessodata=11-09-2019|publicado=[[Lista de representantes permanentes da China nas Nações Unidas|Representante Permanente da China nas Nações Unidas]]|titulotrad=Uma jornada de amizade, cooperação e cultura – vice-chanceler Zhang Zhijun resume viagem do vice-presidente chinês Xi Jinping a 5 países europeus|wayb=20200203050934|urlmorta=sim}}</ref> Ele visitou o Japão, Coreia do Sul, Camboja e Mianmar em sua viagem à Ásia de 14 a 22 de dezembro de 2009.<ref>{{Citar web|ultimo=Raman|primeiro=B.|url=http://www.southasiaanalysis.org/papers36/paper3566.html|titulo=China's Cousin-Cousin Relations with Myanmar|data=25-12-2009|acessodata=14-02-2012|publicado=South Asia Analysis Group|titulotrad=Relações entre primos da China e Mianmar|wayb=20100317074826|urlmorta=sim}}</ref> Mais tarde, ele visitou os Estados Unidos, Irlanda e Turquia em fevereiro de 2012. Esta visita incluiu um encontro com o então presidente dos Estados Unidos, [[Barack Obama]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bull|primeiro=Alister|ultimo2=Buckley|primeiro2=Chris|url=https://www.reuters.com/article/us-usa-china-xi-idUSTRE80N06E20120124|titulo=China leader-in-waiting Xi to visit White House next month|data=24-01-2012|acessodata=28-10-2018|website=[[Reuters]]|titulotrad=Xi, futuro líder da China, visitará a Casa Branca no mês que vem|wayb=20131029201614}}</ref> na Casa Branca e o então vice-presidente [[Joe Biden]], ele visitou a Califórnia e [[Iowa]], em Iowa se encontrou com a família que o hospedou anteriormente durante sua viagem de 1985 como funcionário da província de [[Hebei]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Kirk|url=https://www.nytimes.com/2012/02/16/world/asia/xi-jinping-of-china-makes-a-return-trip-to-iowa.html|titulo=Xi Jinping of China Makes a Return Trip to Iowa|data=15-02-2012|acessodata=12-09-2019|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping, da China, faz uma viagem de volta a Iowa|issn=0362-4331|wayb=20190621114147|urlmorta=não}}</ref> | Na [[União Europeia|União Européia]], Xi visitou a Bélgica, Alemanha, Bulgária, Hungria e Romênia de 7 a 21 de outubro de 2009.<ref>{{Citar web|url=http://www.china-un.ch/eng/xwdt/t622138.htm|titulo=A Journey of Friendship, Cooperation and Culture – Vice Foreign Minister Zhang Zhijun Sums Up Chinese Vice President Xi Jinping's Trip to 5 European Countries|data=21-10-2009|acessodata=11-09-2019|publicado=[[Lista de representantes permanentes da China nas Nações Unidas|Representante Permanente da China nas Nações Unidas]]|titulotrad=Uma jornada de amizade, cooperação e cultura – vice-chanceler Zhang Zhijun resume viagem do vice-presidente chinês Xi Jinping a 5 países europeus|wayb=20200203050934|urlmorta=sim}}</ref> Ele visitou o Japão, Coreia do Sul, Camboja e Mianmar em sua viagem à Ásia de 14 a 22 de dezembro de 2009.<ref>{{Citar web|ultimo=Raman|primeiro=B.|url=http://www.southasiaanalysis.org/papers36/paper3566.html|titulo=China's Cousin-Cousin Relations with Myanmar|data=25-12-2009|acessodata=14-02-2012|publicado=South Asia Analysis Group|titulotrad=Relações entre primos da China e Mianmar|wayb=20100317074826|urlmorta=sim}}</ref> Mais tarde, ele visitou os Estados Unidos, Irlanda e Turquia em fevereiro de 2012. Esta visita incluiu um encontro com o então [[presidente dos Estados Unidos]], [[Barack Obama]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bull|primeiro=Alister|ultimo2=Buckley|primeiro2=Chris|url=https://www.reuters.com/article/us-usa-china-xi-idUSTRE80N06E20120124|titulo=China leader-in-waiting Xi to visit White House next month|data=24-01-2012|acessodata=28-10-2018|website=[[Reuters]]|titulotrad=Xi, futuro líder da China, visitará a Casa Branca no mês que vem|wayb=20131029201614}}</ref> na Casa Branca e o então vice-presidente [[Joe Biden]], ele visitou a Califórnia e [[Iowa]], em Iowa se encontrou com a família que o hospedou anteriormente durante sua viagem de 1985 como funcionário da província de [[Hebei]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Kirk|url=https://www.nytimes.com/2012/02/16/world/asia/xi-jinping-of-china-makes-a-return-trip-to-iowa.html|titulo=Xi Jinping of China Makes a Return Trip to Iowa|data=15-02-2012|acessodata=12-09-2019|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping, da China, faz uma viagem de volta a Iowa|issn=0362-4331|wayb=20190621114147|urlmorta=não}}</ref> | ||
=== Ascensão aos lugares de topo === | === Ascensão aos lugares de topo === | ||
{{VT|Sucessão de poder na China}} | {{VT|Sucessão de poder na China}} | ||
Poucos meses antes de sua ascensão à liderança do partido, Xi desapareceu da cobertura da mídia oficial e cancelou reuniões com autoridades estrangeiras por várias semanas a partir de 1º de setembro de 2012, causando rumores.<ref name="newyorker2"/> Ele então reapareceu em 15 de setembro.<ref>{{Citar revista|sobrenome=Beech|primeiro=Hannah|data=15-09-2012|título=China's Heir Apparent Xi Jinping Reappears in Public After a Two-Week Absence|títulotrad=O aparente herdeiro da China, Xi Jinping, reaparece em público após uma ausência de duas semanas|url=https://world.time.com/2012/09/15/chinas-heir-apparent-xi-jinping-reappears-in-public-after-a-two-week-absence/|revista=[[Time (magazine)|Time]]|língua=en-US|issn=0040-781X}}</ref> Em 15 de novembro de 2012, Xi foi eleito para os cargos de secretário-geral do PCCh e presidente do CMC pelo 18º Comitê Central do PCCh. Isso o tornou, informalmente, o [[Líder Supremo da China|Líder Supremo]] e o primeiro a nascer após a fundação da RPC. No dia seguinte, Xi liderou a nova formação do CPP no palco em sua primeira aparição pública.<ref name="BBCconfirm2">{{Citar jornal|url=https://www.bbc.co.uk/news/world-asia-china-20322288|titulo=China Confirms Leadership Change|data=17-11-2012|acessodata=15-11-2012|website=BBC News|titulotrad=China confirma mudança de liderança|wayb=20160729201558}}</ref> O CPP foi reduzido de nove para sete, com apenas Xi e Li Keqiang mantendo seus assentos; os outros cinco membros eram novos.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.hindustantimes.com/world/xi-jinping-china-s-princeling-new-leader/story-uKjI60ipqpRSEew3Zi7jzL.html|titulo=Xi Jinping: China's 'princeling' new leader|data=15-11-2012|acessodata=28-10-2018|website=[[Hindustan Times]]|titulotrad=Xi Jinping: o novo líder 'príncipe' da China|wayb=20181028230023|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Edward|autorlink=Edward Wong|url=https://www.nytimes.com/2012/11/15/world/asia/communists-conclude-party-congress-in-china.html?ref=asia&_r=0|titulo=Ending Congress, China Presents New Leadership Headed by Xi Jinping|data=14-11-2012|acessodata=16-11-2012|website=The New York Times|titulotrad=Encerrando o Congresso, China apresenta nova liderança chefiada por Xi Jinping|wayb=20121208103006|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=FlorCruz|primeiro=Jaime A|ultimo2=Mullen|primeiro2=Jethro|url=http://edition.cnn.com/2012/11/14/world/asia/china-leadership-transition/index.html|titulo=After months of mystery, China unveils new top leaders|data=16-11-2012|acessodata=16-11-2012|website=CNN|titulotrad=Após meses de mistério, China revela novos líderes|wayb=20121115195006|urlmorta=não}}</ref> Em um afastamento marcante da prática comum dos líderes chineses, o primeiro discurso de Xi como secretário-geral foi redigido de forma simples e não incluiu nenhum slogan político nem mencionou seus predecessores.<ref name="nytimes22">{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Ian|url=https://www.nytimes.com/2012/11/16/world/asia/new-chinese-leader-offers-few-hints-of-a-shift-in-direction.html?pagewanted=all|titulo=A Promise to Tackle China's Problems, but Few Hints of a Shift in Path|data=15-11-2012|acessodata=16-07-2014|website=The New York Times|titulotrad=Uma promessa de resolver os problemas da China, mas poucos indícios de uma mudança de rumo|wayb=20140726121506|urlmorta=não}}</ref> Xi mencionou as aspirações da pessoa comum, comentando: "Nosso povo... ." Xi também prometeu combater a corrupção nos níveis mais altos, aludindo que isso ameaçaria a sobrevivência do Partido Comunista Chinês; ele era reticente sobre reformas econômicas de longo alcance.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20338586|titulo=Full text: China's new party chief Xi Jinping's speech|data=15-11-2012|acessodata=07-09-2019|website=BBC News|titulotrad=Texto completo: Discurso do novo chefe do partido da China, Xi Jinping|wayb=20190914232334|urlmorta=não}}</ref> | Poucos meses antes de sua ascensão à liderança do partido, Xi desapareceu da cobertura da mídia oficial e cancelou reuniões com autoridades estrangeiras por várias semanas a partir de 1º de setembro de 2012, causando rumores.<ref name="newyorker2"/> Ele então reapareceu em 15 de setembro.<ref>{{Citar revista|sobrenome=Beech|primeiro=Hannah|data=15-09-2012|título=China's Heir Apparent Xi Jinping Reappears in Public After a Two-Week Absence|títulotrad=O aparente herdeiro da China, Xi Jinping, reaparece em público após uma ausência de duas semanas|url=https://world.time.com/2012/09/15/chinas-heir-apparent-xi-jinping-reappears-in-public-after-a-two-week-absence/|revista=[[Time (magazine)|Time]]|língua=en-US|issn=0040-781X|wayb=20260304055430}}</ref> Em 15 de novembro de 2012, Xi foi eleito para os cargos de secretário-geral do PCCh e presidente do CMC pelo 18º Comitê Central do PCCh. Isso o tornou, informalmente, o [[Líder Supremo da China|Líder Supremo]] e o primeiro a nascer após a fundação da RPC. No dia seguinte, Xi liderou a nova formação do CPP no palco em sua primeira aparição pública.<ref name="BBCconfirm2">{{Citar jornal|url=https://www.bbc.co.uk/news/world-asia-china-20322288|titulo=China Confirms Leadership Change|data=17-11-2012|acessodata=15-11-2012|website=BBC News|titulotrad=China confirma mudança de liderança|wayb=20160729201558}}</ref> O CPP foi reduzido de nove para sete, com apenas Xi e Li Keqiang mantendo seus assentos; os outros cinco membros eram novos.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.hindustantimes.com/world/xi-jinping-china-s-princeling-new-leader/story-uKjI60ipqpRSEew3Zi7jzL.html|titulo=Xi Jinping: China's 'princeling' new leader|data=15-11-2012|acessodata=28-10-2018|website=[[Hindustan Times]]|titulotrad=Xi Jinping: o novo líder 'príncipe' da China|wayb=20181028230023|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Edward|autorlink=Edward Wong|url=https://www.nytimes.com/2012/11/15/world/asia/communists-conclude-party-congress-in-china.html?ref=asia&_r=0|titulo=Ending Congress, China Presents New Leadership Headed by Xi Jinping|data=14-11-2012|acessodata=16-11-2012|website=The New York Times|titulotrad=Encerrando o Congresso, China apresenta nova liderança chefiada por Xi Jinping|wayb=20121208103006|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=FlorCruz|primeiro=Jaime A|ultimo2=Mullen|primeiro2=Jethro|url=http://edition.cnn.com/2012/11/14/world/asia/china-leadership-transition/index.html|titulo=After months of mystery, China unveils new top leaders|data=16-11-2012|acessodata=16-11-2012|website=CNN|titulotrad=Após meses de mistério, China revela novos líderes|wayb=20121115195006|urlmorta=não}}</ref> Em um afastamento marcante da prática comum dos líderes chineses, o primeiro discurso de Xi como secretário-geral foi redigido de forma simples e não incluiu nenhum slogan político nem mencionou seus predecessores.<ref name="nytimes22">{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Ian|url=https://www.nytimes.com/2012/11/16/world/asia/new-chinese-leader-offers-few-hints-of-a-shift-in-direction.html?pagewanted=all|titulo=A Promise to Tackle China's Problems, but Few Hints of a Shift in Path|data=15-11-2012|acessodata=16-07-2014|website=The New York Times|titulotrad=Uma promessa de resolver os problemas da China, mas poucos indícios de uma mudança de rumo|wayb=20140726121506|urlmorta=não}}</ref> Xi mencionou as aspirações da pessoa comum, comentando: "Nosso povo... ." Xi também prometeu combater a corrupção nos níveis mais altos, aludindo que isso ameaçaria a sobrevivência do Partido Comunista Chinês; ele era reticente sobre reformas econômicas de longo alcance.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20338586|titulo=Full text: China's new party chief Xi Jinping's speech|data=15-11-2012|acessodata=07-09-2019|website=BBC News|titulotrad=Texto completo: Discurso do novo chefe do partido da China, Xi Jinping|wayb=20190914232334|urlmorta=não}}</ref> | ||
Em dezembro de 2012, Xi visitou [[Cantão (província)|Guangdong]] em sua primeira viagem fora de Pequim desde que assumiu a liderança do Partido. O tema geral da viagem era pedir mais reformas econômicas e forças armadas fortalecidas. Xi visitou a estátua de Deng Xiaoping e sua viagem foi descrita como seguindo os passos da [[Deng Xiaoping|própria viagem de Deng ao sul em 1992]], que forneceu o ímpeto para novas reformas econômicas na China depois que os líderes do partido conservador paralisaram muitas das reformas de Deng após o [[Massacre da Praça da Paz Celestial em 1989|incidente de 1989]]. Em sua viagem, Xi consistentemente aludiu ao seu slogan de assinatura, o "Sonho Chinês". "Pode-se dizer que este sonho é o sonho de uma nação forte. E para os militares, é o sonho de um exército forte", disse Xi aos marinheiros.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Page|primeiro=Jeremy|url=https://www.wsj.com/articles/SB10001424127887324128504578348774040546346|titulo=New Beijing Leader's 'China Dream'|data=13-03-2013|acessodata=08-09-2019|website=[[The Wall Street Journal]]|titulotrad=O 'sonho da China' do novo líder de Pequim|wayb=20191011195356|urlmorta=não}}</ref> A viagem de Xi foi significativa porque ele se afastou da convenção estabelecida das rotinas de viagem dos líderes chineses de várias maneiras. Em vez de jantar fora, Xi e sua comitiva comeram o bufê normal do hotel. Ele viajou em uma van grande com seus colegas, em vez de uma frota de limusines, e não restringiu o tráfego nas partes da rodovia por onde passou.<ref name="bbc2">{{Citar jornal|ultimo=Chen|primeiro=Zhuang|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20662947|titulo=The symbolism of Xi Jinping's trip south|data=10-12-2012|acessodata=22-07-2014|website=BBC News|titulotrad=O simbolismo da viagem de Xi Jinping ao sul|wayb=20140708094339|urlmorta=não}}</ref> | Em dezembro de 2012, Xi visitou [[Cantão (província)|Guangdong]] em sua primeira viagem fora de Pequim desde que assumiu a liderança do Partido. O tema geral da viagem era pedir mais reformas econômicas e forças armadas fortalecidas. Xi visitou a estátua de Deng Xiaoping e sua viagem foi descrita como seguindo os passos da [[Deng Xiaoping|própria viagem de Deng ao sul em 1992]], que forneceu o ímpeto para novas reformas econômicas na China depois que os líderes do partido conservador paralisaram muitas das reformas de Deng após o [[Massacre da Praça da Paz Celestial em 1989|incidente de 1989]]. Em sua viagem, Xi consistentemente aludiu ao seu slogan de assinatura, o "Sonho Chinês". "Pode-se dizer que este sonho é o sonho de uma nação forte. E para os militares, é o sonho de um exército forte", disse Xi aos marinheiros.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Page|primeiro=Jeremy|url=https://www.wsj.com/articles/SB10001424127887324128504578348774040546346|titulo=New Beijing Leader's 'China Dream'|data=13-03-2013|acessodata=08-09-2019|website=[[The Wall Street Journal]]|titulotrad=O 'sonho da China' do novo líder de Pequim|wayb=20191011195356|urlmorta=não}}</ref> A viagem de Xi foi significativa porque ele se afastou da convenção estabelecida das rotinas de viagem dos líderes chineses de várias maneiras. Em vez de jantar fora, Xi e sua comitiva comeram o bufê normal do hotel. Ele viajou em uma van grande com seus colegas, em vez de uma frota de limusines, e não restringiu o tráfego nas partes da rodovia por onde passou.<ref name="bbc2">{{Citar jornal|ultimo=Chen|primeiro=Zhuang|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20662947|titulo=The symbolism of Xi Jinping's trip south|data=10-12-2012|acessodata=22-07-2014|website=BBC News|titulotrad=O simbolismo da viagem de Xi Jinping ao sul|wayb=20140708094339|urlmorta=não}}</ref> | ||
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Xi prometeu reprimir a corrupção quase imediatamente após ascender ao poder no 18º Congresso do Partido. Em seu discurso inaugural como secretário-geral, Xi mencionou que o combate à corrupção era um dos desafios mais difíceis para o partido.<ref name="inaug2">{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20338586|titulo=Xi Jinping's inaugural Speech|data=15-11-2012|acessodata=07-09-2019|website=BBC News|titulotrad=Discurso inaugural de Xi Jinping|wayb=20190914232334|urlmorta=não}}</ref> Alguns meses depois de seu mandato, Xi delineou o [[Regulamento de Oito Pontos]], listando regras destinadas a conter a corrupção e o desperdício durante os negócios oficiais do partido; visava uma disciplina mais rígida sobre a conduta dos dirigentes do partido. Xi também prometeu erradicar "tigres e moscas", ou seja, funcionários de alto escalão e funcionários comuns do partido.<ref name="elite2">{{Citar jornal|ultimo=Jacobs|primeiro=Andrew|autorlink=Andrew Jacobs (journalist)|url=https://www.nytimes.com/2013/03/28/world/asia/xi-jinping-imposes-austerity-measures-on-chinas-elite.html?pagewanted=all&_r=0|titulo=Elite in China Face Austerity Under Xi's Rule|data=27-03-2013|acessodata=07-09-2019|website=[[The New York Times]]|titulotrad=Elite na China enfrenta austeridade sob governo de Xi|wayb=20181130054920|urlmorta=não}}</ref> | Xi prometeu reprimir a corrupção quase imediatamente após ascender ao poder no 18º Congresso do Partido. Em seu discurso inaugural como secretário-geral, Xi mencionou que o combate à corrupção era um dos desafios mais difíceis para o partido.<ref name="inaug2">{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-20338586|titulo=Xi Jinping's inaugural Speech|data=15-11-2012|acessodata=07-09-2019|website=BBC News|titulotrad=Discurso inaugural de Xi Jinping|wayb=20190914232334|urlmorta=não}}</ref> Alguns meses depois de seu mandato, Xi delineou o [[Regulamento de Oito Pontos]], listando regras destinadas a conter a corrupção e o desperdício durante os negócios oficiais do partido; visava uma disciplina mais rígida sobre a conduta dos dirigentes do partido. Xi também prometeu erradicar "tigres e moscas", ou seja, funcionários de alto escalão e funcionários comuns do partido.<ref name="elite2">{{Citar jornal|ultimo=Jacobs|primeiro=Andrew|autorlink=Andrew Jacobs (journalist)|url=https://www.nytimes.com/2013/03/28/world/asia/xi-jinping-imposes-austerity-measures-on-chinas-elite.html?pagewanted=all&_r=0|titulo=Elite in China Face Austerity Under Xi's Rule|data=27-03-2013|acessodata=07-09-2019|website=[[The New York Times]]|titulotrad=Elite na China enfrenta austeridade sob governo de Xi|wayb=20181130054920|urlmorta=não}}</ref> | ||
Xi iniciou processos contra os ex-vice-presidentes do CMC, Xu Caihou e Guo Boxiong, o ex-membro do CPP e chefe de segurança [[Zhou Yongkang]] e o ex-assessor-chefe de Hu Jintao, Ling Jihua.<ref name="bloom2">{{Citar jornal|ultimo=Oster|primeiro=Shai|autorlink=Shai Oster|url=https://www.bloomberg.com/news/2014-03-03/china-s-xi-broadens-graft-crackdown-to-boost-influence.html|titulo=President Xi's Anti-Corruption Campaign Biggest Since Mao|data=04-03-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=Bloomberg News|titulotrad=Campanha anticorrupção do presidente Xi é a maior desde Mao|wayb=20141209164917|urlmorta=não}}</ref> Com o novo chefe disciplinar, [[Wang Qishan]], o governo de Xi liderou a formação de "equipes de inspeção despachadas centralmente" ({{Lang|zh-hans|中央巡视组}}). Estes eram essencialmente esquadrões de oficiais inter-jurisdicionais cuja principal tarefa era obter uma compreensão mais profunda das operações das organizações partidárias provinciais e locais, e no processo também impor a disciplina partidária ordenada por Pequim. Muitas das equipes de trabalho também tiveram o efeito de identificar e iniciar investigações de altos funcionários. Mais de cem funcionários de nível ministerial provincial foram implicados durante uma grande campanha nacional anticorrupção. Estes incluíam antigos e atuais funcionários regionais (Su Rong, Bai Enpei, Wan Qingliang), figuras importantes de empresas estatais e órgãos do governo central (Song Lin, Liu Tienan) e generais de alta patente nas forças armadas (Gu Junshan). Em junho de 2014, o establishment político provincial de [[Xanxim|Shanxi]] foi dizimado, com quatro funcionários demitidos em uma semana dos altos escalões da organização partidária provincial. Somente nos primeiros dois anos da campanha, mais de 200.000 funcionários de baixo escalão receberam advertências, multas e rebaixamentos.{{Sfn|Heilmann|2017|pp=62–75}} | Xi iniciou processos contra os ex-vice-presidentes do CMC, Xu Caihou e Guo Boxiong, o ex-membro do CPP e chefe de segurança [[Zhou Yongkang]] e o ex-assessor-chefe de Hu Jintao, Ling Jihua.<ref name="bloom2">{{Citar jornal|ultimo=Oster|primeiro=Shai|autorlink=Shai Oster|url=https://www.bloomberg.com/news/2014-03-03/china-s-xi-broadens-graft-crackdown-to-boost-influence.html|titulo=President Xi's Anti-Corruption Campaign Biggest Since Mao|data=04-03-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=Bloomberg News|titulotrad=Campanha anticorrupção do presidente Xi é a maior desde Mao|wayb=20141209164917|urlmorta=não}}</ref> Com o novo chefe disciplinar, [[Wang Qishan]], o governo de Xi liderou a formação de "equipes de inspeção despachadas centralmente" ({{Lang|zh-hans|中央巡视组}}). Estes eram essencialmente esquadrões de oficiais inter-jurisdicionais cuja principal tarefa era obter uma compreensão mais profunda das operações das organizações partidárias provinciais e locais, e no processo também impor a disciplina partidária ordenada por Pequim. Muitas das equipes de trabalho também tiveram o efeito de identificar e iniciar investigações de altos funcionários. Mais de cem funcionários de nível ministerial provincial foram implicados durante uma grande campanha nacional anticorrupção. Estes incluíam antigos e atuais funcionários regionais (Su Rong, Bai Enpei, Wan Qingliang), figuras importantes de empresas estatais e órgãos do governo central (Song Lin, Liu Tienan) e generais de alta patente nas forças armadas (Gu Junshan). Em junho de 2014, o [[establishment]] político provincial de [[Xanxim|Shanxi]] foi dizimado, com quatro funcionários demitidos em uma semana dos altos escalões da organização partidária provincial. Somente nos primeiros dois anos da campanha, mais de 200.000 funcionários de baixo escalão receberam advertências, multas e rebaixamentos.{{Sfn|Heilmann|2017|pp=62–75}} | ||
A campanha levou à queda de proeminentes funcionários do PCCh em exercício e aposentados, incluindo membros do CPP.<ref name="lam20142">{{Citar jornal|url=http://www.jamestown.org/programs/chinabrief/single/?tx_ttnews%5Btt_news%5D=43160&tx_ttnews%5BbackPid%5D=25&cHash=d5d24d2f82c5981963c0180d300e62cd#.VOOBN_nF9uM|titulo=China's Soft-Power Deficit Widens as Xi Tightens Screws Over Ideology|data=05-12-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=[[Brookings Institution]]|titulotrad=Déficit de soft power da China aumenta à medida que Xi aperta os parafusos sobre a ideologia|wayb=20160304041925|urlmorta=não}}</ref> A campanha anticorrupção de Xi é vista por críticos, como ''[[The Economist]],'' como uma ferramenta política visando afastar potenciais adversários e consolidar o poder.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-41670162|titulo=Charting China's 'great purge' under Xi|data=22 de outubro de 2017|acessodata=07-01-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Mapeando o 'grande expurgo' da China sob Xi}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2014/12/11/tiger-in-the-net|titulo=Tiger in the net|data=11-12-2014|acessodata=17-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Tigre na rede|issn=0013-0613}}</ref> A criação por Xi de uma nova agência anticorrupção, a Comissão Nacional de Supervisão, com classificação superior à suprema corte, foi descrita pelo diretor da [[Amnesty International|Anistia Internacional]] para a Ásia Oriental como uma "ameaça sistêmica aos direitos humanos" que "coloca dezenas de milhões de pessoas à mercê de um sistema secreto e virtualmente inexplicável que está acima da lei".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.theguardian.com/world/2019/feb/20/chinas-former-military-chief-of-staff-jailed-for-life-for-corruption|titulo=China's former military chief of staff jailed for life for corruption|data=20-02-2019|acessodata=13-09-2019|website=[[The Guardian]]|titulotrad=Ex-chefe militar da China é condenado à prisão perpétua por corrupção|wayb=20191010131232|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.co.uk/news/world-asia-china-43453769|titulo=China's anti-corruption campaign expands with new agency|data=20-03-2018|acessodata=13-09-2019|website=BBC News|titulotrad=Campanha anticorrupção da China se expande com nova agência|wayb=20190924060145|urlmorta=não}}</ref> | A campanha levou à queda de proeminentes funcionários do PCCh em exercício e aposentados, incluindo membros do CPP.<ref name="lam20142">{{Citar jornal|url=http://www.jamestown.org/programs/chinabrief/single/?tx_ttnews%5Btt_news%5D=43160&tx_ttnews%5BbackPid%5D=25&cHash=d5d24d2f82c5981963c0180d300e62cd#.VOOBN_nF9uM|titulo=China's Soft-Power Deficit Widens as Xi Tightens Screws Over Ideology|data=05-12-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=[[Brookings Institution]]|titulotrad=Déficit de soft power da China aumenta à medida que Xi aperta os parafusos sobre a ideologia|wayb=20160304041925|urlmorta=não}}</ref> A campanha anticorrupção de Xi é vista por críticos, como ''[[The Economist]],'' como uma ferramenta política visando afastar potenciais adversários e consolidar o poder.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-41670162|titulo=Charting China's 'great purge' under Xi|data=22 de outubro de 2017|acessodata=07-01-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Mapeando o 'grande expurgo' da China sob Xi|wayb=20260523081004}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2014/12/11/tiger-in-the-net|titulo=Tiger in the net|data=11-12-2014|acessodata=17-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Tigre na rede|issn=0013-0613|wayb=20250612045832}}</ref> A criação por Xi de uma nova agência anticorrupção, a Comissão Nacional de Supervisão, com classificação superior à suprema corte, foi descrita pelo diretor da [[Amnesty International|Anistia Internacional]] para a Ásia Oriental como uma "ameaça sistêmica aos direitos humanos" que "coloca dezenas de milhões de pessoas à mercê de um sistema secreto e virtualmente inexplicável que está acima da lei".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.theguardian.com/world/2019/feb/20/chinas-former-military-chief-of-staff-jailed-for-life-for-corruption|titulo=China's former military chief of staff jailed for life for corruption|data=20-02-2019|acessodata=13-09-2019|website=[[The Guardian]]|titulotrad=Ex-chefe militar da China é condenado à prisão perpétua por corrupção|wayb=20191010131232|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.co.uk/news/world-asia-china-43453769|titulo=China's anti-corruption campaign expands with new agency|data=20-03-2018|acessodata=13-09-2019|website=BBC News|titulotrad=Campanha anticorrupção da China se expande com nova agência|wayb=20190924060145|urlmorta=não}}</ref> | ||
Xi supervisionou reformas significativas da Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCID), a mais alta instituição de [[controle interno]] do PCCh.<ref name="xinj">{{Citar jornal|url=http://news.xinhuanet.com/politics/2014-06/13/c_126612534.htm|titulo=31个省级纪委改革方案获批复 12省已完成纪委"重建"|data=13-06-2014|acessodata=07-01-2015|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=31 Comissão Provincial de Inspeção Disciplinar Aprova Planos de Reforma 12 Províncias Concluíram a "Reconstrução"|wayb=20140703204141|urlmorta=sim}}</ref> Ele e o secretário da CCID, Wang Qishan, institucionalizaram ainda mais a independência da CCID das operações diárias do PCCh, melhorando sua capacidade de funcionar como um órgão de controle ''de boa-fé''.<ref name="xinj" /> Segundo o ''The Wall Street Journal'', qualquer punição anticorrupção para funcionários de nível vice-ministerial ou superior precisa da aprovação de Xi.<ref name="Chin-2021">{{Citar jornal|ultimo=Chin|primeiro=Josh|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinpings-leadership-style-micromanagement-that-leaves-underlings-scrambling-11639582426|titulo=Xi Jinping's Leadership Style: Micromanagement That Leaves Underlings Scrambling|data=15-12-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=O estilo de liderança de Xi Jinping: micro gerenciamento que deixa os subordinados em dificuldades|issn=0099-9660}}</ref> Outro artigo do ''The Wall Street Journal'' disse que quando ele quer neutralizar um rival político, ele pede aos inspetores que preparem centenas de páginas de evidências. O artigo também dizia que ele às vezes autoriza investigações sobre associados próximos de um político de alto escalão para substituí-los por seus próprios protegidos e coloca rivais políticos em posições menos importantes para separá-los de suas bases políticas. Alegadamente, essas táticas foram usadas até contra Wang Qishan, amigo próximo de Xi.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-china-anticorruption-11665925166|titulo=Xi Jinping's Quest for Control Over China Targets Even Old Friends|data=16-10-2022|acessodata=17-10-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=A busca de Xi Jinping pelo controle sobre a China atinge até velhos amigos|issn=0099-9660}}</ref> | Xi supervisionou reformas significativas da Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCID), a mais alta instituição de [[controle interno]] do PCCh.<ref name="xinj">{{Citar jornal|url=http://news.xinhuanet.com/politics/2014-06/13/c_126612534.htm|titulo=31个省级纪委改革方案获批复 12省已完成纪委"重建"|data=13-06-2014|acessodata=07-01-2015|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=31 Comissão Provincial de Inspeção Disciplinar Aprova Planos de Reforma 12 Províncias Concluíram a "Reconstrução"|wayb=20140703204141|urlmorta=sim}}</ref> Ele e o secretário da CCID, Wang Qishan, institucionalizaram ainda mais a independência da CCID das operações diárias do PCCh, melhorando sua capacidade de funcionar como um órgão de controle ''de boa-fé''.<ref name="xinj" /> Segundo o ''The Wall Street Journal'', qualquer punição anticorrupção para funcionários de nível vice-ministerial ou superior precisa da aprovação de Xi.<ref name="Chin-2021">{{Citar jornal|ultimo=Chin|primeiro=Josh|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinpings-leadership-style-micromanagement-that-leaves-underlings-scrambling-11639582426|titulo=Xi Jinping's Leadership Style: Micromanagement That Leaves Underlings Scrambling|data=15-12-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=O estilo de liderança de Xi Jinping: micro gerenciamento que deixa os subordinados em dificuldades|issn=0099-9660}}</ref> Outro artigo do ''The Wall Street Journal'' disse que quando ele quer neutralizar um rival político, ele pede aos inspetores que preparem centenas de páginas de evidências. O artigo também dizia que ele às vezes autoriza investigações sobre associados próximos de um político de alto escalão para substituí-los por seus próprios protegidos e coloca rivais políticos em posições menos importantes para separá-los de suas bases políticas. Alegadamente, essas táticas foram usadas até contra Wang Qishan, amigo próximo de Xi.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-china-anticorruption-11665925166|titulo=Xi Jinping's Quest for Control Over China Targets Even Old Friends|data=16-10-2022|acessodata=17-10-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=A busca de Xi Jinping pelo controle sobre a China atinge até velhos amigos|issn=0099-9660|wayb=20251230045205}}</ref> | ||
Segundo o [[historiador]] e [[Sinologia|sinólogo]] Wang Gungwu, Xi Jinping herdou um partido político que enfrentava corrupção generalizada.<ref name="Jesus College-2021">{{Citar web|url=https://www.jesus.cam.ac.uk/articles/china-re-connects-joining-deep-rooted-past-new-world-order|titulo=China re-connects: joining a deep-rooted past to a new world order|data=19 de março de 2021|acessodata=2023-02-11|website=[[Jesus College, Cambridge]]|lingua=en|titulotrad=A China se reconecta: unindo um passado profundamente enraizado a uma nova ordem mundial}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wang|primeiro=Gungwu|autorlink=Wang Gungwu|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3026041/ancient-past-modern-ambitions-historian-wang-gungwus-new-book|titulo=Ancient past, modern ambitions: historian Wang Gungwu's new book on China's delicate balance|data=07-09-2019|acessodata=11-02-2023|website=[[South China Morning Post]]|titulotrad=Passado antigo, ambições modernas: o novo livro do historiador Wang Gungwu sobre o delicado equilíbrio da China}}</ref> Xi acreditava que a quantidade de corrupção nos níveis mais altos do Partido Comunista Chinês colocava tanto o partido quanto o país em risco de colapso.<ref name="Jesus College-2021" /> Wang acrescenta ainda que Xi acredita que apenas o Partido Comunista Chinês é capaz de governar a China e que um colapso do partido seria desastroso para o povo chinês. Xi e os novos líderes geracionais reagiram lançando a campanha anticorrupção para eliminar a corrupção nos níveis mais altos do governo.<ref name="Jesus College-2021" /> | Segundo o [[historiador]] e [[Sinologia|sinólogo]] Wang Gungwu, Xi Jinping herdou um partido político que enfrentava corrupção generalizada.<ref name="Jesus College-2021">{{Citar web|url=https://www.jesus.cam.ac.uk/articles/china-re-connects-joining-deep-rooted-past-new-world-order|titulo=China re-connects: joining a deep-rooted past to a new world order|data=19 de março de 2021|acessodata=2023-02-11|website=[[Jesus College, Cambridge]]|lingua=en|titulotrad=A China se reconecta: unindo um passado profundamente enraizado a uma nova ordem mundial|wayb=20260201102929}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wang|primeiro=Gungwu|autorlink=Wang Gungwu|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3026041/ancient-past-modern-ambitions-historian-wang-gungwus-new-book|titulo=Ancient past, modern ambitions: historian Wang Gungwu's new book on China's delicate balance|data=07-09-2019|acessodata=11-02-2023|website=[[South China Morning Post]]|titulotrad=Passado antigo, ambições modernas: o novo livro do historiador Wang Gungwu sobre o delicado equilíbrio da China|wayb=20260209064912}}</ref> Xi acreditava que a quantidade de corrupção nos níveis mais altos do Partido Comunista Chinês colocava tanto o partido quanto o país em risco de colapso.<ref name="Jesus College-2021" /> Wang acrescenta ainda que Xi acredita que apenas o Partido Comunista Chinês é capaz de governar a China e que um colapso do partido seria desastroso para o povo chinês. Xi e os novos líderes geracionais reagiram lançando a campanha anticorrupção para eliminar a corrupção nos níveis mais altos do governo.<ref name="Jesus College-2021" /> | ||
=== Censura e combate a desinformação === | === Censura e combate a desinformação === | ||
{{Ver artigo principal|vt=s|Censura na China|Censura da Internet na China}} | {{Ver artigo principal|vt=s|Censura na China|Censura da Internet na China}} | ||
Desde que Xi se tornou o secretário-geral do PCCh, a censura, incluindo a censura na Internet, aumentou significativamente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Denyer|primeiro=Simon|url=https://www.washingtonpost.com/world/chinas-communist-party-unveils-new-leadership-with-no-obvious-successor-to-xi-jinping/2017/10/25/efe67876-b8fc-11e7-9b93-b97043e57a22_story.html|titulo=China's Xi Jinping unveils his top party leaders, with no successor in sight|data=25-10-2017|acessodata=25-10-2017|website=[[The Washington Post]]|titulotrad=Xi Jinping da China revela seus principais líderes partidários, sem sucessor à vista|wayb=20190813203127|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Economy|primeiro=Elizabeth|autorlink=Elizabeth Economy|url=https://www.theguardian.com/news/2018/jun/29/the-great-firewall-of-china-xi-jinpings-internet-shutdown|titulo=The great firewall of China: Xi Jinping's internet shutdown|data=29-06-2018|acessodata=04-11-2019|website=[[The Guardian]]|titulotrad=O grande firewall da China: o desligamento da internet de Xi Jinping|wayb=20191010172129|urlmorta=não|ref=none}}</ref> Presidindo a Conferência de Governança do Ciberespaço da China de 2018 em 20 e 21 de abril de 2018, Xi se comprometeu a "reprimir ferozmente as ofensas criminais, incluindo hacking, fraude de telecomunicações e violação da privacidade dos cidadãos".<ref>{{Citar jornal|url=http://www.xinhuanet.com/english/2018-04/21/c_137127374.htm|titulo=Xi outlines blueprint to develop China's strength in cyberspace|data=21-04-2018|acessodata=22-04-2018|website=Xinhua News Agency|titulotrad=Xi traça plano para desenvolver a força da China no ciberespaço|wayb=20180421162040|urlmorta=sim}}</ref> Durante uma visita à mídia estatal chinesa, Xi afirmou que" a mídia estatal e do partido deve manter o sobrenome do partido" (党和政府主办的媒体必须姓党) e que a mídia estatal "deve incorporar a vontade do partido, salvaguardar a autoridade do partido".<ref>{{Citar web|ultimo=Zhuang|primeiro=Pinghui|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/1914136/chinas-top-party-mouthpieces-pledge-absolute-loyalty|titulo=China's top party mouthpieces pledge 'absolute loyalty' as president makes rare visits to newsrooms|data=19-02-2016|acessodata=14-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Os principais porta-vozes do partido da China prometem 'lealdade absoluta' enquanto o presidente faz raras visitas às redações}}</ref> | Desde que Xi se tornou o secretário-geral do PCCh, a censura, incluindo a censura na Internet, aumentou significativamente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Denyer|primeiro=Simon|url=https://www.washingtonpost.com/world/chinas-communist-party-unveils-new-leadership-with-no-obvious-successor-to-xi-jinping/2017/10/25/efe67876-b8fc-11e7-9b93-b97043e57a22_story.html|titulo=China's Xi Jinping unveils his top party leaders, with no successor in sight|data=25-10-2017|acessodata=25-10-2017|website=[[The Washington Post]]|titulotrad=Xi Jinping da China revela seus principais líderes partidários, sem sucessor à vista|wayb=20190813203127|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Economy|primeiro=Elizabeth|autorlink=Elizabeth Economy|url=https://www.theguardian.com/news/2018/jun/29/the-great-firewall-of-china-xi-jinpings-internet-shutdown|titulo=The great firewall of China: Xi Jinping's internet shutdown|data=29-06-2018|acessodata=04-11-2019|website=[[The Guardian]]|titulotrad=O grande firewall da China: o desligamento da internet de Xi Jinping|wayb=20191010172129|urlmorta=não|ref=none}}</ref> Presidindo a Conferência de Governança do Ciberespaço da China de 2018 em 20 e 21 de abril de 2018, Xi se comprometeu a "reprimir ferozmente as ofensas criminais, incluindo hacking, fraude de telecomunicações e violação da privacidade dos cidadãos".<ref>{{Citar jornal|url=http://www.xinhuanet.com/english/2018-04/21/c_137127374.htm|titulo=Xi outlines blueprint to develop China's strength in cyberspace|data=21-04-2018|acessodata=22-04-2018|website=Xinhua News Agency|titulotrad=Xi traça plano para desenvolver a força da China no ciberespaço|wayb=20180421162040|urlmorta=sim}}</ref> Durante uma visita à mídia estatal chinesa, Xi afirmou que" a mídia estatal e do partido deve manter o sobrenome do partido" (党和政府主办的媒体必须姓党) e que a mídia estatal "deve incorporar a vontade do partido, salvaguardar a autoridade do partido".<ref>{{Citar web|ultimo=Zhuang|primeiro=Pinghui|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/1914136/chinas-top-party-mouthpieces-pledge-absolute-loyalty|titulo=China's top party mouthpieces pledge 'absolute loyalty' as president makes rare visits to newsrooms|data=19-02-2016|acessodata=14-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Os principais porta-vozes do partido da China prometem 'lealdade absoluta' enquanto o presidente faz raras visitas às redações|wayb=20260519110913}}</ref> | ||
Seu governo supervisionou mais restrições à Internet impostas na China e é descrito como sendo "mais rígido em todos os aspectos" no discurso do que os governos anteriores.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Risen|primeiro=Tom|url=https://www.usnews.com/news/articles/2014/06/03/tiananmen-censorship-reflects-crackdown-under-xi-jinping|titulo=Tiananmen Censorship Reflects Crackdown Under Xi Jinping|data=03-06-2014|acessodata=08-09-2019|website=U.S. News & World Report|titulotrad=Censura na Praça da Paz Celestial reflete repressão sob Xi Jinping|wayb=20190411190520|urlmorta=não}}</ref> Xi assumiu uma posição muito forte para controlar o uso da internet dentro da China, incluindo [[Google]] e [[Facebook]],{{Sfn|Bougon|2018|pp=157–65}} defendendo a censura da Internet no país sob o conceito de soberania da internet.<ref name="Tiezzi-2014">{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2014/06/chinas-sovereign-internet/|titulo=China's 'Sovereign Internet'|data=24-06-2014|acessodata=04-08-2017|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=A 'Internet soberana' da China|wayb=20170804053110|urlmorta=não}}</ref><ref name="Ford-2015">{{Citar jornal|ultimo=Ford|primeiro=Peter|url=https://www.csmonitor.com/World/Asia-Pacific/2015/1218/On-Internet-freedoms-China-tells-the-world-leave-us-alone|titulo=On Internet freedoms, China tells the world, 'leave us alone'|data=18-12-2015|acessodata=04-08-2017|website=[[The Christian Science Monitor]]|titulotrad=Sobre as liberdades na Internet, a China diz ao mundo: 'deixe-nos em paz'|issn=0882-7729|wayb=20170804055927|urlmorta=não}}</ref> A [[censura da Wikipédia]] também foi rigorosa; em abril de 2019, todas as versões da Wikipedia foram bloqueadas na China.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/technology-48269608|titulo=Wikipedia blocked in China in all languages|data=14-05-2019|acessodata=15-05-2019|publicado=[[BBC News]]|titulotrad=Wikipédia bloqueada na China em todos os idiomas|wayb=20190515001341|urlmorta=não}}</ref> Da mesma forma, a situação dos usuários do [[Sina Weibo|Weibo]] foi descrita como uma mudança radical ao medo de que postagens individuais sejam excluídas ou na pior das hipóteses que os leve prisão.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2015/aug/06/china-xi-jinping-crackdown-liberal-academics-minor-cultural-revolution|titulo='It's getting worse': China's liberal academics fear growing censorship|data=6 de agosto de 2015|acessodata=08-09-2019|website=The Guardian|titulotrad='Está piorando': acadêmicos liberais da China temem censura crescente|wayb=20190918070042|urlmorta=não}}</ref> | Seu governo supervisionou mais restrições à Internet impostas na China e é descrito como sendo "mais rígido em todos os aspectos" no discurso do que os governos anteriores.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Risen|primeiro=Tom|url=https://www.usnews.com/news/articles/2014/06/03/tiananmen-censorship-reflects-crackdown-under-xi-jinping|titulo=Tiananmen Censorship Reflects Crackdown Under Xi Jinping|data=03-06-2014|acessodata=08-09-2019|website=U.S. News & World Report|titulotrad=Censura na Praça da Paz Celestial reflete repressão sob Xi Jinping|wayb=20190411190520|urlmorta=não}}</ref> Xi assumiu uma posição muito forte para controlar o uso da internet dentro da China, incluindo [[Google]] e [[Facebook]],{{Sfn|Bougon|2018|pp=157–65}} defendendo a censura da Internet no país sob o conceito de soberania da internet.<ref name="Tiezzi-2014">{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2014/06/chinas-sovereign-internet/|titulo=China's 'Sovereign Internet'|data=24-06-2014|acessodata=04-08-2017|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=A 'Internet soberana' da China|wayb=20170804053110|urlmorta=não}}</ref><ref name="Ford-2015">{{Citar jornal|ultimo=Ford|primeiro=Peter|url=https://www.csmonitor.com/World/Asia-Pacific/2015/1218/On-Internet-freedoms-China-tells-the-world-leave-us-alone|titulo=On Internet freedoms, China tells the world, 'leave us alone'|data=18-12-2015|acessodata=04-08-2017|website=[[The Christian Science Monitor]]|titulotrad=Sobre as liberdades na Internet, a China diz ao mundo: 'deixe-nos em paz'|issn=0882-7729|wayb=20170804055927|urlmorta=não}}</ref> A [[censura da Wikipédia]] também foi rigorosa; em abril de 2019, todas as versões da Wikipedia foram bloqueadas na China.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/technology-48269608|titulo=Wikipedia blocked in China in all languages|data=14-05-2019|acessodata=15-05-2019|publicado=[[BBC News]]|titulotrad=Wikipédia bloqueada na China em todos os idiomas|wayb=20190515001341|urlmorta=não}}</ref> Da mesma forma, a situação dos usuários do [[Sina Weibo|Weibo]] foi descrita como uma mudança radical ao medo de que postagens individuais sejam excluídas ou na pior das hipóteses que os leve prisão.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2015/aug/06/china-xi-jinping-crackdown-liberal-academics-minor-cultural-revolution|titulo='It's getting worse': China's liberal academics fear growing censorship|data=6 de agosto de 2015|acessodata=08-09-2019|website=The Guardian|titulotrad='Está piorando': acadêmicos liberais da China temem censura crescente|wayb=20190918070042|urlmorta=não}}</ref> | ||
Uma lei promulgada em setembro de 2013 autorizava três anos de prisão para blogueiros que compartilhassem mais de 500 vezes qualquer conteúdo considerado "difamatório".<ref name="Grigg2">{{Citar jornal|ultimo=Grigg|primeiro=Angus|url=http://www.afr.com/technology/social-media/how-china-stopped-its-bloggers-20150701-gi34za|titulo=How China stopped its bloggers|data=04-07-2015|acessodata=08-09-2019|website=[[The Australian Financial Review]]|titulotrad=Como a China parou seus blogueiros|wayb=20180626001441|urlmorta=não}}</ref> O Departamento Estadual de Informações da Internet convocou um grupo de blogueiros influentes para um seminário instruindo-os a evitar escrever sobre política, o PCCh ou fazer declarações que contradigam as narrativas oficiais. Muitos blogueiros pararam de escrever sobre tópicos controversos e o Weibo entrou em declínio, com grande parte de seus leitores mudando para usuários do [[WeChat]] falando para círculos sociais muito limitados.<ref name="Grigg2" /> Em 2017, as operadoras de telecomunicações na China foram instruídas pelo governo a bloquear o uso individual de [[Rede privada virtual|Redes Virtuais Privadas]] (VPNs) até fevereiro de 2018.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-07-10/china-is-said-to-order-carriers-to-bar-personal-vpns-by-february|titulo=China Tells Carriers to Block Access to Personal VPNs by February|data=10-07-2017|acessodata=12-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=China pede às operadoras que bloqueiem o acesso a VPNs pessoais até fevereiro}}</ref> | Uma lei promulgada em setembro de 2013 autorizava três anos de prisão para blogueiros que compartilhassem mais de 500 vezes qualquer conteúdo considerado "difamatório".<ref name="Grigg2">{{Citar jornal|ultimo=Grigg|primeiro=Angus|url=http://www.afr.com/technology/social-media/how-china-stopped-its-bloggers-20150701-gi34za|titulo=How China stopped its bloggers|data=04-07-2015|acessodata=08-09-2019|website=[[The Australian Financial Review]]|titulotrad=Como a China parou seus blogueiros|wayb=20180626001441|urlmorta=não}}</ref> O Departamento Estadual de Informações da Internet convocou um grupo de blogueiros influentes para um seminário instruindo-os a evitar escrever sobre política, o PCCh ou fazer declarações que contradigam as narrativas oficiais. Muitos blogueiros pararam de escrever sobre tópicos controversos e o Weibo entrou em declínio, com grande parte de seus leitores mudando para usuários do [[WeChat]] falando para círculos sociais muito limitados.<ref name="Grigg2" /> Em 2017, as operadoras de telecomunicações na China foram instruídas pelo governo a bloquear o uso individual de [[Rede privada virtual|Redes Virtuais Privadas]] (VPNs) até fevereiro de 2018.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-07-10/china-is-said-to-order-carriers-to-bar-personal-vpns-by-february|titulo=China Tells Carriers to Block Access to Personal VPNs by February|data=10-07-2017|acessodata=12-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=China pede às operadoras que bloqueiem o acesso a VPNs pessoais até fevereiro|wayb=20260417214629}}</ref> | ||
Xi se manifestou contra o "niilismo histórico", ou seja, pontos de vista históricos que desafiam a linha oficial do PCCh.{{Sfn|Chun|2023|p=181}} Xi disse que uma das razões para o [[Dissolução da União Soviética|colapso da União Soviética]] foi o niilismo histórico.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2016/10/29/china-is-struggling-to-keep-control-over-its-version-of-the-past|titulo=China is struggling to keep control over its version of the past|acessodata=13-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=A China está lutando para manter o controle sobre sua versão do passado|issn=0013-0613}}</ref> A [[Administração do Ciberespaço da China]] (ACC) estabeleceu uma linha telefônica direta para que as pessoas denunciem atos de niilismo histórico, enquanto [[Toutiao]] e [[TikTok|Douyin]] instaram seu usuário a relatar casos de niilismo histórico.<ref>{{Citar web|ultimo=Ma|primeiro=Josephine|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3175604/web-users-china-told-report-posts-guilty-historical-nihilism|titulo=Chinese web users told to report 'historical nihilism' against party line|data=27-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Usuários da web chineses são instruídos a denunciar 'niilismo histórico' contra a linha partidária}}</ref> Em maio de 2021, a ACC informou que removeu dois milhões de postagens online por niilismo histórico.<ref>{{Citar web|ultimo=Jun|primeiro=Mai|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3132957/china-deletes-2-million-online-posts-historical-nihilism|titulo=2 million posts deleted for 'historical nihilism' as party centenary nears|data=11-05-2021|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=2 milhões de postagens excluídas por 'niilismo histórico' à medida que o centenário do partido se aproxima}}</ref> | Xi se manifestou contra o "niilismo histórico", ou seja, pontos de vista históricos que desafiam a linha oficial do PCCh.{{Sfn|Chun|2023|p=181}} Xi disse que uma das razões para o [[Dissolução da União Soviética|colapso da União Soviética]] foi o niilismo histórico.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2016/10/29/china-is-struggling-to-keep-control-over-its-version-of-the-past|titulo=China is struggling to keep control over its version of the past|acessodata=13-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=A China está lutando para manter o controle sobre sua versão do passado|issn=0013-0613|wayb=20250617031205}}</ref> A [[Administração do Ciberespaço da China]] (ACC) estabeleceu uma linha telefônica direta para que as pessoas denunciem atos de niilismo histórico, enquanto [[Toutiao]] e [[TikTok|Douyin]] instaram seu usuário a relatar casos de niilismo histórico.<ref>{{Citar web|ultimo=Ma|primeiro=Josephine|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3175604/web-users-china-told-report-posts-guilty-historical-nihilism|titulo=Chinese web users told to report 'historical nihilism' against party line|data=27-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Usuários da web chineses são instruídos a denunciar 'niilismo histórico' contra a linha partidária|wayb=20260525020410}}</ref> Em maio de 2021, a ACC informou que removeu dois milhões de postagens online por niilismo histórico.<ref>{{Citar web|ultimo=Jun|primeiro=Mai|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3132957/china-deletes-2-million-online-posts-historical-nihilism|titulo=2 million posts deleted for 'historical nihilism' as party centenary nears|data=11-05-2021|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=2 milhões de postagens excluídas por 'niilismo histórico' à medida que o centenário do partido se aproxima|wayb=20260706031631}}</ref> | ||
=== Consolidação do poder === | === Consolidação do poder === | ||
Observadores políticos consideram Xi o líder chinês mais poderoso desde Mao Zedong, especialmente desde o fim dos limites de dois mandatos presidenciais em 2018.<ref name="PhillipsGuardian2">{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2017/oct/24/xi-jinping-mao-thought-on-socialism-china-constitution|titulo=Xi Jinping becomes most powerful leader since Mao with China's change to constitution|data=24-10-2017|acessodata=24-10-2017|website=The Guardian|titulotrad=Xi Jinping se torna o líder mais poderoso desde Mao com a mudança na constituição da China|issn=0261-3077|wayb=20171024053607|urlmorta=não}}</ref><ref name="CBC-2017">{{Citar jornal|url=http://www.cbc.ca/news/world/china-congress-xi-jinping-1.4368588|titulo=China elevates Xi to most powerful leader in decades|data=24-10-2017|acessodata=22-06-2018|website=[[CBC News]]|titulotrad=China eleva Xi a líder mais poderoso em décadas|wayb=20180501062515|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.independent.ie/world-news/china-elevates-xi-jinpings-status-making-him-the-most-powerful-leader-since-mao-36256294.html|titulo=China elevates Xi Jinping's status, making him the most powerful leader since Mao|data=24-10-2017|acessodata=22-06-2018|website=[[Irish Independent]]|titulotrad=China eleva o status de Xi Jinping, tornando-o o líder mais poderoso desde Mao|wayb=20180622220327|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Collins|primeiro=Stephen|url=https://edition.cnn.com/2017/11/08/politics/president-donald-trump-xi-jinping-china/index.html|titulo=Xi's up, Trump is down, but it may not matter|data=09-11-2017|acessodata=22-06-2018|website=[[CNN]]|titulotrad=Xi está em alta, Trump está em baixa, mas pode não importar|wayb=20180623004701|urlmorta=não}}</ref> Xi se afastou notavelmente das práticas de liderança coletiva de seus predecessores pós-Mao. Ele centralizou seu poder e criou grupos de trabalho com ele mesmo à frente para subverter a burocracia governamental, tornando-se a figura central inconfundível da nova administração.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Holtz|primeiro=Michael|url=https://www.csmonitor.com/World/Asia-Pacific/2018/0228/Xi-for-life-China-turns-its-back-on-collective-leadership|titulo=Xi for life? China turns its back on collective leadership.|data=28-02-2018|acessodata=23-06-2018|website=[[The Christian Science Monitor]]|titulotrad=Xi para a vida? A China vira as costas à liderança coletiva.|wayb=20180624035940|urlmorta=não}}</ref> A partir de 2013, o PCCh sob Xi criou uma série de Grupos Centrais de Liderança: comitês diretores supraministeriais, projetados para contornar as instituições existentes ao tomar decisões e tornar ostensivamente a formulação de políticas um processo mais eficiente. O novo órgão mais notável é o Grupo Principal Central para o Aprofundamento Abrangente das Reformas. Tem ampla jurisdição sobre a reestruturação econômica e as reformas sociais, e diz-se que deslocou parte do poder anteriormente detido pelo Conselho de Estado e seu primeiro-ministro.<ref name="keck2">{{Citar jornal|ultimo=Keck|primeiro=Zachary|url=https://thediplomat.com/2014/01/is-li-keqiang-being-marginalized/|titulo=Is Li Keqiang Being Marginalized?|data=07-01-2014|acessodata=07-09-2019|website=The Diplomat|titulotrad=Li Keqiang está sendo marginalizado?|wayb=20181029152046|urlmorta=não}}</ref> | Observadores políticos consideram Xi o líder chinês mais poderoso desde Mao Zedong, especialmente desde o fim dos limites de dois mandatos presidenciais em 2018.<ref name="PhillipsGuardian2">{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2017/oct/24/xi-jinping-mao-thought-on-socialism-china-constitution|titulo=Xi Jinping becomes most powerful leader since Mao with China's change to constitution|data=24-10-2017|acessodata=24-10-2017|website=The Guardian|titulotrad=Xi Jinping se torna o líder mais poderoso desde Mao com a mudança na constituição da China|issn=0261-3077|wayb=20171024053607|urlmorta=não}}</ref><ref name="CBC-2017">{{Citar jornal|url=http://www.cbc.ca/news/world/china-congress-xi-jinping-1.4368588|titulo=China elevates Xi to most powerful leader in decades|data=24-10-2017|acessodata=22-06-2018|website=[[CBC News]]|titulotrad=China eleva Xi a líder mais poderoso em décadas|wayb=20180501062515|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.independent.ie/world-news/china-elevates-xi-jinpings-status-making-him-the-most-powerful-leader-since-mao-36256294.html|titulo=China elevates Xi Jinping's status, making him the most powerful leader since Mao|data=24-10-2017|acessodata=22-06-2018|website=[[Irish Independent]]|titulotrad=China eleva o status de Xi Jinping, tornando-o o líder mais poderoso desde Mao|wayb=20180622220327|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Collins|primeiro=Stephen|url=https://edition.cnn.com/2017/11/08/politics/president-donald-trump-xi-jinping-china/index.html|titulo=Xi's up, Trump is down, but it may not matter|data=09-11-2017|acessodata=22-06-2018|website=[[CNN]]|titulotrad=Xi está em alta, Trump está em baixa, mas pode não importar|wayb=20180623004701|urlmorta=não}}</ref> Xi se afastou notavelmente das práticas de liderança coletiva de seus predecessores pós-Mao. Ele centralizou seu poder e criou grupos de trabalho com ele mesmo à frente para subverter a burocracia governamental, tornando-se a figura central inconfundível da nova administração.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Holtz|primeiro=Michael|url=https://www.csmonitor.com/World/Asia-Pacific/2018/0228/Xi-for-life-China-turns-its-back-on-collective-leadership|titulo=Xi for life? China turns its back on collective leadership.|data=28-02-2018|acessodata=23-06-2018|website=[[The Christian Science Monitor]]|titulotrad=Xi para a vida? A China vira as costas à liderança coletiva.|wayb=20180624035940|urlmorta=não}}</ref> A partir de 2013, o PCCh sob Xi criou uma série de Grupos Centrais de Liderança: comitês diretores supraministeriais, projetados para contornar as instituições existentes ao tomar decisões e tornar ostensivamente a formulação de políticas um processo mais eficiente. O novo órgão mais notável é o Grupo Principal Central para o Aprofundamento Abrangente das Reformas. Tem ampla jurisdição sobre a reestruturação econômica e as reformas sociais, e diz-se que deslocou parte do poder anteriormente detido pelo Conselho de Estado e seu primeiro-ministro.<ref name="keck2">{{Citar jornal|ultimo=Keck|primeiro=Zachary|url=https://thediplomat.com/2014/01/is-li-keqiang-being-marginalized/|titulo=Is Li Keqiang Being Marginalized?|data=07-01-2014|acessodata=07-09-2019|website=The Diplomat|titulotrad=Li Keqiang está sendo marginalizado?|wayb=20181029152046|urlmorta=não}}</ref> | ||
Xi também se tornou o líder do Grupo Central de Segurança e Informatização da Internet, encarregado da segurança cibernética e da política da Internet. A Terceira Plenária realizada em 2013 também viu a criação da [[Comissão de Segurança Nacional do Partido Comunista Chinês|Comissão de Segurança Nacional do PCCh]], outro órgão presidido por Xi, que os comentaristas disseram que ajudaria Xi a consolidar os assuntos de segurança nacional.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wuthnow|primeiro=Joel|url=https://foreignpolicy.com/2016/06/30/chinas-much-heralded-national-security-council-has-disappeared-nsc-xi-jinping/|titulo=China's Much-Heralded NSC Has Disappeared|data=30-06-2016|acessodata=25-08-2019|website=[[Foreign Policy]]|lingua=en-US|titulotrad=O tão aclamado NSC da China desapareceu|wayb=20190825180323|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar periódico|título=Xi Jinping and the National Security Commission: policy coordination and political power|data=03-09-2015|periódico=Journal of Contemporary China|número=95|ultimo=Lampton|primeiro=David M.|paginas=759–777|titulotrad=Xi Jinping e a Comissão de Segurança Nacional: coordenação de políticas e poder político|doi=10.1080/10670564.2015.1013366|issn=1067-0564|volume=24}}</ref> Na opinião de pelo menos um cientista político, Xi "se cercou de quadros que conheceu enquanto estava estacionado na costa, [[Fujian]] e [[Xangai]] e em [[Zhejiang]]".<ref name="andresy15">{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=F6jTCgAAQBAJ&pg=PA88|título=Xi Jinping: Red China, The Next Generation|ultimo=Andrésy|primeiro=Agnès|ano=2015|editora=UPA|local=Lanham|titulotrad=Xi Jinping: China vermelha, a próxima geração|isbn=9780761866015}}</ref> O controle de Pequim é visto como crucial para os líderes chineses; Xi escolheu Cai Qi, um dos quadros mencionados acima, para administrar a capital.<ref name="economistcai">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2017/07/13/xi-jinping-has-chosen-an-unusual-man-to-lead-the-capital-city|titulo=Xi Jinping has chosen an unusual man to lead the capital city|data=13-07-2017|acessodata=13-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Xi Jinping escolheu um homem incomum para liderar a capital}}</ref> Acredita-se também que Xi tenha diluído a autoridade do primeiro-ministro [[Li Keqiang]], assumindo a autoridade sobre a economia geralmente considerada domínio do primeiro-ministro.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-19870221|titulo=Li Keqiang: China's marginalised premier|data=28-09-2020|acessodata=17-10-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Li Keqiang: o primeiro-ministro marginalizado da China}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/china-premier-li-keqiang-xi-jinping-11652277107|titulo=China's Forgotten Premier Steps Out of Xi's Shadow as Economic Fixer|data=11-05-2022|acessodata=17-10-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=Premiê esquecido da China sai da sombra de Xi como consertador econômico|issn=0099-9660}}</ref> | Xi também se tornou o líder do Grupo Central de Segurança e Informatização da Internet, encarregado da segurança cibernética e da política da Internet. A Terceira Plenária realizada em 2013 também viu a criação da [[Comissão de Segurança Nacional do Partido Comunista Chinês|Comissão de Segurança Nacional do PCCh]], outro órgão presidido por Xi, que os comentaristas disseram que ajudaria Xi a consolidar os assuntos de segurança nacional.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wuthnow|primeiro=Joel|url=https://foreignpolicy.com/2016/06/30/chinas-much-heralded-national-security-council-has-disappeared-nsc-xi-jinping/|titulo=China's Much-Heralded NSC Has Disappeared|data=30-06-2016|acessodata=25-08-2019|website=[[Foreign Policy]]|lingua=en-US|titulotrad=O tão aclamado NSC da China desapareceu|wayb=20190825180323|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar periódico|título=Xi Jinping and the National Security Commission: policy coordination and political power|data=03-09-2015|periódico=Journal of Contemporary China|número=95|ultimo=Lampton|primeiro=David M.|paginas=759–777|titulotrad=Xi Jinping e a Comissão de Segurança Nacional: coordenação de políticas e poder político|doi=10.1080/10670564.2015.1013366|issn=1067-0564|volume=24}}</ref> Na opinião de pelo menos um cientista político, Xi "se cercou de quadros que conheceu enquanto estava estacionado na costa, [[Fujian]] e [[Xangai]] e em [[Zhejiang]]".<ref name="andresy15">{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=F6jTCgAAQBAJ&pg=PA88|título=Xi Jinping: Red China, The Next Generation|ultimo=Andrésy|primeiro=Agnès|ano=2015|editora=UPA|local=Lanham|titulotrad=Xi Jinping: China vermelha, a próxima geração|isbn=9780761866015|wayb=20251224021928}}</ref> O controle de Pequim é visto como crucial para os líderes chineses; Xi escolheu Cai Qi, um dos quadros mencionados acima, para administrar a capital.<ref name="economistcai">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2017/07/13/xi-jinping-has-chosen-an-unusual-man-to-lead-the-capital-city|titulo=Xi Jinping has chosen an unusual man to lead the capital city|data=13-07-2017|acessodata=13-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Xi Jinping escolheu um homem incomum para liderar a capital|wayb=20251017170704}}</ref> Acredita-se também que Xi tenha diluído a autoridade do primeiro-ministro [[Li Keqiang]], assumindo a autoridade sobre a economia geralmente considerada domínio do primeiro-ministro.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-19870221|titulo=Li Keqiang: China's marginalised premier|data=28-09-2020|acessodata=17-10-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Li Keqiang: o primeiro-ministro marginalizado da China|wayb=20260428112608}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/china-premier-li-keqiang-xi-jinping-11652277107|titulo=China's Forgotten Premier Steps Out of Xi's Shadow as Economic Fixer|data=11-05-2022|acessodata=17-10-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=Premiê esquecido da China sai da sombra de Xi como consertador econômico|issn=0099-9660|wayb=20250310232911}}</ref> | ||
Desde que chegou ao poder, vários observadores disseram que Xi diluiu seriamente a influência do outrora dominante "Tuanpai", também chamado de Facção da Liga da Juventude, que eram funcionários do PCCh que ascenderam através da [[Liga da Juventude Comunista da China]] (LJCC).<ref name=":10">{{Citar jornal|ultimo=Pollard|primeiro=Martin|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-deals-knockout-blow-once-powerful-youth-league-faction-2022-10-26/|titulo=China's Xi deals knockout blow to once-powerful Youth League faction|data=26-10-2022|acessodata=24-05-2023|website=[[Reuters]]|titulotrad=Xi da China desfere golpe decisivo na outrora poderosa facção da Liga da Juventude}}</ref> Ele criticou os quadros da LJCC, dizendo que "(esses quadros) não podem falar sobre ciência, literatura e arte, trabalho ou vida (com os jovens). Tudo o que eles podem fazer é apenas repetir a mesma velha conversa burocrática e estereotipada".<ref name="SCMP">{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=http://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2112461/latest-xi-jinping-book-gives-clues-decline-communist?mc_cid=1f9bc1ec42&mc_eid=1f9d28130a|titulo=Latest Xi Jinping book gives clues on decline of Communist Party's youth wing|data=23-09-2017|acessodata=08-10-2017|website=South China Morning Post|titulotrad=Último livro de Xi Jinping dá pistas sobre o declínio da ala jovem do Partido Comunista|wayb=20171014163041|urlmorta=não}}</ref> Seu orçamento também foi cortado, caindo de cerca de 700 milhões de yuans (US$ 96 milhões) em 2012 para 260 milhões de yuans (US$ 40 milhões) em 2021, enquanto seu número de membros caiu de 90 milhões para 74 milhões no mesmo período.<ref name=":10" /> Ele também levou ao fechamento da Escola Central da Liga da Juventude Comunista da China, fundindo-a com a [[Academia Chinesa de Ciências Sociais]], e efetivamente rebaixou Qin Yizhi, primeiro secretário do LJCC, em 2017.<ref name="veconomist">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/news/briefing/21730138-contradicting-deng-xiaoping-mr-xi-has-concentrated-vast-power-his-own-hands-xi-jinping-has|titulo=Xi Jinping has been good for China's Communist Party; less so for China|data=14-10-2017|acessodata=14-10-2017|website=The Economist|titulotrad=Xi Jinping tem sido bom para o Partido Comunista da China; menos para a China|wayb=20171013225837|urlmorta=não}}</ref> | Desde que chegou ao poder, vários observadores disseram que Xi diluiu seriamente a influência do outrora dominante "Tuanpai", também chamado de Facção da Liga da Juventude, que eram funcionários do PCCh que ascenderam através da [[Liga da Juventude Comunista da China]] (LJCC).<ref name=":10">{{Citar jornal|ultimo=Pollard|primeiro=Martin|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-deals-knockout-blow-once-powerful-youth-league-faction-2022-10-26/|titulo=China's Xi deals knockout blow to once-powerful Youth League faction|data=26-10-2022|acessodata=24-05-2023|website=[[Reuters]]|titulotrad=Xi da China desfere golpe decisivo na outrora poderosa facção da Liga da Juventude|wayb=20250725002427}}</ref> Ele criticou os quadros da LJCC, dizendo que "(esses quadros) não podem falar sobre ciência, literatura e arte, trabalho ou vida (com os jovens). Tudo o que eles podem fazer é apenas repetir a mesma velha conversa burocrática e estereotipada".<ref name="SCMP">{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=http://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2112461/latest-xi-jinping-book-gives-clues-decline-communist?mc_cid=1f9bc1ec42&mc_eid=1f9d28130a|titulo=Latest Xi Jinping book gives clues on decline of Communist Party's youth wing|data=23-09-2017|acessodata=08-10-2017|website=South China Morning Post|titulotrad=Último livro de Xi Jinping dá pistas sobre o declínio da ala jovem do Partido Comunista|wayb=20171014163041|urlmorta=não}}</ref> Seu orçamento também foi cortado, caindo de cerca de 700 milhões de yuans (US$ 96 milhões) em 2012 para 260 milhões de yuans (US$ 40 milhões) em 2021, enquanto seu número de membros caiu de 90 milhões para 74 milhões no mesmo período.<ref name=":10" /> Ele também levou ao fechamento da Escola Central da Liga da Juventude Comunista da China, fundindo-a com a [[Academia Chinesa de Ciências Sociais]], e efetivamente rebaixou Qin Yizhi, primeiro secretário do LJCC, em 2017.<ref name="veconomist">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/news/briefing/21730138-contradicting-deng-xiaoping-mr-xi-has-concentrated-vast-power-his-own-hands-xi-jinping-has|titulo=Xi Jinping has been good for China's Communist Party; less so for China|data=14-10-2017|acessodata=14-10-2017|website=The Economist|titulotrad=Xi Jinping tem sido bom para o Partido Comunista da China; menos para a China|wayb=20171013225837|urlmorta=não}}</ref> | ||
Em março de 2018, o [[Congresso Nacional do Povo]] (CNP) aprovou um conjunto de emendas constitucionais, incluindo a remoção dos limites de mandato para o presidente e vice-presidente, a criação de uma Comissão Nacional de Supervisão, bem como o reforço do papel central do PCCh.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shi|primeiro=Jiangtao|ultimo2=Huang|primeiro2=Kristin|url=http://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2134791/end-term-limits-top-may-be-start-global-backlash-china|titulo=End to term limits at top 'may be start of global backlash for China'|data=26-02-2018|acessodata=28-02-2018|website=South China Morning Post|titulotrad=Fim dos limites de prazo no topo 'pode ser o início da reação global para a China'|wayb=20180227155138|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2018/mar/04/xi-jinping-from-president-to-china-new-dictator|titulo=Xi Jinping's power play: from president to China's new dictator?|data=04-03-2018|acessodata=04-03-2018|website=[[The Guardian]]|titulotrad=O jogo de poder de Xi Jinping: de presidente a novo ditador da China?|wayb=20180304005848|urlmorta=não}}</ref> Em 17 de março de 2018, a legislatura chinesa reconduziu Xi como presidente, agora sem limites de mandato; Wang Qishan foi nomeado vice-presidente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wen|primeiro=Philip|url=https://www.reuters.com/article/us-china-parliament-xi/chinas-parliament-re-elects-xi-jinping-as-president-idUSKCN1GT03C|titulo=China's parliament re-elects Xi Jinping as president|data=17-03-2018|acessodata=17-03-2018|publicado=Reuters|titulotrad=Parlamento da China reelege Xi Jinping como presidente|wayb=20180317042406|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Bodeen|primeiro=Christopher|url=https://apnews.com/78ea5b0646564a6eb98d9d20d5fbcbb6|titulo=Xi reappointed as China's president with no term limits|data=17-03-2018|acessodata=17-03-2018|publicado=[[Associated Press]]|titulotrad=Xi é reconduzido como presidente da China sem limites de mandato|wayb=20180317190611|urlmorta=não}}</ref> No dia seguinte, Li Keqiang foi reconduzido como primeiro-ministro e aliados de longa data de Xi, Xu Qiliang e Zhang Youxia, foram eleitos vice-presidentes do CMC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Xin|url=http://www.scmp.com/news/china/economy/article/2137707/li-keqiang-endorsed-chinas-premier-while-military-commission|titulo=Li Keqiang endorsed as China's premier; military leaders confirmed|data=18-03-2018|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Li Keqiang endossado como primeiro-ministro da China; líderes militares confirmados|wayb=20190827155325|urlmorta=não}}</ref> O ministro das Relações Exteriores, [[Wang Yi (político)|Wang Yi]], foi promovido a [[Conselheiro de Estado da China|conselheiro de estado]] e o general [[Wei Fenghe]] foi nomeado [[Ministério da Defesa Nacional da China|ministro da Defesa]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ng|primeiro=Teddy|url=http://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2137769/china-promotes-foreign-minister-wang-yi-state|titulo=China's foreign minister gains power in new post as state councillor|data=19-03-2018|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Ministro das Relações Exteriores da China ganha poder em novo cargo como conselheiro de estado|wayb=20190305121632|urlmorta=não}}</ref> Segundo o ''[[Financial Times]]'', Xi expressou suas opiniões sobre emendas constitucionais em reuniões com autoridades chinesas e dignitários estrangeiros. Xi explicou a decisão em termos da necessidade de alinhar dois cargos mais poderosos – secretário-geral do PCCh e presidente do CMC – que não têm limites de mandato. No entanto, Xi não disse se pretende servir como secretário-geral do partido, presidente do CMC e presidente estadual, por três ou mais mandatos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mitchell|primeiro=Tom|url=https://www.ft.com/content/2b449400-413a-11e8-803a-295c97e6fd0b|titulo=China's Xi Jinping says he is opposed to life-long rule|data=07-09-2019|acessodata=17-04-2018|website=Financial Times|titulotrad=Xi Jinping, da China, diz que se opõe a governo vitalício|wayb=20180417192157|urlmorta=não}}</ref> | Em março de 2018, o [[Congresso Nacional do Povo]] (CNP) aprovou um conjunto de emendas constitucionais, incluindo a remoção dos limites de mandato para o presidente e vice-presidente, a criação de uma Comissão Nacional de Supervisão, bem como o reforço do papel central do PCCh.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shi|primeiro=Jiangtao|ultimo2=Huang|primeiro2=Kristin|url=http://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2134791/end-term-limits-top-may-be-start-global-backlash-china|titulo=End to term limits at top 'may be start of global backlash for China'|data=26-02-2018|acessodata=28-02-2018|website=South China Morning Post|titulotrad=Fim dos limites de prazo no topo 'pode ser o início da reação global para a China'|wayb=20180227155138|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2018/mar/04/xi-jinping-from-president-to-china-new-dictator|titulo=Xi Jinping's power play: from president to China's new dictator?|data=04-03-2018|acessodata=04-03-2018|website=[[The Guardian]]|titulotrad=O jogo de poder de Xi Jinping: de presidente a novo ditador da China?|wayb=20180304005848|urlmorta=não}}</ref> Em 17 de março de 2018, a legislatura chinesa reconduziu Xi como presidente, agora sem limites de mandato; Wang Qishan foi nomeado vice-presidente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wen|primeiro=Philip|url=https://www.reuters.com/article/us-china-parliament-xi/chinas-parliament-re-elects-xi-jinping-as-president-idUSKCN1GT03C|titulo=China's parliament re-elects Xi Jinping as president|data=17-03-2018|acessodata=17-03-2018|publicado=Reuters|titulotrad=Parlamento da China reelege Xi Jinping como presidente|wayb=20180317042406|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Bodeen|primeiro=Christopher|url=https://apnews.com/78ea5b0646564a6eb98d9d20d5fbcbb6|titulo=Xi reappointed as China's president with no term limits|data=17-03-2018|acessodata=17-03-2018|publicado=[[Associated Press]]|titulotrad=Xi é reconduzido como presidente da China sem limites de mandato|wayb=20180317190611|urlmorta=não}}</ref> No dia seguinte, Li Keqiang foi reconduzido como primeiro-ministro e aliados de longa data de Xi, Xu Qiliang e Zhang Youxia, foram eleitos vice-presidentes do CMC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Xin|url=http://www.scmp.com/news/china/economy/article/2137707/li-keqiang-endorsed-chinas-premier-while-military-commission|titulo=Li Keqiang endorsed as China's premier; military leaders confirmed|data=18-03-2018|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Li Keqiang endossado como primeiro-ministro da China; líderes militares confirmados|wayb=20190827155325|urlmorta=não}}</ref> O ministro das Relações Exteriores, [[Wang Yi (político)|Wang Yi]], foi promovido a [[Conselheiro de Estado da China|conselheiro de estado]] e o general [[Wei Fenghe]] foi nomeado [[Ministério da Defesa Nacional da China|ministro da Defesa]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ng|primeiro=Teddy|url=http://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2137769/china-promotes-foreign-minister-wang-yi-state|titulo=China's foreign minister gains power in new post as state councillor|data=19-03-2018|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Ministro das Relações Exteriores da China ganha poder em novo cargo como conselheiro de estado|wayb=20190305121632|urlmorta=não}}</ref> Segundo o ''[[Financial Times]]'', Xi expressou suas opiniões sobre emendas constitucionais em reuniões com autoridades chinesas e dignitários estrangeiros. Xi explicou a decisão em termos da necessidade de alinhar dois cargos mais poderosos – secretário-geral do PCCh e presidente do CMC – que não têm limites de mandato. No entanto, Xi não disse se pretende servir como secretário-geral do partido, presidente do CMC e presidente estadual, por três ou mais mandatos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mitchell|primeiro=Tom|url=https://www.ft.com/content/2b449400-413a-11e8-803a-295c97e6fd0b|titulo=China's Xi Jinping says he is opposed to life-long rule|data=07-09-2019|acessodata=17-04-2018|website=Financial Times|titulotrad=Xi Jinping, da China, diz que se opõe a governo vitalício|wayb=20180417192157|urlmorta=não}}</ref> | ||
Em sua sexta sessão plenária, em novembro de 2021, o PCCh adotou uma [[Terceira Resolução do Comitê Central do PCC sobre as Principais Conquistas e a Experiência Histórica do Partido no Século Passado|resolução histórica]], espécie de documento que avaliou a história do partido. Este foi o terceiro de seu tipo depois dos adotados por Mao Zedong e Deng Xiaoping,<ref>{{Citar web|ultimo=Wang|primeiro=Cat|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3154996/xi-jinpings-historical-resolution-what-it-and-why-it-important|titulo=The significance of Xi Jinping's upcoming 'historical resolution'|data=07-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=O significado da próxima 'resolução histórica' de Xi Jinping}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Ni|primeiro=Vincent|url=https://www.theguardian.com/world/2021/nov/11/chinese-communist-party-elevates-xi-jinping-status-historical-resolution|titulo=Chinese Communist party elevates Xi's status in 'historical resolution'|data=11-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Guardian|lingua=en|titulotrad=Partido Comunista Chinês eleva status de Xi em 'resolução histórica'}}</ref> e o documento pela primeira vez creditado a Xi como sendo o "principal inovador" do Pensamento de Xi Jinping ao mesmo tempo em que declarava que a liderança de Xi Jinping como sendo "a chave para o grande rejuvenescimento da nação chinesa".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-communist-party-passes-resolution-party-history-achievements-2021-11-11/|titulo=China's Communist Party passes resolution amplifying President Xi's authority|data=12-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=Partido Comunista da China aprova resolução ampliando a autoridade do presidente Xi}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.ft.com/content/77f8dd89-fd16-42f9-b2a5-0f5e9ee93ace|titulo=Chinese Communist party clears way for Xi to tighten grip on power|data=11 de novembro de 2021|acessodata=11 de agosto de 2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Partido Comunista Chinês abre caminho para Xi fortalecer o poder|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221219/https://www.ft.com/content/77f8dd89-fd16-42f9-b2a5-0f5e9ee93ace|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> Em comparação com as outras resoluções históricas, a de Xi não anunciou uma grande mudança na forma como o PCC avaliou sua história.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhai|primeiro=Chun Han Wong and Keith|url=https://www.wsj.com/articles/how-xi-jinping-is-rewriting-chinas-history-to-put-himself-at-the-center-11637157022|titulo=How Xi Jinping Is Rewriting China's History to Put Himself at the Center|data=17-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Como Xi Jinping está reescrevendo a história da China para se colocar no centro|issn=0099-9660}}</ref> Para acompanhar a resolução histórica, o PCCh promoveu os termos [[Dois Estabelecimentos e Duas Salvaguardas]], convocando o PCCh a se unir e proteger a posição central de Xi dentro do partido.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bandurski|primeiro=David|url=https://chinamediaproject.org/the_ccp_dictionary/two-establishes/|titulo=Two Establishes|data=08-02-2022|acessodata=12-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US}}</ref> Em 2022, Xi nomeou seu aliado próximo, Wang Xiaohong, como Ministro da Segurança Pública, dando-lhe mais controle sobre o estabelecimento de segurança.<ref>{{Citar web|ultimo=Lau|primeiro=Jack|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3183027/close-xi-jinping-ally-appointed-chinas-new-public-security|titulo=Close Xi Jinping ally appointed as China's new public security chief|data=24-06-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Aliado próximo de Xi Jinping nomeado novo chefe de segurança pública da China}}</ref> | Em sua sexta sessão plenária, em novembro de 2021, o PCCh adotou uma [[Terceira Resolução do Comitê Central do PCC sobre as Principais Conquistas e a Experiência Histórica do Partido no Século Passado|resolução histórica]], espécie de documento que avaliou a história do partido. Este foi o terceiro de seu tipo depois dos adotados por Mao Zedong e Deng Xiaoping,<ref>{{Citar web|ultimo=Wang|primeiro=Cat|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3154996/xi-jinpings-historical-resolution-what-it-and-why-it-important|titulo=The significance of Xi Jinping's upcoming 'historical resolution'|data=07-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=O significado da próxima 'resolução histórica' de Xi Jinping|wayb=20260603102846}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Ni|primeiro=Vincent|url=https://www.theguardian.com/world/2021/nov/11/chinese-communist-party-elevates-xi-jinping-status-historical-resolution|titulo=Chinese Communist party elevates Xi's status in 'historical resolution'|data=11-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Guardian|lingua=en|titulotrad=Partido Comunista Chinês eleva status de Xi em 'resolução histórica'}}</ref> e o documento pela primeira vez creditado a Xi como sendo o "principal inovador" do Pensamento de Xi Jinping ao mesmo tempo em que declarava que a liderança de Xi Jinping como sendo "a chave para o grande rejuvenescimento da nação chinesa".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-communist-party-passes-resolution-party-history-achievements-2021-11-11/|titulo=China's Communist Party passes resolution amplifying President Xi's authority|data=12-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=Partido Comunista da China aprova resolução ampliando a autoridade do presidente Xi|wayb=20250108062557}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.ft.com/content/77f8dd89-fd16-42f9-b2a5-0f5e9ee93ace|titulo=Chinese Communist party clears way for Xi to tighten grip on power|data=11 de novembro de 2021|acessodata=11 de agosto de 2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Partido Comunista Chinês abre caminho para Xi fortalecer o poder|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221219/https://www.ft.com/content/77f8dd89-fd16-42f9-b2a5-0f5e9ee93ace|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> Em comparação com as outras resoluções históricas, a de Xi não anunciou uma grande mudança na forma como o PCC avaliou sua história.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhai|primeiro=Chun Han Wong and Keith|url=https://www.wsj.com/articles/how-xi-jinping-is-rewriting-chinas-history-to-put-himself-at-the-center-11637157022|titulo=How Xi Jinping Is Rewriting China's History to Put Himself at the Center|data=17-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Como Xi Jinping está reescrevendo a história da China para se colocar no centro|issn=0099-9660|wayb=20241212084934}}</ref> Para acompanhar a resolução histórica, o PCCh promoveu os termos [[Dois Estabelecimentos e Duas Salvaguardas]], convocando o PCCh a se unir e proteger a posição central de Xi dentro do partido.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bandurski|primeiro=David|url=https://chinamediaproject.org/the_ccp_dictionary/two-establishes/|titulo=Two Establishes|data=08-02-2022|acessodata=12-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US|wayb=20260427183758}}</ref> Em 2022, Xi nomeou seu aliado próximo, Wang Xiaohong, como Ministro da Segurança Pública, dando-lhe mais controle sobre o estabelecimento de segurança.<ref>{{Citar web|ultimo=Lau|primeiro=Jack|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3183027/close-xi-jinping-ally-appointed-chinas-new-public-security|titulo=Close Xi Jinping ally appointed as China's new public security chief|data=24-06-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Aliado próximo de Xi Jinping nomeado novo chefe de segurança pública da China|wayb=20260224220633}}</ref> | ||
[[Ficheiro:习近平 Xi Jinping 20221023 01.jpg|miniaturadaimagem|Discurso de Xi Jinping na 20ª reunião do Comitê Permanente do Politburo com jornalistas chineses e estrangeiros, 23 de outubro de 2022]] | [[Ficheiro:习近平 Xi Jinping 20221023 01.jpg|miniaturadaimagem|Discurso de Xi Jinping na 20ª reunião do Comitê Permanente do Politburo com jornalistas chineses e estrangeiros, 23 de outubro de 2022]] | ||
O [[20.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China|20º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês]], realizado entre 16 e 22 de outubro de 2022, supervisionou as emendas à constituição do PCC e a reeleição de Xi como secretário-geral do PCC e presidente do CMC para um terceiro mandato, com o resultado geral do Congresso sendo o fortalecimento do poder de Xi.<ref name="Davidson-2022">{{Citar jornal|ultimo=Davidson|primeiro=Helen|ultimo2=Graham-Harrison|primeiro2=Emma|url=https://www.theguardian.com/world/2022/oct/23/xi-jinping-to-rule-china-for-precedent-breaking-third-term|titulo=China's leader Xi Jinping secures third term and stacks inner circle with loyalists|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=The Guardian|titulotrad=O líder da China, Xi Jinping, garante terceiro mandato e acumula círculo íntimo de partidários}}</ref> A recém-emendada constituição do PCCh incluiu o termo duas salvaguardas, reforçando o poder de Xi.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ruwitch|primeiro=John|url=https://www.npr.org/2022/10/23/1130771668/china-xi-jinping-third-term-leader|titulo=China's Xi Jinping emerges from the Communist Party congress with dominance|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=[[NPR]]|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping da China sai do congresso do Partido Comunista com domínio}}</ref> Também incluiu conceitos promovidos por Xi como prosperidade comum, "modernização ao estilo chinês" e "democracia popular em todo o processo".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-communist-party-amends-its-charter-strengthens-xi-power-2022-10-22/|titulo=Factbox: China's Communist Party amends its charter, strengthens Xi's power|data=22-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Factbox: Partido Comunista da China altera seu estatuto e fortalece o poder de Xi}}</ref> A reeleição de Xi fez dele o primeiro líder do partido desde Mao Zedong a cumprir mais de três mandatos, embora Deng Xiaoping tenha governado o país informalmente por um período mais longo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wingfield-Hayes|primeiro=Rupert|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-63225277|titulo=Xi Jinping's party is just getting started|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=A festa de Xi Jinping está apenas começando}}</ref> Xi foi ainda reeleito como presidente da RPC e presidente da Comissão Militar Central da RPC em 10 de março de 2023 durante a abertura da 14ª Assembleia Popular Nacional.<ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230310/0fb19441ee4145a588911118edd300a3/c.html|titulo=Xi Jinping unanimously elected Chinese president, PRC CMC chairman|data=10-03-2023|acessodata=10-03-2023|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=Xi Jinping eleito por unanimidade presidente chinês, presidente do PRC CMC}}</ref> | O [[20.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China|20º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês]], realizado entre 16 e 22 de outubro de 2022, supervisionou as emendas à constituição do PCC e a reeleição de Xi como secretário-geral do PCC e presidente do CMC para um terceiro mandato, com o resultado geral do Congresso sendo o fortalecimento do poder de Xi.<ref name="Davidson-2022">{{Citar jornal|ultimo=Davidson|primeiro=Helen|ultimo2=Graham-Harrison|primeiro2=Emma|url=https://www.theguardian.com/world/2022/oct/23/xi-jinping-to-rule-china-for-precedent-breaking-third-term|titulo=China's leader Xi Jinping secures third term and stacks inner circle with loyalists|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=The Guardian|titulotrad=O líder da China, Xi Jinping, garante terceiro mandato e acumula círculo íntimo de partidários}}</ref> A recém-emendada constituição do PCCh incluiu o termo duas salvaguardas, reforçando o poder de Xi.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ruwitch|primeiro=John|url=https://www.npr.org/2022/10/23/1130771668/china-xi-jinping-third-term-leader|titulo=China's Xi Jinping emerges from the Communist Party congress with dominance|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=[[NPR]]|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping da China sai do congresso do Partido Comunista com domínio|wayb=20251211215704}}</ref> Também incluiu conceitos promovidos por Xi como prosperidade comum, "modernização ao estilo chinês" e "democracia popular em todo o processo".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-communist-party-amends-its-charter-strengthens-xi-power-2022-10-22/|titulo=Factbox: China's Communist Party amends its charter, strengthens Xi's power|data=22-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Factbox: Partido Comunista da China altera seu estatuto e fortalece o poder de Xi|wayb=20230722231416}}</ref> A reeleição de Xi fez dele o primeiro líder do partido desde Mao Zedong a cumprir mais de três mandatos, embora Deng Xiaoping tenha governado o país informalmente por um período mais longo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wingfield-Hayes|primeiro=Rupert|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-63225277|titulo=Xi Jinping's party is just getting started|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=A festa de Xi Jinping está apenas começando|wayb=20260430074711}}</ref> Xi foi ainda reeleito como presidente da RPC e presidente da Comissão Militar Central da RPC em 10 de março de 2023 durante a abertura da 14ª Assembleia Popular Nacional.<ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230310/0fb19441ee4145a588911118edd300a3/c.html|titulo=Xi Jinping unanimously elected Chinese president, PRC CMC chairman|data=10-03-2023|acessodata=10-03-2023|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=Xi Jinping eleito por unanimidade presidente chinês, presidente do PRC CMC|wayb=20260606214528}}</ref> | ||
O novo Comitê Permanente do Politburo eleito logo após o Congresso do PCCh estar quase completamente preenchido com pessoas próximas a Xi, com quatro dos sete membros do CPP anterior, incluindo o primeiro-ministro Li Keqiang e o presidente do CCPPC, [[Wang Yang]], deixando o cargo.<ref>{{Citar web|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3196911/shake-top-chinas-communist-party-xi-jinping-starts-new-term|titulo=Shake-up at the top of China's Communist Party as Xi Jinping starts new term|data=22-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Mudança no topo do Partido Comunista da China com Xi Jinping iniciando novo mandato}}</ref> [[Li Qiang]], um aliado próximo de Xi, tornou-se o segundo membro do CPP e foi promovido a primeiro-ministro em 2023.<ref name="Davidson-2022"/><ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230311/d1ab797dbec745e28f9ee7ba9c2f5c7e/c.html|titulo=Xi signs presidential order to appoint Li Qiang as premier|data=11-03-2023|acessodata=11-03-2023|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=Xi assina ordem presidencial para nomear Li Qiang como primeiro-ministro}}</ref> Outros aliados de Xi, incluindo Cai Qi, Ding Xuexiang e Li Xi também se juntaram ao CPP e se tornaram o primeiro secretário do Secretariado do PCCh, primeiro vice-primeiro-ministro e secretário da Comissão Central de Inspeção Disciplinar, respectivamente.<ref name="Chun-2022">{{Citar web|ultimo=Chun|primeiro=Han Wong|ultimo2=Zhai|primeiro2=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-leaders-xi-jinping-and-his-men-11666538145|titulo=China's Leaders: Xi Jinping and His Men|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Líderes da China: Xi Jinping e seus homens}}</ref> Os únicos membros restantes do CPP anterior, exceto Xi, eram [[Zhao Leji]] e [[Wang Huning]], embora sua classificação e posições tenham mudado,<ref name="Chun-2022" /> e se tornaram o Comitê Permanente do CNP e os presidentes do CCPPC, respectivamente, em 10 de março de 2023.<ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230310/9e6225b04bf847a2a33df1b36dbdd8d0/c.html|titulo=Wang Huning elected chairman of China's top political advisory body|data=10-03-2023|acessodata=10-03-2023|website=Xinhua News Agency|titulotrad=Wang Huning é eleito presidente do principal órgão consultivo político da China}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230310/4efa98a60cf7400c8164e8264a9bdc53/c.html|titulo=Zhao Leji elected chairman of China's 14th National People's Congress Standing Committee|data=10-03-2023|acessodata=10-03-2023|website=Xinhua News Agency|titulotrad=Zhao Leji eleito presidente do Comitê Permanente da 14ª Assembleia Popular Nacional da China}}</ref> A [[Reuters]] observou que a aposentadoria de Wang Yang e Li Keqiang, bem como o rebaixamento do vice-primeiro-ministro [[Hu Chunhua]] do Politburo significou a eliminação de Tuanpai,<ref name=":10"/> enquanto Willy Wo-Lap Lam escreveu que não havia representantes do Tuanpai ou a camarilha de Xangai, levando a um domínio total da própria facção de Xi.<ref>{{Citar web|ultimo=Lam|primeiro=Willy Wo-Lap|autorlink=Willy Wo-Lap Lam|url=https://jamestown.org/program/the-20th-party-congress-xi-jinping-exerts-overwhelming-control-over-personnel-but-offers-no-clues-on-reviving-the-economy/|titulo=The 20th Party Congress: Xi Jinping Exerts Overwhelming Control Over Personnel, but Offers No Clues on Reviving the Economy|data=24-10-2022|acessodata=24-05-2023|website=The Jamestown Foundation|lingua=en-US|titulotrad=20º Congresso do Partido: Xi Jinping exerce controle esmagador sobre o pessoal, mas não oferece pistas sobre como reviver a economia}}</ref> | O novo Comitê Permanente do Politburo eleito logo após o Congresso do PCCh estar quase completamente preenchido com pessoas próximas a Xi, com quatro dos sete membros do CPP anterior, incluindo o primeiro-ministro Li Keqiang e o presidente do CCPPC, [[Wang Yang]], deixando o cargo.<ref>{{Citar web|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3196911/shake-top-chinas-communist-party-xi-jinping-starts-new-term|titulo=Shake-up at the top of China's Communist Party as Xi Jinping starts new term|data=22-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Mudança no topo do Partido Comunista da China com Xi Jinping iniciando novo mandato|wayb=20260706083541}}</ref> [[Li Qiang]], um aliado próximo de Xi, tornou-se o segundo membro do CPP e foi promovido a primeiro-ministro em 2023.<ref name="Davidson-2022"/><ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230311/d1ab797dbec745e28f9ee7ba9c2f5c7e/c.html|titulo=Xi signs presidential order to appoint Li Qiang as premier|data=11-03-2023|acessodata=11-03-2023|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=Xi assina ordem presidencial para nomear Li Qiang como primeiro-ministro|wayb=20250701091903}}</ref> Outros aliados de Xi, incluindo Cai Qi, Ding Xuexiang e Li Xi também se juntaram ao CPP e se tornaram o primeiro secretário do Secretariado do PCCh, primeiro vice-primeiro-ministro e secretário da Comissão Central de Inspeção Disciplinar, respectivamente.<ref name="Chun-2022">{{Citar web|ultimo=Chun|primeiro=Han Wong|ultimo2=Zhai|primeiro2=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-leaders-xi-jinping-and-his-men-11666538145|titulo=China's Leaders: Xi Jinping and His Men|data=23-10-2022|acessodata=23-10-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Líderes da China: Xi Jinping e seus homens|wayb=20251205190303}}</ref> Os únicos membros restantes do CPP anterior, exceto Xi, eram [[Zhao Leji]] e [[Wang Huning]], embora sua classificação e posições tenham mudado,<ref name="Chun-2022" /> e se tornaram o Comitê Permanente do CNP e os presidentes do CCPPC, respectivamente, em 10 de março de 2023.<ref>{{Citar jornal|url=https://english.news.cn/20230310/9e6225b04bf847a2a33df1b36dbdd8d0/c.html|titulo=Wang Huning elected chairman of China's top 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Wo-Lap|autorlink=Willy Wo-Lap Lam|url=https://jamestown.org/program/the-20th-party-congress-xi-jinping-exerts-overwhelming-control-over-personnel-but-offers-no-clues-on-reviving-the-economy/|titulo=The 20th Party Congress: Xi Jinping Exerts Overwhelming Control Over Personnel, but Offers No Clues on Reviving the Economy|data=24-10-2022|acessodata=24-05-2023|website=The Jamestown Foundation|lingua=en-US|titulotrad=20º Congresso do Partido: Xi Jinping exerce controle esmagador sobre o pessoal, mas não oferece pistas sobre como reviver a economia|wayb=20251112034100}}</ref> | ||
=== Culto de personalidade === | === Culto de personalidade === | ||
{{VT|Culto à personalidade de Xi Jinping}} | {{VT|Culto à personalidade de Xi Jinping}} | ||
Xi tem um [[Culto de personalidade|culto à personalidade]] construído em torno de si desde que assumiu o cargo com livros,<ref name="EconomistCultPersonality">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/news/china/21618882-cult-personality-growing-around-chinas-president-what-will-he-do-his-political|titulo=The power of Xi Jinping|data=18-09-2014|acessodata=20-09-2017|website=The Economist|titulotrad=O poder de Xi Jinping|wayb=20171107055514|urlmorta=não|subscrição=sim}}</ref><ref name="ForeignPolicyCultPersonality"/> desenhos animados, canções pop e rotinas de dança honrando seu governo.<ref name="PhilGuard12">{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2015/sep/19/xi-jinping-does-china-truly-love-big-daddy-xi-or-fear-him|titulo=Xi Jinping: Does China truly love 'Big Daddy Xi' – or fear him?|data=19-09-2015|acessodata=31-08-2017|website=The Guardian|titulotrad=Xi Jinping: A China realmente ama o 'Big Daddy Xi' - ou tem medo dele?|issn=0261-3077|wayb=20190427001038|urlmorta=não}}</ref> Após a ascensão de Xi ao [[núcleo de liderança]] do PCC, ele foi referido como ''Xi Dada'' (习大大, Tio ou Papa Xi),<ref name="PhilGuard12" /><ref>{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-politics-xi-idUSKCN12S0AA|titulo=All hail the mighty uncle – Chinese welcome Xi as the 'core'|data=28-10-2016|acessodata=23-06-2018|website=Reuters|titulotrad=Todos saúdam o poderoso tio – os chineses dão as boas-vindas a Xi como o 'núcleo'|wayb=20180624010629|urlmorta=sim}}</ref> embora isso tenha parado em abril de 2016.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2016-04-28/no-more-big-daddy-xi-as-china-s-spin-doctors-revise-playbook|titulo=Xi's Nickname Becomes Out of Bounds for China's Media|data=28-04-2015|acessodata=11-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Apelido de Xi se torna proibido para a mídia chinesa}}</ref> A vila de Liangjiahe, para onde Xi foi enviado para trabalhar, tornou-se um "santuário moderno" decorado com propaganda do PCC e murais exaltando os anos de formação de sua vida.<ref name="Rivers2018">{{Citar jornal|ultimo=Rivers|primeiro=Matt|url=https://edition.cnn.com/2018/03/19/asia/china-xi-jinping-village-intl/index.html|titulo=This entire Chinese village is a shrine to Xi Jinping|data=19-03-2018|acessodata=23-06-2018|website=CNN|titulotrad=Toda esta aldeia chinesa é um santuário para Xi Jinping|wayb=20180624010733|urlmorta=não}}</ref> O [[Politburo do Partido Comunista da China|Politburo do PCC]] nomeou Xi Jinping ''lingxiu'' (领袖), um termo reverente para "líder" e um título anteriormente dado apenas a Mao Zedong e seu sucessor imediato [[Hua Guofeng]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2117421/xi-jinpings-latest-grandiose-title-aims-take|titulo=Why China is reviving Mao's grandiose title for Xi 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web|ultimo=Qian|primeiro=Gang|url=https://chinamediaproject.org/2020/11/02/a-brief-history-of-the-helmsman/|titulo=A Brief History of the Helmsmen|data=02-11-2020|acessodata=16-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US|titulotrad=Uma Breve História dos Timoneiros}}</ref> Em 25 de dezembro de 2019, o Politburo oficialmente nomeou Xi como "Líder do Povo" ({{zh|s=人民领袖|labels=no|p=rénmín lǐngxiù}}), um título que apenas Mao possuía anteriormente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Nakazawa|primeiro=Katsuji|url=https://asia.nikkei.com/Editor-s-Picks/China-up-close/China-crowns-Xi-with-special-title-citing-rare-crisis|titulo=China crowns Xi with special title, citing rare crisis|data=09-01-2020|acessodata=10-01-2020|website=Nikkei Asian Review|titulotrad=China coroa Xi com título especial, citando crise rara}}</ref> | Xi tem um [[Culto de personalidade|culto à personalidade]] construído em torno de si desde que assumiu o cargo com livros,<ref name="EconomistCultPersonality">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/news/china/21618882-cult-personality-growing-around-chinas-president-what-will-he-do-his-political|titulo=The power of Xi Jinping|data=18-09-2014|acessodata=20-09-2017|website=The Economist|titulotrad=O poder de Xi Jinping|wayb=20171107055514|urlmorta=não|subscrição=sim}}</ref><ref name="ForeignPolicyCultPersonality"/> desenhos animados, canções pop e rotinas de dança honrando seu governo.<ref name="PhilGuard12">{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2015/sep/19/xi-jinping-does-china-truly-love-big-daddy-xi-or-fear-him|titulo=Xi Jinping: Does China truly love 'Big Daddy Xi' – or fear him?|data=19-09-2015|acessodata=31-08-2017|website=The Guardian|titulotrad=Xi Jinping: A China realmente ama o 'Big Daddy Xi' - ou tem medo dele?|issn=0261-3077|wayb=20190427001038|urlmorta=não}}</ref> Após a ascensão de Xi ao [[núcleo de liderança]] do PCC, ele foi referido como ''Xi Dada'' (习大大, Tio ou Papa Xi),<ref name="PhilGuard12" /><ref>{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-politics-xi-idUSKCN12S0AA|titulo=All hail the mighty uncle – Chinese welcome Xi as the 'core'|data=28-10-2016|acessodata=23-06-2018|website=Reuters|titulotrad=Todos saúdam o poderoso tio – os chineses dão as boas-vindas a Xi como o 'núcleo'|wayb=20180624010629|urlmorta=sim}}</ref> embora isso tenha parado em abril de 2016.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2016-04-28/no-more-big-daddy-xi-as-china-s-spin-doctors-revise-playbook|titulo=Xi's Nickname Becomes Out of Bounds for China's Media|data=28-04-2015|acessodata=11-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Apelido de Xi se torna proibido para a mídia chinesa|wayb=20260103022725}}</ref> A vila de Liangjiahe, para onde Xi foi enviado para trabalhar, tornou-se um "santuário moderno" decorado com propaganda do PCC e murais exaltando os anos de formação de sua vida.<ref name="Rivers2018">{{Citar jornal|ultimo=Rivers|primeiro=Matt|url=https://edition.cnn.com/2018/03/19/asia/china-xi-jinping-village-intl/index.html|titulo=This entire Chinese village is a shrine to Xi Jinping|data=19-03-2018|acessodata=23-06-2018|website=CNN|titulotrad=Toda esta aldeia chinesa é um santuário para Xi Jinping|wayb=20180624010733|urlmorta=não}}</ref> O [[Politburo do Partido Comunista da China|Politburo do PCC]] nomeou Xi Jinping ''lingxiu'' (领袖), um termo reverente para "líder" e um título anteriormente dado apenas a Mao Zedong e seu sucessor imediato [[Hua Guofeng]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2117421/xi-jinpings-latest-grandiose-title-aims-take|titulo=Why China is reviving Mao's grandiose title for Xi Jinping|data=28-12-2017|acessodata=26-07-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Por que a China está revivendo o título grandioso de Mao para Xi 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=== Economia e tecnologia === | === Economia e tecnologia === | ||
{{VT|Economia da China}} | {{VT|Economia da China}} | ||
Xi foi inicialmente visto como um reformista do mercado,<ref name="Whyte-2021">{{Citar periódico|url=https://doi.org/10.1080/21620555.2020.1833321|título=China's economic development history and Xi Jinping's "China dream:" an overview with personal reflections|data=15-03-2021|periódico=Chinese Sociological Review|número=2|ultimo=Whyte|primeiro=Martin K.|paginas=115–134|titulotrad=A história do desenvolvimento econômico da China e o "sonho da China" de Xi Jinping: uma visão geral com reflexões pessoais|doi=10.1080/21620555.2020.1833321|issn=2162-0555|volume=53}}</ref> e o Terceiro Plenário do 18º Comitê Central sob sua liderança anunciou que as "forças do mercado" começariam a desempenhar um papel "decisivo" na alocação de recursos.<ref name="brook22"/> Isso significava que o estado reduziria gradualmente seu envolvimento na distribuição de capital e reestruturaria as empresas estatais da China para permitir maior concorrência, potencialmente atraindo atores estrangeiros e do setor privado em setores que anteriormente eram altamente regulamentados. Essa política visava abordar o inchado setor estatal que havia lucrado indevidamente com uma rodada anterior de reestruturação ao comprar ativos a preços abaixo do mercado, ativos que não estavam mais sendo usados produtivamente. Xi também lançou a [[Zona de Livre Comércio de Xangai]] em agosto de 2013, que foi vista como parte das reformas econômicas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Denyer|primeiro=Simon|url=https://www.washingtonpost.com/world/creeping-reforms-as-china-gives-shanghai-free-trade-zone-go-ahead/2013/08/25/95f66472-0bf7-11e3-89fe-abb4a5067014_story.html|titulo=Creeping reforms as China gives Shanghai Free Trade Zone go-ahead|data=25-08-2013|acessodata=04-01-2023|website=The Washington Post|titulotrad=Reformas rasteiras enquanto a China dá sinal verde para a Zona Franca de Xangai}}</ref> No entanto, até 2017, a promessa de reformas econômicas de Xi foi paralisada por especialistas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Bradsher|primeiro2=Keith|url=https://www.nytimes.com/2017/03/04/world/asia/china-xi-jinping-economic-reform.html|titulo=Xi Jinping's Failed Promises Dim Hopes for Economic Change in 2nd Term|data=04-03-2017|acessodata=22-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Promessas fracassadas de Xi Jinping diminuem as esperanças de mudança econômica no segundo mandato|issn=0362-4331}}</ref><ref name="Whyte-2021" /> Em 2015, a bolha do mercado de ações chinês estourou, o que levou Xi a usar forças estatais para resolver o problema.{{Sfn|Chun|2023|p=146}} De 2012 a 2022, a participação no valor de mercado das empresas do setor privado nas principais empresas listadas na China aumentou de cerca de 10% para mais de 40%.<ref name=":02">{{Citar jornal|ultimo=Orlik|primeiro=Tom|ultimo2=Hancock|primeiro2=Tom|url=https://www.bloomberg.com/news/features/2023-03-03/xi-s-new-money-men-worry-investors-but-could-push-chinese-economic-reform?srnd=premium&leadSource=uverify%20wall|titulo=What Wall Street Gets Wrong About Xi Jinping's New Money Men|data=03-03-2023|acessodata=04-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=O que Wall Street está errado sobre os novos homens do dinheiro de Xi Jinping}}</ref> Ele também supervisionou o relaxamento das restrições ao [[investimento estrangeiro direto]] (IED) e aumentou as participações transfronteiriças de ações e títulos.<ref name=":02" /> | Xi foi inicialmente visto como um reformista do mercado,<ref name="Whyte-2021">{{Citar periódico|url=https://doi.org/10.1080/21620555.2020.1833321|título=China's economic development history and Xi Jinping's "China dream:" an overview with personal reflections|data=15-03-2021|periódico=Chinese Sociological Review|número=2|ultimo=Whyte|primeiro=Martin K.|paginas=115–134|titulotrad=A história do desenvolvimento econômico da China e o "sonho da China" de Xi Jinping: uma visão geral com reflexões pessoais|doi=10.1080/21620555.2020.1833321|issn=2162-0555|volume=53}}</ref> e o Terceiro Plenário do 18º Comitê Central sob sua liderança anunciou que as "forças do mercado" começariam a desempenhar um papel "decisivo" na alocação de recursos.<ref name="brook22"/> Isso significava que o estado reduziria gradualmente seu envolvimento na distribuição de capital e reestruturaria as empresas estatais da China para permitir maior concorrência, potencialmente atraindo atores estrangeiros e do setor privado em setores que anteriormente eram altamente regulamentados. Essa política visava abordar o inchado setor estatal que havia lucrado indevidamente com uma rodada anterior de reestruturação ao comprar ativos a preços abaixo do mercado, ativos que não estavam mais sendo usados produtivamente. Xi também lançou a [[Zona de Livre Comércio de Xangai]] em agosto de 2013, que foi vista como parte das reformas econômicas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Denyer|primeiro=Simon|url=https://www.washingtonpost.com/world/creeping-reforms-as-china-gives-shanghai-free-trade-zone-go-ahead/2013/08/25/95f66472-0bf7-11e3-89fe-abb4a5067014_story.html|titulo=Creeping reforms as China gives Shanghai Free Trade Zone go-ahead|data=25-08-2013|acessodata=04-01-2023|website=The Washington Post|titulotrad=Reformas rasteiras enquanto a China dá sinal verde para a Zona Franca de Xangai|wayb=20230603015413}}</ref> No entanto, até 2017, a promessa de reformas econômicas de Xi foi paralisada por especialistas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Bradsher|primeiro2=Keith|url=https://www.nytimes.com/2017/03/04/world/asia/china-xi-jinping-economic-reform.html|titulo=Xi Jinping's Failed Promises Dim Hopes for Economic Change in 2nd Term|data=04-03-2017|acessodata=22-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Promessas fracassadas de Xi Jinping diminuem as esperanças de mudança econômica no segundo mandato|issn=0362-4331|wayb=20260216060747}}</ref><ref name="Whyte-2021" /> Em 2015, a bolha do mercado de ações chinês estourou, o que levou Xi a usar forças estatais para resolver o problema.{{Sfn|Chun|2023|p=146}} De 2012 a 2022, a participação no valor de mercado das empresas do setor privado nas principais empresas listadas na China aumentou de cerca de 10% para mais de 40%.<ref name=":02">{{Citar jornal|ultimo=Orlik|primeiro=Tom|ultimo2=Hancock|primeiro2=Tom|url=https://www.bloomberg.com/news/features/2023-03-03/xi-s-new-money-men-worry-investors-but-could-push-chinese-economic-reform?srnd=premium&leadSource=uverify%20wall|titulo=What Wall Street Gets Wrong About Xi Jinping's New Money Men|data=03-03-2023|acessodata=04-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=O que Wall Street está errado sobre os novos homens do dinheiro de Xi Jinping|wayb=20240711081522}}</ref> Ele também supervisionou o relaxamento das restrições ao [[investimento estrangeiro direto]] (IED) e aumentou as participações transfronteiriças de ações e títulos.<ref name=":02" /> | ||
Xi aumentou o controle estatal sobre a economia da China, expressando apoio às empresas estatais,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wang|primeiro=Orange|ultimo2=Leng|primeiro2=Sidney|url=https://www.scmp.com/economy/china-economy/article/2166261/chinese-president-xi-jinpings-show-support-state-owned-firms|titulo=Chinese President Xi Jinping's show of support for state-owned firms 'no surprise', analysts say|data=28-09-2018|acessodata=31-01-2020|website=South China Morning Post|titulotrad=Demonstração de apoio do presidente chinês Xi Jinping às empresas estatais 'não é surpresa', dizem analistas}}</ref><ref name="Whyte-2021"/> ao mesmo tempo, em que apoia o setor privado do país.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/2166108/xi-jinping-reassures-chinas-state-owned-enterprises-and-private|titulo=Xi says it's wrong to 'bad mouth' China's state firms... but country needs private sector as 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está remodelando os mercados de capitais da China|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221237/https://www.ft.com/content/d5b81ea0-5955-414c-b2eb-886dfed4dffe|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> Xi aumentou o papel da Comissão Central de Assuntos Econômicos e Financeiros às custas do [[Conselho de Estado da República Popular da China|Conselho de Estado]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mitchell|primeiro=Tom|url=https://www.ft.com/content/57371736-4b69-11e6-88c5-db83e98a590a|titulo=Xi's China: The rise of party politics|data=25-07-2016|acessodata=31-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=China de Xi: a ascensão da política partidária|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221251/https://www.ft.com/content/57371736-4b69-11e6-88c5-db83e98a590a|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> Sua administração facilitou a emissão de [[Empréstimo hipotecário|hipotecas]] pelos bancos, aumentou a participação estrangeira no mercado de títulos e aumentou o papel global da [[Renminbi|moeda nacional renminbi]], ajudando-a a ingressar na cesta de [[direitos especiais de saque]] [[Fundo Monetário Internacional|do FMI]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bradsher|primeiro=Keith|url=https://www.nytimes.com/2017/03/04/business/china-xi-jinping-economic-reform-scorecard.html|titulo=China and Economic Reform: Xi Jinping's Track Record|data=04-03-2017|acessodata=31-01-2020|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China e a reforma econômica: o histórico de Xi Jinping|issn=0362-4331|wayb=20170305071055|urlmorta=não}}</ref> No 40º aniversário do lançamento das [[Abertura econômica da China|reformas econômicas chinesas]] em 2018, ele prometeu continuar as reformas, mas alertou que ninguém "pode dar ordens ao povo chinês".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wildau|primeiro=Gabriel|url=https://www.ft.com/content/658e78ce-0287-11e9-99df-6183d3002ee1|titulo=Xi says no one can 'dictate to the Chinese people'|data=18-12-2018|acessodata=31-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=Xi diz que ninguém pode 'ditar ao povo chinês'|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221207/https://www.ft.com/content/658e78ce-0287-11e9-99df-6183d3002ee1|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> | Xi aumentou o controle estatal sobre a economia da China, expressando apoio às empresas estatais,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wang|primeiro=Orange|ultimo2=Leng|primeiro2=Sidney|url=https://www.scmp.com/economy/china-economy/article/2166261/chinese-president-xi-jinpings-show-support-state-owned-firms|titulo=Chinese President Xi Jinping's show of support for state-owned firms 'no surprise', analysts say|data=28-09-2018|acessodata=31-01-2020|website=South China Morning Post|titulotrad=Demonstração de apoio do presidente chinês Xi Jinping às empresas estatais 'não é surpresa', dizem analistas|wayb=20260428150605}}</ref><ref name="Whyte-2021"/> ao mesmo tempo, em que apoia o setor privado do país.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/2166108/xi-jinping-reassures-chinas-state-owned-enterprises-and-private|titulo=Xi says it's wrong to 'bad mouth' China's state firms... but country needs private sector as well|data=28-09-2018|acessodata=31-01-2020|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi diz que é errado 'falar mal' das empresas estatais da China... mas o país também precisa do setor privado|wayb=20260607045040}}</ref> O controle do PCC sobre as empresas estatais aumentou sob Xi, enquanto algumas medidas limitadas em direção à liberalização do mercado, como o aumento da propriedade mista de empresas estatais, também foram tomadas.{{Sfn|Pieke|Hofman|2022|p=48}} Sob Xi, "fundos de orientação do governo", fundos de investimento público-privados criados por ou para órgãos governamentais, levantaram mais de US$ 900 bilhões para financiamento inicial a empresas que trabalham em setores que o governo considera estratégicos.<ref name="Lockett-2022">{{Citar jornal|ultimo=Lockett|primeiro=Hudson|url=https://www.ft.com/content/d5b81ea0-5955-414c-b2eb-886dfed4dffe|titulo=How Xi Jinping is reshaping China's capital markets|data=12-06-2022|acessodata=21-11-2022|website=Financial Times|titulotrad=Como Xi Jinping está remodelando os mercados de capitais da China|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221237/https://www.ft.com/content/d5b81ea0-5955-414c-b2eb-886dfed4dffe|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> Xi aumentou o papel da Comissão Central de Assuntos Econômicos e Financeiros às custas do [[Conselho de Estado da República Popular da China|Conselho de Estado]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mitchell|primeiro=Tom|url=https://www.ft.com/content/57371736-4b69-11e6-88c5-db83e98a590a|titulo=Xi's China: The rise of party politics|data=25-07-2016|acessodata=31-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=China de Xi: a ascensão da política partidária|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221251/https://www.ft.com/content/57371736-4b69-11e6-88c5-db83e98a590a|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> Sua administração facilitou a emissão de [[Empréstimo hipotecário|hipotecas]] pelos bancos, aumentou a participação estrangeira no mercado de títulos e aumentou o papel global da [[Renminbi|moeda nacional renminbi]], ajudando-a a ingressar na cesta de [[direitos especiais de saque]] [[Fundo Monetário Internacional|do FMI]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bradsher|primeiro=Keith|url=https://www.nytimes.com/2017/03/04/business/china-xi-jinping-economic-reform-scorecard.html|titulo=China and Economic Reform: Xi Jinping's Track Record|data=04-03-2017|acessodata=31-01-2020|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China e a reforma econômica: o histórico de Xi Jinping|issn=0362-4331|wayb=20170305071055|urlmorta=não}}</ref> No 40º aniversário do lançamento das [[Abertura econômica da China|reformas econômicas chinesas]] em 2018, ele prometeu continuar as reformas, mas alertou que ninguém "pode dar ordens ao povo chinês".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wildau|primeiro=Gabriel|url=https://www.ft.com/content/658e78ce-0287-11e9-99df-6183d3002ee1|titulo=Xi says no one can 'dictate to the Chinese people'|data=18-12-2018|acessodata=31-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=Xi diz que ninguém pode 'ditar ao povo chinês'|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221207/https://www.ft.com/content/658e78ce-0287-11e9-99df-6183d3002ee1|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não}}</ref> | ||
Xi também fez pessoalmente da erradicação da pobreza extrema por meio do "alívio da pobreza direcionado" um objetivo fundamental.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-02-25/china-s-xi-puts-personal-stamp-on-nation-s-fight-against-poverty|titulo=Xi Puts His Personal Stamp on China's Fight Against Poverty|data=25-02-2021|acessodata=14-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Xi coloca sua marca pessoal na luta da China contra a pobreza}}</ref> Em 2021, Xi declarou uma "vitória completa" sobre a pobreza extrema, dizendo que quase 100 milhões de pessoas saíram da pobreza sob seu mandato, embora alguns especialistas tenham dito que o [[Linha de pobreza|limiar de pobreza]] da China era relativamente menor do que o estabelecido pelo [[Banco Mundial]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-56194622|titulo=China's Xi declares victory in ending extreme poverty|data=25-02-2021|acessodata=14-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Xi da China declara vitória no fim da pobreza extrema}}</ref> Em 2020, o primeiro-ministro Li Keqiang, citando o Escritório Nacional de Estatísticas (ENE), disse que a China ainda tinha 600 milhões de pessoas vivendo com menos de 1.000 yuans (US$ 140) por mês, embora um artigo do ''The Economist'' dissesse que a metodologia usada pelo ENE era falha., afirmando que a figura levou a renda combinada, que foi então dividida igualmente.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/finance-and-economics/2020/06/18/chinas-poverty-line-is-not-as-stingy-as-commentators-think|titulo=China's poverty line is not as stingy as commentators think|data=18-06-2020|acessodata=14-08-2022|website=[[The Economist]]|local=Hong Kong|titulotrad=A linha de pobreza da China não é tão mesquinha quanto os comentaristas pensam|issn=0013-0613}}</ref> | Xi também fez pessoalmente da erradicação da pobreza extrema por meio do "alívio da pobreza direcionado" um objetivo fundamental.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-02-25/china-s-xi-puts-personal-stamp-on-nation-s-fight-against-poverty|titulo=Xi Puts His Personal Stamp on China's Fight Against Poverty|data=25-02-2021|acessodata=14-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Xi coloca sua marca pessoal na luta da China contra a pobreza|wayb=20220218100001}}</ref> Em 2021, Xi declarou uma "vitória completa" sobre a pobreza extrema, dizendo que quase 100 milhões de pessoas saíram da pobreza sob seu mandato, embora alguns especialistas tenham dito que o [[Linha de pobreza|limiar de pobreza]] da China era relativamente menor do que o estabelecido pelo [[Banco Mundial]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-56194622|titulo=China's Xi declares victory in ending extreme poverty|data=25-02-2021|acessodata=14-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Xi da China declara vitória no fim da pobreza extrema|wayb=20260625234355}}</ref> Em 2020, o primeiro-ministro Li Keqiang, citando o Escritório Nacional de Estatísticas (ENE), disse que a China ainda tinha 600 milhões de pessoas vivendo com menos de 1.000 yuans (US$ 140) por mês, embora um artigo do ''The Economist'' dissesse que a metodologia usada pelo ENE era falha., afirmando que a figura levou a renda combinada, que foi então dividida igualmente.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/finance-and-economics/2020/06/18/chinas-poverty-line-is-not-as-stingy-as-commentators-think|titulo=China's poverty line is not as stingy as commentators think|data=18-06-2020|acessodata=14-08-2022|website=[[The Economist]]|local=Hong Kong|titulotrad=A linha de pobreza da China não é tão mesquinha quanto os comentaristas pensam|issn=0013-0613|wayb=20260117094706}}</ref> | ||
A economia da China cresceu sob Xi, com o [[Produto interno bruto|PIB]] em termos nominais mais do que dobrando de US$ 8,53 trilhões em 2012 para US$ 17,73 trilhões em 2021,<ref>{{Citar web|url=https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD?locations=CN|titulo=GDP (current US$) – China|acessodata=13-08-2022|website=[[Banco Mundial]]|titulotrad=PIB (US$ corrente) – China}}</ref> enquanto o PIB nominal per capita da China ultrapassou a média mundial em 2021,<ref name=":52">{{Citar web|url=https://www.imf.org/en/Publications/WEO/weo-database/2023/April|titulo=World Economic Outlook Database, April 2023|data=04-2023|acessodata=16-05-2023|website=International Monetary Fund|titulotrad=Banco de dados do World Economic Outlook, abril de 2023}}</ref> embora a taxa de crescimento diminuiu de 7,9% em 2012 para 6% em 2019.<ref>{{Citar web|url=https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=CN|titulo=GDP growth (annual %) – China|acessodata=13-08-2022|website=[[Banco Mundial]]|titulotrad=Crescimento do PIB (%) anual – China}}</ref> Xi enfatizou a importância do "crescimento de alta qualidade" em vez do "crescimento inflado".<ref>{{Citar web|ultimo=Hui|primeiro=Mary|url=https://qz.com/2119395/what-china-means-by-high-quality-economic-growth/|titulo=What China means when it says it wants "high quality" GDP growth|data=16-02-2022|acessodata=13-08-2022|website=Quartz|lingua=en|titulotrad=O que a China quer dizer quando diz que quer um crescimento do PIB de "alta qualidade"}}</ref> Ele também afirmou que a China se concentrará na qualidade do crescimento econômico e que abandonou uma estratégia de crescimento a todo custo, que Xi chama de "heroísmo do PIB".<ref name=":7">{{Citar livro|título=Mao and Markets: The Communist Roots of Chinese Enterprise|ultimo=Marquis|primeiro=Christopher|ultimo2=Qiao|primeiro2=Kunyuan|ano=2022|editora=[[Yale University Press]]|localização=New Haven|isbn=978-0-300-26883-6|oclc=1348572572|autorlink=Christopher Marquis}}</ref> {{Rp|page=22}} Em vez disso, Xi disse que outras questões sociais, como a proteção ambiental, são importantes.<ref name=":7" /> {{Rp|page=22}} Seu governo realizou uma campanha de desalavancagem, buscando desacelerar e cortar o montante insustentável de dívida que a China acumulou durante seu crescimento econômico.<ref>{{Citar web|ultimo=Tran|primeiro=Hung|url=https://www.atlanticcouncil.org/blogs/new-atlanticist/chinas-debt-reduction-campaign-is-making-progress-but-at-a-cost/|titulo=China's debt-reduction campaign is making progress, but at a cost|data=14-03-2023|website=[[Atlantic Council]]|titulotrad=A campanha de redução da dívida da China está progredindo, mas a um custo}}</ref> Embora a relação dívida/PIB total do setor não financeiro da China tenha atingido um recorde de 270,9% em 2020 durante a crise do COVID-19, caiu para cerca de 262,5% em 2021 antes de subir novamente para 273,2% em 2022, principalmente devido a a pressão da política de COVID-zero nas finanças locais.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-02-21/china-likely-to-see-slowdown-in-debt-ratio-as-economy-recovers|titulo=China Likely to See Slowdown in Debt Ratio as Economy Recovers|data=21-02-2023|acessodata=14-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=China provavelmente verá desaceleração no índice de dívida à medida que a economia se recupera}}</ref> | A economia da China cresceu sob Xi, com o [[Produto interno bruto|PIB]] em termos nominais mais do que dobrando de US$ 8,53 trilhões em 2012 para US$ 17,73 trilhões em 2021,<ref>{{Citar web|url=https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD?locations=CN|titulo=GDP (current US$) – China|acessodata=13-08-2022|website=[[Banco Mundial]]|titulotrad=PIB (US$ corrente) – China|wayb=20260821022448}}</ref> enquanto o PIB nominal per capita da China ultrapassou a média mundial em 2021,<ref name=":52">{{Citar web|url=https://www.imf.org/en/Publications/WEO/weo-database/2023/April|titulo=World Economic Outlook Database, April 2023|data=04-2023|acessodata=16-05-2023|website=International Monetary Fund|titulotrad=Banco de dados do World Economic Outlook, abril de 2023|wayb=20260526215010}}</ref> embora a taxa de crescimento diminuiu de 7,9% em 2012 para 6% em 2019.<ref>{{Citar web|url=https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=CN|titulo=GDP growth (annual %) – China|acessodata=13-08-2022|website=[[Banco Mundial]]|titulotrad=Crescimento do PIB (%) anual – China|wayb=20260707011742}}</ref> Xi enfatizou a importância do "crescimento de alta qualidade" em vez do "crescimento inflado".<ref>{{Citar web|ultimo=Hui|primeiro=Mary|url=https://qz.com/2119395/what-china-means-by-high-quality-economic-growth/|titulo=What China means when it says it wants "high quality" GDP growth|data=16-02-2022|acessodata=13-08-2022|website=Quartz|lingua=en|titulotrad=O que a China quer dizer quando diz que quer um crescimento do PIB de "alta qualidade"|wayb=20260429163704}}</ref> Ele também afirmou que a China se concentrará na qualidade do crescimento econômico e que abandonou uma estratégia de crescimento a todo custo, que Xi chama de "heroísmo do PIB".<ref name=":7">{{Citar livro|título=Mao and Markets: The Communist Roots of Chinese Enterprise|ultimo=Marquis|primeiro=Christopher|ultimo2=Qiao|primeiro2=Kunyuan|ano=2022|editora=[[Yale University Press]]|localização=New Haven|isbn=978-0-300-26883-6|oclc=1348572572|autorlink=Christopher Marquis}}</ref> {{Rp|page=22}} Em vez disso, Xi disse que outras questões sociais, como a proteção ambiental, são importantes.<ref name=":7" /> {{Rp|page=22}} Seu governo realizou uma campanha de desalavancagem, buscando desacelerar e cortar o montante insustentável de dívida que a China acumulou durante seu crescimento econômico.<ref>{{Citar web|ultimo=Tran|primeiro=Hung|url=https://www.atlanticcouncil.org/blogs/new-atlanticist/chinas-debt-reduction-campaign-is-making-progress-but-at-a-cost/|titulo=China's debt-reduction 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Xi circulou uma política chamada "circulação dupla", que significa reorientar a economia para o consumo interno, mantendo-se aberta ao comércio e investimento estrangeiros.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-speeds-up-inward-economic-shift-11597224602|titulo=China's Xi Speeds Up Inward Economic Shift|data=12-08-2020|acessodata=13-08-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi da China acelera mudança econômica interna|issn=0099-9660}}</ref> Xi também fez do aumento [[Produtividade|da produtividade]] na economia uma prioridade.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/briefing/2021/08/14/chinas-future-economic-potential-hinges-on-its-productivity|titulo=China's future economic potential hinges on its productivity|data=14-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=O futuro potencial econômico da China depende de sua produtividade|issn=0013-0613}}</ref> Xi tentou reformar o setor imobiliário para combater o aumento acentuado dos preços dos imóveis e reduzir a dependência da economia chinesa do setor imobiliário.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-07-27/china-s-escalating-property-curbs-underline-xi-s-new-priority|titulo=China's Escalating Property Curbs Point to Xi's New Priority|data=27-07-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Restrições imobiliárias crescentes na China indicam a nova prioridade de Xi}}</ref> No 19º Congresso Nacional do PCC, Xi declarou que "as casas são construídas para serem habitadas, não para especulação".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-10-18/xi-renews-call-housing-should-be-for-living-in-not-speculation|titulo=Housing Should Be for Living In, Not for Speculation, Xi Says|data=18-10-2017|acessodata=11-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Habitação deve ser para morar, não para especulação, diz Xi}}</ref> Em 2020, o governo de Xi formulou a política das "[[três linhas vermelhas]]" que visava desalavancar o setor imobiliário altamente endividado.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lin|primeiro=Andy|ultimo2=Hale|primeiro2=Thomas|url=https://www.ft.com/content/d5803d64-5cc5-46f0-bed0-1bc207440f9c|titulo=Half of China's top developers crossed Beijing's 'red lines'|data=08-10-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Metade dos principais desenvolvedores da China cruzaram as 'linhas vermelhas' de Pequim|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221223/https://www.ft.com/content/d5803d64-5cc5-46f0-bed0-1bc207440f9c|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|ultimo3=Hudson|primeiro3=Hudson}}</ref> Xi também apoiou um [[Contribuição predial|imposto sobre a propriedade]], pelo qual enfrentou resistência de membros do PCC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/in-tackling-chinas-real-estate-bubble-xi-jinping-faces-resistance-to-property-tax-plan-11634650751|titulo=In Tackling China's Real-Estate Bubble, Xi Jinping Faces Resistance to Property-Tax Plan|data=19-10-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Ao enfrentar a bolha imobiliária da China, Xi Jinping enfrenta resistência ao plano de imposto sobre a propriedade|issn=0099-9660}}</ref>{{Caixa de citação | Xi circulou uma política chamada "circulação dupla", que significa reorientar a economia para o consumo interno, mantendo-se aberta ao comércio e investimento estrangeiros.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-speeds-up-inward-economic-shift-11597224602|titulo=China's Xi Speeds Up Inward Economic Shift|data=12-08-2020|acessodata=13-08-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi da China acelera mudança econômica interna|issn=0099-9660|wayb=20241212085104}}</ref> Xi também fez do aumento [[Produtividade|da produtividade]] na economia uma prioridade.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/briefing/2021/08/14/chinas-future-economic-potential-hinges-on-its-productivity|titulo=China's future economic potential hinges on its productivity|data=14-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=O futuro potencial econômico da China depende de sua produtividade|issn=0013-0613|wayb=20251006020121}}</ref> Xi tentou reformar o setor imobiliário para combater o aumento acentuado dos preços dos imóveis e reduzir a dependência da economia chinesa do setor imobiliário.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-07-27/china-s-escalating-property-curbs-underline-xi-s-new-priority|titulo=China's Escalating Property Curbs Point to Xi's New Priority|data=27-07-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Restrições imobiliárias crescentes na China indicam a nova prioridade de Xi|wayb=20221128122733}}</ref> No 19º Congresso Nacional do PCC, Xi declarou que "as casas são construídas para serem habitadas, não para especulação".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-10-18/xi-renews-call-housing-should-be-for-living-in-not-speculation|titulo=Housing Should Be for Living In, Not for Speculation, Xi Says|data=18-10-2017|acessodata=11-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Habitação deve ser para morar, não para especulação, diz Xi|wayb=20240112190248}}</ref> Em 2020, o governo de Xi formulou a política das "[[três linhas vermelhas]]" que visava desalavancar o setor imobiliário altamente endividado.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lin|primeiro=Andy|ultimo2=Hale|primeiro2=Thomas|url=https://www.ft.com/content/d5803d64-5cc5-46f0-bed0-1bc207440f9c|titulo=Half of China's top developers crossed Beijing's 'red 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propriedade|issn=0099-9660|wayb=20241219063249}}</ref>{{Caixa de citação | ||
| citação = A prosperidade comum é um requisito essencial do socialismo e uma característica fundamental da modernização ao estilo chinês. A prosperidade comum que buscamos é para todos, riqueza tanto na vida material quanto na espiritual, mas não para uma pequena porção nem para um igualitarismo uniforme. | | citação = A prosperidade comum é um requisito essencial do socialismo e uma característica fundamental da modernização ao estilo chinês. A prosperidade comum que buscamos é para todos, riqueza tanto na vida material quanto na espiritual, mas não para uma pequena porção nem para um igualitarismo uniforme. | ||
| autor = — Xi Jinping durante um discurso em 2021<ref name="Caixin Global-2021" /> | | autor = — Xi Jinping durante um discurso em 2021<ref name="Caixin Global-2021" /> | ||
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}}A administração de Xi promoveu o plano "[[Made in China 2025]]" que visa tornar a China autossuficiente em tecnologias-chave, embora publicamente a China tenha desenfatizado esse plano devido ao início de uma guerra [[Disputa comercial entre China e Estados Unidos em 2018|comercial]] com os EUA. Em 2018, Xi reviveu os apelos à "autossuficiência", especialmente em questões de tecnologia.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Fifield|primeiro=Anna|url=https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/as-china-settles-in-for-trade-war-leader-xi-emphasizesself-reliance/2018/11/01/2961b2b2-d8de-11e8-9559-712cbf726d1c_story.html|titulo=As China settles in for trade war, leader Xi emphasizes 'self reliance'|data=02-11-2018|acessodata=31-01-2020|website=The Washington Post|titulotrad=Enquanto a China se prepara para a guerra comercial, o líder Xi enfatiza a 'autossuficiência'}}</ref> Os gastos domésticos em P&D aumentaram significativamente sob Xi, superando o total da [[União Europeia]] (UE) e atingindo um recorde de $564 bilhões em 2020.<ref name=":8">{{Citar jornal|ultimo=Han|primeiro=Chen|ultimo2=Allen-Ebrahimian|primeiro2=Bethany|url=https://www.axios.com/2022/10/15/china-party-congress-2022-xi-jinping-third-term|titulo=What China looks like after a decade of Xi Jinping's rule|data=2022-10-15|acessodata=2023-04-19|website=Axios|lingua=en|titulotrad=Como será a China após uma década de governo de Xi Jinping}}</ref> Em agosto de 2022, o governo de Xi alocou mais de US$ 100 bilhões para apoiar os esforços da China na independência de semicondutores.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-08-09/china-corruption-probes-stem-from-anger-over-failed-chip-plans|titulo=China Graft Probes Stem From Anger Over Failed Chip Plans|data=09-08-2022|acessodata=13-08-2022|website=Bloomberg News|lingua=en|titulotrad=Sondagens de enxerto na China decorrem da raiva sobre planos de chips fracassados}}</ref> O governo chinês também apoiou empresas de tecnologia como a [[Huawei]] por meio de doações, incentivos fiscais, facilidades de crédito e outras formas de assistência, permitindo sua ascensão, mas também levando a contramedidas dos EUA.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yap|primeiro=Chuin-Wei|url=https://www.wsj.com/articles/state-support-helped-fuel-huaweis-global-rise-11577280736|titulo=State Support Helped Fuel Huawei's Global Rise|data=25-12-2019|acessodata=16-09-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=O apoio do Estado ajudou a alimentar a ascensão global da Huawei|issn=0099-9660}}</ref> Xi também esteve pessoalmente envolvido no desenvolvimento de Xiong' an, uma nova área anunciada em 2017, planejada para se tornar uma grande metrópole perto de Pequim e Tianjin na [[Hebei|província de Hebei]]; estima-se que o aspecto da realocação dure até 2035, enquanto está planejado para se tornar uma "cidade socialista moderna" até 2050.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2023/05/18/xiongan-is-xi-jinpings-pet-project|titulo=Xiongan is Xi Jinping's pet project|data=18-05-2023|acessodata=19-05-2023|website=[[The Economist]]|titulotrad=Xiongan é o projeto favorito de Xi Jinping|issn=0013-0613}}</ref> | }}A administração de Xi promoveu o plano "[[Made in China 2025]]" que visa tornar a China autossuficiente em tecnologias-chave, embora publicamente a China tenha desenfatizado esse plano devido ao início de uma guerra [[Disputa comercial entre China e Estados Unidos em 2018|comercial]] com os EUA. Em 2018, Xi reviveu os apelos à "autossuficiência", especialmente em questões de tecnologia.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Fifield|primeiro=Anna|url=https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/as-china-settles-in-for-trade-war-leader-xi-emphasizesself-reliance/2018/11/01/2961b2b2-d8de-11e8-9559-712cbf726d1c_story.html|titulo=As China settles in for trade war, leader Xi emphasizes 'self reliance'|data=02-11-2018|acessodata=31-01-2020|website=The Washington Post|titulotrad=Enquanto a China se prepara para a guerra comercial, o líder Xi enfatiza a 'autossuficiência'|wayb=20250722195857}}</ref> Os gastos domésticos em P&D aumentaram significativamente sob Xi, superando o total da [[União Europeia]] (UE) e atingindo um recorde de $564 bilhões em 2020.<ref name=":8">{{Citar jornal|ultimo=Han|primeiro=Chen|ultimo2=Allen-Ebrahimian|primeiro2=Bethany|url=https://www.axios.com/2022/10/15/china-party-congress-2022-xi-jinping-third-term|titulo=What China looks like after a decade of Xi Jinping's rule|data=2022-10-15|acessodata=2023-04-19|website=Axios|lingua=en|titulotrad=Como será a China após uma década de governo de Xi Jinping|wayb=20260429051150}}</ref> Em agosto de 2022, o governo de Xi alocou mais de US$ 100 bilhões para apoiar os esforços da China na independência de semicondutores.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-08-09/china-corruption-probes-stem-from-anger-over-failed-chip-plans|titulo=China Graft Probes Stem From Anger Over Failed Chip Plans|data=09-08-2022|acessodata=13-08-2022|website=Bloomberg News|lingua=en|titulotrad=Sondagens de enxerto na China decorrem da raiva sobre planos de chips fracassados|wayb=20260310164956}}</ref> O governo chinês também apoiou empresas de tecnologia como a [[Huawei]] por meio de doações, incentivos fiscais, facilidades de crédito e outras formas de assistência, permitindo sua ascensão, mas também levando a contramedidas dos EUA.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yap|primeiro=Chuin-Wei|url=https://www.wsj.com/articles/state-support-helped-fuel-huaweis-global-rise-11577280736|titulo=State Support Helped Fuel Huawei's Global Rise|data=25-12-2019|acessodata=16-09-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=O apoio do Estado ajudou a alimentar a ascensão global da Huawei|issn=0099-9660|wayb=20260519153816}}</ref> Xi também esteve pessoalmente envolvido no desenvolvimento de Xiong' an, uma nova área anunciada em 2017, planejada para se tornar uma grande metrópole perto de Pequim e Tianjin na [[Hebei|província de Hebei]]; estima-se que o aspecto da realocação dure até 2035, enquanto está planejado para se tornar uma "cidade socialista moderna" até 2050.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2023/05/18/xiongan-is-xi-jinpings-pet-project|titulo=Xiongan is Xi Jinping's pet project|data=18-05-2023|acessodata=19-05-2023|website=[[The Economist]]|titulotrad=Xiongan é o projeto favorito de Xi Jinping|issn=0013-0613|wayb=20251010131022}}</ref> | ||
Em novembro de 2020, o ''[[The Wall Street Journal]]'' informou que Xi ordenou pessoalmente a suspensão da [[oferta pública inicial]] (IPO) do Ant Group, em reação ao seu fundador [[Jack Ma]] criticando a regulamentação governamental em finanças.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Jing Yang and Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/china-president-xi-jinping-halted-jack-ma-ant-ipo-11605203556|titulo=China's President Xi Jinping Personally Scuttled Jack Ma's Ant IPO|data=12-11-2020|acessodata=11-08-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=O presidente da China, Xi Jinping, afundou pessoalmente o IPO da Ant de Jack Ma|issn=0099-9660}}</ref> A administração de Xi também supervisionou uma diminuição nos IPOs offshore de empresas chinesas, com a maioria dos IPOs chineses ocorrendo em Xangai ou Shenzhen {{Desde|2022}}, e tem direcionado cada vez mais o financiamento para IPOs de empresas que atuam em setores que considera estratégicos, incluindo veículos elétricos, biotecnologia, energia renovável, inteligência artificial, semicondutores e outras manufaturas de alta tecnologia.<ref name="Lockett-2022"/> | Em novembro de 2020, o ''[[The Wall Street Journal]]'' informou que Xi ordenou pessoalmente a suspensão da [[oferta pública inicial]] (IPO) do Ant Group, em reação ao seu fundador [[Jack Ma]] criticando a regulamentação governamental em finanças.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Jing Yang and Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/china-president-xi-jinping-halted-jack-ma-ant-ipo-11605203556|titulo=China's President Xi Jinping Personally Scuttled Jack Ma's Ant IPO|data=12-11-2020|acessodata=11-08-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=O presidente da China, Xi Jinping, afundou pessoalmente o IPO da Ant de Jack Ma|issn=0099-9660|wayb=20250502033936}}</ref> A administração de Xi também supervisionou uma diminuição nos IPOs offshore de empresas chinesas, com a maioria dos IPOs chineses ocorrendo em Xangai ou Shenzhen {{Desde|2022}}, e tem direcionado cada vez mais o financiamento para IPOs de empresas que atuam em setores que considera estratégicos, incluindo veículos elétricos, biotecnologia, energia renovável, inteligência artificial, semicondutores e outras manufaturas de alta tecnologia.<ref name="Lockett-2022"/> | ||
Desde 2021, Xi promove o termo "[[Prosperidade Comum|prosperidade comum]]", termo que definiu como "requisito essencial do socialismo", descrito como riqueza para todos e que implica ajustes razoáveis aos rendimentos excedentes.<ref name="Caixin Global-2021">{{Citar web|url=https://www.caixinglobal.com/2021-10-19/full-text-xi-jinpings-speech-on-boosting-common-prosperity-101788302.html|titulo=Full Text: Xi Jinping's Speech on Boosting Common Prosperity – Caixin Global|data=19-10-2021|acessodata=11-08-2022|website=Caixin Global|lingua=en|titulotrad=Texto Completo: Discurso de Xi Jinping sobre Impulsionar a Prosperidade Comum – Caixin Global}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Hass|primeiro=Ryan|url=https://www.brookings.edu/blog/order-from-chaos/2021/09/09/assessing-chinas-common-prosperity-campaign/|titulo=Assessing China's "common prosperity" campaign|data=09-09-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Brookings Institution]]|lingua=en-US|titulotrad=Avaliação da campanha de "prosperidade comum" da China}}</ref> A prosperidade comum tem sido usada como justificativa para repressões e regulamentações em larga escala contra os "excessos" percebidos de vários setores, principalmente as indústrias de tecnologia e tutoria.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shen|primeiro=Samuel|ultimo2=Ranganathan|primeiro2=Vidya|url=https://www.reuters.com/technology/china-stock-pickers-reshape-portfolios-xis-common-prosperity-2021-11-02/|titulo=China stock pickers reshape portfolios on Xi's 'common prosperity'|data=03-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=Selecionadores de ações da China reformulam carteiras com base na 'prosperidade comum' de Xi}}</ref> Os exemplos de ações tomadas contra empresas de tecnologia incluem multar grandes empresas de tecnologia e aprovar leis como a Lei de Segurança de Dados.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Moore|primeiro=Elena|url=https://www.npr.org/2021/04/10/986112628/china-fines-alibaba-2-8-billion-for-breaking-anti-monopoly-law|titulo=China Fines Alibaba $2.8 Billion For Breaking Anti-Monopoly Law|data=10-04-2021|acessodata=16-09-2021|publicado=[[NPR]]|lingua=en|titulotrad=China multa Alibaba em US$ 2,8 bilhões por violar lei antimonopólio}}</ref> A China também proibiu as empresas de aulas particulares de obter lucros e ensinar programas escolares durante os fins de semana e feriados, destruindo efetivamente toda a indústria.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-08-12/china-s-education-crackdown-pushes-costly-tutors-underground|titulo=China's Education Crackdown Pushes Costly Tutors Underground|data=12-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Repressão educacional na China empurra professores caros para a clandestinidade}}</ref> Xi também abriu uma nova bolsa de valores em Pequim voltada para pequenas e médias empresas (PMEs), que foi outra parte de sua campanha de prosperidade geral.<ref>{{Citar jornal|ultimo=|url=https://www.reuters.com/world/china/trading-kicks-off-beijing-stock-exchange-10-stocks-surge-2021-11-15/|titulo=Trading kicks off on Beijing Stock Exchange, 10 stocks surge|data=15-11-2021|acessodata=22-08-2022|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=Negociação começa na Bolsa de Valores de Pequim, 10 ações sobem}}</ref> Também houve outras numerosas regulamentações culturais, como limitar o uso de videogames por menores a 90 minutos durante a semana e 3 horas durante os fins de semana,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2021/08/30/business/media/china-online-games.html|titulo=China Tightens Limits for Young Online Gamers and Bans School Night Play|data=30-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=China aperta limites para jovens jogadores online e proíbe brincadeiras noturnas em escolas|issn=0362-4331}}</ref> banimento total da [[criptomoeda]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wallace|primeiro=Elaine Yu and Joe|url=https://www.wsj.com/articles/china-declares-bitcoin-and-other-cryptocurrency-transactions-illegal-11632479288|titulo=China Declares Cryptocurrency Transactions Illegal; Bitcoin Price Falls|data=24-09-2021|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=China Declara Transações de Criptomoedas Ilegais; Preço do Bitcoin cai|issn=0099-9660}}</ref> reprimir a adoração de ídolos, [[fandom]] e cultura de celebridades e reprimir os "[[Sissy (termo)|maricas]]".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Stevenson|primeiro=Alexandra|ultimo2=Chien|primeiro2=Amy Chang|url=https://www.nytimes.com/2021/08/27/business/media/china-celebrity-culture.html|titulo=China's Celebrity Culture Is Raucous. The Authorities Want to Change That|data=27-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=A cultura de celebridades da China é estridente. As autoridades querem mudar isso.|issn=0362-4331|ultimo3=Li|primeiro3=Cao}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=McDonald|primeiro=Joe|url=https://www.latimes.com/world-nation/story/2021-09-02/china-bans-sissy-men-tv-new-crackdown-culture|titulo=China bans 'sissy men' from TV in new cultural crackdown|data=02-09-2021|acessodata=17-09-2022|website=[[Los Angeles Times]]|lingua=en-US|titulotrad=China proíbe 'maricas' da TV em nova repressão cultural}}</ref> ''O Wall Street Journal'' também informou em outubro de 2021 que Xi havia lançado uma rodada de inspeções nas instituições financeiras do país, incluindo bancos estatais, fundos de investimento e reguladores financeiros, para verificar se seus laços com empresas privadas haviam se tornado muito próximos, com investigações conduzidas pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-scrutinizes-chinese-financial-institutions-ties-with-private-firms-11633972484|titulo=Xi Jinping Scrutinizes Chinese Financial Institutions' Ties With Private Firms|data=11-10-2021|acessodata=04-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Xi Jinping examina os laços das instituições financeiras chinesas com empresas privadas}}</ref> | Desde 2021, Xi promove o termo "[[Prosperidade Comum|prosperidade comum]]", termo que definiu como "requisito essencial do socialismo", descrito como riqueza para todos e que implica ajustes razoáveis aos rendimentos excedentes.<ref name="Caixin Global-2021">{{Citar web|url=https://www.caixinglobal.com/2021-10-19/full-text-xi-jinpings-speech-on-boosting-common-prosperity-101788302.html|titulo=Full Text: Xi Jinping's Speech on Boosting Common Prosperity – Caixin Global|data=19-10-2021|acessodata=11-08-2022|website=Caixin Global|lingua=en|titulotrad=Texto Completo: Discurso de Xi Jinping sobre Impulsionar a Prosperidade Comum – Caixin Global|wayb=20260606214529}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Hass|primeiro=Ryan|url=https://www.brookings.edu/blog/order-from-chaos/2021/09/09/assessing-chinas-common-prosperity-campaign/|titulo=Assessing China's "common prosperity" campaign|data=09-09-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Brookings Institution]]|lingua=en-US|titulotrad=Avaliação da campanha de "prosperidade comum" da China|wayb=20230604164559}}</ref> A prosperidade comum tem sido usada como justificativa para repressões e regulamentações em larga escala contra os "excessos" percebidos de vários setores, principalmente as indústrias de tecnologia e tutoria.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shen|primeiro=Samuel|ultimo2=Ranganathan|primeiro2=Vidya|url=https://www.reuters.com/technology/china-stock-pickers-reshape-portfolios-xis-common-prosperity-2021-11-02/|titulo=China stock pickers reshape portfolios on Xi's 'common prosperity'|data=03-11-2021|acessodata=11-08-2022|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=Selecionadores de ações da China reformulam carteiras com base na 'prosperidade comum' de Xi|wayb=20231107174929}}</ref> Os exemplos de ações tomadas contra empresas de tecnologia incluem multar grandes empresas de tecnologia e aprovar leis como a Lei de Segurança de Dados.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Moore|primeiro=Elena|url=https://www.npr.org/2021/04/10/986112628/china-fines-alibaba-2-8-billion-for-breaking-anti-monopoly-law|titulo=China Fines Alibaba $2.8 Billion For Breaking Anti-Monopoly Law|data=10-04-2021|acessodata=16-09-2021|publicado=[[NPR]]|lingua=en|titulotrad=China multa Alibaba em US$ 2,8 bilhões por violar lei antimonopólio|wayb=20260322041948}}</ref> A China também proibiu as empresas de aulas particulares de obter lucros e ensinar programas escolares durante os fins de semana e feriados, destruindo efetivamente toda a indústria.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2021-08-12/china-s-education-crackdown-pushes-costly-tutors-underground|titulo=China's Education Crackdown Pushes Costly Tutors Underground|data=12-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[Bloomberg News]]|lingua=en|titulotrad=Repressão educacional na China empurra professores caros para a clandestinidade|wayb=20240725233502}}</ref> Xi também abriu uma nova bolsa de valores em Pequim voltada para pequenas e médias empresas (PMEs), que foi outra parte de sua campanha de prosperidade geral.<ref>{{Citar jornal|ultimo=|url=https://www.reuters.com/world/china/trading-kicks-off-beijing-stock-exchange-10-stocks-surge-2021-11-15/|titulo=Trading kicks off on Beijing Stock Exchange, 10 stocks surge|data=15-11-2021|acessodata=22-08-2022|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=Negociação começa na Bolsa de Valores de Pequim, 10 ações sobem|wayb=20231104220542}}</ref> Também houve outras numerosas regulamentações culturais, como limitar o uso de videogames por menores a 90 minutos durante a semana e 3 horas durante os fins de semana,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2021/08/30/business/media/china-online-games.html|titulo=China Tightens Limits for Young Online Gamers and Bans School Night Play|data=30-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=China aperta limites para jovens jogadores online e proíbe brincadeiras noturnas em escolas|issn=0362-4331|wayb=20251019200817}}</ref> banimento total da [[criptomoeda]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wallace|primeiro=Elaine Yu and Joe|url=https://www.wsj.com/articles/china-declares-bitcoin-and-other-cryptocurrency-transactions-illegal-11632479288|titulo=China Declares Cryptocurrency Transactions Illegal; Bitcoin Price Falls|data=24-09-2021|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=China Declara Transações de Criptomoedas Ilegais; Preço do Bitcoin 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The Authorities Want to Change That|data=27-08-2021|acessodata=13-08-2022|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=A cultura de celebridades da China é estridente. As autoridades querem mudar isso.|issn=0362-4331|ultimo3=Li|primeiro3=Cao|wayb=20251010130652}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=McDonald|primeiro=Joe|url=https://www.latimes.com/world-nation/story/2021-09-02/china-bans-sissy-men-tv-new-crackdown-culture|titulo=China bans 'sissy men' from TV in new cultural crackdown|data=02-09-2021|acessodata=17-09-2022|website=[[Los Angeles Times]]|lingua=en-US|titulotrad=China proíbe 'maricas' da TV em nova repressão cultural|wayb=20260414052428}}</ref> ''O Wall Street Journal'' também informou em outubro de 2021 que Xi havia lançado uma rodada de inspeções nas instituições financeiras do país, incluindo bancos estatais, fundos de investimento e reguladores financeiros, para verificar se seus laços com empresas privadas haviam se tornado muito próximos, com investigações conduzidas pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-scrutinizes-chinese-financial-institutions-ties-with-private-firms-11633972484|titulo=Xi Jinping Scrutinizes Chinese Financial Institutions' Ties With Private Firms|data=11-10-2021|acessodata=04-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Xi Jinping examina os laços das instituições financeiras chinesas com empresas privadas|wayb=20240828193600}}</ref> | ||
=== Reformas === | === Reformas === | ||
Em novembro de 2013, na conclusão do Terceiro Plenário do 18º Comitê Central, o Partido Comunista apresentou uma agenda de reformas de longo alcance que aludia a mudanças na política econômica e social. Xi sinalizou no plenário que estava consolidando o controle da enorme organização de segurança interna que anteriormente era domínio de [[Zhou Yongkang]].<ref name="brook22">{{Citar jornal|ultimo=Kroeber|primeiro=Arthur R.|url=http://www.brookings.edu/research/opinions/2013/11/17-xi-jinping-economic-agenda-kroeber|titulo=Xi Jinping's Ambitious Agenda for Economic Reform in China|data=17-11-2013|acessodata=21-07-2014|website=Brookings Institution|titulotrad=Agenda ambiciosa de Xi Jinping para reforma econômica na China|wayb=20140727211348|urlmorta=sim}}</ref> Uma nova Comissão de Segurança Nacional foi formada com Xi no comando. A Comissão Central de Aprofundamento Abrangente das Reformas — outro órgão ''[[ad hoc]]'' de coordenação de políticas lideradas por Xi promovido a uma comissão em 2018 — também foi formado para supervisionar a implementação da agenda de reformas.<ref>{{Citar web|ultimo=Jun|primeiro=Mai|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2138291/china-unveils-bold-overhaul-tighten-communist-party|titulo=China unveils bold overhaul to tighten Communist Party control|data=21-03-2018|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=China revela reforma ousada para aumentar o controle do Partido Comunista}}</ref> Denominadas "Reformas de Aprofundamento Abrangente" ou {{Lit|Aprofundar de forma abrangente a reforma}} ({{zh|labels=no|s=全面深化改革|p=quánmiàn shēnhuà gǎigé}}), elas foram consideradas as mais significativas desde a turnê sulista de Deng Xiaoping em 1992. O plenário também anunciou reformas econômicas e resolveu abolir o sistema ''[[laogai]]'' de "[[reeducação pelo trabalho]]", que foi amplamente visto como uma mancha no histórico de [[Direitos humanos na China|direitos humanos da China]]. O sistema enfrentou críticas significativas por anos de críticos domésticos e observadores estrangeiros.<ref name="brook22" /> Em janeiro de 2016, a [[política de dois filhos]] substituiu a [[política do filho único]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sridahan|primeiro=Vasudevan|url=http://www.ibtimes.co.uk/china-formally-abolishes-decades-old-one-child-policy-1535006|titulo=China formally abolishes decades-old one-child policy|data=27-12-2015|acessodata=07-09-2019|website=[[International Business Times]]|titulotrad=China aboliu formalmente a política do filho único de décadas|wayb=20190828224908|urlmorta=não}}</ref> que por sua vez foi substituída por uma [[política de três filhos]] em maio de 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wee|primeiro=Sui-Lee|url=https://www.nytimes.com/2021/05/31/world/asia/china-three-child-policy.html|titulo=China Says It Will Allow Couples to Have 3 Children, Up From 2|data=31-05-2021|acessodata=11-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China diz que permitirá que casais tenham 3 filhos, ante 2|issn=0362-4331}}</ref> Em julho de 2021, todos os limites de tamanho da família, bem como as penalidades por excedê-los, foram removidos.<ref>{{Citar web|ultimo=Cheng|primeiro=Evelyn|url=https://www.cnbc.com/2021/07/21/china-scraps-fines-for-families-violating-childbirth-limits.html|titulo=China scraps fines, will let families have as many children as they'd like|data=21-07-2021|acessodata=29-04-2022|website=[[CNBC]]|lingua=en|titulotrad=China descarta multas e permitirá que as famílias tenham quantos filhos quiserem}}</ref> | Em novembro de 2013, na conclusão do Terceiro Plenário do 18º Comitê Central, o Partido Comunista apresentou uma agenda de reformas de longo alcance que aludia a mudanças na política econômica e social. Xi sinalizou no plenário que estava consolidando o controle da enorme organização de segurança interna que anteriormente era domínio de [[Zhou Yongkang]].<ref name="brook22">{{Citar jornal|ultimo=Kroeber|primeiro=Arthur R.|url=http://www.brookings.edu/research/opinions/2013/11/17-xi-jinping-economic-agenda-kroeber|titulo=Xi Jinping's Ambitious Agenda for Economic Reform in China|data=17-11-2013|acessodata=21-07-2014|website=Brookings Institution|titulotrad=Agenda ambiciosa de Xi Jinping para reforma econômica na China|wayb=20140727211348|urlmorta=sim}}</ref> Uma nova Comissão de Segurança Nacional foi formada com Xi no comando. A Comissão Central de Aprofundamento Abrangente das Reformas — outro órgão ''[[ad hoc]]'' de coordenação de políticas lideradas por Xi promovido a uma comissão em 2018 — também foi formado para supervisionar a implementação da agenda de reformas.<ref>{{Citar web|ultimo=Jun|primeiro=Mai|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2138291/china-unveils-bold-overhaul-tighten-communist-party|titulo=China unveils bold overhaul to tighten Communist Party control|data=21-03-2018|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=China revela reforma ousada para aumentar o controle do Partido Comunista|wayb=20260427025347}}</ref> Denominadas "Reformas de Aprofundamento Abrangente" ou {{Lit|Aprofundar de forma abrangente a reforma}} ({{zh|labels=no|s=全面深化改革|p=quánmiàn shēnhuà gǎigé}}), elas foram consideradas as mais significativas desde a turnê sulista de Deng Xiaoping em 1992. O plenário também anunciou reformas econômicas e resolveu abolir o sistema ''[[laogai]]'' de "[[reeducação pelo trabalho]]", que foi amplamente visto como uma mancha no histórico de [[Direitos humanos na China|direitos humanos da China]]. O sistema enfrentou críticas significativas por anos de críticos domésticos e observadores estrangeiros.<ref name="brook22" /> Em janeiro de 2016, a [[política de dois filhos]] substituiu a [[política do filho único]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sridahan|primeiro=Vasudevan|url=http://www.ibtimes.co.uk/china-formally-abolishes-decades-old-one-child-policy-1535006|titulo=China formally abolishes decades-old one-child policy|data=27-12-2015|acessodata=07-09-2019|website=[[International Business Times]]|titulotrad=China aboliu formalmente a política do filho único de décadas|wayb=20190828224908|urlmorta=não}}</ref> que por sua vez foi substituída por uma [[política de três filhos]] em maio de 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wee|primeiro=Sui-Lee|url=https://www.nytimes.com/2021/05/31/world/asia/china-three-child-policy.html|titulo=China Says It Will Allow Couples to Have 3 Children, Up From 2|data=31-05-2021|acessodata=11-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China diz que permitirá que casais tenham 3 filhos, ante 2|issn=0362-4331|wayb=20260214105113}}</ref> Em julho de 2021, todos os limites de tamanho da família, bem como as penalidades por excedê-los, foram removidos.<ref>{{Citar web|ultimo=Cheng|primeiro=Evelyn|url=https://www.cnbc.com/2021/07/21/china-scraps-fines-for-families-violating-childbirth-limits.html|titulo=China scraps fines, will let families have as many children as they'd like|data=21-07-2021|acessodata=29-04-2022|website=[[CNBC]]|lingua=en|titulotrad=China descarta multas e permitirá que as famílias tenham quantos filhos quiserem|wayb=20260418231015}}</ref> Desde que abandonou as restrições de controle populacional, a China tem adotado políticas [[natalista]]s na tentativa de aumentar a taxa de natalidade.<ref>{{Citar web |último=Minzner |primeiro=Carl |data=31/03/2025 |título=Beijing's Pro-Natalist Push Continues to Strengthen |url=https://www.cfr.org/blog/beijings-pro-natalist-push-continues-strengthen |site=Council on Foreign Relations|wayb=20260116124629 }}</ref> | ||
=== Reformas politicas === | === Reformas politicas === | ||
A administração de Xi fez uma série de mudanças na estrutura do PCC e dos órgãos estatais, especialmente em uma grande reforma em 2018. Em março de 2014, o Comitê Central do PCC fundiu o Escritório de Propaganda Externa (EPE), externamente conhecido como [[Gabinete de Informação do Conselho de Estado]] (GICE), ao [[Departamento de Publicidade do Partido Comunista Chinês|Departamento Central de Propaganda]] do PCC. O GICE agora é usado pelo Departamento Central de Propaganda como um nome externo sob um arranjo chamado "[[Uma instituição com dois nomes]]".<ref name="Lulu-2021">{{Citar web|ultimo=Lulu|primeiro=Jichang|ultimo2=Jirouš|primeiro2=Filip|url=https://sinopsis.cz/wp-content/uploads/2021/01/scio.pdf|titulo=Xi's centralisation of external propaganda: SCIO and the Central Propaganda Department|data=25-01-2021|acessodata=20-11-2021|website=Sinopsis|lingua=en-US|titulotrad=A centralização da propaganda externa por Xi: SCIO e o Departamento Central de Propaganda|wayb=20220203220603|urlmorta=não|ultimo3=Lee|primeiro3=Rachel}}</ref> No início daquele ano, fevereiro supervisionou a criação do [[Comissão Central de Assuntos Ciberespaciais|Grupo Principal Central de Segurança Cibernética e Informatização]]. O Escritório Estadual de Informações da Internet (EEII), anteriormente subordinado à EPE e o [[Gabinete de Informação do Conselho de Estado|EICE]], foi transferido para o grupo líder central em português chamado de [[Administração do Ciberespaço da China]].<ref>{{Citar web|ultimo=Attrill|primeiro=Nathan|ultimo2=Fritz|primeiro2=Audrey|url=https://ad-aspi.s3.ap-southeast-2.amazonaws.com/2021-11/Chinas%20cyber%20vision.pdf?VersionId=M0ePH4Ij3w7WRJrLlhyxVvt269MWSYOs|titulo=China's cyber vision: How the Cyberspace Administration of China is building a new consensus on global internet governance|data=24-11-2021|acessodata=29-12-2022|website=[[Australian Strategic Policy Institute]]|titulotrad=A visão cibernética da China: como a administração do ciberespaço da China está construindo um novo consenso sobre a governança global da Internet}}</ref> No âmbito da gestão do sistema financeiro, foi instituído em 2017 o [[Comitê de Estabilidade e Desenvolvimento Financeiro]], órgão do Conselho de Estado. Presidido pelo vice-primeiro-ministro [[Liu He]] durante sua existência, o comitê foi desinstalado pela recém-criada Comissão Financeira Central durante as reformas do partido e do estado em 2023.<ref name=":3">{{Citar jornal|ultimo=Chen|primeiro=Laurie|ultimo2=Tang|primeiro2=Ziyi|url=https://www.reuters.com/world/china/china-create-powerful-financial-watchdog-run-by-communist-party-2023-03-16/|titulo=China to create powerful financial watchdog run by Communist Party|data=16-03-2023|acessodata=17-03-2023|website=Reuters|titulotrad=China criará poderoso cão de guarda financeiro dirigido pelo Partido Comunista}}</ref> | A administração de Xi fez uma série de mudanças na estrutura do PCC e dos órgãos estatais, especialmente em uma grande reforma em 2018. Em março de 2014, o Comitê Central do PCC fundiu o Escritório de Propaganda Externa (EPE), externamente conhecido como [[Gabinete de Informação do Conselho de Estado]] (GICE), ao [[Departamento de Publicidade do Partido Comunista Chinês|Departamento Central de Propaganda]] do PCC. O GICE agora é usado pelo Departamento Central de Propaganda como um nome externo sob um arranjo chamado "[[Uma instituição com dois nomes]]".<ref name="Lulu-2021">{{Citar web|ultimo=Lulu|primeiro=Jichang|ultimo2=Jirouš|primeiro2=Filip|url=https://sinopsis.cz/wp-content/uploads/2021/01/scio.pdf|titulo=Xi's centralisation of external propaganda: SCIO and the Central Propaganda Department|data=25-01-2021|acessodata=20-11-2021|website=Sinopsis|lingua=en-US|titulotrad=A centralização da propaganda externa por Xi: SCIO e o Departamento Central de Propaganda|wayb=20220203220603|urlmorta=não|ultimo3=Lee|primeiro3=Rachel}}</ref> No início daquele ano, fevereiro supervisionou a criação do [[Comissão Central de Assuntos Ciberespaciais|Grupo Principal Central de Segurança Cibernética e Informatização]]. O Escritório Estadual de Informações da Internet (EEII), anteriormente subordinado à EPE e o [[Gabinete de Informação do Conselho de Estado|EICE]], foi transferido para o grupo líder central em português chamado de [[Administração do Ciberespaço da China]].<ref>{{Citar web|ultimo=Attrill|primeiro=Nathan|ultimo2=Fritz|primeiro2=Audrey|url=https://ad-aspi.s3.ap-southeast-2.amazonaws.com/2021-11/Chinas%20cyber%20vision.pdf?VersionId=M0ePH4Ij3w7WRJrLlhyxVvt269MWSYOs|titulo=China's cyber vision: How the Cyberspace Administration of China is building a new consensus on global internet governance|data=24-11-2021|acessodata=29-12-2022|website=[[Australian Strategic Policy Institute]]|titulotrad=A visão cibernética da China: como a administração do ciberespaço da China está construindo um novo consenso sobre a governança global da Internet|wayb=20260710104915}}</ref> No âmbito da gestão do sistema financeiro, foi instituído em 2017 o [[Comitê de Estabilidade e Desenvolvimento Financeiro]], órgão do Conselho de Estado. Presidido pelo vice-primeiro-ministro [[Liu He]] durante sua existência, o comitê foi desinstalado pela recém-criada Comissão Financeira Central durante as reformas do partido e do estado em 2023.<ref name=":3">{{Citar jornal|ultimo=Chen|primeiro=Laurie|ultimo2=Tang|primeiro2=Ziyi|url=https://www.reuters.com/world/china/china-create-powerful-financial-watchdog-run-by-communist-party-2023-03-16/|titulo=China to create powerful financial watchdog run by Communist Party|data=16-03-2023|acessodata=17-03-2023|website=Reuters|titulotrad=China criará poderoso cão de guarda financeiro dirigido pelo Partido Comunista|wayb=20231108130353}}</ref> | ||
No ano de 2018 visualizou-se reformas maiores na burocracia. Naquele ano, vários grupos líderes centrais, incluindo [[Comissão Central de Aprofundamento Abrangente das Reformas|reforma]], assuntos do ciberespaço, [[Comissão Central de Assuntos Financeiros e Econômicos|finanças e economia]] e [[Comissão Central de Relações Exteriores|relações exteriores]] foram promovidos a comissões.<ref>{{Citar jornal|url=http://en.people.cn/n3/2018/0322/c90000-9440252.html|titulo=CPC releases plan on deepening reform of Party and state institutions|data=22-03-2018|acessodata=29-12-2022|website=[[People's Daily]]|titulotrad=CPC divulga plano para aprofundar reforma das instituições do Partido e do Estado}}</ref><ref name="Buckley-2018">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2018/03/21/world/asia/china-communist-party-xi-jinping.html|titulo=China Gives Communist Party More Control Over Policy and Media|data=21-03-2018|acessodata=29-12-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China dá ao Partido Comunista mais controle sobre política e mídia|issn=0362-4331}}</ref> Na área de mídia, a Administração Estatal de Imprensa, Publicação, Rádio, Cinema e Televisão (AEIPRCT) foi renomeada para [[Administração Nacional de Rádio e Televisão]] (ANR), com seus filmes, mídia noticiosa e publicações sendo transferidos para o Departamento Central de Propaganda.<ref name="Buckley-2018" /> Além disso, o controle da China Central Television (CCTV, incluindo sua edição internacional, [[China Global Television Network|China Global Television]]), [[Rádio Nacional da China|China National Radio]] (CNR) e [[Rádio Internacional da China|China Radio International]] (CRI) foram transferidos para o recém-criado [[Grupo de Mídias da China|China Media Group]] (CMG) sob o controle de Departamento Central de Propaganda.<ref name="Buckley-2018" /><ref>{{Citar jornal|url=http://politics.people.com.cn/GB/n1/2018/0322/c1001-29883390.html|titulo=三台合一,发出更强"中国之声"|data=22-03-2018|acessodata=29-12-2022|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Merge of Three Stations into One, Sending Out a Stronger "Voice of China"}}</ref> Dois departamentos do Conselho de Estado, uma lidando com [[Gabinete de Assuntos Chineses no Exterior|chineses no exterior]] e outra lidando com [[Administração Estatal para Assuntos Religiosos|assuntos religiosos]] foram incorporadas ao [[Departamento de Trabalho da Frente Unida]], enquanto outra comissão lidando com [[Comissão Nacional de Assuntos Étnicos|assuntos étnicos]] foi colocada sob a liderança formal da DTFU.<ref name="Buckley-2018" /> | No ano de 2018 visualizou-se reformas maiores na burocracia. Naquele ano, vários grupos líderes centrais, incluindo [[Comissão Central de Aprofundamento Abrangente das Reformas|reforma]], assuntos do ciberespaço, [[Comissão Central de Assuntos Financeiros e Econômicos|finanças e economia]] e [[Comissão Central de Relações Exteriores|relações exteriores]] foram promovidos a comissões.<ref>{{Citar jornal|url=http://en.people.cn/n3/2018/0322/c90000-9440252.html|titulo=CPC releases plan on deepening reform of Party and state institutions|data=22-03-2018|acessodata=29-12-2022|website=[[People's Daily]]|titulotrad=CPC divulga plano para aprofundar reforma das instituições do Partido e do Estado|wayb=20260430170349}}</ref><ref name="Buckley-2018">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2018/03/21/world/asia/china-communist-party-xi-jinping.html|titulo=China Gives Communist Party More Control Over Policy and Media|data=21-03-2018|acessodata=29-12-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China dá ao Partido Comunista mais controle sobre política e mídia|issn=0362-4331|wayb=20251010130921}}</ref> Na área de mídia, a Administração Estatal de Imprensa, Publicação, Rádio, Cinema e Televisão (AEIPRCT) foi renomeada para [[Administração Nacional de Rádio e Televisão]] (ANR), com seus filmes, mídia noticiosa e publicações sendo transferidos para o Departamento Central de Propaganda.<ref name="Buckley-2018" /> Além disso, o controle da China Central Television (CCTV, incluindo sua edição internacional, [[China Global Television Network|China Global Television]]), [[Rádio Nacional da China|China National Radio]] (CNR) e [[Rádio Internacional da China|China Radio International]] (CRI) foram transferidos para o recém-criado [[Grupo de Mídias da China|China Media Group]] (CMG) sob o controle de Departamento Central de Propaganda.<ref name="Buckley-2018" /><ref>{{Citar jornal|url=http://politics.people.com.cn/GB/n1/2018/0322/c1001-29883390.html|titulo=三台合一,发出更强"中国之声"|data=22-03-2018|acessodata=29-12-2022|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Merge of Three Stations into One, Sending Out a Stronger "Voice of China"|wayb=20260606214529}}</ref> Dois departamentos do Conselho de Estado, uma lidando com [[Gabinete de Assuntos Chineses no Exterior|chineses no exterior]] e outra lidando com [[Administração Estatal para Assuntos Religiosos|assuntos religiosos]] foram incorporadas ao [[Departamento de Trabalho da Frente Unida]], enquanto outra comissão lidando com [[Comissão Nacional de Assuntos Étnicos|assuntos étnicos]] foi colocada sob a liderança formal da DTFU.<ref name="Buckley-2018" /> | ||
Em 2023, mais reformas no PCC e na burocracia estatal, principalmente o fortalecimento do controle do Partido sobre os domínios financeiro e tecnológico.<ref name=":4">{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Wan|ultimo2=Zhai|primeiro2=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-communist-party-overhaul-deepens-control-over-finance-technology-6acdd43c?mod=world_lead_pos5|titulo=China's Communist Party Overhaul Deepens Control Over Finance, Technology|data=16-03-2023|acessodata=16-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Reforma do Partido Comunista da China aprofunda controle sobre finanças e tecnologia}}</ref> Isso incluiu a criação de dois órgãos do PCC para supervisionar as finanças; a [[Comissão Financeira Central|Comissão Central de Finanças]] (CCF), bem como o renascimento da [[Comissão Central de Trabalho Financeiro]] (CCTF) que havia sido dissolvida em 2002.<ref name=":4" /> O CCF administraria amplamente o sistema financeiro, enquanto a CCTF se concentraria no fortalecimento do papel ideológico e político do PCC no setor.<ref name=":3"/> Além disso, uma nova [[Comissão Central de Ciência e Tecnologia]] do PCC seria estabelecida para supervisionar amplamente o setor de tecnologia, enquanto um recém-criado [[Departamento de Serviço Social]] foi encarregado de interagir com vários setores do PCC, incluindo grupos cívicos, câmaras de comércio e grupos industriais, bem como lidando com petição pública e trabalho de reclamação.<ref name=":4" /> Seria ainda criado um novo Gabinete de Trabalho Central de Hong Kong e Macau, passando a designação externa para o Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado.<ref name=":4" /> | Em 2023, mais reformas no PCC e na burocracia estatal, principalmente o fortalecimento do controle do Partido sobre os domínios financeiro e tecnológico.<ref name=":4">{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Wan|ultimo2=Zhai|primeiro2=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-communist-party-overhaul-deepens-control-over-finance-technology-6acdd43c?mod=world_lead_pos5|titulo=China's Communist Party Overhaul Deepens Control Over Finance, Technology|data=16-03-2023|acessodata=16-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Reforma do Partido Comunista da China aprofunda controle sobre finanças e tecnologia|wayb=20251231174746}}</ref> Isso incluiu a criação de dois órgãos do PCC para supervisionar as finanças; a [[Comissão Financeira Central|Comissão Central de Finanças]] (CCF), bem como o renascimento da [[Comissão Central de Trabalho Financeiro]] (CCTF) que havia sido dissolvida em 2002.<ref name=":4" /> O CCF administraria amplamente o sistema financeiro, enquanto a CCTF se concentraria no fortalecimento do papel ideológico e político do PCC no setor.<ref name=":3"/> Além disso, uma nova [[Comissão Central de Ciência e Tecnologia]] do PCC seria estabelecida para supervisionar amplamente o setor de tecnologia, enquanto um recém-criado [[Departamento de Serviço Social]] foi encarregado de interagir com vários setores do PCC, incluindo grupos cívicos, câmaras de comércio e grupos industriais, bem como lidando com petição pública e trabalho de reclamação.<ref name=":4" /> Seria ainda criado um novo Gabinete de Trabalho Central de Hong Kong e Macau, passando a designação externa para o Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado.<ref name=":4" /> | ||
No Conselho de Estado, a [[Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China]] foi substituída pela [[Administração Nacional de Regulação Financeira|Administração Nacional de Regulamentação Financeira]] (ANRF), que está assumindo uma responsabilidade muito maior sobre a regulamentação financeira, supervisionando efetivamente todas as atividades financeiras, exceto o setor de valores mobiliários, que continuou a ser regulado pela [[Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China]], agora elevada a órgão do governo.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-03-07/china-to-set-up-enlarged-financial-regulatory-authority|titulo=China Overhauls Financial Regulatory Regime to Control Risks|data=07-03-2023|acessodata=17-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=China reformula regime regulatório financeiro para controlar riscos}}</ref> Várias responsabilidades regulatórias também foram transferidas do [[Banco Popular da China]] (PBOC) para o SAFS, enquanto o PBOC também reabrirá escritórios em todo o país que foram fechados em uma reorganização anterior.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bradsher|primeiro=Keith|ultimo2=Che|primeiro2=Chang|url=https://www.nytimes.com/2023/03/09/business/china-peoples-congress-financial-regulation.html|titulo=Why China Is Tightening Its Oversight of Banking and Tech|data=10-03-2023|acessodata=16-03-2023|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Por que a China está apertando sua supervisão de bancos e tecnologia|issn=0362-4331}}</ref> | No Conselho de Estado, a [[Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China]] foi substituída pela [[Administração Nacional de Regulação Financeira|Administração Nacional de Regulamentação Financeira]] (ANRF), que está assumindo uma responsabilidade muito maior sobre a regulamentação financeira, supervisionando efetivamente todas as atividades financeiras, exceto o setor de valores mobiliários, que continuou a ser regulado pela [[Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China]], agora elevada a órgão do governo.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-03-07/china-to-set-up-enlarged-financial-regulatory-authority|titulo=China Overhauls Financial Regulatory Regime to Control Risks|data=07-03-2023|acessodata=17-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=China reformula regime regulatório financeiro para controlar riscos|wayb=20230404200523}}</ref> Várias responsabilidades regulatórias também foram transferidas do [[Banco Popular da China]] (PBOC) para o SAFS, enquanto o PBOC também reabrirá escritórios em todo o país que foram fechados em uma reorganização anterior.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bradsher|primeiro=Keith|ultimo2=Che|primeiro2=Chang|url=https://www.nytimes.com/2023/03/09/business/china-peoples-congress-financial-regulation.html|titulo=Why China Is Tightening Its Oversight of Banking and Tech|data=10-03-2023|acessodata=16-03-2023|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Por que a China está apertando sua supervisão de bancos e tecnologia|issn=0362-4331|wayb=20260116221249}}</ref> | ||
=== Reformas legais === | === Reformas legais === | ||
O partido de Xi anunciou uma série de [[reforma legislativa|reformas legais]] no Quarto Plenário realizado no outono de 2014, ele pediu um "[[Direito chinês|estado de direito socialista chinês]]" imediatamente. O partido visava reformar o sistema jurídico, considerado ineficaz na prestação de justiça e afetado pela corrupção, interferência do governo local e falta de supervisão constitucional. O plenário, embora enfatizando a liderança absoluta do partido, também pediu um maior papel da constituição nos assuntos de estado e um fortalecimento do papel da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional na interpretação da constituição.<ref name="scm32">{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Laura|ultimo2=Huang|primeiro2=Cary|url=http://www.scmp.com/news/china/article/1623286/communist-party-pledges-greater-role-constitution-rights-fourth-plenum|titulo=Communist Party pledges greater role for constitution, rights in fourth plenum|data=24-10-2014|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Partido Comunista promete maior papel para constituição e direitos no quarto plenário|wayb=20181030035405|urlmorta=não}}</ref> Também pediu mais transparência nos procedimentos legais, mais envolvimento dos cidadãos comuns no processo legislativo e uma "profissionalização" geral da força de trabalho legal. O partido também planejou instituir tribunais jurídicos de circuitos jurisdicionais, bem como dar às províncias supervisão administrativa consolidada sobre recursos legais de nível inferior, visando reduzir o envolvimento do governo local em processos judiciais.<ref name="dww2">{{Citar jornal|ultimo=Doyon|primeiro=Jerome|ultimo2=Winckler|primeiro2=Hugo|url=https://jamestown.org/program/the-fourth-plenum-party-officials-and-local-courts/|titulo=The Fourth Plenum, Party Officials and Local Courts|data=20-11-2014|acessodata=07-09-2019|website=Jamestown Foundation|titulotrad=Quarta Plenária, Dirigentes do Partido e Tribunais Locais}}</ref> | O partido de Xi anunciou uma série de [[reforma legislativa|reformas legais]] no Quarto Plenário realizado no outono de 2014, ele pediu um "[[Direito chinês|estado de direito socialista chinês]]" imediatamente. O partido visava reformar o sistema jurídico, considerado ineficaz na prestação de justiça e afetado pela corrupção, interferência do governo local e falta de supervisão constitucional. O plenário, embora enfatizando a liderança absoluta do partido, também pediu um maior papel da constituição nos assuntos de estado e um fortalecimento do papel da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional na interpretação da constituição.<ref name="scm32">{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Laura|ultimo2=Huang|primeiro2=Cary|url=http://www.scmp.com/news/china/article/1623286/communist-party-pledges-greater-role-constitution-rights-fourth-plenum|titulo=Communist Party pledges greater role for constitution, rights in fourth plenum|data=24-10-2014|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Partido Comunista promete maior papel para constituição e direitos no quarto plenário|wayb=20181030035405|urlmorta=não}}</ref> Também pediu mais transparência nos procedimentos legais, mais envolvimento dos cidadãos comuns no processo legislativo e uma "profissionalização" geral da força de trabalho legal. O partido também planejou instituir tribunais jurídicos de circuitos jurisdicionais, bem como dar às províncias supervisão administrativa consolidada sobre recursos legais de nível inferior, visando reduzir o envolvimento do governo local em processos judiciais.<ref name="dww2">{{Citar jornal|ultimo=Doyon|primeiro=Jerome|ultimo2=Winckler|primeiro2=Hugo|url=https://jamestown.org/program/the-fourth-plenum-party-officials-and-local-courts/|titulo=The Fourth Plenum, Party Officials and Local Courts|data=20-11-2014|acessodata=07-09-2019|website=Jamestown Foundation|titulotrad=Quarta Plenária, Dirigentes do Partido e Tribunais Locais|wayb=20251028020208}}</ref> | ||
=== Reformas militares === | === Reformas militares === | ||
{{Caixa de citação | {{Caixa de citação | ||
| citação = Na URSS, onde os militares foram despolitizados, separados do partido e nacionalizados, o partido foi desarmado. Quando a União Soviética chegou ao ponto de crise, uma grande festa acabou assim. Proporcionalmente, o Partido Comunista Soviético tinha mais membros do que nós, mas ninguém era homem o suficiente para se levantar e resistir. | | citação = Na URSS, onde os militares foram despolitizados, separados do partido e nacionalizados, o partido foi desarmado. Quando a União Soviética chegou ao ponto de crise, uma grande festa acabou assim. Proporcionalmente, o Partido Comunista Soviético tinha mais membros do que nós, mas ninguém era homem o suficiente para se levantar e resistir. | ||
| autor = —Xi Jinping durante um discurso<ref name=":12aa">{{citar jornal|último=Grammaticas|primeiro=Damian|data=14-03-2013|título=President Xi Jinping: A man with a dream|língua=en-GB|obra=BBC News|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-21790384|acessodata=31-01-2020}}</ref> | | autor = —Xi Jinping durante um discurso<ref name=":12aa">{{citar jornal|último=Grammaticas|primeiro=Damian|data=14-03-2013|título=President Xi Jinping: A man with a dream|língua=en-GB|obra=BBC News|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-21790384|acessodata=31-01-2020|wayb=20260627055653}}</ref> | ||
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}}Desde que assumiu o poder em 2012, Xi empreendeu severas reformas no [[Exército de Libertação Popular]], incluindo reforma política e sua modernização.<ref name="Lague-2019">{{Citar jornal|ultimo=Lague|primeiro=David|ultimo2=Lim|primeiro2=Benjamin Kang|url=https://www.reuters.com/investigates/special-report/china-army-xi/|titulo=How China is replacing America as Asia's military titan|data=23-04-2019|acessodata=10-01-2020|website=Reuters|titulotrad=Como a China está substituindo a América como titã militar da Ásia}}</ref> [[Fusão militar-civil|A fusão militar-civil]] avançou sob Xi.<ref>{{Citar periódico|título=China's Shift from Civil-Military Integration to Military-Civil Fusion|ano=2021|periódico=Asia Policy|número=1|ultimo=Bitzinger|primeiro=Richard A.|paginas=5–24|lingua=en|titulotrad=A mudança da China da integração civil-militar para a fusão militar-civil|doi=10.1353/asp.2021.0001|issn=1559-2960|volume=28}}</ref><ref name="cnas">{{Citar periódico|url=https://www.cnas.org/publications/reports/myths-and-realities-of-chinas-military-civil-fusion-strategy|título=Myths and Realities of China's Military-Civil Fusion Strategy|data=28-01-2021|acessodata=11-06-2023|periódico=Center for a New American Security|ultimo=B. Kania|primeiro=Elsa|ultimo2=Laskai|primeiro2=Lorand|titulotrad=Mitos e realidades da estratégia de fusão militar-civil da China|jstor=resrep28654}}</ref> Xi tem sido ativo em sua participação em assuntos militares, adotando uma abordagem prática direta para a reforma militar. Além de ser o presidente do CMC e líder do [[Grupo Dirigente Central para a Reforma Militar|Grupo Central de Liderança para a Reforma Militar,]] fundado em 2014 para supervisionar reformas militares abrangentes, Xi fez vários pronunciamentos de alto nível prometendo limpar a má conduta e a complacência nas forças armadas. Xi advertiu repetidamente que a despolitização do ELP do PCC levaria a um colapso semelhante ao da União Soviética.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Fifield|primeiro=Anna|autorlink=Anna Fifield|url=https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/chinas-communist-party-has-one-more-reason-to-celebrate--a-year-longer-in-power-than-the-soviet-union/2019/09/28/993bb832-dfc0-11e9-be7f-4cc85017c36f_story.html|titulo=China's Communist Party has one more reason to celebrate – a year longer in power than the U.S.S.R.|data=29-09-2019|acessodata=31-01-2020|website=The Washington Post|titulotrad=O Partido Comunista da China tem mais um motivo para comemorar – um ano a mais no poder do que a URSS.}}</ref> Xi realizou a Nova Conferência de Gutian em 2014, reunindo os principais oficiais militares da China, enfatizando novamente o princípio de "o partido tem controle absoluto sobre o exército" estabelecido pela primeira vez por Mao na [[Conferência Gutian|Conferência de Gutian]] de 1929.<ref name="meng2">{{Citar jornal|ultimo=Meng|primeiro=Chuan|url=http://china.dwnews.com/news/2014-11-04/59616798.html|titulo=习近平军中"亮剑" 新古田会议一箭多雕|data=04-11-2014|acessodata=08-09-2019|website=Duowei News|lingua=zh-hans|titulotrad=A "espada brilhante" de Xi Jinping no exército, a Conferência Xingutian mata vários coelhos com uma cajadada só|wayb=20150121184703|urlmorta=sim|script-title=zh:习近平军中"亮剑" 新古田会议一箭多雕}}</ref> | }}Desde que assumiu o poder em 2012, Xi empreendeu severas reformas no [[Exército de Libertação Popular]], incluindo reforma política e sua modernização.<ref name="Lague-2019">{{Citar jornal|ultimo=Lague|primeiro=David|ultimo2=Lim|primeiro2=Benjamin Kang|url=https://www.reuters.com/investigates/special-report/china-army-xi/|titulo=How China is replacing America as Asia's military titan|data=23-04-2019|acessodata=10-01-2020|website=Reuters|titulotrad=Como a China está substituindo a América como titã militar da Ásia|wayb=20250314172520}}</ref> [[Fusão militar-civil|A fusão militar-civil]] avançou sob Xi.<ref>{{Citar periódico|título=China's Shift from Civil-Military Integration to Military-Civil Fusion|ano=2021|periódico=Asia Policy|número=1|ultimo=Bitzinger|primeiro=Richard A.|paginas=5–24|lingua=en|titulotrad=A mudança da China da integração civil-militar para a fusão militar-civil|doi=10.1353/asp.2021.0001|issn=1559-2960|volume=28}}</ref><ref name="cnas">{{Citar periódico|url=https://www.cnas.org/publications/reports/myths-and-realities-of-chinas-military-civil-fusion-strategy|título=Myths and Realities of China's Military-Civil Fusion Strategy|data=28-01-2021|acessodata=11-06-2023|periódico=Center for a New American Security|ultimo=B. Kania|primeiro=Elsa|ultimo2=Laskai|primeiro2=Lorand|titulotrad=Mitos e realidades da estratégia de fusão militar-civil da China|jstor=resrep28654|wayb=20260708174910}}</ref> Xi tem sido ativo em sua participação em assuntos militares, adotando uma abordagem prática direta para a reforma militar. Além de ser o presidente do CMC e líder do [[Grupo Dirigente Central para a Reforma Militar|Grupo Central de Liderança para a Reforma Militar,]] fundado em 2014 para supervisionar reformas militares abrangentes, Xi fez vários pronunciamentos de alto nível prometendo limpar a má conduta e a complacência nas forças armadas. Xi advertiu repetidamente que a despolitização do ELP do PCC levaria a um colapso semelhante ao da União Soviética.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Fifield|primeiro=Anna|autorlink=Anna Fifield|url=https://www.washingtonpost.com/world/asia_pacific/chinas-communist-party-has-one-more-reason-to-celebrate--a-year-longer-in-power-than-the-soviet-union/2019/09/28/993bb832-dfc0-11e9-be7f-4cc85017c36f_story.html|titulo=China's Communist Party has one more reason to celebrate – a year longer in power than the U.S.S.R.|data=29-09-2019|acessodata=31-01-2020|website=The Washington Post|titulotrad=O Partido Comunista da China tem mais um motivo para comemorar – um ano a mais no poder do que a URSS.|wayb=20221014003228}}</ref> Xi realizou a Nova Conferência de Gutian em 2014, reunindo os principais oficiais militares da China, enfatizando novamente o princípio de "o partido tem controle absoluto sobre o exército" estabelecido pela primeira vez por Mao na [[Conferência Gutian|Conferência de Gutian]] de 1929.<ref name="meng2">{{Citar jornal|ultimo=Meng|primeiro=Chuan|url=http://china.dwnews.com/news/2014-11-04/59616798.html|titulo=习近平军中"亮剑" 新古田会议一箭多雕|data=04-11-2014|acessodata=08-09-2019|website=Duowei News|lingua=zh-hans|titulotrad=A "espada brilhante" de Xi Jinping no exército, a Conferência Xingutian mata vários coelhos com uma cajadada só|wayb=20150121184703|urlmorta=sim|script-title=zh:习近平军中"亮剑" 新古田会议一箭多雕}}</ref> | ||
Embora seja anterior a Xi, seu governo assumiu uma postura mais assertiva em relação aos assuntos marítimos e aumentou o controle do PCC sobre as forças de segurança marítima.<ref name=":9">{{Citar web|ultimo=Miura|primeiro=Kacie|url=https://www.wilsoncenter.org/sites/default/files/media/uploads/documents/Miura_The%20Domestic%20Sources%20of%20China%27s%20Maritime%20Assertiveness%20Under%20Xi%20Jinping.pdf|titulo=The Domestic Sources of China's Maritime Assertiveness Under Xi Jinping|data=31-05-2022|acessodata=19-05-2023|website=Woodrow Wilson International Center for Scholars|titulotrad=As fontes domésticas da assertividade marítima da China sob Xi Jinping}}</ref> Em 2013, as autoridades marítimas rivais anteriormente separadas da China foram fundidas na [[Guarda Costeira da China]]. Inicialmente sob a administração conjunta da [[Administração Estatal Oceânica]] e do Ministério da Segurança Pública, foi colocado diretamente sob a administração da [[Polícia Armada do Povo|Polícia Armada Popular]] (PAP) em 2018.<ref name=":9" /> | Embora seja anterior a Xi, seu governo assumiu uma postura mais assertiva em relação aos assuntos marítimos e aumentou o controle do PCC sobre as forças de segurança marítima.<ref name=":9">{{Citar web|ultimo=Miura|primeiro=Kacie|url=https://www.wilsoncenter.org/sites/default/files/media/uploads/documents/Miura_The%20Domestic%20Sources%20of%20China%27s%20Maritime%20Assertiveness%20Under%20Xi%20Jinping.pdf|titulo=The Domestic Sources of China's Maritime Assertiveness Under Xi Jinping|data=31-05-2022|acessodata=19-05-2023|website=Woodrow Wilson International Center for Scholars|titulotrad=As fontes domésticas da assertividade marítima da China sob Xi Jinping|wayb=20260606214534}}</ref> Em 2013, as autoridades marítimas rivais anteriormente separadas da China foram fundidas na [[Guarda Costeira da China]]. Inicialmente sob a administração conjunta da [[Administração Estatal Oceânica]] e do Ministério da Segurança Pública, foi colocado diretamente sob a administração da [[Polícia Armada do Povo|Polícia Armada Popular]] (PAP) em 2018.<ref name=":9" /> | ||
Xi anunciou uma redução de 300.000 soldados do ELP em 2015, elevando seu tamanho para 2 milhões de soldados. Xi descreveu isso como um gesto de paz, enquanto analistas como Rory Medcalf disseram que o corte foi feito para reduzir custos, bem como parte da modernização do ELP.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Edward|ultimo2=Perlez|primeiro2=Jane|url=https://www.nytimes.com/2015/09/03/world/asia/beijing-turns-into-ghost-town-as-it-gears-up-for-military-parade.html|titulo=China Announces Cuts of 300,000 Troops at Military Parade Showing Its Might|data=02-09-2015|acessodata=10-01-2020|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China anuncia cortes de 300.000 soldados em parada militar mostrando seu poder|issn=0362-4331|wayb=20150902221802|urlmorta=não|ultimo3=Buckley|primeiro3=Chris}}</ref> Em 2016, reduziu de sete para cinco o número de [[Comandos de teatro do Exército de Libertação Popular|comandos de teatro do ELP]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2016/02/its-official-chinas-military-has-5-new-theater-commands/|titulo=It's Official: China's Military Has 5 New Theater Commands|data=02-02-2016|acessodata=10-01-2020|website=The Diplomat|titulotrad=É oficial: militares da China têm 5 novos comandos de teatro}}</ref> Ele também aboliu os quatro [[Departamento Político Geral do Exército de Libertação Popular|departamentos gerais]] autônomos do ELP, substituindo-os por 15 agências diretamente subordinadas ao CMC.<ref name="Lague-2019"/> Dois novos ramos do ELP foram criados sob suas reformas, a [[Força de Apoio Estratégico do Exército de Libertação Popular|Força de Apoio Estratégico]] e a Força de Apoio Logístico Conjunto.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kania|primeiro=Elsa|url=https://thediplomat.com/2017/02/chinas-strategic-support-force-a-force-for-innovation/|titulo=China's Strategic Support Force: A Force for Innovation?|data=18-02-2017|acessodata=31-01-2020|website=The Diplomat|titulotrad=Força de Apoio Estratégico da China: Uma Força para a Inovação?}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-defence-idUSKCN11K05F|titulo=China sets up new logistics force as part of military reforms|data=14-09-2016|acessodata=31-01-2020|website=Reuters|titulotrad=China estabelece nova força de logística como parte de reformas militares}}</ref> Em 2018, o PAP foi colocado sob o controle exclusivo do CMC; o PAP estava anteriormente sob o comando conjunto do CMC e do Conselho Estadual por meio do Ministério da Segurança Pública.<ref name="Wuthnow2019">{{Citar livro|url=https://inss.ndu.edu/Portals/82/China%20SP%2014%20Final%20for%20Web.pdf|título=China's Other Army: The People's Armed Police in an Era of Reform|ultimo=Wuthnow|primeiro=Joel|data=16-04-2019|editora=Institute for National Strategic Studies|localização=Washington|titulotrad=O outro exército da China: a polícia armada do povo em uma era de reforma|acessodata=03-10-2019}}</ref>{{Rp|15}} | Xi anunciou uma redução de 300.000 soldados do ELP em 2015, elevando seu tamanho para 2 milhões de soldados. Xi descreveu isso como um gesto de paz, enquanto analistas como Rory Medcalf disseram que o corte foi feito para reduzir custos, bem como parte da modernização do ELP.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Edward|ultimo2=Perlez|primeiro2=Jane|url=https://www.nytimes.com/2015/09/03/world/asia/beijing-turns-into-ghost-town-as-it-gears-up-for-military-parade.html|titulo=China Announces Cuts of 300,000 Troops at Military Parade Showing Its Might|data=02-09-2015|acessodata=10-01-2020|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China anuncia cortes de 300.000 soldados em parada militar mostrando seu poder|issn=0362-4331|wayb=20150902221802|urlmorta=não|ultimo3=Buckley|primeiro3=Chris}}</ref> Em 2016, reduziu de sete para cinco o número de [[Comandos de teatro do Exército de Libertação Popular|comandos de teatro do ELP]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2016/02/its-official-chinas-military-has-5-new-theater-commands/|titulo=It's Official: China's Military Has 5 New Theater Commands|data=02-02-2016|acessodata=10-01-2020|website=The Diplomat|titulotrad=É oficial: militares da China têm 5 novos comandos de teatro|wayb=20260205072121}}</ref> Ele também aboliu os quatro [[Departamento Político Geral do Exército de Libertação Popular|departamentos gerais]] autônomos do ELP, substituindo-os por 15 agências diretamente subordinadas ao CMC.<ref name="Lague-2019"/> Dois novos ramos do ELP foram criados sob suas reformas, a [[Força de Apoio Estratégico do Exército de Libertação Popular|Força de Apoio Estratégico]] e a Força de Apoio Logístico Conjunto.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kania|primeiro=Elsa|url=https://thediplomat.com/2017/02/chinas-strategic-support-force-a-force-for-innovation/|titulo=China's Strategic Support Force: A Force for Innovation?|data=18-02-2017|acessodata=31-01-2020|website=The Diplomat|titulotrad=Força de Apoio Estratégico da China: Uma Força para a Inovação?|wayb=20260302171339}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-defence-idUSKCN11K05F|titulo=China sets up new logistics force as part of military reforms|data=14-09-2016|acessodata=31-01-2020|website=Reuters|titulotrad=China estabelece nova força de logística como parte de reformas militares|wayb=20231105192252}}</ref> Em 2018, o PAP foi colocado sob o controle exclusivo do CMC; o PAP estava anteriormente sob o comando conjunto do CMC e do Conselho Estadual por meio do Ministério da Segurança Pública.<ref name="Wuthnow2019">{{Citar livro|url=https://inss.ndu.edu/Portals/82/China%20SP%2014%20Final%20for%20Web.pdf|título=China's Other Army: The People's Armed Police in an Era of Reform|ultimo=Wuthnow|primeiro=Joel|data=16-04-2019|editora=Institute for National Strategic Studies|localização=Washington|titulotrad=O outro exército da China: a polícia armada do povo em uma era de reforma|acessodata=03-10-2019|wayb=20260117081133}}</ref>{{Rp|15}} | ||
Em 21 de abril de 2016, Xi foi nomeado [[Comando Militar Supremo da República Popular da China|comandante-chefe]] do novo Centro de Comando de Operações Conjuntas do ELP pela [[Xinhua|Agência de Notícias Xinhua]] e pela emissora [[Televisão Central da China|China Central Television]].<ref name="Guardian21Apr162">{{Citar jornal|url=https://www.theguardian.com/world/2016/apr/21/xi-jinping-named-commander-in-chief-chinese-state-media|titulo=Xi Jinping named as 'commander in chief' by Chinese state media|data=21-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=The Guardian|titulotrad=Xi Jinping nomeado como 'comandante-chefe' pela mídia estatal chinesa|wayb=20160425012825|urlmorta=não}}</ref><ref name="Independent21Apr162">{{Citar jornal|ultimo=Kayleigh|primeiro=Lewis|url=https://www.independent.co.uk/news/world/asia/chinese-president-xi-jinping-commander-in-chief-military-armed-forces-a6997396.html|titulo=Chinese President Xi Jinping named as military's 'commander-in-chief'|data=23-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=[[The Independent]]|titulotrad=Presidente chinês Xi Jinping é nomeado 'comandante-em-chefe' das Forças Armadas|wayb=20160427091000|urlmorta=não}}</ref> Alguns analistas interpretaram esse movimento como uma tentativa de mostrar força e liderança forte e como sendo mais "político do que militar".<ref name="ChinaTopix22Apr162">{{Citar jornal|ultimo=Sison|primeiro=Desiree|url=http://www.chinatopix.com/articles/84000/20160422/president-xi-jinping-is-new-commander-in-chief-of-the-military.htm|titulo=President Xi Jinping is New Commander-in-Chief of the Military|data=22-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=China Topix|titulotrad=Presidente Xi Jinping é o novo comandante-em-chefe das Forças Armadas|wayb=20160423120421|urlmorta=não}}</ref> Segundo Ni Lexiong, especialista em assuntos militares, Xi "não apenas controla os militares, mas também o faz de maneira absoluta e, em tempo de guerra, está pronto para comandar pessoalmente".<ref name="ColuDaily24Apr20162">{{Citar jornal|url=http://www.columbiatribune.com/news/perspectives/china-s-xi-moves-to-take-more-direct-command-over/article_b5e96afb-97e6-533e-b33e-db5beab72bf3.html|titulo=China's Xi moves to take more direct command over military|data=24-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=Columbia Daily Tribune|titulotrad=Xi da China se move para assumir comando mais direto sobre militares|wayb=20160425105101|urlmorta=sim}}</ref> De acordo com um especialista em militares chineses da [[Universidade da Califórnia em San Diego|Universidade da Califórnia, em San Diego]], Xi "foi capaz de assumir o controle político dos militares em uma extensão que excede o que Mao e Deng fizeram".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2017/10/11/world/asia/xi-jinping-military-china-purge.html|titulo=Xi Jinping Presses Military Overhaul, and Two Generals Disappear|data=11-10-2017|acessodata=26-10-2017|website=The New York Times|titulotrad=Xi Jinping pressiona reforma militar e dois generais desaparecem|wayb=20171025083913|urlmorta=não}}</ref> | Em 21 de abril de 2016, Xi foi nomeado [[Comando Militar Supremo da República Popular da China|comandante-chefe]] do novo Centro de Comando de Operações Conjuntas do ELP pela [[Xinhua|Agência de Notícias Xinhua]] e pela emissora [[Televisão Central da China|China Central Television]].<ref name="Guardian21Apr162">{{Citar jornal|url=https://www.theguardian.com/world/2016/apr/21/xi-jinping-named-commander-in-chief-chinese-state-media|titulo=Xi Jinping named as 'commander in chief' by Chinese state media|data=21-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=The Guardian|titulotrad=Xi Jinping nomeado como 'comandante-chefe' pela mídia estatal chinesa|wayb=20160425012825|urlmorta=não}}</ref><ref name="Independent21Apr162">{{Citar jornal|ultimo=Kayleigh|primeiro=Lewis|url=https://www.independent.co.uk/news/world/asia/chinese-president-xi-jinping-commander-in-chief-military-armed-forces-a6997396.html|titulo=Chinese President Xi Jinping named as military's 'commander-in-chief'|data=23-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=[[The Independent]]|titulotrad=Presidente chinês Xi Jinping é nomeado 'comandante-em-chefe' das Forças Armadas|wayb=20160427091000|urlmorta=não}}</ref> Alguns analistas interpretaram esse movimento como uma tentativa de mostrar força e liderança forte e como sendo mais "político do que militar".<ref name="ChinaTopix22Apr162">{{Citar jornal|ultimo=Sison|primeiro=Desiree|url=http://www.chinatopix.com/articles/84000/20160422/president-xi-jinping-is-new-commander-in-chief-of-the-military.htm|titulo=President Xi Jinping is New Commander-in-Chief of the Military|data=22-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=China Topix|titulotrad=Presidente Xi Jinping é o novo comandante-em-chefe das Forças Armadas|wayb=20160423120421|urlmorta=não}}</ref> Segundo Ni Lexiong, especialista em assuntos militares, Xi "não apenas controla os militares, mas também o faz de maneira absoluta e, em tempo de guerra, está pronto para comandar pessoalmente".<ref name="ColuDaily24Apr20162">{{Citar jornal|url=http://www.columbiatribune.com/news/perspectives/china-s-xi-moves-to-take-more-direct-command-over/article_b5e96afb-97e6-533e-b33e-db5beab72bf3.html|titulo=China's Xi moves to take more direct command over military|data=24-04-2016|acessodata=25-04-2016|website=Columbia Daily Tribune|titulotrad=Xi da China se move para assumir comando mais direto sobre militares|wayb=20160425105101|urlmorta=sim}}</ref> De acordo com um especialista em militares chineses da [[Universidade da Califórnia em San Diego|Universidade da Califórnia, em San Diego]], Xi "foi capaz de assumir o controle político dos militares em uma extensão que excede o que Mao e Deng fizeram".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2017/10/11/world/asia/xi-jinping-military-china-purge.html|titulo=Xi Jinping Presses Military Overhaul, and Two Generals Disappear|data=11-10-2017|acessodata=26-10-2017|website=The New York Times|titulotrad=Xi Jinping pressiona reforma militar e dois generais desaparecem|wayb=20171025083913|urlmorta=não}}</ref> | ||
Sob Xi, o [[Orçamento militar da China|orçamento militar oficial da China]] mais que dobrou,<ref name=":8"/> atingindo um recorde de U$224 bilhões em 2023.<ref>{{Citar jornal|ultimo=He|primeiro=Laura|ultimo2=McCarthy|primeiro2=Simone|url=https://edition.cnn.com/2023/03/04/economy/china-two-sessions-gdp-growth-target-military-spending-intl-hnk/index.html|titulo=China to increase defense spending 7.2%, sets economic growth target of 'around 5%' for 2023|data=07-03-2023|acessodata=19-04-2023|website=CNN|titulotrad=China aumentará gastos com defesa em 7,2% e estabelece meta de crescimento econômico de 'cerca de 5%' para 2023|ultimo3=Chang|primeiro3=Wayne}}</ref> A [[Marinha do Exército de Libertação Popular|MELP]] cresceu rapidamente sob Xi, com a China adicionando mais navios de guerra, submarinos, navios de apoio e grandes embarcações anfíbias do que o número total de navios sob a marinha do Reino Unido entre 2014 e 2018.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lague|primeiro=David|ultimo2=Kang Lim|primeiro2=Benjamin|url=https://www.reuters.com/investigates/special-report/china-army-navy/|titulo=China's vast fleet is tipping the balance in the Pacific|data=30-04-2019|acessodata=19-04-2023|website=Reuters|titulotrad=A vasta frota da China está fazendo pender a balança no Pacífico}}</ref> Em 2017, a China estabeleceu a primeira [[Base de Apoio do Exército de Libertação Popular da China em Djibouti|base da marinha no exterior em Djibuti]].<ref>{{Citar periódico|título=Securing China's 'Latent Power': The Dragon's Anchorage in Djibouti|data=04-07-2021|periódico=Journal of Contemporary China|número=130|ultimo=Sun|primeiro=Degang|ultimo2=Zoubir|primeiro2=Yahia H.|paginas=677–692|lingua=en|titulotrad=Protegendo o 'poder latente' da China: o ancoradouro do dragão em Djibuti|doi=10.1080/10670564.2020.1852734|issn=1067-0564|volume=30}}</ref> Xi também empreendeu uma expansão do arsenal nuclear da China, com ele chamando a China para "estabelecer um forte sistema de dissuasão estratégica". A [[Federação de Cientistas Americanos]] (FAS) estimou a quantidade total de arsenais nucleares da China em 410 em 2023, com o [[Departamento de Defesa dos Estados Unidos|Departamento de Defesa dos EUA]] estimando que o arsenal da China pode chegar a 1.000 em 2030.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Jacobs|primeiro=Andrew|ultimo2=Perlez|primeiro2=Jane|url=https://www.nytimes.com/2017/02/25/world/africa/us-djibouti-chinese-naval-base.html|titulo=U.S. Wary of Its New Neighbor in Djibouti: A Chinese Naval Base|data=25-02-2017|acessodata=19-04-2023|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=EUA cautelosos com seu novo vizinho em Djibuti: uma base naval chinesa|issn=0362-4331}}</ref> | Sob Xi, o [[Orçamento militar da China|orçamento militar oficial da China]] mais que dobrou,<ref name=":8"/> atingindo um recorde de U$224 bilhões em 2023.<ref>{{Citar jornal|ultimo=He|primeiro=Laura|ultimo2=McCarthy|primeiro2=Simone|url=https://edition.cnn.com/2023/03/04/economy/china-two-sessions-gdp-growth-target-military-spending-intl-hnk/index.html|titulo=China to increase defense spending 7.2%, sets economic growth target of 'around 5%' for 2023|data=07-03-2023|acessodata=19-04-2023|website=CNN|titulotrad=China aumentará gastos com defesa em 7,2% e estabelece meta de crescimento econômico de 'cerca de 5%' para 2023|ultimo3=Chang|primeiro3=Wayne|wayb=20260506072555}}</ref> A [[Marinha do Exército de Libertação Popular|MELP]] cresceu rapidamente sob Xi, com a China adicionando mais navios de guerra, submarinos, navios de apoio e grandes embarcações anfíbias do que o número total de navios sob a marinha do Reino Unido entre 2014 e 2018.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lague|primeiro=David|ultimo2=Kang Lim|primeiro2=Benjamin|url=https://www.reuters.com/investigates/special-report/china-army-navy/|titulo=China's vast fleet is tipping the balance in the Pacific|data=30-04-2019|acessodata=19-04-2023|website=Reuters|titulotrad=A vasta frota da China está fazendo pender a balança no Pacífico|wayb=20251209004009}}</ref> Em 2017, a China estabeleceu a primeira [[Base de Apoio do Exército de Libertação Popular da China em Djibouti|base da marinha no exterior em Djibuti]].<ref>{{Citar periódico|título=Securing China's 'Latent Power': The Dragon's Anchorage in Djibouti|data=04-07-2021|periódico=Journal of Contemporary China|número=130|ultimo=Sun|primeiro=Degang|ultimo2=Zoubir|primeiro2=Yahia H.|paginas=677–692|lingua=en|titulotrad=Protegendo o 'poder latente' da China: o ancoradouro do dragão em Djibuti|doi=10.1080/10670564.2020.1852734|issn=1067-0564|volume=30}}</ref> Xi também empreendeu uma expansão do arsenal nuclear da China, com ele chamando a China para "estabelecer um forte sistema de dissuasão estratégica". A [[Federação de Cientistas Americanos]] (FAS) estimou a quantidade total de arsenais nucleares da China em 410 em 2023, com o [[Departamento de Defesa dos Estados Unidos|Departamento de Defesa dos EUA]] estimando que o arsenal da China pode chegar a 1.000 em 2030.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Jacobs|primeiro=Andrew|ultimo2=Perlez|primeiro2=Jane|url=https://www.nytimes.com/2017/02/25/world/africa/us-djibouti-chinese-naval-base.html|titulo=U.S. Wary of Its New Neighbor in Djibouti: A Chinese Naval Base|data=25-02-2017|acessodata=19-04-2023|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=EUA cautelosos com seu novo vizinho em Djibuti: uma base naval chinesa|issn=0362-4331|wayb=20260115133954}}</ref> | ||
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[[Ficheiro:2019 Declaração à Imprensa - 49059810548.jpg|miniaturadaimagem|Presidente Xi Jinping com o então presidente brasileiro, [[Jair Bolsonaro]], em 2019]] | [[Ficheiro:2019 Declaração à Imprensa - 49059810548.jpg|miniaturadaimagem|Presidente Xi Jinping com o então presidente brasileiro, [[Jair Bolsonaro]], em 2019]] | ||
[[Ficheiro:President_Biden_met_with_President_Xi_of_the_PRC_before_the_2022_G20_Bali_Summit.jpg|miniaturadaimagem|Presidente Xi Jinping com o presidente dos EUA, [[Joe Biden]], à margem da [[17.ª reunião de cúpula do G20|cúpula do G20 em Bali em 2022]]]] | [[Ficheiro:President_Biden_met_with_President_Xi_of_the_PRC_before_the_2022_G20_Bali_Summit.jpg|miniaturadaimagem|Presidente Xi Jinping com o presidente dos EUA, [[Joe Biden]], à margem da [[17.ª reunião de cúpula do G20|cúpula do G20 em Bali em 2022]]]] | ||
Xi adotou uma linha mais dura em questões de segurança, bem como em assuntos externos, projetando uma China mais nacionalista e assertiva no cenário mundial.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2022/07/13/xi-jinping-has-nurtured-an-ugly-form-of-chinese-nationalism|titulo=Xi Jinping has nurtured an ugly form of Chinese nationalism|acessodata=11-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Xi Jinping alimentou uma forma feia de nacionalismo chinês|issn=0013-0613}}</ref> Seu programa político exige uma China mais unida e confiante em seu próprio sistema de valores e estrutura política.<ref name="scmp32">{{Citar jornal|ultimo=Meng|primeiro=Angela|url=http://www.scmp.com/news/china/article/1586307/xi-jinping-rules-out-western-style-political-reform-china?page=all|titulo=Xi Jinping rules out Western-style political reform for China|data=06-09-2014|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping descarta reforma política de estilo ocidental para a China|wayb=20180818085415|urlmorta=não}}</ref> Analistas e observadores estrangeiros frequentemente dizem que o principal objetivo da política externa de Xi é restaurar a posição da China no cenário global como uma [[grande potência]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2018/02/26/world/asia/xi-jinping-thought-explained-a-new-ideology-for-a-new-era.html|titulo=Xi Jinping Thought Explained: A New Ideology for a New Era|data=26-02-2018|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Explicação do pensamento de Xi Jinping: uma nova ideologia para uma nova era|issn=0362-4331}}</ref><ref>{{Citar periódico|url=https://doi.org/10.1080/00396338.2018.1427363|título=Xi Jinping: The Strategist Behind the Dream |data=02-01-2018|periódico=Survival|número=1|ultimo=Barrass|primeiro=Gordon|ultimo2=Inkster|primeiro2=Nigel|paginas=41–68|titulotrad=Xi Jinping: o estrategista por trás do sonho|doi=10.1080/00396338.2018.1427363|issn=0039-6338|volume=60}}</ref> Xi defende o "pensamento básico" na política externa da China: estabelecer limites explícitos que outros países não devem cruzar.<ref name="Zhao-2023">{{Citar livro|título=The Dragon Roars Back: Transformational Leaders and Dynamics of Chinese Foreign Policy|ultimo=Zhao|primeiro=Suisheng|ano=2023|editora=[[Stanford University Press]]|localização=Stanford, California|páginas=86|doi=10.1515/9781503634152|isbn=978-1-5036-3088-8|oclc=1331741429|autorlink=Suisheng Zhao}}</ref> Na perspectiva chinesa, essas posturas duras em questões básicas reduzem a incerteza estratégica, evitando que outras nações julguem mal as posições da China ou subestimem a determinação da China em afirmar o que considera ser de seu interesse nacional.<ref name="Zhao-2023" /> Xi declarou durante o 20º Congresso Nacional do PCC que queria garantir que a China "lidere o mundo em termos de força nacional composta e influência internacional" até 2049.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-10-26/xi-s-vow-of-world-dominance-by-2049-sends-chill-through-markets|titulo=Xi's Vow of World Dominance by 2049 Sends Chill Through Markets|data=26-10-2022|acessodata=14-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=Voto de domínio mundial de Xi até 2049 causa arrepios nos mercados}}</ref> | Xi adotou uma linha mais dura em questões de segurança, bem como em assuntos externos, projetando uma China mais nacionalista e assertiva no cenário mundial.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2022/07/13/xi-jinping-has-nurtured-an-ugly-form-of-chinese-nationalism|titulo=Xi Jinping has nurtured an ugly form of Chinese nationalism|acessodata=11-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Xi Jinping alimentou uma forma feia de nacionalismo chinês|issn=0013-0613|wayb=20250816173334}}</ref> Seu programa político exige uma China mais unida e confiante em seu próprio sistema de valores e estrutura política.<ref name="scmp32">{{Citar jornal|ultimo=Meng|primeiro=Angela|url=http://www.scmp.com/news/china/article/1586307/xi-jinping-rules-out-western-style-political-reform-china?page=all|titulo=Xi Jinping rules out Western-style political reform for China|data=06-09-2014|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping descarta reforma política de estilo ocidental para a China|wayb=20180818085415|urlmorta=não}}</ref> Analistas e observadores estrangeiros frequentemente dizem que o principal objetivo da política externa de Xi é restaurar a posição da China no cenário global como uma [[grande potência]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2018/02/26/world/asia/xi-jinping-thought-explained-a-new-ideology-for-a-new-era.html|titulo=Xi Jinping Thought Explained: A New Ideology for a New Era|data=26-02-2018|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Explicação do pensamento de Xi Jinping: uma nova ideologia para uma nova era|issn=0362-4331|wayb=20260214063056}}</ref><ref>{{Citar periódico|url=https://doi.org/10.1080/00396338.2018.1427363|título=Xi Jinping: The Strategist Behind the Dream |data=02-01-2018|periódico=Survival|número=1|ultimo=Barrass|primeiro=Gordon|ultimo2=Inkster|primeiro2=Nigel|paginas=41–68|titulotrad=Xi Jinping: o estrategista por trás do sonho|doi=10.1080/00396338.2018.1427363|issn=0039-6338|volume=60}}</ref> Xi defende o "pensamento básico" na política externa da China: estabelecer limites explícitos que outros países não devem cruzar.<ref name="Zhao-2023">{{Citar livro|título=The Dragon Roars Back: Transformational Leaders and Dynamics of Chinese Foreign Policy|ultimo=Zhao|primeiro=Suisheng|ano=2023|editora=[[Stanford University Press]]|localização=Stanford, California|páginas=86|doi=10.1515/9781503634152|isbn=978-1-5036-3088-8|oclc=1331741429|autorlink=Suisheng Zhao}}</ref> Na perspectiva chinesa, essas posturas duras em questões básicas reduzem a incerteza estratégica, evitando que outras nações julguem mal as posições da China ou subestimem a determinação da China em afirmar o que considera ser de seu interesse nacional.<ref name="Zhao-2023" /> Xi declarou durante o 20º Congresso Nacional do PCC que queria garantir que a China "lidere o mundo em termos de força nacional composta e influência internacional" até 2049.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-10-26/xi-s-vow-of-world-dominance-by-2049-sends-chill-through-markets|titulo=Xi's Vow of World Dominance by 2049 Sends Chill Through Markets|data=26-10-2022|acessodata=14-03-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=Voto de domínio mundial de Xi até 2049 causa arrepios nos mercados|wayb=20241102024756}}</ref> | ||
Xi promoveu a "diplomacia dos grandes países" (大国外交), afirmando que a China já é uma "grande potência" e rompendo com os líderes chineses anteriores que tinham uma diplomacia mais cautelosa.<ref>{{Citar periódico|url=https://doi.org/10.1080/10670564.2018.1497904|título=Xi Jinping's 'Major Country Diplomacy': The Role of Leadership in Foreign Policy Transformation|data=02-01-2019|periódico=Journal of Contemporary China|número=115|ultimo=Hu|primeiro=Weixing|paginas=1–14|titulotrad=A 'diplomacia dos principais países' de Xi Jinping: o papel da liderança na transformação da política externa|doi=10.1080/10670564.2018.1497904|issn=1067-0564|volume=28}}</ref> Ele adotou uma postura de política externa agressiva chamada "[[Diplomacia do lobo guerreiro|diplomacia do guerreiro lobo]]",<ref>{{Citar web|ultimo=Auto|primeiro=Hermes|url=https://www.straitstimes.com/asia/east-asia/chinas-wolf-warrior-diplomats-back-to-howl-at-xinjiang-critics|titulo=China's 'wolf warrior' diplomats back to howl at Xinjiang critics|data=05-04-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Straits Times|lingua=en|titulotrad=Diplomatas do 'guerreiro lobo' da China voltam a uivar contra os críticos de Xinjiang}}</ref> enquanto seus pensamentos de política externa são conhecidos coletivamente como "[[Pensamento de Xi Jinping sobre Diplomacia]]".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bishop|primeiro=Bill|url=https://www.axios.com/2019/03/08/xis-diplomacy-epoch-making|titulo=Xi's thought on diplomacy is "epoch-making"|data=08-03-2019|acessodata=11-08-2022|website=Axios (site)|lingua=en|titulotrad=O pensamento de Xi sobre a diplomacia está "fazendo uma época"}}</ref> Em março de 2021, ele disse que "o Oriente está crescendo e o Ocidente está diminuindo" (东升西降), dizendo que o poder do mundo ocidental estava em declínio e sua resposta ao COVID-19 foi um exemplo disso, e que a China estava entrando em um período de oportunidade por causa disso.<ref name="Buckley-2021a">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2021/03/03/world/asia/xi-china-congress.html|titulo='The East Is Rising': Xi Maps Out China's Post-Covid Ascent|data=03-03-2021|acessodata=12-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='O Oriente está subindo': Xi mapeia a ascensão pós-Covid da China|issn=0362-4331}}</ref> Xi aludiu frequentemente a uma "[[Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade|comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade]]", o que os diplomatas chineses disseram não implicar uma intenção de mudar a ordem internacional,<ref name="Zhang">{{Citar periódico|título=The Concept of 'Community of Common Destiny' in China's Diplomacy: Meaning, Motives and Implications|data=05-2018|periódico=Asia & the Pacific Policy Studies|número=2|ultimo=Zhang|primeiro=Denghua|paginas=196–207|titulotrad=O conceito de 'comunidade de destino comum' na diplomacia chinesa: significado, motivos e implicações|doi=10.1002/app5.231|volume=5|doi-access=free}}</ref> mas que observadores estrangeiros dizem que a China quer uma nova ordem que a coloque mais no Centro.<ref>{{Citar periódico|url=https://tnsr.org/2018/11/xis-vision-for-transforming-global-governance-a-strategic-challenge-for-washington-and-its-allies/|título=Xi's Vision for Transforming Global Governance: A Strategic Challenge for Washington and Its Allies (November 2018)|ano=2018|periódico=Texas National Security Review|ultimo=Tobin|primeiro=Liza|outros=The University Of Texas At Austin, The University Of Texas At Austin|lingua=en|titulotrad=A visão de Xi para transformar a governança global: um desafio estratégico para Washington e seus aliados (novembro de 2018)|doi=10.26153/TSW/863|doi-access=free}}</ref> Sob Xi, a China, juntamente com a Rússia, também se concentrou em aumentar as relações com o [[Divisão norte-sul|Sul Global]] para atenuar o efeito das sanções ocidentais.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Seib|primeiro=Gerald F.|url=https://www.wsj.com/articles/putin-and-xis-bet-on-the-global-south-11657897521|titulo=Putin and Xi's Bet on the Global South|data=15-07-2022|acessodata=21-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Aposta de Putin e Xi no Sul Global|issn=0099-9660}}</ref> | Xi promoveu a "diplomacia dos grandes países" (大国外交), afirmando que a China já é uma "grande potência" e rompendo com os líderes chineses anteriores que tinham uma diplomacia mais cautelosa.<ref>{{Citar periódico|url=https://doi.org/10.1080/10670564.2018.1497904|título=Xi Jinping's 'Major Country Diplomacy': The Role of Leadership in Foreign Policy Transformation|data=02-01-2019|periódico=Journal of Contemporary China|número=115|ultimo=Hu|primeiro=Weixing|paginas=1–14|titulotrad=A 'diplomacia dos principais países' de Xi Jinping: o papel da liderança na transformação da política externa|doi=10.1080/10670564.2018.1497904|issn=1067-0564|volume=28}}</ref> Ele adotou uma postura de política externa agressiva chamada "[[Diplomacia do lobo guerreiro|diplomacia do guerreiro lobo]]",<ref>{{Citar web|ultimo=Auto|primeiro=Hermes|url=https://www.straitstimes.com/asia/east-asia/chinas-wolf-warrior-diplomats-back-to-howl-at-xinjiang-critics|titulo=China's 'wolf warrior' diplomats back to howl at Xinjiang critics|data=05-04-2021|acessodata=11-08-2022|website=The Straits Times|lingua=en|titulotrad=Diplomatas do 'guerreiro lobo' da China voltam a uivar contra os críticos de Xinjiang|wayb=20260227134920}}</ref> enquanto seus pensamentos de política externa são conhecidos coletivamente como "[[Pensamento de Xi Jinping sobre Diplomacia]]".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bishop|primeiro=Bill|url=https://www.axios.com/2019/03/08/xis-diplomacy-epoch-making|titulo=Xi's thought on diplomacy is "epoch-making"|data=08-03-2019|acessodata=11-08-2022|website=Axios (site)|lingua=en|titulotrad=O pensamento de Xi sobre a diplomacia está "fazendo uma época"|wayb=20260307202726}}</ref> Em março de 2021, ele disse que "o Oriente está crescendo e o Ocidente está diminuindo" (东升西降), dizendo que o poder do mundo ocidental estava em declínio e sua resposta ao COVID-19 foi um exemplo disso, e que a China estava entrando em um período de oportunidade por causa disso.<ref name="Buckley-2021a">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2021/03/03/world/asia/xi-china-congress.html|titulo='The East Is Rising': Xi Maps Out China's Post-Covid Ascent|data=03-03-2021|acessodata=12-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='O Oriente está subindo': Xi mapeia a ascensão pós-Covid da China|issn=0362-4331|wayb=20260216053132}}</ref> Xi aludiu frequentemente a uma "[[Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade|comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade]]", o que os diplomatas chineses disseram não implicar uma intenção de mudar a ordem internacional,<ref name="Zhang">{{Citar periódico|título=The Concept of 'Community of Common Destiny' in China's Diplomacy: Meaning, Motives and Implications|data=05-2018|periódico=Asia & the Pacific Policy Studies|número=2|ultimo=Zhang|primeiro=Denghua|paginas=196–207|titulotrad=O conceito de 'comunidade de destino comum' na diplomacia chinesa: significado, motivos e implicações|doi=10.1002/app5.231|volume=5|doi-access=free}}</ref> mas que observadores estrangeiros dizem que a China quer uma nova ordem que a coloque mais no Centro.<ref>{{Citar periódico|url=https://tnsr.org/2018/11/xis-vision-for-transforming-global-governance-a-strategic-challenge-for-washington-and-its-allies/|título=Xi's Vision for Transforming Global Governance: A Strategic Challenge for Washington and Its Allies (November 2018)|ano=2018|periódico=Texas National Security Review|ultimo=Tobin|primeiro=Liza|outros=The University Of Texas At Austin, The University Of Texas At Austin|lingua=en|titulotrad=A visão de Xi para transformar a governança global: um desafio estratégico para Washington e seus aliados (novembro de 2018)|doi=10.26153/TSW/863|doi-access=free|wayb=20260420135641}}</ref> Sob Xi, a China, juntamente com a Rússia, também se concentrou em aumentar as relações com o [[Divisão norte-sul|Sul Global]] para atenuar o efeito das sanções ocidentais.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Seib|primeiro=Gerald F.|url=https://www.wsj.com/articles/putin-and-xis-bet-on-the-global-south-11657897521|titulo=Putin and Xi's Bet on the Global South|data=15-07-2022|acessodata=21-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Aposta de Putin e Xi no Sul Global|issn=0099-9660|wayb=20241223172627}}</ref> | ||
Xi enfatizou o aumento do "poder do discurso internacional" da China (国际话语权) para criar uma opinião global mais favorável da China no mundo.<ref>{{Citar web|ultimo=Jones|primeiro=Hugo|url=https://thediplomat.com/2021/11/chinas-quest-for-greater-discourse-power/|titulo=China's Quest for Greater 'Discourse Power'|data=24-11-2021|acessodata=29-08-2022|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=A busca da China por maior 'poder de discurso'}}</ref> Nessa busca, Xi enfatizou a necessidade de "contar bem a história da China" (讲好中国故事), o que significa expandir a propaganda externa da China (外宣) e as comunicações.<ref>{{Citar web|url=https://chinamediaproject.org/the_ccp_dictionary/telling-chinas-story-well/|titulo=Telling China's Story Well|data=16-04-2021|acessodata=29-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US|titulotrad=Contando bem a história da China}}</ref> Xi expandiu o foco e o escopo da [[Frente Unida (China)|frente única]], que visa consolidar o apoio ao PCC em elementos não pertencentes ao PCC dentro e fora da China e, consequentemente, expandiu o [[Departamento de Trabalho da Frente Unida]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kynge|primeiro=James|autorlink=James Kynge|ultimo2=Hornby|primeiro2=Lucy|url=https://www.ft.com/content/fb2b3934-b004-11e7-beba-5521c713abf4|titulo=Inside China's secret 'magic weapon' for worldwide influence|data=26-10-2017|acessodata=21-08-2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Por dentro da 'arma mágica' secreta da China para influência mundial|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221240/https://www.ft.com/content/fb2b3934-b004-11e7-beba-5521c713abf4|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|ultimo3=Anderlini|primeiro3=Jamil|registo=sim}}</ref> | Xi enfatizou o aumento do "poder do discurso internacional" da China (国际话语权) para criar uma opinião global mais favorável da China no mundo.<ref>{{Citar web|ultimo=Jones|primeiro=Hugo|url=https://thediplomat.com/2021/11/chinas-quest-for-greater-discourse-power/|titulo=China's Quest for Greater 'Discourse Power'|data=24-11-2021|acessodata=29-08-2022|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=A busca da China por maior 'poder de discurso'|wayb=20260216064311}}</ref> Nessa busca, Xi enfatizou a necessidade de "contar bem a história da China" (讲好中国故事), o que significa expandir a propaganda externa da China (外宣) e as comunicações.<ref>{{Citar web|url=https://chinamediaproject.org/the_ccp_dictionary/telling-chinas-story-well/|titulo=Telling China's Story Well|data=16-04-2021|acessodata=29-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US|titulotrad=Contando bem a história da China|wayb=20260526194649}}</ref> Xi expandiu o foco e o escopo da [[Frente Unida (China)|frente única]], que visa consolidar o apoio ao PCC em elementos não pertencentes ao PCC dentro e fora da China e, consequentemente, expandiu o [[Departamento de Trabalho da Frente Unida]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kynge|primeiro=James|autorlink=James Kynge|ultimo2=Hornby|primeiro2=Lucy|url=https://www.ft.com/content/fb2b3934-b004-11e7-beba-5521c713abf4|titulo=Inside China's secret 'magic weapon' for worldwide influence|data=26-10-2017|acessodata=21-08-2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Por dentro da 'arma mágica' secreta da China para influência mundial|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221240/https://www.ft.com/content/fb2b3934-b004-11e7-beba-5521c713abf4|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|ultimo3=Anderlini|primeiro3=Jamil|registo=sim}}</ref> | ||
=== Segurança === | === Segurança === | ||
Sob Xi, a China promoveu a reforma do sistema internacional, com Xi pedindo uma "rejeição das estruturas de poder hegemônico na governança global".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yao|primeiro=Kevin|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-president-xi-says-global-governance-system-should-be-more-equitable-fair-2021-04-20/|titulo=China's Xi calls for fairer world order as rivalry with U.S. deepens|data=20-04-2021|acessodata=2023-03-15|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China pede ordem mundial mais justa à medida que a rivalidade com os EUA se aprofunda}}</ref> Dirigindo-se a uma [[Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia|conferência regional]] em Xangai em 21 de maio de 2014, ele convocou os países asiáticos a se unirem e abrirem um caminho juntos, em vez de se envolverem com poderes de terceiros, vistos como uma referência aos Estados Unidos. "Os assuntos na Ásia devem ser resolvidos pelos asiáticos. Os problemas da Ásia devem ser resolvidos pelos asiáticos e a segurança da Ásia deve ser protegida pelos asiáticos", disse ele na conferência.<ref name="TerritorialDisputes2">{{Citar jornal|url=http://www.chinanationalnews.com/index.php/sid/222207019/scat/9366300fc9319e9b/ht/Asian-nations-should-avoid-military-ties-with-third-party-powers-says-Chinas-Xi|titulo=Asian nations should avoid military ties with third party powers, says China's Xi|data=21-05-2014|acessodata=21-05-2014|website=China National News|titulotrad=Nações asiáticas devem evitar laços militares com potências terceiras, diz Xi da China|wayb=20140522071827|urlmorta=sim}}</ref> Em 2022, Xi propôs a [[Iniciativa de Segurança Global]] (ISG), visando criar uma nova arquitetura de segurança global, incorporando o termo “[[segurança indivisível]]”, conceito também apoiado pela Rússia.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yao|primeiro=Kevin|ultimo2=Tian|primeiro2=Yew Lun|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-says-unilateral-sanctions-will-not-work-2022-04-21/|titulo=China's Xi proposes 'global security initiative', without giving details|data=22-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China propõe 'iniciativa de segurança global', sem dar detalhes}}</ref> Ele também defendeu a cooperação em segurança internacional; durante uma reunião da [[Organização para Cooperação de Xangai|Organização de Cooperação de Xangai]] (OCX) em setembro de 2021, ele se manifestou contra a "interferência nos assuntos internos de outros países" e pediu uma cooperação conjunta para evitar "[[revoluções coloridas]]".<ref name=":1">{{Citar jornal|ultimo=Chik|primeiro=Holly|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3192817/sco-summit-china-urges-member-states-ward-foreign-backed|titulo=SCO summit: China urges member states to ward off foreign-backed 'colour revolutions'|data=16-09-2022|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=Cúpula da SCO: China insta os estados membros a evitar 'revoluções coloridas' apoiadas por estrangeiros}}</ref> | Sob Xi, a China promoveu a reforma do sistema internacional, com Xi pedindo uma "rejeição das estruturas de poder hegemônico na governança global".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yao|primeiro=Kevin|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-president-xi-says-global-governance-system-should-be-more-equitable-fair-2021-04-20/|titulo=China's Xi calls for fairer world order as rivalry with U.S. deepens|data=20-04-2021|acessodata=2023-03-15|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China pede ordem mundial mais justa à medida que a rivalidade com os EUA se aprofunda|wayb=20231108032605}}</ref> Dirigindo-se a uma [[Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia|conferência regional]] em Xangai em 21 de maio de 2014, ele convocou os países asiáticos a se unirem e abrirem um caminho juntos, em vez de se envolverem com poderes de terceiros, vistos como uma referência aos Estados Unidos. "Os assuntos na Ásia devem ser resolvidos pelos asiáticos. Os problemas da Ásia devem ser resolvidos pelos asiáticos e a segurança da Ásia deve ser protegida pelos asiáticos", disse ele na conferência.<ref name="TerritorialDisputes2">{{Citar jornal|url=http://www.chinanationalnews.com/index.php/sid/222207019/scat/9366300fc9319e9b/ht/Asian-nations-should-avoid-military-ties-with-third-party-powers-says-Chinas-Xi|titulo=Asian nations should avoid military ties with third party powers, says China's Xi|data=21-05-2014|acessodata=21-05-2014|website=China National News|titulotrad=Nações asiáticas devem evitar laços militares com potências terceiras, diz Xi da China|wayb=20140522071827|urlmorta=sim}}</ref> Em 2022, Xi propôs a [[Iniciativa de Segurança Global]] (ISG), visando criar uma nova arquitetura de segurança global, incorporando o termo “[[segurança indivisível]]”, conceito também apoiado pela Rússia.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yao|primeiro=Kevin|ultimo2=Tian|primeiro2=Yew Lun|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-says-unilateral-sanctions-will-not-work-2022-04-21/|titulo=China's Xi proposes 'global security initiative', without giving details|data=22-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China propõe 'iniciativa de segurança global', sem dar detalhes|wayb=20231029033535}}</ref> Ele também defendeu a cooperação em segurança internacional; durante uma reunião da [[Organização para Cooperação de Xangai|Organização de Cooperação de Xangai]] (OCX) em setembro de 2021, ele se manifestou contra a "interferência nos assuntos internos de outros países" e pediu uma cooperação conjunta para evitar "[[revoluções coloridas]]".<ref name=":1">{{Citar jornal|ultimo=Chik|primeiro=Holly|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3192817/sco-summit-china-urges-member-states-ward-foreign-backed|titulo=SCO summit: China urges member states to ward off foreign-backed 'colour revolutions'|data=16-09-2022|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=Cúpula da SCO: China insta os estados membros a evitar 'revoluções coloridas' apoiadas por estrangeiros|wayb=20241116140610}}</ref> | ||
=== África === | === África === | ||
{{VT|Relações sino-africanas}} | {{VT|Relações sino-africanas}} | ||
Sob Xi, a China cortou os empréstimos para a África após temer que os países africanos não pudessem pagar suas dívidas com a China.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Hille|primeiro=Kathrin|ultimo2=Pilling|primeiro2=David|url=https://www.ft.com/content/64b4bcd5-032e-4be5-aa3b-e902f5b1345e|titulo=China applies brakes to Africa lending|data=11-01-2022|acessodata=21-08-2022|website=Financial Times|titulotrad=China freia empréstimos à África|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211/https://www.ft.com/content/64b4bcd5-032e-4be5-aa3b-e902f5b1345e|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|registo=sim}}</ref> Xi também prometeu que a China anularia as dívidas de alguns países africanos.<ref>{{Citar web|ultimo=He|primeiro=Laura|url=https://www.cnn.com/2020/06/19/economy/china-xi-jinping-africa-intl-hnk/index.html|titulo=China is promising to write off some loans to Africa. It may just be a drop in the ocean|data=19-06-2020|acessodata=21-08-2022|website=CNN|titulotrad=A China está prometendo amortizar alguns empréstimos para a África. Pode ser apenas uma gota no oceano}}</ref> Em novembro de 2021, Xi prometeu às nações africanas 1 bilhão de doses das vacinas de COVID-19 da China, além dos 200 milhões já fornecidos anteriormente. Diz-se que isso faz parte da [[diplomacia da vacina|diplomacia de vacinas]] da China.<ref>{{Citar web|url=https://www.aljazeera.com/news/2021/11/29/chinas-xi-promises-1-billion-covid-19-vaccine-doses-to-africa|titulo=China's Xi promises 1bn COVID-19 vaccine doses to Africa|data=29-11-2021|acessodata=21-08-2022|website=[[Al Jazeera]]|lingua=en|titulotrad=Xi da China promete 1 bilhão de doses de vacina COVID-19 para a África}}</ref> | Sob Xi, a China cortou os empréstimos para a África após temer que os países africanos não pudessem pagar suas dívidas com a China.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Hille|primeiro=Kathrin|ultimo2=Pilling|primeiro2=David|url=https://www.ft.com/content/64b4bcd5-032e-4be5-aa3b-e902f5b1345e|titulo=China applies brakes to Africa lending|data=11-01-2022|acessodata=21-08-2022|website=Financial Times|titulotrad=China freia empréstimos à África|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211/https://www.ft.com/content/64b4bcd5-032e-4be5-aa3b-e902f5b1345e|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|registo=sim}}</ref> Xi também prometeu que a China anularia as dívidas de alguns países africanos.<ref>{{Citar web|ultimo=He|primeiro=Laura|url=https://www.cnn.com/2020/06/19/economy/china-xi-jinping-africa-intl-hnk/index.html|titulo=China is promising to write off some loans to Africa. It may just be a drop in the ocean|data=19-06-2020|acessodata=21-08-2022|website=CNN|titulotrad=A China está prometendo amortizar alguns empréstimos para a África. Pode ser apenas uma gota no oceano|wayb=20260201084555}}</ref> Em novembro de 2021, Xi prometeu às nações africanas 1 bilhão de doses das vacinas de COVID-19 da China, além dos 200 milhões já fornecidos anteriormente. Diz-se que isso faz parte da [[diplomacia da vacina|diplomacia de vacinas]] da China.<ref>{{Citar web|url=https://www.aljazeera.com/news/2021/11/29/chinas-xi-promises-1-billion-covid-19-vaccine-doses-to-africa|titulo=China's Xi promises 1bn COVID-19 vaccine doses to Africa|data=29-11-2021|acessodata=21-08-2022|website=[[Al Jazeera]]|lingua=en|titulotrad=Xi da China promete 1 bilhão de doses de vacina COVID-19 para a África|wayb=20251012063025}}</ref> | ||
=== União Europeia === | === União Europeia === | ||
{{VT|Relações China-União Europeia}} | {{VT|Relações China-União Europeia}} | ||
Os esforços da China sob Xi têm sido para a União Europeia (UE) permanecer em uma posição neutra em sua disputa com os EUA.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Bradsher|primeiro2=Keith|url=https://www.nytimes.com/2022/04/15/world/asia/china-europe-russia-ukraine.html|titulo=Faced With a Changed Europe, China Sticks to an Old Script|data=15-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Diante de uma Europa transformada, a China segue um roteiro antigo|issn=0362-4331}}</ref> A China e a UE anunciaram o [[Acordo Abrangente de Investimento]] (AAI) em 2020, embora o acordo tenha sido posteriormente congelado devido a sanções mútuas sobre Xinjiang.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Miller|primeiro=Michael E.|url=https://www.washingtonpost.com/world/2021/07/06/china-europe-investment-uyghurs/|titulo=China says Macron and Merkel support reviving E.U.-China investment pact. Not so fast.|acessodata=13-08-2022|website=The Washington Post|lingua=en-US|issn=0190-8286}}</ref> Xi apoiou apelos para que a UE alcance "[[autonomia estratégica]]",<ref>{{Citar web|ultimo=Wang|primeiro=Amber|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3159657/dangers-china-eu-drive-strategic-autonomy-analyst|titulo=Dangers for China in the EU drive for strategic autonomy: analyst|data=14-12-2021|acessodata=12-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Perigos para a China no impulso da UE para a autonomia estratégica: analista}}</ref> e também pediu que a UE veja a China "independentemente".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-calls-eu-view-china-independently-state-media-2022-04-01/|titulo=China's Xi calls on EU to view China 'independently' -state media|data=01-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China pede que UE veja a China 'independentemente', diz mídia estatal}}</ref> | Os esforços da China sob Xi têm sido para a União Europeia (UE) permanecer em uma posição neutra em sua disputa com os EUA.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Bradsher|primeiro2=Keith|url=https://www.nytimes.com/2022/04/15/world/asia/china-europe-russia-ukraine.html|titulo=Faced With a Changed Europe, China Sticks to an Old Script|data=15-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Diante de uma Europa transformada, a China segue um roteiro antigo|issn=0362-4331|wayb=20260216102657}}</ref> A China e a UE anunciaram o [[Acordo Abrangente de Investimento]] (AAI) em 2020, embora o acordo tenha sido posteriormente congelado devido a sanções mútuas sobre Xinjiang.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Miller|primeiro=Michael E.|url=https://www.washingtonpost.com/world/2021/07/06/china-europe-investment-uyghurs/|titulo=China says Macron and Merkel support reviving E.U.-China investment pact. Not so fast.|acessodata=13-08-2022|website=The Washington Post|lingua=en-US|issn=0190-8286|wayb=20250720103442}}</ref> Xi apoiou apelos para que a UE alcance "[[autonomia estratégica]]",<ref>{{Citar web|ultimo=Wang|primeiro=Amber|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3159657/dangers-china-eu-drive-strategic-autonomy-analyst|titulo=Dangers for China in the EU drive for strategic autonomy: analyst|data=14-12-2021|acessodata=12-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Perigos para a China no impulso da UE para a autonomia estratégica: analista|wayb=20250731055034}}</ref> e também pediu que a UE veja a China "independentemente".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-calls-eu-view-china-independently-state-media-2022-04-01/|titulo=China's Xi calls on EU to view China 'independently' -state media|data=01-04-2022|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China pede que UE veja a China 'independentemente', diz mídia estatal|wayb=20231104195040}}</ref> | ||
=== Índia === | === Índia === | ||
{{VT|Relações entre China e Índia}} | {{VT|Relações entre China e Índia}} | ||
[[Ficheiro:Prime Minister of India Narendra Modi and President of China Xi Jinping before the beginning of the 2017 BRICS Leaders' meeting.jpg|miniaturadaimagem|O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, antes do início da reunião dos líderes do BRICS de 2017]] | [[Ficheiro:Prime Minister of India Narendra Modi and President of China Xi Jinping before the beginning of the 2017 BRICS Leaders' meeting.jpg|miniaturadaimagem|O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, antes do início da reunião dos líderes do BRICS de 2017]] | ||
As relações entre a China e a Índia tiveram altos e baixos sob Xi, deteriorando-se posteriormente devido a vários fatores. Em 2013, os dois países tiveram um [[impasse Depsang 2013|impasse em Depsang]] por três semanas, que terminou sem mudança de fronteira.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-india-china-idUSBRE9440B220130506|titulo=India says China agrees retreat to de facto border in faceoff deal|data=06-05-2013|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Índia diz que China concorda em recuar para fronteira de fato em acordo de confronto direto}}</ref> Em 2017, os dois países [[Impasse na fronteira China-Índia em 2017|novamente tiveram um impasse]] sobre a construção chinesa de uma estrada em [[Doklam]], um território da China reivindicado pelo [[Butão]], aliado da Índia,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-india-idUSKBN19O109|titulo=China says India violates 1890 agreement in border stand-off|data=03-07-2017|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China diz que Índia violou acordo de 1890 em impasse na fronteira}}</ref> embora em 28 de agosto os dois países tenham se desengajado mutuamente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gettleman|primeiro=Jeffrey|ultimo2=Hernández|primeiro2=Javier C.|url=https://www.nytimes.com/2017/08/28/world/asia/china-india-standoff-withdrawal.html|titulo=China and India Agree to Ease Tensions in Border Dispute|data=28-08-2017|acessodata=29-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China e Índia concordam em aliviar tensões em disputa de fronteira|issn=0362-4331}}</ref> A crise mais grave na relação veio quando os dois países tiveram um [[Conflitos fronteiriços entre China e Índia (2020–presente)|confronto mortal em 2020]] na [[Linha de Controlo Real|Linha de Controle Real]], deixando alguns soldados mortos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Janjua|primeiro=Haroon|url=https://www.thetimes.co.uk/article/chinese-and-indian-troops-injured-in-border-brawl-3gsfwp37r|titulo=Chinese and Indian troops injured in border brawl|data=10-05-2020|acessodata=12-05-2020|website=The Times|titulotrad=Tropas chinesas e indianas feridas em confronto na fronteira|issn=0140-0460|wayb=20200512042352|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=France-Presse|primeiro=Agence|url=https://www.theguardian.com/world/2020/may/11/indian-and-chinese-soldiers-injured-in-cross-border-fistfight-says-delhi|titulo=Indian and Chinese soldiers injured in cross-border fistfight, says Delhi|data=11-05-2020|acessodata=12-05-2020|website=The Guardian|titulotrad=Soldados indianos e chineses feridos em briga na fronteira, diz Delhi|issn=0261-3077|wayb=20200512035152|urlmorta=não}}</ref> Os confrontos criaram uma grave deterioração nas relações, com a China recuperando um pequeno pedaço de território que a Índia ocupava ilegalmente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Myers|primeiro=Steven Lee|ultimo2=Abi-Habib|primeiro2=Maria|url=https://www.nytimes.com/2020/06/17/world/asia/china-india-border.html|titulo=In China-India Clash, Two Nationalist Leaders With Little Room to Give|data=17-06-2020|acessodata=29-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=No choque China-Índia, dois líderes nacionalistas com pouco espaço para ceder|issn=0362-4331|ultimo3=Gettleman|primeiro3=Jeffrey}}</ref> | As relações entre a China e a Índia tiveram altos e baixos sob Xi, deteriorando-se posteriormente devido a vários fatores. Em 2013, os dois países tiveram um [[impasse Depsang 2013|impasse em Depsang]] por três semanas, que terminou sem mudança de fronteira.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-india-china-idUSBRE9440B220130506|titulo=India says China agrees retreat to de facto border in faceoff deal|data=06-05-2013|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Índia diz que China concorda em recuar para fronteira de fato em acordo de confronto direto|wayb=20231118022148}}</ref> Em 2017, os dois países [[Impasse na fronteira China-Índia em 2017|novamente tiveram um impasse]] sobre a construção chinesa de uma estrada em [[Doklam]], um território da China reivindicado pelo [[Butão]], aliado da Índia,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-india-idUSKBN19O109|titulo=China says India violates 1890 agreement in border stand-off|data=03-07-2017|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China diz que Índia violou acordo de 1890 em impasse na fronteira|wayb=20231104194631}}</ref> embora em 28 de agosto os dois países tenham se desengajado mutuamente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gettleman|primeiro=Jeffrey|ultimo2=Hernández|primeiro2=Javier C.|url=https://www.nytimes.com/2017/08/28/world/asia/china-india-standoff-withdrawal.html|titulo=China and India Agree to Ease Tensions in Border Dispute|data=28-08-2017|acessodata=29-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China e Índia concordam em aliviar tensões em disputa de fronteira|issn=0362-4331|wayb=20250912153937}}</ref> A crise mais grave na relação veio quando os dois países tiveram um [[Conflitos fronteiriços entre China e Índia (2020–presente)|confronto mortal em 2020]] na [[Linha de Controlo Real|Linha de Controle Real]], deixando alguns soldados mortos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Janjua|primeiro=Haroon|url=https://www.thetimes.co.uk/article/chinese-and-indian-troops-injured-in-border-brawl-3gsfwp37r|titulo=Chinese and Indian troops injured in border brawl|data=10-05-2020|acessodata=12-05-2020|website=The Times|titulotrad=Tropas chinesas e indianas feridas em confronto na fronteira|issn=0140-0460|wayb=20200512042352|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=France-Presse|primeiro=Agence|url=https://www.theguardian.com/world/2020/may/11/indian-and-chinese-soldiers-injured-in-cross-border-fistfight-says-delhi|titulo=Indian and Chinese soldiers injured in cross-border fistfight, says Delhi|data=11-05-2020|acessodata=12-05-2020|website=The Guardian|titulotrad=Soldados indianos e chineses feridos em briga na fronteira, diz Delhi|issn=0261-3077|wayb=20200512035152|urlmorta=não}}</ref> Os confrontos criaram uma grave deterioração nas relações, com a China recuperando um pequeno pedaço de território que a Índia ocupava ilegalmente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Myers|primeiro=Steven Lee|ultimo2=Abi-Habib|primeiro2=Maria|url=https://www.nytimes.com/2020/06/17/world/asia/china-india-border.html|titulo=In China-India Clash, Two Nationalist Leaders With Little Room to Give|data=17-06-2020|acessodata=29-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=No choque China-Índia, dois líderes nacionalistas com pouco espaço para ceder|issn=0362-4331|ultimo3=Gettleman|primeiro3=Jeffrey|wayb=20251008014939}}</ref> | ||
=== Japão === | === Japão === | ||
{{VT|Relações entre China e Japão}} | {{VT|Relações entre China e Japão}} | ||
As relações entre China e Japão inicialmente azedaram sob a administração de Xi; a questão mais espinhosa entre os dois países continua sendo a disputa pelas [[ilhas Senkaku]], que a China chama de Diaoyu, as ilhas são ocupadas ilegitimamente pelo Japão desde 1895. Em resposta à posição robusta contínua do Japão sobre o assunto, a China declarou uma [[Zona de Identificação de Defesa Aérea (Mar da China Oriental)|Zona de Identificação de Defesa Aérea]] em novembro de 2013.<ref name="osawa2">{{Citar jornal|ultimo=Osawa|primeiro=Jun|url=http://www.brookings.edu/research/opinions/2013/12/17-china-air-defense-identification-zone-osawa|titulo=China's ADIZ over the East China Sea: A "Great Wall in the Sky"?|data=17-12-2013|acessodata=07-09-2019|publicado=Brookings Institution|titulotrad=ADIZ da China sobre o Mar da China Oriental: Uma "Grande Muralha no Céu"?|wayb=20160714181744|urlmorta=sim}}</ref> No entanto, as relações começaram a melhorar posteriormente, com Xi sendo convidado para uma visita em 2020,<ref>{{Citar web|ultimo=Albert|primeiro=Eleanor|url=https://thediplomat.com/2019/05/china-and-japans-rapprochement-continues-for-now/|titulo=China and Japan's Rapprochement Continues – For Now|data=16-03-2019|acessodata=12-08-2022|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=A reaproximação da China e do Japão continua – por enquanto}}</ref> embora a viagem tenha sido adiada devido à pandemia de COVID-19.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/uk-japan-china-xi-idUKKCN2AS0SU|titulo=China's Xi will not make a state visit to Japan this year -Sankei|data=28-02-2021|acessodata=12-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China não fará visita de Estado ao Japão este ano -Sankei}}</ref> Em agosto de 2022, a [[Kyodo News]] informou que Xi pessoalmente decidiu deixar mísseis balísticos pousar na zona econômica exclusiva do Japão (ZEE) durante os [[Exercícios militares chineses em torno de Taiwan em 2022|exercícios militares realizados em torno de Taiwan]], para enviar um aviso ao Japão.<ref>{{Citar web|url=https://english.kyodonews.net/news/2022/08/2e93a85c08b8-urgent-xi-decided-to-let-missiles-fall-in-japan-eez-during-taiwan-drills.html|titulo=Xi let missiles fall in Japan EEZ during Taiwan drills: sources|data=11-08-2022|acessodata=12-08-2022|website=[[Kyodo News]]|titulotrad=Xi permitiu que mísseis caíssem na ZEE do Japão durante exercícios em Taiwan, dizem fontes}}</ref> | As relações entre China e Japão inicialmente azedaram sob a administração de Xi; a questão mais espinhosa entre os dois países continua sendo a disputa pelas [[ilhas Senkaku]], que a China chama de Diaoyu, as ilhas são ocupadas ilegitimamente pelo Japão desde 1895. Em resposta à posição robusta contínua do Japão sobre o assunto, a China declarou uma [[Zona de Identificação de Defesa Aérea (Mar da China Oriental)|Zona de Identificação de Defesa Aérea]] em novembro de 2013.<ref name="osawa2">{{Citar jornal|ultimo=Osawa|primeiro=Jun|url=http://www.brookings.edu/research/opinions/2013/12/17-china-air-defense-identification-zone-osawa|titulo=China's ADIZ over the East China Sea: A "Great Wall in the Sky"?|data=17-12-2013|acessodata=07-09-2019|publicado=Brookings Institution|titulotrad=ADIZ da China sobre o Mar da China Oriental: Uma "Grande Muralha no Céu"?|wayb=20160714181744|urlmorta=sim}}</ref> No entanto, as relações começaram a melhorar posteriormente, com Xi sendo convidado para uma visita em 2020,<ref>{{Citar web|ultimo=Albert|primeiro=Eleanor|url=https://thediplomat.com/2019/05/china-and-japans-rapprochement-continues-for-now/|titulo=China and Japan's Rapprochement Continues – For Now|data=16-03-2019|acessodata=12-08-2022|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=A reaproximação da China e do Japão continua – por enquanto|wayb=20260302230853}}</ref> embora a viagem tenha sido adiada devido à pandemia de COVID-19.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/uk-japan-china-xi-idUKKCN2AS0SU|titulo=China's Xi will not make a state visit to Japan this year -Sankei|data=28-02-2021|acessodata=12-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi da China não fará visita de Estado ao Japão este ano -Sankei|wayb=20231104194631}}</ref> Em agosto de 2022, a [[Kyodo News]] informou que Xi pessoalmente decidiu deixar mísseis balísticos pousar na zona econômica exclusiva do Japão (ZEE) durante os [[Exercícios militares chineses em torno de Taiwan em 2022|exercícios militares realizados em torno de Taiwan]], para enviar um aviso ao Japão.<ref>{{Citar web|url=https://english.kyodonews.net/news/2022/08/2e93a85c08b8-urgent-xi-decided-to-let-missiles-fall-in-japan-eez-during-taiwan-drills.html|titulo=Xi let missiles fall in Japan EEZ during Taiwan drills: sources|data=11-08-2022|acessodata=12-08-2022|website=[[Kyodo News]]|titulotrad=Xi permitiu que mísseis caíssem na ZEE do Japão durante exercícios em Taiwan, dizem fontes|wayb=20250508145303}}</ref> | ||
=== Médio Oriente === | === Médio Oriente === | ||
[[Ficheiro:Ali_Khamenei_met_with_Xi_Jinping_in_Tehran_2016_(1).jpg|miniaturadaimagem|Xi com o líder supremo do Irã, [[Ali Khamenei]], 23 de janeiro de 2016]] | [[Ficheiro:Ali_Khamenei_met_with_Xi_Jinping_in_Tehran_2016_(1).jpg|miniaturadaimagem|Xi com o líder supremo do Irã, [[Ali Khamenei]], 23 de janeiro de 2016]] | ||
Embora a China tenha sido historicamente cautelosa em se aproximar dos países do [[Médio Oriente|Oriente Médio]], Xi mudou essa abordagem.<ref name="Vohra-2022">{{Citar web|ultimo=Vohra|primeiro=Anchal|url=https://foreignpolicy.com/2022/02/01/xi-jinping-has-transformed-chinas-middle-east-policy/|titulo=Xi Jinping Has Transformed China's Middle East Policy|data=01-02-2022|acessodata=08-09-2022|website=[[Foreign Policy]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping transformou a política da China no Oriente Médio}}</ref> A China se aproximou do Irã e da Arábia Saudita sob Xi.<ref name="Vohra-2022" /> Durante uma visita ao Irã em 2016, Xi propôs um [[Programa de Cooperação Irã-China de 25 anos|grande programa de cooperação]] com o Irã,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Fassihi|primeiro=Farnaz|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2020/07/11/world/asia/china-iran-trade-military-deal.html|titulo=Defying U.S., China and Iran Near Trade and Military Partnership|data=11-07-2020|acessodata=14-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Desafiando EUA, China e Irã perto de parceria comercial e militar|issn=0362-4331}}</ref> um acordo assinado posteriormente em 2021.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-iran-china-idUSKBN2BJ0AD|titulo=Iran and China sign 25-year cooperation agreement|data=27-03-2021|acessodata=14-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Irã e China assinam acordo de cooperação de 25 anos}}</ref> A China também vendeu mísseis balísticos para a Arábia Saudita e está ajudando a construir 7.000 escolas no Iraque.<ref name="Vohra-2022" /> Em 2013, Xi propôs um acordo de paz entre Israel e a Palestina que envolve uma [[solução de dois Estados]] com base nas [[Linha Verde (Israel)|fronteiras de 1967]].<ref>{{Citar web|ultimo=Figueroa|primeiro=William|url=https://thediplomat.com/2021/05/can-chinas-israel-palestine-peace-plan-work/|titulo=Can China's Israel-Palestine Peace Plan Work?|data=25-05-2021|acessodata=08-09-2022|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=O plano de paz Israel-Palestina da China pode funcionar?}}</ref> A Turquia, com quem as relações foram tensas devido aos uigures, também se aproximou da China.<ref>{{Citar web|ultimo=Tepe|primeiro=Sultan|ultimo2=Alemdaroglu|primeiro2=Ayca|url=https://foreignpolicy.com/2020/09/16/erdogan-is-turning-turkey-into-a-chinese-client-state/|titulo=Erdogan Is Turning Turkey Into a Chinese Client State|data=16-09-2020|acessodata=08-09-2022|website=[[Foreign Policy]]|lingua=en-US|titulotrad=Erdogan está transformando a Turquia em um estado cliente chinês}}</ref> Em 10 de março de 2023, a Arábia Saudita e o Irã concordaram em restaurar os laços diplomáticos cortados em 2016 após um acordo negociado entre os dois países pela China após negociações secretas em Pequim.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kalin|primeiro=Stephen|ultimo2=Faucon|primeiro2=Benoit|url=https://www.wsj.com/articles/saudi-arabia-iran-restore-relations-in-deal-brokered-by-china-406393a1?mod=world_major_2_pos1|titulo=Saudi Arabia, Iran Restore Relations in Deal Brokered by China|data=10-03-2023|acessodata=10-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Arábia Saudita e Irã restabelecem relações em acordo mediado pela China}}</ref> | Embora a China tenha sido historicamente cautelosa em se aproximar dos países do [[Médio Oriente|Oriente Médio]], Xi mudou essa abordagem.<ref name="Vohra-2022">{{Citar web|ultimo=Vohra|primeiro=Anchal|url=https://foreignpolicy.com/2022/02/01/xi-jinping-has-transformed-chinas-middle-east-policy/|titulo=Xi Jinping Has Transformed China's Middle East Policy|data=01-02-2022|acessodata=08-09-2022|website=[[Foreign Policy]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping transformou a política da China no Oriente Médio|wayb=20260310015243}}</ref> A China se aproximou do Irã e da Arábia Saudita sob Xi.<ref name="Vohra-2022" /> Durante uma visita ao Irã em 2016, Xi propôs um [[Programa de Cooperação Irã-China de 25 anos|grande programa de cooperação]] com o Irã,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Fassihi|primeiro=Farnaz|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2020/07/11/world/asia/china-iran-trade-military-deal.html|titulo=Defying U.S., China and Iran Near Trade and Military Partnership|data=11-07-2020|acessodata=14-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Desafiando EUA, China e Irã perto de parceria comercial e militar|issn=0362-4331|wayb=20260511005930}}</ref> um acordo assinado posteriormente em 2021.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-iran-china-idUSKBN2BJ0AD|titulo=Iran and China sign 25-year cooperation agreement|data=27-03-2021|acessodata=14-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Irã e China assinam acordo de cooperação de 25 anos|wayb=20240530154017}}</ref> A China também vendeu mísseis balísticos para a Arábia Saudita e está ajudando a construir 7.000 escolas no Iraque.<ref name="Vohra-2022" /> Em 2013, Xi propôs um acordo de paz entre Israel e a Palestina que envolve uma [[solução de dois Estados]] com base nas [[Linha Verde (Israel)|fronteiras de 1967]].<ref>{{Citar web|ultimo=Figueroa|primeiro=William|url=https://thediplomat.com/2021/05/can-chinas-israel-palestine-peace-plan-work/|titulo=Can China's Israel-Palestine Peace Plan Work?|data=25-05-2021|acessodata=08-09-2022|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=O plano de paz Israel-Palestina da China pode funcionar?|wayb=20250327142832}}</ref> A Turquia, com quem as relações foram tensas devido aos uigures, também se aproximou da China.<ref>{{Citar web|ultimo=Tepe|primeiro=Sultan|ultimo2=Alemdaroglu|primeiro2=Ayca|url=https://foreignpolicy.com/2020/09/16/erdogan-is-turning-turkey-into-a-chinese-client-state/|titulo=Erdogan Is Turning Turkey Into a Chinese Client 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=== Coreia do Norte === | === Coreia do Norte === | ||
{{VT|Relações entre China e Coreia do Norte}} | {{VT|Relações entre China e Coreia do Norte}} | ||
Sob Xi, a China inicialmente adotou uma postura mais crítica em relação à Coreia do Norte devido a [[Coreia do Norte e armas de destruição em massa|seus testes nucleares]].<ref name="chengli2">{{Citar jornal|ultimo=Li|primeiro=Cheng|url=http://www.brookings.edu/research/interviews/2014/09/26-new-type-power-relationship-li|titulo=A New Type of Major Power Relationship?|data=26-09-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=[[Brookings Institution]]|titulotrad=Um novo tipo de relacionamento de grande poder?|wayb=20160708161643|urlmorta=sim}}</ref> No entanto, a partir de 2018, as relações começaram a melhorar devido aos [[reuniões de Kim-Xi|encontros entre Xi e o líder norte-coreano Kim Jong Un.]]<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shi|primeiro=Jiangtao|ultimo2=Chan|primeiro2=Minnie|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2139178/rumours-china-and-north-korea-were-no-longer-allies-put|titulo=Kim's visit evidence China, North Korea remain allies, analysts say|data=27-03-2018|acessodata=26-08-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Visita de Kim mostra que China e Coreia do Norte continuam aliadas, dizem analistas|wayb=20190725192608|urlmorta=não|ultimo3=Zheng|primeiro3=Sarah}}</ref> Xi também apoiou a desnuclearização da Coreia do Norte,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Song|primeiro=Jung-a|ultimo2=Shepherd|primeiro2=Christian|url=https://www.ft.com/content/13aa8bd2-93c9-11e9-aea1-2b1d33ac3271|titulo=Xi Jinping vows active role in Korea denuclearisation talks|data=21-06-2019|acessodata=14-08-2022|website=Financial Times|titulotrad=Xi Jinping promete papel ativo nas negociações de desnuclearização da Coreia|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221202/https://www.ft.com/content/13aa8bd2-93c9-11e9-aea1-2b1d33ac3271|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> e expressou apoio às [[Reforma econômica da Coreia do Norte|reformas econômicas no país]].<ref>{{Citar web|ultimo=Bodeen|primeiro=Christopher|url=https://apnews.com/article/weapons-programs-ap-top-news-north-korea-international-news-nuclear-weapons-8d5f00b17403495db198e993aeb1c73c|titulo=China's Xi pushes economic reform at North Korea summit|data=20-04-2021|acessodata=14-08-2022|website=Associated Press|lingua=en|titulotrad=Xi da China defende reforma econômica em cúpula da Coreia do Norte}}</ref> Na [[14.ª reunião de cúpula do G20|reunião do G20 no Japão]], Xi pediu um "afrouxamento oportuno" das [[Sanções contra a Coreia do Norte|sanções impostas à Coreia do Norte]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lee|primeiro=Jeong-ho|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3016981/beijing-reaffirms-support-gradual-easing-north-korea-sanctions|titulo=Xi calls for 'timely' easing of North Korea sanctions after Trump-Kim meeting|data=02-07-2019|acessodata=05-09-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Xi pede flexibilização 'oportuna' das sanções à Coreia do Norte após reunião Trump-Kim|wayb=20190823115523|urlmorta=não}}</ref> Após o 20º Congresso Nacional do PCC em 2022, o ''[[Rodong Sinmun]]'', jornal oficial do [[Partido dos Trabalhadores da Coreia]], escreveu um longo editorial elogiando Xi, intitulando Kim e Xi ''Suryong'' (수령), um título historicamente reservado ao fundador da Coreia do Norte, [[Kim Il Sung]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Isozaki|primeiro=Atsuhito|url=https://thediplomat.com/2022/12/china-relations-key-to-situation-in-north-korea/|titulo=China Relations Key to Situation in North Korea|data=23-12-2022|acessodata=13-01-2023|website=The Diplomat|titulotrad=Relações com a China são fundamentais para a situação na Coreia do Norte}}</ref> | Sob Xi, a China inicialmente adotou uma postura mais crítica em relação à Coreia do Norte devido a [[Coreia do Norte e armas de destruição em massa|seus testes nucleares]].<ref name="chengli2">{{Citar jornal|ultimo=Li|primeiro=Cheng|url=http://www.brookings.edu/research/interviews/2014/09/26-new-type-power-relationship-li|titulo=A New Type of Major Power Relationship?|data=26-09-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=[[Brookings Institution]]|titulotrad=Um novo tipo de relacionamento de grande poder?|wayb=20160708161643|urlmorta=sim}}</ref> No entanto, a partir de 2018, as relações começaram a melhorar devido aos [[reuniões de Kim-Xi|encontros entre Xi e o líder norte-coreano Kim Jong Un.]]<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shi|primeiro=Jiangtao|ultimo2=Chan|primeiro2=Minnie|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy-defence/article/2139178/rumours-china-and-north-korea-were-no-longer-allies-put|titulo=Kim's visit evidence China, North Korea remain allies, analysts say|data=27-03-2018|acessodata=26-08-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Visita de Kim mostra que China e Coreia do Norte continuam aliadas, dizem analistas|wayb=20190725192608|urlmorta=não|ultimo3=Zheng|primeiro3=Sarah}}</ref> Xi também apoiou a desnuclearização da Coreia do Norte,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Song|primeiro=Jung-a|ultimo2=Shepherd|primeiro2=Christian|url=https://www.ft.com/content/13aa8bd2-93c9-11e9-aea1-2b1d33ac3271|titulo=Xi Jinping vows active role in Korea denuclearisation talks|data=21-06-2019|acessodata=14-08-2022|website=Financial Times|titulotrad=Xi Jinping promete papel ativo nas negociações de desnuclearização da Coreia|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221202/https://www.ft.com/content/13aa8bd2-93c9-11e9-aea1-2b1d33ac3271|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> e expressou apoio às [[Reforma econômica da Coreia do Norte|reformas econômicas no país]].<ref>{{Citar web|ultimo=Bodeen|primeiro=Christopher|url=https://apnews.com/article/weapons-programs-ap-top-news-north-korea-international-news-nuclear-weapons-8d5f00b17403495db198e993aeb1c73c|titulo=China's Xi pushes economic reform at North Korea summit|data=20-04-2021|acessodata=14-08-2022|website=Associated Press|lingua=en|titulotrad=Xi da China defende reforma econômica em cúpula da Coreia do Norte|wayb=20221223155851}}</ref> Na [[14.ª reunião de cúpula do G20|reunião do G20 no Japão]], Xi pediu um "afrouxamento oportuno" das [[Sanções contra a Coreia do Norte|sanções impostas à Coreia do Norte]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lee|primeiro=Jeong-ho|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3016981/beijing-reaffirms-support-gradual-easing-north-korea-sanctions|titulo=Xi calls for 'timely' easing of North Korea sanctions after Trump-Kim meeting|data=02-07-2019|acessodata=05-09-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Xi pede flexibilização 'oportuna' das sanções à Coreia do Norte após reunião Trump-Kim|wayb=20190823115523|urlmorta=não}}</ref> Após o 20º Congresso Nacional do PCC em 2022, o ''[[Rodong Sinmun]]'', jornal oficial do [[Partido dos Trabalhadores da Coreia]], escreveu um longo editorial elogiando Xi, intitulando Kim e Xi ''Suryong'' (수령), um título historicamente reservado ao fundador da Coreia do Norte, [[Kim Il Sung]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Isozaki|primeiro=Atsuhito|url=https://thediplomat.com/2022/12/china-relations-key-to-situation-in-north-korea/|titulo=China Relations Key to Situation in North Korea|data=23-12-2022|acessodata=13-01-2023|website=The Diplomat|titulotrad=Relações com a China são fundamentais para a situação na Coreia do Norte|wayb=20260206094317}}</ref> | ||
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Xi cultivou [[Relações entre China e Rússia|relações mais fortes com a Rússia]], particularmente após a [[Protestos pró-russos na Ucrânia em 2014|crise na Ucrânia]] de 2014. Ele parece ter desenvolvido um forte relacionamento pessoal com o presidente Vladimir Putin. Ambos são vistos como líderes fortes com uma orientação nacionalista que não tem medo de se afirmar contra os interesses ocidentais.<ref name="russia22">{{Citar jornal|ultimo=Baker|primeiro=Peter|url=https://www.nytimes.com/2014/11/09/world/vladimir-putin-xi-jinping-form-closer-ties.html|titulo=As Russia Draws Closer to China, U.S. Faces a New Challenge|data=08-11-2014|acessodata=07-09-2019|website=[[The New York Times]]|titulotrad=À medida que a Rússia se aproxima da China, os EUA enfrentam um novo desafio|wayb=20190828224309|urlmorta=não}}</ref> Xi participou das cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Sob Xi, a China assinou um acordo de US$ 400 [[Gás natural na Rússia|acordo de gás de bilhões com a Rússia]]; A China também se tornou o maior parceiro comercial da Rússia.<ref name="russia22" /> | Xi cultivou [[Relações entre China e Rússia|relações mais fortes com a Rússia]], particularmente após a [[Protestos pró-russos na Ucrânia em 2014|crise na Ucrânia]] de 2014. Ele parece ter desenvolvido um forte relacionamento pessoal com o presidente Vladimir Putin. Ambos são vistos como líderes fortes com uma orientação nacionalista que não tem medo de se afirmar contra os interesses ocidentais.<ref name="russia22">{{Citar jornal|ultimo=Baker|primeiro=Peter|url=https://www.nytimes.com/2014/11/09/world/vladimir-putin-xi-jinping-form-closer-ties.html|titulo=As Russia Draws Closer to China, U.S. Faces a New Challenge|data=08-11-2014|acessodata=07-09-2019|website=[[The New York Times]]|titulotrad=À medida que a Rússia se aproxima da China, os EUA enfrentam um novo desafio|wayb=20190828224309|urlmorta=não}}</ref> Xi participou das cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Sob Xi, a China assinou um acordo de US$ 400 [[Gás natural na Rússia|acordo de gás de bilhões com a Rússia]]; A China também se tornou o maior parceiro comercial da Rússia.<ref name="russia22" /> | ||
Xi e Putin se encontraram em 4 de fevereiro de 2022 durante a preparação para as [[Jogos Olímpicos de Inverno de 2022|Olimpíadas de Pequim de 2022]] durante o [[Crise russo-ucraniana (2021–presente)|aumento maciço de força]] russa na fronteira ucraniana, com os dois expressando que os dois países estão quase unidos em seu [[Antiamericanismo|alinhamento antiamericano]] e que ambas as nações compartilharam "sem limites" para seus compromissos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mauldin|primeiro=Chao Deng, Ann M. Simmons, Evan Gershkovich and William|url=https://www.wsj.com/articles/russias-vladimir-putin-meets-with-chinese-leader-xi-jinping-in-beijing-11643966743|titulo=Putin, Xi Aim Russia-China Partnership Against U.S.|data=04-02-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=Putin e Xi visam parceria Rússia-China contra EUA|issn=0099-9660}}</ref><ref name="Xi-Putin">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2022/03/07/world/asia/putin-ukraine-china-xi.html|titulo='No Wavering': After Turning to Putin, Xi Faces Hard Wartime Choices for China|data=07-03-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='Sem hesitação': depois de recorrer a Putin, Xi enfrenta escolhas difíceis em tempo de guerra para a China|issn=0362-4331}}</ref> Autoridades dos EUA disseram que a China pediu à Rússia que esperasse a [[Invasão da Ucrânia pela Rússia (2022–presente)|invasão da Ucrânia]] até o término das Olimpíadas de Pequim, em 20 de fevereiro.<ref name="Xi-Putin" /> Em abril de 2022, Xi Jinping expressou oposição às [[Sanções internacionais durante a Guerra Russo-Ucraniana|sanções contra a Rússia]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ng|primeiro=Teddy|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3172860/chinese-president-xi-jinping-warns-it-could-take-decades|titulo=Chinese President Xi Jinping warns it could take decades to repair economic damage caused by Ukraine crisis|data=02-04-2022|acessodata=12-08-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=O presidente chinês Xi Jinping adverte que pode levar décadas para reparar os danos econômicos causados pela crise na Ucrânia}}</ref> Em 15 de junho de 2022, Xi Jinping reafirmou [[China e a invasão russa da Ucrânia em 2022|o apoio da China à Rússia]] em questões de soberania e segurança.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lau|primeiro=Stuart|url=https://www.politico.eu/article/china-xi-give-most-direct-backing-putin-invasion-ukraine/|titulo=China's Xi gives most direct backing to Putin since invasion|data=15-06-2022|acessodata=12-08-2022|website=Politico|titulotrad=Xi da China dá mais apoio direto a Putin desde a invasão}}</ref> No entanto, Xi também disse que a China está comprometida em respeitar "a integridade territorial de todos os países",<ref>{{Citar web|url=https://www.voanews.com/a/china-s-xi-says-international-disputes-should-be-resolved-via-dialogue-not-sanctions/6538799.html|titulo=China's Xi Says International Disputes Should be Resolved Via Dialogue, Not Sanctions|data=21-04-2022|acessodata=12-08-2022|website=[[Voice of America]]|lingua=en|titulotrad=Xi da China diz que disputas internacionais devem ser resolvidas por diálogo, não por sanções}}</ref> e disse que a China estava "sofrida ao ver as chamas da guerra reacendidas na Europa".<ref>{{Citar web|url=https://www.aljazeera.com/news/2022/3/9/chinas-xi-beijing-supports-peace-talks-between-russia-ukraine|titulo=China's Xi: Beijing supports peace talks between Russia, Ukraine|data=09-03-2022|acessodata=12-08-2022|website=Al Jazeera|lingua=en|titulotrad=Xi da China: Pequim apoia negociações de paz entre Rússia e Ucrânia}}</ref> A China também manteve distância das ações da Rússia, colocando-se como uma parte neutra.<ref name="Xi-Putin" /> Em fevereiro de 2023, a China divulgou um plano de paz de 12 pontos para "resolver a crise aguda na Ucrânia"; o plano foi elogiado por Putin, mas criticado pelos Estados Unidos e países europeus.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-65018657|titulo=Putin to Xi: We will discuss your plan to end the war in Ukraine|data=22-03-2023|acessodata=24-03-2023|website=BBC News|titulotrad=Putin para Xi: discutiremos seu plano para acabar com a guerra na Ucrânia}}</ref> | Xi e Putin se encontraram em 4 de fevereiro de 2022 durante a preparação para as [[Jogos Olímpicos de Inverno de 2022|Olimpíadas de Pequim de 2022]] durante o [[Crise russo-ucraniana (2021–presente)|aumento maciço de força]] russa na fronteira ucraniana, com os dois expressando que os dois países estão quase unidos em seu [[Antiamericanismo|alinhamento antiamericano]] e que ambas as nações compartilharam "sem limites" para seus compromissos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mauldin|primeiro=Chao Deng, Ann M. Simmons, Evan Gershkovich and William|url=https://www.wsj.com/articles/russias-vladimir-putin-meets-with-chinese-leader-xi-jinping-in-beijing-11643966743|titulo=Putin, Xi Aim Russia-China Partnership Against U.S.|data=04-02-2022|website=[[The Wall Street Journal]]|lingua=en-US|titulotrad=Putin e Xi visam parceria Rússia-China contra EUA|issn=0099-9660|wayb=20250322002112}}</ref><ref name="Xi-Putin">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2022/03/07/world/asia/putin-ukraine-china-xi.html|titulo='No Wavering': After Turning to Putin, Xi Faces Hard Wartime Choices for China|data=07-03-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='Sem hesitação': depois de recorrer a Putin, Xi enfrenta escolhas difíceis em tempo de guerra para a China|issn=0362-4331|wayb=20251010130507}}</ref> Autoridades dos EUA disseram que a China pediu à Rússia que esperasse a [[Invasão da Ucrânia pela Rússia (2022–presente)|invasão da Ucrânia]] até o término das Olimpíadas de Pequim, em 20 de fevereiro.<ref name="Xi-Putin" /> Em abril de 2022, Xi Jinping expressou oposição às [[Sanções internacionais durante a Guerra Russo-Ucraniana|sanções contra a Rússia]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ng|primeiro=Teddy|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3172860/chinese-president-xi-jinping-warns-it-could-take-decades|titulo=Chinese President Xi Jinping warns it could take decades to repair economic damage caused by Ukraine crisis|data=02-04-2022|acessodata=12-08-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=O presidente chinês Xi Jinping adverte que pode levar décadas para reparar os danos econômicos causados pela crise na Ucrânia|wayb=20260421010233}}</ref> Em 15 de junho de 2022, Xi Jinping reafirmou [[China e a invasão russa da Ucrânia em 2022|o apoio da China à Rússia]] em questões de soberania e segurança.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lau|primeiro=Stuart|url=https://www.politico.eu/article/china-xi-give-most-direct-backing-putin-invasion-ukraine/|titulo=China's Xi gives most direct backing to Putin since invasion|data=15-06-2022|acessodata=12-08-2022|website=Politico|titulotrad=Xi da China dá mais apoio direto a Putin desde a invasão|wayb=20260307101627}}</ref> No entanto, Xi também disse que a China está comprometida em respeitar "a integridade territorial de todos os países",<ref>{{Citar web|url=https://www.voanews.com/a/china-s-xi-says-international-disputes-should-be-resolved-via-dialogue-not-sanctions/6538799.html|titulo=China's Xi Says International Disputes Should be Resolved Via Dialogue, Not Sanctions|data=21-04-2022|acessodata=12-08-2022|website=[[Voice of America]]|lingua=en|titulotrad=Xi da China diz que disputas internacionais devem ser resolvidas por diálogo, não por sanções|wayb=20251220234652}}</ref> e disse que a China estava "sofrida ao ver as chamas da guerra reacendidas na Europa".<ref>{{Citar web|url=https://www.aljazeera.com/news/2022/3/9/chinas-xi-beijing-supports-peace-talks-between-russia-ukraine|titulo=China's Xi: Beijing supports peace talks between Russia, Ukraine|data=09-03-2022|acessodata=12-08-2022|website=Al Jazeera|lingua=en|titulotrad=Xi da China: Pequim apoia negociações de paz entre Rússia e Ucrânia|wayb=20260525141551}}</ref> A China também manteve distância das ações da Rússia, colocando-se como uma parte neutra.<ref name="Xi-Putin" /> Em fevereiro de 2023, a China divulgou um plano de paz de 12 pontos para "resolver a crise aguda na Ucrânia"; o plano foi elogiado por Putin, mas criticado pelos Estados Unidos e países europeus.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-65018657|titulo=Putin to Xi: We will discuss your plan to end the war in Ukraine|data=22-03-2023|acessodata=24-03-2023|website=BBC News|titulotrad=Putin para Xi: discutiremos seu plano para acabar com a guerra na Ucrânia|wayb=20251211163228}}</ref> | ||
[[Ficheiro:Putin-Xi_press_conference_(2023).jpg|miniaturadaimagem|[[Vladimir Putin]] recebe Xi em Moscou durante a visita de Xi à Rússia em março de 2023]] | [[Ficheiro:Putin-Xi_press_conference_(2023).jpg|miniaturadaimagem|[[Vladimir Putin]] recebe Xi em Moscou durante a visita de Xi à Rússia em março de 2023]] | ||
Durante a guerra, o presidente ucraniano [[Volodymyr Zelensky]] deu uma visão diferenciada da China,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Santora|primeiro=Marc|url=https://www.nytimes.com/2022/08/03/world/europe/on-china-the-normally-forceful-zelensky-offers-a-nuanced-view.html|titulo=On China, the normally forceful Zelensky offers a nuanced view.|data=2022-08-03|acessodata=2022-10-26|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Sobre a China, o normalmente enérgico Zelensky oferece uma visão diferenciada.|issn=0362-4331}}</ref> dizendo que o país tem a vantagem econômica para pressionar Putin a acabar com a guerra, acrescentando "Tenho certeza de que sem o mercado chinês para a Federação Russa, A Rússia estaria sentindo um completo isolamento econômico. Isso é algo que a China pode fazer – limitar o comércio (com a Rússia) até que a guerra termine." Em agosto de 2022, Zelensky disse que desde o início da guerra na Ucrânia, Xi Jinping não respondeu aos seus pedidos de conversas diretas com ele.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.aljazeera.com/news/2022/8/4/zelenskyy-urges-chinas-xi-to-help-end-russias-war-in-ukraine|titulo=Zelenskyy urges China's Xi to help end Russia's war in Ukraine|data=04-08-2022|acessodata=26-10-2022|website=Al Jazeera|titulotrad=Zelenskyy pede que Xi da China ajude a acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia}}</ref> Ele também disse que, embora gostaria que a China adotasse uma abordagem diferente para a guerra na Ucrânia, ele também queria que o relacionamento melhorasse a cada ano e disse que a China e a Ucrânia compartilham valores semelhantes.<ref>{{Citar web|ultimo=Chew|primeiro=Amy|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3187580/volodymyr-zelensky-seeking-direct-talks-chinas-xi-jinping-help|titulo=Exclusive: Zelensky seeks talks with China's Xi to help end Russia's invasion of Ukraine|data=04-08-2022|acessodata=26-10-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Exclusivo: Zelensky busca negociações com Xi da China para ajudar a acabar com a invasão russa da Ucrânia}}</ref> Em 26 de abril de 2023, Zelensky e Xi fizeram seu primeiro telefonema desde o início da guerra.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-04-26/xi-speaks-with-ukraine-leader-for-first-time-since-war-began-lgxlx13n?srnd=fixed-income&leadSource=uverify%20wall|titulo=Xi Speaks With Zelenskiy for First Time Since Russia's War in Ukraine Began|data=26-04-2023|acessodata=26-04-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=Xi fala com Zelenskiy pela primeira vez desde o início da Guerra da Rússia na Ucrânia}}</ref> | Durante a guerra, o presidente ucraniano [[Volodymyr Zelensky]] deu uma visão diferenciada da China,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Santora|primeiro=Marc|url=https://www.nytimes.com/2022/08/03/world/europe/on-china-the-normally-forceful-zelensky-offers-a-nuanced-view.html|titulo=On China, the normally forceful Zelensky offers a nuanced view.|data=2022-08-03|acessodata=2022-10-26|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Sobre a China, o normalmente enérgico Zelensky oferece uma visão diferenciada.|issn=0362-4331|wayb=20250701091910}}</ref> dizendo que o país tem a vantagem econômica para pressionar Putin a acabar com a guerra, acrescentando "Tenho certeza de que sem o mercado chinês para a Federação Russa, A Rússia estaria sentindo um completo isolamento econômico. Isso é algo que a China pode fazer – limitar o comércio (com a Rússia) até que a guerra termine." Em agosto de 2022, Zelensky disse que desde o início da guerra na Ucrânia, Xi Jinping não respondeu aos seus pedidos de conversas diretas com ele.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.aljazeera.com/news/2022/8/4/zelenskyy-urges-chinas-xi-to-help-end-russias-war-in-ukraine|titulo=Zelenskyy urges China's Xi to help end Russia's war in Ukraine|data=04-08-2022|acessodata=26-10-2022|website=Al Jazeera|titulotrad=Zelenskyy pede que Xi da China ajude a acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia|wayb=20260302044101}}</ref> Ele também disse que, embora gostaria que a China adotasse uma abordagem diferente para a guerra na Ucrânia, ele também queria que o relacionamento melhorasse a cada ano e disse que a China e a Ucrânia compartilham valores semelhantes.<ref>{{Citar web|ultimo=Chew|primeiro=Amy|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3187580/volodymyr-zelensky-seeking-direct-talks-chinas-xi-jinping-help|titulo=Exclusive: Zelensky seeks talks with China's Xi to help end Russia's invasion of Ukraine|data=04-08-2022|acessodata=26-10-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Exclusivo: Zelensky busca negociações com Xi da China para ajudar a acabar com a invasão russa da Ucrânia|wayb=20260602110046}}</ref> Em 26 de abril de 2023, Zelensky e Xi fizeram seu primeiro telefonema desde o início da guerra.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-04-26/xi-speaks-with-ukraine-leader-for-first-time-since-war-began-lgxlx13n?srnd=fixed-income&leadSource=uverify%20wall|titulo=Xi Speaks With Zelenskiy for First Time Since Russia's War in Ukraine Began|data=26-04-2023|acessodata=26-04-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=Xi fala com Zelenskiy pela primeira vez desde o início da Guerra da Rússia na Ucrânia|wayb=20231107173556}}</ref> | ||
=== Coreia do Sul === | === Coreia do Sul === | ||
{{VT|Relações entre China e Coreia do Sul}} | {{VT|Relações entre China e Coreia do Sul}} | ||
Xi inicialmente melhorou as relações com a Coreia do Sul,<ref name="chengli2"/> e os dois países assinaram um [[Acordo de Livre Comércio China-Coréia do Sul|acordo de livre comércio]] em dezembro de 2015.<ref name=":22">{{Citar jornal|ultimo=Kim|primeiro=Bo-eun|url=https://www.scmp.com/economy/global-economy/article/3186792/china-south-korea-renew-service-sector-talks-opening-win-win|titulo=China, South Korea renew service sector talks, opening up a 'win-win for both economies'|data=26-07-2022|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=China e Coreia do Sul renovam as negociações do setor de serviços, abrindo uma 'ganha-ganha para ambas as economias'}}</ref> A partir de 2017, o relacionamento da China com a Coreia do Sul azedou devido à compra do [[Terminal High Altitude Area Defense]] (THAAD), um sistema de defesa antimísseis, que a China vê como uma ameaça, mas que a Coreia do Sul diz ser uma medida de defesa contra a Coreia do Norte.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Huang|primeiro=Cary|url=https://www.scmp.com/week-asia/opinion/article/2083166/opinion-why-chinas-shadow-boycott-south-korea-self-defeating|titulo=Why China's economic jabs at South Korea are self-defeating|data=02-04-2017|acessodata=29-07-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Por que os golpes econômicos da China na Coreia do Sul são autodestrutivos|wayb=20190729174351|urlmorta=não}}</ref> Por fim, a Coreia do Sul interrompeu a compra do THAAD depois que a China impôs sanções não oficiais.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kim|primeiro=Christine|ultimo2=Blanchard|primeiro2=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-northkorea-missiles-idUSKBN1D003G|titulo=China, South Korea agree to mend ties after THAAD standoff|data=31-10-2017|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China e Coreia do Sul concordam em reatar relações após impasse no THAAD}}</ref> As relações da China com a Coreia do Sul melhoraram novamente sob o presidente [[Moon Jae-in]].<ref>{{Citar web|ultimo=Park|primeiro=Chan-kyong|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3119363/xi-charms-moon-china-and-us-compete-ally-south-korea|titulo=Xi charms Moon as China and US compete for an ally in South Korea|data=26-01-2021|acessodata=14-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Xi encanta Moon enquanto China e EUA competem por um aliado na Coreia do Sul}}</ref> | Xi inicialmente melhorou as relações com a Coreia do Sul,<ref name="chengli2"/> e os dois países assinaram um [[Acordo de Livre Comércio China-Coréia do Sul|acordo de livre comércio]] em dezembro de 2015.<ref name=":22">{{Citar jornal|ultimo=Kim|primeiro=Bo-eun|url=https://www.scmp.com/economy/global-economy/article/3186792/china-south-korea-renew-service-sector-talks-opening-win-win|titulo=China, South Korea renew service sector talks, opening up a 'win-win for both economies'|data=26-07-2022|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=China e Coreia do Sul renovam as negociações do setor de serviços, abrindo uma 'ganha-ganha para ambas as economias'|wayb=20260207225856}}</ref> A partir de 2017, o relacionamento da China com a Coreia do Sul azedou devido à compra do [[Terminal High Altitude Area Defense]] (THAAD), um sistema de defesa antimísseis, que a China vê como uma ameaça, mas que a Coreia do Sul diz ser uma medida de defesa contra a Coreia do Norte.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Huang|primeiro=Cary|url=https://www.scmp.com/week-asia/opinion/article/2083166/opinion-why-chinas-shadow-boycott-south-korea-self-defeating|titulo=Why China's economic jabs at South Korea are self-defeating|data=02-04-2017|acessodata=29-07-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Por que os golpes econômicos da China na Coreia do Sul são autodestrutivos|wayb=20190729174351|urlmorta=não}}</ref> Por fim, a Coreia do Sul interrompeu a compra do THAAD depois que a China impôs sanções não oficiais.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kim|primeiro=Christine|ultimo2=Blanchard|primeiro2=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-northkorea-missiles-idUSKBN1D003G|titulo=China, South Korea agree to mend ties after THAAD standoff|data=31-10-2017|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China e Coreia do Sul concordam em reatar relações após impasse no THAAD|wayb=20231118132421}}</ref> As relações da China com a Coreia do Sul melhoraram novamente sob o presidente [[Moon Jae-in]].<ref>{{Citar web|ultimo=Park|primeiro=Chan-kyong|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3119363/xi-charms-moon-china-and-us-compete-ally-south-korea|titulo=Xi charms Moon as China and US compete for an ally in South Korea|data=26-01-2021|acessodata=14-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Xi encanta Moon enquanto China e EUA competem por um aliado na Coreia do Sul|wayb=20260303002019}}</ref> | ||
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{{Ver artigo principal|vt=s|Relações entre China e Taiwan|Reunião de Ma–Xi}} | {{Ver artigo principal|vt=s|Relações entre China e Taiwan|Reunião de Ma–Xi}} | ||
[[Ficheiro:2015_Ma–Xi_Meeting_08.jpg|miniaturadaimagem|Xi Jinping se reuniu com o então presidente taiwanês [[Ma Ying-jeou]] em novembro de 2015, na qualidade de líder da China continental e de Taiwan, respectivamente.]] | [[Ficheiro:2015_Ma–Xi_Meeting_08.jpg|miniaturadaimagem|Xi Jinping se reuniu com o então presidente taiwanês [[Ma Ying-jeou]] em novembro de 2015, na qualidade de líder da China continental e de Taiwan, respectivamente.]] | ||
Em 2015, Xi se reuniu com o presidente taiwanês [[Ma Ying-jeou]], o que marcou a primeira vez que os líderes políticos de ambos os lados do [[Estreito de Taiwan]] se encontraram desde o fim da [[Guerra Civil Chinesa]] na China Continental em 1950.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Perlez|primeiro=Jane|ultimo2=Ramzy|primeiro2=Austin|url=https://www.nytimes.com/2015/11/04/world/asia/leaders-of-china-and-taiwan-to-meet-for-first-time-since-1949.html|titulo=China, Taiwan and a Meeting After 66 Years|data=04-11-2015|acessodata=01-11-2017|website=The New York Times|titulotrad=China, Taiwan e um encontro após 66 anos|wayb=20170903072421|urlmorta=não}}</ref> Xi disse que China e Taiwan são "[[Zhonghua minzu|uma família]]" que não pode ser separada.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.straitstimes.com/singapore/one-minute-handshake-marks-historic-meeting-between-xi-jinping-and-ma-ying-jeou|titulo=One-minute handshake marks historic meeting between Xi Jinping and Ma Ying-jeou|data=07-11-2015|acessodata=05-09-2019|website=[[The Straits Times]]|titulotrad=Aperto de mão de um minuto marca encontro histórico entre Xi Jinping e Ma Ying-jeou|wayb=20190905182113|urlmorta=não}}</ref> No entanto, as relações começaram a se deteriorar depois que [[Tsai Ing-wen]], do [[Partido Democrático Progressista]] (PDP), venceu as eleições presidenciais em 2016.<ref>{{Citar web|ultimo=Huang|primeiro=Kristin|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3137231/timeline-cross-strait-relations-under-taiwans-president-tsai|titulo=Timeline: Taiwan's relations with mainland China under Tsai Ing-wen|data=15-06-2021|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Linha do tempo: as relações de Taiwan com a China continental sob Tsai Ing-wen}}</ref> | Em 2015, Xi se reuniu com o presidente taiwanês [[Ma Ying-jeou]], o que marcou a primeira vez que os líderes políticos de ambos os lados do [[Estreito de Taiwan]] se encontraram desde o fim da [[Guerra Civil Chinesa]] na China Continental em 1950.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Perlez|primeiro=Jane|ultimo2=Ramzy|primeiro2=Austin|url=https://www.nytimes.com/2015/11/04/world/asia/leaders-of-china-and-taiwan-to-meet-for-first-time-since-1949.html|titulo=China, Taiwan and a Meeting After 66 Years|data=04-11-2015|acessodata=01-11-2017|website=The New York Times|titulotrad=China, Taiwan e um encontro após 66 anos|wayb=20170903072421|urlmorta=não}}</ref> Xi disse que China e Taiwan são "[[Zhonghua minzu|uma família]]" que não pode ser separada.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.straitstimes.com/singapore/one-minute-handshake-marks-historic-meeting-between-xi-jinping-and-ma-ying-jeou|titulo=One-minute handshake marks historic meeting between Xi Jinping and Ma Ying-jeou|data=07-11-2015|acessodata=05-09-2019|website=[[The Straits Times]]|titulotrad=Aperto de mão de um minuto marca encontro histórico entre Xi Jinping e Ma Ying-jeou|wayb=20190905182113|urlmorta=não}}</ref> No entanto, as relações começaram a se deteriorar depois que [[Tsai Ing-wen]], do [[Partido Democrático Progressista]] (PDP), venceu as eleições presidenciais em 2016.<ref>{{Citar web|ultimo=Huang|primeiro=Kristin|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3137231/timeline-cross-strait-relations-under-taiwans-president-tsai|titulo=Timeline: Taiwan's relations with mainland China under Tsai Ing-wen|data=15-06-2021|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Linha do tempo: as relações de Taiwan com a China continental sob Tsai Ing-wen|wayb=20260710104926}}</ref> | ||
No 19º Congresso do Partido realizado em 2017, Xi reafirmou seis dos nove princípios que haviam sido afirmados continuamente desde o 16º Congresso do Partido em 2002, com a notável exceção de "Colocar esperanças no [[Taiwaneses|povo de Taiwan]] como uma força para ajudar a trazer a [[Unificação da China|unificação]]".<ref name="Brookings R.C. Bush2">{{Citar jornal|ultimo=Bush|primeiro=Richard C.|url=https://www.brookings.edu/blog/order-from-chaos/2017/10/19/what-xi-jinping-said-about-taiwan-at-the-19th-party-congress/|titulo=What Xi Jinping said about Taiwan at the 19th Party Congress|data=19-10-2017|acessodata=08-07-2018|publicado=Brookings Institution|titulotrad=O que Xi Jinping disse sobre Taiwan no 19º Congresso do Partido|wayb=20180708013012|urlmorta=não}}</ref> Segundo a [[Brookings Institution]], Xi usou uma linguagem mais forte sobre a potencial [[independência de Taiwan]] do que seus predecessores em relação aos governos anteriores do PDP em Taiwan.<ref name="Brookings R.C. Bush2" /> Ele disse que "nunca permitiremos que qualquer pessoa, organização ou partido político separe qualquer parte do território chinês da China a qualquer momento e de qualquer forma".<ref name="Brookings R.C. Bush2" /> Em março de 2018, Xi disse que Taiwan enfrentaria a "punição da história" por qualquer tentativa de separatismo.<ref name="Wen-2018">{{Citar jornal|ultimo=Wen|primeiro=Philip|ultimo2=Qiu|primeiro2=Stella|url=https://www.afr.com/news/politics/world/xi-jinping-warns-taiwan-it-will-face-punishment-of-history-for-separatism-20180320-h0xpx4|titulo=Xi Jinping warns Taiwan it will face 'punishment of history' for separatism|data=20-03-2018|acessodata=08-07-2018|website=[[The Australian Financial Review]]|titulotrad=Xi Jinping adverte Taiwan que enfrentará 'punição da história' por separatismo|wayb=20180708192153|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> | No 19º Congresso do Partido realizado em 2017, Xi reafirmou seis dos nove princípios que haviam sido afirmados continuamente desde o 16º Congresso do Partido em 2002, com a notável exceção de "Colocar esperanças no [[Taiwaneses|povo de Taiwan]] como uma força para ajudar a trazer a [[Unificação da China|unificação]]".<ref name="Brookings R.C. Bush2">{{Citar jornal|ultimo=Bush|primeiro=Richard C.|url=https://www.brookings.edu/blog/order-from-chaos/2017/10/19/what-xi-jinping-said-about-taiwan-at-the-19th-party-congress/|titulo=What Xi Jinping said about Taiwan at the 19th Party Congress|data=19-10-2017|acessodata=08-07-2018|publicado=Brookings Institution|titulotrad=O que Xi Jinping disse sobre Taiwan no 19º Congresso do Partido|wayb=20180708013012|urlmorta=não}}</ref> Segundo a [[Brookings Institution]], Xi usou uma linguagem mais forte sobre a potencial [[independência de Taiwan]] do que seus predecessores em relação aos governos anteriores do PDP em Taiwan.<ref name="Brookings R.C. Bush2" /> Ele disse que "nunca permitiremos que qualquer pessoa, organização ou partido político separe qualquer parte do território chinês da China a qualquer momento e de qualquer forma".<ref name="Brookings R.C. Bush2" /> Em março de 2018, Xi disse que Taiwan enfrentaria a "punição da história" por qualquer tentativa de separatismo.<ref name="Wen-2018">{{Citar jornal|ultimo=Wen|primeiro=Philip|ultimo2=Qiu|primeiro2=Stella|url=https://www.afr.com/news/politics/world/xi-jinping-warns-taiwan-it-will-face-punishment-of-history-for-separatism-20180320-h0xpx4|titulo=Xi Jinping warns Taiwan it will face 'punishment of history' for separatism|data=20-03-2018|acessodata=08-07-2018|website=[[The Australian Financial Review]]|titulotrad=Xi Jinping adverte Taiwan que enfrentará 'punição da história' por separatismo|wayb=20180708192153|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> | ||
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Em janeiro de 2019, Xi Jinping pediu a Taiwan que rejeitasse sua independência formal da China, dizendo: "Não prometemos renunciar ao uso da força e nos reservamos a opção de tomar todos os meios necessários". Essas opções, disse ele, poderiam ser usadas contra "interferência externa". Xi também disse que eles "estão dispostos a criar amplo espaço para a reunificação pacífica, mas não deixarão espaço para nenhuma forma de atividades separatistas".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kuo|primeiro=Lily|url=https://www.theguardian.com/world/2019/jan/02/all-necessary-means-xi-jinping-reserves-right-to-use-force-against-taiwan|titulo='All necessary means': Xi Jinping reserves right to use force against Taiwan|data=02-01-2019|acessodata=07-09-2019|website=The Guardian|titulotrad='Todos os meios necessários': Xi Jinping se reserva o direito de usar a força contra Taiwan|wayb=20190822114526|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Griffiths|primeiro=James|url=https://edition.cnn.com/2019/01/02/asia/xi-jinping-taiwan-tsai-intl/|titulo=Xi warns Taiwan independence is 'a dead end'|data=02-01-2019|acessodata=07-09-2019|website=CNN|titulotrad=Xi adverte que independência de Taiwan é 'um beco sem saída'|wayb=20191003215248|urlmorta=não}}</ref> A presidente Tsai respondeu ao discurso dizendo que Taiwan não aceitaria um acordo de [[um país, dois sistemas]] com o continente, enquanto enfatizava a necessidade de todas as negociações através do Estreito serem de governo para governo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lee|primeiro=Yimou|url=https://www.reuters.com/article/us-china-taiwan-president/taiwan-president-defiant-after-china-calls-for-reunification-idUSKCN1OW0FN|titulo=Taiwan president defiant after China calls for reunification|data=02-01-2019|acessodata=07-09-2019|publicado=Reuters|titulotrad=Presidente de Taiwan desafiador após China pedir reunificação|wayb=20190929044514|urlmorta=não}}</ref> | Em janeiro de 2019, Xi Jinping pediu a Taiwan que rejeitasse sua independência formal da China, dizendo: "Não prometemos renunciar ao uso da força e nos reservamos a opção de tomar todos os meios necessários". Essas opções, disse ele, poderiam ser usadas contra "interferência externa". Xi também disse que eles "estão dispostos a criar amplo espaço para a reunificação pacífica, mas não deixarão espaço para nenhuma forma de atividades separatistas".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kuo|primeiro=Lily|url=https://www.theguardian.com/world/2019/jan/02/all-necessary-means-xi-jinping-reserves-right-to-use-force-against-taiwan|titulo='All necessary means': Xi Jinping reserves right to use force against Taiwan|data=02-01-2019|acessodata=07-09-2019|website=The Guardian|titulotrad='Todos os meios necessários': Xi Jinping se reserva o direito de usar a força contra Taiwan|wayb=20190822114526|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Griffiths|primeiro=James|url=https://edition.cnn.com/2019/01/02/asia/xi-jinping-taiwan-tsai-intl/|titulo=Xi warns Taiwan independence is 'a dead end'|data=02-01-2019|acessodata=07-09-2019|website=CNN|titulotrad=Xi adverte que independência de Taiwan é 'um beco sem saída'|wayb=20191003215248|urlmorta=não}}</ref> A presidente Tsai respondeu ao discurso dizendo que Taiwan não aceitaria um acordo de [[um país, dois sistemas]] com o continente, enquanto enfatizava a necessidade de todas as negociações através do Estreito serem de governo para governo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lee|primeiro=Yimou|url=https://www.reuters.com/article/us-china-taiwan-president/taiwan-president-defiant-after-china-calls-for-reunification-idUSKCN1OW0FN|titulo=Taiwan president defiant after China calls for reunification|data=02-01-2019|acessodata=07-09-2019|publicado=Reuters|titulotrad=Presidente de Taiwan desafiador após China pedir reunificação|wayb=20190929044514|urlmorta=não}}</ref> | ||
Em 2022, após os exercícios militares chineses em torno de Taiwan, a China publicou um papel em branco chamado "[[A Questão de Taiwan e a Reunificação da China na Nova Era]]", que foi o primeiro papel em branco relacionado a Taiwan desde 2000.<ref name="Millson-2022">{{Citar jornal|ultimo=Millson|primeiro=Alex|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-08-10/china-s-first-white-paper-on-taiwan-since-xi-came-to-power-in-full|titulo=China's First White Paper on Taiwan Since Xi Came to Power — In Full|data=10-08-2022|acessodata=12-08-2022|website=Bloomberg News|lingua=en|titulotrad=Primeiro Livro Branco da China sobre Taiwan desde que Xi chegou ao poder - na íntegra}}</ref> O jornal instou Taiwan a se tornar uma [[região administrativa especial]] da República Popular da China sob a fórmula de um país e dois sistemas e disse que "um pequeno número de países, os EUA principalmente entre eles" estão "usando Taiwan para conter a China".<ref name="Millson-2022" /><ref name="Falconer-2022">{{Citar jornal|ultimo=Falconer|primeiro=Rebecca|url=https://www.axios.com/2022/08/11/beijing-taiwan-policy-update-troops-pledge|titulo=New Beijing policy removes pledge not to send troops to Taiwan if it takes control of island|data=11-08-2022|acessodata=12-08-2022|website=[[Axios (website)|Axios]]|lingua=en|titulotrad=Nova política de Pequim remove promessa de não enviar tropas a Taiwan se assumir o controle da ilha}}</ref> Notavelmente, o novo livro branco excluiu uma parte que anteriormente dizia que a RPC não enviaria tropas ou oficiais a Taiwan após a unificação.<ref name="Falconer-2022" /> | Em 2022, após os exercícios militares chineses em torno de Taiwan, a China publicou um papel em branco chamado "[[A Questão de Taiwan e a Reunificação da China na Nova Era]]", que foi o primeiro papel em branco relacionado a Taiwan desde 2000.<ref name="Millson-2022">{{Citar jornal|ultimo=Millson|primeiro=Alex|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-08-10/china-s-first-white-paper-on-taiwan-since-xi-came-to-power-in-full|titulo=China's First White Paper on Taiwan Since Xi Came to Power — In Full|data=10-08-2022|acessodata=12-08-2022|website=Bloomberg News|lingua=en|titulotrad=Primeiro Livro Branco da China sobre Taiwan desde que Xi chegou ao poder - na íntegra|wayb=20250725204940}}</ref> O jornal instou Taiwan a se tornar uma [[região administrativa especial]] da República Popular da China sob a fórmula de um país e dois sistemas e disse que "um pequeno número de países, os EUA principalmente entre eles" estão "usando Taiwan para conter a China".<ref name="Millson-2022" /><ref name="Falconer-2022">{{Citar jornal|ultimo=Falconer|primeiro=Rebecca|url=https://www.axios.com/2022/08/11/beijing-taiwan-policy-update-troops-pledge|titulo=New Beijing policy removes pledge not to send troops to Taiwan if it takes control of island|data=11-08-2022|acessodata=12-08-2022|website=[[Axios (website)|Axios]]|lingua=en|titulotrad=Nova política de Pequim remove promessa de não enviar tropas a Taiwan se assumir o controle da ilha|wayb=20250401035420}}</ref> Notavelmente, o novo livro branco excluiu uma parte que anteriormente dizia que a RPC não enviaria tropas ou oficiais a Taiwan após a unificação.<ref name="Falconer-2022" /> | ||
=== Estados Unidos === | === Estados Unidos === | ||
{{VT|Relações entre China e Estados Unidos}} | {{VT|Relações entre China e Estados Unidos}} | ||
[[Ficheiro:President_Trump's_Trip_to_Asia_(37575409684).jpg|miniaturadaimagem|O então presidente dos EUA, Donald Trump, chega à China, 8 de novembro de 2017]] | [[Ficheiro:President_Trump's_Trip_to_Asia_(37575409684).jpg|miniaturadaimagem|O então presidente dos EUA, Donald Trump, chega à China, 8 de novembro de 2017]] | ||
Xi chamou as relações China-Estados Unidos no mundo contemporâneo de um "novo tipo de relações de grande potência", uma frase que o [[Presidência de Barack Obama|governo Obama]] relutou em adotar.<ref name="nikkei2">{{Citar jornal|ultimo=Hiroyuki|primeiro=Akita|url=http://asia.nikkei.com/Politics-Economy/International-Relations/A-new-kind-of-great-power-relationship-No-thanks-Obama-subtly-tells-China|titulo=A new kind of 'great power relationship'? No thanks, Obama subtly tells China|data=22 de julho de 2014|acessodata=11-11-2014|website=Nikkei Asia|titulotrad=Um novo tipo de 'grande relação de poder'? Não, obrigado, Obama diz sutilmente à China|wayb=20141111181321|urlmorta=sim}}</ref> Sob sua administração, o [[Diálogo Estratégico e Econômico EUA-China]], iniciado sob Hu Jintao, continuou, até ser suspenso pela administração de [[Donald Trump]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Cissy|url=https://www.scmp.com/economy/china-economy/article/3141700/us-china-economic-talks-infinitely-far-away-emphasis|titulo=US-China economic talks 'infinitely far away' with 'emphasis on competition over cooperation'|data=19-07-2021|acessodata=19-05-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=Negociações econômicas EUA-China 'infinitamente distantes' com 'ênfase na competição sobre a cooperação'}}</ref> Sobre as relações China-EUA, Xi disse: "Se (a China e os Estados Unidos) estiverem em confronto, isso certamente significaria um desastre para ambos os países".<ref name="scmp22">{{Citar jornal|ultimo=Ng|primeiro=Teddy|ultimo2=Kwong|primeiro2=Man-ki|url=http://www.scmp.com/news/china/article/1550184/confrontation-us-would-be-disaster-says-president-xi-jinping?page=all|titulo=President Xi Jinping warns of disaster if Sino-US relations sour|data=09-07-2014|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Presidente Xi Jinping alerta para desastre se relações sino-americanas azedarem|wayb=20190828224320|urlmorta=não}}</ref> Os EUA têm criticado as ações chinesas no Mar da China Meridional.<ref name="nikkei2" /> Em 2014, hackers chineses comprometeram o sistema de computador do US Office of Personnel Management,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Perez|primeiro=Evan|url=http://www.cnn.com/2017/08/24/politics/fbi-arrests-chinese-national-in-opm-data-breach/index.html|titulo=FBI arrests Chinese national connected to malware used in OPM data breach|data=24 de agosto de 2017|acessodata=29-10-2018|website=CNN|titulotrad=FBI prende cidadão chinês conectado a malware usado em violação de dados do OPM|wayb=20181011015443|urlmorta=não}}</ref> resultando no roubo de aproximadamente 22 milhões de registros pessoais administrados pelo escritório.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Nakashima|primeiro=Ellen|url=https://www.washingtonpost.com/news/federal-eye/wp/2015/07/09/hack-of-security-clearance-system-affected-21-5-million-people-federal-authorities-say/|titulo=Hacks of OPM databases compromised 22.1 million people, federal authorities say|data=09-07-2015|acessodata=29-10-2018|website=The Washington Post|titulotrad=Hacks de bancos de dados OPM comprometeram 22,1 milhões de pessoas, dizem autoridades federais|wayb=20180726051157|urlmorta=não}}</ref> Xi também se pronunciou indiretamente de forma crítica sobre o "pivô estratégico" dos EUA para a Ásia.<ref name="blan2">{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-diplomacy-idUSKBN0F82GX20140703|titulo=With one eye on Washington, China plots its own Asia 'pivot'|data=03-07-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=Reuters|titulotrad=De olho em Washington, China planeja seu próprio 'pivô' na Ásia|wayb=20151006010842|urlmorta=não}}</ref> | Xi chamou as relações China-Estados Unidos no mundo contemporâneo de um "novo tipo de relações de grande potência", uma frase que o [[Presidência de Barack Obama|governo Obama]] relutou em adotar.<ref name="nikkei2">{{Citar jornal|ultimo=Hiroyuki|primeiro=Akita|url=http://asia.nikkei.com/Politics-Economy/International-Relations/A-new-kind-of-great-power-relationship-No-thanks-Obama-subtly-tells-China|titulo=A new kind of 'great power relationship'? No thanks, Obama subtly tells China|data=22 de julho de 2014|acessodata=11-11-2014|website=Nikkei Asia|titulotrad=Um novo tipo de 'grande relação de poder'? Não, obrigado, Obama diz sutilmente à China|wayb=20141111181321|urlmorta=sim}}</ref> Sob sua administração, o [[Diálogo Estratégico e Econômico EUA-China]], iniciado sob Hu Jintao, continuou, até ser suspenso pela administração de [[Donald Trump]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Cissy|url=https://www.scmp.com/economy/china-economy/article/3141700/us-china-economic-talks-infinitely-far-away-emphasis|titulo=US-China economic talks 'infinitely far away' with 'emphasis on competition over cooperation'|data=19-07-2021|acessodata=19-05-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=Negociações econômicas EUA-China 'infinitamente distantes' com 'ênfase na competição sobre a cooperação'|wayb=20260309110505}}</ref> Sobre as relações China-EUA, Xi disse: "Se (a China e os Estados Unidos) estiverem em confronto, isso certamente significaria um desastre para ambos os países".<ref name="scmp22">{{Citar jornal|ultimo=Ng|primeiro=Teddy|ultimo2=Kwong|primeiro2=Man-ki|url=http://www.scmp.com/news/china/article/1550184/confrontation-us-would-be-disaster-says-president-xi-jinping?page=all|titulo=President Xi Jinping warns of disaster if Sino-US relations sour|data=09-07-2014|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Presidente Xi Jinping alerta para desastre se relações sino-americanas azedarem|wayb=20190828224320|urlmorta=não}}</ref> Os EUA têm criticado as ações chinesas no Mar da China Meridional.<ref name="nikkei2" /> Em 2014, hackers chineses comprometeram o sistema de computador do US Office of Personnel Management,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Perez|primeiro=Evan|url=http://www.cnn.com/2017/08/24/politics/fbi-arrests-chinese-national-in-opm-data-breach/index.html|titulo=FBI arrests Chinese national connected to malware used in OPM data breach|data=24 de agosto de 2017|acessodata=29-10-2018|website=CNN|titulotrad=FBI prende cidadão chinês conectado a malware usado em violação de dados do OPM|wayb=20181011015443|urlmorta=não}}</ref> resultando no roubo de aproximadamente 22 milhões de registros pessoais administrados pelo escritório.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Nakashima|primeiro=Ellen|url=https://www.washingtonpost.com/news/federal-eye/wp/2015/07/09/hack-of-security-clearance-system-affected-21-5-million-people-federal-authorities-say/|titulo=Hacks of OPM databases compromised 22.1 million people, federal authorities say|data=09-07-2015|acessodata=29-10-2018|website=The Washington Post|titulotrad=Hacks de bancos de dados OPM comprometeram 22,1 milhões de pessoas, dizem autoridades federais|wayb=20180726051157|urlmorta=não}}</ref> Xi também se pronunciou indiretamente de forma crítica sobre o "pivô estratégico" dos EUA para a Ásia.<ref name="blan2">{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-diplomacy-idUSKBN0F82GX20140703|titulo=With one eye on Washington, China plots its own Asia 'pivot'|data=03-07-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=Reuters|titulotrad=De olho em Washington, China planeja seu próprio 'pivô' na Ásia|wayb=20151006010842|urlmorta=não}}</ref> | ||
As relações com os EUA azedaram depois que Donald Trump se tornou presidente em 2017.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Brown|primeiro=Adrian|url=https://www.aljazeera.com/blogs/asia/2019/05/china-trade-war-sino-american-ties-torn-brick-brick-190512132227395.html|titulo=China-US trade war: Sino-American ties being torn down brick by brick|data=12-05-2019|acessodata=19-10-2019|publicado=Al Jazeera|titulotrad=Guerra comercial China-EUA: laços sino-americanos sendo destruídos tijolo por tijolo|wayb=20190904140940|urlmorta=não}}</ref> Desde 2018, EUA e China estão envolvidos em uma guerra comercial crescente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Swanson|primeiro=Ana|url=https://www.nytimes.com/2018/07/05/business/china-us-trade-war-trump-tariffs.html|titulo=Trump's Trade War With China Is Officially Underway|data=05-07-2018|acessodata=26-05-2019|website=The New York Times|titulotrad=A guerra comercial de Trump com a China está oficialmente em andamento|wayb=20180712201844|urlmorta=não}}</ref> Em 2020, as relações se deterioraram ainda mais devido à pandemia de COVID-19.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/united-states/2020/03/26/relations-between-china-and-america-are-infected-with-coronavirus|titulo=Relations between China and America are infected with coronavirus|data=26-03-2020|acessodata=14-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Relações entre China e América estão infectadas com coronavírus|issn=0013-0613}}</ref> Em 2021, Xi chamou os EUA dê a maior ameaça ao desenvolvimento da China, dizendo que "a maior fonte de caos no mundo atual são os Estados Unidos".<ref name="Buckley-2021a2">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2021/03/03/world/asia/xi-china-congress.html|titulo='The East Is Rising': Xi Maps Out China's Post-Covid Ascent|data=03-03-2021|acessodata=12-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='O Oriente está subindo': Xi mapeia a ascensão pós-Covid da China|issn=0362-4331}}</ref> Xi também descartou uma política anterior em que a China não desafiava os EUA geralmente, enquanto as autoridades chinesas disseram que agora veem a China como "igual" aos EUA.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|ultimo2=Davis|primeiro2=Bob|url=https://www.wsj.com/articles/america-china-policy-biden-xi-11617896117|titulo=China's Message to America: We're an Equal Now|data=12-04-2021|acessodata=14-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Mensagem da China para a América: Somos Iguais Agora|issn=0099-9660}}</ref> Em 6 de março de 2023, durante um discurso ao na [[Conferência Consultiva Política do Povo Chinês]] (CCPPC), Xi disse que "os países ocidentais - liderados pelos EUA - implementaram contenção, cerco e repressão total" contra a China, que ele disse trazer "desafios graves sem precedentes para o desenvolvimento de nosso país".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|ultimo2=Zhai|primeiro2=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-jinping-takes-rare-direct-aim-at-u-s-in-speech-5d8fde1a?mod=article_inline|titulo=China's Xi Jinping Takes Rare Direct Aim at U.S. in Speech|data=06-03-2023|acessodata=09-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Xi Jinping da China faz rara mira direta nos EUA em discurso|ultimo3=Areddy|primeiro3=James T.}}</ref> | As relações com os EUA azedaram depois que Donald Trump se tornou presidente em 2017.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Brown|primeiro=Adrian|url=https://www.aljazeera.com/blogs/asia/2019/05/china-trade-war-sino-american-ties-torn-brick-brick-190512132227395.html|titulo=China-US trade war: Sino-American ties being torn down brick by brick|data=12-05-2019|acessodata=19-10-2019|publicado=Al Jazeera|titulotrad=Guerra comercial China-EUA: laços sino-americanos sendo destruídos tijolo por tijolo|wayb=20190904140940|urlmorta=não}}</ref> Desde 2018, EUA e China estão envolvidos em uma guerra comercial crescente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Swanson|primeiro=Ana|url=https://www.nytimes.com/2018/07/05/business/china-us-trade-war-trump-tariffs.html|titulo=Trump's Trade War With China Is Officially Underway|data=05-07-2018|acessodata=26-05-2019|website=The New York Times|titulotrad=A guerra comercial de Trump com a China está oficialmente em andamento|wayb=20180712201844|urlmorta=não}}</ref> Em 2020, as relações se deterioraram ainda mais devido à pandemia de COVID-19.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/united-states/2020/03/26/relations-between-china-and-america-are-infected-with-coronavirus|titulo=Relations between China and America are infected with coronavirus|data=26-03-2020|acessodata=14-08-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Relações entre China e América estão infectadas com coronavírus|issn=0013-0613|wayb=20250815072629}}</ref> Em 2021, Xi chamou os EUA dê a maior ameaça ao desenvolvimento da China, dizendo que "a maior fonte de caos no mundo atual são os Estados Unidos".<ref name="Buckley-2021a2">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2021/03/03/world/asia/xi-china-congress.html|titulo='The East Is Rising': Xi Maps Out China's Post-Covid Ascent|data=03-03-2021|acessodata=12-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='O Oriente está subindo': Xi mapeia a ascensão pós-Covid da China|issn=0362-4331|wayb=20260216053132}}</ref> Xi também descartou uma política anterior em que a China não desafiava os EUA geralmente, enquanto as autoridades chinesas disseram que agora veem a China como "igual" aos EUA.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|ultimo2=Davis|primeiro2=Bob|url=https://www.wsj.com/articles/america-china-policy-biden-xi-11617896117|titulo=China's Message to America: We're an Equal Now|data=12-04-2021|acessodata=14-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Mensagem da China para a América: Somos Iguais Agora|issn=0099-9660|wayb=20241208160549}}</ref> Em 6 de março de 2023, durante um discurso ao na [[Conferência Consultiva Política do Povo Chinês]] (CCPPC), Xi disse que "os países ocidentais - liderados pelos EUA - implementaram contenção, cerco e repressão total" contra a China, que ele disse trazer "desafios graves sem precedentes para o desenvolvimento de nosso país".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|ultimo2=Zhai|primeiro2=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-jinping-takes-rare-direct-aim-at-u-s-in-speech-5d8fde1a?mod=article_inline|titulo=China's Xi Jinping Takes Rare Direct Aim at U.S. in Speech|data=06-03-2023|acessodata=09-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Xi Jinping da China faz rara mira direta nos EUA em discurso|ultimo3=Areddy|primeiro3=James T.|wayb=20260507032804}}</ref> | ||
=== Viagens ao exterior como Líder Supremo === | === Viagens ao exterior como Líder Supremo === | ||
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Xi fez sua primeira viagem ao exterior como Líder Supremo da China para a Rússia em 22 de março de 2013, cerca de uma semana após assumir a presidência. Ele se encontrou com o presidente Vladimir Putin e os dois líderes discutiram questões comerciais e energéticas. Em seguida, seguiu para a Tanzânia, África do Sul (onde participou da cúpula do [[BRICS]] em [[Durban]]) e República do Congo.<ref name="russiaafrica2">{{Citar jornal|ultimo=Wu|primeiro=Liming|url=http://en.people.cn/90883/8189481.html|titulo=Xi's maiden foreign tour historic, fruitful|data=01-04-2013|acessodata=07-09-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Primeira viagem internacional de Xi é histórica e frutífera|wayb=20190617165730|urlmorta=não}}</ref> Xi visitou os Estados Unidos em Sunnylands Estate, na Califórnia, em uma 'cúpula em mangas de camisa' com o presidente dos EUA, Barack Obama, em junho de 2013, embora esta não tenha sido considerada uma visita de estado formal.<ref name="sunnylands2">{{Citar jornal|ultimo=Bush|primeiro=Richard C. III|url=http://www.brookings.edu/blogs/up-front/posts/2013/06/10-obama-xi-sunnylands-bush|titulo=Obama and Xi at Sunnylands: A Good Start|data=10-06-2013|acessodata=07-09-2019|publicado=Brookings Institution|titulotrad=Obama e Xi em Sunnylands: um bom começo|wayb=20160605213252|urlmorta=não}}</ref> Em outubro de 2013, Xi participou da [[Cooperação Econômica Ásia-Pacífico|Cúpula da APEC]] em [[Bali]], Indonésia. | Xi fez sua primeira viagem ao exterior como Líder Supremo da China para a Rússia em 22 de março de 2013, cerca de uma semana após assumir a presidência. Ele se encontrou com o presidente Vladimir Putin e os dois líderes discutiram questões comerciais e energéticas. Em seguida, seguiu para a Tanzânia, África do Sul (onde participou da cúpula do [[BRICS]] em [[Durban]]) e República do Congo.<ref name="russiaafrica2">{{Citar jornal|ultimo=Wu|primeiro=Liming|url=http://en.people.cn/90883/8189481.html|titulo=Xi's maiden foreign tour historic, fruitful|data=01-04-2013|acessodata=07-09-2019|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Primeira viagem internacional de Xi é histórica e frutífera|wayb=20190617165730|urlmorta=não}}</ref> Xi visitou os Estados Unidos em Sunnylands Estate, na Califórnia, em uma 'cúpula em mangas de camisa' com o presidente dos EUA, Barack Obama, em junho de 2013, embora esta não tenha sido considerada uma visita de estado formal.<ref name="sunnylands2">{{Citar jornal|ultimo=Bush|primeiro=Richard C. III|url=http://www.brookings.edu/blogs/up-front/posts/2013/06/10-obama-xi-sunnylands-bush|titulo=Obama and Xi at Sunnylands: A Good Start|data=10-06-2013|acessodata=07-09-2019|publicado=Brookings Institution|titulotrad=Obama e Xi em Sunnylands: um bom começo|wayb=20160605213252|urlmorta=não}}</ref> Em outubro de 2013, Xi participou da [[Cooperação Econômica Ásia-Pacífico|Cúpula da APEC]] em [[Bali]], Indonésia. | ||
Em março de 2014, Xi fez uma viagem à Europa Ocidental visitando a Holanda, onde participou da [[Cimeira de Segurança Nuclear|Cúpula de Segurança Nuclear]] em [[Haia]],<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-26711085|titulo=China media: Nuclear summit|data=24-03-2014|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Mídia da China: cúpula nuclear}}</ref> seguida de visitas à França, Alemanha e Bélgica.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-26695489|titulo=Chinese President Xi Jinping begins key Europe visit|data=22-03-2014|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Presidente chinês Xi Jinping inicia importante visita à Europa}}</ref> Ele fez uma visita de estado à Coreia do Sul em 4 de julho de 2014 e se reuniu com a presidente sul-coreana [[Park Geun-hye]].<ref>{{Citar web|url=http://www.korea.net/NewsFocus/Society/view?articleId=120421|titulo=President Xi, 'Korea-China relations better than ever'|data=04-07-2014|acessodata=07-09-2019|website=Korea.net|titulotrad=Presidente Xi, 'Relações Coreia-China melhores do que nunca'|wayb=20181029232400|urlmorta=não}}</ref> Entre 14 e 23 de julho, Xi participou da cúpula dos líderes do BRICS no Brasil e visitou Argentina, Venezuela e Cuba.<ref name="latin2">{{Citar jornal|ultimo=Swaine|primeiro=Michael D.|url=http://carnegieendowment.org/2014/09/05/xi-jinping-s-july-2014-trip-to-latin-america|titulo=Xi Jinping's July 2014 Trip to Latin America|data=05-09-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=Carnegie Endowment for International Peace|titulotrad=Viagem de julho de 2014 de Xi Jinping à América Latina|wayb=20181029232408|urlmorta=não}}</ref> | Em março de 2014, Xi fez uma viagem à Europa Ocidental visitando a Holanda, onde participou da [[Cimeira de Segurança Nuclear|Cúpula de Segurança Nuclear]] em [[Haia]],<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-26711085|titulo=China media: Nuclear summit|data=24-03-2014|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Mídia da China: cúpula nuclear|wayb=20250816081004}}</ref> seguida de visitas à França, Alemanha e Bélgica.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-26695489|titulo=Chinese President Xi Jinping begins key Europe visit|data=22-03-2014|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Presidente chinês Xi Jinping inicia importante visita à Europa|wayb=20250108154429}}</ref> Ele fez uma visita de estado à Coreia do Sul em 4 de julho de 2014 e se reuniu com a presidente sul-coreana [[Park Geun-hye]].<ref>{{Citar web|url=http://www.korea.net/NewsFocus/Society/view?articleId=120421|titulo=President Xi, 'Korea-China relations better than ever'|data=04-07-2014|acessodata=07-09-2019|website=Korea.net|titulotrad=Presidente Xi, 'Relações Coreia-China melhores do que nunca'|wayb=20181029232400|urlmorta=não}}</ref> Entre 14 e 23 de julho, Xi participou da cúpula dos líderes do BRICS no Brasil e visitou Argentina, Venezuela e Cuba.<ref name="latin2">{{Citar jornal|ultimo=Swaine|primeiro=Michael D.|url=http://carnegieendowment.org/2014/09/05/xi-jinping-s-july-2014-trip-to-latin-america|titulo=Xi Jinping's July 2014 Trip to Latin America|data=05-09-2014|acessodata=07-09-2019|publicado=Carnegie Endowment for International Peace|titulotrad=Viagem de julho de 2014 de Xi Jinping à América Latina|wayb=20181029232408|urlmorta=não}}</ref> | ||
[[Ficheiro:Wspólne_oświadczenie_w_sprawie_ustanowienia_wszechstronnego_strategicznego_partnerstwa.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Xi em visita oficial a [[Varsóvia]], onde ele e o presidente da Polônia, [[Andrzej Duda]], assinaram uma declaração sobre parceria estratégica.]] | [[Ficheiro:Wspólne_oświadczenie_w_sprawie_ustanowienia_wszechstronnego_strategicznego_partnerstwa.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Xi em visita oficial a [[Varsóvia]], onde ele e o presidente da Polônia, [[Andrzej Duda]], assinaram uma declaração sobre parceria estratégica.]] | ||
Xi fez uma visita de estado oficial à Índia e se encontrou com o primeiro-ministro indiano [[Narendra Modi]] em setembro de 2014; ele visitou Nova Delhi e também foi para a cidade natal de Modi no estado de [[Guzerate|Gujarat]].<ref name="india2">{{Citar jornal|url=http://timesofindia.indiatimes.com/india/Chinese-incursion-in-Ladakh-A-little-toothache-can-paralyze-entire-body-Modi-tells-Xi-Jinping/articleshow/42940337.cms|titulo=Chinese incursion in Ladakh: A little toothache can paralyze entire body, Modi tells Xi Jinping|data=20-09-2014|acessodata=07-09-2019|website=[[The Times of India]]|titulotrad=Incursão chinesa em Ladakh: uma pequena dor de dente pode paralisar o corpo inteiro, diz Modi a Xi Jinping|wayb=20190711075407|urlmorta=não}}</ref> Ele fez uma visita de estado à Austrália e se encontrou com o primeiro-ministro [[Tony Abbott]] em novembro de 2014,<ref name="smh2">{{Citar jornal|ultimo=Salna|primeiro=Karlis|ultimo2=Blenkin|primeiro2=Max|url=http://www.smh.com.au//breaking-news-national/xi-says-time-to-lift-relations-20141119-3kn7n.html|titulo=Xi says time to lift relations|data=19-11-2014|acessodata=20-04-2015|website=[[The Sydney Morning Herald]]|titulotrad=Xi diz que é hora de melhorar as relações|wayb=20150924102909|urlmorta=sim}}</ref> seguido de uma visita à nação insular de Fiji.<ref name="fiji2">{{Citar jornal|ultimo=Fox|primeiro=Liam|url=http://www.abc.net.au/news/2014-11-22/chinese-president-xi-visits-fiji-to-strengthen-economic-ties/5911144|titulo=Chinese president Xi Jinping signs five agreements with Fiji as part of China's Pacific engagement strategy|data=22-11-2015|acessodata=07-09-2019|publicado=ABC News (Australia)|titulotrad=O presidente chinês Xi Jinping assina cinco acordos com Fiji como parte da estratégia de engajamento da China no Pacífico|wayb=20190520205458|urlmorta=não}}</ref> Xi visitou o Paquistão em abril de 2015, assinando uma série de acordos de infraestrutura no valor de US$ 45 bilhões relacionados ao [[Corredor Económico China-Paquistão|Corredor Econômico China-Paquistão]]. Durante sua visita, o maior prêmio civil do Paquistão, o Nishan-e-Pakistan, foi conferido a ele.<ref>{{Citar jornal|url=http://www.hindustantimes.com/world-news/pak-confers-highest-civilian-award-on-chinese-president-xi/article1-1339490.aspx|titulo=Pakistan confers Nishan-e-Pakistan on Chinese president Xi Jinping|data=21-04-2015|acessodata=07-09-2019|website=[[Hindustan Times]]|titulotrad=Paquistão confere Nishan-e-Paquistão ao presidente chinês Xi Jinping|wayb=20150811203441|urlmorta=sim}}</ref> Ele então foi para [[Jacarta]] e [[Bandungue|Bandung]], Indonésia, para participar da Cúpula de Líderes Afro-Asiáticos e dos eventos do 60º Aniversário da [[Conferência de Bandungue|Conferência de Bandung]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Perlez|primeiro=Jane|url=https://www.nytimes.com/2015/04/20/world/asia/chinas-president-heads-to-pakistan-with-billions-in-infrastructure-aid.html|titulo=Xi Jinping Heads to Pakistan, Bearing Billions in Infrastructure Aid|data=19-04-2015|acessodata=07-09-2019|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping vai ao Paquistão com bilhões em ajuda para infraestrutura|issn=0362-4331|wayb=20161109223101}}</ref> Xi visitou a Rússia e foi o convidado de honra do presidente russo, Vladimir Putin, na Parada do Dia da Vitória em Moscou de 2015 para marcar o 70º aniversário da vitória dos aliados na Europa. No desfile, Xi e sua esposa [[Peng Liyuan]] sentaram-se ao lado de Putin. Na mesma viagem, Xi também visitou o Cazaquistão e se reuniu com o presidente [[Nursultan Nazarbaev|Nursultan Nazarbayev]], e posteriormente também se encontrou com [[Aleksandr Lukashenko|Alexander Lukashenko]] na [[Bielorrússia]].<ref name="russia3">{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2015/05/at-russias-military-parade-putin-and-xi-cement-ties/|titulo=At Russia's Military Parade, Putin and Xi Cement Ties|data=09-05-2015|acessodata=07-09-2019|website=The Diplomat|titulotrad=No desfile militar da Rússia, Putin e Xi Laços de Cimento|wayb=20190411125137|urlmorta=não}}</ref> | Xi fez uma visita de estado oficial à Índia e se encontrou com o primeiro-ministro indiano [[Narendra Modi]] em setembro de 2014; ele visitou Nova Delhi e também foi para a cidade natal de Modi no estado de [[Guzerate|Gujarat]].<ref name="india2">{{Citar jornal|url=http://timesofindia.indiatimes.com/india/Chinese-incursion-in-Ladakh-A-little-toothache-can-paralyze-entire-body-Modi-tells-Xi-Jinping/articleshow/42940337.cms|titulo=Chinese incursion in Ladakh: A little toothache can paralyze entire body, Modi tells Xi Jinping|data=20-09-2014|acessodata=07-09-2019|website=[[The Times of India]]|titulotrad=Incursão chinesa em Ladakh: uma pequena dor de dente pode paralisar o corpo inteiro, diz Modi a Xi Jinping|wayb=20190711075407|urlmorta=não}}</ref> Ele fez uma visita de estado à Austrália e se encontrou com o primeiro-ministro [[Tony Abbott]] em novembro de 2014,<ref name="smh2">{{Citar jornal|ultimo=Salna|primeiro=Karlis|ultimo2=Blenkin|primeiro2=Max|url=http://www.smh.com.au//breaking-news-national/xi-says-time-to-lift-relations-20141119-3kn7n.html|titulo=Xi says time to lift relations|data=19-11-2014|acessodata=20-04-2015|website=[[The Sydney Morning Herald]]|titulotrad=Xi diz que é hora de melhorar as relações|wayb=20150924102909|urlmorta=sim}}</ref> seguido de uma visita à nação insular de Fiji.<ref name="fiji2">{{Citar jornal|ultimo=Fox|primeiro=Liam|url=http://www.abc.net.au/news/2014-11-22/chinese-president-xi-visits-fiji-to-strengthen-economic-ties/5911144|titulo=Chinese president Xi Jinping signs five agreements with Fiji as part of China's Pacific engagement strategy|data=22-11-2015|acessodata=07-09-2019|publicado=ABC News (Australia)|titulotrad=O presidente chinês Xi Jinping assina cinco acordos com Fiji como parte da estratégia de engajamento da China no Pacífico|wayb=20190520205458|urlmorta=não}}</ref> Xi visitou o Paquistão em abril de 2015, assinando uma série de acordos de infraestrutura no valor de US$ 45 bilhões relacionados ao [[Corredor Económico China-Paquistão|Corredor Econômico China-Paquistão]]. Durante sua visita, o maior prêmio civil do Paquistão, o Nishan-e-Pakistan, foi conferido a ele.<ref>{{Citar jornal|url=http://www.hindustantimes.com/world-news/pak-confers-highest-civilian-award-on-chinese-president-xi/article1-1339490.aspx|titulo=Pakistan confers Nishan-e-Pakistan on Chinese president Xi Jinping|data=21-04-2015|acessodata=07-09-2019|website=[[Hindustan Times]]|titulotrad=Paquistão confere Nishan-e-Paquistão ao presidente chinês Xi Jinping|wayb=20150811203441|urlmorta=sim}}</ref> Ele então foi para [[Jacarta]] e [[Bandungue|Bandung]], Indonésia, para participar da Cúpula de Líderes Afro-Asiáticos e dos eventos do 60º Aniversário da [[Conferência de Bandungue|Conferência de Bandung]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Perlez|primeiro=Jane|url=https://www.nytimes.com/2015/04/20/world/asia/chinas-president-heads-to-pakistan-with-billions-in-infrastructure-aid.html|titulo=Xi Jinping Heads to Pakistan, Bearing Billions in Infrastructure Aid|data=19-04-2015|acessodata=07-09-2019|website=[[The New York Times]]|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping vai ao Paquistão com bilhões em ajuda para infraestrutura|issn=0362-4331|wayb=20161109223101}}</ref> Xi visitou a Rússia e foi o convidado de honra do presidente russo, Vladimir Putin, na Parada do Dia da Vitória em Moscou de 2015 para marcar o 70º aniversário da vitória dos aliados na Europa. No desfile, Xi e sua esposa [[Peng Liyuan]] sentaram-se ao lado de Putin. Na mesma viagem, Xi também visitou o Cazaquistão e se reuniu com o presidente [[Nursultan Nazarbaev|Nursultan Nazarbayev]], e posteriormente também se encontrou com [[Aleksandr Lukashenko|Alexander Lukashenko]] na [[Bielorrússia]].<ref name="russia3">{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2015/05/at-russias-military-parade-putin-and-xi-cement-ties/|titulo=At Russia's Military Parade, Putin and Xi Cement Ties|data=09-05-2015|acessodata=07-09-2019|website=The Diplomat|titulotrad=No desfile militar da Rússia, Putin e Xi Laços de Cimento|wayb=20190411125137|urlmorta=não}}</ref> | ||
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Em março de 2016, Xi visitou a República Tcheca a caminho dos Estados Unidos. Em [[Praga]], ele se reuniu com o presidente tcheco, primeiro-ministro e outros representantes para promover as relações e a cooperação econômica entre a República Tcheca e a RPC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Muller|primeiro=Robert|ultimo2=Lopatka|primeiro2=Jan|url=https://www.reuters.com/article/us-czech-china-idUSKCN0WU01J|titulo=Czech courtship pays off with landmark visit from Chinese leader|data=28-03-2016|acessodata=28-03-2016|publicado=[[Reuters]]|titulotrad=Namoro tcheco compensa com visita marcante do líder chinês|wayb=20161025050433}}</ref> Sua visita foi recebida por um número considerável de protestos dos tchecos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Marchal|primeiro=Jan|url=https://www.yahoo.com/news/protests-chinas-xi-arrives-prague-173355899.html|titulo=Protests as China's Xi arrives in Prague|data=28-03-2016|acessodata=28 de março de 2016|publicado=[[Agence France-Presse]]|titulotrad=Protestos na chegada de Xi da China a Praga|wayb=20160408223306|urlmorta=sim|via=Yahoo News}}</ref> | Em março de 2016, Xi visitou a República Tcheca a caminho dos Estados Unidos. Em [[Praga]], ele se reuniu com o presidente tcheco, primeiro-ministro e outros representantes para promover as relações e a cooperação econômica entre a República Tcheca e a RPC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Muller|primeiro=Robert|ultimo2=Lopatka|primeiro2=Jan|url=https://www.reuters.com/article/us-czech-china-idUSKCN0WU01J|titulo=Czech courtship pays off with landmark visit from Chinese leader|data=28-03-2016|acessodata=28-03-2016|publicado=[[Reuters]]|titulotrad=Namoro tcheco compensa com visita marcante do líder chinês|wayb=20161025050433}}</ref> Sua visita foi recebida por um número considerável de protestos dos tchecos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Marchal|primeiro=Jan|url=https://www.yahoo.com/news/protests-chinas-xi-arrives-prague-173355899.html|titulo=Protests as China's Xi arrives in Prague|data=28-03-2016|acessodata=28 de março de 2016|publicado=[[Agence France-Presse]]|titulotrad=Protestos na chegada de Xi da China a Praga|wayb=20160408223306|urlmorta=sim|via=Yahoo News}}</ref> | ||
[[Ficheiro:2017_G20_Hamburg_summit_leaders_group_photo.jpg|miniaturadaimagem|Líderes mundiais se reúnem para ″foto de família″ na [[12.ª reunião de cúpula do G20|cúpula do G20]] em Hamburgo]] | [[Ficheiro:2017_G20_Hamburg_summit_leaders_group_photo.jpg|miniaturadaimagem|Líderes mundiais se reúnem para ″foto de família″ na [[12.ª reunião de cúpula do G20|cúpula do G20]] em Hamburgo]] | ||
Em janeiro de 2017, Xi se tornou o primeiro Líder Supremo chinês a planejar participar do [[Fórum Económico Mundial|Fórum Econômico Mundial]] em [[Davos]].<ref name="Merced-2017">{{Citar jornal|ultimo=Merced|primeiro=Michael J. de la|ultimo2=Goldman|primeiro2=Russell|url=https://www.nytimes.com/2017/01/14/world/europe/world-economic-forum-davos-explainer-global-elite-parties.html|titulo=How Davos Brings the Global Elite Together|data=14-01-2017|acessodata=17-10-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Como Davos reúne a elite global|issn=0362-4331}}</ref> Em 17 de janeiro, Xi discursou no fórum em uma palestra de alto nível, abordando a globalização, a agenda comercial global e o lugar crescente da China na economia mundial e na governança internacional; ele fez uma série de promessas sobre a defesa da China da "globalização econômica" e dos acordos de mudança climática.<ref name="Merced-2017" /><ref>{{Citar jornal|ultimo=Huang|primeiro=Anwei|url=https://cn.nytimes.com/china/20170111/davos-china-xi-jinping-trump/|titulo=瞄准全球事务领导权,习近平将首次出席达沃斯|data=11-01-2017|acessodata=29-10-2018|website=The New York Times|titulotrad=Voltado para assuntos globais, Xi Jinping participará da conferência de Davos pela primeira vez|wayb=20181231034906|urlmorta=não|script-title=zh:瞄准全球事务领导权,习近平将首次出席达沃斯}}</ref><ref name="Kou-2017">{{Citar jornal|ultimo=Kou|primeiro=Jie|url=http://en.people.cn/n3/2017/0111/c90000-9165250.html|titulo=Xi first top Chinese leader at Davos|data=11-01-2017|acessodata=29-10-2018|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Xi é o primeiro líder chinês em Davos|wayb=20190617132421|urlmorta=não}}</ref> O primeiro-ministro Li Keqiang participou do fórum em 2015 e o vice-presidente Li Yuanchao em 2016. Durante a visita de Estado de três dias ao país em 2017, Xi também visitou a [[Organização Mundial da Saúde]], as [[Escritório das Nações Unidas em Genebra|Nações Unidas]] e o [[Comité Olímpico Internacional|Comitê Olímpico Internacional]].<ref name="Kou-2017" /> | Em janeiro de 2017, Xi se tornou o primeiro Líder Supremo chinês a planejar participar do [[Fórum Económico Mundial|Fórum Econômico Mundial]] em [[Davos]].<ref name="Merced-2017">{{Citar jornal|ultimo=Merced|primeiro=Michael J. de la|ultimo2=Goldman|primeiro2=Russell|url=https://www.nytimes.com/2017/01/14/world/europe/world-economic-forum-davos-explainer-global-elite-parties.html|titulo=How Davos Brings the Global Elite Together|data=14-01-2017|acessodata=17-10-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Como Davos reúne a elite global|issn=0362-4331|wayb=20251112191804}}</ref> Em 17 de janeiro, Xi discursou no fórum em uma palestra de alto nível, abordando a globalização, a agenda comercial global e o lugar crescente da China na economia mundial e na governança internacional; ele fez uma série de promessas sobre a defesa da China da "globalização econômica" e dos acordos de mudança climática.<ref name="Merced-2017" /><ref>{{Citar jornal|ultimo=Huang|primeiro=Anwei|url=https://cn.nytimes.com/china/20170111/davos-china-xi-jinping-trump/|titulo=瞄准全球事务领导权,习近平将首次出席达沃斯|data=11-01-2017|acessodata=29-10-2018|website=The New York Times|titulotrad=Voltado para assuntos globais, Xi Jinping participará da conferência de Davos pela primeira vez|wayb=20181231034906|urlmorta=não|script-title=zh:瞄准全球事务领导权,习近平将首次出席达沃斯}}</ref><ref name="Kou-2017">{{Citar jornal|ultimo=Kou|primeiro=Jie|url=http://en.people.cn/n3/2017/0111/c90000-9165250.html|titulo=Xi first top Chinese leader at Davos|data=11-01-2017|acessodata=29-10-2018|website=[[People's Daily]]|titulotrad=Xi é o primeiro líder chinês em Davos|wayb=20190617132421|urlmorta=não}}</ref> O primeiro-ministro Li Keqiang participou do fórum em 2015 e o vice-presidente Li Yuanchao em 2016. Durante a visita de Estado de três dias ao país em 2017, Xi também visitou a [[Organização Mundial da Saúde]], as [[Escritório das Nações Unidas em Genebra|Nações Unidas]] e o [[Comité Olímpico Internacional|Comitê Olímpico Internacional]].<ref name="Kou-2017" /> | ||
Em 20 de junho de 2019, Xi visitou [[Pyongyang]], tornando-se o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte desde a visita de seu predecessor Hu Jintao em 2004.<ref name="Perlez-2019">{{Citar jornal|ultimo=Perlez|primeiro=Jane|url=https://www.nytimes.com/2019/06/20/world/asia/xi-jinping-china-north-korea.html|titulo=Xi Jinping Arrives in North Korea, With Many Eyes on Trump|data=20 de junho de 2019|acessodata=7 de setembro de 2019|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping chega à Coreia do Norte, com muitos olhos em Trump|issn=0362-4331|wayb=20190905094512|urlmorta=não}}</ref> Em 27 de junho, ele participou da [[14.ª reunião de cúpula do G20|cúpula do G20 em Osaka]].<ref>{{Citar web|ultimo=Miller|primeiro=J. Berkshire|url=https://foreignpolicy.com/2019/07/01/china-and-japans-pragmatic-peace/|titulo=China and Japan's Pragmatic Peace|data=01-07-2019|acessodata=14-08-2022|website=Foreign Policy|lingua=en-US|titulotrad=A paz pragmática da China e do Japão}}</ref> Em 17 de janeiro de 2020, Xi visitou [[Myanmar|Mianmar]], encontrando-se com o presidente [[Win Myint]], a conselheira de estado [[Aung San Suu Kyi]] e o líder militar [[Min Aung Hlaing]] em [[Nepiedó|Naypyidaw]].<ref>{{Citar web|ultimo=Zhou|primeiro=Laura|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3046694/chinese-president-xi-jinping-wraps-myanmar-visit-string|titulo=Xi wraps up Myanmar visit with string of infrastructure deals|data=18-01-2020|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Xi encerra visita a Mianmar com série de acordos de infraestrutura}}</ref> | Em 20 de junho de 2019, Xi visitou [[Pyongyang]], tornando-se o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte desde a visita de seu predecessor Hu Jintao em 2004.<ref name="Perlez-2019">{{Citar jornal|ultimo=Perlez|primeiro=Jane|url=https://www.nytimes.com/2019/06/20/world/asia/xi-jinping-china-north-korea.html|titulo=Xi Jinping Arrives in North Korea, With Many Eyes on Trump|data=20 de junho de 2019|acessodata=7 de setembro de 2019|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping chega à Coreia do Norte, com muitos olhos em Trump|issn=0362-4331|wayb=20190905094512|urlmorta=não}}</ref> Em 27 de junho, ele participou da [[14.ª reunião de cúpula do G20|cúpula do G20 em Osaka]].<ref>{{Citar web|ultimo=Miller|primeiro=J. Berkshire|url=https://foreignpolicy.com/2019/07/01/china-and-japans-pragmatic-peace/|titulo=China and Japan's Pragmatic Peace|data=01-07-2019|acessodata=14-08-2022|website=Foreign Policy|lingua=en-US|titulotrad=A paz pragmática da China e do Japão|wayb=20251206124807}}</ref> Em 17 de janeiro de 2020, Xi visitou [[Myanmar|Mianmar]], encontrando-se com o presidente [[Win Myint]], a conselheira de estado [[Aung San Suu Kyi]] e o líder militar [[Min Aung Hlaing]] em [[Nepiedó|Naypyidaw]].<ref>{{Citar web|ultimo=Zhou|primeiro=Laura|url=https://www.scmp.com/news/china/diplomacy/article/3046694/chinese-president-xi-jinping-wraps-myanmar-visit-string|titulo=Xi wraps up Myanmar visit with string of infrastructure deals|data=18-01-2020|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Xi encerra visita a Mianmar com série de acordos de infraestrutura|wayb=20260729123318}}</ref> | ||
[[Ficheiro:SCO_meeting_(2022-09-16).jpg|miniaturadaimagem|Xi na cúpula da SCO de 2022, durante uma de suas primeiras viagens ao exterior desde o início da pandemia de COVID-19]] | [[Ficheiro:SCO_meeting_(2022-09-16).jpg|miniaturadaimagem|Xi na cúpula da SCO de 2022, durante uma de suas primeiras viagens ao exterior desde o início da pandemia de COVID-19]] | ||
Entre 2020 e 2022, Xi interrompeu as viagens ao exterior, especuladas como devido à pandemia de COVID-19.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Areddy|primeiro=James T.|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-hasnt-left-china-in-21-months-keeping-diplomacy-virtual-11634826813|titulo=Xi Jinping Hasn't Left China in 21 Months, Keeping Diplomacy Virtual|data=21-10-2021|acessodata=16-09-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping não sai da China há 21 meses, mantendo a diplomacia virtual|issn=0099-9660}}</ref> Em 14 de fevereiro de 2022, Xi visitou [[Astana]], [[Cazaquistão]], sua primeira viagem ao exterior desde o início da pandemia, encontrando-se com o presidente [[Kassym-Jomart Tokayev]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.aljazeera.com/news/2022/9/14/chinese-leader-xi-jinping-in-kazakhstan-before-summit-with-putin|titulo=Chinese leader Xi Jinping in Kazakhstan before summit with Putin|data=14-09-2022|acessodata=16-09-2022|website=Al Jazeera|titulotrad=Líder chinês Xi Jinping no Cazaquistão antes da cúpula com Putin}}</ref> Um dia depois, ele visitou o Uzbequistão para participar da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em 2022. Lá, ele se reuniu com líderes da Ásia Central e também com o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.<ref>{{Citar web|url=https://apnews.com/article/russia-ukraine-putin-japan-india-asia-dbe2a0bda954e06bb8fcb7cccbd39b21|titulo=Putin thanks China's Xi for his 'balanced' stand on Ukraine|data=15-09-2022|acessodata=16-09-2022|website=[[Associated Press]]|lingua=en|titulotrad=Putin agradece a Xi da China por sua posição 'equilibrada' sobre a Ucrânia}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Mamatkulov|primeiro=Mukhammadsharif|url=https://www.reuters.com/world/china/putin-xi-speak-summit-uzbekistan-2022-09-16/|titulo=Xi says 'colour revolutions' must be prevented|data=16-09-2022|acessodata=16-09-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi diz que 'revoluções coloridas' devem ser evitadas}}</ref> | Entre 2020 e 2022, Xi interrompeu as viagens ao exterior, especuladas como devido à pandemia de COVID-19.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Areddy|primeiro=James T.|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-hasnt-left-china-in-21-months-keeping-diplomacy-virtual-11634826813|titulo=Xi Jinping Hasn't Left China in 21 Months, Keeping Diplomacy Virtual|data=21-10-2021|acessodata=16-09-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Xi Jinping não sai da China há 21 meses, mantendo a diplomacia virtual|issn=0099-9660|wayb=20250228042040}}</ref> Em 14 de fevereiro de 2022, Xi visitou [[Astana]], [[Cazaquistão]], sua primeira viagem ao exterior desde o início da pandemia, encontrando-se com o presidente [[Kassym-Jomart Tokayev]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.aljazeera.com/news/2022/9/14/chinese-leader-xi-jinping-in-kazakhstan-before-summit-with-putin|titulo=Chinese leader Xi Jinping in Kazakhstan before summit with Putin|data=14-09-2022|acessodata=16-09-2022|website=Al Jazeera|titulotrad=Líder chinês Xi Jinping no Cazaquistão antes da cúpula com Putin|wayb=20260116103658}}</ref> Um dia depois, ele visitou o Uzbequistão para participar da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em 2022. Lá, ele se reuniu com líderes da Ásia Central e também com o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.<ref>{{Citar web|url=https://apnews.com/article/russia-ukraine-putin-japan-india-asia-dbe2a0bda954e06bb8fcb7cccbd39b21|titulo=Putin thanks China's Xi for his 'balanced' stand on Ukraine|data=15-09-2022|acessodata=16-09-2022|website=[[Associated Press]]|lingua=en|titulotrad=Putin agradece a Xi da China por sua posição 'equilibrada' sobre a Ucrânia|wayb=20250725091409}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Mamatkulov|primeiro=Mukhammadsharif|url=https://www.reuters.com/world/china/putin-xi-speak-summit-uzbekistan-2022-09-16/|titulo=Xi says 'colour revolutions' must be prevented|data=16-09-2022|acessodata=16-09-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi diz que 'revoluções coloridas' devem ser evitadas|wayb=20251005080603}}</ref> | ||
Entre 15 e 16 de novembro de 2022, Xi participou da [[17.ª reunião de cúpula do G20|Cúpula do G20 em Bali]], reunindo-se com vários líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos [[Joe Biden]], o primeiro-ministro australiano [[Anthony Albanese]], o presidente francês [[Emmanuel Macron]] e o presidente sul-coreano [[Yoon Suk-yeol]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.euronews.com/2022/11/15/g20-macron-calls-for-china-and-france-to-unite-against-ukraine-war|titulo=G20: Macron calls for China and France to unite against Ukraine war|data=15-09-2022|acessodata=05-12-2022|website=[[Euronews]]|titulotrad=G20: Macron pede que China e França se unam contra guerra na Ucrânia}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Sim|primeiro=Dawey|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3199727/g20-xi-jinpings-meetings-australias-albanese-south-koreas-yoon-show-us-allies-hope-reboot-complex|titulo=G20: Xi Jinping's meetings with Australia's Albanese, South Korea's Yoon show US allies' hope to reboot 'complex' ties|data=15-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=G20: reuniões de Xi Jinping com Albanese da Austrália e Yoon da Coréia do Sul mostram a esperança dos aliados dos EUA de reiniciar laços 'complexos'}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=McCurry|primeiro=Justin|url=https://www.theguardian.com/world/2022/nov/16/5-takeaways-g20-meeting-bali|titulo=Five key takeaways from the G20 meeting in Bali|data=16-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=The Guardian|titulotrad=Cinco principais conclusões da reunião do G20 em Bali}}</ref> Entre 16 e 19 de novembro, ele participou da [[APEC Tailândia 2022|Cúpula da APEC na Tailândia]], reunindo-se com líderes como o primeiro-ministro japonês [[Fumio Kishida]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Liao|primeiro=Olivia|url=https://www.voanews.com/a/xi-kishida-meeting-leaves-tough-issues-unresolved-/6841310.html|titulo=Xi-Kishida Meeting Leaves Tough Issues Unresolved|data=18-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=Voice of America|titulotrad=Reunião de Xi-Kishida deixa questões difíceis sem solução}}</ref> a primeira-ministra da Nova Zelândia [[Jacinda Ardern]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=McClure|primeiro=Tess|url=https://www.theguardian.com/world/2022/nov/19/jacinda-ardern-raises-taiwan-with-xi-jinping-at-apec-meeting|titulo=Jacinda Ardern raises Taiwan with Xi Jinping at Apec meeting|data=19-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=The Guardian|titulotrad=Jacinda Ardern levanta Taiwan com Xi Jinping na reunião da Apec}}</ref> o primeiro-ministro tailandês [[Prayuth Chan-ocha|Prayut Chan-o-cha]] e a vice-presidente dos EUA [[Kamala Harris]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.nationthailand.com/thailand/general/40022245|titulo=Prayut in full bilateral talks with Xi after Bangkok Apec summit|data=19-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=The Nation Thailand|titulotrad=Prayut em plenas negociações bilaterais com Xi após a cúpula da Apec em Bangkok}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Widakuswara|primeiro=Patsy|url=https://www.voanews.com/a/harris-xi-apec-bangkok/6841426.html|titulo=VP Harris Meets Xi at APEC in Bangkok Ahead of Philippines Visit Near Disputed Spratly Islands|data=19-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=Voice of America|titulotrad=O vice-presidente Harris se encontra com Xi na APEC em Bangkok antes da visita às Filipinas perto das disputadas ilhas Spratly}}</ref> Entre 7 e 10 de dezembro, visitou [[Riade|Riad]], na Arábia Saudita, onde conheceu o rei [[Salman da Arábia Saudita|Salman]], e o príncipe herdeiro e primeiro-ministro [[Mohammad bin Salman|Mohammed bin Salman]]. Ele também se reuniu com vários líderes árabes, incluindo membros do [[Conselho de Cooperação do Golfo]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gambrell|primeiro=John|url=https://apnews.com/article/russia-ukraine-saudi-arabia-qatar-tamim-bin-hamad-al-thani-china-government-bcc9cb57ce11712b1fbf0a9ddcfccf04|titulo=China's Xi vows to buy more Mideast oil as US focus wanes|data=10-12-2022|acessodata=11-12-2022|website=[[Associated Press]]|titulotrad=Xi da China promete comprar mais petróleo do Oriente Médio à medida que o foco dos EUA diminui}}</ref> Durante o encontro, ele assinou inúmeros acordos comerciais com a Arábia Saudita e elevou formalmente a relação a parceria estratégica abrangente, nível mais alto no ranking formal de relações da China com outros países.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kalin|primeiro=Stephen|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-jinping-to-meet-saudi-crown-prince-in-pivotal-visit-11670480051|titulo=China's Xi Jinping Deepens Saudi Ties in Pivotal Trip|data=08-12-2022|acessodata=11-12-2022|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Xi Jinping da China aprofunda laços sauditas em viagem crucial}}</ref> | Entre 15 e 16 de novembro de 2022, Xi participou da [[17.ª reunião de cúpula do G20|Cúpula do G20 em Bali]], reunindo-se com vários líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos [[Joe Biden]], o primeiro-ministro australiano [[Anthony Albanese]], o presidente francês [[Emmanuel Macron]] e o presidente sul-coreano [[Yoon Suk-yeol]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.euronews.com/2022/11/15/g20-macron-calls-for-china-and-france-to-unite-against-ukraine-war|titulo=G20: Macron calls for China and France to unite against Ukraine war|data=15-09-2022|acessodata=05-12-2022|website=[[Euronews]]|titulotrad=G20: Macron pede que China e França se unam contra guerra na Ucrânia|wayb=20241213195124}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Sim|primeiro=Dawey|url=https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/3199727/g20-xi-jinpings-meetings-australias-albanese-south-koreas-yoon-show-us-allies-hope-reboot-complex|titulo=G20: Xi Jinping's meetings with Australia's Albanese, South Korea's Yoon show US allies' hope to reboot 'complex' ties|data=15-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=G20: reuniões de Xi Jinping com Albanese da Austrália e Yoon da Coréia do Sul mostram a esperança dos aliados dos EUA de reiniciar laços 'complexos'|wayb=20250825032407}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=McCurry|primeiro=Justin|url=https://www.theguardian.com/world/2022/nov/16/5-takeaways-g20-meeting-bali|titulo=Five key takeaways from the G20 meeting in Bali|data=16-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=The Guardian|titulotrad=Cinco principais conclusões da reunião do G20 em Bali}}</ref> Entre 16 e 19 de novembro, ele participou da [[APEC Tailândia 2022|Cúpula da APEC na Tailândia]], reunindo-se com líderes como o primeiro-ministro japonês [[Fumio Kishida]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Liao|primeiro=Olivia|url=https://www.voanews.com/a/xi-kishida-meeting-leaves-tough-issues-unresolved-/6841310.html|titulo=Xi-Kishida Meeting Leaves Tough Issues Unresolved|data=18-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=Voice of America|titulotrad=Reunião de Xi-Kishida deixa questões difíceis sem solução|wayb=20260420110045}}</ref> a primeira-ministra da Nova Zelândia [[Jacinda Ardern]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=McClure|primeiro=Tess|url=https://www.theguardian.com/world/2022/nov/19/jacinda-ardern-raises-taiwan-with-xi-jinping-at-apec-meeting|titulo=Jacinda Ardern raises Taiwan with Xi Jinping at Apec meeting|data=19-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=The Guardian|titulotrad=Jacinda Ardern levanta Taiwan com Xi Jinping na reunião da Apec}}</ref> o primeiro-ministro tailandês [[Prayuth Chan-ocha|Prayut Chan-o-cha]] e a vice-presidente dos EUA [[Kamala Harris]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.nationthailand.com/thailand/general/40022245|titulo=Prayut in full bilateral talks with Xi after Bangkok Apec summit|data=19-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=The Nation Thailand|titulotrad=Prayut em plenas negociações bilaterais com Xi após a cúpula da Apec em Bangkok|wayb=20260211085014}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Widakuswara|primeiro=Patsy|url=https://www.voanews.com/a/harris-xi-apec-bangkok/6841426.html|titulo=VP Harris Meets Xi at APEC in Bangkok Ahead of Philippines Visit Near Disputed Spratly Islands|data=19-11-2022|acessodata=05-12-2022|website=Voice of America|titulotrad=O vice-presidente Harris se encontra com Xi na APEC em Bangkok antes da visita às Filipinas perto das disputadas ilhas Spratly|wayb=20250701091911}}</ref> Entre 7 e 10 de dezembro, visitou [[Riade|Riad]], na Arábia Saudita, onde conheceu o rei [[Salman da Arábia Saudita|Salman]], e o príncipe herdeiro e primeiro-ministro [[Mohammad bin Salman|Mohammed bin Salman]]. Ele também se reuniu com vários líderes árabes, incluindo membros do [[Conselho de Cooperação do Golfo]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Gambrell|primeiro=John|url=https://apnews.com/article/russia-ukraine-saudi-arabia-qatar-tamim-bin-hamad-al-thani-china-government-bcc9cb57ce11712b1fbf0a9ddcfccf04|titulo=China's Xi vows to buy more Mideast oil as US focus wanes|data=10-12-2022|acessodata=11-12-2022|website=[[Associated Press]]|titulotrad=Xi da China promete comprar mais petróleo do Oriente Médio à medida que o foco dos EUA diminui|wayb=20251004195943}}</ref> Durante o encontro, ele assinou inúmeros acordos comerciais com a Arábia Saudita e elevou formalmente a relação a parceria estratégica abrangente, nível mais alto no ranking formal de relações da China com outros países.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Kalin|primeiro=Stephen|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-jinping-to-meet-saudi-crown-prince-in-pivotal-visit-11670480051|titulo=China's Xi Jinping Deepens Saudi Ties in Pivotal Trip|data=08-12-2022|acessodata=11-12-2022|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Xi Jinping da China aprofunda laços sauditas em viagem crucial|wayb=20260111210136}}</ref> | ||
Entre 20 e 22 de março de 2023, Xi visitou Moscou, na Rússia, naquela que foi sua primeira viagem ao exterior após o Congresso Nacional do Povo de 2023. A visita ocorreu no contexto da [[Invasão da Ucrânia pela Rússia (2022–presente)|invasão russa da Ucrânia]], bem como de um mandado de prisão do presidente russo, Vladimir Putin, emitido pelo [[Tribunal Penal Internacional]].<ref name=":6">{{Citar jornal|ultimo=McCarthy|primeiro=Simone|url=https://edition.cnn.com/2023/03/22/europe/china-xi-russia-putin-talks-five-takeaways-intl-hnk-mic/index.html|titulo=No path to peace: Five key takeaways from Xi and Putin's talks in Moscow|data=22-03-2023|acessodata=24-03-2023|website=CNN|titulotrad=Nenhum caminho para a paz: cinco principais conclusões das conversas de Xi e Putin em Moscou}}</ref> Durante a visita, Xi se encontrou com Putin, assim como com o primeiro-ministro [[Mikhail Mishustin]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.euronews.com/2023/03/21/china-to-prioritise-ties-with-russia-as-xi-jinping-meets-pm-mishustin|titulo=Xi Jinping in Moscow: China to 'prioritise' ties with Russia|data=21-03-2023|acessodata=24-03-2023|website=Euronews|titulotrad=Xi Jinping em Moscou: China vai 'priorizar' relações com a Rússia}}</ref> Putin e Xi assinaram uma declaração conjunta prometendo expandir os laços e promoveram oficialmente um novo "mundo multipolar".<ref name=":6" /> | Entre 20 e 22 de março de 2023, Xi visitou Moscou, na Rússia, naquela que foi sua primeira viagem ao exterior após o Congresso Nacional do Povo de 2023. A visita ocorreu no contexto da [[Invasão da Ucrânia pela Rússia (2022–presente)|invasão russa da Ucrânia]], bem como de um mandado de prisão do presidente russo, Vladimir Putin, emitido pelo [[Tribunal Penal Internacional]].<ref name=":6">{{Citar jornal|ultimo=McCarthy|primeiro=Simone|url=https://edition.cnn.com/2023/03/22/europe/china-xi-russia-putin-talks-five-takeaways-intl-hnk-mic/index.html|titulo=No path to peace: Five key takeaways from Xi and Putin's talks in Moscow|data=22-03-2023|acessodata=24-03-2023|website=CNN|titulotrad=Nenhum caminho para a paz: cinco principais conclusões das conversas de Xi e Putin em Moscou|wayb=20260228203412}}</ref> Durante a visita, Xi se encontrou com Putin, assim como com o primeiro-ministro [[Mikhail Mishustin]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.euronews.com/2023/03/21/china-to-prioritise-ties-with-russia-as-xi-jinping-meets-pm-mishustin|titulo=Xi Jinping in Moscow: China to 'prioritise' ties with Russia|data=21-03-2023|acessodata=24-03-2023|website=Euronews|titulotrad=Xi Jinping em Moscou: China vai 'priorizar' relações com a Rússia|wayb=20230609183157}}</ref> Putin e Xi assinaram uma declaração conjunta prometendo expandir os laços e promoveram oficialmente um novo "mundo multipolar".<ref name=":6" /> | ||
=== Relações econômicas === | === Relações econômicas === | ||
{{VT|Nova Rota da Seda}} | {{VT|Nova Rota da Seda}} | ||
[[Ficheiro:Belt_and_Road_Initiative_participant_map.svg|miniaturadaimagem|300x300px|Países que assinaram documentos de cooperação relacionados à Iniciativa do Cinturão e Rota]] | [[Ficheiro:Belt_and_Road_Initiative_participant_map.svg|miniaturadaimagem|300x300px|Países que assinaram documentos de cooperação relacionados à Iniciativa do Cinturão e Rota]] | ||
A Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR) foi apresentada por Xi em setembro e outubro de 2013 durante visitas ao Cazaquistão e à [[Indonésia]],<ref>{{Citar web|url=http://english.gov.cn/news/top_news/2015/04/20/content_281475092566326.htm|titulo=Chronology of China's Belt and Road Initiative|acessodata=23-09-2018|publicado=[[Conselho de Estado da República Popular da China]]|lingua=en|titulotrad=Cronologia da Iniciativa do Cinturão e Rota da China|wayb=20180923085510|urlmorta=não}}</ref> e posteriormente promovida pelo primeiro-ministro Li Keqiang durante visitas de Estado à Ásia e à Europa. Xi fez o anúncio da iniciativa enquanto estava em Astana, no Cazaquistão, e a chamou de "oportunidade de ouro".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Jiao|primeiro=Wu|url=http://usa.chinadaily.com.cn/china/2013-09/08/content_16952304.htm|titulo=Xi proposes a 'new Silk Road' with Central Asia|data=08-09-2013|acessodata=29-10-2018|website=[[China Daily]]|titulotrad=Xi propõe uma 'nova Rota da Seda' com a Ásia Central|wayb=20181029232425|urlmorta=não}}</ref> O ICR foi chamado de "projeto de assinatura" de Xi, envolvendo numerosos projetos de desenvolvimento e investimento de infraestrutura em toda a Ásia, Europa, África e Américas.<ref>{{Citar jornal|url=https://time.com/5578514/china-xi-jinping-belt-road-corruption-debt/|titulo=Xi Jinping Says China's Belt and Road Initiative Is Not Saddling Poor Countries With Debt|data=26-04-2019|acessodata=10-01-2020|website=Time|titulotrad=Xi Jinping diz que a Iniciativa do Cinturão e Rota da China não está sobrecarregando os países pobres com dívidas}}</ref> O ICR foi adicionado à Constituição do PCC na sessão de encerramento do [[19.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China|19º Congresso do Partido]] em 24 de outubro de 2017,<ref>{{Citar jornal|url=http://www.xinhuanet.com/english/2017-10/24/c_136702025.htm|titulo="Belt and Road" incorporated into CPC Constitution|data=24-10-2017|acessodata=11-01-2020|publicado=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad="Cinturão e Rota" incorporado à Constituição do CPC|wayb=20180127112204|urlmorta=não}}</ref> elevando ainda mais sua importância.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tan|primeiro=Huileng|url=https://www.cnbc.com/2017/10/31/china-wrote-belt-and-road-initiative-into-the-party-constitution.html|titulo=China wrote Belt and Road Initiative into the party constitution. That makes it riskier than ever|data=31-10-2017|acessodata=11-01-2020|website=[[CNBC]]|titulotrad=A China incluiu a Iniciativa do Cinturão e Rota na constituição do partido. Isso torna mais arriscado do que nunca}}</ref> Desde que o ICR foi lançado, a China se tornou o maior credor do mundo, emprestando cerca de US$1 trilhão em uma década para quase 150 países. No entanto, até 2022, muitos projetos do ICR foram paralisados e a maioria da dívida da China foi mantida por países em dificuldades financeiras, levando os líderes chineses a adotar uma abordagem mais conservadora da ICR, apelidada de "Iniciativa do Cinturão e Rota 2.0".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/china-belt-road-debt-11663961638|titulo=China Reins In Its Belt and Road Program, $1 Trillion Later|data=26-09-2022|acessodata=17-10-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=China refreia seu programa Belt and Road, US$1 trilhão depois|issn=0099-9660}}</ref> | A Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR) foi apresentada por Xi em setembro e outubro de 2013 durante visitas ao Cazaquistão e à [[Indonésia]],<ref>{{Citar web|url=http://english.gov.cn/news/top_news/2015/04/20/content_281475092566326.htm|titulo=Chronology of China's Belt and Road Initiative|acessodata=23-09-2018|publicado=[[Conselho de Estado da República Popular da China]]|lingua=en|titulotrad=Cronologia da Iniciativa do Cinturão e Rota da China|wayb=20180923085510|urlmorta=não}}</ref> e posteriormente promovida pelo primeiro-ministro Li Keqiang durante visitas de Estado à Ásia e à Europa. Xi fez o anúncio da iniciativa enquanto estava em Astana, no Cazaquistão, e a chamou de "oportunidade de ouro".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Jiao|primeiro=Wu|url=http://usa.chinadaily.com.cn/china/2013-09/08/content_16952304.htm|titulo=Xi proposes a 'new Silk Road' with Central Asia|data=08-09-2013|acessodata=29-10-2018|website=[[China Daily]]|titulotrad=Xi propõe uma 'nova Rota da Seda' com a Ásia Central|wayb=20181029232425|urlmorta=não}}</ref> O ICR foi chamado de "projeto de assinatura" de Xi, envolvendo numerosos projetos de desenvolvimento e investimento de infraestrutura em toda a Ásia, Europa, África e Américas.<ref>{{Citar jornal|url=https://time.com/5578514/china-xi-jinping-belt-road-corruption-debt/|titulo=Xi Jinping Says China's Belt and Road Initiative Is Not Saddling Poor Countries With Debt|data=26-04-2019|acessodata=10-01-2020|website=Time|titulotrad=Xi Jinping diz que a Iniciativa do Cinturão e Rota da China não está sobrecarregando os países pobres com dívidas|wayb=20250521174249}}</ref> O ICR foi adicionado à Constituição do PCC na sessão de encerramento do [[19.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China|19º Congresso do Partido]] em 24 de outubro de 2017,<ref>{{Citar jornal|url=http://www.xinhuanet.com/english/2017-10/24/c_136702025.htm|titulo="Belt and Road" incorporated into CPC Constitution|data=24-10-2017|acessodata=11-01-2020|publicado=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad="Cinturão e Rota" incorporado à Constituição do CPC|wayb=20180127112204|urlmorta=não}}</ref> elevando ainda mais sua importância.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tan|primeiro=Huileng|url=https://www.cnbc.com/2017/10/31/china-wrote-belt-and-road-initiative-into-the-party-constitution.html|titulo=China wrote Belt and Road Initiative into the party constitution. That makes it riskier than ever|data=31-10-2017|acessodata=11-01-2020|website=[[CNBC]]|titulotrad=A China incluiu a Iniciativa do Cinturão e Rota na constituição do partido. Isso torna mais arriscado do que nunca|wayb=20251130124618}}</ref> Desde que o ICR foi lançado, a China se tornou o maior credor do mundo, emprestando cerca de US$1 trilhão em uma década para quase 150 países. No entanto, até 2022, muitos projetos do ICR foram paralisados e a maioria da dívida da China foi mantida por países em dificuldades financeiras, levando os líderes chineses a adotar uma abordagem mais conservadora da ICR, apelidada de "Iniciativa do Cinturão e Rota 2.0".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wei|primeiro=Lingling|url=https://www.wsj.com/articles/china-belt-road-debt-11663961638|titulo=China Reins In Its Belt and Road Program, $1 Trillion Later|data=26-09-2022|acessodata=17-10-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=China refreia seu programa Belt and Road, US$1 trilhão depois|issn=0099-9660|wayb=20250907063425}}</ref> | ||
Xi propôs oficialmente o [[Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura]] (AIIB) em outubro de 2013 durante uma visita à Indonésia,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/analects/2013/10/04/only-connect|titulo=Only connect|data=04-10-2013|acessodata=04-01-2023|website=The Economist|titulotrad=Apenas conectar|issn=0013-0613}}</ref> que foi lançado oficialmente em janeiro de 2016.<ref name="Wong-2016">{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Sue-Lin|url=https://www.reuters.com/article/us-asia-aiib-investment-idUSKCN0UU03Y|titulo=China launches new AIIB development bank as power balance shifts|data=16-01-2016|acessodata=04-01-2023|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=China lança novo banco de desenvolvimento AIIB à medida que o equilíbrio de poder muda}}</ref> A adesão ao AIIB incluiu vários países, incluindo aliados dos Estados Unidos e [[Mundo ocidental|países ocidentais]], apesar da oposição dos EUA.<ref name="Wong-2016" /> Desde o seu lançamento até 2022, o AIIB investiu US$ 36,43 bilhões em 190 projetos.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/special-report/2022/10/10/to-show-that-it-can-follow-global-rules-china-built-its-own-multilateral-institution|titulo=To show that it can follow global rules, China built its own multilateral institution|data=10-10-2022|acessodata=04-01-2023|website=The Economist|titulotrad=Para mostrar que pode seguir regras globais, a China construiu sua própria instituição multilateral|issn=0013-0613}}</ref> O mandato de Xi viu a assinatura de vários acordos de livre comércio, incluindo com a Austrália em 2014,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-australia-30076974|titulo=Australia and China seal major free trade deal|data=17-11-2014|acessodata=14-03-2023|website=BBC News|titulotrad=Austrália e China fecham importante acordo de livre comércio}}</ref> [[Acordo de Livre Comércio China-Coréia do Sul|Coreia do Sul]] em 2015,<ref name=":23">{{Citar jornal|ultimo=Kim|primeiro=Bo-eun|url=https://www.scmp.com/economy/global-economy/article/3186792/china-south-korea-renew-service-sector-talks-opening-win-win|titulo=China, South Korea renew service sector talks, opening up a 'win-win for both economies'|data=26-07-2022|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=China e Coreia do Sul renovam as negociações do setor de serviços, abrindo uma 'ganha-ganha para ambas as economias'}}</ref> e a maior [[Parceria Regional Econômica Abrangente|Parceria Econômica Regional Abrangente]] (RCEP) em 2020.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bradsher|primeiro=Keith|ultimo2=Swanson|primeiro2=Ana|url=https://www.nytimes.com/2020/11/15/business/china-trade-rcep.html|titulo=China-Led Trade Pact Is Signed, in Challenge to U.S.|data=15-11-2020|acessodata=14-03-2023|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Pacto comercial liderado pela China é assinado em desafio aos EUA|issn=0362-4331}}</ref> Xi também expressou seu interesse na adesão da China ao [[Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica]] (AAPPT), com a China formalmente solicitando a adesão em setembro de 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=CK|primeiro=Tan|url=https://asia.nikkei.com/Economy/Trade/Xi-says-open-to-discussion-on-state-owned-companies-in-CPTPP-talks|titulo=Xi says open to discussion on state-owned companies in CPTPP talks|data=05-11-2021|acessodata=14-03-2023|website=Nikkei Asia|titulotrad=Xi se diz aberto a discussão sobre empresas estatais nas negociações do AAPPT}}</ref> | Xi propôs oficialmente o [[Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura]] (AIIB) em outubro de 2013 durante uma visita à Indonésia,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/analects/2013/10/04/only-connect|titulo=Only connect|data=04-10-2013|acessodata=04-01-2023|website=The Economist|titulotrad=Apenas conectar|issn=0013-0613|wayb=20260306001044}}</ref> que foi lançado oficialmente em janeiro de 2016.<ref name="Wong-2016">{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Sue-Lin|url=https://www.reuters.com/article/us-asia-aiib-investment-idUSKCN0UU03Y|titulo=China launches new AIIB development bank as power balance shifts|data=16-01-2016|acessodata=04-01-2023|website=[[Reuters]]|lingua=en|titulotrad=China lança novo banco de desenvolvimento AIIB à medida que o equilíbrio de poder muda|wayb=20231104193853}}</ref> A adesão ao AIIB incluiu vários países, incluindo aliados dos Estados Unidos e [[Mundo ocidental|países ocidentais]], apesar da oposição dos EUA.<ref name="Wong-2016" /> Desde o seu lançamento até 2022, o AIIB investiu US$ 36,43 bilhões em 190 projetos.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/special-report/2022/10/10/to-show-that-it-can-follow-global-rules-china-built-its-own-multilateral-institution|titulo=To show that it can follow global rules, China built its own multilateral institution|data=10-10-2022|acessodata=04-01-2023|website=The Economist|titulotrad=Para mostrar que pode seguir regras globais, a China construiu sua própria instituição multilateral|issn=0013-0613|wayb=20250525014023}}</ref> O mandato de Xi viu a assinatura de vários acordos de livre comércio, incluindo com a Austrália em 2014,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-australia-30076974|titulo=Australia and China seal major free trade deal|data=17-11-2014|acessodata=14-03-2023|website=BBC News|titulotrad=Austrália e China fecham importante acordo de livre comércio|wayb=20260309040212}}</ref> [[Acordo de Livre Comércio China-Coréia do Sul|Coreia do Sul]] em 2015,<ref name=":23">{{Citar jornal|ultimo=Kim|primeiro=Bo-eun|url=https://www.scmp.com/economy/global-economy/article/3186792/china-south-korea-renew-service-sector-talks-opening-win-win|titulo=China, South Korea renew service sector talks, opening up a 'win-win for both economies'|data=26-07-2022|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=China e Coreia do Sul renovam as negociações do setor de serviços, abrindo uma 'ganha-ganha para ambas as economias'|wayb=20260207225856}}</ref> e a maior [[Parceria Regional Econômica Abrangente|Parceria Econômica Regional Abrangente]] (RCEP) em 2020.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bradsher|primeiro=Keith|ultimo2=Swanson|primeiro2=Ana|url=https://www.nytimes.com/2020/11/15/business/china-trade-rcep.html|titulo=China-Led Trade Pact Is Signed, in Challenge to U.S.|data=15-11-2020|acessodata=14-03-2023|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Pacto comercial liderado pela China é assinado em desafio aos EUA|issn=0362-4331|wayb=20260116032208}}</ref> Xi também expressou seu interesse na adesão da China ao [[Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica]] (AAPPT), com a China formalmente solicitando a adesão em setembro de 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=CK|primeiro=Tan|url=https://asia.nikkei.com/Economy/Trade/Xi-says-open-to-discussion-on-state-owned-companies-in-CPTPP-talks|titulo=Xi says open to discussion on state-owned companies in CPTPP 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=== Segurança nacional === | === Segurança nacional === | ||
Xi dedicou muito trabalho à segurança nacional, pedindo uma "arquitetura de segurança nacional holística" que englobe "todos os aspectos do trabalho do partido e do país".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-12-30/xi-sees-threats-to-china-s-security-everywhere-heading-into-2021|titulo=Xi Sees Threats to China's Security Everywhere Heading Into 2021|data=30-12-2020|acessodata=21-08-2022|website=Bloomberg News|lingua=en|titulotrad=Xi vê ameaças à segurança da China em todos os lugares a caminho de 2021}}</ref> Durante uma conversa privada com o presidente dos EUA, Obama, e o vice-presidente Biden, ele disse que a China foi alvo de "[[revoluções coloridas]]", prenunciando seu foco na segurança nacional.<ref name="Buckley-2022">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2022/08/06/world/asia/xi-jinping-china-security.html|titulo=In Turbulent Times, Xi Builds a Security Fortress for China, and Himself|data=06-08-2022|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Em tempos turbulentos, Xi constrói uma fortaleza de segurança para a China e para si mesmo|issn=0362-4331}}</ref> Desde a sua criação por Xi, a Comissão de Segurança Nacional estabeleceu comitês de segurança locais, com foco na dissidência.<ref name="Buckley-2022" /> Em nome da segurança nacional, o governo de Xi aprovou inúmeras leis, incluindo uma lei de contraespionagem em 2014,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-lawmaking-spy-idUSKBN0IL2N520141101|titulo=China passes counter-espionage law|data=01-11-2014|acessodata=21-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China aprova lei de contra-espionagem}}</ref> segurança nacional e uma lei de contraterrorismo em 2015,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|url=http://www.wsj.com/articles/china-adopts-sweeping-national-security-law-1435757589|titulo=China Adopts Sweeping National-Security Law|data=01-07-2015|acessodata=21-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=China adota lei abrangente de segurança nacional|issn=0099-9660}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Blanchard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-security-idUSKBN0UA07220151228|titulo=China passes controversial counter-terrorism law|data=28-12-2015|acessodata=21-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China aprova polêmica lei antiterrorista}}</ref> uma [[Lei de Cibersegurança da República Popular da China|lei de segurança cibernética]] e uma lei que restringe [[Organização não governamental|ONGs]] estrangeiras em 2016,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wagner|primeiro=Jack|url=https://thediplomat.com/2017/06/chinas-cybersecurity-law-what-you-need-to-know/|titulo=China's Cybersecurity Law: What You Need to Know|data=01-06-2017|acessodata=21-08-2022|website=The Diplomat|titulotrad=Lei de segurança cibernética da China: o que você precisa saber}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Edward|url=https://www.nytimes.com/2016/04/29/world/asia/china-foreign-ngo-law.html|titulo=Clampdown in China Restricts 7,000 Foreign Organizations|data=28-04-2015|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Repressão na China restringe 7.000 organizações estrangeiras|issn=0362-4331}}</ref> uma [[Lei de Inteligência Nacional da República Popular da China|lei nacional de inteligência]] em 2017,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-security-lawmaking-idUSKBN19I1FW|titulo=China passes tough new intelligence law|data=27-06-2017|acessodata=21-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China aprova nova e dura lei de inteligência}}</ref> e uma [[Lei de Segurança de Dados da República Popular da China|lei de segurança de dados]] em 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Haldane|primeiro=Matt|url=https://www.scmp.com/tech/policy/article/3147040/what-chinas-new-data-laws-are-and-their-impact-big-tech|titulo=What China's new data laws are and their impact on Big Tech|data=01-09-2021|acessodata=21-08-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=Quais são as novas leis de dados da China e seu impacto na Big Tech}}</ref> Sob Xi, a [[Vigilância em massa na China|rede de vigilância em massa da China]] cresceu dramaticamente, com perfis abrangentes construídos para cada cidadão.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mozur|primeiro=Paul|ultimo2=Xiao|primeiro2=Muyi|url=https://www.nytimes.com/2022/06/25/technology/china-surveillance-police.html|titulo='An Invisible Cage': How China Is Policing the Future|data=26-06-2022|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='Uma jaula invisível': como a China está policiando o futuro|issn=0362-4331|ultimo3=Liu|primeiro3=John}}</ref> | Xi dedicou muito trabalho à segurança nacional, pedindo uma "arquitetura de segurança nacional holística" que englobe "todos os aspectos do trabalho do partido e do país".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-12-30/xi-sees-threats-to-china-s-security-everywhere-heading-into-2021|titulo=Xi Sees Threats to China's Security Everywhere Heading Into 2021|data=30-12-2020|acessodata=21-08-2022|website=Bloomberg News|lingua=en|titulotrad=Xi vê ameaças à segurança da China em todos os lugares a caminho de 2021|wayb=20260122170752}}</ref> Durante uma conversa privada com o presidente dos EUA, Obama, e o vice-presidente Biden, ele disse que a China foi alvo de "[[revoluções coloridas]]", prenunciando seu foco na segurança nacional.<ref name="Buckley-2022">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Myers|primeiro2=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2022/08/06/world/asia/xi-jinping-china-security.html|titulo=In Turbulent Times, Xi Builds a Security Fortress for China, and Himself|data=06-08-2022|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Em tempos turbulentos, Xi constrói uma fortaleza de segurança para a China e para si mesmo|issn=0362-4331|wayb=20251010130053}}</ref> Desde a sua criação por Xi, a Comissão de Segurança Nacional estabeleceu comitês de segurança locais, com foco na dissidência.<ref name="Buckley-2022" /> Em nome da segurança nacional, o governo de Xi aprovou inúmeras leis, incluindo uma lei de contraespionagem em 2014,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-lawmaking-spy-idUSKBN0IL2N520141101|titulo=China passes counter-espionage law|data=01-11-2014|acessodata=21-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=China aprova lei de contra-espionagem|wayb=20230710030820}}</ref> segurança nacional e uma lei de contraterrorismo em 2015,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|url=http://www.wsj.com/articles/china-adopts-sweeping-national-security-law-1435757589|titulo=China Adopts Sweeping National-Security Law|data=01-07-2015|acessodata=21-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=China adota lei abrangente de segurança 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jornal|ultimo=Haldane|primeiro=Matt|url=https://www.scmp.com/tech/policy/article/3147040/what-chinas-new-data-laws-are-and-their-impact-big-tech|titulo=What China's new data laws are and their impact on Big Tech|data=01-09-2021|acessodata=21-08-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=Quais são as novas leis de dados da China e seu impacto na Big Tech|wayb=20260616150606}}</ref> Sob Xi, a [[Vigilância em massa na China|rede de vigilância em massa da China]] cresceu dramaticamente, com perfis abrangentes construídos para cada cidadão.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Mozur|primeiro=Paul|ultimo2=Xiao|primeiro2=Muyi|url=https://www.nytimes.com/2022/06/25/technology/china-surveillance-police.html|titulo='An Invisible Cage': How China Is Policing the Future|data=26-06-2022|acessodata=21-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad='Uma jaula invisível': como a China está policiando o futuro|issn=0362-4331|ultimo3=Liu|primeiro3=John|wayb=20260216092937}}</ref> | ||
=== Hong Kong === | === Hong Kong === | ||
[[Ficheiro:庆祝香港回归祖国25周年大会暨香港特别行政区第六届政府就职典礼_20220701-4.png|miniaturadaimagem|Xi empossando John Lee como chefe executivo durante o 25º aniversário do retorno de Hong Kong à China]] | [[Ficheiro:庆祝香港回归祖国25周年大会暨香港特别行政区第六届政府就职典礼_20220701-4.png|miniaturadaimagem|Xi empossando John Lee como chefe executivo durante o 25º aniversário do retorno de Hong Kong à China]] | ||
Durante sua liderança, Xi apoiou e buscou uma maior integração política e econômica de [[Hong Kong]] à China continental, inclusive por meio de projetos como a [[Ponte de Hong Kong-Macau-Zhuhai]].<ref name="Bland-2018">{{Citar jornal|ultimo=Bland|primeiro=Ben|url=https://www.ft.com/content/fe5976d8-ab81-11e8-94bd-cba20d67390c|titulo=Greater Bay Area: Xi Jinping's other grand plan|data=02-09-2018|acessodata=11-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=Área da Grande Baía: o outro grande plano de Xi Jinping|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221214/https://www.ft.com/content/fe5976d8-ab81-11e8-94bd-cba20d67390c|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Ele pressionou pelo projeto da [[Área da Grande Baía de Cantão-Hong Kong-Macau|Área da Grande Baía]], que visa integrar Hong Kong, Macau e outras nove cidades em Guangdong.<ref name="Bland-2018" /> A pressão de Xi por uma maior integração criou temores de diminuir as liberdades em Hong Kong.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yu|primeiro=Verna|url=https://www.theguardian.com/world/2019/nov/05/chinas-xi-jinping-expresses-high-degree-of-trust-in-hong-kongs-carrie-lam|titulo=China signals desire to bring Hong Kong under tighter control|data=05-11-2019|acessodata=11-01-2020|website=The Guardian|titulotrad=China sinaliza desejo de colocar Hong Kong sob controle mais rígido}}</ref> Em 2014, um documento publicado pelo Conselho de Estado, intitulado The Practice of the 'One Country, Two Systems' Policy in the Hong Kong Special Administrative Region, destacou-se que o governo central da China tem "jurisdição abrangente" em relação à Hong Kong.<ref name="Buckley-2021b">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Wang|primeiro2=Vivian|url=https://www.nytimes.com/2021/06/28/world/asia/china-hong-kong-security-law.html|titulo=Crossing the Red Line: Behind China's Takeover of Hong Kong|data=28-06-2021|acessodata=13-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Cruzando a Linha Vermelha: Por Trás da Tomada de Hong Kong pela China|issn=0362-4331|ultimo3=Ramzy|primeiro3=Austin}}</ref> Sob Xi, o governo chinês também declarou que a [[Declaração conjunta sino-britânica sobre a questão de Hong Kong|Declaração Conjunta Sino-Britânica]] era legalmente nula.<ref name="Buckley-2021b" /> | Durante sua liderança, Xi apoiou e buscou uma maior integração política e econômica de [[Hong Kong]] à China continental, inclusive por meio de projetos como a [[Ponte de Hong Kong-Macau-Zhuhai]].<ref name="Bland-2018">{{Citar jornal|ultimo=Bland|primeiro=Ben|url=https://www.ft.com/content/fe5976d8-ab81-11e8-94bd-cba20d67390c|titulo=Greater Bay Area: Xi Jinping's other grand plan|data=02-09-2018|acessodata=11-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=Área da Grande Baía: o outro grande plano de Xi Jinping|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221214/https://www.ft.com/content/fe5976d8-ab81-11e8-94bd-cba20d67390c|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Ele pressionou pelo projeto da [[Área da Grande Baía de Cantão-Hong Kong-Macau|Área da Grande Baía]], que visa integrar Hong Kong, Macau e outras nove cidades em Guangdong.<ref name="Bland-2018" /> A pressão de Xi por uma maior integração criou temores de diminuir as liberdades em Hong Kong.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yu|primeiro=Verna|url=https://www.theguardian.com/world/2019/nov/05/chinas-xi-jinping-expresses-high-degree-of-trust-in-hong-kongs-carrie-lam|titulo=China signals desire to bring Hong Kong under tighter control|data=05-11-2019|acessodata=11-01-2020|website=The Guardian|titulotrad=China sinaliza desejo de colocar Hong Kong sob controle mais rígido}}</ref> Em 2014, um documento publicado pelo Conselho de Estado, intitulado The Practice of the 'One Country, Two Systems' Policy in the Hong Kong Special Administrative Region, destacou-se que o governo central da China tem "jurisdição abrangente" em relação à Hong Kong.<ref name="Buckley-2021b">{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Wang|primeiro2=Vivian|url=https://www.nytimes.com/2021/06/28/world/asia/china-hong-kong-security-law.html|titulo=Crossing the Red Line: Behind China's Takeover of Hong Kong|data=28-06-2021|acessodata=13-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Cruzando a Linha Vermelha: Por Trás da Tomada de Hong Kong pela China|issn=0362-4331|ultimo3=Ramzy|primeiro3=Austin|wayb=20260216075526}}</ref> Sob Xi, o governo chinês também declarou que a [[Declaração conjunta sino-britânica sobre a questão de Hong Kong|Declaração Conjunta Sino-Britânica]] era legalmente nula.<ref name="Buckley-2021b" /> | ||
Em agosto de 2014, o Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (CPCNP) tomou uma decisão permitindo o sufrágio universal para a eleição de 2017 do [[Chefe do Executivo de Hong Kong|chefe do executivo de Hong Kong]], mas também exigindo que os candidatos "amem o país e amem Hong Kong", bem como outras medidas que garantiram que a liderança chinesa seria a derradeira decisão sobre a escolha, levando a [[Protestos em Hong Kong em 2014|protestos]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Forsythe|primeiro2=Michael|url=https://www.nytimes.com/2014/09/01/world/asia/hong-kong-elections.html|titulo=China Restricts Voting Reforms for Hong Kong|data=2014-08-31|acessodata=2023-03-18|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China restringe reformas eleitorais para Hong Kong|issn=0362-4331}}</ref> e a eventual rejeição do projeto de reforma no Conselho Legislativo devido a uma desistência do pró- Acampamento de Pequim para atrasar a votação.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Chan|primeiro=Wilfred|url=https://edition.cnn.com/2015/06/18/asia/hong-kong-reform-vote/index.html|titulo=Hong Kong legislators reject China-backed reform bill|data=19-06-2015|acessodata=19-03-2023|website=CNN|titulotrad=Legisladores de Hong Kong rejeitam projeto de reforma apoiado pela China}}</ref> Na eleição de chefe do Executivo de 2017, [[Carrie Lam]] saiu vitoriosa, supostamente com o endosso do Politburo do PCC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Cheng|primeiro=Kris|url=https://hongkongfp.com/2017/02/07/carrie-lam-is-the-only-leadership-contender-beijing-supports-state-leader-zhang-dejiang-reportedly-says/|titulo=Carrie Lam is the only leadership contender Beijing supports, state leader Zhang Dejiang reportedly says|data=07-02-2017|acessodata=19-03-2023|website=Hong Kong Free Press|titulotrad=Carrie Lam é a única candidata à liderança que Pequim apoia, diz o líder estatal Zhang Dejiang}}</ref> | Em agosto de 2014, o Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (CPCNP) tomou uma decisão permitindo o sufrágio universal para a eleição de 2017 do [[Chefe do Executivo de Hong Kong|chefe do executivo de Hong Kong]], mas também exigindo que os candidatos "amem o país e amem Hong Kong", bem como outras medidas que garantiram que a liderança chinesa seria a derradeira decisão sobre a escolha, levando a [[Protestos em Hong Kong em 2014|protestos]],<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|ultimo2=Forsythe|primeiro2=Michael|url=https://www.nytimes.com/2014/09/01/world/asia/hong-kong-elections.html|titulo=China Restricts Voting Reforms for Hong Kong|data=2014-08-31|acessodata=2023-03-18|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China restringe reformas eleitorais para Hong Kong|issn=0362-4331|wayb=20251023095328}}</ref> e a eventual rejeição do projeto de reforma no Conselho Legislativo devido a uma desistência do pró- Acampamento de Pequim para atrasar a votação.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Chan|primeiro=Wilfred|url=https://edition.cnn.com/2015/06/18/asia/hong-kong-reform-vote/index.html|titulo=Hong Kong legislators reject China-backed reform bill|data=19-06-2015|acessodata=19-03-2023|website=CNN|titulotrad=Legisladores de Hong Kong rejeitam projeto de reforma apoiado pela China|wayb=20260217192708}}</ref> Na eleição de chefe do Executivo de 2017, [[Carrie Lam]] saiu vitoriosa, supostamente com o endosso do Politburo do PCC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Cheng|primeiro=Kris|url=https://hongkongfp.com/2017/02/07/carrie-lam-is-the-only-leadership-contender-beijing-supports-state-leader-zhang-dejiang-reportedly-says/|titulo=Carrie Lam is the only leadership contender Beijing supports, state leader Zhang Dejiang reportedly says|data=07-02-2017|acessodata=19-03-2023|website=Hong Kong Free Press|titulotrad=Carrie Lam é a única candidata à liderança que Pequim apoia, diz o líder estatal Zhang Dejiang}}</ref> | ||
Xi apoiou o [[governo de Hong Kong]] e Carrie Lam contra os manifestantes nos [[Protestos em Hong Kong em 2019–2020|protestos em Hong Kong de 2019–2020]], que eclodiram após uma [[Projeto de lei de extradição de Hong Kong em 2019|proposta de lei]] que permitiria extradições para a China.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sin|primeiro=Noah|ultimo2=Kwok|primeiro2=Donny|url=https://www.reuters.com/article/us-hongkong-protests/chinas-xi-vows-support-for-hong-kong-leader-during-most-difficult-time-idUSKBN1YK025|titulo=China's Xi vows support for Hong Kong leader during 'most difficult' time|data=16-12-2019|acessodata=11-01-2020|publicado=Reuters|titulotrad=Xi da China promete apoio ao líder de Hong Kong durante o momento 'mais difícil'}}</ref> Ele defendeu o uso da força pela [[polícia de Hong Kong]], dizendo que "Apoiamos veementemente a polícia de Hong Kong a tomar ações enérgicas para fazer cumprir a lei e o judiciário de Hong Kong a punir conforme a lei aqueles que cometeram crimes violentos".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Laura|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3037811/xi-jinping-again-backs-hong-kong-police-use-force-stopping|titulo=Xi Jinping again backs Hong Kong police use of force in stopping unrest|data=14-11-2019|acessodata=11-01-2020|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping novamente apoia o uso da força pela polícia de Hong Kong para impedir a agitação}}</ref> Ao visitar [[Macau]] em 20 de dezembro de 2019 como parte do 20º aniversário de seu retorno à China, Xi alertou sobre a interferência de forças estrangeiras em Hong Kong e Macau,<ref>{{Citar jornal|url=https://www.dw.com/en/chinas-xi-warns-of-foreign-forces-at-macao-anniversary/a-51747054|titulo=China's Xi warns of 'foreign forces' at Macao anniversary|data=20-12-2019|acessodata=11-01-2020|publicado=[[Deutsche Welle]]|titulotrad=Xi da China alerta para 'forças estrangeiras' no aniversário de Macau}}</ref> ao mesmo tempo, em que insinuou que Macau poderia ser um modelo a ser seguido por Hong Kong.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Siu|primeiro=Phila|ultimo2=Cheung|primeiro2=Gary|url=https://www.scmp.com/news/hong-kong/politics/article/3042846/macau-handover-anniversary-xi-jinping-tells-residents-make|titulo=Xi Jinping seen as indirectly lecturing Hong Kong as he tells Macau residents to make 'positive voices' heard and resolve problems with rationality|data=19-12-2019|acessodata=11-01-2020|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping é visto indiretamente dando palestras a Hong Kong enquanto diz aos residentes de Macau para fazerem ouvir 'vozes positivas' e resolver problemas com racionalidade}}</ref> | Xi apoiou o [[governo de Hong Kong]] e Carrie Lam contra os manifestantes nos [[Protestos em Hong Kong em 2019–2020|protestos em Hong Kong de 2019–2020]], que eclodiram após uma [[Projeto de lei de extradição de Hong Kong em 2019|proposta de lei]] que permitiria extradições para a China.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sin|primeiro=Noah|ultimo2=Kwok|primeiro2=Donny|url=https://www.reuters.com/article/us-hongkong-protests/chinas-xi-vows-support-for-hong-kong-leader-during-most-difficult-time-idUSKBN1YK025|titulo=China's Xi vows support for Hong Kong leader during 'most difficult' time|data=16-12-2019|acessodata=11-01-2020|publicado=Reuters|titulotrad=Xi da China promete apoio ao líder de Hong Kong durante o momento 'mais difícil'|wayb=20250820155508}}</ref> Ele defendeu o uso da força pela [[polícia de Hong Kong]], dizendo que "Apoiamos veementemente a polícia de Hong Kong a tomar ações enérgicas para fazer cumprir a lei e o judiciário de Hong Kong a punir conforme a lei aqueles que cometeram crimes violentos".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Laura|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3037811/xi-jinping-again-backs-hong-kong-police-use-force-stopping|titulo=Xi Jinping again backs Hong Kong police use of force in stopping 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jornal|ultimo=Siu|primeiro=Phila|ultimo2=Cheung|primeiro2=Gary|url=https://www.scmp.com/news/hong-kong/politics/article/3042846/macau-handover-anniversary-xi-jinping-tells-residents-make|titulo=Xi Jinping seen as indirectly lecturing Hong Kong as he tells Macau residents to make 'positive voices' heard and resolve problems with rationality|data=19-12-2019|acessodata=11-01-2020|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping é visto indiretamente dando palestras a Hong Kong enquanto diz aos residentes de Macau para fazerem ouvir 'vozes positivas' e resolver problemas com racionalidade|wayb=20260221104827}}</ref> | ||
Em 2020, o CPCNP aprovou uma [[Lei de Segurança Nacional de Hong Kong|lei de segurança nacional]] em Hong Kong que expandiu drasticamente a repressão do governo à oposição na cidade; entre as medidas estavam a restrição dramática à oposição política e a criação de um escritório do governo central fora da jurisdição de Hong Kong para supervisionar a aplicação da lei.<ref name="Buckley-2021b"/> Isso foi visto como o culminar de um projeto de longo prazo sob Xi para integrar ainda mais estreitamente Hong Kong ao continente.<ref name="Buckley-2021b"/> Xi visitou Hong Kong como presidente em 2017 e 2022, no 20º e 25º aniversário da entrega de Hong Kong, respectivamente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yip|primeiro=Martin|ultimo2=Fraser|primeiro2=Simon|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-61991980|titulo=China's President Xi arrives in Hong Kong for handover anniversary|data=30-06-2022|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Presidente da China, Xi, chega a Hong Kong para aniversário de entrega}}</ref> Em sua visita de 2022, ele empossou John Lee como chefe do executivo, um ex-policial apoiado pelo governo chinês para expandir o controle sobre a cidade.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ioanes|primeiro=Ellen|url=https://www.vox.com/2022/7/2/23192550/xi-hong-kong-john-lee-china|titulo=Xi Jinping asserts his power on Hong Kong’s handover anniversary|data=02-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=[[Vox (website)|Vox]]|titulotrad=Xi Jinping afirma seu poder no aniversário da transferência de Hong Kong}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Chan|primeiro=Ho-him|ultimo2=Riordan|primeiro2=Primrose|url=https://www.ft.com/content/a6466afa-0981-4a82-9787-8c630651d44f|titulo=Beijing-backed hardliner John Lee chosen as Hong Kong's next leader|data=08-05-2022|acessodata=13-08-2022|website=Financial Times|titulotrad=O linha-dura apoiado por Pequim, John Lee, é escolhido como o próximo líder de Hong Kong|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221231/https://www.ft.com/content/a6466afa-0981-4a82-9787-8c630651d44f|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Enquanto estava na cidade, ele disse que Hong Kong passou do "caos" para a "estabilidade".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Chan|primeiro=Minnie|ultimo2=Zheng|primeiro2=William|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3183862/xi-praises-hong-kong-pla-garrison-citys-transition-chaos|titulo=Xi praises Hong Kong PLA garrison for city’s transition from ‘chaos’ to ‘stability’|data=01-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi elogia a guarnição do ELP de Hong Kong pela transição da cidade do 'caos' para a 'estabilidade'}}</ref> Desde que John Lee se tornou chefe-executivo, funcionários do governo de Hong Kong, incluindo o próprio Lee, demonstraram publicamente lealdade a Xi, semelhante ao continente, mas inédito na cidade.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ramzy|primeiro=Austin|ultimo2=May|primeiro2=Tiffany|url=https://www.nytimes.com/2022/07/27/world/asia/xi-jinping-hong-kong.html|titulo=For Hong Kong's Beijing-Backed Officials, Xi's All That|data=2022-07-27|acessodata=2023-01-09|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Para as autoridades de Hong Kong apoiadas por Pequim, Xi é tudo isso|issn=0362-4331}}</ref> | Em 2020, o CPCNP aprovou uma [[Lei de Segurança Nacional de Hong Kong|lei de segurança nacional]] em Hong Kong que expandiu drasticamente a repressão do governo à oposição na cidade; entre as medidas estavam a restrição dramática à oposição política e a criação de um escritório do governo central fora da jurisdição de Hong Kong para supervisionar a aplicação da lei.<ref name="Buckley-2021b"/> Isso foi visto como o culminar de um projeto de longo prazo sob Xi para integrar ainda mais estreitamente Hong Kong ao continente.<ref name="Buckley-2021b"/> Xi visitou Hong Kong como presidente em 2017 e 2022, no 20º e 25º aniversário da entrega de Hong Kong, respectivamente.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yip|primeiro=Martin|ultimo2=Fraser|primeiro2=Simon|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-61991980|titulo=China's President Xi arrives in Hong Kong for handover anniversary|data=30-06-2022|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Presidente da China, Xi, chega a Hong Kong para aniversário de entrega|wayb=20260302075034}}</ref> Em sua visita de 2022, ele empossou John Lee como chefe do executivo, um ex-policial apoiado pelo governo chinês para expandir o controle sobre a cidade.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ioanes|primeiro=Ellen|url=https://www.vox.com/2022/7/2/23192550/xi-hong-kong-john-lee-china|titulo=Xi Jinping asserts his power on Hong Kong’s handover anniversary|data=02-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=[[Vox (website)|Vox]]|titulotrad=Xi Jinping afirma seu poder no aniversário da transferência de Hong Kong|wayb=20260628065608}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Chan|primeiro=Ho-him|ultimo2=Riordan|primeiro2=Primrose|url=https://www.ft.com/content/a6466afa-0981-4a82-9787-8c630651d44f|titulo=Beijing-backed hardliner John Lee chosen as Hong Kong's next leader|data=08-05-2022|acessodata=13-08-2022|website=Financial Times|titulotrad=O linha-dura apoiado por Pequim, John Lee, é escolhido como o próximo líder de Hong Kong|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221231/https://www.ft.com/content/a6466afa-0981-4a82-9787-8c630651d44f|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Enquanto estava na cidade, ele disse que Hong Kong passou do "caos" para a "estabilidade".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Chan|primeiro=Minnie|ultimo2=Zheng|primeiro2=William|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3183862/xi-praises-hong-kong-pla-garrison-citys-transition-chaos|titulo=Xi praises Hong Kong PLA garrison for city’s transition from ‘chaos’ to ‘stability’|data=01-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi elogia a guarnição do ELP de Hong Kong pela transição da cidade do 'caos' para a 'estabilidade'|wayb=20231208152831}}</ref> Desde que John Lee se tornou chefe-executivo, funcionários do governo de Hong Kong, incluindo o próprio Lee, demonstraram publicamente lealdade a Xi, semelhante ao continente, mas inédito na cidade.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ramzy|primeiro=Austin|ultimo2=May|primeiro2=Tiffany|url=https://www.nytimes.com/2022/07/27/world/asia/xi-jinping-hong-kong.html|titulo=For Hong Kong's Beijing-Backed Officials, Xi's All That|data=2022-07-27|acessodata=2023-01-09|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Para as autoridades de Hong Kong apoiadas por Pequim, Xi é tudo isso|issn=0362-4331|wayb=20250701091913}}</ref> | ||
=== Direitos humanos === | === Direitos humanos === | ||
{{Ver artigo principal|vt=s|Direitos humanos na China|Genocídio uigur|Campanhas antirreligiosas do Partido Comunista Chinês}}Segundo a [[Human Rights Watch]], Xi "iniciou uma ampla e contínua ofensiva contra os direitos humanos" desde que se tornou líder em 2012.<ref>{{Citar livro|url=https://www.hrw.org/world-report/2018/country-chapters/china-and-tibet|título=World Report 2018: Rights Trends in China|data=09-01-2018|editora=[[Human Rights Watch]]|língua=en|titulotrad=Relatório Mundial 2018: Tendências de Direitos na China|capitulo=China: Events of 2017|acessodata=07-09-2019|wayb=20190828203028|local=Nova Iorque}}</ref> O HRW também disse que a repressão na China está "em seu pior nível desde o massacre da Praça da Paz Celestial".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Withnall|primeiro=Adam|url=https://www.independent.co.uk/news/world/asia/china-repression-freedom-police-censorship-tiananmen-square-human-rights-watch-a8732501.html|titulo=Repression in China at worst level since Tiananmen Square, HRW warns|data=17-01-2019|acessodata=07-09-2019|website=[[The Independent]]|lingua=en|titulotrad=Repressão na China no pior nível desde a Praça da Paz Celestial, adverte HRW|wayb=20190524133120|urlmorta=não}}</ref> Desde que assumiu o poder, Xi reprimiu o ativismo popular, com centenas de detidos.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.ft.com/content/b4de464a-7242-11e9-bf5c-6eeb837566c5|titulo=China widens crackdown against grassroot activists|data=09-05-2019|acessodata=11-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=China amplia repressão contra ativistas de base|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221247/https://www.ft.com/content/b4de464a-7242-11e9-bf5c-6eeb837566c5|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Ele presidiu a repressão 709 em 9 de julho de 2015, que viu mais de 200 advogados, assistentes jurídicos e ativistas de direitos humanos serem detidos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sudworth|primeiro=John|url=https://www.bbc.com/news/blogs-china-blog-39974953|titulo=Wang Quanzhang: The lawyer who simply vanished|data=22-05-2017|acessodata=11-01-2020|publicado=BBC News|titulotrad=Wang Quanzhang: O advogado que simplesmente desapareceu}}</ref> Seu mandato viu a detenção e prisão de ativistas como [[Xu Zhiyong]], bem como vários outros que se identificaram com o Movimento dos Novos Cidadãos. O proeminente ativista jurídico [[Pu Zhiqiang]], do [[movimento Weiquan]], também foi preso e detido.<ref name="afp2">{{Citar jornal|url=https://www.bangkokpost.com/world/419842/chinese-dream-turns-sour-for-activists-under-xi-jinping|titulo=Chinese dream turns sour for activists under Xi Jinping|data=10-07-2014|acessodata=17-07-2014|website=[[Bangkok Post]]|titulotrad=Sonho chinês dá errado para ativistas de Xi Jinping}}</ref> | {{Ver artigo principal|vt=s|Direitos humanos na China|Genocídio uigur|Campanhas antirreligiosas do Partido Comunista Chinês}}Segundo a [[Human Rights Watch]], Xi "iniciou uma ampla e contínua ofensiva contra os direitos humanos" desde que se tornou líder em 2012.<ref>{{Citar livro|url=https://www.hrw.org/world-report/2018/country-chapters/china-and-tibet|título=World Report 2018: Rights Trends in China|data=09-01-2018|editora=[[Human Rights Watch]]|língua=en|titulotrad=Relatório Mundial 2018: Tendências de Direitos na China|capitulo=China: Events of 2017|acessodata=07-09-2019|wayb=20190828203028|local=Nova Iorque}}</ref> O HRW também disse que a repressão na China está "em seu pior nível desde o massacre da Praça da Paz Celestial".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Withnall|primeiro=Adam|url=https://www.independent.co.uk/news/world/asia/china-repression-freedom-police-censorship-tiananmen-square-human-rights-watch-a8732501.html|titulo=Repression in China at worst level since Tiananmen Square, HRW warns|data=17-01-2019|acessodata=07-09-2019|website=[[The Independent]]|lingua=en|titulotrad=Repressão na China no pior nível desde a Praça da Paz Celestial, adverte HRW|wayb=20190524133120|urlmorta=não}}</ref> Desde que assumiu o poder, Xi reprimiu o ativismo popular, com centenas de detidos.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.ft.com/content/b4de464a-7242-11e9-bf5c-6eeb837566c5|titulo=China widens crackdown against grassroot activists|data=09-05-2019|acessodata=11-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=China amplia repressão contra ativistas de base|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221247/https://www.ft.com/content/b4de464a-7242-11e9-bf5c-6eeb837566c5|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Ele presidiu a repressão 709 em 9 de julho de 2015, que viu mais de 200 advogados, assistentes jurídicos e ativistas de direitos humanos serem detidos.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sudworth|primeiro=John|url=https://www.bbc.com/news/blogs-china-blog-39974953|titulo=Wang Quanzhang: The lawyer who simply vanished|data=22-05-2017|acessodata=11-01-2020|publicado=BBC News|titulotrad=Wang Quanzhang: O advogado que simplesmente desapareceu|wayb=20260219091424}}</ref> Seu mandato viu a detenção e prisão de ativistas como [[Xu Zhiyong]], bem como vários outros que se identificaram com o Movimento dos Novos Cidadãos. O proeminente ativista jurídico [[Pu Zhiqiang]], do [[movimento Weiquan]], também foi preso e detido.<ref name="afp2">{{Citar jornal|url=https://www.bangkokpost.com/world/419842/chinese-dream-turns-sour-for-activists-under-xi-jinping|titulo=Chinese dream turns sour for activists under Xi Jinping|data=10-07-2014|acessodata=17-07-2014|website=[[Bangkok Post]]|titulotrad=Sonho chinês dá errado para ativistas de Xi Jinping|wayb=20231104195040}}</ref> | ||
Em 2017, o governo local da [[Jiangxi|província de Jiangxi]] disse aos [[Cristianismo na China|cristãos]] para substituir suas fotos de [[Jesus]] por Xi Jinping como parte de uma campanha geral contra igrejas não oficiais no país.<ref name="scmpJesus">{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2119699/praise-xi-jinping-not-jesus-escape-poverty-christian|titulo=Replace pictures of Jesus with Xi to escape poverty, Chinese villagers urged|data=14-11-2017|acessodata=26-07-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Substitua fotos de Jesus por Xi para escapar da pobreza, pediram moradores chineses|wayb=20190717174448|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Denyer|primeiro=Simon|url=https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2017/11/14/jesus-wont-save-you-president-xi-jinping-will-chinese-christians-told/|titulo=Jesus won't save you – President Xi Jinping will, Chinese Christians told|data=14-11-2017|acessodata=07-09-2019|website=The Washington Post|titulotrad=Jesus não vai salvar você – o presidente Xi Jinping vai, disseram cristãos chineses|wayb=20190531100111|urlmorta=não}}</ref><ref name="guardianJesus">{{Citar jornal|ultimo=Haas|primeiro=Benjamin|url=https://www.theguardian.com/world/2018/sep/28/we-are-scared-but-we-have-jesus-china-and-its-war-on-christianity|titulo='We are scared, but we have Jesus': China and its war on Christianity|data=28-09-2018|acessodata=07-09-2019|website=The Guardian|lingua=en-GB|titulotrad='Temos medo, mas temos Jesus': a China e sua guerra contra o cristianismo|issn=0261-3077|wayb=20190823155226|urlmorta=não}}</ref> Segundo a mídia social local, as autoridades "os transformaram de acreditar na religião para acreditar no partido".<ref name="scmpJesus" /> Segundo os ativistas, "Xi está travando a mais severa [[Cristianismo na China|repressão sistemática do cristianismo]] no país desde que a liberdade religiosa foi inscrita na constituição chinesa em 1982" e, segundo pastores e um grupo que monitora a religião na China, envolveu "destruir cruzes, queimando bíblias, fechando igrejas e ordenando que os seguidores assinassem papéis renunciando à sua fé".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bodeen|primeiro=Christopher|url=https://www.apnews.com/c09b2ee4b71540c8a7fd6178820c5970|titulo=Group: Officials destroying crosses, burning bibles in China|data=10-09-2018|acessodata=07-09-2019|publicado=Associated Press|titulotrad=Grupo: Autoridades destruindo cruzes e queimando bíblias na China|wayb=20191008144601|urlmorta=não}}</ref> | Em 2017, o governo local da [[Jiangxi|província de Jiangxi]] disse aos [[Cristianismo na China|cristãos]] para substituir suas fotos de [[Jesus]] por Xi Jinping como parte de uma campanha geral contra igrejas não oficiais no país.<ref name="scmpJesus">{{Citar jornal|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2119699/praise-xi-jinping-not-jesus-escape-poverty-christian|titulo=Replace pictures of Jesus with Xi to escape poverty, Chinese villagers urged|data=14-11-2017|acessodata=26-07-2019|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Substitua fotos de Jesus por Xi para escapar da pobreza, pediram moradores chineses|wayb=20190717174448|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Denyer|primeiro=Simon|url=https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2017/11/14/jesus-wont-save-you-president-xi-jinping-will-chinese-christians-told/|titulo=Jesus won't save you – President Xi Jinping will, Chinese Christians told|data=14-11-2017|acessodata=07-09-2019|website=The Washington Post|titulotrad=Jesus não vai salvar você – o presidente Xi Jinping vai, disseram cristãos chineses|wayb=20190531100111|urlmorta=não}}</ref><ref name="guardianJesus">{{Citar jornal|ultimo=Haas|primeiro=Benjamin|url=https://www.theguardian.com/world/2018/sep/28/we-are-scared-but-we-have-jesus-china-and-its-war-on-christianity|titulo='We are scared, but we have Jesus': China and its war on Christianity|data=28-09-2018|acessodata=07-09-2019|website=The Guardian|lingua=en-GB|titulotrad='Temos medo, mas temos Jesus': a China e sua guerra contra o cristianismo|issn=0261-3077|wayb=20190823155226|urlmorta=não}}</ref> Segundo a mídia social local, as autoridades "os transformaram de acreditar na religião para acreditar no partido".<ref name="scmpJesus" /> Segundo os ativistas, "Xi está travando a mais severa [[Cristianismo na China|repressão sistemática do cristianismo]] no país desde que a liberdade religiosa foi inscrita na constituição chinesa em 1982" e, segundo pastores e um grupo que monitora a religião na China, envolveu "destruir cruzes, queimando bíblias, fechando igrejas e ordenando que os seguidores assinassem papéis renunciando à sua fé".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Bodeen|primeiro=Christopher|url=https://www.apnews.com/c09b2ee4b71540c8a7fd6178820c5970|titulo=Group: Officials destroying crosses, burning bibles in China|data=10-09-2018|acessodata=07-09-2019|publicado=Associated Press|titulotrad=Grupo: Autoridades destruindo cruzes e queimando bíblias na China|wayb=20191008144601|urlmorta=não}}</ref> | ||
Sob Xi, o PCC adotou políticas assimilacionistas em relação às minorias étnicas, reduzindo a ação afirmativa no país até 2019,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lau|primeiro=Mimi|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3040577/chinas-ethnic-groups-face-end-affirmative-action-education|titulo=From Xinjiang to Ningxia, China's ethnic groups face end to affirmative action in education, taxes, policing|data=05-12-2019|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=De Xinjiang a Ningxia, os grupos étnicos da China enfrentam o fim da ação afirmativa em educação, impostos e policiamento}}</ref> e descartando uma redação em outubro de 2021 que garantia os direitos das crianças minoritárias de serem educadas em sua língua nativa, substituindo-a com um que enfatizou o ensino da língua nacional.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhai|primeiro=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-communist-party-formally-embraces-assimilationist-approach-to-ethnic-minorities-11633702544|titulo=China's Communist Party Formally Embraces Assimilationist Approach to Ethnic Minorities|data=08-10-2021|acessodata=14-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Partido Comunista da China formalmente adota abordagem assimilacionista para minorias étnicas}}</ref> Em 2020, Chen Xiaojiang foi nomeado chefe da Comissão Nacional de Assuntos Étnicos, o primeiro chefe chinês Han do órgão desde 1954.<ref name="pear">{{Citar jornal|ultimo=Linda, Lew|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3114638/china-puts-han-official-charge-ethnic-minority-affairs-beijing|titulo=China puts Han official in charge of ethnic minority affairs as Beijing steps up push for integration|data=19-12-2020|acessodata=09-10-2021|website=South China Morning Post|titulotrad=China coloca oficial Han no comando de assuntos de minorias étnicas enquanto Pequim intensifica a pressão pela integração}}</ref> Em 24 de junho de 2022, Pan Yue, outro chinês Han, tornou-se o chefe da comissão, com ele supostamente mantendo políticas assimilacionistas em relação às minorias étnicas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Aaron|primeiro=Glasserman|url=https://foreignpolicy.com/2023/03/02/china-minorities-uyghur-racism/|titulo=China's Head of Ethnic Affairs Is Keen to End Minority Culture|data=02-03-2023|acessodata=12-03-2023|website=[[Foreign Policy]]|titulotrad=Chefe de Assuntos Étnicos da China está empenhado em acabar com a cultura minoritária}}</ref> Xi delineou suas opiniões oficiais sobre as relações entre a maioria dos chineses han e as minorias étnicas, dizendo que "nem o chauvinismo han, nem o chauvinismo étnico local são propícios ao desenvolvimento de uma comunidade para a nação chinesa".<ref>{{Citar jornal|url=http://www.news.cn/english/2021-08/28/c_1310154568.htm|titulo=Xi Focus: Xi stresses high-quality development of Party's work on ethnic affairs|data=28-08-2021|acessodata=19-03-2023|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=Foco de Xi: Xi enfatiza o desenvolvimento de alta qualidade do trabalho do Partido em assuntos étnicos}}</ref> | Sob Xi, o PCC adotou políticas assimilacionistas em relação às minorias étnicas, reduzindo a ação afirmativa no país até 2019,<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lau|primeiro=Mimi|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3040577/chinas-ethnic-groups-face-end-affirmative-action-education|titulo=From Xinjiang to Ningxia, China's ethnic groups face end to affirmative action in education, taxes, policing|data=05-12-2019|acessodata=14-03-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=De Xinjiang a Ningxia, os grupos étnicos da China enfrentam o fim da ação afirmativa em educação, impostos e policiamento|wayb=20260809063521}}</ref> e descartando uma redação em outubro de 2021 que garantia os direitos das crianças minoritárias de serem educadas em sua língua nativa, substituindo-a com um que enfatizou o ensino da língua nacional.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhai|primeiro=Keith|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-communist-party-formally-embraces-assimilationist-approach-to-ethnic-minorities-11633702544|titulo=China's Communist Party Formally Embraces Assimilationist Approach to Ethnic Minorities|data=08-10-2021|acessodata=14-03-2023|website=The Wall Street Journal|titulotrad=Partido Comunista da China formalmente adota abordagem assimilacionista para minorias étnicas|wayb=20241009105441}}</ref> Em 2020, Chen Xiaojiang foi nomeado chefe da Comissão Nacional de Assuntos Étnicos, o primeiro chefe chinês Han do órgão desde 1954.<ref name="pear">{{Citar jornal|ultimo=Linda, Lew|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3114638/china-puts-han-official-charge-ethnic-minority-affairs-beijing|titulo=China puts Han official in charge of ethnic minority affairs as Beijing steps up push for 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desenvolvimento de uma comunidade para a nação chinesa".<ref>{{Citar jornal|url=http://www.news.cn/english/2021-08/28/c_1310154568.htm|titulo=Xi Focus: Xi stresses high-quality development of Party's work on ethnic affairs|data=28-08-2021|acessodata=19-03-2023|website=[[Xinhua News Agency]]|titulotrad=Foco de Xi: Xi enfatiza o desenvolvimento de alta qualidade do trabalho do Partido em assuntos étnicos|wayb=20230829110838}}</ref> | ||
=== Xinjiang === | === Xinjiang === | ||
Após vários ataques terroristas em [[Xinjiang]] em 2013 e 2014, os líderes do PCC participaram de uma reunião secreta para encontrar uma solução para os ataques,<ref name=":5">{{Citar revista|sobrenome=Khatchadourian|primeiro=Raffi|data=12-04-2021|título=Surviving the Crackdown in Xinjiang|títulotrad=Sobrevivendo à repressão em Xinjiang|url=https://www.newyorker.com/magazine/2021/04/12/surviving-the-crackdown-in-xinjiang|revista=[[The New Yorker]]}}</ref> levando Xi a lançar a Ação especial para reprimir severamente atividades terroristas violentas em 2014, que envolveu detenções em massa e vigilância da etnia [[uigures]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shepherd|primeiro=Christian|url=https://www.ft.com/content/48508182-d426-11e9-8367-807ebd53ab77|titulo=Fear and oppression in Xinjiang: China's war on Uighur culture|data=12-09-2019|acessodata=19-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=Medo e opressão em Xinjiang: a guerra da China contra a cultura uigur|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221202/https://www.ft.com/content/48508182-d426-11e9-8367-807ebd53ab77|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref><ref name="Ramzy-2019">{{Citar jornal|ultimo=Ramzy|primeiro=Austin|ultimo2=Buckley|primeiro2=Chris|url=https://www.nytimes.com/interactive/2019/11/16/world/asia/china-xinjiang-documents.html|titulo='Absolutely No Mercy': Leaked Files Expose How China Organized Mass Detentions of Muslims|data=16-11-2019|acessodata=06-12-2019|website=The New York Times|titulotrad='Absolutamente sem piedade': arquivos vazados expõem como a China organizou detenções em massa de muçulmanos}}</ref> Xi fez uma viagem de inspeção em Xinjiang entre 27 e 30 de abril de 2014.<ref>{{Citar web|url=http://english.agri.gov.cn/news/dqnf/201405/t20140504_21806.htm|titulo=President Xi Jinping makes inspection tour in Xinjiang|data=04-05-2014|acessodata=07-04-2020|publicado=[[Ministério da Agricultura da República Popular da China]] (de [[Xinhua News Agency]])|titulotrad=Presidente Xi Jinping faz visita de inspeção em Xinjiang|wayb=20200407004304|urlmorta=sim}}</ref> O programa foi amplamente expandido em 2016, após a nomeação de Chen Quanguo como secretário do PCC de Xinjiang. A campanha incluiu a detenção de 1,8 milhão de pessoas em [[Campos de internamento de Sinquião|campos de internamento]], principalmente uigures, mas também outras minorias étnicas e religiosas, até 2020,<ref name=":5" /> e uma campanha de supressão de nascimentos que levou a uma grande queda na taxa de natalidade uigures até 2019.<ref name="apne_Chin">{{Citar jornal|url=https://apnews.com/article/269b3de1af34e17c1941a514f78d764c|titulo=China cuts Uighur births with IUDs, abortion, sterilization|data=28-06-2020|acessodata=18-12-2020|publicado=Associated Press|titulotrad=China corta nascimentos uigures com DIU, aborto e esterilização|wayb=20201216200613|urlmorta=não}}</ref> Vários grupos de direitos humanos e ex-presidiários descreveram os campos como "[[campos de concentração]]", onde os uigures e outras minorias foram assimilados à força pela maioria da sociedade chinesa de [[Han (etnia)|etnia han]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.theguardian.com/world/2019/jul/11/more-than-20-ambassadors-condemn-chinas-treatment-of-uighurs-in-xinjiang|titulo=More than 20 ambassadors condemn China's treatment of Uighurs in Xinjiang|data=11-07-2019|acessodata=11-07-2019|website=The Guardian|titulotrad=Mais de 20 embaixadores condenam o tratamento da China aos uigures em Xinjiang|wayb=20190711031342|urlmorta=não}}</ref> Este programa foi chamado de [[Genocídio uigur|genocídio]] por alguns observadores, enquanto um relatório do [[Escritório do Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos|Escritório de Direitos Humanos da ONU]] disse que eles podem equivaler a crimes contra a humanidade.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-responsible-uyghur-genocide-unofficial-tribunal-says-2021-12-10/|titulo=China's Xi responsible for Uyghur 'genocide', unofficial tribunal says|data=10-12-2021|acessodata=24-10-2022|website=Reuters|titulotrad=Xi da China é responsável por 'genocídio' uigur, diz tribunal não oficial}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/outgoing-un-human-rights-chief-says-serious-human-rights-violations-committed-2022-08-31/|titulo=U.N. says China may have committed crimes against humanity in Xinjiang|data=01-09-2022|acessodata=24-10-2022|website=Reuters|titulotrad=ONU diz que China pode ter cometido crimes contra a humanidade em Xinjiang}}</ref> | Após vários ataques terroristas em [[Xinjiang]] em 2013 e 2014, os líderes do PCC participaram de uma reunião secreta para encontrar uma solução para os ataques,<ref name=":5">{{Citar revista|sobrenome=Khatchadourian|primeiro=Raffi|data=12-04-2021|título=Surviving the Crackdown in Xinjiang|títulotrad=Sobrevivendo à repressão em Xinjiang|url=https://www.newyorker.com/magazine/2021/04/12/surviving-the-crackdown-in-xinjiang|revista=[[The New Yorker]]|wayb=20260709000657}}</ref> levando Xi a lançar a Ação especial para reprimir severamente atividades terroristas violentas em 2014, que envolveu detenções em massa e vigilância da etnia [[uigures]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Shepherd|primeiro=Christian|url=https://www.ft.com/content/48508182-d426-11e9-8367-807ebd53ab77|titulo=Fear and oppression in Xinjiang: China's war on Uighur culture|data=12-09-2019|acessodata=19-01-2020|website=Financial Times|titulotrad=Medo e opressão em Xinjiang: a guerra da China contra a cultura uigur|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221202/https://www.ft.com/content/48508182-d426-11e9-8367-807ebd53ab77|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref><ref name="Ramzy-2019">{{Citar jornal|ultimo=Ramzy|primeiro=Austin|ultimo2=Buckley|primeiro2=Chris|url=https://www.nytimes.com/interactive/2019/11/16/world/asia/china-xinjiang-documents.html|titulo='Absolutely No Mercy': Leaked Files Expose How China Organized Mass Detentions of Muslims|data=16-11-2019|acessodata=06-12-2019|website=The New York Times|titulotrad='Absolutamente sem piedade': arquivos vazados expõem como a China organizou detenções em massa de muçulmanos|wayb=20260729021338}}</ref> Xi fez uma viagem de inspeção em Xinjiang entre 27 e 30 de abril de 2014.<ref>{{Citar web|url=http://english.agri.gov.cn/news/dqnf/201405/t20140504_21806.htm|titulo=President Xi Jinping makes inspection tour in Xinjiang|data=04-05-2014|acessodata=07-04-2020|publicado=[[Ministério da Agricultura da República Popular da China]] (de [[Xinhua News Agency]])|titulotrad=Presidente Xi Jinping faz visita de inspeção em Xinjiang|wayb=20200407004304|urlmorta=sim}}</ref> O programa foi amplamente expandido em 2016, após a nomeação de Chen Quanguo como secretário do PCC de Xinjiang. A campanha incluiu a detenção de 1,8 milhão de pessoas em [[Campos de internamento de Sinquião|campos de internamento]], principalmente uigures, mas também outras minorias étnicas e religiosas, até 2020,<ref name=":5" /> e uma campanha de supressão de nascimentos que levou a uma grande queda na taxa de natalidade uigures até 2019.<ref name="apne_Chin">{{Citar jornal|url=https://apnews.com/article/269b3de1af34e17c1941a514f78d764c|titulo=China cuts Uighur births with IUDs, abortion, sterilization|data=28-06-2020|acessodata=18-12-2020|publicado=Associated Press|titulotrad=China corta nascimentos uigures com DIU, aborto e esterilização|wayb=20201216200613|urlmorta=não}}</ref> Vários grupos de direitos humanos e ex-presidiários descreveram os campos como "[[campos de concentração]]", onde os uigures e outras minorias foram assimilados à força pela maioria da sociedade chinesa de [[Han (etnia)|etnia han]].<ref>{{Citar jornal|url=https://www.theguardian.com/world/2019/jul/11/more-than-20-ambassadors-condemn-chinas-treatment-of-uighurs-in-xinjiang|titulo=More than 20 ambassadors condemn China's treatment of Uighurs in Xinjiang|data=11-07-2019|acessodata=11-07-2019|website=The Guardian|titulotrad=Mais de 20 embaixadores condenam o tratamento da China aos uigures em Xinjiang|wayb=20190711031342|urlmorta=não}}</ref> Este programa foi chamado de [[Genocídio uigur|genocídio]] por alguns observadores, enquanto um relatório do [[Escritório do Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos|Escritório de Direitos Humanos da ONU]] disse que eles podem equivaler a crimes contra a humanidade.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/chinas-xi-responsible-uyghur-genocide-unofficial-tribunal-says-2021-12-10/|titulo=China's Xi responsible for Uyghur 'genocide', unofficial tribunal says|data=10-12-2021|acessodata=24-10-2022|website=Reuters|titulotrad=Xi da China é responsável por 'genocídio' uigur, diz tribunal não oficial|wayb=20250106021042}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/world/china/outgoing-un-human-rights-chief-says-serious-human-rights-violations-committed-2022-08-31/|titulo=U.N. says China may have committed crimes against humanity in Xinjiang|data=01-09-2022|acessodata=24-10-2022|website=Reuters|titulotrad=ONU diz que China pode ter cometido crimes contra a humanidade em Xinjiang|wayb=20250106101824}}</ref> | ||
Documentos internos do governo chinês vazados para a imprensa em novembro de 2019 mostraram que Xi ordenou pessoalmente uma operação de segurança em Xinjiang, dizendo que o partido deve mostrar "absolutamente nenhuma misericórdia" e que os funcionários usem todas as "armas da [[Ditadura Democrática Popular|ditadura democrática do povo]]" para reprimir aqueles "infectado com o vírus do extremismo".<ref name="Ramzy-2019"/><ref name="hongkongFPHuawei">{{Citar jornal|ultimo=Tugendhat|primeiro=Tom|url=https://www.hongkongfp.com/2020/01/19/huaweis-human-rights-record-needs-scrutiny-britain-signs-5g-contracts/|titulo=Huawei's human rights record needs scrutiny before Britain signs 5G contracts|data=19-01-2020|acessodata=19-01-2020|website=Hong Kong Free Press|titulotrad=O histórico de direitos humanos da Huawei precisa ser examinado antes que a Grã-Bretanha assine contratos 5G}}</ref> Os jornais também mostraram que Xi discutiu repetidamente sobre o [[extremismo islâmico]] em seus discursos, comparando-o a um "vírus" ou uma "droga" que só poderia ser tratada por "um período de tratamento doloroso e interventivo".<ref name="Ramzy-2019"/> No entanto, ele também alertou contra a discriminação contra os uigures e rejeitou propostas para erradicar o [[Islamismo na China|Islã na China]], chamando esse tipo de ponto de vista de "tendencioso, até errado".<ref name="Ramzy-2019"/> O papel exato de Xi na construção de campos de internamento não foi divulgado publicamente, embora se acredite que ele esteja por trás deles e suas palavras tenham sido a fonte de grandes justificativas na repressão em Xinjiang.<ref name="Economist-2022a">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2022/01/01/even-in-secret-chinas-leaders-speak-in-code|titulo=Even in secret, China's leaders speak in code|acessodata=13-08-2022|website=The Economist|titulotrad=Mesmo em segredo, os líderes da China falam em código|issn=0013-0613}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Chin|primeiro=Josh|url=https://www.wsj.com/articles/leaked-documents-detail-xi-jinpings-extensive-role-in-xinjiang-crackdown-11638284709|titulo=Leaked Documents Detail Xi Jinping's Extensive Role in Xinjiang Crackdown|data=30-11-2021|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Documentos vazados detalham o amplo papel de Xi Jinping na repressão de Xinjiang|issn=0099-9660}}</ref> Nos Arquivos da Polícia de Xinjiang vazados em 2022, um documento citando o Ministro da Segurança Pública Zhao Kezhi sugeria que Xi estava ciente dos campos de internamento.<ref>{{Citar web|ultimo=Zenz|primeiro=Adrian|autorlink=Adrian Zenz|url=https://www.chinafile.com/reporting-opinion/features/public-security-ministers-speech-describes-xi-jinpings-direction-of-mass|titulo=Public Security Minister's Speech Describes Xi Jinping's Direction of Mass Detentions in Xinjiang|data=24-05-2022|acessodata=13-08-2022|website=ChinaFile|lingua=en|titulotrad=Discurso do Ministro da Segurança Pública Descreve a Direção de Detenções em Massa de Xi Jinping em Xinjiang}}</ref> | Documentos internos do governo chinês vazados para a imprensa em novembro de 2019 mostraram que Xi ordenou pessoalmente uma operação de segurança em Xinjiang, dizendo que o partido deve mostrar "absolutamente nenhuma misericórdia" e que os funcionários usem todas as "armas da [[Ditadura Democrática Popular|ditadura democrática do povo]]" para reprimir aqueles "infectado com o vírus do extremismo".<ref name="Ramzy-2019"/><ref name="hongkongFPHuawei">{{Citar jornal|ultimo=Tugendhat|primeiro=Tom|url=https://www.hongkongfp.com/2020/01/19/huaweis-human-rights-record-needs-scrutiny-britain-signs-5g-contracts/|titulo=Huawei's human rights record needs scrutiny before Britain signs 5G contracts|data=19-01-2020|acessodata=19-01-2020|website=Hong Kong Free Press|titulotrad=O histórico de direitos humanos da Huawei precisa ser examinado antes que a Grã-Bretanha assine contratos 5G}}</ref> Os jornais também mostraram que Xi discutiu repetidamente sobre o [[extremismo islâmico]] em seus discursos, comparando-o a um "vírus" ou uma "droga" que só poderia ser tratada por "um período de tratamento doloroso e interventivo".<ref name="Ramzy-2019"/> No entanto, ele também alertou contra a discriminação contra os uigures e rejeitou propostas para erradicar o [[Islamismo na China|Islã na China]], chamando esse tipo de ponto de vista de "tendencioso, até errado".<ref name="Ramzy-2019"/> O papel exato de Xi na construção de campos de internamento não foi divulgado publicamente, embora se acredite que ele esteja por trás deles e suas palavras tenham sido a fonte de grandes justificativas na repressão em Xinjiang.<ref name="Economist-2022a">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2022/01/01/even-in-secret-chinas-leaders-speak-in-code|titulo=Even in secret, China's leaders speak in code|acessodata=13-08-2022|website=The Economist|titulotrad=Mesmo em segredo, os líderes da China 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Xinjiang|data=24-05-2022|acessodata=13-08-2022|website=ChinaFile|lingua=en|titulotrad=Discurso do Ministro da Segurança Pública Descreve a Direção de Detenções em Massa de Xi Jinping em Xinjiang|wayb=20260422235445}}</ref> | ||
Em 8 de Julho de 2019, 22 países assinaram uma declaração ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, na qual apelaram ao fim das detenções em massa na China e exprimiram a sua preocupação com a vigilância e repressão generalizadas em Xinjiang.<ref>{{Citar web|url=https://jamestown.org/program/the-22-vs-50-diplomatic-split-between-the-west-and-china-over-xinjiang-and-human-rights/|titulo=The “22 vs. 50” Diplomatic Split Between the West and China Over Xinjiang and Human Rights|acessodata=2022-10-24|website=Jamestown|lingua=en-US|titulotrad=A divisão diplomática “22 contra 50” entre o Ocidente e a China sobre Xinjiang e os direitos humanos}}</ref><ref>{{Citar periódico|url=https://www.nytimes.com/2019/07/10/world/asia/china-xinjiang-rights.html|titulo=China Rebuked by 22 Nations Over Xinjiang Repression|data=2019-07-10|acessodata=2022-10-24|jornal=The New York Times|ultimo=Cumming-Bruce|primeiro=Nick|lingua=en-US|titulotrad=China é repreendida por 22 nações por causa da repressão em Xinjiang|issn=0362-4331}}</ref> A 13 de Junho de 2019, a China convida a ONU a visitar os 'Centros de Educação' em Xinjiang, e afirma estar a ajudar a erradicar o extremismo e a dar novas competências às pessoas. Em março do mesmo ano, o vice-ministro dos negócios estrangeiros Le Yucheng afirmou que os "campus" seriam encerrados gradualmente à medida que a ideologia extremista fosse vencida na região.<ref>{{Citar web|url=https://www.telesurenglish.net/news/China-Invites-UN-To-Visit-Education-Centers-in-Xinjiang-20190613-0004.html|titulo=China Invites UN To Visit 'Education Centers' in Xinjiang|acessodata=2022-10-24|website=TeleSUR|lingua=en-US|titulotrad=China convida ONU para visitar 'centros de educação' em Xinjiang}}</ref> | Em 8 de Julho de 2019, 22 países assinaram uma declaração ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, na qual apelaram ao fim das detenções em massa na China e exprimiram a sua preocupação com a vigilância e repressão generalizadas em Xinjiang.<ref>{{Citar web|url=https://jamestown.org/program/the-22-vs-50-diplomatic-split-between-the-west-and-china-over-xinjiang-and-human-rights/|titulo=The “22 vs. 50” Diplomatic Split Between the West and China Over Xinjiang and Human Rights|acessodata=2022-10-24|website=Jamestown|lingua=en-US|titulotrad=A divisão diplomática “22 contra 50” entre o Ocidente e a China sobre Xinjiang e os direitos humanos|wayb=20251102060617}}</ref><ref>{{Citar periódico|url=https://www.nytimes.com/2019/07/10/world/asia/china-xinjiang-rights.html|titulo=China Rebuked by 22 Nations Over Xinjiang Repression|data=2019-07-10|acessodata=2022-10-24|jornal=The New York Times|ultimo=Cumming-Bruce|primeiro=Nick|lingua=en-US|titulotrad=China é repreendida por 22 nações por causa da repressão em Xinjiang|issn=0362-4331|wayb=20251120204119}}</ref> A 13 de Junho de 2019, a China convida a ONU a visitar os 'Centros de Educação' em Xinjiang, e afirma estar a ajudar a erradicar o extremismo e a dar novas competências às pessoas. Em março do mesmo ano, o vice-ministro dos negócios estrangeiros Le Yucheng afirmou que os "campus" seriam encerrados gradualmente à medida que a ideologia extremista fosse vencida na região.<ref>{{Citar web|url=https://www.telesurenglish.net/news/China-Invites-UN-To-Visit-Education-Centers-in-Xinjiang-20190613-0004.html|titulo=China Invites UN To Visit 'Education Centers' in Xinjiang|acessodata=2022-10-24|website=TeleSUR|lingua=en-US|titulotrad=China convida ONU para visitar 'centros de educação' em Xinjiang|wayb=20240528044206}}</ref> | ||
Em resposta, 50 países assinaram uma carta conjunta ao CDHNU elogiando as "realizações notáveis da China no domínio dos direitos humanos" sob Xi Jinping, afirmando "Agora a segurança e a protecção regressou a Xinjiang e os direitos humanos fundamentais das pessoas de todos os grupos étnicos estão salvaguardados". Também criticaram a prática de "politização das questões dos direitos humanos".<ref>{{Citar web|ultimo=Putz|primeiro=Catherine|url=https://thediplomat.com/2019/07/which-countries-are-for-or-against-chinas-xinjiang-policies/|titulo=Which Countries Are For or Against China’s Xinjiang Policies?|acessodata=2022-10-24|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=Quais países são a favor ou contra as políticas de Xinjiang da China?}} </ref><ref name="Não_nomeado-yS8F-3">{{Citar web|ultimo=Nations|primeiro=United States Mission to the United|url=https://usun.usmission.gov/joint-statement-delivered-by-uk-rep-to-un-on-xinjiang-at-the-third-committee-dialogue-of-the-committee-for-the-elimination-of-racial-discrimination/|titulo=Joint Statement, Delivered by UK Rep to UN, on Xinjiang at the Third Committee Dialogue of the Committee for the Elimination of Racial Discrimination|data=2019-10-29|acessodata=2022-10-24|website=United States Mission to the United Nations|lingua=en-US|titulotrad=Declaração Conjunta, Proferida pelo Representante do Reino Unido à ONU, sobre Xinjiang no Terceiro Diálogo do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial}} </ref> | Em resposta, 50 países assinaram uma carta conjunta ao CDHNU elogiando as "realizações notáveis da China no domínio dos direitos humanos" sob Xi Jinping, afirmando "Agora a segurança e a protecção regressou a Xinjiang e os direitos humanos fundamentais das pessoas de todos os grupos étnicos estão salvaguardados". Também criticaram a prática de "politização das questões dos direitos humanos".<ref>{{Citar web|ultimo=Putz|primeiro=Catherine|url=https://thediplomat.com/2019/07/which-countries-are-for-or-against-chinas-xinjiang-policies/|titulo=Which Countries Are For or Against China’s Xinjiang Policies?|acessodata=2022-10-24|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=Quais países são a favor ou contra as políticas de Xinjiang da China?|wayb=20260803183336}} </ref><ref name="Não_nomeado-yS8F-3">{{Citar web|ultimo=Nations|primeiro=United States Mission to the United|url=https://usun.usmission.gov/joint-statement-delivered-by-uk-rep-to-un-on-xinjiang-at-the-third-committee-dialogue-of-the-committee-for-the-elimination-of-racial-discrimination/|titulo=Joint Statement, Delivered by UK Rep to UN, on Xinjiang at the Third Committee Dialogue of the Committee for the Elimination of Racial Discrimination|data=2019-10-29|acessodata=2022-10-24|website=United States Mission to the United Nations|lingua=en-US|titulotrad=Declaração Conjunta, Proferida pelo Representante do Reino Unido à ONU, sobre Xinjiang no Terceiro Diálogo do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial|wayb=20251226091323}} </ref> | ||
Em Outubro de 2019, 23 países emitiram uma declaração conjunta à ONU instando a China a "manter as suas obrigações e compromissos nacionais e internacionais de respeito pelos direitos humanos".<ref name="Não_nomeado-yS8F-3" /><ref name=":0">{{Citar web|ultimo=Roth|primeiro=Ben Westcott,Richard|url=https://www.cnn.com/2019/10/29/asia/china-xinjiang-united-nations-intl-hnk/index.html|titulo=UN members issue dueling statements over China's treatment of Uyghurs in Xinjiang|data=2019-10-30|acessodata=2022-10-24|website=CNN|lingua=en|titulotrad=Membros da ONU emitem declarações conflitantes sobre o tratamento da China aos uigures em Xinjiang}} </ref> | Em Outubro de 2019, 23 países emitiram uma declaração conjunta à ONU instando a China a "manter as suas obrigações e compromissos nacionais e internacionais de respeito pelos direitos humanos".<ref name="Não_nomeado-yS8F-3" /><ref name=":0">{{Citar web|ultimo=Roth|primeiro=Ben Westcott,Richard|url=https://www.cnn.com/2019/10/29/asia/china-xinjiang-united-nations-intl-hnk/index.html|titulo=UN members issue dueling statements over China's treatment of Uyghurs in Xinjiang|data=2019-10-30|acessodata=2022-10-24|website=CNN|lingua=en|titulotrad=Membros da ONU emitem declarações conflitantes sobre o tratamento da China aos uigures em Xinjiang|wayb=20260206144240}} </ref> | ||
Em resposta, 54 países emitiram uma declaração conjunta de apoio às políticas chinesas de Xinjiang. A declaração "falou positivamente dos resultados das medidas antiterroristas e de desradicalização em Xinjiang e observou que estas medidas salvaguardaram efectivamente os direitos humanos básicos das pessoas de todos os grupos étnicos".<ref name=":0" /><ref>{{Citar web|ultimo=张悦|url=https://www.chinadaily.com.cn/a/201910/31/WS5db9ce19a310cf3e3557486d.html|titulo=Statement at UN supports China on Xinjiang|acessodata=2022-10-24|website=China Daily|lingua=en|titulotrad=Declaração na ONU apoia a China em Xinjiang}} </ref> | Em resposta, 54 países emitiram uma declaração conjunta de apoio às políticas chinesas de Xinjiang. A declaração "falou positivamente dos resultados das medidas antiterroristas e de desradicalização em Xinjiang e observou que estas medidas salvaguardaram efectivamente os direitos humanos básicos das pessoas de todos os grupos étnicos".<ref name=":0" /><ref>{{Citar web|ultimo=张悦|url=https://www.chinadaily.com.cn/a/201910/31/WS5db9ce19a310cf3e3557486d.html|titulo=Statement at UN supports China on Xinjiang|acessodata=2022-10-24|website=China Daily|lingua=en|titulotrad=Declaração na ONU apoia a China em Xinjiang|wayb=20260521020717}} </ref> | ||
==== Pandemia do covid-19 ==== | ==== Pandemia do covid-19 ==== | ||
{{Artigo principal|Pandemia de COVID-19 na China continental}}Em 20 de janeiro de 2020, Xi comentou pela primeira vez sobre a emergência da [[pandemia de COVID-19]] em Wuhan e ordenou "esforços para conter a propagação" do vírus.<ref>{{Citar web|ultimo=Griffiths|primeiro=James|url=https://www.cnn.com/2020/02/17/asia/china-coronavirus-xi-jinping-intl-hnk/index.html|titulo=Did Xi Jinping know about the coronavirus outbreak earlier than first suggested?|data=17-02-2020|acessodata=13-08-2022|website=CNN|titulotrad=Xi Jinping sabia sobre o surto de coronavírus antes do que inicialmente sugerido?}}</ref> Ele deu ao primeiro-ministro Li Keqiang alguma responsabilidade sobre a resposta à COVID-19, no que foi sugerido pelo ''The Wall Street Journal'' como uma tentativa de potencialmente se isolar das críticas se a resposta falhasse.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Page|primeiro=Jeremy|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-gives-his-no-2-a-rare-chance-to-shine-in-coronavirus-fight-with-risks-for-both-11580138767|titulo=China's Xi Gives His No. 2 a Rare Chance to Shine in Coronavirus Fight, With Risks for Both|data=27-01-2020|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Xi da China dá ao seu número 2 uma rara chance de brilhar na luta contra o coronavírus, com riscos para ambos|issn=0099-9660}}</ref> O governo inicialmente respondeu à pandemia com um bloqueio e censura, com a resposta inicial causando uma reação generalizada na China.<ref>{{Citar web|ultimo=Griffiths|primeiro=James|url=https://www.cnn.com/2020/01/23/asia/wuhan-china-coronavirus-sars-response-intl-hnk/index.html|titulo=Wuhan is the latest crisis to face China's Xi, and it's exposing major flaws in his model of control|data=24-01-2020|acessodata=29-08-2022|website=CNN|titulotrad=Wuhan é a última crise enfrentada por Xi da China e está expondo grandes falhas em seu modelo de controle}}</ref> Ele se reuniu com [[Tedros Adhanom|Tedros Adhanom Ghebreyesus]], diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 28 de janeiro.<ref name="Steger-2020">{{Citar web|ultimo=Steger|primeiro=Isabella|url=https://qz.com/1799914/xi-jinping-appears-in-public-after-long-absence-during-coronavirus/|titulo=Xi Jinping emerges to meet the people for the first time in China's coronavirus outbreak|data=10-02-2020|acessodata=13-08-2022|website=Quartz (mídia)|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping surge para encontrar as pessoas pela primeira vez no surto de coronavírus da China}}</ref> ''[[Der Spiegel]]'' relatou que em janeiro de 2020 Xi pressionou Tedros Adhanom a adiar a emissão de um [[Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional|alerta global]] sobre o surto de COVID-19 e reter informações sobre a transmissão do vírus entre humanos, alegações negadas pela OMS.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.spiegel.de/politik/ausland/corona-ausbruch-who-dementiert-telefongespraech-mit-chinas-praesident-a-37678f1c-6960-453c-a317-8ef9feed8b7c|titulo=WHO dementiert Telefongespräch mit Chinas Präsident|data=10-05-2020|website=[[Der Spiegel]]|lingua=de|titulotrad=OMS nega telefonema com presidente da China}}</ref> Em 5 de fevereiro, Xi se reuniu com o primeiro-ministro cambojano, [[Hun Sen]], em Pequim, o primeiro líder estrangeiro com permissão para entrar na China desde o surto.<ref name="Steger-2020" /> Depois que o surto de COVID-19 ficou sob controle em Wuhan, Xi visitou a cidade em 10 de março.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yew|primeiro=Lun Tian|ultimo2=Se|primeiro2=Young Lee|url=https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-china-idUSKBN20X01F|titulo=Xi visits Wuhan, signaling tide turning in China's coronavirus battle|data=10-03-2022|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi visita Wuhan, sinalizando mudança na batalha do coronavírus na China}}</ref> | {{Artigo principal|Pandemia de COVID-19 na China continental}}Em 20 de janeiro de 2020, Xi comentou pela primeira vez sobre a emergência da [[pandemia de COVID-19]] em Wuhan e ordenou "esforços para conter a propagação" do vírus.<ref>{{Citar web|ultimo=Griffiths|primeiro=James|url=https://www.cnn.com/2020/02/17/asia/china-coronavirus-xi-jinping-intl-hnk/index.html|titulo=Did Xi Jinping know about the coronavirus outbreak earlier than first suggested?|data=17-02-2020|acessodata=13-08-2022|website=CNN|titulotrad=Xi Jinping sabia sobre o surto de coronavírus antes do que inicialmente sugerido?|wayb=20260429231339}}</ref> Ele deu ao primeiro-ministro Li Keqiang alguma responsabilidade sobre a resposta à COVID-19, no que foi sugerido pelo ''The Wall Street Journal'' como uma tentativa de potencialmente se isolar das críticas se a resposta falhasse.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Page|primeiro=Jeremy|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-xi-gives-his-no-2-a-rare-chance-to-shine-in-coronavirus-fight-with-risks-for-both-11580138767|titulo=China's Xi Gives His No. 2 a Rare Chance to Shine in Coronavirus Fight, With Risks for Both|data=27-01-2020|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Xi da China dá ao seu número 2 uma rara chance de brilhar na luta contra o coronavírus, com riscos para ambos|issn=0099-9660|wayb=20260429234426}}</ref> O governo inicialmente respondeu à pandemia com um bloqueio e censura, com a resposta inicial causando uma reação generalizada na China.<ref>{{Citar web|ultimo=Griffiths|primeiro=James|url=https://www.cnn.com/2020/01/23/asia/wuhan-china-coronavirus-sars-response-intl-hnk/index.html|titulo=Wuhan is the latest crisis to face China's Xi, and it's exposing major flaws in his model of control|data=24-01-2020|acessodata=29-08-2022|website=CNN|titulotrad=Wuhan é a última crise enfrentada por Xi da China e está expondo grandes falhas em seu modelo de controle|wayb=20260429104900}}</ref> Ele se reuniu com [[Tedros Adhanom|Tedros Adhanom Ghebreyesus]], diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 28 de janeiro.<ref name="Steger-2020">{{Citar web|ultimo=Steger|primeiro=Isabella|url=https://qz.com/1799914/xi-jinping-appears-in-public-after-long-absence-during-coronavirus/|titulo=Xi Jinping emerges to meet the people for the first time in China's coronavirus outbreak|data=10-02-2020|acessodata=13-08-2022|website=Quartz (mídia)|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping surge para encontrar as pessoas pela primeira vez no surto de coronavírus da China|wayb=20260818070615}}</ref> ''[[Der Spiegel]]'' relatou que em janeiro de 2020 Xi pressionou Tedros Adhanom a adiar a emissão de um [[Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional|alerta global]] sobre o surto de COVID-19 e reter informações sobre a transmissão do vírus entre humanos, alegações negadas pela OMS.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.spiegel.de/politik/ausland/corona-ausbruch-who-dementiert-telefongespraech-mit-chinas-praesident-a-37678f1c-6960-453c-a317-8ef9feed8b7c|titulo=WHO dementiert Telefongespräch mit Chinas Präsident|data=10-05-2020|website=[[Der Spiegel]]|lingua=de|titulotrad=OMS nega telefonema com presidente da China|wayb=20201117221800}}</ref> Em 5 de fevereiro, Xi se reuniu com o primeiro-ministro cambojano, [[Hun Sen]], em Pequim, o primeiro líder estrangeiro com permissão para entrar na China desde o surto.<ref name="Steger-2020" /> Depois que o surto de COVID-19 ficou sob controle em Wuhan, Xi visitou a cidade em 10 de março.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yew|primeiro=Lun Tian|ultimo2=Se|primeiro2=Young Lee|url=https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-china-idUSKBN20X01F|titulo=Xi visits Wuhan, signaling tide turning in China's coronavirus battle|data=10-03-2022|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi visita Wuhan, sinalizando mudança na batalha do coronavírus na China|wayb=20231104195511}}</ref> | ||
[[Ficheiro:Sergio_Mattarella_and_Xi_Jinping_2019.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|225x225px|Presidente italiano [[Sergio Mattarella]] com Xi em março de 2019]] | [[Ficheiro:Sergio_Mattarella_and_Xi_Jinping_2019.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|225x225px|Presidente italiano [[Sergio Mattarella]] com Xi em março de 2019]] | ||
Após controlar o surto em Wuhan, Xi favoreceu o que foi oficialmente denominado "[[Zero-COVID|política dinâmica de COVID-zero]]" que visa controlar e suprimir o vírus o máximo possível dentro das fronteiras do país.<ref>{{Citar web|ultimo=Cao|primeiro=Desheng|url=https://www.chinadaily.com.cn/a/202206/30/WS62bcd80ea310fd2b29e6962b.html|titulo=Xi: Dynamic zero-COVID policy works|acessodata=13-08-2022|website=China Daily|titulotrad=Xi: A política dinâmica zero-COVID funciona}}</ref> Isso envolveu bloqueios locais e testes em massa.<ref name="Wong-2022">{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-zero-covid-policy-drags-on-vaccination-drive-11658745899|titulo=China's Zero-Covid Policy Drags on Vaccination Drive|data=25-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Política de Covid-zero da China prejudica campanha de vacinação|issn=0099-9660}}</ref> Embora inicialmente creditada pela supressão do surto de COVID-19 pela China, a política foi posteriormente criticada por estrangeiros e alguns observadores domésticos por estar fora de contato com o resto do mundo e ter um forte impacto na economia.<ref name="Wong-2022" /> Essa abordagem foi especialmente criticada durante o bloqueio de Xangai em 2022, que forçou milhões a irem para suas casas e prejudicou a economia da cidade,<ref>{{Citar web|ultimo=Davidson|primeiro=Helen|url=https://www.theguardian.com/world/2022/jun/10/xi-jinping-says-persistence-is-victory-as-covid-restrictions-return-to-shanghai-and-beijing|titulo=Xi Jinping says 'persistence is victory' as Covid restrictions return to Shanghai and Beijing|data=10-06-2022|acessodata=29-08-2022|website=The Guardian|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping diz que 'persistência é vitória', com o retorno das restrições da Covid a Xangai e Pequim}}</ref> prejudicando a imagem de [[Li Qiang]], aliado próximo de Xi e secretário do Partido na cidade.<ref>{{Citar web|ultimo=Hadano|primeiro=Tsukasa|ultimo2=Doi|primeiro2=Noriyuki|url=https://asia.nikkei.com/Politics/Xi-ally-Li-Qiang-keeps-Shanghai-party-chief-job-but-star-fades|titulo=Xi ally Li Qiang keeps Shanghai party chief job, but star fades|data=29-06-2022|acessodata=29-08-2022|website=Nikkei Asia|lingua=en-GB|titulotrad=Aliado de Xi, Li Qiang mantém cargo de chefe do partido em Xangai, mas estrela desaparece}}</ref> Por outro lado, Xi disse que a política foi projetada para proteger a segurança da vida das pessoas.<ref>{{Citar web|ultimo=Cai|primeiro=Jane|ultimo2=Tang|primeiro2=Frank|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3183550/china-press-zero-covid-despite-economic-risks-president-xi|titulo=China to press on with 'zero Covid', despite economic risks: Xi|data=29-06-2022|acessodata=13-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=China continuará com 'covid zero', apesar dos riscos econômicos: Xi}}</ref> Em 23 de julho de 2022, a Comissão Nacional de Saúde informou que Xi e outros líderes importantes tomaram as vacinas COVID-19 locais.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-62279377|titulo=Covid in China: Xi Jinping and other leaders given domestic vaccine|data=23-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Covid na China: Xi Jinping e outros líderes recebem vacina doméstica}}</ref> | Após controlar o surto em Wuhan, Xi favoreceu o que foi oficialmente denominado "[[Zero-COVID|política dinâmica de COVID-zero]]" que visa controlar e suprimir o vírus o máximo possível dentro das fronteiras do país.<ref>{{Citar web|ultimo=Cao|primeiro=Desheng|url=https://www.chinadaily.com.cn/a/202206/30/WS62bcd80ea310fd2b29e6962b.html|titulo=Xi: Dynamic zero-COVID policy works|acessodata=13-08-2022|website=China Daily|titulotrad=Xi: A política dinâmica zero-COVID funciona|wayb=20260606214537}}</ref> Isso envolveu bloqueios locais e testes em massa.<ref name="Wong-2022">{{Citar jornal|ultimo=Wong|primeiro=Chun Han|url=https://www.wsj.com/articles/chinas-zero-covid-policy-drags-on-vaccination-drive-11658745899|titulo=China's Zero-Covid Policy Drags on Vaccination Drive|data=25-07-2022|acessodata=13-08-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Política de Covid-zero da China prejudica campanha de vacinação|issn=0099-9660|wayb=20241212200402}}</ref> Embora inicialmente creditada pela supressão do surto de COVID-19 pela China, a política foi posteriormente criticada por estrangeiros e alguns observadores domésticos por estar fora de contato com o resto do mundo e ter um forte impacto na economia.<ref name="Wong-2022" /> Essa abordagem foi especialmente criticada durante o bloqueio de Xangai em 2022, que forçou milhões a irem para suas casas e prejudicou a economia da cidade,<ref>{{Citar web|ultimo=Davidson|primeiro=Helen|url=https://www.theguardian.com/world/2022/jun/10/xi-jinping-says-persistence-is-victory-as-covid-restrictions-return-to-shanghai-and-beijing|titulo=Xi Jinping says 'persistence is victory' as Covid restrictions return to Shanghai and Beijing|data=10-06-2022|acessodata=29-08-2022|website=The Guardian|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping diz que 'persistência é vitória', com o retorno das restrições da Covid a Xangai e Pequim}}</ref> prejudicando a imagem de [[Li Qiang]], aliado próximo de Xi e secretário do Partido na cidade.<ref>{{Citar web|ultimo=Hadano|primeiro=Tsukasa|ultimo2=Doi|primeiro2=Noriyuki|url=https://asia.nikkei.com/Politics/Xi-ally-Li-Qiang-keeps-Shanghai-party-chief-job-but-star-fades|titulo=Xi ally Li Qiang keeps Shanghai party chief job, but star fades|data=29-06-2022|acessodata=29-08-2022|website=Nikkei Asia|lingua=en-GB|titulotrad=Aliado de Xi, Li Qiang mantém cargo de chefe do partido em Xangai, mas estrela 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recebem vacina doméstica|wayb=20260429211615}}</ref> | ||
No 20º Congresso do PCC, Xi confirmou a continuação da política de zero-COVID,<ref>{{Citar jornal|ultimo=McDonell|primeiro=Stephen|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-63274391|titulo=Xi Jinping speech: Zero-Covid and zero solutions|data=16-10-2022|acessodata=11-11-2022|website=BBC News|titulotrad=Discurso de Xi Jinping: Zero-Covid e zero soluções}}</ref> afirmando que iria "inabalavelmente" realizar "zero-COVID dinâmico" e prometendo "vencer resolutamente a batalha",<ref>{{Citar web|url=https://www.cnn.com/2022/12/16/china/china-zero-covid-uturn-xi-jinping-intl-hnk-mic/index.html|titulo=Xi Jinping tied himself to zero-Covid. Now he keeps silent as it falls apart|data=2022-12-16|acessodata=2022-12-16|website=CNN|lingua=en|titulotrad=Xi Jinping se amarrou ao zero-Covid. Agora ele fica em silêncio enquanto desmorona}}</ref> embora a China tenha começado uma flexibilização limitada das políticas nas semanas seguintes.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ramzy|primeiro=Austin|url=https://www.wsj.com/articles/china-eases-some-covid-19-rules-even-as-cases-pass-10-000-11668150369|titulo=China Eases Zero-Covid Rules as Economic Toll and Frustrations Mount|data=11-11-2022|acessodata=11-11-2022|website=The Wall Street Journal|titulotrad=China ameniza regras de Covid-zero à medida que aumenta o custo econômico e as frustrações}}</ref> Em novembro de 2022, eclodiram [[Protestos contra os confinamentos da COVID-19 na China em 2022|protestos]] contra as políticas de COVID-19 da China, com um [[Incêndio em Ürümqi em 2022|incêndio em um prédio de apartamentos em Ürümqi]] sendo o gatilho.<ref name="Che-2022">{{Citar jornal|ultimo=Che|primeiro=Chang|ultimo2=Buckley|primeiro2=Chris|url=https://www.nytimes.com/2022/12/05/world/asia/china-covid-protests.html|titulo=China Stems Wave of Protest, but Ripples of Resistance Remain|data=2022-12-05|acessodata=2022-12-05|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China detém onda de protestos, mas ondas de resistência permanecem|issn=0362-4331|ultimo3=Chien|primeiro3=Amy Chang|ultimo4=Dong|primeiro4=Joy|numero-autores=1}}</ref> Os protestos foram realizados em várias cidades importantes, com alguns dos manifestantes exigindo o fim do governo de Xi e do PCC.<ref name="Che-2022" /> Os protestos foram reprimidos em sua maioria em dezembro,<ref name="Che-2022" /> embora o governo tenha diminuído ainda mais as restrições do COVID-19 desde então.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Olcott|primeiro=Eleanor|ultimo2=Mitchell|primeiro2=Tom|url=https://www.ft.com/content/bfbc7afb-3994-4e4c-b649-ca791675b296|titulo=Chinese cities ease Covid restrictions following nationwide protests|data=04-12-2022|acessodata=05-12-2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Cidades chinesas aliviam restrições à Covid após protestos em todo o país|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221218/https://www.ft.com/content/bfbc7afb-3994-4e4c-b649-ca791675b296|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Em 7 de dezembro de 2022, a China anunciou mudanças em larga escala em sua política de COVID-19, incluindo permitir a quarentena em casa para infecções leves, reduzir os [[Reação em cadeia da polimerase|testes de PCR]] e diminuir o poder das autoridades locais para implementar bloqueios.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Che|primeiro=Chang|ultimo2=Chien|primeiro2=Amy Chang|url=https://www.nytimes.com/2022/12/07/world/asia/china-zero-covid-changes.html|titulo=What Has Changed About China's 'Zero Covid' Policy|data=2022-12-07|acessodata=2022-12-08|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=O que mudou na política 'Zero Covid' da China|issn=0362-4331|ultimo3=Stevenson|primeiro3=Alexandra}}</ref> | No 20º Congresso do PCC, Xi confirmou a continuação da política de zero-COVID,<ref>{{Citar jornal|ultimo=McDonell|primeiro=Stephen|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-63274391|titulo=Xi Jinping speech: Zero-Covid and zero solutions|data=16-10-2022|acessodata=11-11-2022|website=BBC News|titulotrad=Discurso de Xi Jinping: Zero-Covid e zero soluções|wayb=20260429184212}}</ref> afirmando que iria "inabalavelmente" realizar "zero-COVID dinâmico" e prometendo "vencer resolutamente a batalha",<ref>{{Citar web|url=https://www.cnn.com/2022/12/16/china/china-zero-covid-uturn-xi-jinping-intl-hnk-mic/index.html|titulo=Xi Jinping tied himself to zero-Covid. 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Agora ele fica em silêncio enquanto desmorona|wayb=20250701091916}}</ref> embora a China tenha começado uma flexibilização limitada das políticas nas semanas seguintes.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ramzy|primeiro=Austin|url=https://www.wsj.com/articles/china-eases-some-covid-19-rules-even-as-cases-pass-10-000-11668150369|titulo=China Eases Zero-Covid Rules as Economic Toll and Frustrations Mount|data=11-11-2022|acessodata=11-11-2022|website=The Wall Street Journal|titulotrad=China ameniza regras de Covid-zero à medida que aumenta o custo econômico e as frustrações|wayb=20260426214544}}</ref> Em novembro de 2022, eclodiram [[Protestos contra os confinamentos da COVID-19 na China em 2022|protestos]] contra as políticas de COVID-19 da China, com um [[Incêndio em Ürümqi em 2022|incêndio em um prédio de apartamentos em Ürümqi]] sendo o gatilho.<ref name="Che-2022">{{Citar jornal|ultimo=Che|primeiro=Chang|ultimo2=Buckley|primeiro2=Chris|url=https://www.nytimes.com/2022/12/05/world/asia/china-covid-protests.html|titulo=China Stems Wave of Protest, but Ripples of Resistance Remain|data=2022-12-05|acessodata=2022-12-05|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=China detém onda de protestos, mas ondas de resistência permanecem|issn=0362-4331|ultimo3=Chien|primeiro3=Amy Chang|ultimo4=Dong|primeiro4=Joy|numero-autores=1|wayb=20251010130507}}</ref> Os protestos foram realizados em várias cidades importantes, com alguns dos manifestantes exigindo o fim do governo de Xi e do PCC.<ref name="Che-2022" /> Os protestos foram reprimidos em sua maioria em dezembro,<ref name="Che-2022" /> embora o governo tenha diminuído ainda mais as restrições do COVID-19 desde então.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Olcott|primeiro=Eleanor|ultimo2=Mitchell|primeiro2=Tom|url=https://www.ft.com/content/bfbc7afb-3994-4e4c-b649-ca791675b296|titulo=Chinese cities ease Covid restrictions following nationwide protests|data=04-12-2022|acessodata=05-12-2022|website=[[Financial Times]]|titulotrad=Cidades chinesas aliviam restrições à Covid após protestos em todo o país|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20221211221218/https://www.ft.com/content/bfbc7afb-3994-4e4c-b649-ca791675b296|arquivodata=11-12-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Em 7 de dezembro de 2022, a China anunciou mudanças em larga escala em sua política de COVID-19, incluindo permitir a quarentena em casa para infecções leves, reduzir os [[Reação em cadeia da polimerase|testes de PCR]] e diminuir o poder das autoridades locais para implementar bloqueios.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Che|primeiro=Chang|ultimo2=Chien|primeiro2=Amy Chang|url=https://www.nytimes.com/2022/12/07/world/asia/china-zero-covid-changes.html|titulo=What Has Changed About China's 'Zero Covid' Policy|data=2022-12-07|acessodata=2022-12-08|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=O que mudou na política 'Zero Covid' da China|issn=0362-4331|ultimo3=Stevenson|primeiro3=Alexandra|wayb=20251103132852}}</ref> | ||
=== Politica ambiental === | === Politica ambiental === | ||
Em setembro de 2020, Xi anunciou que a China "reforçará sua meta climática de 2030 (NDC), atingirá o pico de emissões antes de 2030 e visará alcançar a [[neutralidade de carbono]] antes de 2060".<ref name="CAT-2020">{{Citar web|url=https://climateactiontracker.org/press/china-carbon-neutral-before-2060-would-lower-warming-projections-by-around-2-to-3-tenths-of-a-degree/|titulo=China going carbon neutral before 2060 would lower warming projections by around 0.2 to 0.3 degrees C|data=23-09-2020|acessodata=27-09-2020|website=Climate Action Tracker|titulotrad=A China se tornar neutra em carbono antes de 2060 reduziria as projeções de aquecimento em cerca de 0,2 a 0,3 graus C}}</ref> Se realizado, isso reduziria o aumento esperado da temperatura global em 0,2–0,3 °C - "a maior redução individual já estimada pelo Climate Action Tracker".<ref name="CAT-2020" /> Xi mencionou a ligação entre a pandemia de COVID-19 e a destruição da natureza como uma das razões para a decisão, dizendo que "a humanidade não pode mais ignorar os repetidos avisos da natureza".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.abc.net.au/news/2020-09-23/china-world-top-global-emitter-aims-carbon-neutral-by-2060/12691974|titulo=China, the world's top global emitter, aims to go carbon-neutral by 2060|data=23-09-2020|acessodata=29-09-2020|website=ABC News (Australia)|titulotrad=A China, maior emissor global do mundo, pretende se tornar neutra em carbono até 2060}}</ref> Em 27 de setembro, cientistas chineses apresentaram um plano detalhado de como atingir a meta.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.japantimes.co.jp/news/2020/09/29/asia-pacific/science-health-asia-pacific/china-climate-change-road-map-2060/|titulo=China's top climate scientists unveil road map to 2060 goal|data=29-09-2020|acessodata=29-09-2020|website=[[The Japan Times]]|titulotrad=Principais cientistas climáticos da China revelam roteiro para a meta de 2060|agência=[[Bloomberg News]]}}</ref> Em setembro de 2021, Xi anunciou que a China não construirá projetos de energia a carvão no exterior, o que foi considerado potencialmente "fundamental" na redução de emissões. A Belt and Road Initiative não incluiu o financiamento de tais projetos já no primeiro semestre de 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Brant|primeiro=Robin|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-58647481|titulo=China pledges to stop building new coal energy plants abroad|data=22-09-2021|acessodata=29-09-2021|website=BBC News|titulotrad=China promete parar de construir novas usinas de carvão no exterior}}</ref> | Em setembro de 2020, Xi anunciou que a China "reforçará sua meta climática de 2030 (NDC), atingirá o pico de emissões antes de 2030 e visará alcançar a [[neutralidade de carbono]] antes de 2060".<ref name="CAT-2020">{{Citar web|url=https://climateactiontracker.org/press/china-carbon-neutral-before-2060-would-lower-warming-projections-by-around-2-to-3-tenths-of-a-degree/|titulo=China going carbon neutral before 2060 would lower warming projections by around 0.2 to 0.3 degrees C|data=23-09-2020|acessodata=27-09-2020|website=Climate Action Tracker|titulotrad=A China se tornar neutra em carbono antes de 2060 reduziria as projeções de aquecimento em cerca de 0,2 a 0,3 graus C|wayb=20260818052127}}</ref> Se realizado, isso reduziria o aumento esperado da temperatura global em 0,2–0,3 °C - "a maior redução individual já estimada pelo Climate Action Tracker".<ref name="CAT-2020" /> Xi mencionou a ligação entre a pandemia de COVID-19 e a destruição da natureza como uma das razões para a decisão, dizendo que "a humanidade não pode mais ignorar os repetidos avisos da natureza".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.abc.net.au/news/2020-09-23/china-world-top-global-emitter-aims-carbon-neutral-by-2060/12691974|titulo=China, the world's top global emitter, aims to go carbon-neutral by 2060|data=23-09-2020|acessodata=29-09-2020|website=ABC News (Australia)|titulotrad=A China, maior emissor global do mundo, pretende se tornar neutra em carbono até 2060|wayb=20260428072738}}</ref> Em 27 de setembro, cientistas chineses apresentaram um plano detalhado de como atingir a meta.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.japantimes.co.jp/news/2020/09/29/asia-pacific/science-health-asia-pacific/china-climate-change-road-map-2060/|titulo=China's top climate scientists unveil road map to 2060 goal|data=29-09-2020|acessodata=29-09-2020|website=[[The Japan Times]]|titulotrad=Principais cientistas climáticos da China revelam roteiro para a meta de 2060|agência=[[Bloomberg News]]|wayb=20260130115235}}</ref> Em setembro de 2021, Xi anunciou que a China não construirá projetos de energia a carvão no exterior, o que foi considerado potencialmente "fundamental" na redução de emissões. A Belt and Road Initiative não incluiu o financiamento de tais projetos já no primeiro semestre de 2021.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Brant|primeiro=Robin|url=https://www.bbc.com/news/world-asia-china-58647481|titulo=China pledges to stop building new coal energy plants abroad|data=22-09-2021|acessodata=29-09-2021|website=BBC News|titulotrad=China promete parar de construir novas usinas de carvão no exterior|wayb=20260730100719}}</ref> | ||
Xi Jinping não compareceu pessoalmente à [[Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021|COP26]]. No entanto, uma delegação chinesa liderada pelo enviado de mudança climática Xie Zhenhua compareceu.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Faulconbridge|primeiro=Guy|url=https://www.reuters.com/business/environment/chinas-xi-snub-cop26-uk-pm-johnson-told-times-2021-10-15/|titulo=China's Xi will not attend COP26 in person, UK PM Johnson told|data=15-10-2021|acessodata=20-08-2022|website=Reuters|titulotrad=Xi da China não participará pessoalmente da COP26, disse o primeiro-ministro do Reino Unido Johnson}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Harvey|primeiro=Fiona|url=https://www.theguardian.com/environment/2021/nov/10/chinas-top-cop26-delegate-says-it-is-taking-real-action-on-climate-targets|titulo=China's top Cop26 delegate says it is taking 'real action' on climate targets|data=10-11-2021|acessodata=11-11-2022|website=The Guardian|titulotrad=Principal delegado da Cop26 da China diz que está tomando 'ações reais' sobre metas climáticas}}</ref> Durante a conferência, os Estados Unidos e a China concordaram com uma estrutura para reduzir as [[Gases do efeito estufa|emissões de GEE]] por meio da cooperação em diferentes medidas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Volcovici|primeiro=Valeria|ultimo2=James|primeiro2=William|url=https://www.reuters.com/business/cop/china-us-make-joint-statement-cop26-climate-summit-2021-11-10|titulo=U.S. and China unveil deal to ramp up cooperation on climate change|data=11-11-2021|acessodata=11-11-2021|website=Reuters|titulotrad=EUA e China anunciam acordo para intensificar cooperação sobre mudança climática|ultimo3=Spring|primeiro3=Jake}}</ref> | Xi Jinping não compareceu pessoalmente à [[Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021|COP26]]. No entanto, uma delegação chinesa liderada pelo enviado de mudança climática Xie Zhenhua compareceu.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Faulconbridge|primeiro=Guy|url=https://www.reuters.com/business/environment/chinas-xi-snub-cop26-uk-pm-johnson-told-times-2021-10-15/|titulo=China's Xi will not attend COP26 in person, UK PM Johnson told|data=15-10-2021|acessodata=20-08-2022|website=Reuters|titulotrad=Xi da China não participará pessoalmente da COP26, disse o primeiro-ministro do Reino Unido Johnson}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Harvey|primeiro=Fiona|url=https://www.theguardian.com/environment/2021/nov/10/chinas-top-cop26-delegate-says-it-is-taking-real-action-on-climate-targets|titulo=China's top Cop26 delegate says it is taking 'real action' on climate targets|data=10-11-2021|acessodata=11-11-2022|website=The Guardian|titulotrad=Principal delegado da Cop26 da China diz que está tomando 'ações reais' sobre metas climáticas}}</ref> Durante a conferência, os Estados Unidos e a China concordaram com uma estrutura para reduzir as [[Gases do efeito estufa|emissões de GEE]] por meio da cooperação em diferentes medidas.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Volcovici|primeiro=Valeria|ultimo2=James|primeiro2=William|url=https://www.reuters.com/business/cop/china-us-make-joint-statement-cop26-climate-summit-2021-11-10|titulo=U.S. and China unveil deal to ramp up cooperation on climate change|data=11-11-2021|acessodata=11-11-2021|website=Reuters|titulotrad=EUA e China anunciam acordo para intensificar cooperação sobre mudança climática|ultimo3=Spring|primeiro3=Jake|wayb=20231118160259}}</ref> | ||
=== Estilo de governança === | === Estilo de governança === | ||
Conhecido como um líder muito reservado, pouco se sabe publicamente sobre como Xi toma decisões políticas ou como chegou ao poder.<ref name="Economist-2022b">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/briefing/2022/09/28/an-investigation-into-what-has-shaped-xi-jinpings-thinking|titulo=An investigation into what has shaped Xi Jinping's thinking|data=28-09-2022|acessodata=30-09-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Uma investigação sobre o que moldou o pensamento de Xi Jinping|issn=0013-0613}}</ref><ref name="Myers-2018">{{Citar jornal|ultimo=Myers|primeiro=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2018/03/05/world/asia/xi-jinping-china-leader.html|titulo=Behind Public Persona, the Real Xi Jinping Is a Guarded Secret|data=05-03-2018|acessodata=13-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Por trás da persona pública, o verdadeiro Xi Jinping é um segredo guardado|issn=0362-4331}}</ref> Os discursos de Xi são geralmente divulgados meses ou anos após serem feitos.<ref name="Economist-2022b" /> Xi também nunca deu uma coletiva de imprensa desde que se tornou líder supremo, exceto em raras coletivas de imprensa conjuntas com líderes estrangeiros.<ref name="Economist-2022b" /><ref>{{Citar web|ultimo=McGregor|primeiro=Richard|url=https://www.theatlantic.com/international/archive/2022/08/china-xi-jinping-biography-opacity/671195/|titulo=Xi Jinping's Radical Secrecy|data=21-08-2022|acessodata=21-08-2022|website=[[The Atlantic]]|lingua=en|titulotrad=O Sigilo Radical de Xi Jinping}}</ref> ''O Wall Street Journal'' informou que Xi prefere microgerenciamento na governança, em contraste com líderes anteriores, como Hu Jintao, que deixou detalhes das principais políticas para funcionários de baixo escalão.<ref name="Chin-2021"/> Alegadamente, os funcionários ministeriais tentam chamar a atenção de Xi de várias maneiras, com alguns criando apresentações de slides e relatórios de áudio. ''O Wall Street Journal'' também informou que Xi criou um sistema de avaliação de desempenho em 2018 para avaliar funcionários em várias medidas, incluindo lealdade.<ref name="Chin-2021"/> Segundo o ''The Economist'', as ordens de Xi são geralmente vagas, deixando que funcionários de nível inferior interpretem suas palavras.<ref name="Economist-2022a"/> A mídia estatal chinesa Agência de Notícias Xinhua disse que Xi "revisa pessoalmente todos os rascunhos dos principais documentos políticos" e "todos os relatórios enviados a ele, não importa o quão tarde da noite, foram devolvidos com instruções na manhã seguinte".<ref name="Blachard-2017">{{Citar jornal|ultimo=Blachard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-politics-xi-idUSKBN1DH0GA|titulo=Glowing profile cracks door open on private life of China's Xi|data=17-11-2017|acessodata=09-12-2019|publicado=Reuters|lingua=en|titulotrad=Perfil brilhante abre portas para a vida privada de Xi da China}}</ref> Com relação ao comportamento dos membros do Partido Comunista, Xi enfatiza os "Dois Deveres" (os membros não devem ser arrogantes ou imprudentes e devem manter seu espírito trabalhador) e os "Seis Nãos" (os membros devem dizer não ao formalismo, burocracia, -doação, luxuosas celebrações de aniversário, hedonismo e extravagância).<ref name=":7"/>{{Rp|page=52}} Xi pediu que os funcionários pratiquem a [[Autocrítica (marxismo-leninismo)|autocrítica]] que, segundo os observadores, é para parecer menos corrupto e mais popular entre o povo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Forde|primeiro=Brendan|url=https://thediplomat.com/2013/09/chinas-mass-line-campaign-2/|titulo=China's 'Mass Line' Campaign|data=09-09-2013|acessodata=23-06-2018|website=The Diplomat|titulotrad=Campanha 'Linha de Massa' da China|wayb=20180624035650|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Levin|primeiro=Dan|url=https://www.nytimes.com/2013/12/21/world/asia/china-revives-mao-era-self-criticism-but-this-kind-bruises-few-egos.html|titulo=China Revives Mao-Era Self-Criticism, but This Kind Bruises Few Egos|data=20-12-2013|acessodata=23-06-2018|website=The New York Times|titulotrad=China revive a autocrítica da era Mao, mas esse tipo machuca poucos egos|wayb=20180624010400|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2013/12/the-mass-line-campaign-in-the-21st-century/|titulo=The Mass Line Campaign in the 21st Century|data=27-12-2013|acessodata=23-06-2018|website=The Diplomat|titulotrad=A campanha de linha de massa no século 21|wayb=20180624010506|urlmorta=não}}</ref> | Conhecido como um líder muito reservado, pouco se sabe publicamente sobre como Xi toma decisões políticas ou como chegou ao poder.<ref name="Economist-2022b">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/briefing/2022/09/28/an-investigation-into-what-has-shaped-xi-jinpings-thinking|titulo=An investigation into what has shaped Xi Jinping's thinking|data=28-09-2022|acessodata=30-09-2022|website=[[The Economist]]|titulotrad=Uma investigação sobre o que moldou o pensamento de Xi Jinping|issn=0013-0613|wayb=20251227080241}}</ref><ref name="Myers-2018">{{Citar jornal|ultimo=Myers|primeiro=Steven Lee|url=https://www.nytimes.com/2018/03/05/world/asia/xi-jinping-china-leader.html|titulo=Behind Public Persona, the Real Xi Jinping Is a Guarded Secret|data=05-03-2018|acessodata=13-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Por trás da persona pública, o verdadeiro Xi Jinping é um segredo guardado|issn=0362-4331|wayb=20251010130623}}</ref> Os discursos de Xi são geralmente divulgados meses ou anos após serem feitos.<ref name="Economist-2022b" /> Xi também nunca deu uma coletiva de imprensa desde que se tornou líder supremo, exceto em raras coletivas de imprensa conjuntas com líderes estrangeiros.<ref name="Economist-2022b" /><ref>{{Citar web|ultimo=McGregor|primeiro=Richard|url=https://www.theatlantic.com/international/archive/2022/08/china-xi-jinping-biography-opacity/671195/|titulo=Xi Jinping's Radical Secrecy|data=21-08-2022|acessodata=21-08-2022|website=[[The Atlantic]]|lingua=en|titulotrad=O Sigilo Radical de Xi Jinping|wayb=20260515190646}}</ref> ''O Wall Street Journal'' informou que Xi prefere microgerenciamento na governança, em contraste com líderes anteriores, como Hu Jintao, que deixou detalhes das principais políticas para funcionários de baixo escalão.<ref name="Chin-2021"/> Alegadamente, os funcionários ministeriais tentam chamar a atenção de Xi de várias maneiras, com alguns criando apresentações de slides e relatórios de áudio. ''O Wall Street Journal'' também informou que Xi criou um sistema de avaliação de desempenho em 2018 para avaliar funcionários em várias medidas, incluindo lealdade.<ref name="Chin-2021"/> Segundo o ''The Economist'', as ordens de Xi são geralmente vagas, deixando que funcionários de nível inferior interpretem suas palavras.<ref name="Economist-2022a"/> A mídia estatal chinesa Agência de Notícias Xinhua disse que Xi "revisa pessoalmente todos os rascunhos dos principais documentos políticos" e "todos os relatórios enviados a ele, não importa o quão tarde da noite, foram devolvidos com instruções na manhã seguinte".<ref name="Blachard-2017">{{Citar jornal|ultimo=Blachard|primeiro=Ben|url=https://www.reuters.com/article/us-china-politics-xi-idUSKBN1DH0GA|titulo=Glowing profile cracks door open on private life of China's Xi|data=17-11-2017|acessodata=09-12-2019|publicado=Reuters|lingua=en|titulotrad=Perfil brilhante abre portas para a vida privada de Xi da China|wayb=20231104194634}}</ref> Com relação ao comportamento dos membros do Partido Comunista, Xi enfatiza os "Dois Deveres" (os membros não devem ser arrogantes ou imprudentes e devem manter seu espírito trabalhador) e os "Seis Nãos" (os membros devem dizer não ao formalismo, burocracia, -doação, luxuosas celebrações de aniversário, hedonismo e extravagância).<ref name=":7"/>{{Rp|page=52}} Xi pediu que os funcionários pratiquem a [[Autocrítica (marxismo-leninismo)|autocrítica]] que, segundo os observadores, é para parecer menos corrupto e mais popular entre o povo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Forde|primeiro=Brendan|url=https://thediplomat.com/2013/09/chinas-mass-line-campaign-2/|titulo=China's 'Mass Line' Campaign|data=09-09-2013|acessodata=23-06-2018|website=The Diplomat|titulotrad=Campanha 'Linha de Massa' da China|wayb=20180624035650|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Levin|primeiro=Dan|url=https://www.nytimes.com/2013/12/21/world/asia/china-revives-mao-era-self-criticism-but-this-kind-bruises-few-egos.html|titulo=China Revives Mao-Era Self-Criticism, but This Kind Bruises Few Egos|data=20-12-2013|acessodata=23-06-2018|website=The New York Times|titulotrad=China revive a autocrítica da era Mao, mas esse tipo machuca poucos egos|wayb=20180624010400|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2013/12/the-mass-line-campaign-in-the-21st-century/|titulo=The Mass Line Campaign in the 21st Century|data=27-12-2013|acessodata=23-06-2018|website=The Diplomat|titulotrad=A campanha de linha de massa no século 21|wayb=20180624010506|urlmorta=não}}</ref> | ||
== Posições políticas == | == Posições políticas == | ||
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{{Artigo principal|Sonho chinês}} | {{Artigo principal|Sonho chinês}} | ||
[[Ficheiro:Lujiazui_2016.jpg|miniaturadaimagem|De acordo com o ''Qiushi'', o Sonho Chinês é sobre prosperidade chinesa, esforço coletivo, socialismo e glória nacional]] | [[Ficheiro:Lujiazui_2016.jpg|miniaturadaimagem|De acordo com o ''Qiushi'', o Sonho Chinês é sobre prosperidade chinesa, esforço coletivo, socialismo e glória nacional]] | ||
Xi e os ideólogos do PCC cunharam a frase "Sonho Chinês" para descrever seus planos abrangentes para a China. Xi usou a frase pela primeira vez durante uma visita de destaque ao [[Museu Nacional da China]] em 29 de novembro de 2012, onde ele e seus colegas do Comitê Permanente estavam participando de uma exposição de "renascimento nacional". Desde então, a frase tornou-se o slogan político da era Xi.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/leaders/2013/05/04/xi-jinping-and-the-chinese-dream|titulo=Xi Jinping and the Chinese dream|data=04-05-2013|acessodata=12-09-2019|website=The Economist|titulotrad=Xi Jinping e o sonho chinês|issn=0013-0613|wayb=20160510092423}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Moore|primeiro=Malcolm|url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/china/9935609/Xi-Jinping-calls-for-a-Chinese-Dream.html|titulo=Xi Jinping calls for a Chinese dream|data=17-03-2013|acessodata=20-03-2013|website=The Daily Telegraph|titulotrad=Xi Jinping pede um sonho chinês|wayb=20130320072154|urlmorta=não}}</ref> A origem do termo "Sonho Chinês" não é clara. Embora a frase tenha sido usada antes por jornalistas e estudiosos,<ref name="atlantic2">{{Citar jornal|ultimo=Fallows|primeiro=James|url=https://www.theatlantic.com/china/archive/2013/05/todays-china-notes-dreams-obstacles/275544/|titulo=Today's China Notes: Dreams, Obstacles|data=03-05-2013|acessodata=07-09-2019|website=The Atlantic|titulotrad=Notas da China de hoje: sonhos, obstáculos|wayb=20180712023142|urlmorta=não}}</ref> algumas publicações postularam que o termo foi provavelmente inspirado no conceito de [[Sonho Americano|sonho americano]].<ref name="economist22">{{Citar jornal|ultimo=M.|primeiro=J.|url=https://www.economist.com/blogs/analects/2013/05/chinese-dream-0|titulo=The role of Thomas Friedman|data=06-05-2013|acessodata=12-09-2019|website=The Economist|titulotrad=O papel de Thomas Friedman|wayb=20171028145059|urlmorta=não}}</ref> O ''The Economist'' notou que a natureza abstrata e aparentemente acessível do conceito, sem estipulações políticas abrangentes específicas, pode ser um afastamento deliberado das ideologias pesadas de jargão de seus predecessores.<ref name="Economist-2013">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/news/briefing/21577063-chinas-new-leader-has-been-quick-consolidate-his-power-what-does-he-now-want-his|titulo=Chasing the Chinese dream|data=04-05-2013|acessodata=12-09-2019|website=The Economist|titulotrad=Perseguindo o sonho chinês|issn=0013-0613|wayb=20161028080732}}</ref> Xi vinculou o "Sonho Chinês" à frase "grande rejuvenescimento da nação chinesa".<ref>{{Citar web|ultimo=Tao|primeiro=Xie|url=https://www.cnn.com/2014/03/14/world/asia/chinese-dream-anniversary-xi-jinping-president/index.html|titulo=Opinion: Is the Chinese dream fantasy or reality?|data=14-03-2014|acessodata=14-08-2022|website=CNN|titulotrad=Opinião: O sonho chinês é fantasia ou realidade?}}</ref>{{Nre|{{zh|links=no|s=中华民族伟大复兴}}, que também pode ser traduzido como o "Grande Renascimento da nação chinesa" ou o "Grande renascimento do povo chinês".}} | Xi e os ideólogos do PCC cunharam a frase "Sonho Chinês" para descrever seus planos abrangentes para a China. Xi usou a frase pela primeira vez durante uma visita de destaque ao [[Museu Nacional da China]] em 29 de novembro de 2012, onde ele e seus colegas do Comitê Permanente estavam participando de uma exposição de "renascimento nacional". Desde então, a frase tornou-se o slogan político da era Xi.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/leaders/2013/05/04/xi-jinping-and-the-chinese-dream|titulo=Xi Jinping and the Chinese dream|data=04-05-2013|acessodata=12-09-2019|website=The Economist|titulotrad=Xi Jinping e o sonho chinês|issn=0013-0613|wayb=20160510092423}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Moore|primeiro=Malcolm|url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/china/9935609/Xi-Jinping-calls-for-a-Chinese-Dream.html|titulo=Xi Jinping calls for a Chinese dream|data=17-03-2013|acessodata=20-03-2013|website=The Daily Telegraph|titulotrad=Xi Jinping pede um sonho chinês|wayb=20130320072154|urlmorta=não}}</ref> A origem do termo "Sonho Chinês" não é clara. Embora a frase tenha sido usada antes por jornalistas e estudiosos,<ref name="atlantic2">{{Citar jornal|ultimo=Fallows|primeiro=James|url=https://www.theatlantic.com/china/archive/2013/05/todays-china-notes-dreams-obstacles/275544/|titulo=Today's China Notes: Dreams, Obstacles|data=03-05-2013|acessodata=07-09-2019|website=The Atlantic|titulotrad=Notas da China de hoje: sonhos, obstáculos|wayb=20180712023142|urlmorta=não}}</ref> algumas publicações postularam que o termo foi provavelmente inspirado no conceito de [[Sonho Americano|sonho americano]].<ref name="economist22">{{Citar jornal|ultimo=M.|primeiro=J.|url=https://www.economist.com/blogs/analects/2013/05/chinese-dream-0|titulo=The role of Thomas Friedman|data=06-05-2013|acessodata=12-09-2019|website=The Economist|titulotrad=O papel de Thomas Friedman|wayb=20171028145059|urlmorta=não}}</ref> O ''The Economist'' notou que a natureza abstrata e aparentemente acessível do conceito, sem estipulações políticas abrangentes específicas, pode ser um afastamento deliberado das ideologias pesadas de jargão de seus predecessores.<ref name="Economist-2013">{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/news/briefing/21577063-chinas-new-leader-has-been-quick-consolidate-his-power-what-does-he-now-want-his|titulo=Chasing the Chinese dream|data=04-05-2013|acessodata=12-09-2019|website=The Economist|titulotrad=Perseguindo o sonho chinês|issn=0013-0613|wayb=20161028080732}}</ref> Xi vinculou o "Sonho Chinês" à frase "grande rejuvenescimento da nação chinesa".<ref>{{Citar web|ultimo=Tao|primeiro=Xie|url=https://www.cnn.com/2014/03/14/world/asia/chinese-dream-anniversary-xi-jinping-president/index.html|titulo=Opinion: Is the Chinese dream fantasy or reality?|data=14-03-2014|acessodata=14-08-2022|website=CNN|titulotrad=Opinião: O sonho chinês é fantasia ou realidade?|wayb=20260426004404}}</ref>{{Nre|{{zh|links=no|s=中华民族伟大复兴}}, que também pode ser traduzido como o "Grande Renascimento da nação chinesa" ou o "Grande renascimento do povo chinês".}} | ||
=== Renascimento cultural === | === Renascimento cultural === | ||
Nos últimos anos, os principais líderes políticos do PCC, como Xi, supervisionaram a reabilitação de antigas figuras filosóficas chinesas como [[Han Fei]] na corrente principal do pensamento chinês ao lado do [[confucionismo]]. Em uma reunião com outras autoridades em 2013, ele citou [[Confúcio]], dizendo que "aquele que governa pela virtude é como a Estrela Polar, mantém seu lugar e a multidão de estrelas presta homenagem". Ao visitar [[Xantum|Shandong]], o local de nascimento de Confúcio, em novembro, ele disse a estudiosos que o mundo ocidental estava “sofrendo uma crise de confiança” e que o PCC tem sido “o leal herdeiro e promotor da excelente [[Cultura da China|cultura tradicional]] da China”.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2014/10/12/world/leader-taps-into-chinese-classics-in-seeking-to-cement-power.html|titulo=Leader Taps into Chinese Classics in Seeking to Cement Power|data=12-10-2014|acessodata=07-09-2019|website=The New York Times|titulotrad=Líder usa clássicos chineses para consolidar o poder|wayb=20190912091736|urlmorta=não}}</ref> | Nos últimos anos, os principais líderes políticos do PCC, como Xi, supervisionaram a reabilitação de antigas figuras filosóficas chinesas como [[Han Fei]] na corrente principal do pensamento chinês ao lado do [[confucionismo]]. Em uma reunião com outras autoridades em 2013, ele citou [[Confúcio]], dizendo que "aquele que governa pela virtude é como a Estrela Polar, mantém seu lugar e a multidão de estrelas presta homenagem". Ao visitar [[Xantum|Shandong]], o local de nascimento de Confúcio, em novembro, ele disse a estudiosos que o mundo ocidental estava “sofrendo uma crise de confiança” e que o PCC tem sido “o leal herdeiro e promotor da excelente [[Cultura da China|cultura tradicional]] da China”.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.nytimes.com/2014/10/12/world/leader-taps-into-chinese-classics-in-seeking-to-cement-power.html|titulo=Leader Taps into Chinese Classics in Seeking to Cement Power|data=12-10-2014|acessodata=07-09-2019|website=The New York Times|titulotrad=Líder usa clássicos chineses para consolidar o poder|wayb=20190912091736|urlmorta=não}}</ref> | ||
De acordo com vários analistas, a liderança de Xi foi caracterizada por um ressurgimento da antiga filosofia política [[Legalismo (filosofia chinesa)|Legalismo]].<ref name="tni-cnl">{{Citar periódico|título=China's New Legalism|ano=2016|periódico=The National Interest|número=143|ultimo=Schneider|primeiro=David K.|paginas=19–25|titulotrad=O novo legalismo da China|jstor=26557304}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Crane|primeiro=Sam|url=https://chinachannel.org/2018/06/29/legalism/|titulo=Why Xi Jinping's China is Legalist, Not Confucian|data=29-06-2018|acessodata=24-11-2020|website=China Channel|titulotrad=Por que a China de Xi Jinping é legalista, não confucionista|wayb=20201107225951|urlmorta=sim}}</ref><ref name="tdma">{{Citar jornal|ultimo=Mitchell|primeiro=Ryan Mi|url=https://thediplomat.com/2015/01/is-chinas-machiavelli-now-its-most-important-political-philosopher/|titulo=Is 'China's Machiavelli' Now Its Most Important Political Philosopher?|data=16-01-2015|acessodata=07-09-2019|website=The Diplomat|titulotrad=O 'Maquiavel da China' é agora seu filósofo político mais importante|wayb=20190912091739|urlmorta=não}}</ref> Han Fei ganhou novo destaque com citações favoráveis; uma frase de Han Fei citada por Xi apareceu milhares de vezes na mídia oficial chinesa nos níveis local, provincial e nacional.<ref name="tdma" /> Xi também apoiou o filósofo [[Neoconfucionismo|neoconfucionista]] [[Wang Yangming]], dizendo aos líderes locais para promovê-lo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Ian|url=https://www.nytimes.com/2017/10/18/world/asia/china-guiyang-wang-yangming-confucian.html|titulo=Forget Marx and Mao. Chinese City Honors Once-Banned Confucian.|data=18-10-2017|acessodata=13-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Esqueça Marx e Mao. Cidade chinesa homenageia confucionista banido.|issn=0362-4331}}</ref> | De acordo com vários analistas, a liderança de Xi foi caracterizada por um ressurgimento da antiga filosofia política [[Legalismo (filosofia chinesa)|Legalismo]].<ref name="tni-cnl">{{Citar periódico|título=China's New Legalism|ano=2016|periódico=The National Interest|número=143|ultimo=Schneider|primeiro=David K.|paginas=19–25|titulotrad=O novo legalismo da China|jstor=26557304}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Crane|primeiro=Sam|url=https://chinachannel.org/2018/06/29/legalism/|titulo=Why Xi Jinping's China is Legalist, Not Confucian|data=29-06-2018|acessodata=24-11-2020|website=China Channel|titulotrad=Por que a China de Xi Jinping é legalista, não confucionista|wayb=20201107225951|urlmorta=sim}}</ref><ref name="tdma">{{Citar jornal|ultimo=Mitchell|primeiro=Ryan Mi|url=https://thediplomat.com/2015/01/is-chinas-machiavelli-now-its-most-important-political-philosopher/|titulo=Is 'China's Machiavelli' Now Its Most Important Political Philosopher?|data=16-01-2015|acessodata=07-09-2019|website=The Diplomat|titulotrad=O 'Maquiavel da China' é agora seu filósofo político mais importante|wayb=20190912091739|urlmorta=não}}</ref> Han Fei ganhou novo destaque com citações favoráveis; uma frase de Han Fei citada por Xi apareceu milhares de vezes na mídia oficial chinesa nos níveis local, provincial e nacional.<ref name="tdma" /> Xi também apoiou o filósofo [[Neoconfucionismo|neoconfucionista]] [[Wang Yangming]], dizendo aos líderes locais para promovê-lo.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Johnson|primeiro=Ian|url=https://www.nytimes.com/2017/10/18/world/asia/china-guiyang-wang-yangming-confucian.html|titulo=Forget Marx and Mao. Chinese City Honors Once-Banned Confucian.|data=18-10-2017|acessodata=13-08-2022|website=The New York Times|lingua=en-US|titulotrad=Esqueça Marx e Mao. Cidade chinesa homenageia confucionista banido.|issn=0362-4331|wayb=20250830040507}}</ref> | ||
Xi também supervisionou um renascimento da cultura tradicional chinesa, rompendo com o caminho anterior do PCC, que frequentemente o atacava.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2017/08/17/the-communist-party-is-redefining-what-it-means-to-be-chinese|titulo=The Communist Party is redefining what it means to be Chinese|data=17-08-2017|acessodata=23-01-2020|website=The Economist|titulotrad=O Partido Comunista está redefinindo o que significa ser chinês}}</ref> Ele chamou a cultura tradicional de "alma" da nação e o "fundamento" da cultura do PCC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zi|primeiro=Yang|url=https://jamestown.org/program/xi-jinping-chinas-traditionalist-restoration/|titulo=Xi Jinping and China's Traditionalist Restoration|data=06-07-2016|acessodata=23-01-2020|website=The Jamestown Foundation|titulotrad=Xi Jinping e a Restauração Tradicionalista da China}}</ref> Xi também pediu a integração dos princípios básicos do marxismo com a cultura tradicional da China.<ref name=":12">{{Citar jornal|ultimo=Cai|primeiro=Jane|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3223805/how-chinas-xi-jinping-promotes-mix-marxism-and-traditional-culture-further-communist-party-and|titulo=How China’s Xi Jinping promotes mix of Marxism and traditional culture to further Communist Party and ‘Chinese dream’|data=12-06-2023|acessodata=12-06-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=Como Xi Jinping da China promove a mistura de marxismo e cultura tradicional para promover o Partido Comunista e o “sonho chinês”}}</ref> [[Hanfu]], o traje tradicional dos chineses Han, viu um renascimento sob ele, associado ao renascimento da cultura tradicional.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.afr.com/life-and-luxury/fashion-and-style/why-its-hip-to-be-oldfashioned-in-china-20181129-h18hql|titulo=China's 'Hanfu' movement is making it hip to be old-fashioned. Here's why.|data=30-11-2018|acessodata=23-01-2020|website=[[The Australian Financial Review]]|titulotrad=O movimento 'Hanfu' da China está tornando moda ser antiquado. Aqui está o porquê.}}</ref> Ele estabeleceu as "[[doutrina de confiança|quatro questões de confiança]]", que mais tarde foram adicionadas à constituição do PCC, pedindo aos membros do PCC, funcionários do governo e ao povo chinês que sejam "confiantes em nosso caminho escolhido, confiantes em nossas teorias orientadoras, confiantes em nosso sistema político e confiante em nossa cultura". Ele revelou a iniciativa de Civilização Global em 2023, pedindo "respeitar a diversidade das civilizações, defender os valores comuns da humanidade, valorizar a herança e a inovação das civilizações e fortalecer os intercâmbios e a cooperação internacional entre pessoas".<ref name=":12" /> | Xi também supervisionou um renascimento da cultura tradicional chinesa, rompendo com o caminho anterior do PCC, que frequentemente o atacava.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/china/2017/08/17/the-communist-party-is-redefining-what-it-means-to-be-chinese|titulo=The Communist Party is redefining what it means to be Chinese|data=17-08-2017|acessodata=23-01-2020|website=The Economist|titulotrad=O Partido Comunista está redefinindo o que significa ser chinês|wayb=20260101200807}}</ref> Ele chamou a cultura tradicional de "alma" da nação e o "fundamento" da cultura do PCC.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Zi|primeiro=Yang|url=https://jamestown.org/program/xi-jinping-chinas-traditionalist-restoration/|titulo=Xi Jinping and China's Traditionalist Restoration|data=06-07-2016|acessodata=23-01-2020|website=The Jamestown Foundation|titulotrad=Xi Jinping e a Restauração Tradicionalista da China|wayb=20251112020743}}</ref> Xi também pediu a integração dos princípios básicos do marxismo com a cultura tradicional da China.<ref name=":12">{{Citar jornal|ultimo=Cai|primeiro=Jane|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3223805/how-chinas-xi-jinping-promotes-mix-marxism-and-traditional-culture-further-communist-party-and|titulo=How China’s Xi Jinping promotes mix of Marxism and traditional culture to further Communist Party and ‘Chinese dream’|data=12-06-2023|acessodata=12-06-2023|website=South China Morning Post|titulotrad=Como Xi Jinping da China promove a mistura de marxismo e cultura tradicional para promover o Partido Comunista e o “sonho chinês”|wayb=20260410094800}}</ref> [[Hanfu]], o traje tradicional dos chineses Han, viu um renascimento sob ele, associado ao renascimento da cultura tradicional.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.afr.com/life-and-luxury/fashion-and-style/why-its-hip-to-be-oldfashioned-in-china-20181129-h18hql|titulo=China's 'Hanfu' movement is making it hip to be old-fashioned. Here's why.|data=30-11-2018|acessodata=23-01-2020|website=[[The Australian Financial Review]]|titulotrad=O movimento 'Hanfu' da China está tornando moda ser antiquado. Aqui está o porquê.|wayb=20260428064716}}</ref> Ele estabeleceu as "[[doutrina de confiança|quatro questões de confiança]]", que mais tarde foram adicionadas à constituição do PCC, pedindo aos membros do PCC, funcionários do governo e ao povo chinês que sejam "confiantes em nosso caminho escolhido, confiantes em nossas teorias orientadoras, confiantes em nosso sistema político e confiante em nossa cultura". Ele revelou a iniciativa de Civilização Global em 2023, pedindo "respeitar a diversidade das civilizações, defender os valores comuns da humanidade, valorizar a herança e a inovação das civilizações e fortalecer os intercâmbios e a cooperação internacional entre pessoas".<ref name=":12" /> | ||
=== Ideologia === | === Ideologia === | ||
{{VT|Regulamento de oito pontos}} | {{VT|Regulamento de oito pontos}} | ||
Xi disse que "somente o socialismo pode salvar a China".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tian|primeiro=Yew Lun|url=https://www.reuters.com/world/china/unleashing-reforms-xi-returns-chinas-socialist-roots-2021-09-09/|titulo=Analysis: Unleashing reforms, Xi returns to China's socialist roots|data=09-09-2021|acessodata=17-09-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Análise: Desencadeando reformas, Xi retorna às raízes socialistas da China}}</ref> Xi também declarou que o socialismo de [[Deng Xiaoping]] [[Socialismo com características chinesas|com características chinesas]] é o "único caminho correto para realizar o rejuvenescimento nacional".<ref>{{Citar web|url=http://ex.chinadaily.com.cn/exchange/partners/82/rss/channel/www/columns/np4922/stories/WS61610570a310cdd39bc6dcc1.html|titulo=Socialism with Chinese characteristics only correct path toward national rejuvenation: Xi|data=09-10-2021|acessodata=17-09-2022|website=China Daily|titulotrad=Socialismo com características chinesas é apenas caminho correto para o rejuvenescimento nacional: Xi}}</ref> Segundo a [[BBC News]], enquanto o PCC foi visto como tendo abandonado sua ideologia comunista desde que iniciou as [[Abertura econômica da China|reformas econômicas]] na década de 1970, alguns observadores acreditam que Xi acredita mais na "ideia de um projeto comunista",<ref>{{Citar jornal|ultimo=McDonell|primeiro=Stephen|url=https://www.bbc.com/news/business-58579831|titulo=Changing China: Xi Jinping's effort to return to socialism|data=22-09-2021|acessodata=17-09-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Mudando a China: o esforço de Xi Jinping para retornar ao socialismo}}</ref> sendo descrito como [[Marxismo-leninismo|marxista-leninista]] pelo ex-primeiro-ministro australiano Kevin Rudd.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Rudd|primeiro=Kevin|autorlink=Kevin Rudd|url=https://www.foreignaffairs.com/china/world-according-xi-jinping-china-ideologue-kevin-rudd|titulo=The World According to Xi Jinping|data=10-10-2022|acessodata=12-10-2022|website=[[Foreign Affairs]]|lingua=en-US|titulotrad=O mundo segundo Xi Jinping}}</ref> A ênfase de Xi em priorizar a ideologia incluiu reafirmar a eventual realização do comunismo como o objetivo do Partido e repreender aqueles que descartam o comunismo como impraticável ou irrelevante.{{Sfn|Pieke|Hofman|2022|p=48}} Xi descreveu o ideal comunista como o "cálcio" na espinha de um membro do Partido, sem o qual o membro do Partido sofreria a "osteoporose" da decadência política e seria incapaz de ficar de pé.{{Sfn|Pieke|Hofman|2022|p=48}} | Xi disse que "somente o socialismo pode salvar a China".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tian|primeiro=Yew Lun|url=https://www.reuters.com/world/china/unleashing-reforms-xi-returns-chinas-socialist-roots-2021-09-09/|titulo=Analysis: Unleashing reforms, Xi returns to China's socialist roots|data=09-09-2021|acessodata=17-09-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Análise: Desencadeando reformas, Xi retorna às raízes socialistas da China|wayb=20230913084400}}</ref> Xi também declarou que o socialismo de [[Deng Xiaoping]] [[Socialismo com características chinesas|com características chinesas]] é o "único caminho correto para realizar o rejuvenescimento nacional".<ref>{{Citar web|url=http://ex.chinadaily.com.cn/exchange/partners/82/rss/channel/www/columns/np4922/stories/WS61610570a310cdd39bc6dcc1.html|titulo=Socialism with Chinese characteristics only correct path toward national rejuvenation: Xi|data=09-10-2021|acessodata=17-09-2022|website=China Daily|titulotrad=Socialismo com características chinesas é apenas caminho correto para o rejuvenescimento nacional: Xi|wayb=20260606214538}}</ref> Segundo a [[BBC News]], enquanto o PCC foi visto como tendo abandonado sua ideologia comunista desde que iniciou as [[Abertura econômica da China|reformas econômicas]] na década de 1970, alguns observadores acreditam que Xi acredita mais na "ideia de um projeto comunista",<ref>{{Citar jornal|ultimo=McDonell|primeiro=Stephen|url=https://www.bbc.com/news/business-58579831|titulo=Changing China: Xi Jinping's effort to return to socialism|data=22-09-2021|acessodata=17-09-2022|website=BBC News|lingua=en-GB|titulotrad=Mudando a China: o esforço de Xi Jinping para retornar ao socialismo|wayb=20260805112436}}</ref> sendo descrito como [[Marxismo-leninismo|marxista-leninista]] pelo ex-primeiro-ministro australiano Kevin Rudd.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Rudd|primeiro=Kevin|autorlink=Kevin Rudd|url=https://www.foreignaffairs.com/china/world-according-xi-jinping-china-ideologue-kevin-rudd|titulo=The World According to Xi Jinping|data=10-10-2022|acessodata=12-10-2022|website=[[Foreign Affairs]]|lingua=en-US|titulotrad=O mundo segundo Xi Jinping|wayb=20260321023216}}</ref> A ênfase de Xi em priorizar a ideologia incluiu reafirmar a eventual realização do comunismo como o objetivo do Partido e repreender aqueles que descartam o comunismo como impraticável ou irrelevante.{{Sfn|Pieke|Hofman|2022|p=48}} Xi descreveu o ideal comunista como o "cálcio" na espinha de um membro do Partido, sem o qual o membro do Partido sofreria a "osteoporose" da decadência política e seria incapaz de ficar de pé.{{Sfn|Pieke|Hofman|2022|p=48}} | ||
Subscrevendo a visão de que o socialismo acabará triunfando sobre o capitalismo, Xi disse que "a análise de Marx e Engels sobre as contradições básicas da sociedade capitalista não está desatualizada, nem a visão materialista histórica de que o capitalismo está fadado a morrer e o socialismo está fadado a vencer".<ref name="Hancock-2022">{{Citar web|ultimo=Hancock|primeiro=Tom|url=https://www.bloomberg.com/news/features/2022-06-06/marxism-makes-a-comeback-in-china-s-crackdown-on-disorderly-capital|titulo=Marxism Makes a Comeback in China's Crackdown on 'Disorderly Capital'|data=06-06-2022|acessodata=17-09-2022|website=Bloomberg News|titulotrad=O marxismo está de volta na repressão da China ao 'capital desordenado'}}</ref> Xi supervisionou o aumento da "Economia Política Socialista com Características Chinesas" como um importante tópico de estudo para acadêmicos na China, visando diminuir a influência da economia influenciada pelo ocidente.<ref name="Hancock-2022" /> Embora tenha chamado a atenção para o que considera ser uma "expansão desordenada do capital", ele também disse que "é necessário estimular a vitalidade do capital de todos os tipos, incluindo o capital não público, e dar pleno desempenho ao seu papel positivo ".<ref name="Hancock-2022" />{{Caixa de citação | Subscrevendo a visão de que o socialismo acabará triunfando sobre o capitalismo, Xi disse que "a análise de Marx e Engels sobre as contradições básicas da sociedade capitalista não está desatualizada, nem a visão materialista histórica de que o capitalismo está fadado a morrer e o socialismo está fadado a vencer".<ref name="Hancock-2022">{{Citar web|ultimo=Hancock|primeiro=Tom|url=https://www.bloomberg.com/news/features/2022-06-06/marxism-makes-a-comeback-in-china-s-crackdown-on-disorderly-capital|titulo=Marxism Makes a Comeback in China's Crackdown on 'Disorderly Capital'|data=06-06-2022|acessodata=17-09-2022|website=Bloomberg News|titulotrad=O marxismo está de volta na repressão da China ao 'capital desordenado'|wayb=20251113041932}}</ref> Xi supervisionou o aumento da "Economia Política Socialista com Características Chinesas" como um importante tópico de estudo para acadêmicos na China, visando diminuir a influência da economia influenciada pelo ocidente.<ref name="Hancock-2022" /> Embora tenha chamado a atenção para o que considera ser uma "expansão desordenada do capital", ele também disse que "é necessário estimular a vitalidade do capital de todos os tipos, incluindo o capital não público, e dar pleno desempenho ao seu papel positivo ".<ref name="Hancock-2022" />{{Caixa de citação | ||
| citação = O sucesso da China prova que o socialismo não está morto. Está prosperando. Imagine o seguinte: se o socialismo tivesse fracassado na China, se nosso partido comunista tivesse entrado em colapso como o partido na União Soviética, então o socialismo global cairia em uma longa era das trevas. E o comunismo, como Karl Marx disse uma vez, seria um espectro assombroso vagando no limbo. | | citação = O sucesso da China prova que o socialismo não está morto. Está prosperando. Imagine o seguinte: se o socialismo tivesse fracassado na China, se nosso partido comunista tivesse entrado em colapso como o partido na União Soviética, então o socialismo global cairia em uma longa era das trevas. E o comunismo, como Karl Marx disse uma vez, seria um espectro assombroso vagando no limbo. | ||
| autor = —Xi Jinping durante um discurso em 2018<ref name=":12bb" /> | | autor = —Xi Jinping durante um discurso em 2018<ref name=":12bb" /> | ||
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}}Xi apoiou um maior controle do PCC sobre a República Popular da China, dizendo que "o governo, os militares, a sociedade e as escolas, norte, sul, leste e oeste - o partido lidera todos".<ref>{{Citar web|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2116836/xi-jinping-thought-communist-partys-tighter-grip-china|titulo=The Communist Party's tighter grip on China in 16 characters|data=25-10-2017|acessodata=14-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=O aperto mais forte do Partido Comunista na China em 16 caracteres}}</ref> Durante o 100º aniversário do PCC em 2021, ele disse que "sem o Partido Comunista da China, não haveria uma nova China e nenhum rejuvenescimento nacional" e que "a liderança do Partido é a característica definidora do socialismo com características chinesas e constitui a maior força deste sistema".<ref name="Nikkei Asia-2021">{{Citar web|url=https://asia.nikkei.com/Politics/Full-text-of-Xi-Jinping-s-speech-on-the-CCP-s-100th-anniversary|titulo=Full text of Xi Jinping's speech on the CCP's 100th anniversary|data=01-07-2021|acessodata=14-08-2022|website=Nikkei Asia|lingua=en-GB|titulotrad=Texto integral do discurso de Xi Jinping no 100º aniversário do PCCh}}</ref> Ele disse que a China, apesar de muitos contratempos, alcançou grande progresso sob o PCC, dizendo que "o socialismo com características chinesas se tornou o porta-estandarte do desenvolvimento socialista do século XXI".<ref name=":12bb">{{Citar web|ultimo=Zheng|primeiro=William|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3192677/xi-article-gives-insight-chinas-direction-ahead-party-congress|titulo=Xi article gives insight into China's direction ahead of party congress|data=16-09-2022|acessodata=17-09-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Artigo de Xi fornece informações sobre a direção da China antes do congresso do partido}}</ref> No entanto, ele também alertou que levará muito tempo para a China sob o PCC completar seu rejuvenescimento e durante esse período, os membros do partido devem estar vigilantes para não deixar o governo do PCC entrar em colapso.<ref name=":12bb" /> | }}Xi apoiou um maior controle do PCC sobre a República Popular da China, dizendo que "o governo, os militares, a sociedade e as escolas, norte, sul, leste e oeste - o partido lidera todos".<ref>{{Citar web|ultimo=Gan|primeiro=Nectar|url=https://www.scmp.com/news/china/policies-politics/article/2116836/xi-jinping-thought-communist-partys-tighter-grip-china|titulo=The Communist Party's tighter grip on China in 16 characters|data=25-10-2017|acessodata=14-08-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=O aperto mais forte do Partido Comunista na China em 16 caracteres|wayb=20260511054007}}</ref> Durante o 100º aniversário do PCC em 2021, ele disse que "sem o Partido Comunista da China, não haveria uma nova China e nenhum rejuvenescimento nacional" e que "a liderança do Partido é a característica definidora do socialismo com características chinesas e constitui a maior força deste sistema".<ref name="Nikkei Asia-2021">{{Citar web|url=https://asia.nikkei.com/Politics/Full-text-of-Xi-Jinping-s-speech-on-the-CCP-s-100th-anniversary|titulo=Full text of Xi Jinping's speech on the CCP's 100th anniversary|data=01-07-2021|acessodata=14-08-2022|website=Nikkei Asia|lingua=en-GB|titulotrad=Texto integral do discurso de Xi Jinping no 100º aniversário do PCCh|wayb=20260713061453}}</ref> Ele disse que a China, apesar de muitos contratempos, alcançou grande progresso sob o PCC, dizendo que "o socialismo com características chinesas se tornou o porta-estandarte do desenvolvimento socialista do século XXI".<ref name=":12bb">{{Citar web|ultimo=Zheng|primeiro=William|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3192677/xi-article-gives-insight-chinas-direction-ahead-party-congress|titulo=Xi article gives insight into China's direction ahead of party congress|data=16-09-2022|acessodata=17-09-2022|website=South China Morning Post|lingua=en|titulotrad=Artigo de Xi fornece informações sobre a direção da China antes do congresso do partido|wayb=20260616142625}}</ref> No entanto, ele também alertou que levará muito tempo para a China sob o PCC completar seu rejuvenescimento e durante esse período, os membros do partido devem estar vigilantes para não deixar o governo do PCC entrar em colapso.<ref name=":12bb" /> | ||
Xi descartou um [[Pluripartidarismo|sistema multipartidário]] para a China, dizendo que "a monarquia constitucional, a restauração imperial, o parlamentarismo, um sistema multipartidário e um sistema presidencial, nós os consideramos, tentamos, mas nenhum funcionou".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-politics-xi-idUSBREA3107S20140402|titulo=Xi says multi-party system didn't work for China|data=02-04-2014|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi diz que sistema multipartidário não funcionou para a China}}</ref> No entanto, Xi considera a China uma democracia, dizendo que "a democracia socialista da China é a democracia mais abrangente, genuína e eficaz".<ref name="Drinhausen-2009">{{Citar web|url=https://decodingchina.eu/democracy/|titulo=Democracy|data=04-02-2021|acessodata=13-08-2022|website=Decoding China|lingua=en-US|titulotrad=Democracia}}</ref> A definição de democracia da China é diferente das [[Democracia liberal|democracias liberais]] e está enraizada no marxismo-leninismo, e é baseada nas frases "Ditadura Democrática Popular" e "[[Centralismo democrático|Centralismo Democrático]]".<ref name="Drinhausen-2009" /> Xi também cunhou o termo "democracia popular de todo o processo", que ele disse ser sobre ter "o povo como mestre".<ref>{{Citar web|ultimo=Chen|primeiro=Stella|url=https://chinamediaproject.org/the_ccp_dictionary/whole-process-democracy/|titulo=Whole-Process Democracy|data=23-11-2021|acessodata=13-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US|titulotrad=Democracia de Processo Integral}}</ref> Analistas e observadores estrangeiros contestaram amplamente que a China seja uma democracia, dizendo que é um estado autoritário de partido único e que Xi é um líder autoritário.{{Refn|<ref name="Brady2015"/><ref name="Amako2018"/><ref name="Tung2019"/><ref name="Jude & Pringle2019"/><ref name="Düben2020"/>|nome=ditador e autoritário}} Alguns observadores chamaram Xi de ditador, citando a grande centralização de poder em torno dele, invisível em comparação com seus predecessores.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2018/feb/26/xi-jinping-china-presidential-limit-scrap-dictator-for-life|titulo='Dictator for life': Xi Jinping's power grab condemned as step towards tyranny|data=26-02-2018|acessodata=12-08-2019|website=The Guardian|lingua=en-US|titulotrad='Ditador vitalício': tomada de poder de Xi Jinping condenada como passo em direção à tirania}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Gueorguiev|primeiro=Dimitar|url=https://www.washingtonpost.com/politics/2019/12/04/michael-bloomberg-said-china-isnt-dictatorship-is-he-right/|titulo=Is China a dictatorship?|data=04-12-2019|acessodata=14-07-2021|website=[[The Washington Post]]|lingua=en-US|titulotrad=A China é uma ditadura?}}</ref> Xi também rejeitou a [[Ocidentalismo|ocidentalização]] como a única maneira de modernizar, em vez de promover o que ele chama de "modernização ao estilo chinês".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-02-08/xi-calls-for-china-s-modernization-path-to-surpass-capitalism|titulo=Xi Rejects Westernization in Show of Faith in Self Reliance|data=08-02-2023|acessodata=10-02-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=Xi rejeita ocidentalização em demonstração de fé na autossuficiência}}</ref> Ele identificou cinco conceitos como parte da modernização ao estilo chinês, incluindo modernização de uma enorme população, prosperidade comum, avanço material e ético-cultural, harmonia entre a humanidade e a natureza e desenvolvimento pacífico.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Xi|primeiro=Jinping|url=http://en.qstheory.cn/2023-01/06/c_845251.htm|titulo=Hold High the Great Banner of Socialism with Chinese Characteristics and Strive in Unity to Build a Modern Socialist Country in All Respects|data=16-10-2022|acessodata=10-02-2023|website=Qiushi|titulotrad=Erguer bem alto a grande bandeira do socialismo com características chinesas e lutar em unidade para construir um país socialista moderno em todos os aspectos}}</ref> | Xi descartou um [[Pluripartidarismo|sistema multipartidário]] para a China, dizendo que "a monarquia constitucional, a restauração imperial, o parlamentarismo, um sistema multipartidário e um sistema presidencial, nós os consideramos, tentamos, mas nenhum funcionou".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.reuters.com/article/us-china-politics-xi-idUSBREA3107S20140402|titulo=Xi says multi-party system didn't work for China|data=02-04-2014|acessodata=13-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=Xi diz que sistema multipartidário não funcionou para a China|wayb=20231104194902}}</ref> No entanto, Xi considera a China uma democracia, dizendo que "a democracia socialista da China é a democracia mais abrangente, genuína e eficaz".<ref name="Drinhausen-2009">{{Citar web|url=https://decodingchina.eu/democracy/|titulo=Democracy|data=04-02-2021|acessodata=13-08-2022|website=Decoding China|lingua=en-US|titulotrad=Democracia|wayb=20250825063654}}</ref> A definição de democracia da China é diferente das [[Democracia liberal|democracias liberais]] e está enraizada no marxismo-leninismo, e é baseada nas frases "Ditadura Democrática Popular" e "[[Centralismo democrático|Centralismo Democrático]]".<ref name="Drinhausen-2009" /> Xi também cunhou o termo "democracia popular de todo o processo", que ele disse ser sobre ter "o povo como mestre".<ref>{{Citar web|ultimo=Chen|primeiro=Stella|url=https://chinamediaproject.org/the_ccp_dictionary/whole-process-democracy/|titulo=Whole-Process Democracy|data=23-11-2021|acessodata=13-08-2022|website=China Media Project|lingua=en-US|titulotrad=Democracia de Processo Integral|wayb=20260518222254}}</ref> Analistas e observadores estrangeiros contestaram amplamente que a China seja uma democracia, dizendo que é um estado autoritário de partido único e que Xi é um líder autoritário.{{Refn|<ref name="Brady2015"/><ref name="Amako2018"/><ref name="Tung2019"/><ref name="Jude & Pringle2019"/><ref name="Düben2020"/>|nome=ditador e autoritário}} Alguns observadores chamaram Xi de ditador, citando a grande centralização de poder em torno dele, invisível em comparação com seus predecessores.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2018/feb/26/xi-jinping-china-presidential-limit-scrap-dictator-for-life|titulo='Dictator for life': Xi Jinping's power grab condemned as step towards tyranny|data=26-02-2018|acessodata=12-08-2019|website=The Guardian|lingua=en-US|titulotrad='Ditador vitalício': tomada de poder de Xi Jinping condenada como passo em direção à tirania}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Gueorguiev|primeiro=Dimitar|url=https://www.washingtonpost.com/politics/2019/12/04/michael-bloomberg-said-china-isnt-dictatorship-is-he-right/|titulo=Is China a dictatorship?|data=04-12-2019|acessodata=14-07-2021|website=[[The Washington Post]]|lingua=en-US|titulotrad=A China é uma ditadura?|wayb=20210808233806}}</ref> Xi também rejeitou a [[Ocidentalismo|ocidentalização]] como a única maneira de modernizar, em vez de promover o que ele chama de "modernização ao estilo chinês".<ref>{{Citar jornal|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2023-02-08/xi-calls-for-china-s-modernization-path-to-surpass-capitalism|titulo=Xi Rejects Westernization in Show of Faith in Self Reliance|data=08-02-2023|acessodata=10-02-2023|website=Bloomberg News|titulotrad=Xi rejeita ocidentalização em demonstração de fé na autossuficiência|wayb=20230210171444}}</ref> Ele identificou cinco conceitos como parte da modernização ao estilo chinês, incluindo modernização de uma enorme população, prosperidade comum, avanço material e ético-cultural, harmonia entre a humanidade e a natureza e desenvolvimento pacífico.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Xi|primeiro=Jinping|url=http://en.qstheory.cn/2023-01/06/c_845251.htm|titulo=Hold High the Great Banner of Socialism with Chinese Characteristics and Strive in Unity to Build a Modern Socialist Country in All Respects|data=16-10-2022|acessodata=10-02-2023|website=Qiushi|titulotrad=Erguer bem alto a grande bandeira do socialismo com características chinesas e lutar em unidade para construir um país socialista moderno em todos os aspectos|wayb=20260617130624}}</ref> | ||
=== Documento Número Nove === | === Documento Número Nove === | ||
O [[Documento Número Nove|Documento n.º 9]], oficialmente ″Comunicado sobre o Estado Atual da Esfera Ideológica″, é um documento interno confidencial amplamente divulgado dentro do PCC em 2013 pela Secretaria-Geral do partido.<ref>{{Citar web|ultimo=Li|primeiro=Bing|url=http://www.hndj.gov.cn/html/jgdj/gzkx/2013/5168269.html|titulo=省储备局认真学习贯彻落实《关于当前意识形态领域情况的通报》,湖南机关党建|data=16-05-2013|acessodata=16-10-2013|website=hndj.gov.cn|titulotrad=O Bureau Provincial de Reservas Estudou e Implementou cuidadosamente o "Aviso sobre a Situação Atual da Ideologia"|wayb=20130615122048|urlmorta=sim}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Liang|primeiro=Liming|url=http://www.vtibet.cn/zhuanti/2013-05/09/cms340592article.shtml|titulo=西藏广电局召开传达学习有关文件精神会议,中国西藏之声网|data=09-05-2013|acessodata=16-10-2013|website=vtibet.cn|titulotrad=Bureau de Rádio e Televisão do Tibet mantém discussão vigorosa para estudar documentos em questão|wayb=20130615105337|urlmorta=sim}}</ref> Foi publicado em julho de 2012.<ref>{{Citar web|ultimo=Ren|primeiro=Jie|url=http://theory.people.com.cn/n/2012/0703/c83855-18430666.html|titulo=当前我国意识形态建设面临的六大挑战--理论--人民网|data=03-07-2012|acessodata=08-09-2019|website=[[People's Daily]]|lingua=zh-hans|titulotrad=Seis grandes desafios enfrentados pela construção ideológica da China|wayb=20121031235702|urlmorta=sim}}</ref> O documento adverte oficialmente sobre a promoção de sete perigosos [[valores ocidentais]]:<ref>{{Citar web|url=https://www.chinafile.com/document-9-chinafile-translation|titulo=Document 9: A ChinaFile Translation|data=08-11-2013|acessodata=13-08-2022|website=ChinaFile|lingua=en}}</ref> | O [[Documento Número Nove|Documento n.º 9]], oficialmente ″Comunicado sobre o Estado Atual da Esfera Ideológica″, é um documento interno confidencial amplamente divulgado dentro do PCC em 2013 pela Secretaria-Geral do partido.<ref>{{Citar web|ultimo=Li|primeiro=Bing|url=http://www.hndj.gov.cn/html/jgdj/gzkx/2013/5168269.html|titulo=省储备局认真学习贯彻落实《关于当前意识形态领域情况的通报》,湖南机关党建|data=16-05-2013|acessodata=16-10-2013|website=hndj.gov.cn|titulotrad=O Bureau Provincial de Reservas Estudou e Implementou cuidadosamente o "Aviso sobre a Situação Atual da Ideologia"|wayb=20130615122048|urlmorta=sim}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Liang|primeiro=Liming|url=http://www.vtibet.cn/zhuanti/2013-05/09/cms340592article.shtml|titulo=西藏广电局召开传达学习有关文件精神会议,中国西藏之声网|data=09-05-2013|acessodata=16-10-2013|website=vtibet.cn|titulotrad=Bureau de Rádio e Televisão do Tibet mantém discussão vigorosa para estudar documentos em questão|wayb=20130615105337|urlmorta=sim}}</ref> Foi publicado em julho de 2012.<ref>{{Citar web|ultimo=Ren|primeiro=Jie|url=http://theory.people.com.cn/n/2012/0703/c83855-18430666.html|titulo=当前我国意识形态建设面临的六大挑战--理论--人民网|data=03-07-2012|acessodata=08-09-2019|website=[[People's Daily]]|lingua=zh-hans|titulotrad=Seis grandes desafios enfrentados pela construção ideológica da China|wayb=20121031235702|urlmorta=sim}}</ref> O documento adverte oficialmente sobre a promoção de sete perigosos [[valores ocidentais]]:<ref>{{Citar web|url=https://www.chinafile.com/document-9-chinafile-translation|titulo=Document 9: A ChinaFile Translation|data=08-11-2013|acessodata=13-08-2022|website=ChinaFile|lingua=en|wayb=20260706101218}}</ref> | ||
* Democracia Constitucional Ocidental: uma tentativa de minar a liderança atual e o sistema de governança do socialismo com características chinesas; | * Democracia Constitucional Ocidental: uma tentativa de minar a liderança atual e o sistema de governança do socialismo com características chinesas; | ||
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{{Artigo principal|Pensamento de Xi Jinping}} | {{Artigo principal|Pensamento de Xi Jinping}} | ||
[[Ficheiro:A_political_slogan_on_the_wall_in_Longhua_District,_Shenzhen,_Guangdong,_China,_picture1.jpg|miniaturadaimagem|Um outdoor promovendo [[Pensamento de Xi Jinping|o pensamento de Xi Jinping]] em [[Shenzhen]]]] | [[Ficheiro:A_political_slogan_on_the_wall_in_Longhua_District,_Shenzhen,_Guangdong,_China,_picture1.jpg|miniaturadaimagem|Um outdoor promovendo [[Pensamento de Xi Jinping|o pensamento de Xi Jinping]] em [[Shenzhen]]]] | ||
Em setembro de 2017, o Comitê Central do PCC decidiu que as filosofias políticas de Xi, geralmente referidas como "Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era", se tornariam parte da Constituição do Partido.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Liu|primeiro=Xiaodong|ultimo2=Chen|primeiro2=Yu|url=http://news.xinhuanet.com/politics/2017-09/18/c_1121683516.htm|titulo=中共中央政治局召开会议 研究拟提请党的十八届七中全会讨论的文件-新华网|data=18-09-2017|acessodata=04-10-2017|publicado=Xinhua News Agency|lingua=zh-hans|titulotrad=O Birô Político do Comitê Central do PCC é convocado para estudar os documentos a serem submetidos à Sétima Sessão Plenária do 18º Comitê Central do PCC|wayb=20171011094706|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Rudolph|primeiro=Josh|url=http://chinadigitaltimes.net/2017/09/party-constitution-amendment-signal-xis-power/|titulo=CCP Constitution Amendment May Signal Xi's Power|data=19-09-2017|acessodata=04-10-2017|website=China Digital Times (CDT)|titulotrad=Emenda à Constituição do PCC pode sinalizar o poder de Xi|wayb=20171003234252|urlmorta=não}}</ref> Xi mencionou pela primeira vez o "Pensamento sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era" em seu discurso de abertura proferido no 19º Congresso do Partido em outubro de 2017. Seus colegas do Comitê Permanente do Politburo, em suas próprias análises do discurso de abertura de Xi no Congresso, acrescentaram o nome "Xi Jinping" antes de "Pensamento".<ref name="xithought2">{{Citar jornal|ultimo=Zhang|primeiro=Ling|url=http://news.xinhuanet.com/english/2017-10/19/c_136689808.htm|titulo=CPC creates Xi Jinping Thought on Socialism with Chinese Characteristics for a New Era|data=18-10-2017|acessodata=19-10-2017|website=Xinhua News Agency|titulotrad=PCC cria pensamento de Xi Jinping sobre socialismo com características chinesas para uma nova era|wayb=20171018195301|urlmorta=sim}}</ref> Em 24 de outubro de 2017, em sua sessão de encerramento, o 19º Congresso do Partido aprovou a incorporação do Pensamento de Xi Jinping na Constituição do PCC,<ref name="PhillipsGuardian2"/> enquanto em março de 2018, o Congresso Nacional do Povo mudou a constituição do estado para incluir o Pensamento de Xi Jinping.<ref>{{Citar web|ultimo=Ken|primeiro=Suzuki|url=https://www.nippon.com/en/in-depth/a05803/|titulo=China's New "Xi Jinping Constitution": The Road to Totalitarianism|data=27-11-2018|acessodata=11-08-2022|website=nippon.com|lingua=en|titulotrad=A nova "Constituição de Xi Jinping" da China: o caminho para o totalitarismo}}</ref> | Em setembro de 2017, o Comitê Central do PCC decidiu que as filosofias políticas de Xi, geralmente referidas como "Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era", se tornariam parte da Constituição do Partido.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Liu|primeiro=Xiaodong|ultimo2=Chen|primeiro2=Yu|url=http://news.xinhuanet.com/politics/2017-09/18/c_1121683516.htm|titulo=中共中央政治局召开会议 研究拟提请党的十八届七中全会讨论的文件-新华网|data=18-09-2017|acessodata=04-10-2017|publicado=Xinhua News Agency|lingua=zh-hans|titulotrad=O Birô Político do Comitê Central do PCC é convocado para estudar os documentos a serem submetidos à Sétima Sessão Plenária do 18º Comitê Central do PCC|wayb=20171011094706|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Rudolph|primeiro=Josh|url=http://chinadigitaltimes.net/2017/09/party-constitution-amendment-signal-xis-power/|titulo=CCP Constitution Amendment May Signal Xi's Power|data=19-09-2017|acessodata=04-10-2017|website=China Digital Times (CDT)|titulotrad=Emenda à Constituição do PCC pode sinalizar o poder de Xi|wayb=20171003234252|urlmorta=não}}</ref> Xi mencionou pela primeira vez o "Pensamento sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era" em seu discurso de abertura proferido no 19º Congresso do Partido em outubro de 2017. Seus colegas do Comitê Permanente do Politburo, em suas próprias análises do discurso de abertura de Xi no Congresso, acrescentaram o nome "Xi Jinping" antes de "Pensamento".<ref name="xithought2">{{Citar jornal|ultimo=Zhang|primeiro=Ling|url=http://news.xinhuanet.com/english/2017-10/19/c_136689808.htm|titulo=CPC creates Xi Jinping Thought on Socialism with Chinese Characteristics for a New Era|data=18-10-2017|acessodata=19-10-2017|website=Xinhua News Agency|titulotrad=PCC cria pensamento de Xi Jinping sobre socialismo com características chinesas para uma nova era|wayb=20171018195301|urlmorta=sim}}</ref> Em 24 de outubro de 2017, em sua sessão de encerramento, o 19º Congresso do Partido aprovou a incorporação do Pensamento de Xi Jinping na Constituição do PCC,<ref name="PhillipsGuardian2"/> enquanto em março de 2018, o Congresso Nacional do Povo mudou a constituição do estado para incluir o Pensamento de Xi Jinping.<ref>{{Citar web|ultimo=Ken|primeiro=Suzuki|url=https://www.nippon.com/en/in-depth/a05803/|titulo=China's New "Xi Jinping Constitution": The Road to Totalitarianism|data=27-11-2018|acessodata=11-08-2022|website=nippon.com|lingua=en|titulotrad=A nova "Constituição de Xi Jinping" da China: o caminho para o totalitarismo|wayb=20260201151712}}</ref> | ||
[[Ficheiro:201901_Xi_Jinping's_books_at_Shanghai_Library.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|''[[A Governança da China]]'' em diferentes idiomas apresentada na Biblioteca de Xangai]] | [[Ficheiro:201901_Xi_Jinping's_books_at_Shanghai_Library.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|''[[A Governança da China]]'' em diferentes idiomas apresentada na Biblioteca de Xangai]] | ||
O próprio Xi descreveu o Pensamento como parte do amplo quadro criado em torno do [[socialismo com características chinesas]], termo cunhado por Deng Xiaoping que coloca a China no [[Fase primária do socialismo|estágio primário do socialismo]]. Na documentação oficial do partido e nos pronunciamentos dos colegas de Xi, o Pensamento é considerado uma continuação do [[Marxismo-leninismo|Marxismo-Leninismo]], do [[Maoismo|Pensamento de Mao Zedong]], da Teoria de Deng Xiaoping, dos Três Representantes e da [[Visão Científica de Desenvolvimento|Perspectiva Científica sobre o Desenvolvimento]], como parte de uma série de ideologias orientadoras que incorporam o "marxismo adaptado às condições chinesas" e considerações contemporâneas.<ref name="xithought2"/> Além disso, foi descrito como o "marxismo do século XXI" por dois professores da Escola Central do PCC.<ref name="Page-2020">{{Citar jornal|ultimo=Page|primeiro=Jeremy|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-globalist-autocrat-misread-11608735769|titulo=How the U.S. Misread China's Xi: Hoping for a Globalist, It Got an Autocrat|data=23-12-2020|acessodata=25-12-2020|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Como os EUA interpretaram mal o Xi da China: esperando por um globalista, obteve um autocrata|issn=0099-9660}}</ref> Wang Huning, um importante conselheiro político e aliado próximo de Xi, foi descrito como fundamental para o desenvolvimento do pensamento de Xi Jinping.<ref name="Page-2020" /> Os conceitos e o contexto por trás do Pensamento de Xi Jinping são elaborados na série de livros de Xi, ''[[A Governança da China]]'', publicada pela, [[Edições em Línguas Estrangeiras]] para um público internacional. O volume um foi publicado em setembro de 2014, seguido pelo volume dois em novembro de 2017.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yang|primeiro=Yi|url=http://news.xinhuanet.com/english/2017-11/07/c_136733705.htm|titulo=Second volume of Xi's book on governance published|data=07-11-2017|acessodata=06-12-2017|publicado=Xinhua News Agency|titulotrad=Publicado segundo volume do livro de Xi sobre governança|wayb=20171206143920|urlmorta=sim}}</ref> | O próprio Xi descreveu o Pensamento como parte do amplo quadro criado em torno do [[socialismo com características chinesas]], termo cunhado por Deng Xiaoping que coloca a China no [[Fase primária do socialismo|estágio primário do socialismo]]. Na documentação oficial do partido e nos pronunciamentos dos colegas de Xi, o Pensamento é considerado uma continuação do [[Marxismo-leninismo|Marxismo-Leninismo]], do [[Maoismo|Pensamento de Mao Zedong]], da Teoria de Deng Xiaoping, dos Três Representantes e da [[Visão Científica de Desenvolvimento|Perspectiva Científica sobre o Desenvolvimento]], como parte de uma série de ideologias orientadoras que incorporam o "marxismo adaptado às condições chinesas" e considerações contemporâneas.<ref name="xithought2"/> Além disso, foi descrito como o "marxismo do século XXI" por dois professores da Escola Central do PCC.<ref name="Page-2020">{{Citar jornal|ultimo=Page|primeiro=Jeremy|url=https://www.wsj.com/articles/xi-jinping-globalist-autocrat-misread-11608735769|titulo=How the U.S. Misread China's Xi: Hoping for a Globalist, It Got an Autocrat|data=23-12-2020|acessodata=25-12-2020|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Como os EUA interpretaram mal o Xi da China: esperando por um globalista, obteve um autocrata|issn=0099-9660|wayb=20250118090142}}</ref> Wang Huning, um importante conselheiro político e aliado próximo de Xi, foi descrito como fundamental para o desenvolvimento do pensamento de Xi Jinping.<ref name="Page-2020" /> Os conceitos e o contexto por trás do Pensamento de Xi Jinping são elaborados na série de livros de Xi, ''[[A Governança da China]]'', publicada pela, [[Edições em Línguas Estrangeiras]] para um público internacional. O volume um foi publicado em setembro de 2014, seguido pelo volume dois em novembro de 2017.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Yang|primeiro=Yi|url=http://news.xinhuanet.com/english/2017-11/07/c_136733705.htm|titulo=Second volume of Xi's book on governance published|data=07-11-2017|acessodata=06-12-2017|publicado=Xinhua News Agency|titulotrad=Publicado segundo volume do livro de Xi sobre governança|wayb=20171206143920|urlmorta=sim}}</ref> | ||
Um aplicativo para ensinar o Pensamento de Xi Jinping se tornou o aplicativo de smartphone mais popular na China em 2019, quando o PCC, governante do país, lançou uma nova campanha que convoca seus quadros a mergulhar na doutrina política todos os dias. ''Xuexi Qiangguo'' é agora o item mais baixado na App Store doméstica da Apple, superando em demanda aplicativos de mídia social como WeChat e TikTok.<ref name="scmp20100214">{{Citar jornal|ultimo=Huang|primeiro=Zheping|url=https://www.scmp.com/tech/apps-social/article/2186037/chinas-most-popular-app-propaganda-tool-teaching-xi-jinping-thought|titulo=China's most popular app is a propaganda tool teaching Xi Jinping Thought|data=14-02-2019|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=O aplicativo mais popular da China é uma ferramenta de propaganda que ensina o pensamento de Xi Jinping|wayb=20190920105809|urlmorta=não}}</ref> Em 2021, o governo incluiu o Pensamento de Xi Jinping no currículo, inclusive para alunos do ensino fundamental à universidade, o que gerou resistência dos pais. Durante grande parte dos 30 anos anteriores, a ideologia política e a doutrina comunista não eram um padrão ensinado nas escolas chinesas até o ensino médio, e os livros didáticos apresentavam um conjunto mais amplo de líderes chineses com menos ênfase em um único líder como Xi.<ref name="irishtimes202108292">{{Citar jornal|ultimo=Sun|primeiro=Yu|url=https://www.irishtimes.com/news/world/asia-pacific/lessons-on-xi-jinping-s-political-philosophy-alarm-chinese-parents-1.4659194|titulo=Lessons on Xi Jinping's political philosophy alarm Chinese parents|data=29-08-2021|acessodata=07-09-2021|website=[[Irish Times]]|titulotrad=Lições sobre a filosofia política de Xi Jinping alarmam os pais chineses}}</ref> | Um aplicativo para ensinar o Pensamento de Xi Jinping se tornou o aplicativo de smartphone mais popular na China em 2019, quando o PCC, governante do país, lançou uma nova campanha que convoca seus quadros a mergulhar na doutrina política todos os dias. ''Xuexi Qiangguo'' é agora o item mais baixado na App Store doméstica da Apple, superando em demanda aplicativos de mídia social como WeChat e TikTok.<ref name="scmp20100214">{{Citar jornal|ultimo=Huang|primeiro=Zheping|url=https://www.scmp.com/tech/apps-social/article/2186037/chinas-most-popular-app-propaganda-tool-teaching-xi-jinping-thought|titulo=China's most popular app is a propaganda tool teaching Xi Jinping Thought|data=14-02-2019|acessodata=07-09-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=O aplicativo mais popular da China é uma ferramenta de propaganda que ensina o pensamento de Xi Jinping|wayb=20190920105809|urlmorta=não}}</ref> Em 2021, o governo incluiu o Pensamento de Xi Jinping no currículo, inclusive para alunos do ensino fundamental à universidade, o que gerou resistência dos pais. Durante grande parte dos 30 anos anteriores, a ideologia política e a doutrina comunista não eram um padrão ensinado nas escolas chinesas até o ensino médio, e os livros didáticos apresentavam um conjunto mais amplo de líderes chineses com menos ênfase em um único líder como Xi.<ref name="irishtimes202108292">{{Citar jornal|ultimo=Sun|primeiro=Yu|url=https://www.irishtimes.com/news/world/asia-pacific/lessons-on-xi-jinping-s-political-philosophy-alarm-chinese-parents-1.4659194|titulo=Lessons on Xi Jinping's political philosophy alarm Chinese parents|data=29-08-2021|acessodata=07-09-2021|website=[[Irish Times]]|titulotrad=Lições sobre a filosofia política de Xi Jinping alarmam os pais chineses|wayb=20260606214540}}</ref> | ||
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=== Personalidade === | === Personalidade === | ||
Peng descreveu Xi como trabalhador e pé no chão: "Quando ele chega em casa, nunca senti como se houvesse algum líder na casa. Aos meus olhos, ele é apenas meu marido".<ref>{{Citar jornal|url=http://news.bbc.co.uk/2/shared/spl/hi/in_depth/china_politics/leadership/html/6.stm|titulo=China's Leaders|acessodata=26-08-2013|publicado=BBC News|titulotrad=Líderes da China|wayb=20130808233513|urlmorta=não}}</ref> Em 1992, a jornalista do [[The Washington Post|''Washington Post'']] Lena H. Sun obteve uma entrevista com Xi, então secretário do PCC em Fuzhou; Sun descreveu Xi como consideravelmente mais à vontade e confiante do que muitos funcionários de sua idade e disse que ele falava sem consultar anotações.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sun|primeiro=Lena H.|url=https://www.washingtonpost.com/archive/politics/1992/06/08/post-for-a-princeling/3acd443c-37e3-45ff-9103-3a9f8b0a64ea/|titulo=Post for a 'princeling'|data=08-06-1992|acessodata=12-06-2023|website=[[The Washington Post]]|titulotrad=Post para um 'príncipe'}}</ref> Ele foi descrito em um artigo ''do The Washington Post'' de 2011 por aqueles que o conhecem como "pragmático, sério, cauteloso, trabalhador, pé no chão e discreto". Ele foi descrito como uma boa mão na resolução de problemas e "aparentemente desinteressado nas armadilhas do alto cargo".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Richburg|primeiro=Keith B.|url=https://www.washingtonpost.com/world/asia-pacific/xi-jinping-likely-chinas-next-leader-called-pragmatic-low-key/2011/08/15/gIQA5W83GJ_story.html|titulo=Xi Jinping, likely China's next leader, called pragmatic, low-key|data=15-08-2011|acessodata=07-09-2019|website=[[The Washington Post]]|titulotrad=Xi Jinping, provável próximo líder da China, chamado de pragmático e discreto|wayb=20191029173940|urlmorta=não}}</ref> | Peng descreveu Xi como trabalhador e pé no chão: "Quando ele chega em casa, nunca senti como se houvesse algum líder na casa. Aos meus olhos, ele é apenas meu marido".<ref>{{Citar jornal|url=http://news.bbc.co.uk/2/shared/spl/hi/in_depth/china_politics/leadership/html/6.stm|titulo=China's Leaders|acessodata=26-08-2013|publicado=BBC News|titulotrad=Líderes da China|wayb=20130808233513|urlmorta=não}}</ref> Em 1992, a jornalista do [[The Washington Post|''Washington Post'']] Lena H. Sun obteve uma entrevista com Xi, então secretário do PCC em Fuzhou; Sun descreveu Xi como consideravelmente mais à vontade e confiante do que muitos funcionários de sua idade e disse que ele falava sem consultar anotações.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Sun|primeiro=Lena H.|url=https://www.washingtonpost.com/archive/politics/1992/06/08/post-for-a-princeling/3acd443c-37e3-45ff-9103-3a9f8b0a64ea/|titulo=Post for a 'princeling'|data=08-06-1992|acessodata=12-06-2023|website=[[The Washington Post]]|titulotrad=Post para um 'príncipe'|wayb=20201101085943}}</ref> Ele foi descrito em um artigo ''do The Washington Post'' de 2011 por aqueles que o conhecem como "pragmático, sério, cauteloso, trabalhador, pé no chão e discreto". Ele foi descrito como uma boa mão na resolução de problemas e "aparentemente desinteressado nas armadilhas do alto cargo".<ref>{{Citar jornal|ultimo=Richburg|primeiro=Keith B.|url=https://www.washingtonpost.com/world/asia-pacific/xi-jinping-likely-chinas-next-leader-called-pragmatic-low-key/2011/08/15/gIQA5W83GJ_story.html|titulo=Xi Jinping, likely China's next leader, called pragmatic, low-key|data=15-08-2011|acessodata=07-09-2019|website=[[The Washington Post]]|titulotrad=Xi Jinping, provável próximo líder da China, chamado de pragmático e discreto|wayb=20191029173940|urlmorta=não}}</ref> | ||
== Vida pública == | == Vida pública == | ||
É difícil avaliar a opinião do público chinês sobre Xi, já que não existem pesquisas independentes na China e a mídia social é fortemente censurada.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lin|primeiro=Liza|url=https://www.wsj.com/articles/what-do-chinese-people-think-of-xi-jinping-its-very-hard-to-tell-11665664627|titulo=Do Chinese People Like Xi Jinping? You Won't Find an Easy Answer Online|data=13-10-2022|acessodata=17-10-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Os chineses gostam de Xi Jinping? Você não encontrará uma resposta fácil online|issn=0099-9660}}</ref> No entanto, acredita-se que ele seja amplamente popular no país.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2017/oct/14/xi-jinping-crushes-dissent-but-making-china-great-again|titulo=Chairman Xi crushes dissent but poor believe he's making China great|data=14-10-2017|acessodata=26-08-2019|website=The Guardian|lingua=en-GB|titulotrad=O presidente Xi esmaga a dissidência, mas os pobres acreditam que ele está tornando a China grande|issn=0029-7712|wayb=20190826122356|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Christina|ultimo2=Mantesso|primeiro2=Sean|url=https://www.abc.net.au/news/2019-03-06/the-astonishing-rise-of-chinese-president-xi-jinping/10794486|titulo='No room for mercy in this system': Xi Jinping's rise from cave dweller to post-modern chairman|data=06-03-2019|acessodata=26-08-2019|website=ABC News (Australia)|lingua=en-AU|titulotrad='Não há espaço para misericórdia neste sistema': a ascensão de Xi Jinping de morador de caverna a presidente pós-moderno|wayb=20190826051002|urlmorta=não}}</ref> De acordo com uma pesquisa de 2014 co-patrocinada pelo Ash Center for Democratic Governance and Innovation da [[John F. Kennedy School of Government|Harvard Kennedy School]], Xi classificou-se em 9 de 10 em índices de aprovação doméstica.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2014/12/the-worlds-most-popular-leader-chinas-president-xi/|titulo=The World's Most Popular Leader: China's President Xi|data=20-12-2014|acessodata=27-10-2019|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=O líder mais popular do mundo: o presidente da China, Xi|wayb=20191027062238|urlmorta=não}}</ref> Uma pesquisa [[YouGov]] divulgada em julho de 2019 constatou que cerca de 22% das pessoas na China continental listam Xi como a pessoa que mais admiram, uma pluralidade, embora esse número seja 5% para os residentes de Hong Kong.<ref>{{Citar web|ultimo=Smith|primeiro=Matthew|url=https://today.yougov.com/topics/international/articles-reports/2019/07/18/2019-worlds-most-admired|titulo=Michelle Obama is the world's most admired woman|data=18-07-2019|acessodata=17-08-2019|website=YouGov|lingua=en-us|titulotrad=Michelle Obama é a mulher mais admirada do mundo|wayb=20190729151150|urlmorta=não}}</ref> Na primavera de 2019, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre a confiança em Xi Jinping entre as médias de seis países com base na Austrália, Índia, Indonésia, Japão, Filipinas e Coreia do Sul, que indicou que uma média de 29% confiam em que Xi Jinping fará a coisa certa em relação aos assuntos mundiais, enquanto uma média de 45% não confia; esses números são ligeiramente superiores aos do líder norte-coreano Kim Jong Un (23% de confiança, 53% sem confiança).<ref>{{Citar jornal|ultimo=Silver|primeiro=Laura|ultimo2=Devlin|primeiro2=Kat|url=https://www.pewresearch.org/global/2019/12/05/chinas-economic-growth-mostly-welcomed-in-emerging-markets-but-neighbors-wary-of-its-influence/|titulo=China's Economic Growth Mostly Welcomed in Emerging Markets, but Neighbors Wary of Its Influence|data=05-12-2019|acessodata=04-08-2020|publicado=[[Pew Research Center]]|titulotrad=O crescimento econômico da China é bem-vindo principalmente nos mercados emergentes, mas os vizinhos desconfiam de sua influência|ultimo3=Huang|primeiro3=Christine}}</ref> Uma pesquisa da [[Politico]] e da Morning Consult em 2021 descobriu que 5% dos americanos têm uma opinião favorável de Xi, 38% desfavorável, 17% sem opinião e 40%, uma pluralidade, nunca tendo ouvido falar dele.<ref>{{Citar web|url=https://www.politico.com/f/?id=00000178-6298-d5c9-ab7c-e79a8aa50000|titulo=National Tracking Poll #2103129|data=19–22 de março de 2021|acessodata=29-08-2022|website=Morning Consult and Politico|titulotrad=Pesquisa Nacional de Rastreamento #2103129}}</ref> | É difícil avaliar a opinião do público chinês sobre Xi, já que não existem pesquisas independentes na China e a mídia social é fortemente censurada.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Lin|primeiro=Liza|url=https://www.wsj.com/articles/what-do-chinese-people-think-of-xi-jinping-its-very-hard-to-tell-11665664627|titulo=Do Chinese People Like Xi Jinping? You Won't Find an Easy Answer Online|data=13-10-2022|acessodata=17-10-2022|website=The Wall Street Journal|lingua=en-US|titulotrad=Os chineses gostam de Xi Jinping? Você não encontrará uma resposta fácil online|issn=0099-9660|wayb=20260729071337}}</ref> No entanto, acredita-se que ele seja amplamente popular no país.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Phillips|primeiro=Tom|url=https://www.theguardian.com/world/2017/oct/14/xi-jinping-crushes-dissent-but-making-china-great-again|titulo=Chairman Xi crushes dissent but poor believe he's making China great|data=14-10-2017|acessodata=26-08-2019|website=The Guardian|lingua=en-GB|titulotrad=O presidente Xi esmaga a dissidência, mas os pobres acreditam que ele está tornando a China grande|issn=0029-7712|wayb=20190826122356|urlmorta=não}}</ref><ref>{{Citar jornal|ultimo=Zhou|primeiro=Christina|ultimo2=Mantesso|primeiro2=Sean|url=https://www.abc.net.au/news/2019-03-06/the-astonishing-rise-of-chinese-president-xi-jinping/10794486|titulo='No room for mercy in this system': Xi Jinping's rise from cave dweller to post-modern chairman|data=06-03-2019|acessodata=26-08-2019|website=ABC News (Australia)|lingua=en-AU|titulotrad='Não há espaço para misericórdia neste sistema': a ascensão de Xi Jinping de morador de caverna a presidente pós-moderno|wayb=20190826051002|urlmorta=não}}</ref> De acordo com uma pesquisa de 2014 co-patrocinada pelo Ash Center for Democratic Governance and Innovation da [[John F. Kennedy School of Government|Harvard Kennedy School]], Xi classificou-se em 9 de 10 em índices de aprovação doméstica.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Tiezzi|primeiro=Shannon|url=https://thediplomat.com/2014/12/the-worlds-most-popular-leader-chinas-president-xi/|titulo=The World's Most Popular Leader: China's President Xi|data=20-12-2014|acessodata=27-10-2019|website=The Diplomat|lingua=en-US|titulotrad=O líder mais popular do mundo: o presidente da China, Xi|wayb=20191027062238|urlmorta=não}}</ref> Uma pesquisa [[YouGov]] divulgada em julho de 2019 constatou que cerca de 22% das pessoas na China continental listam Xi como a pessoa que mais admiram, uma pluralidade, embora esse número seja 5% para os residentes de Hong Kong.<ref>{{Citar web|ultimo=Smith|primeiro=Matthew|url=https://today.yougov.com/topics/international/articles-reports/2019/07/18/2019-worlds-most-admired|titulo=Michelle Obama is the world's most admired woman|data=18-07-2019|acessodata=17-08-2019|website=YouGov|lingua=en-us|titulotrad=Michelle Obama é a mulher mais admirada do mundo|wayb=20190729151150|urlmorta=não}}</ref> Na primavera de 2019, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre a confiança em Xi Jinping entre as médias de seis países com base na Austrália, Índia, Indonésia, Japão, Filipinas e Coreia do Sul, que indicou que uma média de 29% confiam em que Xi Jinping fará a coisa certa em relação aos assuntos mundiais, enquanto uma média de 45% não confia; esses números são ligeiramente superiores aos do líder norte-coreano Kim Jong Un (23% de confiança, 53% sem confiança).<ref>{{Citar jornal|ultimo=Silver|primeiro=Laura|ultimo2=Devlin|primeiro2=Kat|url=https://www.pewresearch.org/global/2019/12/05/chinas-economic-growth-mostly-welcomed-in-emerging-markets-but-neighbors-wary-of-its-influence/|titulo=China's Economic Growth Mostly Welcomed in Emerging Markets, but Neighbors Wary of Its Influence|data=05-12-2019|acessodata=04-08-2020|publicado=[[Pew Research Center]]|titulotrad=O crescimento econômico da China é bem-vindo principalmente nos mercados emergentes, mas os vizinhos desconfiam de sua influência|ultimo3=Huang|primeiro3=Christine|wayb=20260224042701}}</ref> Uma pesquisa da [[Politico]] e da Morning Consult em 2021 descobriu que 5% dos americanos têm uma opinião favorável de Xi, 38% desfavorável, 17% sem opinião e 40%, uma pluralidade, nunca tendo ouvido falar dele.<ref>{{Citar web|url=https://www.politico.com/f/?id=00000178-6298-d5c9-ab7c-e79a8aa50000|titulo=National Tracking Poll #2103129|data=19–22 de março de 2021|acessodata=29-08-2022|website=Morning Consult and Politico|titulotrad=Pesquisa Nacional de Rastreamento #2103129|wayb=20260104142028}}</ref> | ||
Em 2017, A revista ''The Economist'' o nomeou a pessoa mais poderosa do mundo.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/leaders/2017/10/14/xi-jinping-has-more-clout-than-donald-trump-the-world-should-be-wary|titulo=Xi Jinping has more clout than Donald Trump. The world should be wary|data=14-10-2017|acessodata=11-09-2019|website=The Economist|titulotrad=Xi Jinping tem mais influência do que Donald Trump. O mundo deveria ser cauteloso|issn=0013-0613|wayb=20190918133802|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Em 2018, a ''[[Forbes]]'' o classificou como [[Lista das pessoas mais poderosas segundo a revista Forbes|a pessoa mais poderosa e influente do mundo]], substituindo o [[Presidente da Rússia|presidente russo]] [[Vladimir Putin]], que ocupou por cinco anos consecutivos a posição.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ewalt|primeiro=David M.|autorlink=David McWalter|url=https://www.forbes.com/sites/davidewalt/2018/05/08/the-worlds-most-powerful-people-2018/#7e7884216c47|titulo=The World's Most Powerful People 2018|data=31-05-2018|acessodata=07-09-2019|website=Forbes|titulotrad=As pessoas mais poderosas do mundo 2018|wayb=20180509222602|urlmorta=não}}</ref> Desde 2013, [[Repórteres sem Fronteiras|Repórteres Sem Fronteiras]], uma organização internacional sem fins lucrativos e não governamental com o objetivo declarado de salvaguardar o direito à liberdade de informação, incluiu Xi entre a lista de predadores da liberdade de imprensa.<ref>{{Citar web|url=https://rsf.org/en/predator/xi-jinping|titulo=Xi Jinping|data=17-11-2016|acessodata=01-11-2021|website=[[Repórteres Sem Fronteiras]]}}</ref> | Em 2017, A revista ''The Economist'' o nomeou a pessoa mais poderosa do mundo.<ref>{{Citar jornal|url=https://www.economist.com/leaders/2017/10/14/xi-jinping-has-more-clout-than-donald-trump-the-world-should-be-wary|titulo=Xi Jinping has more clout than Donald Trump. The world should be wary|data=14-10-2017|acessodata=11-09-2019|website=The Economist|titulotrad=Xi Jinping tem mais influência do que Donald Trump. O mundo deveria ser cauteloso|issn=0013-0613|wayb=20190918133802|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> Em 2018, a ''[[Forbes]]'' o classificou como [[Lista das pessoas mais poderosas segundo a revista Forbes|a pessoa mais poderosa e influente do mundo]], substituindo o [[Presidente da Rússia|presidente russo]] [[Vladimir Putin]], que ocupou por cinco anos consecutivos a posição.<ref>{{Citar jornal|ultimo=Ewalt|primeiro=David M.|autorlink=David McWalter|url=https://www.forbes.com/sites/davidewalt/2018/05/08/the-worlds-most-powerful-people-2018/#7e7884216c47|titulo=The World's Most Powerful People 2018|data=31-05-2018|acessodata=07-09-2019|website=Forbes|titulotrad=As pessoas mais poderosas do mundo 2018|wayb=20180509222602|urlmorta=não}}</ref> Desde 2013, [[Repórteres sem Fronteiras|Repórteres Sem Fronteiras]], uma organização internacional sem fins lucrativos e não governamental com o objetivo declarado de salvaguardar o direito à liberdade de informação, incluiu Xi entre a lista de predadores da liberdade de imprensa.<ref>{{Citar web|url=https://rsf.org/en/predator/xi-jinping|titulo=Xi Jinping|data=17-11-2016|acessodata=01-11-2021|website=[[Repórteres Sem Fronteiras]]|wayb=20220421013137}}</ref> | ||
Ao contrário dos líderes chineses anteriores, a mídia estatal chinesa deu uma visão mais abrangente da vida privada de Xi, embora ainda seja estritamente controlada. Segundo a [[Xinhua|Agência de Notícias Xinhua]], Xi nadaria um quilômetro e caminharia todos os dias enquanto houvesse tempo, e está interessado em escritores estrangeiros, especialmente russos.<ref name="Blachard-2017"/> Ele é conhecido por amar filmes e programas de TV como ''[[O Resgate do Soldado Ryan]]'', ''[[The Departed]],'' ''[[The Godfather]]'' e ''[[Game of Thrones]],''<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.reuters.com/article/us-china-usa-xi-idUSTRE8170FZ20120208|titulo=China leader-in-waiting carries heavy political baggage to U.S.|data=08-02-2012|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=O futuro líder da China carrega uma pesada bagagem política para os EUA}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://archive.nytimes.com/sinosphere.blogs.nytimes.com/2013/11/15/xi-in-godfather-mold-looks-assertive-and-even-imperial/|titulo=Xi, in 'Godfather' Mold, Looks Assertive and Even Imperial|data=15-11-2013|acessodata=29-08-2022|website=The New York Times|lingua=en|titulotrad=Xi, no molde 'Padrinho', parece assertivo e até imperial}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3007991/xi-jinping-shows-his-love-game-thrones-warns-reality-must-not|titulo=Xi Jinping shows his love of Game of Thrones but warns reality must not mirror fantasy|data=28-04-2019|acessodata=05-05-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping mostra seu amor por Game of Thrones, mas alerta que a realidade não deve espelhar a fantasia|wayb=20190505041030|urlmorta=não}}</ref> também elogiando o cineasta independente [[Jia Zhangke]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Branigan|primeiro=Tania|url=https://www.theguardian.com/world/2012/feb/13/xi-jinping-profile-china|titulo=The Guardian profile: Xi Jinping|data=13-02-2012|acessodata=14-02-2012|website=The Guardian|titulotrad=Perfil do The Guardian: Xi Jinping|wayb=20131106055944|urlmorta=não}}</ref> A mídia estatal chinesa também o classificou como uma figura paterna e um homem do povo, determinado a defender os interesses chineses.<ref name="Myers-2018"/> | Ao contrário dos líderes chineses anteriores, a mídia estatal chinesa deu uma visão mais abrangente da vida privada de Xi, embora ainda seja estritamente controlada. Segundo a [[Xinhua|Agência de Notícias Xinhua]], Xi nadaria um quilômetro e caminharia todos os dias enquanto houvesse tempo, e está interessado em escritores estrangeiros, especialmente russos.<ref name="Blachard-2017"/> Ele é conhecido por amar filmes e programas de TV como ''[[O Resgate do Soldado Ryan]]'', ''[[The Departed]],'' ''[[The Godfather]]'' e ''[[Game of Thrones]],''<ref>{{Citar jornal|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://www.reuters.com/article/us-china-usa-xi-idUSTRE8170FZ20120208|titulo=China leader-in-waiting carries heavy political baggage to U.S.|data=08-02-2012|acessodata=29-08-2022|website=Reuters|lingua=en|titulotrad=O futuro líder da China carrega uma pesada bagagem política para os EUA|wayb=20231105104522}}</ref><ref>{{Citar web|ultimo=Buckley|primeiro=Chris|url=https://archive.nytimes.com/sinosphere.blogs.nytimes.com/2013/11/15/xi-in-godfather-mold-looks-assertive-and-even-imperial/|titulo=Xi, in 'Godfather' Mold, Looks Assertive and Even Imperial|data=15-11-2013|acessodata=29-08-2022|website=The New York Times|lingua=en|titulotrad=Xi, no molde 'Padrinho', parece assertivo e até imperial|wayb=20240529010758}}</ref><ref>{{Citar jornal|url=https://www.scmp.com/news/china/politics/article/3007991/xi-jinping-shows-his-love-game-thrones-warns-reality-must-not|titulo=Xi Jinping shows his love of Game of Thrones but warns reality must not mirror fantasy|data=28-04-2019|acessodata=05-05-2019|website=South China Morning Post|titulotrad=Xi Jinping mostra seu amor por Game of Thrones, mas alerta que a realidade não deve espelhar a fantasia|wayb=20190505041030|urlmorta=não}}</ref> também elogiando o cineasta independente [[Jia Zhangke]].<ref>{{Citar jornal|ultimo=Branigan|primeiro=Tania|url=https://www.theguardian.com/world/2012/feb/13/xi-jinping-profile-china|titulo=The Guardian profile: Xi Jinping|data=13-02-2012|acessodata=14-02-2012|website=The Guardian|titulotrad=Perfil do The Guardian: Xi Jinping|wayb=20131106055944|urlmorta=não}}</ref> A mídia estatal chinesa também o classificou como uma figura paterna e um homem do povo, determinado a defender os interesses chineses.<ref name="Myers-2018"/> | ||
== Honras == | == Honras == | ||
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* {{Flagdeco|JAM}} [[Montego Bay]], [[Jamaica]] (13 de fevereiro de 2009)<ref name="JIS-2009"/> | * {{Flagdeco|JAM}} [[Montego Bay]], [[Jamaica]] (13 de fevereiro de 2009)<ref name="JIS-2009"/> | ||
* {{Flagdeco|US}} [[Muscatine|Muscatine, Iowa]], Estados Unidos (14 de Fevereiro de 2012)<ref name="National Public Radio2" /> | * {{Flagdeco|US}} [[Muscatine|Muscatine, Iowa]], Estados Unidos (14 de Fevereiro de 2012)<ref name="National Public Radio2" /> | ||
* {{Flagdeco|CRI}} [[San José (Costa Rica)|San José]], [[Costa Rica]] (3 de junho de 2013)<ref>{{Citar web|ultimo=Teletica|url=https://www.dailymotion.com/video/x2gvr3u|titulo=Xi Jinping recibe las llaves de la ciudad de San José|data=10-02-2015|acessodata=04-03-2021|website=Dailymotion|lingua=es-ES|titulotrad=Xi Jinping recebe as chaves da cidade de San José}}</ref> | * {{Flagdeco|CRI}} [[San José (Costa Rica)|San José]], [[Costa Rica]] (3 de junho de 2013)<ref>{{Citar web|ultimo=Teletica|url=https://www.dailymotion.com/video/x2gvr3u|titulo=Xi Jinping recibe las llaves de la ciudad de San José|data=10-02-2015|acessodata=04-03-2021|website=Dailymotion|lingua=es-ES|titulotrad=Xi Jinping recebe as chaves da cidade de San José|wayb=20250826132324}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|MEX}} [[Cidade do México]], [[México]] (5 de junho de 2013)<ref>{{Citar jornal|url=https://www.informador.mx/Mexico/Mancera-entrega-llaves-de-la-ciudad-a-Xi-Jinping-20130605-0053.html|titulo=Mancera entrega llaves de la ciudad a Xi Jinping|acessodata=04-05-2021|website=El Informador|lingua=es-ES|titulotrad=Mancera entrega as chaves da cidade a Xi Jinping}}</ref> | * {{Flagdeco|MEX}} [[Cidade do México]], [[México]] (5 de junho de 2013)<ref>{{Citar jornal|url=https://www.informador.mx/Mexico/Mancera-entrega-llaves-de-la-ciudad-a-Xi-Jinping-20130605-0053.html|titulo=Mancera entrega llaves de la ciudad a Xi Jinping|acessodata=04-05-2021|website=El Informador|lingua=es-ES|titulotrad=Mancera entrega as chaves da cidade a Xi Jinping|wayb=20260606214541}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|ARG}} [[Buenos Aires]], Argentina (19 de julho de 2014)<ref>{{Citar web|url=http://co.china-embassy.org/esp/xwrd/t1176588.htm|titulo=Xi Jinping Recibió Llaves de la Ciudad de Buenos Aires|acessodata=04-05-2021|website=co.china-embassy.org|titulotrad=Xi Jinping recebeu as chaves da cidade de Buenos Aires}}</ref> | * {{Flagdeco|ARG}} [[Buenos Aires]], Argentina (19 de julho de 2014)<ref>{{Citar web|url=http://co.china-embassy.org/esp/xwrd/t1176588.htm|titulo=Xi Jinping Recibió Llaves de la Ciudad de Buenos Aires|acessodata=04-05-2021|website=co.china-embassy.org|titulotrad=Xi Jinping recebeu as chaves da cidade de Buenos Aires|wayb=20210923191121}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|CZE}} [[Praga]], República Tcheca (29 de março de 2016)<ref>{{Citar jornal|url=https://www.telegraph.co.uk/sponsored/china-watch/politics/12208417/Xi-Jinping-key-to-prague.html|titulo=President Xi Jinping presented with 'key to Prague,' continuing the 'freedom of the city' tradition|acessodata=08-05-2021|website=The Daily Telegraph|titulotrad=Presidente Xi Jinping presenteado com 'chave para Praga', continuando a tradição da 'liberdade da cidade'|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20220110/https://www.telegraph.co.uk/sponsored/china-watch/politics/12208417/Xi-Jinping-key-to-prague.html|arquivodata=10-02-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> | * {{Flagdeco|CZE}} [[Praga]], República Tcheca (29 de março de 2016)<ref>{{Citar jornal|url=https://www.telegraph.co.uk/sponsored/china-watch/politics/12208417/Xi-Jinping-key-to-prague.html|titulo=President Xi Jinping presented with 'key to Prague,' continuing the 'freedom of the city' tradition|acessodata=08-05-2021|website=The Daily Telegraph|titulotrad=Presidente Xi Jinping presenteado com 'chave para Praga', continuando a tradição da 'liberdade da cidade'|arquivourl=https://ghostarchive.org/archive/20220110/https://www.telegraph.co.uk/sponsored/china-watch/politics/12208417/Xi-Jinping-key-to-prague.html|arquivodata=10-02-2022|urlmorta=não|subscricao=sim}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|ESP}} [[Madrid]], Espanha (28 de novembro de 2018)<ref>{{Citar web|url=https://www.efe.com/efe/espana/gente/xi-jinping-recibe-la-llave-de-madrid-ciudad-que-considera-inolvidable/10007-3826710|titulo=Xi Jinping recibe la llave de Madrid, ciudad que considera "inolvidable"|acessodata=04-05-2021|website=Efe|lingua=es|titulotrad=Xi Jinping recebe a chave de Madrid, cidade que considera "inesquecível"}}</ref> | * {{Flagdeco|ESP}} [[Madrid]], Espanha (28 de novembro de 2018)<ref>{{Citar web|url=https://www.efe.com/efe/espana/gente/xi-jinping-recibe-la-llave-de-madrid-ciudad-que-considera-inolvidable/10007-3826710|titulo=Xi Jinping recibe la llave de Madrid, ciudad que considera "inolvidable"|acessodata=04-05-2021|website=Efe|lingua=es|titulotrad=Xi Jinping recebe a chave de Madrid, cidade que considera "inesquecível"|wayb=20220807135014}}</ref> | ||
=== Doutorados honoris causa === | === Doutorados honoris causa === | ||
* {{Flagdeco|Kazakhstan}} Universidade Nazarbayev (7 de setembro de 2013)<ref>{{Citar web|ultimo=Wu|primeiro=Jiao|ultimo2=Yunbi|primeiro2=Zhang|url=https://www.chinadaily.com.cn/china/2013xivisitcenterasia/2013-09/08/content_16952228_2.htm|titulo=Xi proposes a 'new Silk Road' with Central Asia|data=2013-09-08|acessodata=2022-12-09|jornal=China Daily|titulotrad=Xi propõe uma 'nova Rota da Seda' com a Ásia Central}}</ref> | * {{Flagdeco|Kazakhstan}} Universidade Nazarbayev (7 de setembro de 2013)<ref>{{Citar web|ultimo=Wu|primeiro=Jiao|ultimo2=Yunbi|primeiro2=Zhang|url=https://www.chinadaily.com.cn/china/2013xivisitcenterasia/2013-09/08/content_16952228_2.htm|titulo=Xi proposes a 'new Silk Road' with Central Asia|data=2013-09-08|acessodata=2022-12-09|jornal=China Daily|titulotrad=Xi propõe uma 'nova Rota da Seda' com a Ásia Central|wayb=20260606214542}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|South Africa}} Universidade de Joanesburgo (11 de abril de 2019)<ref>{{Citar web|url=https://www.uj.ac.za/news/uj-acknowledges-chinese-president-xi-jinpings-role-in-advancing-the-fourth-industrial-revolution-with-honorary-doctoral-degree/|titulo=UJ acknowledges Chinese President Xi Jinping's role in advancing the Fourth Industrial Revolution with honorary doctoral degree|data=2019-04-11|acessodata=2022-12-09|jornal=University of Johannesburg|titulotrad=UJ reconhece o papel do presidente chinês Xi Jinping no avanço da Quarta Revolução Industrial com doutorado honorário}}</ref> | * {{Flagdeco|South Africa}} Universidade de Joanesburgo (11 de abril de 2019)<ref>{{Citar web|url=https://www.uj.ac.za/news/uj-acknowledges-chinese-president-xi-jinpings-role-in-advancing-the-fourth-industrial-revolution-with-honorary-doctoral-degree/|titulo=UJ acknowledges Chinese President Xi Jinping's role in advancing the Fourth Industrial Revolution with honorary doctoral degree|data=2019-04-11|acessodata=2022-12-09|jornal=University of Johannesburg|titulotrad=UJ reconhece o papel do presidente chinês Xi Jinping no avanço da Quarta Revolução Industrial com doutorado honorário|wayb=20230326180131}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|Russia}} [[Universidade Estatal de São Petersburgo]] (6 de junho de 2019)<ref>{{Citar web|url=https://tass.com/society/1062416|titulo=China's Xi awarded Dr. h.c. degree of St. Petersburg State University|data=2019-06-07|acessodata=2022-12-09|jornal=TASS|titulotrad=Xi da China concedeu ao Dr. h.c. grau da Universidade Estadual de São Petersburgo}}</ref> | * {{Flagdeco|Russia}} [[Universidade Estatal de São Petersburgo]] (6 de junho de 2019)<ref>{{Citar web|url=https://tass.com/society/1062416|titulo=China's Xi awarded Dr. h.c. degree of St. Petersburg State University|data=2019-06-07|acessodata=2022-12-09|jornal=TASS|titulotrad=Xi da China concedeu ao Dr. h.c. grau da Universidade Estadual de São Petersburgo|wayb=20250830165109}}</ref> | ||
* {{Flagdeco|Saudi Arabia}} Universidade Rei Saud (8 de dezembro de 2022)<ref>{{Citar jornal|url=https://www.chinadaily.com.cn/a/202212/09/WS63926cdca31057c47eba379c.html|titulo=Xi receives honorary doctorate from King Saud University|data=09-12-2022|acessodata=09-12-2022|website=China Daily|titulotrad=Xi recebe doutorado honorário da King Saud University}}</ref> | * {{Flagdeco|Saudi Arabia}} Universidade Rei Saud (8 de dezembro de 2022)<ref>{{Citar jornal|url=https://www.chinadaily.com.cn/a/202212/09/WS63926cdca31057c47eba379c.html|titulo=Xi receives honorary doctorate from King Saud University|data=09-12-2022|acessodata=09-12-2022|website=China Daily|titulotrad=Xi recebe doutorado honorário da King Saud University|wayb=20260606214542}}</ref> | ||
== Obras == | == Obras == | ||
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== Cronologia == | == Cronologia == | ||
Segue abaixo a cronologia da vida de Xi Jinping:<ref>{{Citar web|url=http://www.china.org.cn/english/MATERIAL/76256.htm|titulo=Who's Who in China's Leadership|acessodata=2022-10-24|website=www.china.org.cn}}</ref> | Segue abaixo a cronologia da vida de Xi Jinping:<ref>{{Citar web|url=http://www.china.org.cn/english/MATERIAL/76256.htm|titulo=Who's Who in China's Leadership|acessodata=2022-10-24|website=www.china.org.cn|wayb=20260606214543}}</ref> | ||
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{{InícioRef|30em}} | {{InícioRef|30em}} | ||
* {{citar periódico|último1=Bulman|primeiro1=David J.|último2=A. Jaros|primeiro2=Kyle|título=Localism in retreat? Central-provincial relations in the Xi Jinping era|periódico=Journal of Contemporary China|data=2021|volume=30|número=131|páginas=697–716|doi=10.1080/10670564.2021.1889228|s2cid=233928573|ref=none}} | * {{citar periódico|último1=Bulman|primeiro1=David J.|último2=A. Jaros|primeiro2=Kyle|título=Localism in retreat? Central-provincial relations in the Xi Jinping era|periódico=Journal of Contemporary China|data=2021|volume=30|número=131|páginas=697–716|doi=10.1080/10670564.2021.1889228|s2cid=233928573|ref=none}} | ||
* {{citar periódico|último=Denton|primeiro=Kirk|título=China Dreams and the 'Road to Revival|periódico=Current Events in Historical Perspective|url=http://origins.osu.edu/article/china-dreams-and-road-revival|volume=8|data=2014|número=3|páginas=–1–12|ref=none}} | * {{citar periódico|último=Denton|primeiro=Kirk|título=China Dreams and the 'Road to Revival|periódico=Current Events in Historical Perspective|url=http://origins.osu.edu/article/china-dreams-and-road-revival|volume=8|data=2014|número=3|páginas=–1–12|ref=none|wayb=20260308190040}} | ||
* {{citar periódico|último=Economy|primeiro=Elizabeth C.|título=China's New Revolution: The Reign of Xi Jinping|url=http://cs.brown.edu/courses/csci1800/sources/2018_MayJune_ForeignAffairs_ChinasNewRevolution.pdf|periódico=Foreign Affairs|volume=97|data=2018|páginas=60|ref=none}} | * {{citar periódico|último=Economy|primeiro=Elizabeth C.|título=China's New Revolution: The Reign of Xi Jinping|url=http://cs.brown.edu/courses/csci1800/sources/2018_MayJune_ForeignAffairs_ChinasNewRevolution.pdf|periódico=Foreign Affairs|volume=97|data=2018|páginas=60|ref=none|wayb=20260102191525}} | ||
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* {{citar livro|último=McGregor |primeiro=Richard |título=Xi Jinping: The Backlash |publicado=Penguin Books Australia |ano=2019 |isbn=978-1760893040 |ref=none}} | * {{citar livro|último=McGregor |primeiro=Richard |título=Xi Jinping: The Backlash |publicado=Penguin Books Australia |ano=2019 |isbn=978-1760893040 |ref=none}} | ||
** includes McGregor, Richard. "Xi Jinping's Quest to Dominate China." ''Foreign Affairs'' 98 (Sept 2019): 18+. | ** includes McGregor, Richard. "Xi Jinping's Quest to Dominate China." ''Foreign Affairs'' 98 (Sept 2019): 18+. | ||
* Magnus, George. ''Red Flags: Why Xi's China is in Danger'' (Yale UP, 2018). | * Magnus, George. ''Red Flags: Why Xi's China is in Danger'' (Yale UP, 2018). | ||
* {{citar livro|último=Li|primeiro=Cheng|url=https://books.google.com/books?id=3NKACwAAQBAJ|título=Chinese Politics in the Xi Jinping Era: Reassessing Collective Leadership|data=2016|publicado=Brookings Institution Press|isbn=978-0-8157-2694-4|língua=en}} | * {{citar livro|último=Li|primeiro=Cheng|url=https://books.google.com/books?id=3NKACwAAQBAJ|título=Chinese Politics in the Xi Jinping Era: Reassessing Collective Leadership|data=2016|publicado=Brookings Institution Press|isbn=978-0-8157-2694-4|língua=en|wayb=20260114091749}} | ||
* {{citar periódico|último=Mulvad |primeiro=Andreas Møller |título=Xiism as a hegemonic project in the making: Sino-communist ideology and the political economy of China's rise |periódico=Review of International Studies |volume=45 |número=3 |ano=2019 |páginas=449–470|doi=10.1017/S0260210518000530 |s2cid=150473371 |ref=none}} | * {{citar periódico|último=Mulvad |primeiro=Andreas Møller |título=Xiism as a hegemonic project in the making: Sino-communist ideology and the political economy of China's rise |periódico=Review of International Studies |volume=45 |número=3 |ano=2019 |páginas=449–470|doi=10.1017/S0260210518000530 |s2cid=150473371 |ref=none}} | ||
* {{citar jornal|autorlink=Evan Osnos |último=Osnos |primeiro=Evan |url=http://www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos/2012/02/chinas-valentines-day-in-washington.html |título=China's Valentine's Day in Washington |revista=The New Yorker |data=14 de fevereiro de 2012|ref=none}} Review of comment accompanying Xi's visit. | * {{citar jornal|autorlink=Evan Osnos |último=Osnos |primeiro=Evan |url=http://www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos/2012/02/chinas-valentines-day-in-washington.html |título=China's Valentine's Day in Washington |revista=The New Yorker |data=14 de fevereiro de 2012|ref=none|wayb=20140528005542 }} Review of comment accompanying Xi's visit. | ||
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Edição das 08h32min de 13 de setembro de 2026
Predefinição:Nome chinês Predefinição:Info/Xi Jinping Predefinição:Xi Jinping série Xi Jinping[lower-alpha 1] (Pequim, 15 de junho de 1953) é um político chinês. Desde 2013 é o secretário-geral do Partido Comunista da China (PCCh), presidente da Comissão Militar Central (CMC) desde 2012 e presidente da República Popular da China (RPC).[1] Xi tem sido, desde 2012, o líder político mais proeminente da China. Em outubro de 2022, Xi foi reeleito para um terceiro mandato como secretário-geral do PCCh, algo que não acontecia desde a morte de Mao Tsé-Tung.[1][2]
Filho do veterano comunista chinês Xi Zhongxun, foi exilado para o condado rural de Yanchuan na adolescência, após a purga do seu pai durante a Revolução Cultural, e viveu numa caverna na aldeia de Liangjiahe, onde aderiu ao PCCh e trabalhou como secretário do partido.[1] Depois de estudar engenharia química na Universidade de Tsinghua como "Estudante Operário-Camponês-Soldado", Xi ascendeu politicamente às fileiras nas províncias costeiras da China. Xi foi governador de Fuquiém de 1999 a 2002, antes de se tornar governador e secretário do Partido do vizinho Chequião de 2002 a 2007. Após a demissão do secretário do Partido de Xangai, Chen Liangyu, Xi foi transferido para o substituir por um breve período em 2007. Posteriormente, juntou-se ao Comité Permanente do Politburo e foi como primeiro secretário do Secretariado Central em outubro de 2007. Em 2008 foi designado como presumível sucessor de Hu Jintao como líder supremo; para esse fim, Xi foi nomeado vice-presidente da República Popular da China e vice-presidente da Comissão Militar Central. Recebeu oficialmente o título de "núcleo de liderança" do Partido Comunista Chinês (PCCh) em 2016. Xi foi mesmo membro do 17º, 18º e 19º Comité Permanente do Politburo do PCC desde 2007. Em 2018, foram abolidos os limites de mandato presidencial.[3]
Xi é o primeiro secretário-geral do Partido Comunista nascido após o estabelecimento da República Popular da China.[1] Desde que assumiu o poder, Xi introduziu medidas de grande alcance para impor a disciplina do partido e manter a unidade interna.[4][5] A sua campanha anticorrupção levou à queda de altos funcionários do Partido Comunista em exercício e reformados, incluindo membros do Comité Permanente do Politburo.[6] Também decretou ou promoveu uma política externa mais assertiva, particularmente no que diz respeito às relações China-Japão, às reivindicações da China no Mar do Sul da China.[7] Tem procurado expandir a influência africana e eurasiática da China através da Iniciativa "Nova Rota da Seda".[8][9][10]
Como figura central da quinta geração de liderança da República Popular, Xi tem centralizado significativamente o poder institucional, assumindo uma vasta gama de posições de liderança, incluindo a presidência da Comissão de Segurança Nacional do PCCh, bem como novos comités directivos sobre reformas económicas e sociais, reestruturação e modernização militar, e a Internet.[11] Os pensamentos políticos de Xi foram incorporados nas constituições do partido e do Estado.[12][13][14] Tem sido descrito por alguns académicos como um líder autoritário[15][16][17][18][19] e por outros como um ditador,[20][21] citando um aumento da censura e da vigilância em massa, uma deterioração dos direitos humanos, um culto à personalidade que se desenvolve à sua volta, e a remoção de limites de mandato sob a sua liderança.[22]
Infância e educação
Xi Jinping nasceu em Pequim em 15 de junho de 1953,[23] é o segundo filho de Xi Zhongxun e sua esposa Qi Xin. Após a fundação da República Popular da China em 1949, o pai de Xi ocupou uma série de cargos, incluindo chefe de propaganda do partido, vice-primeiro-ministro e vice-presidente do Congresso Nacional do Povo.[24] Xi tinha duas irmãs mais velhas, Qiaoqiao, nascida em 1949 e An'an (Predefinição:Zh), nascida em 1952.[25][26] O pai de Xi era do condado de Fuping, Shaanxi, e Xi poderia rastrear sua descendência patrilinear de Xiying em Dengzhou, Henan.[27]
Xi foi para a Escola N.º 25 de Pequim,[28] e depois para a Escola Bayi de Pequim,[29][30] na década de 1960. Ele se tornou amigo de Liu He, que frequentou a Escola N.º 101 de Pequim no mesmo distrito, mais tarde Liu se tornou o vice-primeiro-ministro da China e um conselheiro próximo de Xi depois que ele se tornou o Líder Supremo da China.[31][32] Em 1963, quando ele tinha 10 anos, seu pai foi expurgado do PCCh e enviado para trabalhar em uma fábrica em Luoyang, Henan.{{#invoke:Footnotes|sfn}} Em maio de 1966, a Revolução Cultural interrompeu a educação secundária de Xi quando todas as aulas secundárias foram interrompidas para que os alunos criticassem e brigassem com seus professores. Militantes estudantis saquearam a casa da família Xi e uma das irmãs de Xi, Xi Heping, cometeu suicídio devido à pressão.[33]
Mais tarde, sua mãe foi forçada a denunciar publicamente seu pai, pois ele desfilava diante de uma multidão como inimigo da revolução. Seu pai foi posteriormente preso em 1968, quando Xi tinha 15 anos. Sem a proteção de seu pai, Xi foi enviado para trabalhar na vila de Liangjiahe, Wen'anyi, condado de Yanchuan, Yan'an, Shaanxi, em 1969 na campanha de envio ao campo de Mao Zedong.[34] Ele trabalhou como secretário do partido em Liangjiahe, onde morava em uma caverna.[35] Segundo pessoas que o conheceram, essa experiência o levou a sentir afinidade com os pobres do campo.[36] Depois de alguns meses, incapaz de suportar a vida no campo, fugiu para Pequim. Ele foi preso durante uma repressão aos desertores do campo e enviado para um campo de trabalho para cavar valas, mas depois voltou para a aldeia, passando um total de sete anos lá.[37][38]
Os infortúnios e o sofrimento de sua família em seus primeiros anos endureceram a visão de Xi sobre a política. Durante uma entrevista em 2000, ele disse: "As pessoas, com pouco contato com o poder, que estão longe dele, sempre veem essas coisas como misteriosas e novas. Mas o que vejo não são apenas as coisas superficiais: o poder, as flores, a glória, os aplausos. Eu vejo os bullpens e como as pessoas podem soprar quente e frio. Eu entendo a política em um nível mais profundo." Os "bullpens" eram uma referência às casas de detenção dos Guardas Vermelhos durante a Revolução Cultural.[36]
Após ser rejeitado sete vezes, Xi ingressou na Liga da Juventude Comunista da China em 1971, tornando-se amigo de um funcionário local.[30] Ele se reuniu com seu pai em 1972, devido a uma reunião familiar ordenada pelo primeiro-ministro Zhou Enlai.[33] A partir de 1973, ele se inscreveu dez vezes para ingressar no PCCh e foi finalmente aceito em sua décima tentativa em 1974.[39][40][41] De 1975 a 1979, Xi estudou engenharia química na Universidade de Tsinghua como estudante de operário-camponês-soldado em Pequim. Os graduados em engenharia gastavam cerca de 15 por cento de seu tempo estudando o pensamento marxista-leninista-mao Zedong e 5 por cento de seu tempo fazendo trabalho agrícola e "aprendendo com o Exército de Libertação Popular".{{#invoke:Footnotes|sfn}}
Carreira política precoce
De 1979 a 1982, Xi serviu como secretário do ex-subordinado de seu pai, Geng Biao, então vice-primeiro-ministro e secretário-geral do CMC.[30] Em 1982, ele foi enviado para o condado de Zhengding, em Hebei, como vice-secretário do partido no condado de Zhengding. Ele foi promovido em 1983 a secretário, tornando-se o principal funcionário do condado.[42] Posteriormente, Xi serviu em quatro províncias durante sua carreira política regional: Hebei (1982–1985), Fujian (1985–2002), Zhejiang (2002–2007) e Xangai (2007).[43] Xi ocupou cargos no Comitê Municipal do Partido de Fuzhou e tornou-se presidente da Escola do Partido em Fuzhou em 1990. Em 1997, foi nomeado membro suplente do 15º Comitê Central do PCCh. No entanto, dos 151 membros suplentes do Comitê Central eleitos no 15º Congresso do Partido, Xi recebeu o menor número de votos a favor, colocando-o em último lugar no ranking de membros, ostensivamente devido a sua condição de príncipe vermelho.[lower-alpha 2][44]
De 1998 a 2002, Xi estudou teoria marxista e educação ideológica na Universidade de Tsinghua,[45] graduando-se com doutorado em direito e ideologia em 2002.[46] Em 1999, ele foi promovido ao cargo de vice-governador de Fujian e tornou-se governador um ano depois. Em Fujian, Xi fez esforços para atrair investimentos de Taiwan e fortalecer o setor privado da economia provincial.[47] Em fevereiro de 2000, ele e o então secretário provincial do partido, Chen Mingyi, foram chamados perante os principais membros do Comitê Permanente do Politburo – secretário-geral Jiang Zemin, primeiro-ministro Zhu Rongji, vice-presidente Hu Jintao e secretário de Inspeção Disciplinar Wei Jianxing – para explicar aspectos do escândalo Yuanhua.[48]
Em 2002, Xi deixou Fujian e assumiu cargos políticos de liderança na vizinha Zhejiang. Ele acabou assumindo o cargo de secretário provincial do Comitê do Partido após vários meses como governador interino, ocupando um cargo provincial importante pela primeira vez em sua carreira. Em 2002, foi eleito membro titular do 16º Comitê Central, marcando sua ascensão ao cenário nacional. Enquanto estava em Zhejiang, Xi presidiu com taxas de crescimento médias de 14% ao ano.[49] Sua carreira em Zhejiang foi marcada por uma postura dura e direta contra funcionários corruptos. Isso lhe rendeu um nome na mídia nacional e chamou a atenção dos principais líderes da China.[50] Entre 2004 e 2007, Li Qiang atuou como chefe de gabinete de Xi por meio de seu cargo de secretário-geral do Comitê do Partido de Zhejiang, onde ambos desenvolveram laços estreitos.[51]
Após a demissão do secretário do Partido em Xangai, Chen Liangyu, em setembro de 2006 devido a um escândalo do fundo de previdência social, Xi foi transferido para Xangai em março de 2007, onde foi secretário do partido por sete meses.[52][53] Em Xangai, Xi evitou polêmica e era conhecido por observar rigorosamente a disciplina partidária. Por exemplo, os administradores de Xangai tentaram ganhar o favor dele, organizando um trem especial para transportá-lo entre Xangai e Hangzhou para que ele concluísse a entrega de seu trabalho a seu sucessor como secretário do partido de Zhejiang, Zhao Hongzhu. No entanto, Xi teria se recusado a pegar o trem, citando um regulamento do partido pouco aplicado que estipulava que trens especiais só podem ser reservados para "líderes nacionais".[54] Enquanto estava em Xangai, ele trabalhou para preservar a unidade da organização partidária local. Ele prometeu que não haveria 'expurgos' durante sua administração, apesar do fato de que muitas autoridades locais foram consideradas implicadas no escândalo de corrupção de Chen Liangyu.{{#invoke:Footnotes|sfn}} Na maioria das questões, Xi ecoou amplamente a linha da liderança central.[55]
Ascensão ao poder
Xi foi nomeado para o CPP de nove membros no 17º Congresso do Partido, em outubro de 2007. Ele foi classificado acima de Li Keqiang, uma indicação de que iria suceder Hu Jintao como o próximo líder da China. Além disso, Xi também ocupou o cargo de primeiro secretário do Secretariado Central do PCC. Esta avaliação foi posteriormente apoiada no 11º Congresso Nacional do Povo em março de 2008, quando Xi foi eleito vice-presidente da República Popular da China.[56] Após sua ascensão, Xi ocupou uma ampla gama de pastas. Ele foi encarregado dos preparativos abrangentes para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008 em Pequim, além de ser a principal figura do governo central nos assuntos de Hong Kong e Macau. Além disso, ele também se tornou o novo presidente da Escola Central do PCCh, sua ala de treinamento de quadros e educação ideológica. Após o terremoto de Sichuan em 2008, Xi visitou áreas de desastre em Shaanxi e Gansu. Ele fez sua primeira viagem ao exterior como vice-presidente para a Coreia do Norte, Mongólia, Arábia Saudita, Catar e Iêmen de 17 a 25 de junho de 2008.[57] Após as Olimpíadas, Xi foi designado para o cargo de presidente do comitê para os preparativos das comemorações do 60º aniversário da fundação da República Popular da China. Ele também estava no comando de um comitê de alto nível do Partido Comunista da China apelidado de Projeto 6521, que foi encarregado de garantir a estabilidade social durante uma série de aniversários politicamente sensíveis em 2009.[58]
A posição de Xi como o aparente sucessor para se tornar o Líder Supremo foi ameaçada com a rápida ascensão de Bo Xilai, o secretário do partido de Chongqing na época. Esperava-se que Bo se juntasse ao CPP no 18º Congresso do Partido, com a maioria esperando que ele tentasse eventualmente se manobrar para substituir Xi.[59] As políticas de Bo em Chongqing inspiraram imitações em toda a China e receberam elogios do próprio Xi durante a visita de Xi a Chongqing em 2010. Os registros de elogios de Xi foram posteriormente apagados depois que ele se tornou o Líder Supremo. A queda de Bo viria com o incidente de Wang Lijun, que abriu as portas para Xi chegar ao poder sem adversários.[60]
Xi é considerado um dos membros mais bem-sucedidos dos Príncipes Vermelhos, uma quase camarilha de políticos descendentes dos primeiros revolucionários comunistas chineses. O ex-primeiro-ministro de Singapura, Lee Kuan Yew, quando questionado sobre Xi, disse que se sentia "um homem atencioso que passou por muitas provações e tribulações".[61] Lee também comentou: "Eu o colocaria na classe de Nelson Mandela. Uma pessoa com enorme estabilidade emocional que não permite que seus infortúnios ou sofrimentos pessoais afetem seu julgamento. Em outras palavras, ele é impressionante".[62] O ex-secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, descreveu Xi como "o tipo de cara que sabe como fazer as coisas ultrapassarem a linha do gol".[63] O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, disse que Xi "tem antecedentes reformistas, partidários e militares suficientes para ser independente".[64]
Viagens como vice-presidente
Em fevereiro de 2009, na qualidade de vice-presidente, Xi Jinping embarcou em uma turnê pela América Latina, visitando o México,[65] Jamaica,[66] Colômbia,[67] Venezuela,[68] Brasil,[69] e Malta, após o que ele voltou para a China.[70] Em 11 de fevereiro de 2009, durante uma visita ao México, Xi falou diante de um grupo de chineses no exterior e explicou as contribuições da China durante a crise financeira internacional, dizendo que era "a maior contribuição para toda humanidade, feita pela China, para evitar que seus 1,3 bilhões de habitantes passem fome".[lower-alpha 3] Ele continuou comentando: "Há alguns estrangeiros entediados, com o estômago cheio, que não têm nada melhor para fazer do que apontar o dedo para nós. Primeiro, a China não exporta revolução; em segundo lugar, a China não exporta fome e pobreza; terceiro, a China não vem e causa dores de cabeça. O que mais há para ser dito?".[lower-alpha 4][71] A história foi relatada em algumas estações de televisão locais. A notícia levou a uma enxurrada de discussões nos fóruns da Internet chinesa e foi relatado que o Ministério das Relações Exteriores da China foi pego de surpresa pelos comentários de Xi, já que o vídeo real foi filmado por alguns repórteres de Hong Kong e transmitido pela TV de Hong Kong, que apareceu em vários sites de vídeo na Internet.[72]
Na União Européia, Xi visitou a Bélgica, Alemanha, Bulgária, Hungria e Romênia de 7 a 21 de outubro de 2009.[73] Ele visitou o Japão, Coreia do Sul, Camboja e Mianmar em sua viagem à Ásia de 14 a 22 de dezembro de 2009.[74] Mais tarde, ele visitou os Estados Unidos, Irlanda e Turquia em fevereiro de 2012. Esta visita incluiu um encontro com o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,[75] na Casa Branca e o então vice-presidente Joe Biden, ele visitou a Califórnia e Iowa, em Iowa se encontrou com a família que o hospedou anteriormente durante sua viagem de 1985 como funcionário da província de Hebei.[76]
Ascensão aos lugares de topo
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Poucos meses antes de sua ascensão à liderança do partido, Xi desapareceu da cobertura da mídia oficial e cancelou reuniões com autoridades estrangeiras por várias semanas a partir de 1º de setembro de 2012, causando rumores.[30] Ele então reapareceu em 15 de setembro.[77] Em 15 de novembro de 2012, Xi foi eleito para os cargos de secretário-geral do PCCh e presidente do CMC pelo 18º Comitê Central do PCCh. Isso o tornou, informalmente, o Líder Supremo e o primeiro a nascer após a fundação da RPC. No dia seguinte, Xi liderou a nova formação do CPP no palco em sua primeira aparição pública.[78] O CPP foi reduzido de nove para sete, com apenas Xi e Li Keqiang mantendo seus assentos; os outros cinco membros eram novos.[79][80][81] Em um afastamento marcante da prática comum dos líderes chineses, o primeiro discurso de Xi como secretário-geral foi redigido de forma simples e não incluiu nenhum slogan político nem mencionou seus predecessores.[82] Xi mencionou as aspirações da pessoa comum, comentando: "Nosso povo... ." Xi também prometeu combater a corrupção nos níveis mais altos, aludindo que isso ameaçaria a sobrevivência do Partido Comunista Chinês; ele era reticente sobre reformas econômicas de longo alcance.[83]
Em dezembro de 2012, Xi visitou Guangdong em sua primeira viagem fora de Pequim desde que assumiu a liderança do Partido. O tema geral da viagem era pedir mais reformas econômicas e forças armadas fortalecidas. Xi visitou a estátua de Deng Xiaoping e sua viagem foi descrita como seguindo os passos da própria viagem de Deng ao sul em 1992, que forneceu o ímpeto para novas reformas econômicas na China depois que os líderes do partido conservador paralisaram muitas das reformas de Deng após o incidente de 1989. Em sua viagem, Xi consistentemente aludiu ao seu slogan de assinatura, o "Sonho Chinês". "Pode-se dizer que este sonho é o sonho de uma nação forte. E para os militares, é o sonho de um exército forte", disse Xi aos marinheiros.[84] A viagem de Xi foi significativa porque ele se afastou da convenção estabelecida das rotinas de viagem dos líderes chineses de várias maneiras. Em vez de jantar fora, Xi e sua comitiva comeram o bufê normal do hotel. Ele viajou em uma van grande com seus colegas, em vez de uma frota de limusines, e não restringiu o tráfego nas partes da rodovia por onde passou.[85]
Xi foi eleito presidente em 14 de março de 2013, em uma votação de confirmação pela 12ª Assembleia Popular Nacional em Pequim. Ele recebeu 2.952 votos a favor, um voto contra e três abstenções.[78] Ele substituiu Hu Jintao, que se aposentou após cumprir dois mandatos.[86] Em sua nova função como presidente, em 16 de março de 2013, Xi expressou apoio à não interferência nas relações China-Sri Lanka em meio a uma votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para condenar aquele país pelos abusos do governo durante a Guerra Civil do Sri Lanka.[87] Em 17 de março, Xi e seus novos ministros marcaram um encontro com o chefe do Executivo de Hong Kong, CY Leung, confirmando seu apoio a Leung.[88] Poucas horas depois de sua eleição, Xi discutiu a segurança cibernética e a Coreia do Norte com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por telefone. Obama anunciou as visitas dos secretários do Tesouro e de Estado, Jacob Lew e John F. Kerry, à China na semana seguinte.[89]
Liderança
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}}
Campanha anticorrupção
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Xi prometeu reprimir a corrupção quase imediatamente após ascender ao poder no 18º Congresso do Partido. Em seu discurso inaugural como secretário-geral, Xi mencionou que o combate à corrupção era um dos desafios mais difíceis para o partido.[90] Alguns meses depois de seu mandato, Xi delineou o Regulamento de Oito Pontos, listando regras destinadas a conter a corrupção e o desperdício durante os negócios oficiais do partido; visava uma disciplina mais rígida sobre a conduta dos dirigentes do partido. Xi também prometeu erradicar "tigres e moscas", ou seja, funcionários de alto escalão e funcionários comuns do partido.[91]
Xi iniciou processos contra os ex-vice-presidentes do CMC, Xu Caihou e Guo Boxiong, o ex-membro do CPP e chefe de segurança Zhou Yongkang e o ex-assessor-chefe de Hu Jintao, Ling Jihua.[92] Com o novo chefe disciplinar, Wang Qishan, o governo de Xi liderou a formação de "equipes de inspeção despachadas centralmente" (中央巡视组). Estes eram essencialmente esquadrões de oficiais inter-jurisdicionais cuja principal tarefa era obter uma compreensão mais profunda das operações das organizações partidárias provinciais e locais, e no processo também impor a disciplina partidária ordenada por Pequim. Muitas das equipes de trabalho também tiveram o efeito de identificar e iniciar investigações de altos funcionários. Mais de cem funcionários de nível ministerial provincial foram implicados durante uma grande campanha nacional anticorrupção. Estes incluíam antigos e atuais funcionários regionais (Su Rong, Bai Enpei, Wan Qingliang), figuras importantes de empresas estatais e órgãos do governo central (Song Lin, Liu Tienan) e generais de alta patente nas forças armadas (Gu Junshan). Em junho de 2014, o establishment político provincial de Shanxi foi dizimado, com quatro funcionários demitidos em uma semana dos altos escalões da organização partidária provincial. Somente nos primeiros dois anos da campanha, mais de 200.000 funcionários de baixo escalão receberam advertências, multas e rebaixamentos.{{#invoke:Footnotes|sfn}}
A campanha levou à queda de proeminentes funcionários do PCCh em exercício e aposentados, incluindo membros do CPP.[93] A campanha anticorrupção de Xi é vista por críticos, como The Economist, como uma ferramenta política visando afastar potenciais adversários e consolidar o poder.[94][95] A criação por Xi de uma nova agência anticorrupção, a Comissão Nacional de Supervisão, com classificação superior à suprema corte, foi descrita pelo diretor da Anistia Internacional para a Ásia Oriental como uma "ameaça sistêmica aos direitos humanos" que "coloca dezenas de milhões de pessoas à mercê de um sistema secreto e virtualmente inexplicável que está acima da lei".[96][97]
Xi supervisionou reformas significativas da Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCID), a mais alta instituição de controle interno do PCCh.[98] Ele e o secretário da CCID, Wang Qishan, institucionalizaram ainda mais a independência da CCID das operações diárias do PCCh, melhorando sua capacidade de funcionar como um órgão de controle de boa-fé.[98] Segundo o The Wall Street Journal, qualquer punição anticorrupção para funcionários de nível vice-ministerial ou superior precisa da aprovação de Xi.[99] Outro artigo do The Wall Street Journal disse que quando ele quer neutralizar um rival político, ele pede aos inspetores que preparem centenas de páginas de evidências. O artigo também dizia que ele às vezes autoriza investigações sobre associados próximos de um político de alto escalão para substituí-los por seus próprios protegidos e coloca rivais políticos em posições menos importantes para separá-los de suas bases políticas. Alegadamente, essas táticas foram usadas até contra Wang Qishan, amigo próximo de Xi.[100]
Segundo o historiador e sinólogo Wang Gungwu, Xi Jinping herdou um partido político que enfrentava corrupção generalizada.[101][102] Xi acreditava que a quantidade de corrupção nos níveis mais altos do Partido Comunista Chinês colocava tanto o partido quanto o país em risco de colapso.[101] Wang acrescenta ainda que Xi acredita que apenas o Partido Comunista Chinês é capaz de governar a China e que um colapso do partido seria desastroso para o povo chinês. Xi e os novos líderes geracionais reagiram lançando a campanha anticorrupção para eliminar a corrupção nos níveis mais altos do governo.[101]
Censura e combate a desinformação
Predefinição:Ver artigo principal Desde que Xi se tornou o secretário-geral do PCCh, a censura, incluindo a censura na Internet, aumentou significativamente.[103][104] Presidindo a Conferência de Governança do Ciberespaço da China de 2018 em 20 e 21 de abril de 2018, Xi se comprometeu a "reprimir ferozmente as ofensas criminais, incluindo hacking, fraude de telecomunicações e violação da privacidade dos cidadãos".[105] Durante uma visita à mídia estatal chinesa, Xi afirmou que" a mídia estatal e do partido deve manter o sobrenome do partido" (党和政府主办的媒体必须姓党) e que a mídia estatal "deve incorporar a vontade do partido, salvaguardar a autoridade do partido".[106]
Seu governo supervisionou mais restrições à Internet impostas na China e é descrito como sendo "mais rígido em todos os aspectos" no discurso do que os governos anteriores.[107] Xi assumiu uma posição muito forte para controlar o uso da internet dentro da China, incluindo Google e Facebook,{{#invoke:Footnotes|sfn}} defendendo a censura da Internet no país sob o conceito de soberania da internet.[108][109] A censura da Wikipédia também foi rigorosa; em abril de 2019, todas as versões da Wikipedia foram bloqueadas na China.[110] Da mesma forma, a situação dos usuários do Weibo foi descrita como uma mudança radical ao medo de que postagens individuais sejam excluídas ou na pior das hipóteses que os leve prisão.[111]
Uma lei promulgada em setembro de 2013 autorizava três anos de prisão para blogueiros que compartilhassem mais de 500 vezes qualquer conteúdo considerado "difamatório".[112] O Departamento Estadual de Informações da Internet convocou um grupo de blogueiros influentes para um seminário instruindo-os a evitar escrever sobre política, o PCCh ou fazer declarações que contradigam as narrativas oficiais. Muitos blogueiros pararam de escrever sobre tópicos controversos e o Weibo entrou em declínio, com grande parte de seus leitores mudando para usuários do WeChat falando para círculos sociais muito limitados.[112] Em 2017, as operadoras de telecomunicações na China foram instruídas pelo governo a bloquear o uso individual de Redes Virtuais Privadas (VPNs) até fevereiro de 2018.[113]
Xi se manifestou contra o "niilismo histórico", ou seja, pontos de vista históricos que desafiam a linha oficial do PCCh.{{#invoke:Footnotes|sfn}} Xi disse que uma das razões para o colapso da União Soviética foi o niilismo histórico.[114] A Administração do Ciberespaço da China (ACC) estabeleceu uma linha telefônica direta para que as pessoas denunciem atos de niilismo histórico, enquanto Toutiao e Douyin instaram seu usuário a relatar casos de niilismo histórico.[115] Em maio de 2021, a ACC informou que removeu dois milhões de postagens online por niilismo histórico.[116]
Consolidação do poder
Observadores políticos consideram Xi o líder chinês mais poderoso desde Mao Zedong, especialmente desde o fim dos limites de dois mandatos presidenciais em 2018.[117][118][119][120] Xi se afastou notavelmente das práticas de liderança coletiva de seus predecessores pós-Mao. Ele centralizou seu poder e criou grupos de trabalho com ele mesmo à frente para subverter a burocracia governamental, tornando-se a figura central inconfundível da nova administração.[121] A partir de 2013, o PCCh sob Xi criou uma série de Grupos Centrais de Liderança: comitês diretores supraministeriais, projetados para contornar as instituições existentes ao tomar decisões e tornar ostensivamente a formulação de políticas um processo mais eficiente. O novo órgão mais notável é o Grupo Principal Central para o Aprofundamento Abrangente das Reformas. Tem ampla jurisdição sobre a reestruturação econômica e as reformas sociais, e diz-se que deslocou parte do poder anteriormente detido pelo Conselho de Estado e seu primeiro-ministro.[122]
Xi também se tornou o líder do Grupo Central de Segurança e Informatização da Internet, encarregado da segurança cibernética e da política da Internet. A Terceira Plenária realizada em 2013 também viu a criação da Comissão de Segurança Nacional do PCCh, outro órgão presidido por Xi, que os comentaristas disseram que ajudaria Xi a consolidar os assuntos de segurança nacional.[123][124] Na opinião de pelo menos um cientista político, Xi "se cercou de quadros que conheceu enquanto estava estacionado na costa, Fujian e Xangai e em Zhejiang".[125] O controle de Pequim é visto como crucial para os líderes chineses; Xi escolheu Cai Qi, um dos quadros mencionados acima, para administrar a capital.[126] Acredita-se também que Xi tenha diluído a autoridade do primeiro-ministro Li Keqiang, assumindo a autoridade sobre a economia geralmente considerada domínio do primeiro-ministro.[127][128]
Desde que chegou ao poder, vários observadores disseram que Xi diluiu seriamente a influência do outrora dominante "Tuanpai", também chamado de Facção da Liga da Juventude, que eram funcionários do PCCh que ascenderam através da Liga da Juventude Comunista da China (LJCC).[129] Ele criticou os quadros da LJCC, dizendo que "(esses quadros) não podem falar sobre ciência, literatura e arte, trabalho ou vida (com os jovens). Tudo o que eles podem fazer é apenas repetir a mesma velha conversa burocrática e estereotipada".[130] Seu orçamento também foi cortado, caindo de cerca de 700 milhões de yuans (US$ 96 milhões) em 2012 para 260 milhões de yuans (US$ 40 milhões) em 2021, enquanto seu número de membros caiu de 90 milhões para 74 milhões no mesmo período.[129] Ele também levou ao fechamento da Escola Central da Liga da Juventude Comunista da China, fundindo-a com a Academia Chinesa de Ciências Sociais, e efetivamente rebaixou Qin Yizhi, primeiro secretário do LJCC, em 2017.[131]
Em março de 2018, o Congresso Nacional do Povo (CNP) aprovou um conjunto de emendas constitucionais, incluindo a remoção dos limites de mandato para o presidente e vice-presidente, a criação de uma Comissão Nacional de Supervisão, bem como o reforço do papel central do PCCh.[132][133] Em 17 de março de 2018, a legislatura chinesa reconduziu Xi como presidente, agora sem limites de mandato; Wang Qishan foi nomeado vice-presidente.[134][135] No dia seguinte, Li Keqiang foi reconduzido como primeiro-ministro e aliados de longa data de Xi, Xu Qiliang e Zhang Youxia, foram eleitos vice-presidentes do CMC.[136] O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, foi promovido a conselheiro de estado e o general Wei Fenghe foi nomeado ministro da Defesa.[137] Segundo o Financial Times, Xi expressou suas opiniões sobre emendas constitucionais em reuniões com autoridades chinesas e dignitários estrangeiros. Xi explicou a decisão em termos da necessidade de alinhar dois cargos mais poderosos – secretário-geral do PCCh e presidente do CMC – que não têm limites de mandato. No entanto, Xi não disse se pretende servir como secretário-geral do partido, presidente do CMC e presidente estadual, por três ou mais mandatos.[138]
Em sua sexta sessão plenária, em novembro de 2021, o PCCh adotou uma resolução histórica, espécie de documento que avaliou a história do partido. Este foi o terceiro de seu tipo depois dos adotados por Mao Zedong e Deng Xiaoping,[139][140] e o documento pela primeira vez creditado a Xi como sendo o "principal inovador" do Pensamento de Xi Jinping ao mesmo tempo em que declarava que a liderança de Xi Jinping como sendo "a chave para o grande rejuvenescimento da nação chinesa".[141][142] Em comparação com as outras resoluções históricas, a de Xi não anunciou uma grande mudança na forma como o PCC avaliou sua história.[143] Para acompanhar a resolução histórica, o PCCh promoveu os termos Dois Estabelecimentos e Duas Salvaguardas, convocando o PCCh a se unir e proteger a posição central de Xi dentro do partido.[144] Em 2022, Xi nomeou seu aliado próximo, Wang Xiaohong, como Ministro da Segurança Pública, dando-lhe mais controle sobre o estabelecimento de segurança.[145]
O 20º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, realizado entre 16 e 22 de outubro de 2022, supervisionou as emendas à constituição do PCC e a reeleição de Xi como secretário-geral do PCC e presidente do CMC para um terceiro mandato, com o resultado geral do Congresso sendo o fortalecimento do poder de Xi.[146] A recém-emendada constituição do PCCh incluiu o termo duas salvaguardas, reforçando o poder de Xi.[147] Também incluiu conceitos promovidos por Xi como prosperidade comum, "modernização ao estilo chinês" e "democracia popular em todo o processo".[148] A reeleição de Xi fez dele o primeiro líder do partido desde Mao Zedong a cumprir mais de três mandatos, embora Deng Xiaoping tenha governado o país informalmente por um período mais longo.[149] Xi foi ainda reeleito como presidente da RPC e presidente da Comissão Militar Central da RPC em 10 de março de 2023 durante a abertura da 14ª Assembleia Popular Nacional.[150]
O novo Comitê Permanente do Politburo eleito logo após o Congresso do PCCh estar quase completamente preenchido com pessoas próximas a Xi, com quatro dos sete membros do CPP anterior, incluindo o primeiro-ministro Li Keqiang e o presidente do CCPPC, Wang Yang, deixando o cargo.[151] Li Qiang, um aliado próximo de Xi, tornou-se o segundo membro do CPP e foi promovido a primeiro-ministro em 2023.[146][152] Outros aliados de Xi, incluindo Cai Qi, Ding Xuexiang e Li Xi também se juntaram ao CPP e se tornaram o primeiro secretário do Secretariado do PCCh, primeiro vice-primeiro-ministro e secretário da Comissão Central de Inspeção Disciplinar, respectivamente.[153] Os únicos membros restantes do CPP anterior, exceto Xi, eram Zhao Leji e Wang Huning, embora sua classificação e posições tenham mudado,[153] e se tornaram o Comitê Permanente do CNP e os presidentes do CCPPC, respectivamente, em 10 de março de 2023.[154][155] A Reuters observou que a aposentadoria de Wang Yang e Li Keqiang, bem como o rebaixamento do vice-primeiro-ministro Hu Chunhua do Politburo significou a eliminação de Tuanpai,[129] enquanto Willy Wo-Lap Lam escreveu que não havia representantes do Tuanpai ou a camarilha de Xangai, levando a um domínio total da própria facção de Xi.[156]
Culto de personalidade
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Xi tem um culto à personalidade construído em torno de si desde que assumiu o cargo com livros,[14][13] desenhos animados, canções pop e rotinas de dança honrando seu governo.[157] Após a ascensão de Xi ao núcleo de liderança do PCC, ele foi referido como Xi Dada (习大大, Tio ou Papa Xi),[157][158] embora isso tenha parado em abril de 2016.[159] A vila de Liangjiahe, para onde Xi foi enviado para trabalhar, tornou-se um "santuário moderno" decorado com propaganda do PCC e murais exaltando os anos de formação de sua vida.[38] O Politburo do PCC nomeou Xi Jinping lingxiu (领袖), um termo reverente para "líder" e um título anteriormente dado apenas a Mao Zedong e seu sucessor imediato Hua Guofeng.[160][161][162] Ele também é às vezes chamado de "piloto no leme" (领航掌舵).[163] Em 25 de dezembro de 2019, o Politburo oficialmente nomeou Xi como "Líder do Povo" (Predefinição:Zh), um título que apenas Mao possuía anteriormente.[164]
Economia e tecnologia
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Xi foi inicialmente visto como um reformista do mercado,[165] e o Terceiro Plenário do 18º Comitê Central sob sua liderança anunciou que as "forças do mercado" começariam a desempenhar um papel "decisivo" na alocação de recursos.[166] Isso significava que o estado reduziria gradualmente seu envolvimento na distribuição de capital e reestruturaria as empresas estatais da China para permitir maior concorrência, potencialmente atraindo atores estrangeiros e do setor privado em setores que anteriormente eram altamente regulamentados. Essa política visava abordar o inchado setor estatal que havia lucrado indevidamente com uma rodada anterior de reestruturação ao comprar ativos a preços abaixo do mercado, ativos que não estavam mais sendo usados produtivamente. Xi também lançou a Zona de Livre Comércio de Xangai em agosto de 2013, que foi vista como parte das reformas econômicas.[167] No entanto, até 2017, a promessa de reformas econômicas de Xi foi paralisada por especialistas.[168][165] Em 2015, a bolha do mercado de ações chinês estourou, o que levou Xi a usar forças estatais para resolver o problema.{{#invoke:Footnotes|sfn}} De 2012 a 2022, a participação no valor de mercado das empresas do setor privado nas principais empresas listadas na China aumentou de cerca de 10% para mais de 40%.[169] Ele também supervisionou o relaxamento das restrições ao investimento estrangeiro direto (IED) e aumentou as participações transfronteiriças de ações e títulos.[169]
Xi aumentou o controle estatal sobre a economia da China, expressando apoio às empresas estatais,[170][165] ao mesmo tempo, em que apoia o setor privado do país.[171] O controle do PCC sobre as empresas estatais aumentou sob Xi, enquanto algumas medidas limitadas em direção à liberalização do mercado, como o aumento da propriedade mista de empresas estatais, também foram tomadas.{{#invoke:Footnotes|sfn}} Sob Xi, "fundos de orientação do governo", fundos de investimento público-privados criados por ou para órgãos governamentais, levantaram mais de US$ 900 bilhões para financiamento inicial a empresas que trabalham em setores que o governo considera estratégicos.[172] Xi aumentou o papel da Comissão Central de Assuntos Econômicos e Financeiros às custas do Conselho de Estado.[173] Sua administração facilitou a emissão de hipotecas pelos bancos, aumentou a participação estrangeira no mercado de títulos e aumentou o papel global da moeda nacional renminbi, ajudando-a a ingressar na cesta de direitos especiais de saque do FMI.[174] No 40º aniversário do lançamento das reformas econômicas chinesas em 2018, ele prometeu continuar as reformas, mas alertou que ninguém "pode dar ordens ao povo chinês".[175]
Xi também fez pessoalmente da erradicação da pobreza extrema por meio do "alívio da pobreza direcionado" um objetivo fundamental.[176] Em 2021, Xi declarou uma "vitória completa" sobre a pobreza extrema, dizendo que quase 100 milhões de pessoas saíram da pobreza sob seu mandato, embora alguns especialistas tenham dito que o limiar de pobreza da China era relativamente menor do que o estabelecido pelo Banco Mundial.[177] Em 2020, o primeiro-ministro Li Keqiang, citando o Escritório Nacional de Estatísticas (ENE), disse que a China ainda tinha 600 milhões de pessoas vivendo com menos de 1.000 yuans (US$ 140) por mês, embora um artigo do The Economist dissesse que a metodologia usada pelo ENE era falha., afirmando que a figura levou a renda combinada, que foi então dividida igualmente.[178]
A economia da China cresceu sob Xi, com o PIB em termos nominais mais do que dobrando de US$ 8,53 trilhões em 2012 para US$ 17,73 trilhões em 2021,[179] enquanto o PIB nominal per capita da China ultrapassou a média mundial em 2021,[180] embora a taxa de crescimento diminuiu de 7,9% em 2012 para 6% em 2019.[181] Xi enfatizou a importância do "crescimento de alta qualidade" em vez do "crescimento inflado".[182] Ele também afirmou que a China se concentrará na qualidade do crescimento econômico e que abandonou uma estratégia de crescimento a todo custo, que Xi chama de "heroísmo do PIB".[183] Predefinição:Rp Em vez disso, Xi disse que outras questões sociais, como a proteção ambiental, são importantes.[183] Predefinição:Rp Seu governo realizou uma campanha de desalavancagem, buscando desacelerar e cortar o montante insustentável de dívida que a China acumulou durante seu crescimento econômico.[184] Embora a relação dívida/PIB total do setor não financeiro da China tenha atingido um recorde de 270,9% em 2020 durante a crise do COVID-19, caiu para cerca de 262,5% em 2021 antes de subir novamente para 273,2% em 2022, principalmente devido a a pressão da política de COVID-zero nas finanças locais.[185]
Xi circulou uma política chamada "circulação dupla", que significa reorientar a economia para o consumo interno, mantendo-se aberta ao comércio e investimento estrangeiros.[186] Xi também fez do aumento da produtividade na economia uma prioridade.[187] Xi tentou reformar o setor imobiliário para combater o aumento acentuado dos preços dos imóveis e reduzir a dependência da economia chinesa do setor imobiliário.[188] No 19º Congresso Nacional do PCC, Xi declarou que "as casas são construídas para serem habitadas, não para especulação".[189] Em 2020, o governo de Xi formulou a política das "três linhas vermelhas" que visava desalavancar o setor imobiliário altamente endividado.[190] Xi também apoiou um imposto sobre a propriedade, pelo qual enfrentou resistência de membros do PCC.[191]Predefinição:Caixa de citaçãoA administração de Xi promoveu o plano "Made in China 2025" que visa tornar a China autossuficiente em tecnologias-chave, embora publicamente a China tenha desenfatizado esse plano devido ao início de uma guerra comercial com os EUA. Em 2018, Xi reviveu os apelos à "autossuficiência", especialmente em questões de tecnologia.[192] Os gastos domésticos em P&D aumentaram significativamente sob Xi, superando o total da União Europeia (UE) e atingindo um recorde de $564 bilhões em 2020.[193] Em agosto de 2022, o governo de Xi alocou mais de US$ 100 bilhões para apoiar os esforços da China na independência de semicondutores.[194] O governo chinês também apoiou empresas de tecnologia como a Huawei por meio de doações, incentivos fiscais, facilidades de crédito e outras formas de assistência, permitindo sua ascensão, mas também levando a contramedidas dos EUA.[195] Xi também esteve pessoalmente envolvido no desenvolvimento de Xiong' an, uma nova área anunciada em 2017, planejada para se tornar uma grande metrópole perto de Pequim e Tianjin na província de Hebei; estima-se que o aspecto da realocação dure até 2035, enquanto está planejado para se tornar uma "cidade socialista moderna" até 2050.[196]
Em novembro de 2020, o The Wall Street Journal informou que Xi ordenou pessoalmente a suspensão da oferta pública inicial (IPO) do Ant Group, em reação ao seu fundador Jack Ma criticando a regulamentação governamental em finanças.[197] A administração de Xi também supervisionou uma diminuição nos IPOs offshore de empresas chinesas, com a maioria dos IPOs chineses ocorrendo em Xangai ou Shenzhen Predefinição:Desde, e tem direcionado cada vez mais o financiamento para IPOs de empresas que atuam em setores que considera estratégicos, incluindo veículos elétricos, biotecnologia, energia renovável, inteligência artificial, semicondutores e outras manufaturas de alta tecnologia.[172]
Desde 2021, Xi promove o termo "prosperidade comum", termo que definiu como "requisito essencial do socialismo", descrito como riqueza para todos e que implica ajustes razoáveis aos rendimentos excedentes.[198][199] A prosperidade comum tem sido usada como justificativa para repressões e regulamentações em larga escala contra os "excessos" percebidos de vários setores, principalmente as indústrias de tecnologia e tutoria.[200] Os exemplos de ações tomadas contra empresas de tecnologia incluem multar grandes empresas de tecnologia e aprovar leis como a Lei de Segurança de Dados.[201] A China também proibiu as empresas de aulas particulares de obter lucros e ensinar programas escolares durante os fins de semana e feriados, destruindo efetivamente toda a indústria.[202] Xi também abriu uma nova bolsa de valores em Pequim voltada para pequenas e médias empresas (PMEs), que foi outra parte de sua campanha de prosperidade geral.[203] Também houve outras numerosas regulamentações culturais, como limitar o uso de videogames por menores a 90 minutos durante a semana e 3 horas durante os fins de semana,[204] banimento total da criptomoeda,[205] reprimir a adoração de ídolos, fandom e cultura de celebridades e reprimir os "maricas".[206][207] O Wall Street Journal também informou em outubro de 2021 que Xi havia lançado uma rodada de inspeções nas instituições financeiras do país, incluindo bancos estatais, fundos de investimento e reguladores financeiros, para verificar se seus laços com empresas privadas haviam se tornado muito próximos, com investigações conduzidas pela Comissão Central de Inspeção Disciplinar.[208]
Reformas
Em novembro de 2013, na conclusão do Terceiro Plenário do 18º Comitê Central, o Partido Comunista apresentou uma agenda de reformas de longo alcance que aludia a mudanças na política econômica e social. Xi sinalizou no plenário que estava consolidando o controle da enorme organização de segurança interna que anteriormente era domínio de Zhou Yongkang.[166] Uma nova Comissão de Segurança Nacional foi formada com Xi no comando. A Comissão Central de Aprofundamento Abrangente das Reformas — outro órgão ad hoc de coordenação de políticas lideradas por Xi promovido a uma comissão em 2018 — também foi formado para supervisionar a implementação da agenda de reformas.[209] Denominadas "Reformas de Aprofundamento Abrangente" ou lit. "Aprofundar de forma abrangente a reforma" (Predefinição:Zh), elas foram consideradas as mais significativas desde a turnê sulista de Deng Xiaoping em 1992. O plenário também anunciou reformas econômicas e resolveu abolir o sistema laogai de "reeducação pelo trabalho", que foi amplamente visto como uma mancha no histórico de direitos humanos da China. O sistema enfrentou críticas significativas por anos de críticos domésticos e observadores estrangeiros.[166] Em janeiro de 2016, a política de dois filhos substituiu a política do filho único,[210] que por sua vez foi substituída por uma política de três filhos em maio de 2021.[211] Em julho de 2021, todos os limites de tamanho da família, bem como as penalidades por excedê-los, foram removidos.[212] Desde que abandonou as restrições de controle populacional, a China tem adotado políticas natalistas na tentativa de aumentar a taxa de natalidade.[213]
Reformas politicas
A administração de Xi fez uma série de mudanças na estrutura do PCC e dos órgãos estatais, especialmente em uma grande reforma em 2018. Em março de 2014, o Comitê Central do PCC fundiu o Escritório de Propaganda Externa (EPE), externamente conhecido como Gabinete de Informação do Conselho de Estado (GICE), ao Departamento Central de Propaganda do PCC. O GICE agora é usado pelo Departamento Central de Propaganda como um nome externo sob um arranjo chamado "Uma instituição com dois nomes".[214] No início daquele ano, fevereiro supervisionou a criação do Grupo Principal Central de Segurança Cibernética e Informatização. O Escritório Estadual de Informações da Internet (EEII), anteriormente subordinado à EPE e o EICE, foi transferido para o grupo líder central em português chamado de Administração do Ciberespaço da China.[215] No âmbito da gestão do sistema financeiro, foi instituído em 2017 o Comitê de Estabilidade e Desenvolvimento Financeiro, órgão do Conselho de Estado. Presidido pelo vice-primeiro-ministro Liu He durante sua existência, o comitê foi desinstalado pela recém-criada Comissão Financeira Central durante as reformas do partido e do estado em 2023.[216]
No ano de 2018 visualizou-se reformas maiores na burocracia. Naquele ano, vários grupos líderes centrais, incluindo reforma, assuntos do ciberespaço, finanças e economia e relações exteriores foram promovidos a comissões.[217][218] Na área de mídia, a Administração Estatal de Imprensa, Publicação, Rádio, Cinema e Televisão (AEIPRCT) foi renomeada para Administração Nacional de Rádio e Televisão (ANR), com seus filmes, mídia noticiosa e publicações sendo transferidos para o Departamento Central de Propaganda.[218] Além disso, o controle da China Central Television (CCTV, incluindo sua edição internacional, China Global Television), China National Radio (CNR) e China Radio International (CRI) foram transferidos para o recém-criado China Media Group (CMG) sob o controle de Departamento Central de Propaganda.[218][219] Dois departamentos do Conselho de Estado, uma lidando com chineses no exterior e outra lidando com assuntos religiosos foram incorporadas ao Departamento de Trabalho da Frente Unida, enquanto outra comissão lidando com assuntos étnicos foi colocada sob a liderança formal da DTFU.[218]
Em 2023, mais reformas no PCC e na burocracia estatal, principalmente o fortalecimento do controle do Partido sobre os domínios financeiro e tecnológico.[220] Isso incluiu a criação de dois órgãos do PCC para supervisionar as finanças; a Comissão Central de Finanças (CCF), bem como o renascimento da Comissão Central de Trabalho Financeiro (CCTF) que havia sido dissolvida em 2002.[220] O CCF administraria amplamente o sistema financeiro, enquanto a CCTF se concentraria no fortalecimento do papel ideológico e político do PCC no setor.[216] Além disso, uma nova Comissão Central de Ciência e Tecnologia do PCC seria estabelecida para supervisionar amplamente o setor de tecnologia, enquanto um recém-criado Departamento de Serviço Social foi encarregado de interagir com vários setores do PCC, incluindo grupos cívicos, câmaras de comércio e grupos industriais, bem como lidando com petição pública e trabalho de reclamação.[220] Seria ainda criado um novo Gabinete de Trabalho Central de Hong Kong e Macau, passando a designação externa para o Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado.[220]
No Conselho de Estado, a Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China foi substituída pela Administração Nacional de Regulamentação Financeira (ANRF), que está assumindo uma responsabilidade muito maior sobre a regulamentação financeira, supervisionando efetivamente todas as atividades financeiras, exceto o setor de valores mobiliários, que continuou a ser regulado pela Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China, agora elevada a órgão do governo.[221] Várias responsabilidades regulatórias também foram transferidas do Banco Popular da China (PBOC) para o SAFS, enquanto o PBOC também reabrirá escritórios em todo o país que foram fechados em uma reorganização anterior.[222]
Reformas legais
O partido de Xi anunciou uma série de reformas legais no Quarto Plenário realizado no outono de 2014, ele pediu um "estado de direito socialista chinês" imediatamente. O partido visava reformar o sistema jurídico, considerado ineficaz na prestação de justiça e afetado pela corrupção, interferência do governo local e falta de supervisão constitucional. O plenário, embora enfatizando a liderança absoluta do partido, também pediu um maior papel da constituição nos assuntos de estado e um fortalecimento do papel da Comissão Permanente da Assembleia Popular Nacional na interpretação da constituição.[223] Também pediu mais transparência nos procedimentos legais, mais envolvimento dos cidadãos comuns no processo legislativo e uma "profissionalização" geral da força de trabalho legal. O partido também planejou instituir tribunais jurídicos de circuitos jurisdicionais, bem como dar às províncias supervisão administrativa consolidada sobre recursos legais de nível inferior, visando reduzir o envolvimento do governo local em processos judiciais.[224]
Reformas militares
Predefinição:Caixa de citaçãoDesde que assumiu o poder em 2012, Xi empreendeu severas reformas no Exército de Libertação Popular, incluindo reforma política e sua modernização.[225] A fusão militar-civil avançou sob Xi.[226][227] Xi tem sido ativo em sua participação em assuntos militares, adotando uma abordagem prática direta para a reforma militar. Além de ser o presidente do CMC e líder do Grupo Central de Liderança para a Reforma Militar, fundado em 2014 para supervisionar reformas militares abrangentes, Xi fez vários pronunciamentos de alto nível prometendo limpar a má conduta e a complacência nas forças armadas. Xi advertiu repetidamente que a despolitização do ELP do PCC levaria a um colapso semelhante ao da União Soviética.[228] Xi realizou a Nova Conferência de Gutian em 2014, reunindo os principais oficiais militares da China, enfatizando novamente o princípio de "o partido tem controle absoluto sobre o exército" estabelecido pela primeira vez por Mao na Conferência de Gutian de 1929.[229]
Embora seja anterior a Xi, seu governo assumiu uma postura mais assertiva em relação aos assuntos marítimos e aumentou o controle do PCC sobre as forças de segurança marítima.[230] Em 2013, as autoridades marítimas rivais anteriormente separadas da China foram fundidas na Guarda Costeira da China. Inicialmente sob a administração conjunta da Administração Estatal Oceânica e do Ministério da Segurança Pública, foi colocado diretamente sob a administração da Polícia Armada Popular (PAP) em 2018.[230]
Xi anunciou uma redução de 300.000 soldados do ELP em 2015, elevando seu tamanho para 2 milhões de soldados. Xi descreveu isso como um gesto de paz, enquanto analistas como Rory Medcalf disseram que o corte foi feito para reduzir custos, bem como parte da modernização do ELP.[231] Em 2016, reduziu de sete para cinco o número de comandos de teatro do ELP.[232] Ele também aboliu os quatro departamentos gerais autônomos do ELP, substituindo-os por 15 agências diretamente subordinadas ao CMC.[225] Dois novos ramos do ELP foram criados sob suas reformas, a Força de Apoio Estratégico e a Força de Apoio Logístico Conjunto.[233][234] Em 2018, o PAP foi colocado sob o controle exclusivo do CMC; o PAP estava anteriormente sob o comando conjunto do CMC e do Conselho Estadual por meio do Ministério da Segurança Pública.[235]Predefinição:Rp
Em 21 de abril de 2016, Xi foi nomeado comandante-chefe do novo Centro de Comando de Operações Conjuntas do ELP pela Agência de Notícias Xinhua e pela emissora China Central Television.[236][237] Alguns analistas interpretaram esse movimento como uma tentativa de mostrar força e liderança forte e como sendo mais "político do que militar".[238] Segundo Ni Lexiong, especialista em assuntos militares, Xi "não apenas controla os militares, mas também o faz de maneira absoluta e, em tempo de guerra, está pronto para comandar pessoalmente".[239] De acordo com um especialista em militares chineses da Universidade da Califórnia, em San Diego, Xi "foi capaz de assumir o controle político dos militares em uma extensão que excede o que Mao e Deng fizeram".[240]
Sob Xi, o orçamento militar oficial da China mais que dobrou,[193] atingindo um recorde de U$224 bilhões em 2023.[241] A MELP cresceu rapidamente sob Xi, com a China adicionando mais navios de guerra, submarinos, navios de apoio e grandes embarcações anfíbias do que o número total de navios sob a marinha do Reino Unido entre 2014 e 2018.[242] Em 2017, a China estabeleceu a primeira base da marinha no exterior em Djibuti.[243] Xi também empreendeu uma expansão do arsenal nuclear da China, com ele chamando a China para "estabelecer um forte sistema de dissuasão estratégica". A Federação de Cientistas Americanos (FAS) estimou a quantidade total de arsenais nucleares da China em 410 em 2023, com o Departamento de Defesa dos EUA estimando que o arsenal da China pode chegar a 1.000 em 2030.[244]
Política externa
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Xi adotou uma linha mais dura em questões de segurança, bem como em assuntos externos, projetando uma China mais nacionalista e assertiva no cenário mundial.[245] Seu programa político exige uma China mais unida e confiante em seu próprio sistema de valores e estrutura política.[246] Analistas e observadores estrangeiros frequentemente dizem que o principal objetivo da política externa de Xi é restaurar a posição da China no cenário global como uma grande potência.[247][248] Xi defende o "pensamento básico" na política externa da China: estabelecer limites explícitos que outros países não devem cruzar.[249] Na perspectiva chinesa, essas posturas duras em questões básicas reduzem a incerteza estratégica, evitando que outras nações julguem mal as posições da China ou subestimem a determinação da China em afirmar o que considera ser de seu interesse nacional.[249] Xi declarou durante o 20º Congresso Nacional do PCC que queria garantir que a China "lidere o mundo em termos de força nacional composta e influência internacional" até 2049.[250]
Xi promoveu a "diplomacia dos grandes países" (大国外交), afirmando que a China já é uma "grande potência" e rompendo com os líderes chineses anteriores que tinham uma diplomacia mais cautelosa.[251] Ele adotou uma postura de política externa agressiva chamada "diplomacia do guerreiro lobo",[252] enquanto seus pensamentos de política externa são conhecidos coletivamente como "Pensamento de Xi Jinping sobre Diplomacia".[253] Em março de 2021, ele disse que "o Oriente está crescendo e o Ocidente está diminuindo" (东升西降), dizendo que o poder do mundo ocidental estava em declínio e sua resposta ao COVID-19 foi um exemplo disso, e que a China estava entrando em um período de oportunidade por causa disso.[254] Xi aludiu frequentemente a uma "comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade", o que os diplomatas chineses disseram não implicar uma intenção de mudar a ordem internacional,[255] mas que observadores estrangeiros dizem que a China quer uma nova ordem que a coloque mais no Centro.[256] Sob Xi, a China, juntamente com a Rússia, também se concentrou em aumentar as relações com o Sul Global para atenuar o efeito das sanções ocidentais.[257]
Xi enfatizou o aumento do "poder do discurso internacional" da China (国际话语权) para criar uma opinião global mais favorável da China no mundo.[258] Nessa busca, Xi enfatizou a necessidade de "contar bem a história da China" (讲好中国故事), o que significa expandir a propaganda externa da China (外宣) e as comunicações.[259] Xi expandiu o foco e o escopo da frente única, que visa consolidar o apoio ao PCC em elementos não pertencentes ao PCC dentro e fora da China e, consequentemente, expandiu o Departamento de Trabalho da Frente Unida.[260]
Segurança
Sob Xi, a China promoveu a reforma do sistema internacional, com Xi pedindo uma "rejeição das estruturas de poder hegemônico na governança global".[261] Dirigindo-se a uma conferência regional em Xangai em 21 de maio de 2014, ele convocou os países asiáticos a se unirem e abrirem um caminho juntos, em vez de se envolverem com poderes de terceiros, vistos como uma referência aos Estados Unidos. "Os assuntos na Ásia devem ser resolvidos pelos asiáticos. Os problemas da Ásia devem ser resolvidos pelos asiáticos e a segurança da Ásia deve ser protegida pelos asiáticos", disse ele na conferência.[262] Em 2022, Xi propôs a Iniciativa de Segurança Global (ISG), visando criar uma nova arquitetura de segurança global, incorporando o termo “segurança indivisível”, conceito também apoiado pela Rússia.[263] Ele também defendeu a cooperação em segurança internacional; durante uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) em setembro de 2021, ele se manifestou contra a "interferência nos assuntos internos de outros países" e pediu uma cooperação conjunta para evitar "revoluções coloridas".[264]
África
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Sob Xi, a China cortou os empréstimos para a África após temer que os países africanos não pudessem pagar suas dívidas com a China.[265] Xi também prometeu que a China anularia as dívidas de alguns países africanos.[266] Em novembro de 2021, Xi prometeu às nações africanas 1 bilhão de doses das vacinas de COVID-19 da China, além dos 200 milhões já fornecidos anteriormente. Diz-se que isso faz parte da diplomacia de vacinas da China.[267]
União Europeia
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Os esforços da China sob Xi têm sido para a União Europeia (UE) permanecer em uma posição neutra em sua disputa com os EUA.[268] A China e a UE anunciaram o Acordo Abrangente de Investimento (AAI) em 2020, embora o acordo tenha sido posteriormente congelado devido a sanções mútuas sobre Xinjiang.[269] Xi apoiou apelos para que a UE alcance "autonomia estratégica",[270] e também pediu que a UE veja a China "independentemente".[271]
Índia
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As relações entre a China e a Índia tiveram altos e baixos sob Xi, deteriorando-se posteriormente devido a vários fatores. Em 2013, os dois países tiveram um impasse em Depsang por três semanas, que terminou sem mudança de fronteira.[272] Em 2017, os dois países novamente tiveram um impasse sobre a construção chinesa de uma estrada em Doklam, um território da China reivindicado pelo Butão, aliado da Índia,[273] embora em 28 de agosto os dois países tenham se desengajado mutuamente.[274] A crise mais grave na relação veio quando os dois países tiveram um confronto mortal em 2020 na Linha de Controle Real, deixando alguns soldados mortos.[275][276] Os confrontos criaram uma grave deterioração nas relações, com a China recuperando um pequeno pedaço de território que a Índia ocupava ilegalmente.[277]
Japão
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} As relações entre China e Japão inicialmente azedaram sob a administração de Xi; a questão mais espinhosa entre os dois países continua sendo a disputa pelas ilhas Senkaku, que a China chama de Diaoyu, as ilhas são ocupadas ilegitimamente pelo Japão desde 1895. Em resposta à posição robusta contínua do Japão sobre o assunto, a China declarou uma Zona de Identificação de Defesa Aérea em novembro de 2013.[278] No entanto, as relações começaram a melhorar posteriormente, com Xi sendo convidado para uma visita em 2020,[279] embora a viagem tenha sido adiada devido à pandemia de COVID-19.[280] Em agosto de 2022, a Kyodo News informou que Xi pessoalmente decidiu deixar mísseis balísticos pousar na zona econômica exclusiva do Japão (ZEE) durante os exercícios militares realizados em torno de Taiwan, para enviar um aviso ao Japão.[281]
Médio Oriente
Embora a China tenha sido historicamente cautelosa em se aproximar dos países do Oriente Médio, Xi mudou essa abordagem.[282] A China se aproximou do Irã e da Arábia Saudita sob Xi.[282] Durante uma visita ao Irã em 2016, Xi propôs um grande programa de cooperação com o Irã,[283] um acordo assinado posteriormente em 2021.[284] A China também vendeu mísseis balísticos para a Arábia Saudita e está ajudando a construir 7.000 escolas no Iraque.[282] Em 2013, Xi propôs um acordo de paz entre Israel e a Palestina que envolve uma solução de dois Estados com base nas fronteiras de 1967.[285] A Turquia, com quem as relações foram tensas devido aos uigures, também se aproximou da China.[286] Em 10 de março de 2023, a Arábia Saudita e o Irã concordaram em restaurar os laços diplomáticos cortados em 2016 após um acordo negociado entre os dois países pela China após negociações secretas em Pequim.[287]
Coreia do Norte
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Sob Xi, a China inicialmente adotou uma postura mais crítica em relação à Coreia do Norte devido a seus testes nucleares.[288] No entanto, a partir de 2018, as relações começaram a melhorar devido aos encontros entre Xi e o líder norte-coreano Kim Jong Un.[289] Xi também apoiou a desnuclearização da Coreia do Norte,[290] e expressou apoio às reformas econômicas no país.[291] Na reunião do G20 no Japão, Xi pediu um "afrouxamento oportuno" das sanções impostas à Coreia do Norte.[292] Após o 20º Congresso Nacional do PCC em 2022, o Rodong Sinmun, jornal oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia, escreveu um longo editorial elogiando Xi, intitulando Kim e Xi Suryong (수령), um título historicamente reservado ao fundador da Coreia do Norte, Kim Il Sung.[293]
Russia
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Xi cultivou relações mais fortes com a Rússia, particularmente após a crise na Ucrânia de 2014. Ele parece ter desenvolvido um forte relacionamento pessoal com o presidente Vladimir Putin. Ambos são vistos como líderes fortes com uma orientação nacionalista que não tem medo de se afirmar contra os interesses ocidentais.[294] Xi participou das cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi. Sob Xi, a China assinou um acordo de US$ 400 acordo de gás de bilhões com a Rússia; A China também se tornou o maior parceiro comercial da Rússia.[294]
Xi e Putin se encontraram em 4 de fevereiro de 2022 durante a preparação para as Olimpíadas de Pequim de 2022 durante o aumento maciço de força russa na fronteira ucraniana, com os dois expressando que os dois países estão quase unidos em seu alinhamento antiamericano e que ambas as nações compartilharam "sem limites" para seus compromissos.[295][296] Autoridades dos EUA disseram que a China pediu à Rússia que esperasse a invasão da Ucrânia até o término das Olimpíadas de Pequim, em 20 de fevereiro.[296] Em abril de 2022, Xi Jinping expressou oposição às sanções contra a Rússia.[297] Em 15 de junho de 2022, Xi Jinping reafirmou o apoio da China à Rússia em questões de soberania e segurança.[298] No entanto, Xi também disse que a China está comprometida em respeitar "a integridade territorial de todos os países",[299] e disse que a China estava "sofrida ao ver as chamas da guerra reacendidas na Europa".[300] A China também manteve distância das ações da Rússia, colocando-se como uma parte neutra.[296] Em fevereiro de 2023, a China divulgou um plano de paz de 12 pontos para "resolver a crise aguda na Ucrânia"; o plano foi elogiado por Putin, mas criticado pelos Estados Unidos e países europeus.[301]
Durante a guerra, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deu uma visão diferenciada da China,[302] dizendo que o país tem a vantagem econômica para pressionar Putin a acabar com a guerra, acrescentando "Tenho certeza de que sem o mercado chinês para a Federação Russa, A Rússia estaria sentindo um completo isolamento econômico. Isso é algo que a China pode fazer – limitar o comércio (com a Rússia) até que a guerra termine." Em agosto de 2022, Zelensky disse que desde o início da guerra na Ucrânia, Xi Jinping não respondeu aos seus pedidos de conversas diretas com ele.[303] Ele também disse que, embora gostaria que a China adotasse uma abordagem diferente para a guerra na Ucrânia, ele também queria que o relacionamento melhorasse a cada ano e disse que a China e a Ucrânia compartilham valores semelhantes.[304] Em 26 de abril de 2023, Zelensky e Xi fizeram seu primeiro telefonema desde o início da guerra.[305]
Coreia do Sul
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Xi inicialmente melhorou as relações com a Coreia do Sul,[288] e os dois países assinaram um acordo de livre comércio em dezembro de 2015.[306] A partir de 2017, o relacionamento da China com a Coreia do Sul azedou devido à compra do Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), um sistema de defesa antimísseis, que a China vê como uma ameaça, mas que a Coreia do Sul diz ser uma medida de defesa contra a Coreia do Norte.[307] Por fim, a Coreia do Sul interrompeu a compra do THAAD depois que a China impôs sanções não oficiais.[308] As relações da China com a Coreia do Sul melhoraram novamente sob o presidente Moon Jae-in.[309]
Sudeste da Ásia
Desde que Xi chegou ao poder, a China vem construindo e militarizando rapidamente ilhas no Mar da China Meridional, uma decisão que o Study Times da Escola Central do Partido disse ter sido tomada pessoalmente por Xi.[310] Em abril de 2015, novas imagens de satélite revelaram que a China estava construindo rapidamente um aeródromo em Yongshu Jiao, nas Ilhas Spratly, no Mar da China Meridional.[311] Em novembro de 2014, em um importante discurso político, Xi pediu uma diminuição no uso da força, preferindo o diálogo e a consulta para resolver os problemas atuais que afligem o relacionamento entre a China e seus vizinhos do Sudeste Asiático.[312]
Taiwan
Predefinição:Ver artigo principal
Em 2015, Xi se reuniu com o presidente taiwanês Ma Ying-jeou, o que marcou a primeira vez que os líderes políticos de ambos os lados do Estreito de Taiwan se encontraram desde o fim da Guerra Civil Chinesa na China Continental em 1950.[313] Xi disse que China e Taiwan são "uma família" que não pode ser separada.[314] No entanto, as relações começaram a se deteriorar depois que Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista (PDP), venceu as eleições presidenciais em 2016.[315]
No 19º Congresso do Partido realizado em 2017, Xi reafirmou seis dos nove princípios que haviam sido afirmados continuamente desde o 16º Congresso do Partido em 2002, com a notável exceção de "Colocar esperanças no povo de Taiwan como uma força para ajudar a trazer a unificação".[316] Segundo a Brookings Institution, Xi usou uma linguagem mais forte sobre a potencial independência de Taiwan do que seus predecessores em relação aos governos anteriores do PDP em Taiwan.[316] Ele disse que "nunca permitiremos que qualquer pessoa, organização ou partido político separe qualquer parte do território chinês da China a qualquer momento e de qualquer forma".[316] Em março de 2018, Xi disse que Taiwan enfrentaria a "punição da história" por qualquer tentativa de separatismo.[317]
Em janeiro de 2019, Xi Jinping pediu a Taiwan que rejeitasse sua independência formal da China, dizendo: "Não prometemos renunciar ao uso da força e nos reservamos a opção de tomar todos os meios necessários". Essas opções, disse ele, poderiam ser usadas contra "interferência externa". Xi também disse que eles "estão dispostos a criar amplo espaço para a reunificação pacífica, mas não deixarão espaço para nenhuma forma de atividades separatistas".[318][319] A presidente Tsai respondeu ao discurso dizendo que Taiwan não aceitaria um acordo de um país, dois sistemas com o continente, enquanto enfatizava a necessidade de todas as negociações através do Estreito serem de governo para governo.[320]
Em 2022, após os exercícios militares chineses em torno de Taiwan, a China publicou um papel em branco chamado "A Questão de Taiwan e a Reunificação da China na Nova Era", que foi o primeiro papel em branco relacionado a Taiwan desde 2000.[321] O jornal instou Taiwan a se tornar uma região administrativa especial da República Popular da China sob a fórmula de um país e dois sistemas e disse que "um pequeno número de países, os EUA principalmente entre eles" estão "usando Taiwan para conter a China".[321][322] Notavelmente, o novo livro branco excluiu uma parte que anteriormente dizia que a RPC não enviaria tropas ou oficiais a Taiwan após a unificação.[322]
Estados Unidos
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Xi chamou as relações China-Estados Unidos no mundo contemporâneo de um "novo tipo de relações de grande potência", uma frase que o governo Obama relutou em adotar.[323] Sob sua administração, o Diálogo Estratégico e Econômico EUA-China, iniciado sob Hu Jintao, continuou, até ser suspenso pela administração de Donald Trump.[324] Sobre as relações China-EUA, Xi disse: "Se (a China e os Estados Unidos) estiverem em confronto, isso certamente significaria um desastre para ambos os países".[325] Os EUA têm criticado as ações chinesas no Mar da China Meridional.[323] Em 2014, hackers chineses comprometeram o sistema de computador do US Office of Personnel Management,[326] resultando no roubo de aproximadamente 22 milhões de registros pessoais administrados pelo escritório.[327] Xi também se pronunciou indiretamente de forma crítica sobre o "pivô estratégico" dos EUA para a Ásia.[328]
As relações com os EUA azedaram depois que Donald Trump se tornou presidente em 2017.[329] Desde 2018, EUA e China estão envolvidos em uma guerra comercial crescente.[330] Em 2020, as relações se deterioraram ainda mais devido à pandemia de COVID-19.[331] Em 2021, Xi chamou os EUA dê a maior ameaça ao desenvolvimento da China, dizendo que "a maior fonte de caos no mundo atual são os Estados Unidos".[332] Xi também descartou uma política anterior em que a China não desafiava os EUA geralmente, enquanto as autoridades chinesas disseram que agora veem a China como "igual" aos EUA.[333] Em 6 de março de 2023, durante um discurso ao na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), Xi disse que "os países ocidentais - liderados pelos EUA - implementaram contenção, cerco e repressão total" contra a China, que ele disse trazer "desafios graves sem precedentes para o desenvolvimento de nosso país".[334]
Viagens ao exterior como Líder Supremo
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Xi fez sua primeira viagem ao exterior como Líder Supremo da China para a Rússia em 22 de março de 2013, cerca de uma semana após assumir a presidência. Ele se encontrou com o presidente Vladimir Putin e os dois líderes discutiram questões comerciais e energéticas. Em seguida, seguiu para a Tanzânia, África do Sul (onde participou da cúpula do BRICS em Durban) e República do Congo.[335] Xi visitou os Estados Unidos em Sunnylands Estate, na Califórnia, em uma 'cúpula em mangas de camisa' com o presidente dos EUA, Barack Obama, em junho de 2013, embora esta não tenha sido considerada uma visita de estado formal.[336] Em outubro de 2013, Xi participou da Cúpula da APEC em Bali, Indonésia.
Em março de 2014, Xi fez uma viagem à Europa Ocidental visitando a Holanda, onde participou da Cúpula de Segurança Nuclear em Haia,[337] seguida de visitas à França, Alemanha e Bélgica.[338] Ele fez uma visita de estado à Coreia do Sul em 4 de julho de 2014 e se reuniu com a presidente sul-coreana Park Geun-hye.[339] Entre 14 e 23 de julho, Xi participou da cúpula dos líderes do BRICS no Brasil e visitou Argentina, Venezuela e Cuba.[340]
Xi fez uma visita de estado oficial à Índia e se encontrou com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi em setembro de 2014; ele visitou Nova Delhi e também foi para a cidade natal de Modi no estado de Gujarat.[341] Ele fez uma visita de estado à Austrália e se encontrou com o primeiro-ministro Tony Abbott em novembro de 2014,[342] seguido de uma visita à nação insular de Fiji.[343] Xi visitou o Paquistão em abril de 2015, assinando uma série de acordos de infraestrutura no valor de US$ 45 bilhões relacionados ao Corredor Econômico China-Paquistão. Durante sua visita, o maior prêmio civil do Paquistão, o Nishan-e-Pakistan, foi conferido a ele.[344] Ele então foi para Jacarta e Bandung, Indonésia, para participar da Cúpula de Líderes Afro-Asiáticos e dos eventos do 60º Aniversário da Conferência de Bandung.[345] Xi visitou a Rússia e foi o convidado de honra do presidente russo, Vladimir Putin, na Parada do Dia da Vitória em Moscou de 2015 para marcar o 70º aniversário da vitória dos aliados na Europa. No desfile, Xi e sua esposa Peng Liyuan sentaram-se ao lado de Putin. Na mesma viagem, Xi também visitou o Cazaquistão e se reuniu com o presidente Nursultan Nazarbayev, e posteriormente também se encontrou com Alexander Lukashenko na Bielorrússia.[346]
Em setembro de 2015, Xi fez sua primeira visita de Estado aos Estados Unidos.[347][348][349] Em outubro de 2015, fez uma visita de Estado ao Reino Unido, a primeira de um líder chinês em uma década.[350] Isso ocorreu após uma visita à China em março de 2015 pelo duque de Cambridge. Durante a visita de Estado, Xi se encontrou com a rainha Elizabeth II, o primeiro-ministro britânico David Cameron e outros dignitários. O aumento das colaborações alfandegárias, comerciais e de pesquisa entre a China e o Reino Unido foram discutidos, mas eventos mais informais também ocorreram, incluindo uma visita à academia de futebol do Manchester City.[351]
Em março de 2016, Xi visitou a República Tcheca a caminho dos Estados Unidos. Em Praga, ele se reuniu com o presidente tcheco, primeiro-ministro e outros representantes para promover as relações e a cooperação econômica entre a República Tcheca e a RPC.[352] Sua visita foi recebida por um número considerável de protestos dos tchecos.[353]
Em janeiro de 2017, Xi se tornou o primeiro Líder Supremo chinês a planejar participar do Fórum Econômico Mundial em Davos.[354] Em 17 de janeiro, Xi discursou no fórum em uma palestra de alto nível, abordando a globalização, a agenda comercial global e o lugar crescente da China na economia mundial e na governança internacional; ele fez uma série de promessas sobre a defesa da China da "globalização econômica" e dos acordos de mudança climática.[354][355][356] O primeiro-ministro Li Keqiang participou do fórum em 2015 e o vice-presidente Li Yuanchao em 2016. Durante a visita de Estado de três dias ao país em 2017, Xi também visitou a Organização Mundial da Saúde, as Nações Unidas e o Comitê Olímpico Internacional.[356]
Em 20 de junho de 2019, Xi visitou Pyongyang, tornando-se o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte desde a visita de seu predecessor Hu Jintao em 2004.[357] Em 27 de junho, ele participou da cúpula do G20 em Osaka.[358] Em 17 de janeiro de 2020, Xi visitou Mianmar, encontrando-se com o presidente Win Myint, a conselheira de estado Aung San Suu Kyi e o líder militar Min Aung Hlaing em Naypyidaw.[359]
Entre 2020 e 2022, Xi interrompeu as viagens ao exterior, especuladas como devido à pandemia de COVID-19.[360] Em 14 de fevereiro de 2022, Xi visitou Astana, Cazaquistão, sua primeira viagem ao exterior desde o início da pandemia, encontrando-se com o presidente Kassym-Jomart Tokayev.[361] Um dia depois, ele visitou o Uzbequistão para participar da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em 2022. Lá, ele se reuniu com líderes da Ásia Central e também com o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.[362][363]
Entre 15 e 16 de novembro de 2022, Xi participou da Cúpula do G20 em Bali, reunindo-se com vários líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos Joe Biden, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol.[364][365][366] Entre 16 e 19 de novembro, ele participou da Cúpula da APEC na Tailândia, reunindo-se com líderes como o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida,[367] a primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern,[368] o primeiro-ministro tailandês Prayut Chan-o-cha e a vice-presidente dos EUA Kamala Harris.[369][370] Entre 7 e 10 de dezembro, visitou Riad, na Arábia Saudita, onde conheceu o rei Salman, e o príncipe herdeiro e primeiro-ministro Mohammed bin Salman. Ele também se reuniu com vários líderes árabes, incluindo membros do Conselho de Cooperação do Golfo.[371] Durante o encontro, ele assinou inúmeros acordos comerciais com a Arábia Saudita e elevou formalmente a relação a parceria estratégica abrangente, nível mais alto no ranking formal de relações da China com outros países.[372]
Entre 20 e 22 de março de 2023, Xi visitou Moscou, na Rússia, naquela que foi sua primeira viagem ao exterior após o Congresso Nacional do Povo de 2023. A visita ocorreu no contexto da invasão russa da Ucrânia, bem como de um mandado de prisão do presidente russo, Vladimir Putin, emitido pelo Tribunal Penal Internacional.[373] Durante a visita, Xi se encontrou com Putin, assim como com o primeiro-ministro Mikhail Mishustin.[374] Putin e Xi assinaram uma declaração conjunta prometendo expandir os laços e promoveram oficialmente um novo "mundo multipolar".[373]
Relações econômicas
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A Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR) foi apresentada por Xi em setembro e outubro de 2013 durante visitas ao Cazaquistão e à Indonésia,[375] e posteriormente promovida pelo primeiro-ministro Li Keqiang durante visitas de Estado à Ásia e à Europa. Xi fez o anúncio da iniciativa enquanto estava em Astana, no Cazaquistão, e a chamou de "oportunidade de ouro".[376] O ICR foi chamado de "projeto de assinatura" de Xi, envolvendo numerosos projetos de desenvolvimento e investimento de infraestrutura em toda a Ásia, Europa, África e Américas.[377] O ICR foi adicionado à Constituição do PCC na sessão de encerramento do 19º Congresso do Partido em 24 de outubro de 2017,[378] elevando ainda mais sua importância.[379] Desde que o ICR foi lançado, a China se tornou o maior credor do mundo, emprestando cerca de US$1 trilhão em uma década para quase 150 países. No entanto, até 2022, muitos projetos do ICR foram paralisados e a maioria da dívida da China foi mantida por países em dificuldades financeiras, levando os líderes chineses a adotar uma abordagem mais conservadora da ICR, apelidada de "Iniciativa do Cinturão e Rota 2.0".[380]
Xi propôs oficialmente o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) em outubro de 2013 durante uma visita à Indonésia,[381] que foi lançado oficialmente em janeiro de 2016.[382] A adesão ao AIIB incluiu vários países, incluindo aliados dos Estados Unidos e países ocidentais, apesar da oposição dos EUA.[382] Desde o seu lançamento até 2022, o AIIB investiu US$ 36,43 bilhões em 190 projetos.[383] O mandato de Xi viu a assinatura de vários acordos de livre comércio, incluindo com a Austrália em 2014,[384] Coreia do Sul em 2015,[385] e a maior Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) em 2020.[386] Xi também expressou seu interesse na adesão da China ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (AAPPT), com a China formalmente solicitando a adesão em setembro de 2021.[387]
Segurança nacional
Xi dedicou muito trabalho à segurança nacional, pedindo uma "arquitetura de segurança nacional holística" que englobe "todos os aspectos do trabalho do partido e do país".[388] Durante uma conversa privada com o presidente dos EUA, Obama, e o vice-presidente Biden, ele disse que a China foi alvo de "revoluções coloridas", prenunciando seu foco na segurança nacional.[389] Desde a sua criação por Xi, a Comissão de Segurança Nacional estabeleceu comitês de segurança locais, com foco na dissidência.[389] Em nome da segurança nacional, o governo de Xi aprovou inúmeras leis, incluindo uma lei de contraespionagem em 2014,[390] segurança nacional e uma lei de contraterrorismo em 2015,[391][392] uma lei de segurança cibernética e uma lei que restringe ONGs estrangeiras em 2016,[393][394] uma lei nacional de inteligência em 2017,[395] e uma lei de segurança de dados em 2021.[396] Sob Xi, a rede de vigilância em massa da China cresceu dramaticamente, com perfis abrangentes construídos para cada cidadão.[397]
Hong Kong
Durante sua liderança, Xi apoiou e buscou uma maior integração política e econômica de Hong Kong à China continental, inclusive por meio de projetos como a Ponte de Hong Kong-Macau-Zhuhai.[398] Ele pressionou pelo projeto da Área da Grande Baía, que visa integrar Hong Kong, Macau e outras nove cidades em Guangdong.[398] A pressão de Xi por uma maior integração criou temores de diminuir as liberdades em Hong Kong.[399] Em 2014, um documento publicado pelo Conselho de Estado, intitulado The Practice of the 'One Country, Two Systems' Policy in the Hong Kong Special Administrative Region, destacou-se que o governo central da China tem "jurisdição abrangente" em relação à Hong Kong.[400] Sob Xi, o governo chinês também declarou que a Declaração Conjunta Sino-Britânica era legalmente nula.[400]
Em agosto de 2014, o Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (CPCNP) tomou uma decisão permitindo o sufrágio universal para a eleição de 2017 do chefe do executivo de Hong Kong, mas também exigindo que os candidatos "amem o país e amem Hong Kong", bem como outras medidas que garantiram que a liderança chinesa seria a derradeira decisão sobre a escolha, levando a protestos,[401] e a eventual rejeição do projeto de reforma no Conselho Legislativo devido a uma desistência do pró- Acampamento de Pequim para atrasar a votação.[402] Na eleição de chefe do Executivo de 2017, Carrie Lam saiu vitoriosa, supostamente com o endosso do Politburo do PCC.[403]
Xi apoiou o governo de Hong Kong e Carrie Lam contra os manifestantes nos protestos em Hong Kong de 2019–2020, que eclodiram após uma proposta de lei que permitiria extradições para a China.[404] Ele defendeu o uso da força pela polícia de Hong Kong, dizendo que "Apoiamos veementemente a polícia de Hong Kong a tomar ações enérgicas para fazer cumprir a lei e o judiciário de Hong Kong a punir conforme a lei aqueles que cometeram crimes violentos".[405] Ao visitar Macau em 20 de dezembro de 2019 como parte do 20º aniversário de seu retorno à China, Xi alertou sobre a interferência de forças estrangeiras em Hong Kong e Macau,[406] ao mesmo tempo, em que insinuou que Macau poderia ser um modelo a ser seguido por Hong Kong.[407]
Em 2020, o CPCNP aprovou uma lei de segurança nacional em Hong Kong que expandiu drasticamente a repressão do governo à oposição na cidade; entre as medidas estavam a restrição dramática à oposição política e a criação de um escritório do governo central fora da jurisdição de Hong Kong para supervisionar a aplicação da lei.[400] Isso foi visto como o culminar de um projeto de longo prazo sob Xi para integrar ainda mais estreitamente Hong Kong ao continente.[400] Xi visitou Hong Kong como presidente em 2017 e 2022, no 20º e 25º aniversário da entrega de Hong Kong, respectivamente.[408] Em sua visita de 2022, ele empossou John Lee como chefe do executivo, um ex-policial apoiado pelo governo chinês para expandir o controle sobre a cidade.[409][410] Enquanto estava na cidade, ele disse que Hong Kong passou do "caos" para a "estabilidade".[411] Desde que John Lee se tornou chefe-executivo, funcionários do governo de Hong Kong, incluindo o próprio Lee, demonstraram publicamente lealdade a Xi, semelhante ao continente, mas inédito na cidade.[412]
Direitos humanos
Predefinição:Ver artigo principalSegundo a Human Rights Watch, Xi "iniciou uma ampla e contínua ofensiva contra os direitos humanos" desde que se tornou líder em 2012.[413] O HRW também disse que a repressão na China está "em seu pior nível desde o massacre da Praça da Paz Celestial".[414] Desde que assumiu o poder, Xi reprimiu o ativismo popular, com centenas de detidos.[415] Ele presidiu a repressão 709 em 9 de julho de 2015, que viu mais de 200 advogados, assistentes jurídicos e ativistas de direitos humanos serem detidos.[416] Seu mandato viu a detenção e prisão de ativistas como Xu Zhiyong, bem como vários outros que se identificaram com o Movimento dos Novos Cidadãos. O proeminente ativista jurídico Pu Zhiqiang, do movimento Weiquan, também foi preso e detido.[417]
Em 2017, o governo local da província de Jiangxi disse aos cristãos para substituir suas fotos de Jesus por Xi Jinping como parte de uma campanha geral contra igrejas não oficiais no país.[418][419][420] Segundo a mídia social local, as autoridades "os transformaram de acreditar na religião para acreditar no partido".[418] Segundo os ativistas, "Xi está travando a mais severa repressão sistemática do cristianismo no país desde que a liberdade religiosa foi inscrita na constituição chinesa em 1982" e, segundo pastores e um grupo que monitora a religião na China, envolveu "destruir cruzes, queimando bíblias, fechando igrejas e ordenando que os seguidores assinassem papéis renunciando à sua fé".[421]
Sob Xi, o PCC adotou políticas assimilacionistas em relação às minorias étnicas, reduzindo a ação afirmativa no país até 2019,[422] e descartando uma redação em outubro de 2021 que garantia os direitos das crianças minoritárias de serem educadas em sua língua nativa, substituindo-a com um que enfatizou o ensino da língua nacional.[423] Em 2020, Chen Xiaojiang foi nomeado chefe da Comissão Nacional de Assuntos Étnicos, o primeiro chefe chinês Han do órgão desde 1954.[424] Em 24 de junho de 2022, Pan Yue, outro chinês Han, tornou-se o chefe da comissão, com ele supostamente mantendo políticas assimilacionistas em relação às minorias étnicas.[425] Xi delineou suas opiniões oficiais sobre as relações entre a maioria dos chineses han e as minorias étnicas, dizendo que "nem o chauvinismo han, nem o chauvinismo étnico local são propícios ao desenvolvimento de uma comunidade para a nação chinesa".[426]
Xinjiang
Após vários ataques terroristas em Xinjiang em 2013 e 2014, os líderes do PCC participaram de uma reunião secreta para encontrar uma solução para os ataques,[427] levando Xi a lançar a Ação especial para reprimir severamente atividades terroristas violentas em 2014, que envolveu detenções em massa e vigilância da etnia uigures.[428][429] Xi fez uma viagem de inspeção em Xinjiang entre 27 e 30 de abril de 2014.[430] O programa foi amplamente expandido em 2016, após a nomeação de Chen Quanguo como secretário do PCC de Xinjiang. A campanha incluiu a detenção de 1,8 milhão de pessoas em campos de internamento, principalmente uigures, mas também outras minorias étnicas e religiosas, até 2020,[427] e uma campanha de supressão de nascimentos que levou a uma grande queda na taxa de natalidade uigures até 2019.[431] Vários grupos de direitos humanos e ex-presidiários descreveram os campos como "campos de concentração", onde os uigures e outras minorias foram assimilados à força pela maioria da sociedade chinesa de etnia han.[432] Este programa foi chamado de genocídio por alguns observadores, enquanto um relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU disse que eles podem equivaler a crimes contra a humanidade.[433][434]
Documentos internos do governo chinês vazados para a imprensa em novembro de 2019 mostraram que Xi ordenou pessoalmente uma operação de segurança em Xinjiang, dizendo que o partido deve mostrar "absolutamente nenhuma misericórdia" e que os funcionários usem todas as "armas da ditadura democrática do povo" para reprimir aqueles "infectado com o vírus do extremismo".[429][435] Os jornais também mostraram que Xi discutiu repetidamente sobre o extremismo islâmico em seus discursos, comparando-o a um "vírus" ou uma "droga" que só poderia ser tratada por "um período de tratamento doloroso e interventivo".[429] No entanto, ele também alertou contra a discriminação contra os uigures e rejeitou propostas para erradicar o Islã na China, chamando esse tipo de ponto de vista de "tendencioso, até errado".[429] O papel exato de Xi na construção de campos de internamento não foi divulgado publicamente, embora se acredite que ele esteja por trás deles e suas palavras tenham sido a fonte de grandes justificativas na repressão em Xinjiang.[436][437] Nos Arquivos da Polícia de Xinjiang vazados em 2022, um documento citando o Ministro da Segurança Pública Zhao Kezhi sugeria que Xi estava ciente dos campos de internamento.[438]
Em 8 de Julho de 2019, 22 países assinaram uma declaração ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, na qual apelaram ao fim das detenções em massa na China e exprimiram a sua preocupação com a vigilância e repressão generalizadas em Xinjiang.[439][440] A 13 de Junho de 2019, a China convida a ONU a visitar os 'Centros de Educação' em Xinjiang, e afirma estar a ajudar a erradicar o extremismo e a dar novas competências às pessoas. Em março do mesmo ano, o vice-ministro dos negócios estrangeiros Le Yucheng afirmou que os "campus" seriam encerrados gradualmente à medida que a ideologia extremista fosse vencida na região.[441]
Em resposta, 50 países assinaram uma carta conjunta ao CDHNU elogiando as "realizações notáveis da China no domínio dos direitos humanos" sob Xi Jinping, afirmando "Agora a segurança e a protecção regressou a Xinjiang e os direitos humanos fundamentais das pessoas de todos os grupos étnicos estão salvaguardados". Também criticaram a prática de "politização das questões dos direitos humanos".[442][443]
Em Outubro de 2019, 23 países emitiram uma declaração conjunta à ONU instando a China a "manter as suas obrigações e compromissos nacionais e internacionais de respeito pelos direitos humanos".[443][444]
Em resposta, 54 países emitiram uma declaração conjunta de apoio às políticas chinesas de Xinjiang. A declaração "falou positivamente dos resultados das medidas antiterroristas e de desradicalização em Xinjiang e observou que estas medidas salvaguardaram efectivamente os direitos humanos básicos das pessoas de todos os grupos étnicos".[444][445]
Pandemia do covid-19
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver artigo principal|Ver artigos principais|Ver página principal|Ver páginas principais}}Em 20 de janeiro de 2020, Xi comentou pela primeira vez sobre a emergência da pandemia de COVID-19 em Wuhan e ordenou "esforços para conter a propagação" do vírus.[446] Ele deu ao primeiro-ministro Li Keqiang alguma responsabilidade sobre a resposta à COVID-19, no que foi sugerido pelo The Wall Street Journal como uma tentativa de potencialmente se isolar das críticas se a resposta falhasse.[447] O governo inicialmente respondeu à pandemia com um bloqueio e censura, com a resposta inicial causando uma reação generalizada na China.[448] Ele se reuniu com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 28 de janeiro.[449] Der Spiegel relatou que em janeiro de 2020 Xi pressionou Tedros Adhanom a adiar a emissão de um alerta global sobre o surto de COVID-19 e reter informações sobre a transmissão do vírus entre humanos, alegações negadas pela OMS.[450] Em 5 de fevereiro, Xi se reuniu com o primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, em Pequim, o primeiro líder estrangeiro com permissão para entrar na China desde o surto.[449] Depois que o surto de COVID-19 ficou sob controle em Wuhan, Xi visitou a cidade em 10 de março.[451]
Após controlar o surto em Wuhan, Xi favoreceu o que foi oficialmente denominado "política dinâmica de COVID-zero" que visa controlar e suprimir o vírus o máximo possível dentro das fronteiras do país.[452] Isso envolveu bloqueios locais e testes em massa.[453] Embora inicialmente creditada pela supressão do surto de COVID-19 pela China, a política foi posteriormente criticada por estrangeiros e alguns observadores domésticos por estar fora de contato com o resto do mundo e ter um forte impacto na economia.[453] Essa abordagem foi especialmente criticada durante o bloqueio de Xangai em 2022, que forçou milhões a irem para suas casas e prejudicou a economia da cidade,[454] prejudicando a imagem de Li Qiang, aliado próximo de Xi e secretário do Partido na cidade.[455] Por outro lado, Xi disse que a política foi projetada para proteger a segurança da vida das pessoas.[456] Em 23 de julho de 2022, a Comissão Nacional de Saúde informou que Xi e outros líderes importantes tomaram as vacinas COVID-19 locais.[457]
No 20º Congresso do PCC, Xi confirmou a continuação da política de zero-COVID,[458] afirmando que iria "inabalavelmente" realizar "zero-COVID dinâmico" e prometendo "vencer resolutamente a batalha",[459] embora a China tenha começado uma flexibilização limitada das políticas nas semanas seguintes.[460] Em novembro de 2022, eclodiram protestos contra as políticas de COVID-19 da China, com um incêndio em um prédio de apartamentos em Ürümqi sendo o gatilho.[461] Os protestos foram realizados em várias cidades importantes, com alguns dos manifestantes exigindo o fim do governo de Xi e do PCC.[461] Os protestos foram reprimidos em sua maioria em dezembro,[461] embora o governo tenha diminuído ainda mais as restrições do COVID-19 desde então.[462] Em 7 de dezembro de 2022, a China anunciou mudanças em larga escala em sua política de COVID-19, incluindo permitir a quarentena em casa para infecções leves, reduzir os testes de PCR e diminuir o poder das autoridades locais para implementar bloqueios.[463]
Politica ambiental
Em setembro de 2020, Xi anunciou que a China "reforçará sua meta climática de 2030 (NDC), atingirá o pico de emissões antes de 2030 e visará alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060".[464] Se realizado, isso reduziria o aumento esperado da temperatura global em 0,2–0,3 °C - "a maior redução individual já estimada pelo Climate Action Tracker".[464] Xi mencionou a ligação entre a pandemia de COVID-19 e a destruição da natureza como uma das razões para a decisão, dizendo que "a humanidade não pode mais ignorar os repetidos avisos da natureza".[465] Em 27 de setembro, cientistas chineses apresentaram um plano detalhado de como atingir a meta.[466] Em setembro de 2021, Xi anunciou que a China não construirá projetos de energia a carvão no exterior, o que foi considerado potencialmente "fundamental" na redução de emissões. A Belt and Road Initiative não incluiu o financiamento de tais projetos já no primeiro semestre de 2021.[467]
Xi Jinping não compareceu pessoalmente à COP26. No entanto, uma delegação chinesa liderada pelo enviado de mudança climática Xie Zhenhua compareceu.[468][469] Durante a conferência, os Estados Unidos e a China concordaram com uma estrutura para reduzir as emissões de GEE por meio da cooperação em diferentes medidas.[470]
Estilo de governança
Conhecido como um líder muito reservado, pouco se sabe publicamente sobre como Xi toma decisões políticas ou como chegou ao poder.[471][472] Os discursos de Xi são geralmente divulgados meses ou anos após serem feitos.[471] Xi também nunca deu uma coletiva de imprensa desde que se tornou líder supremo, exceto em raras coletivas de imprensa conjuntas com líderes estrangeiros.[471][473] O Wall Street Journal informou que Xi prefere microgerenciamento na governança, em contraste com líderes anteriores, como Hu Jintao, que deixou detalhes das principais políticas para funcionários de baixo escalão.[99] Alegadamente, os funcionários ministeriais tentam chamar a atenção de Xi de várias maneiras, com alguns criando apresentações de slides e relatórios de áudio. O Wall Street Journal também informou que Xi criou um sistema de avaliação de desempenho em 2018 para avaliar funcionários em várias medidas, incluindo lealdade.[99] Segundo o The Economist, as ordens de Xi são geralmente vagas, deixando que funcionários de nível inferior interpretem suas palavras.[436] A mídia estatal chinesa Agência de Notícias Xinhua disse que Xi "revisa pessoalmente todos os rascunhos dos principais documentos políticos" e "todos os relatórios enviados a ele, não importa o quão tarde da noite, foram devolvidos com instruções na manhã seguinte".[474] Com relação ao comportamento dos membros do Partido Comunista, Xi enfatiza os "Dois Deveres" (os membros não devem ser arrogantes ou imprudentes e devem manter seu espírito trabalhador) e os "Seis Nãos" (os membros devem dizer não ao formalismo, burocracia, -doação, luxuosas celebrações de aniversário, hedonismo e extravagância).[183]Predefinição:Rp Xi pediu que os funcionários pratiquem a autocrítica que, segundo os observadores, é para parecer menos corrupto e mais popular entre o povo.[475][476][477]
Posições políticas
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Sonho chinês
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver artigo principal|Ver artigos principais|Ver página principal|Ver páginas principais}}
Xi e os ideólogos do PCC cunharam a frase "Sonho Chinês" para descrever seus planos abrangentes para a China. Xi usou a frase pela primeira vez durante uma visita de destaque ao Museu Nacional da China em 29 de novembro de 2012, onde ele e seus colegas do Comitê Permanente estavam participando de uma exposição de "renascimento nacional". Desde então, a frase tornou-se o slogan político da era Xi.[478][479] A origem do termo "Sonho Chinês" não é clara. Embora a frase tenha sido usada antes por jornalistas e estudiosos,[480] algumas publicações postularam que o termo foi provavelmente inspirado no conceito de sonho americano.[481] O The Economist notou que a natureza abstrata e aparentemente acessível do conceito, sem estipulações políticas abrangentes específicas, pode ser um afastamento deliberado das ideologias pesadas de jargão de seus predecessores.[482] Xi vinculou o "Sonho Chinês" à frase "grande rejuvenescimento da nação chinesa".[483][lower-alpha 5]
Renascimento cultural
Nos últimos anos, os principais líderes políticos do PCC, como Xi, supervisionaram a reabilitação de antigas figuras filosóficas chinesas como Han Fei na corrente principal do pensamento chinês ao lado do confucionismo. Em uma reunião com outras autoridades em 2013, ele citou Confúcio, dizendo que "aquele que governa pela virtude é como a Estrela Polar, mantém seu lugar e a multidão de estrelas presta homenagem". Ao visitar Shandong, o local de nascimento de Confúcio, em novembro, ele disse a estudiosos que o mundo ocidental estava “sofrendo uma crise de confiança” e que o PCC tem sido “o leal herdeiro e promotor da excelente cultura tradicional da China”.[484]
De acordo com vários analistas, a liderança de Xi foi caracterizada por um ressurgimento da antiga filosofia política Legalismo.[485][486][487] Han Fei ganhou novo destaque com citações favoráveis; uma frase de Han Fei citada por Xi apareceu milhares de vezes na mídia oficial chinesa nos níveis local, provincial e nacional.[487] Xi também apoiou o filósofo neoconfucionista Wang Yangming, dizendo aos líderes locais para promovê-lo.[488]
Xi também supervisionou um renascimento da cultura tradicional chinesa, rompendo com o caminho anterior do PCC, que frequentemente o atacava.[489] Ele chamou a cultura tradicional de "alma" da nação e o "fundamento" da cultura do PCC.[490] Xi também pediu a integração dos princípios básicos do marxismo com a cultura tradicional da China.[491] Hanfu, o traje tradicional dos chineses Han, viu um renascimento sob ele, associado ao renascimento da cultura tradicional.[492] Ele estabeleceu as "quatro questões de confiança", que mais tarde foram adicionadas à constituição do PCC, pedindo aos membros do PCC, funcionários do governo e ao povo chinês que sejam "confiantes em nosso caminho escolhido, confiantes em nossas teorias orientadoras, confiantes em nosso sistema político e confiante em nossa cultura". Ele revelou a iniciativa de Civilização Global em 2023, pedindo "respeitar a diversidade das civilizações, defender os valores comuns da humanidade, valorizar a herança e a inovação das civilizações e fortalecer os intercâmbios e a cooperação internacional entre pessoas".[491]
Ideologia
{{#invoke:Labelled list hatnote|labelledList|Ver também|ifexists=true}} Xi disse que "somente o socialismo pode salvar a China".[493] Xi também declarou que o socialismo de Deng Xiaoping com características chinesas é o "único caminho correto para realizar o rejuvenescimento nacional".[494] Segundo a BBC News, enquanto o PCC foi visto como tendo abandonado sua ideologia comunista desde que iniciou as reformas econômicas na década de 1970, alguns observadores acreditam que Xi acredita mais na "ideia de um projeto comunista",[495] sendo descrito como marxista-leninista pelo ex-primeiro-ministro australiano Kevin Rudd.[496] A ênfase de Xi em priorizar a ideologia incluiu reafirmar a eventual realização do comunismo como o objetivo do Partido e repreender aqueles que descartam o comunismo como impraticável ou irrelevante.{{#invoke:Footnotes|sfn}} Xi descreveu o ideal comunista como o "cálcio" na espinha de um membro do Partido, sem o qual o membro do Partido sofreria a "osteoporose" da decadência política e seria incapaz de ficar de pé.{{#invoke:Footnotes|sfn}}
Subscrevendo a visão de que o socialismo acabará triunfando sobre o capitalismo, Xi disse que "a análise de Marx e Engels sobre as contradições básicas da sociedade capitalista não está desatualizada, nem a visão materialista histórica de que o capitalismo está fadado a morrer e o socialismo está fadado a vencer".[497] Xi supervisionou o aumento da "Economia Política Socialista com Características Chinesas" como um importante tópico de estudo para acadêmicos na China, visando diminuir a influência da economia influenciada pelo ocidente.[497] Embora tenha chamado a atenção para o que considera ser uma "expansão desordenada do capital", ele também disse que "é necessário estimular a vitalidade do capital de todos os tipos, incluindo o capital não público, e dar pleno desempenho ao seu papel positivo ".[497]Predefinição:Caixa de citaçãoXi apoiou um maior controle do PCC sobre a República Popular da China, dizendo que "o governo, os militares, a sociedade e as escolas, norte, sul, leste e oeste - o partido lidera todos".[498] Durante o 100º aniversário do PCC em 2021, ele disse que "sem o Partido Comunista da China, não haveria uma nova China e nenhum rejuvenescimento nacional" e que "a liderança do Partido é a característica definidora do socialismo com características chinesas e constitui a maior força deste sistema".[499] Ele disse que a China, apesar de muitos contratempos, alcançou grande progresso sob o PCC, dizendo que "o socialismo com características chinesas se tornou o porta-estandarte do desenvolvimento socialista do século XXI".[500] No entanto, ele também alertou que levará muito tempo para a China sob o PCC completar seu rejuvenescimento e durante esse período, os membros do partido devem estar vigilantes para não deixar o governo do PCC entrar em colapso.[500]
Xi descartou um sistema multipartidário para a China, dizendo que "a monarquia constitucional, a restauração imperial, o parlamentarismo, um sistema multipartidário e um sistema presidencial, nós os consideramos, tentamos, mas nenhum funcionou".[501] No entanto, Xi considera a China uma democracia, dizendo que "a democracia socialista da China é a democracia mais abrangente, genuína e eficaz".[502] A definição de democracia da China é diferente das democracias liberais e está enraizada no marxismo-leninismo, e é baseada nas frases "Ditadura Democrática Popular" e "Centralismo Democrático".[502] Xi também cunhou o termo "democracia popular de todo o processo", que ele disse ser sobre ter "o povo como mestre".[503] Analistas e observadores estrangeiros contestaram amplamente que a China seja uma democracia, dizendo que é um estado autoritário de partido único e que Xi é um líder autoritário.Predefinição:Refn Alguns observadores chamaram Xi de ditador, citando a grande centralização de poder em torno dele, invisível em comparação com seus predecessores.[504][505] Xi também rejeitou a ocidentalização como a única maneira de modernizar, em vez de promover o que ele chama de "modernização ao estilo chinês".[506] Ele identificou cinco conceitos como parte da modernização ao estilo chinês, incluindo modernização de uma enorme população, prosperidade comum, avanço material e ético-cultural, harmonia entre a humanidade e a natureza e desenvolvimento pacífico.[507]
Documento Número Nove
O Documento n.º 9, oficialmente ″Comunicado sobre o Estado Atual da Esfera Ideológica″, é um documento interno confidencial amplamente divulgado dentro do PCC em 2013 pela Secretaria-Geral do partido.[508][509] Foi publicado em julho de 2012.[510] O documento adverte oficialmente sobre a promoção de sete perigosos valores ocidentais:[511]
- Democracia Constitucional Ocidental: uma tentativa de minar a liderança atual e o sistema de governança do socialismo com características chinesas;
- "Valores universais" na tentativa de enfraquecer os fundamentos teóricos da direção do Partido;
- A sociedade civil na tentativa de desmantelar a base social do partido no poder;
- Neoliberalismo, tentando mudar o Sistema Econômico Básico da China;
- A ideia de jornalismo de West, desafiando o princípio da China de que a mídia e o sistema editorial devem estar sujeitos à disciplina do Partido;
- Niilismo histórico, tentando minar a história do PCC e da Nova China; e
- Questionando a Reforma e Abertura e a natureza socialista do socialismo com características chinesas.
Embora seja anterior à ascensão formal de Xi Jinping aos principais cargos do partido e do estado, o lançamento deste documento interno, que introduziu novos tópicos que antes não estavam "fora dos limites", estava sendo intimamente associado a Xi Jinping pelo The New York Times.[512]
Pensamento de Xi Jinping
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Em setembro de 2017, o Comitê Central do PCC decidiu que as filosofias políticas de Xi, geralmente referidas como "Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era", se tornariam parte da Constituição do Partido.[513][514] Xi mencionou pela primeira vez o "Pensamento sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era" em seu discurso de abertura proferido no 19º Congresso do Partido em outubro de 2017. Seus colegas do Comitê Permanente do Politburo, em suas próprias análises do discurso de abertura de Xi no Congresso, acrescentaram o nome "Xi Jinping" antes de "Pensamento".[515] Em 24 de outubro de 2017, em sua sessão de encerramento, o 19º Congresso do Partido aprovou a incorporação do Pensamento de Xi Jinping na Constituição do PCC,[117] enquanto em março de 2018, o Congresso Nacional do Povo mudou a constituição do estado para incluir o Pensamento de Xi Jinping.[516]
O próprio Xi descreveu o Pensamento como parte do amplo quadro criado em torno do socialismo com características chinesas, termo cunhado por Deng Xiaoping que coloca a China no estágio primário do socialismo. Na documentação oficial do partido e nos pronunciamentos dos colegas de Xi, o Pensamento é considerado uma continuação do Marxismo-Leninismo, do Pensamento de Mao Zedong, da Teoria de Deng Xiaoping, dos Três Representantes e da Perspectiva Científica sobre o Desenvolvimento, como parte de uma série de ideologias orientadoras que incorporam o "marxismo adaptado às condições chinesas" e considerações contemporâneas.[515] Além disso, foi descrito como o "marxismo do século XXI" por dois professores da Escola Central do PCC.[36] Wang Huning, um importante conselheiro político e aliado próximo de Xi, foi descrito como fundamental para o desenvolvimento do pensamento de Xi Jinping.[36] Os conceitos e o contexto por trás do Pensamento de Xi Jinping são elaborados na série de livros de Xi, A Governança da China, publicada pela, Edições em Línguas Estrangeiras para um público internacional. O volume um foi publicado em setembro de 2014, seguido pelo volume dois em novembro de 2017.[517]
Um aplicativo para ensinar o Pensamento de Xi Jinping se tornou o aplicativo de smartphone mais popular na China em 2019, quando o PCC, governante do país, lançou uma nova campanha que convoca seus quadros a mergulhar na doutrina política todos os dias. Xuexi Qiangguo é agora o item mais baixado na App Store doméstica da Apple, superando em demanda aplicativos de mídia social como WeChat e TikTok.[518] Em 2021, o governo incluiu o Pensamento de Xi Jinping no currículo, inclusive para alunos do ensino fundamental à universidade, o que gerou resistência dos pais. Durante grande parte dos 30 anos anteriores, a ideologia política e a doutrina comunista não eram um padrão ensinado nas escolas chinesas até o ensino médio, e os livros didáticos apresentavam um conjunto mais amplo de líderes chineses com menos ênfase em um único líder como Xi.[519]
Vida pessoal
Família
O primeiro casamento de Xi foi com Ke Lingling, filha de Ke Hua, embaixador da China no Reino Unido no início dos anos 1980. Eles se divorciaram em poucos anos.[520] Os dois brigavam "quase todos os dias" e, após o divórcio, Ke mudou-se para a Inglaterra.[30] Em 1987, Xi se casou com a proeminente cantora folk chinesa Peng Liyuan.[521] Xi e Peng foram apresentados por amigos como muitos casais chineses na década de 1980. Xi era supostamente acadêmico durante o namoro, perguntando sobre técnicas de canto.[522] Peng Liyuan, um nome familiar na China, era mais conhecido do público do que Xi até sua ascensão política. O casal era separado frequentemente devido às suas vidas profissionais distintas. Peng desempenhou um papel muito mais visível como a "primeira-dama" da China em comparação com seus predecessores; por exemplo, Peng recebeu a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, em sua visita de destaque à China em março de 2014.[523]
Xi e Peng têm uma filha chamada Xi Mingze, que se formou na Universidade de Harvard na primavera de 2015. Enquanto estava em Harvard, ela usou um pseudônimo e estudou psicologia e inglês.[524] A família de Xi tem uma casa em Jade Spring Hill, um jardim e área residencial no noroeste de Pequim administrado pelo CMC.[525]
Em junho de 2012, a Bloomberg News informou que membros da família extensa de Xi têm interesses comerciais substanciais, embora não haja evidências de que ele tenha intervindo para ajudá-los.[526] O site da Bloomberg foi bloqueado na China continental em resposta ao artigo.[527] Desde que Xi embarcou em uma campanha anticorrupção, o The New York Times relatou que membros de sua família estavam vendendo seus investimentos corporativos e imobiliários a partir de 2012.[528] Parentes de altos funcionários chineses, incluindo sete atuais e ex-líderes seniores do Politburo do PCC, foram citados nos Panama Papers, incluindo Deng Jiagui,[529] cunhado de Xi. Deng tinha duas empresas de fachada nas Ilhas Virgens Britânicas enquanto Xi era membro do Comitê Permanente do Politburo, mas elas estavam inativas quando Xi se tornou secretário-geral do PCC em novembro de 2012.[530]
Personalidade
Peng descreveu Xi como trabalhador e pé no chão: "Quando ele chega em casa, nunca senti como se houvesse algum líder na casa. Aos meus olhos, ele é apenas meu marido".[531] Em 1992, a jornalista do Washington Post Lena H. Sun obteve uma entrevista com Xi, então secretário do PCC em Fuzhou; Sun descreveu Xi como consideravelmente mais à vontade e confiante do que muitos funcionários de sua idade e disse que ele falava sem consultar anotações.[532] Ele foi descrito em um artigo do The Washington Post de 2011 por aqueles que o conhecem como "pragmático, sério, cauteloso, trabalhador, pé no chão e discreto". Ele foi descrito como uma boa mão na resolução de problemas e "aparentemente desinteressado nas armadilhas do alto cargo".[533]
Vida pública
É difícil avaliar a opinião do público chinês sobre Xi, já que não existem pesquisas independentes na China e a mídia social é fortemente censurada.[534] No entanto, acredita-se que ele seja amplamente popular no país.[535][536] De acordo com uma pesquisa de 2014 co-patrocinada pelo Ash Center for Democratic Governance and Innovation da Harvard Kennedy School, Xi classificou-se em 9 de 10 em índices de aprovação doméstica.[537] Uma pesquisa YouGov divulgada em julho de 2019 constatou que cerca de 22% das pessoas na China continental listam Xi como a pessoa que mais admiram, uma pluralidade, embora esse número seja 5% para os residentes de Hong Kong.[538] Na primavera de 2019, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre a confiança em Xi Jinping entre as médias de seis países com base na Austrália, Índia, Indonésia, Japão, Filipinas e Coreia do Sul, que indicou que uma média de 29% confiam em que Xi Jinping fará a coisa certa em relação aos assuntos mundiais, enquanto uma média de 45% não confia; esses números são ligeiramente superiores aos do líder norte-coreano Kim Jong Un (23% de confiança, 53% sem confiança).[539] Uma pesquisa da Politico e da Morning Consult em 2021 descobriu que 5% dos americanos têm uma opinião favorável de Xi, 38% desfavorável, 17% sem opinião e 40%, uma pluralidade, nunca tendo ouvido falar dele.[540]
Em 2017, A revista The Economist o nomeou a pessoa mais poderosa do mundo.[541] Em 2018, a Forbes o classificou como a pessoa mais poderosa e influente do mundo, substituindo o presidente russo Vladimir Putin, que ocupou por cinco anos consecutivos a posição.[542] Desde 2013, Repórteres Sem Fronteiras, uma organização internacional sem fins lucrativos e não governamental com o objetivo declarado de salvaguardar o direito à liberdade de informação, incluiu Xi entre a lista de predadores da liberdade de imprensa.[543]
Ao contrário dos líderes chineses anteriores, a mídia estatal chinesa deu uma visão mais abrangente da vida privada de Xi, embora ainda seja estritamente controlada. Segundo a Agência de Notícias Xinhua, Xi nadaria um quilômetro e caminharia todos os dias enquanto houvesse tempo, e está interessado em escritores estrangeiros, especialmente russos.[474] Ele é conhecido por amar filmes e programas de TV como O Resgate do Soldado Ryan, The Departed, The Godfather e Game of Thrones,[544][545][546] também elogiando o cineasta independente Jia Zhangke.[547] A mídia estatal chinesa também o classificou como uma figura paterna e um homem do povo, determinado a defender os interesses chineses.[472]
Honras
Predefinição:Honras concedidas a Xi Jinping
Chave da cidade
Xi possui uma "chave da cidade", uma honra concedida aos convidados para simbolizar sua importância, em:
- Predefinição:Flagdeco Muscatine, Iowa, Estados Unidos (26 de abril de1985)[548][549]
- Predefinição:Flagdeco Montego Bay, Jamaica (13 de fevereiro de 2009)[66]
- Predefinição:Flagdeco Muscatine, Iowa, Estados Unidos (14 de Fevereiro de 2012)[548]
- Predefinição:Flagdeco San José, Costa Rica (3 de junho de 2013)[550]
- Predefinição:Flagdeco Cidade do México, México (5 de junho de 2013)[551]
- Predefinição:Flagdeco Buenos Aires, Argentina (19 de julho de 2014)[552]
- Predefinição:Flagdeco Praga, República Tcheca (29 de março de 2016)[553]
- Predefinição:Flagdeco Madrid, Espanha (28 de novembro de 2018)[554]
Doutorados honoris causa
- Predefinição:Flagdeco Universidade Nazarbayev (7 de setembro de 2013)[555]
- Predefinição:Flagdeco Universidade de Joanesburgo (11 de abril de 2019)[556]
- Predefinição:Flagdeco Universidade Estatal de São Petersburgo (6 de junho de 2019)[557]
- Predefinição:Flagdeco Universidade Rei Saud (8 de dezembro de 2022)[558]
Obras
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Cronologia
Segue abaixo a cronologia da vida de Xi Jinping:[559]
| Data | Nota |
|---|---|
| 1953 | Nasce em Fuping, província de Shaanxi. |
| 1969–1975 | Trabalhou como um jovem educado enviado para o campo de Liangjiahe, Comuna de Wen'anyi, Condado de Yanchuan, província de Shaanxi, e serviu como secretário do Partido. |
| 1975–1979 | Estudante de síntese orgânica básica no Departamento de Engenharia Química da Universidade de Tsinghua. |
| 1979–1982 | Secretário na Secretaria-Geral do Conselho de Estado e do Gabinete Geral da Comissão Militar Central (como um oficial em serviço ativo). |
| 1982–1983 | Secretário-adjunto do comitê do PCC de Zhengding, província de Hebei |
| 1983–1985 | Secretário do Comitê Municipal de Hengding, província de Hebei. |
| 1985–1988 | Membro do Comité Permanente do Comitê do Partido Municipal e vice-prefeito de Xiamen, província de Fujian. |
| 1988–1990 | Secretário Comitê do PCC da Prefeitura Ningde, Província de Fujian. |
| 1990–1993 | Secretário do Comitê Municipal de Fuzhou PCC e presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Municipal de Fuzhou, província de Fujian. |
| 1993–1995 | Membro da Comissão Permanente do Comité Provincial de Fujian PCC, secretário do Comitê Municipal de Fuzhou CPC e presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Municipal de Fuzhou. |
| 1995–1996 | O secretário-adjunto do Comité Provincial de Fujian PCC, secretário do Comitê Municipal de Fuzhou e presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Municipal de Fuzhou. |
| 1996–1999 | Secretário-adjunto da Comissão Provincial PCC Fujian. |
| 1999–2000 | Secretário-adjunto do Comité Provincial de Fujian PCC e governador em exercício da província de Fujian. |
| 2000–2002 | Secretário-adjunto da Comissão Provincial de Fujian PCC e governador da província de Fujian (1998-2002 Estudou teoria marxista e educação ideológica em um on-the-job programa de pós-graduação da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Tsinghua e se formou com um grau LLD). |
| 2002–2002 | Secretário-adjunto do Comité Provincial de Zhejiang CPC e governador em exercício da província de Zhejiang. |
| 2002–2003 | Secretário do Comité Provincial de Zhejiang PCC e governador em exercício da província de Zhejiang. |
| 2003–2007 | Secretário da Comissão Provincial de Zhejiang PCC e presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Provincial de Zhejiang. |
| 2007–2007 | Secretário do Comitê Municipal de Shanghai PCC. |
| 2007–2008 | Membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do PCC, membro do Secretariado do Comitê Central do PCC e presidente do Partido Escola do Comitê Central do PCC. |
| 2008–2010 | Membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do PCC, membro do Secretariado do Comitê Central do PCC, vice-presidente da República Popular da China e presidente da Escola do Partido do Comitê Central do PCC. |
| 2010 | Vice-presidente da Comissão Militar Central PCC. |
| 2012 | Nomeado secretário-geral do Partido Comunista da China e Presidente, sucedendo Hu Jintao. |
| 2014 | Lança o livro A Governança da China |
| 2017 | Reeleito para o segundo mandado como secretário-geral do Partido Comunista da China. |
| 2018 | É nomeado pelo Parlamento Chinês presidente vitalício da China. |
| 2022 | Reeleito para o terceiro mandado como secretário-geral do Partido Comunista da China.[2] |
Notas e referências
Notas
- ↑ Predefinição:Lang-zh, pronunciado Predefinição:IPAc-cmn
- ↑ Liu Yandong, Wang Qishan e Deng Pufang (filho de Deng Xiaoping) todos colocados no final da lista de membros alternativos. Como Xi, todos os três eram vistos como "príncipes". Bo Xilai não foi eleito para o Comitê Central; isto é, Bo teve uma classificação inferior na contagem de votos do que Xi.
- ↑ Original Predefinição:Zh
- ↑ Original: Predefinição:Zh
- ↑ Predefinição:Zh, que também pode ser traduzido como o "Grande Renascimento da nação chinesa" ou o "Grande renascimento do povo chinês".
Referências
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Bibliografia
- Brown, Kerry (2016) - CEO, China: The Rise of Xi Jinping - I.B. Tauris
- Ringen, Stein (2016) - The Perfect Dictatorship: China in the 21st Century - Hong Kong University Press
Leitura adicional
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- Magnus, George. Red Flags: Why Xi's China is in Danger (Yale UP, 2018).
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- {{#invoke:Citar periódico|jornal}} Review of comment accompanying Xi's visit.
- {{#invoke:Citar periódico|jornal}} Descreve a vida de Xi Jinping.
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Ligações externas
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- Embaixada dos EUA em Pequim, retrato de Xi Jinping, via vazamento de cabos diplomáticos dos Estados Unidos (em inglês)
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